CASAMENTO DE PESSOAS DO MESMO SEXO. Glauber Moreno Talavera

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1 CASAMENTO DE PESSOAS DO MESMO SEXO Glauber Moreno Talavera A união homossexual, também chamada "casamento gay", é tema dos mais aflitivos e tormentosos da atualidade, devido a sua condição sui generis de entidade familiar, em que pese num primeiro momento muitos ainda acondicionarem tal instituto na esteira do direito das obrigações sem atentar para os seus naturais desdobramentos e patente perfil paradigmático de entidade familiar não fundada no matrimônio. A proposta de Emenda à Constituição no. 139, de 1995, de autoria originária da exdeputada Marta Suplicy (PT-SP), que altera os arts. 3o e 7o da Carta Constitucional e regula a nominada União Civil entre Pessoas do Mesmo Sexo, hoje tramita no Congresso Nacional sob o designativo de Parceria Civil Registrada entre Pessoas do Mesmo Sexo, que é o substitutivo do deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), que foi o relator do Projeto originário na Comissão - Projeto de Lei no de aprovado por deliberação da Comissão Especial da Câmara dos Deputados, presidida pela então Deputada Maria Elvira (PMDB-MG). A denominação União remetia à uma desacertada idéia de liame, de casamento, o que soava repulsivo para vários segmentos sociais que enfaticamente desfilaram seu desapreço em face desse suposto disparate, daí a sua substituição por Parceria, devido a sugestão do jurista Luiz Edson Fachin, que é uma nomenclatura, em princípio, mais conforme aos propósitos e aspirações do Projeto de origem. Quer-nos parecer equivocado o arrazoado de juristas que, desde logo, ensejam imiscuir esse Instituto nos domínios obrigacionais, pois, o Projeto de Lei, ora em trâmite no Senado Federal, destitui expressamente a orientação sexual como elemento de cunho discriminatório, reconhecendo o direito a herança, a sucessão, aos benefícios previdenciários, ao seguro-saúde, prevendo também, a declaração conjunta do imposto de renda, o direito a nacionalidade no caso de estrangeiros que tenham parceiro cidadã ou cidadão brasileiro e, ainda, renda conjunta para compra de imóvel, de tal sorte que estabelece direitos vários imanentes às categorias de entidades familiares e, sendo assim, se não alçar essa parceria ao status de entidade familiar devido à mesmeidade de sexo dos parceiros, peca pela mesma ratio essendi que deu origem ao Projeto: a discriminação quanto a orientação sexual da pessoa humana. As pessoas se indignam com o afeto entre dois homossexuais, mas sequer ligam para o desafeto, a falta de solidariedade e a falta de fraternidade que no dia-a-dia se expressam em face dos menores carentes, dos idosos, dos doentes e dos desvalidos. Há uma inversão de valores extremamente decrépita em nossa sociedade. Não temos por pretensão que, tal qual a união estável, haja a possibilidade e facilitação de sua conversão em casamento o que, segundo Orlando Gomes, enveredaria pelos limites da

2 insânia, pois, a diversidade de sexos é um dos elementos dogmáticos do sagrado matrimônio que deve, nesses termos, ser perpetuado per secula saeculorum e velado inconteste pela Santa Sé. Propugnamos a possibilidade de uma equiparação dos efeitos jurídicos da parceria civil registrada entre pessoas do mesmo sexo aos efeitos das sociedades extra-casamentárias, que é o que o Projeto realmente deveria tencionar. O designativo casamento ou união não quer nos parecer essencial para a implementação da parceria, mormente em face do caráter sagrado que reveste as uniões casamentárias, o que consistiria mais um óbice discriminatório para tentativa de superação e transposição. Em outras palavras, ensejamos a possibilidade de equiparação ampla e irrestrita dos efeitos jurídicos da parceria civil registrada entre pessoas do mesmo sexo em relação às entidades familiares, não obstante os designativos concubinato, companheiros ou conviventes possam se perpetuar como privativo das relações heterossexuais, o que ao mesmo tempo em que definiria a relação extra-casamentária entre heterossexuais, delineando relacionamentos semi-oficiais entre homens e mulheres, não cercearia efeitos e garantias jurídicas às parcerias entre pessoas do mesmo sexo. Ou seja, quer-se os direitos e garantias imanentes ao derredor fático do concubinato, não importando a nomenclatura a ser utilizada para definir a parceria civil registrada entre pessoas do mesmo sexo, seja ela União, Parceria, Ajuntamento, Vínculo, Enlace, Consórcio, ou outra expressão qualquer. Nesses termos, o que se quer é a equiparação de efeitos, em que pese possa se falar em evitar um suposto constrangimento oriundo da utilização do termo casamento para definir, indistintamente, o próprio casamento e a parceria. Diante do exposto, é de se imaginar um indivíduo, que respondendo a um cadastro no qual lhe é indagado qual o seu estado civil, quando ele respondesse casado, desde logo o seu interlocutor lhe perguntaria: Com homem ou mulher? É claro que o Projeto procurou um relativo comedimento nas suas proposições, pois sempre se perfaz uma imensa caixa de ressonância quando da defesa dos direitos das minorias sociais, ou seja, diante da previsibilidade de reações adversas e, sob os auspícios dos eméritos direitos humanos, concede-se uma esmola que é, ao nosso ver, o direito a essa parceria, refutando-se, contudo, uma equiparação jurídica, ainda que ficta, às entidades familiares, que sob a ótica desses mesmos direitos humanos, são necessárias, afora a possibilidade de opção mediante livre escolha pelo celibato, para a plena realização da personalidade de seus integrantes. Frustra-se, portanto, de forma iníqua, o direito personalíssimo de constituir-se uma entidade familiar, heterodoxa na sua constituição, é bem verdade, porém hábil à realização plena e irrestrita da personalidade de seus membros, sendo essa restrição fundada na discriminação dispensada a essas minorias, o que é extremamente atentatório à dignidade da pessoa humana consagrada no art. 1o, III, da Constituição Federal, como super princípio no qual deve estar sedimentado todo o nosso ordenamento jurídico pátrio. Nós havemos que, sob o influxo dessa nova realidade, transcender o enfoque padrão de

