Administração direta e indireta, órgãos públicos e. agentes públicos

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1 Administração direta e indireta, órgãos públicos e agentes públicos Prof. Aloizio Sinuê da Cunha Medeiros Prezados alunos, estamos de volta com mais uma aula, cujos pontos estão acima destacados. Vamos seguir torcendo e estudando. O primeiro ponto de nossa aula diz respeito à Administração Direta e Indireta. Devemos, então, traçar os conceitos mais importantes sobre o nosso Estado. A Administração Pública é a responsável pela prestação dos serviços públicos. O cidadão paga os seus tributos com a expectativa de receber serviços públicos como educação, segurança, justiça, transportes etc. O Estado faz-se presente por meio de uma série de órgãos e pessoas jurídicas, entes e entidades que estão vinculadas ao Poder Público justamente com a finalidade de prestar os serviços para os quais foi criado. Os serviços podem ser prestados diretamente, pela Administração direta, sobre a qual podemos citar a entrega da prestação jurisdicional, ou, em outras palavras, a Justiça. Podemos citar o exemplo da segurança pública: o Estado criou os órgãos de segurança pública, que estão previstos no artigo 144 da Constituição da República. Há serviços que podem ser prestados tanto pela Administração Pública quanto por particulares, como a saúde e a educação. Com efeito, em regra, não há um monopólio na maior parte dos serviços. Apenas em caráter excepcional que a própria Constituição da República dispõe o eventual monopólio de um certo segmento de serviço. A regra geral é que o Poder Público não explora atividade econômica, devendo o particular ser empresário, mas há situações em que o Estado, nas hipóteses previstas na forma disposta pela própria Constituição da República, deverá inserir-se. 1

2 Curso de Direito Administrativo O artigo 173 da CF dispõe que nos casos em que não houver interesse do particular, em que houver relevante interesse público, será lícita a intervenção do Poder Público. Geralmente, nas hipóteses em que a Administração Pública intervém na exploração da atividade econômica, estaremos diante da administração indireta, sendo que as pessoas jurídicas serão de direito privado. Existem basicamente duas espécies de pessoas jurídicas de direito privado exploradoras de atividade econômica, a saber: I. Empresa Pública. II. Sociedade de economia mista. Na Administração direta, teremos também uma descentralização em que duas outras pessoas jurídicas se apresentam: I. Autarquias II. Fundações. A regra geral é que sejam pessoas jurídicas de direito público, responsáveis pela prestação de serviços públicos indireta, ocorrendo uma descentralização. Os exemplos conhecidos são os Detrans, autarquias dos Estados e do Distrito Federal, em que se exerce o poder de polícia da fiscalização do trânsito, emissão de habilitação, realização de exames de habilitação etc. É importante traçarmos algumas diferenças entre as pessoas jurídicas acima reveladas. A Administração Pública pode ser considerada em seu sentido objetivo, ou seja, o conjunto de órgãos e pessoas jurídicas, abrangendo os órgãos de Governo que exercem função política, mas poderemos tratar da Administração Pública em seu sentido estrito, ou seja, o conjunto de órgãos que exercem funções de natureza meramente administrativa. A doutrina nos ensina que a Administração direta é a responsável pela centralização administrativa, ou seja, o Estado executa diretamente os serviços públicos por meio de seus órgãos e agentes, órgãos estes despersonalizados, integrantes de uma mesma pessoa política, destacando-se que chamamos de pessoa política a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, pessoas que possuem a capacidade legislativa e capacidade de executar as políticas públicas. Aloizio Sinuê da Cunha Medeiros 2

