Em Conferencia no Tribunal da Relação do Porto

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1 PN ; Ap.: Tc. SM Feira, 1º J. (94-A.02 ); Ap.e2 Ap.o3: Em Conferencia no Tribunal da Relação do Porto interpôs a p resente Apelação da sentença de 1ª instância que julgou improcedentes os embargos de executada deduzidos em execução fundad a em título de crédito que lhe moveu. É esta a matéria de facto que deve ser tida em conta: (1) A embargante sustentou não dever qualquer quantia ao exequente, nem à secadora e endossante da letra dada à ex ecução, Quercus, QCB, SA. (2) E que era cr edora desta última pela quantia de FF 1 768,921. (3) Por outro lado a letra dada à execução fora aceite, juntamente com outras duas, para pagamento de mercadorias que a embargante comp rou a Quercus, no preço total de FF 1 704,226. (4) Ora, a embargante e Quercus acordaram em proceder ao encontro de contas e a embargante só aceitou as letras porque Quercus assinou uma declaração na qual garantia liquidar o crédito à embargante até à data do vencimento das letras: caso assim não sucedesse, assumiria a responsabilidade da liquidação daquelas. (5) Assim, porque Quercus nada pagou à embargante, só aquela é responsável pelo pagamento da letra dad a à ex ecução. (6) Entretanto sustentou que se trata aqui de um problema colocado nas relações imediatas, uma vez que a exequente recebeu a letra por cessão. 1 Vistos: Des. Paiva (1478); Des. (1503). 2 Adv.: Drª 3 Adv.: Dr. 1

2 Na Resposta o embargado defendeu, antes pelo contrário, ser problema do âmbito e alcance das relações mediatas, não podendo pois opor-lhe a executada a excepção da inexistência de uma causa devendi. Perante este debate, a decisão recorrida considerou o seguinte: (a)...estaremos no âmbito das relações imediatas enquanto o título não saia das mãos dos sujeitos das relações subjacentes; já quando o título entra na posse de uma pessoa estranha a essas relações estamos no âmbito das relações mediatas; (b) No caso em apreço forçoso será concluir no âmbito das relações mediatas: o embargado/exequente não interveio (pelo menos a embargante não o alega) no negócio jurídico (transacções comerciais e acordos quanto ao seu pagamento) que esteve subjacente à subscrição da letra, i.é, à obrigação cambiária (a letra foi-lhe entregue por endosso do sacador4); (c) Logo, é inop onível ao embarg ado que o embargante tenha acordado com a sacadora da letra só pagar caso esta liquidasse previamente o débito que para com ela tinha:...improcedentes os embargos. Contudo, a Ap.e opõe ao mérito desta decisão as seguintes conclusões da Apelação: (a) A exequente interpôs contra a Ap.e acção executiva para pagamento de determinada quantia; 4 A sentença cito u Ferrer Correia, Lições de Direito Comercia l, p.179 ss: endosso declaração cambiária que normalmente tem os efeitos de transmitir a letra, garantir ao portador a aceitação e o pagamento e justificar a sua posse. Segue a sentença: diferentemente do que sugere o embargante o endosso não consiste numa cessão de créditos, sendo esta também uma das formas através das quais os títulos de câmbio se podem transmitir. Vd. F. Correia, op. cit., p. 182 : no que respeita à natureza jurídica, enquanto a cessão é um negócio contratual celebrado entre o cedente e o cessionário, o endosso é uma declaração unilateral de vontade; feita a declaração de endosso e entregue o título, a transferência dos direitos a ele inerentes é efica z desde logo, mesmo para com terceiros, ao passo que a plena eficácia da cessão está dependente da ratifica ção do devedor; e quanto à respon sabilidade, o cedente ordinário responde pela existência, exigibilidade do crédito, mas não pela solvência do devedor, salvo se assim fo r estipulado; o endossante, pelo contrário, garante a aceitação e o pagamento da letra, se nesta não houver uma cláusula que o liberte de tal responsabilid ade; por fim, o endosso transmite os direitos emergentes da letra, i.é, transmite os direitos que resultam do título, que resultam ex litteris, e por isso o en dossado é um credor originário, o seu direito é autónomo; ora, a cessão transfere o direito a que se prendem todas a s 2