3 análise. Como apregoa o Professor paranaense Luiz Edson Fachin, humanismo e solidariedade constituem, quando menos, duas ferramentas para compreender esse desafio que bate às portas do terceiro milênio com mais intensidade. Reaprender o significado de projeto de vida em comum é uma tarefa que incumbe a todos, num processo sacudido pelos fatos e pela velocidade das transformações. Em momento algum pode o direito fechar-se feito fortaleza para repudiar ou discriminar. O medievo jurídico deve sucumbir à visão mais abrangente da realidade, examinando e debatendo os diversos aspectos jurídicos que emergem das parcerias de convívio e de afeto. Esse é um ponto de partida para desatar alguns nós que ignoram os fatos e desconhecem o sentido de refúgio qualificado prioritariamente pelo compromisso sócio-afetivo. Como dizia o Padre Antônio Vieira, em seu Sermão da Primeira Dominga do Advento: Bem pudera Deus fazer que nascessem os homens todos iguais, mas ordenou sua providência que houvesse no mundo esta malsofrida desigualdade, para que a mesma dor do primeiro nascimento nos excitasse à melhoria do segundo. Talvez este seja o maior desafio do gênero humano: a tolerância às diferenças... Extraido do site: DIREITOS QUE O BRASIL NEGA AOS HOMOSSEXUAIS: 01) Não Podem casar; 02) Não tem reconhecida a união estável; 03) Não adotam sobrenome do parceiro; 04) Não podem somar renda para aprovar financiamento; 05) Não podem somar renda para alugar imóveis; 06) Não inscrevem parceiro (a) como dependente no serviço público; 07) Não podem incluir parceiros (as) como dependentes no plano de saúde; 08) Não participam de programas do Estado vinculados à família; 09) Não inscrevem parceiros (as) como dependentes da previdência; 10) Não podem acompanhar o (a) parceiro (a) servidor publico transferido; 11) Não têm impenhorabilidade do imóvel em que o casal reside; 12) Não tem garantia de pensão alimentícia em caso de separação; 13) Não têm garantia à metade dos bens em caso de separação; 14) Não podem assumir a guarda do filho do cônjuge; 15) Não adotam filho em conjunto; 16) Não podem adotar o filho do parceiro(a); 17) Não têm licença-maternidade para nascimento de filha da parceira; 18) Não têm licença maternidade / paternidade se o (a) parceiro (a) adota filho; 19) Não recebem abono-família; 20) Não tem licença-luto, para faltar ao trabalho na morte do (a) parceiro (a); 21) Não recebem auxilio-funeral; 22) Não podem ser inventariantes do(a) parceiro(a) falecido (a); 23) Não têm direito à herança; 24) Não têm garantia a permanência no lar quando o (a) parceiro (a) morre;