3 Podemos citar como exemplo o Departamento da Polícia Federal, órgão despersonalizado que integra a Administração direta. Pelos atos do órgão ou de seus agentes, responde a União. A descentralização vai ocorrer quando o Estado desempenhar algumas atribuições não mais por meio da Administração direta, mas por meio de outras pessoas. Pressupõe a descentralização administrativa que existem duas pessoas distintas, sendo o Estado composto pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios, enquanto que a Administração indireta é composta por pessoas jurídicas que executarão o serviço que lhes foi outorgado por meio de uma lei. A doutrina costuma, então, chamar de entes as pessoas políticas, enquanto que as entidades surgem em razão da necessidade da administração de descentralizar os serviços, outorgando-os a outras pessoas jurídicas, como as empresas públicas, sociedades de economia mista, autarquias e fundações. Acima tratamos da descentralização por outorga, ou seja, aquela que decorre da lei. É possível ainda que a descentralização decorra de um contrato. Nesse caso, será chamada de delegação. O contrato será de concessão ou de permissão, ou por meio de um ato administrativo unilateral, conhecido como autorização de serviços públicos. É importante destacarmos que NÃO HÁ HIERARQUIA em nenhuma forma de descentralização, ou seja, não há de se falar que a pessoa jurídica está hierarquicamente subordinada ao ente que a criou. A doutrina nos ensina que existe uma VINCULAÇÃO, e não uma subordinação entre o ente criador e a pessoa jurídica administrativa que executará o serviço. É o chamado controle finalístico, enquanto que no caso de delegação, ou seja, na hipótese em que os serviços são descentralizados com base em um contrato, existirá um controle muito maior pelo Poder Delegante. Com efeito, a descentralização decorrente de delegação estará prevista em um contrato administrativo, em que as prerrogativas da Administração Pública são inúmeras, tanto que a doutrina chama de cláusulas exorbitantes, inimagináveis nos contratos entre particulares em razão dos inúmeros privilégios. 3

4 Curso de Direito Administrativo Os exemplos são inúmeros, como a possibilidade de alteração unilateral das condições da prestação de serviços, a possibilidade de intervenção, de encampação, que consiste na retomada do serviço pela Administração, a possibilidade aplicação de sanções ao particular. A desconcentração é uma construção distinta da descentralização. Podemos afirmar que esta pressupõe a existência de mais de uma pessoa jurídica, enquanto que na desconcentração ocorrerá uma distribuição interna de competências na mesma pessoa jurídica. Trata-se de uma técnica administrativa de distribuição INTERNA de competências dentro da MESMA PESSOA JURÍDICA. Exemplo: o Estado distribuiu competências à Secretaria de Segurança Pública. É importante destacarmos que não se limita a distribuição do ente político à entidade, sendo possível que a entidade pessoa jurídica administrativa estabeleça uma divisão interna de funções. Exemplo: vamos imaginar que a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a UERJ, decida criar novos departamentos como departamento de graduação, de pósgraduação lato sensu e stricto sensu, Mestrado e Doutorado. A conclusão é no sentido da possibilidade da própria entidade da administração indireta desconcentrar, visando justamente atender ao princípio da eficiência, estudado na aula passada, buscando tornar mais ágil o serviço, menos burocrático. Podemos então resumir o que foi visto da seguinte forma: A Administração Pública divide-se em direta, formada pelos entes políticos, com capacidade de legislar e exercer as políticas públicas: I. União II. Estados III. Distrito Federal IV. Municípios A capacidade política consiste na capacidade de exercer as políticas públicas, que podemos dividir em: 1. Planejar. 2. Dirigir. Aloizio Sinuê da Cunha Medeiros 4

5 3. Comandar. A Administração Pública indireta, formada pelas entidades de natureza administrativa, sem capacidade de legislar, sem o comando das políticas públicas, compreende a atividade de prestar o serviço, executando-o de forma vinculada às decisões dos entes. São exemplos de entidades da administração indireta: I. Empresa Pública. II. Sociedade de Economia Mista. III. Autarquias. IV. Fundações. Podemos citar dispositivo do Poder Executivo Federal apenas para ilustrar e servir de referência aos demais entes políticos. Trata-se do art. 4º, do Decreto-lei 200/1967, que dispõe: Art. 4º. A Administração Federal compreende: I A Administração Direta, que se constitui dos serviços integrados na estrutura administrativa da Presidência da República e dos Ministérios. II Administração Indireta, que compreende as seguintes categorias de entidades, dotadas de personalidade jurídica própria: a) Autarquias; b) Empresas Públicas; c) Sociedades de Economia Mista; d) Fundações Públicas. Parágrafo único. As entidades compreendidas na Administração Indireta vinculam-se ao Ministério em cuja área de competência estiver enquadrada sua principal atividade. Conforme havíamos adiantado, estas pessoas jurídicas integrantes da administração indireta possuem personalidade jurídica própria diversa do ente que a criou. Observe que o dispositivo contido no parágrafo único acima descrito é expresso no sentido de revelar a vinculação ao ente que a criou. É importante frisarmos que embora o citado decreto seja frequentemente utilizado como referência em matéria de organização estrutural da administração pública brasileira, tecnicamente suas disposições restringem-se ao Poder Executivo Federal. 5