3 (b) Para aferir da sua legitimidade juntou aos autos dois títulos cambiários aceites pela ex equente à sociedade Quercus, SA, bem como um acto de cessão de créditos; (c) E no requerimento inicial não deixou de alegar que Quercus, SA, lhe cedeu os créditos; (d) Entretanto a Ap.e deduziu embargos de executado, chamando à colação as relações comerciais subjacentes à emissão daqueles títulos, e dizendo que os mesmos tinham sido emitidos sob determinada condição: a n ão ser cumprida, desobrigava a Ap.e do pagamento das letras; (e) Alegou ainda que, tendo sido os créditos que Quercus, SA, detinha sobre a Ap.e cedidos à Ap.a por meio de documento formal, a cessão seria sempre ineficaz quanto à mesma, por não lhe ter sido comunicada; (f) Contudo, por ter havido esta cessão de créditos, e podendo assim ser invocados contra o cessionário todos os meios de defesa invocáveis perante o cedente, alegou uma das causas extintivas da sua obrigação perante a cedente, a qual naturalmente extinguiria também a obrigação perante o cessionário; (g) O tribunal recorrido, ao abrigo do art. 510/1b.3 CPC, decidiu no entanto pela dispensabilidade de julgamento, apreciado desde logo o mérito da causa; (h) Mas não contextualizou a matéria de facto provada e não provada, que motivou a decisão; (i) Da mesma forma, não indicou a legislação que se aplica ao caso em apreço, apenas se limitando a afirmar ter existido um endosso e não uma cessão de créditos: a recorrida violou os arts. 659/2.3, 668/1bcd CPC; é nula; (j) Sem prescindir, sempre se dirá também que toda a fundamentação apresentada vai antes no sentido de poderem ser aplicadas as regras dos arts. 577 ss CC, e não as que se supõe terem sido aplicadas, e que vêm da LULL; (k) Por conseguinte, a não ser considerada nula a sentença, deverá esta ser substituída por acórdão que considere ter existido antes uma cessão de créditos e não um endosso cambiário, perante a qual podem ser invocadas contra o cessionário todas as causas extintivas das obrigações oponíveis pela Ap.e à cedente. excepções rela tiva s à pessoa do cedente: a posição do cessionário é a de um representante deste, ele tem exactamente o direito que este teve. 3

4 Nas contra-alegações a recorrida louvou-se inteiramente na decisão sob crítica, cujos fundamentos dispensam qualquer outro comentário sobre o tema: a confusão que a Ap.e pretende estabelecer entre endosso e cessão de créditos mostra-se aí completamente desmantelada. Cumpre apreciar e decidir nos termos do art. 705 CPC. Em primeiro lugar dev e ser dito que a matéria assente de relevo para boa decisão da causa é justamente a concretizada modalidade dos articulados lançados aos debates por ambas as partes. É essa simbiose de matéria de facto a que se faz apelo para a reinterpretar, e do direito sob o qual a reinterpretação se construiu, a marcar, aqui, o problema posto, e bem, na sentença recorrida. Em suma, apenas importa saber se estamos perante um end osso cartular ou uma cessão de créditos comum sendo certo ninguém discutir que a letra está endossada ao exequente e que este juntou com ela, aos autos, um acto de cessão de créditos, instrumento englobante do concreto título ex ecutivo. Adentro deste ponto de vista não falta, com efeito, e como na parte inicial deste se vê, à sentença recorrida qualquer indicação de matéria assente necessária a compreender o dispositivo final. Também a sentença cita, e logo no início da motivação, o artigo da LULL sob o qual foi tirada a composição do litígio, art. 17 LULL, transcrito: as pessoas accionadas em virtude de uma letra não podem opor ao portador as excepções fundadas sobre as relações pessoais delas com o sacador ou com os portadores anteriores, a menos que o portador ao adquirir a letra tenha procedido conscientemente em detrimento do devedor. Não tem razão, pois, nestas duas críticas, a Ap.e, a quem também não pode ser concedido vencimento de fundo. Na verdade, foi dado à execução um título de crédito que segue n aturalmente o regime dos títulos de crédito, e sendo o en dosso matéria cartular específica não subtrai portanto daquele regime todo o procedimento. É por isso que a regra do art. 17 da LULL, de natureza excepcional quanto à estrutura e intencionalidade, prefer e na aplicação ao caso concreto, ainda que se tratasse de uma 4

5 cessão de créditos (como par ece não ser, e em face d a longa e bem fundamentada motivação da sentença recorrida, com base no ensino de Ferrer Correia). Assim sendo, vistos os arts. 11, 14, 16 e 17 LULL, vai inteiramente confirmada a decisão sob crítica. Custas: pela Ap.e, sucumbente. 5

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