4 25) Não têm usufruto dos bens do (a) parceiro (a); 26) Não podem alegar dano moral se o (a) parceiro (a) for vitima de um crime; 27) Não têm direito à visita íntima na prisão; 28) Não acompanham a parceira no parto; 29) Não podem autorizar cirurgia de risco; 30) Não podem ser curadores do (a) parceiro (a) declarado judicialmente incapaz; 31) Não podem declarar parceiro (a) como dependente do Imposto de Renda (IR); 32) Não fazem declaração conjunta do IR; 33) Não abatem do IR gastos médicos e educacionais do (a) parceiro (a); 34) Não podem deduzir no IR o imposto pago em nome do (a) parceiro (a); 35) Não dividem no IR os rendimentos recebidos em comum pelos parceiros; 36) Não são reconhecidos como entidade familiar, mas sim como sócios(as); 37) Não têm suas ações legais julgadas pelas varas de família. Fonte: Revista Super Interessante, Edição Julho de DIREITO HOMOAFETIVO : A LUTA CONTRA O PRECONCEITO. Site extraído: O Direito deve sempre acompanhar os avanços da Sociedade, regulando as relações jurídicas dela decorrentes. A união homossexual é um fato irrefutável em nossa sociedade e em assim sendo, não mais é possível tal omissão em nosso ordenamento jurídico. Urge a luta contra a estagnação de certos tabus e conceitos eivados de conservadorismo, ou seja, grande deve ser o empenho de todos os Operadores de Direito contra esta postura preconceituosa e discriminatória. Não se trata de um simples levante da bandeira colorida da comunidade GLBT, mas sim de se buscar o reconhecimento e respeito a todos os direitos constitucionais do cidadão, cumpridor de seus deveres e obrigações, independentemente de sua opção sexual. Afinal, todos, sem exceção, têm que estar sob o manto protetivo da justiça. Primordial é o reconhecimento das relações homoafetivas, com defesa de direitos à meação, à herança, ao usufruto, à habitação, a alimentos, a benefícios previdenciários, entre tantos outros.

5 Neste sentido, o Direito Homoafetivo - neologismo criado pela desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Dra. Maria Berenice Dias - vem numa crescente e pioneira missão, através da jurisprudência, reconhecendo e regulando tais relações. Num passado recente, a justiça enfrentou questão semelhante ao disciplinar as relações concubinárias como uniões estáveis. Esta mesma independência e coragem é o que deve pautar a atuação da justiça no que tange as uniões homoafetivas. Os mesmos direitos deferidos às relações heterossexuais devem ser garantidos às relações homossexuais, se for verificada a presença dos requisitos de vida em comum, coabitação, constituição de patrimônio a dois, laços afetivos, fidelidade e divisão de despesas. O único Projeto de Lei em tramitação é o de n /95, cujo substitutivo aprovado alterou o nome de união civil para parceria civil registrada, evitando a possibilidade de ser confundida com casamento. Assim, enquanto nossa legislação permanece omissa, todo casal homoafetivo deve, por meio de um advogado, resguardar seus direitos, firmando um contrato registrado em cartório próprio, com cláusulas dispondo todos os direitos e deveres do casal. Dra. Laila Menezes - Advogada - OAB/RJ Membro efetiva do Instituto Brasileiro de Direito de Família - IBDFAM. OS 10 DIREITOS HOMOSSEXUAIS 1- NAMORAR E BEIJAR EM PÚBLICO. A Constituição Federal assegura a igualdade entre as pessoas. É permitido o beijo entre um casal heterossexual, então, o mesmo direito cabe a um casal homossexual. 2- ADOÇÃO POR HOMOSSEXUAL OU CASAL HOMOAFETIVO. A opção sexual do adotante não interfere na adoção, sendo assim é permitida a adoção por homossexual. Há, ainda inéditas decisões que têm concedido a adoção ao casal homoafetivo. 3- UNIÃO CIVIL ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO. Devido à falta de lei que regulamente a união civil homossexual, é recomendável a elaboração, por advogado, de um contrato de

6 convivência (parceria civil registrada). 4- DIREITOS SUCESSÓRIOS. No caso de falecimento de um dos conviventes, o outro terá direito à sucessão, se o casal tiver se resguardado por meio de um contrato de convivência (parceria civil registrada). 5- ALIMENTOS. É uma questão controvertida na justiça, mas existe a possibilidade de ser concedido o pedido de alimentos, no caso de dissolução da união homossexual. Isso na impossibilidade de um deles prover por si só o próprio sustento. 6- DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA. É garantia constitucional a livre opção sexual e o reconhecimento das relações homoafetivas. 7 - INDENIZAÇÃO POR DISCRIMINAÇÃO E PRECONCEITO. Preconceito é crime! É passível de indenização qualquer forma de discriminação sexual feita por: estabelecimentos comerciais, pessoas, empregadores, etc. 8- CONCESSÃO DE BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO. Já existe instrução normativa do INSS sobre a possibilidade de concessão de benefício às pessoas que convivem em relação homoafetiva. Além de lei que garante auxílio-doença e/ou aposentadoria por invalidez aos portadores de HIV (Aids). 9- MUDANÇA DO NOME POR TRANSEXUAL. Existe a possibilidade de mudança de nome por transexual, por meio de processo judicial, evitando o constrangimento de se ter a aparência feminina e um nome masculino nos documentos. 10- VISTO DE PERMANÊNCIA AO COMPANHEIRO ESTRANGEIRO HOMOSSEXUAL. Há uma legislação que autoriza a concessão do visto de permanência, em nosso país, ao companheiro homossexual estrangeiro, que venha morar no Brasil, evitando, com isto, que permaneça ilegal no país.