6 Curso de Direito Administrativo As competências e autonomias dos demais entes políticos da federação representa que cada um deverá criar suas próprias normas, mas, em regra, o modelo federal costuma servir de paradigma para as outras unidades da federação. A doutrina ainda nos ensina que não há óbice, nem mesmo a nível da União, que os demais Poderes da República criem estas entidades. Com efeito, é possível em tese a criação pelo Legislativo ou pelo Poder Judiciário destas entidades da administração indireta. Antes de adentrarmos o estudo mais aprofundado das entidades da administração indireta, é importante que ao menos façamos referência às entidades paraestatais. A doutrina costuma chamar de entidades paraestatais os particulares, que não integram a administração direta ou indireta, mas que prestam serviços colaborando com o Estado, desempenham funções não lucrativas que interessam à sociedade. Os exemplos são os serviços sociais autônomos (SENAI, SESC, SESI etc) as organizações sociais, as organizações da sociedade civil de interesse público e as denominadas entidades de apoio. Passemos ao estudo individualizado de cada entidade da administração indireta. As entidades da administração indireta podem ser pessoas jurídicas de direito público (autarquias e fundações) ou pessoas jurídicas de direito privado (empresas públicas e sociedades de economia mista). Vamos começar pelas pessoas jurídicas de direito privado. Conforme verificamos acima, temos duas espécies: as empresas públicas e as sociedades de economia mista. Empresas públicas Características: a) As empresas públicas são constituídas por capital exclusivamente público b) Admite qualquer forma de organização prevista no direito para a sociedade. c) o pessoal é contratado pela CLT, sendo chamados de celetistas ou empregados públicos. d) a competências para julgamento é a Justiça Federal, exceto as ações trabalhistas. e) são instituídas mediante autorização em lei específica. Aloizio Sinuê da Cunha Medeiros 6

7 Exemplos: Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) e Caixa Econômica Federal (CEF). Sociedades de economia mista Caraterísticas: a) são instituídas mediante autorização em lei específica. b) a formação será necessariamente por sociedade anônima. c) o seu capital é público e privado. d) o foro competente para julgar as ações é a Justiça estadual exceto nas causas trabalhistas. e) o regime de pessoal é o emprego público conhecido também como celetista. Exemplos: Banco do Brasil S.A. e Petrobras S.A. Distinções: A leitura das características acima de cada uma destas entidades da administração indireta nos revela as diferenças existentes entre estas pessoas jurídicas de direito PRIVADO. Composição de capital: Nas empresas públicas, o capital é EXCLUSIVAMENTE público, enquanto que nas Sociedades de Economia MISTA o capital será formado pela conjugação do capital público e privado, contendo ações de propriedade de particulares e a maioria das ações com direito a voto do Poder Público, pessoa política instituidora. Foro processual: Conforme destacamos acima, nas duas entidades o foro competente será a Justiça do Trabalho nas causas de natureza trabalhista envolvendo os empregados públicos e as pessoas jurídicas de direito privado. Entretanto, será competente a Justiça Federal nas ações envolvendo empresas públicas federais, quando interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes. As exceções além das causas trabalhistas são as de falência, eleitoral e acidente de trabalho, enquanto que nas sociedades de economia mista será competente a Justiça estadual. 7