7 Dra. Laila Menezes - Advogada - OAB/RJ Membro efetiva do Instituto Brasileiro de Direito de Família - IBDFAM. Site dos três artigos: A IMPORTÂNCIA DO CONTRATO DE CONVIVÊNCIA NAS UNIÕES HOMOAFETIVAS Grande é a importância da elaboração do Contrato de Convivência nas relações homoafetivas. Todo casal deve procurar um advogado especialista em Direito Homoafetivo, para expor em detalhes sua relação e suas expectativas, para que ambos possam resguardar todos os seus direitos neste documento. A não preocupação com este tema leva a sérios problemas futuros, deixando-os totalmente desprotegidos juridicamente. Apenas para ilustrar um problema comum: Muitas vezes o casal é repudiado e discriminado por sua própria família, que procura não manter qualquer vínculo com o casal. Mas estes mesmos familiares são os primeiros a buscar seus direitos na justiça, no caso de falecimento de um dos conviventes. E aquele que sobreviveu, no auge da dor da perda do ente querido, num convívio de 15, 20 anos, percebe que nenhum direito tem, podendo até mesmo perder o imóvel que morava com seu companheiro. Ele não é herdeiro e por não ter feito o Contrato de Convivência, passa a ter sérias dificuldades em provar a união e os direitos sobre os bens adquiridos na constância da mesma. Isto é algo totalmente injusto e repulsivo! Daí, frisar a enorme importância do Contrato de Convivência nas relações homoafetivas. Como ainda não há lei que regule as relações de pessoas do mesmo sexo, esta é a forma mais segura de comprovar a existência da união e a garantia de todos os direitos advindos dela. Saliento que este contrato deve ser elaborado por pessoa qualificada, isto é, advogado especialista em Direito Homoafetivo, que deverá realizar um estudo específico da união homoafetiva, para poder ter condições de elaborar o referido contrato, estipulando todas as cláusulas, evitando que os contratantes fiquem desprotegidos juridicamente. Tal contrato é personalíssimo e específico para cada caso. Muito perigoso e temerário é a utilização de modelos genéricos, veiculados pela Internet. Um contrato mal redigido e abrangente

8 poderá gerar sérios problemas futuros ao casal. Neste contrato, devidamente registrado no Cartório competente, todos os deveres e direitos do casal serão estipulados. Nele constará: O início da convivência; O patrimônio de cada um; A existência de herdeiros; A existência ou não de dependência entre os conviventes; A quem caberá a administração do lar; A divisão dos bens ou incomunicabilidade dos mesmos em caso de separação; Alimentos e indenização em caso de separação e abandono do lar; E muitos outros direitos. Costumo orientar os meus clientes, no sentido de discutir longamente as cláusulas deste contrato, para evitar futuros dissabores. Muito importante é a nomenclatura deste contrato. Com todo o respeito aos colegas que elaboram o contrato com a nomenclatura de sociedade de fato, não entendo ser esta a melhor diretriz. Entendo ser Contrato de Convivência, a melhor denominação, pois as sociedades de fato são processadas em varas cíveis, já os contratos de convivência são tratados em varas de família. Infelizmente, aqui no Rio de Janeiro, as relações homoafetivas ainda são processadas nas varas cíveis, que reconhece a união homoafetiva como uma mera sociedade de fato. Mas com o avanço da jurisprudência, num futuro próximo, elas deverão ser tratadas nas varas de família, como já ocorre no Rio Grande do Sul. Mas, qual é a diferença de tratamento nas varas? É bem simples. Um casal ao se unir tem por objetivo primordial o AFETO. O patrimônio vem em segundo plano. Assim, numa sociedade de fato só é discutido o patrimônio e na vara cível será decidida a partilha do mesmo. Ora, um casal homossexual que se separa tem muito mais questões a serem decididas do que somente a partilha dos bens. Desta forma, como esta relação se baseia no AFETO, entendo que esta relação será muito melhor compreendida e regulada numa vara de família competente. A matéria sendo tratada na seara do Direito de Família garante muito mais direitos, como por exemplo: alimentos e direitos sucessórios. Daí, a constante luta em prol do Direito Homoafetivo! Não se trata de

9 qualquer benesse ou levante da bandeira colorida dos gays, mas uma questão da mais profunda justiça, que deve reconhecer estas relações de afeto e todos os seus direitos e suas conseqüências jurídicas. Dra. Laila Menezes - Advogada - OAB/RJ Membro efetiva do Instituto Brasileiro de Direito de Família - IBDFAM.

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