8 Curso de Direito Administrativo A forma Jurídica: Podemos observar acima que há uma maior liberdade para as empresas públicas, que podem assumir qualquer forma admitida em direito, enquanto que as sociedades de economia mista necessariamente devem ter a forma de sociedade anônima. As pessoas jurídicas de Direito Público criadas por lei com capacidade exclusivamente administrativa são as Autarquias e Fundações. As autarquias Podem ser comuns ou sob regime especial. Caraterísticas: a) Pessoa Jurídica de Direito Público. b) Entidades autônomas criadas por lei específica. c) patrimônio Próprio e atribuições estatais determinadas. d) o seu pessoal é estatutário e o foro competente é aquele a que pertencer a pessoa jurídica de direito público que a criou, ou seja, o ente. Sendo federal, a competência será da Justiça Federal; caso contrário, será competente a Justiça estadual. e) Possuem as mesmas prerrogativas do Poder Público, tais como imunidade tributária recíproca aos impostos sobre o patrimônio, a renda e os serviços vinculados. f) execução pelo regime de precatórios contido no artigo 100 da CF e a impenhorabilidade de bens. Exemplos: Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). As autarquias sob regime especial são aquelas criadas pelas leis e pela jurisprudência, representando uma subdivisão do gênero autarquia. A distinção desta espécie para as autarquias comuns reside nas leis específicas que as criaram e, em regra, procuraram conferir maior autonomia perante o Poder Executivo, particularmente na nomeação e mandato dos dirigentes. Exemplos das autarquias especiais também conhecidas como agências reguladoras: Universidade de São Paulo (USP), ANATEL, ANEEL, ANP, ANA, ANTT etc. Aloizio Sinuê da Cunha Medeiros 8

9 As agências reguladoras são criadas com a função de exercer a função de polícia administrativa e a função regulatória, ou seja, exercer o poder normativo conferido por lei e pela CF. Fundações públicas As fundações tiveram a sua origem no direito privado, sendo um patrimônio afetado a um fim ou a personificação de um patrimônio voltado para uma determinada finalidade. No direito público, a essência é a mesma, ou seja, as fundações mantiveram conceitualmente os mesmos elementos importados do direito privado. Destacam-se, então, os seguintes elementos: o instituidor do patrimônio, a pessoa que destina um certo patrimônio a uma determinada finalidade. Os outros elementos relevantes consistem na atividade a ser desenvolvida e de interesse social e, finalmente, na ausência de fins lucrativos. A doutrina nos ensina que são atividades de interesse social sem fins lucrativos: saúde, educação, assistência social, pesquisa científica, proteção ao meio ambiente, ao patrimônio público etc. Caraterísticas: a) pessoa jurídica de direito público criada por lei específica. b) patrimônio afetado para um fim social de interesse público. c) pessoal estatutário e com foro próprio. d) goza dos mesmos privilégios dos entes políticos, como a execução pelo regime especial de precatórios, as mesmas imunidades que a Fazenda Pública. Exemplos: Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fundação Nacional do Índio (Funai). Órgãos públicos O outro ponto de nossa aula de hoje são os órgãos. Ao contrário do que estudávamos acima, quando tratávamos da administração indireta, a característica comum a estas entidades da administração era o fato de serem pessoas jurídicas, enquanto que os órgãos são entes despersonalizados. 9

10 Curso de Direito Administrativo Trata-se de uma unidade de atuação integrante da estrutura da administração direta ou indireta. São os chamados centros de competência instituídos para o desempenho de funções estatais, por meio de seus agentes, cuja atuação é imputada à pessoa jurídica a que pertencem. O exemplo que tratamos acima são as ações de tortura eventualmente cometidas no Departamento da Polícia Federal, ou a demora de meses ao emitir um passaporte pelo citado órgão. Inconformado, o cidadão poderá demandar a União federal, que figurará como ré em processo de responsabilidade civil. Situação diversa ocorreria caso um aposentado viesse a se insurgir contra uma decisão do INSS, autarquia federal, pessoa jurídica de direito público, que possui aptidão para figurar como ré em processo. A teoria que foi adotada pela doutrina e jurisprudência é a teoria do órgão, ou teoria da imputação volitiva, na qual a pessoa jurídica manifesta a sua vontade por meio de órgãos, sendo que, quando os agentes manifestam a sua vontade, é como se o próprio Poder Público representado pela pessoa jurídica de direito público estivesse manifestando. A vontade da pessoa jurídica deve ser atribuída aos órgãos que a compõem, sendo os órgãos compostos de agentes. A teoria da representação significa que o servidor público deve ser considerado um representante do Estado. A melhor doutrina critica esta teoria por considerar de certa forma o Estado como um incapaz, pois este é que necessita de representante. Características dos órgãos públicos: a) resultam da desconcentração administrativa. b) não possuem patrimônio próprio. c) não têm capacidade para representar em juízo a pessoa jurídica que integram. d) alguns possuem relativa autonomia gerencial, orçamentária e financeira. e) apesar de não possuírem personalidade jurídica, alguns órgãos possuem capacidade processual, restrita e específica, para a defesa em juízo de suas atribuições administrativas, ou seja, impetrar mandado de segurança cujo objeto seja a preservação de sua competência. Aloizio Sinuê da Cunha Medeiros 10

11 Classificação dos órgãos: Uma questão que costuma ser objeto de cobrança nos concursos com alguma frequência é a classificação dos órgãos. 1 Quanto à estrutura: Simples Formado por um só centro de competência. Composto Reúne em sua estrutura diversos órgãos, havendo uma desconcentração interna. 2 Quanto á atuação funcional: Singular As decisões são da competência de um único agente. Colegiado A atuação é mediante a manifestação conjunta dos membros do órgão. 3 Quanto à posição estatal: Independentes Sãos órgãos previstos na própria Constituição da República, sem subordinação hierárquica ou funcional, sujeitos apenas ao controle constitucional de um Poder sobre o outro. Autônomos Exercem funções de planejamento, coordenação e controle das atividades. Há uma grande autonomia de natureza administrativa, financeira e operacional. Não se equipara, contudo, aos independentes. Exemplo: Advocacia da União. Superiores São sujeitos à subordinação e ao controle hierárquico, e não gozam de autonomia financeira, administrativa e operacional. Exemplo: Receita Federal. Subalternos Exercem apenas atribuições de mero expediente, de mera execução, sem gozar de autonomia alguma. Agentes públicos A expressão acima é bastante ampla, abarcando toda pessoa que mantenha qualquer vínculo com a administração pública, todos os indivíduos, que a qualquer título, exerçam uma função pública, remunerada ou gratuita, de natureza permanente ou transitória, política ou administrativa. Verifica-se que a legislação procurou abarcar da forma mais ampla possível todo e qualquer tipo de vínculo firmado entre uma pessoa e a Administração Pública, seja por 11

12 Curso de Direito Administrativo meio da investidura por concurso público, por meio de eleição, nomeação de cargo em comissão, emprego ou função pública. A doutrina apresenta majoritariamente a seguinte classificação: a) Agentes políticos São as autoridades que ocupam os mais altos cargos na administração. Em regra, o primeiro escalão, cuja competência está prevista na própria Constituição. São considerados agentes políticos, por regra geral, aquelas autoridades cujos cargos são eletivos, como Chefes do Poder Executivo, ou seja, presidente da República, governador de Estado e prefeitos, seus auxiliares imediatos que são os Ministros de Estado, os Secretários de Estado e de Municípios. Também os membros do Poder Legislativo, naturalmente, observando-se o princípio da simetria, nas três esferas: Senadores da República, Deputados Federais, Estaduais e Vereadores. A doutrina é dividida na inclusão de outras autoridades que são nomeadas, como os Juízes, Desembargadores, membros do Ministério Público, como Promotores de Justiça, Procuradores de Justiça e Procuradores da República. O fundamento reside na ampla liberdade de atuação dessas autoridades. Entendemos particularmente que a melhor doutrina não inclui essas autoridades como políticas apenas considerando a forma como ingressam nos cargos públicos. A tese da corrente que a considera se fundamenta na grande liberdade destas autoridades, que só devem obedecer à Constituição, sem subordinação hierárquica. Entretanto, considerando que você pretende ingressar no Poder Judiciário, naturalmente que a vaidade da banca examinadora tende a considerar essas autoridades como agentes políticos. b) Agentes administrativos São todos aqueles que exercem uma atividade junto à Administração de natureza profissional e remunerada, sujeitando-se a uma hierarquia funcional e estatuto próprio estabelecido pelo ente ao qual está inserido. Os agentes administrativos podem ser: Aloizio Sinuê da Cunha Medeiros 12

13 Servidores públicos Ocupantes de cargo público efetivo, considerado o estatutário, que é um regime jurídico-administrativo que regulamenta os direitos e deveres destes profissionais. Dividem-se em ocupantes de cargo efetivo e cargo em comissão. Empregados públicos São os chamados celetistas, conhecidos também como empregados públicos, sendo regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Em regra, os profissionais que trabalham na administração indireta na exploração de atividade econômica são celetistas, como no Banco do Brasil e na Petrobrás. Temporários São os contratados por um tempo determinado em razão de uma necessidade transitória de excepcional interesse público. Existe previsão constitucional para esta contratação, que leva a administração a cometer certos abusos para burlar o princípio da obrigatoriedade do concurso público. Oportuno destacar que se trata de contrato sui generis, cuja natureza é jurídicoadministrativa, e a competência para julgar eventuais demandas é da justiça comum. c) Agentes delegados São particulares que agem em nome próprio, tendo recebido a incumbência de exercer determinada atividade por sua conta e risco. Não são servidores públicos, não atuam em nome do Estado, apenas sofrem a fiscalização dele, sendo sujeitos à responsabilidade civil objetiva, ou seja, independe da comprovação da culpa. d) Agentes honoríficos São cidadãos requisitados para colaborar com o Estado em uma função de natureza transitória. A designação ou requisição decorre de sua condição cívica, de sua honorabilidade ou notória capacidade profissional. Observe que não existe qualquer vínculo com o Estado, trata-se de função em regra gratuita, sem receber nada pelo exercício da função. Exemplos são os jurados do tribunal do júri e os mesários nas eleições. 13

14 Curso de Direito Administrativo Questões de concursos públicos 01. (AFCE/TCU/Cespe/2011) As sociedades de economia mista podem revestir-se de qualquer das formas societárias admitidas em direito. ( ) certo ( ) errado Verifique que a afirmação estaria correta caso se tratasse de empresa pública, mas sendo sociedade de economia mista, apenas a forma sociedade anônima é admitida. Gabarito: errado. 02. (ACE-TI/TCU/Cespe/2010) As autarquias e as fundações públicas são consideradas entidades políticas. ( ) certo ( ) errado Novamente o CESPE tenta induzir o candidato a erro, pois, na verdade são pessoas jurídicas de direito público, que são consideradas entidades administrativas, pois exercem atividades típicas da administração, mas que politicamente optou em descentralizar o serviço. Gabarito: errado. 03. (Analista Judiciário sem Especialidade/TJ-RJ/2012) Com relação às prerrogativas e sujeições dos entes que integram a Administração Indireta, tem-se que as: a) empresas públicas submetem-se ao processo especial de execução previsto no art. 100 da Constituição Federal e gozam da imunidade tributária relativa a impostos sobre o patrimônio. b) autarquias gozam de imunidade tributária relativa a impostos sobre o patrimônio e seus bens estão protegidos pela impenhorabilidade, submetendo-se ainda a tutela do ente instituidor. c) empresas públicas submetem-se ao processo especial de execução previsto no art. 100 da Constituição Federal, o que não afasta a submissão à tutela do ente que as instituiu. Aloizio Sinuê da Cunha Medeiros 14

15 d) fundações públicas e autarquias submetem-se ao regime geral de execução, embora gozem de imunidade tributária relativa a impostos sobre o patrimônio. e) fundações, ainda que públicas, submetem-se ao regime jurídico de direito privado, o que afasta a imunidade tributária relativa a impostos sobre o patrimônio e a submissão ao ente que as instituiu. Observe que a questão acima, que foi cobrada no último concurso do TJ-RJ para analista judiciário, trata de um tema importante que consiste nas prerrogativas das pessoas jurídicas de direito público. Conforme afirmamos acima, as maiores dificuldades residem justamente nas prerrogativas concedidas às pessoas jurídicas de direito privado, que são as empresas públicas e sociedades de economia mista. Devemos ter a noção que, quando exploram atividade econômica, não podem gozar de privilégios não oferecidos aos demais concorrentes no mercado, conforme revela o art. 173, da Constituição da República. Entretanto, quando se trata de serviços públicos, alguns privilégios costumam ser concedidos. A questão aborda autarquia, que é uma situação em que se presta um serviço público de forma descentralizada por pessoa jurídica de direito público, naturalmente que deve gozar dos mesmos privilégios e imunidades que a Fazenda Pública possui, para atender ao interesse público. A alternativa B justamente confere esta isonomia à Fazenda Pública, pois confere à autarquia as mesmas prerrogativas da Fazenda Pública, que seria a impenhorabilidade. Poderia, ainda, conferir a execução pelos precatórios. Gabarito: B 15

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