INTERAÇÕES MACRO E MICRO ECONÔMICAS E SEUS REFLEXOS QUANTO À INSERÇÃO DA ECONOMIA BRASILEIRA NO PROCESSO DE GLOBALIZAÇÃO

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "INTERAÇÕES MACRO E MICRO ECONÔMICAS E SEUS REFLEXOS QUANTO À INSERÇÃO DA ECONOMIA BRASILEIRA NO PROCESSO DE GLOBALIZAÇÃO"

Transcrição

1 INTERAÇÕES MACRO E MICRO ECONÔMICAS E SEUS REFLEXOS QUANTO À INSERÇÃO DA ECONOMIA BRASILEIRA NO PROCESSO DE GLOBALIZAÇÃO Ricardo Leonardo Rovai Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo; Av. Prof. Almeida Prado, trav.2, n. 271 CEP São Paulo SP Brasil. Abstract The Global Chains of Production of Commodities are great agents of economical and social development. The countries of the Asian Southeast are the great hosts of these chains. GCC s appeared in function of the change needs in the profile of the American consumer's income. The North American companies of marks and the great department stores needed prices of sale bass and they had to develop strategies of competitive costs. GCC s appeared in the middle of the seventies in the Asian Southeast and later they were diffused by great part of the outlying countries of the Àsia. GCC s were great dealers and developers of the development of the area and they also incorporate countries of Latin America in the process, although in a very discreet way. Brazil interfered discreet and later in GCC s and in way a little dynamics, not enjoying therefore of the benefits at the level of economical growth, that these countries tried. After the end of the expansible cycle in Brazil, there were just spasmodic cycles and no systematic of growth, what can be explained partly by the fact of the insert. late and little it executes in GCC s Key words: Global Commodities Chains, producen driven, buyer drive. 1. INTRODUÇÃO A industrialização global é o resultado de um integrado sistema de produção e comércio. A abertura do comércio internacional tem encorajado nações a se especializarem em diferentes tipos de manufaturas refletindo diferentes processos industriais em sua especificidade. Este processo sustentou a explosão de novos produtos e novas tecnologias desde a Segunda Guerra Mundial, possibilitando a emergência de um sistema global de manufatura, no qual a capacidade de produção é dispersa através de um sem precedentes número de desenvolvedores, assim como de países industrializados (Gereffi,1994). A revolução tecnológica nos sistemas de transporte e de comunicações tem permitido aos fabricantes e varejistas da mesma forma, a estabelecerem um sistema internacional de produção e redes de comércio que cobre vastas distancias geográficas. Segundo Gereffi (2001), as Global Commodities Chains (GCC s) ou Cadeias de Produção Global de Commodities tem sido um dos grandes agentes propulsores do processo de globalização. A dinâmica dos producen driven x buyer driven tem configurado e moldado as GCC s ampliando os horizontes e generalizando o processo de globalização numa escala de progressividade inaudita. ENEGEP 2002 ABEPRO 1

2 Estudar a gênese, o desenvolvimento e as transformações das GCC s é bastante útil para a compreensão do próprio processo de globalização, sobretudo quando se pretende assinalar os fatores explicativos de porquê alguns países aprofundaram sua inserção nas GCC s e experimentaram grandes níveis de geração de produto agregado, e outros se inseriram de forma tardia e muito discreta, obtendo resultados bem aquém daqueles países e mergulhando inclusive em profundas crises. O Brasil claramente se encontra no último grupo, ou seja, inseriu-se de forma tardia e muito discreta nas GCC s e alguns autores como (Krugman, 1999), (Fischer, 1998) crêem que esta seja uma das principais razões pelas crises de endividamento e deterioração do Balanço de Pagamentos de alguns países como Brasil, Argentina e México. Assim analisar o processo evolutivo das GCC s e suas principais correlações com o processo de globalização é crucial para entender porque alguns países por se inserirem de forma tardia e inadequada se encontram a mercê de fatores macroeconômicos conjunturais dependendo da entrada de capitais voláteis para a preservação de seus respectivos equilíbrios macrodinâmicos. 2. OBJETIVOS O objetivo principal deste trabalho consiste em explicitar a dinâmica evolutiva das GCC s e suas principais correlações com o processo de globalização. Como objetivos secundários pretende-se assinalar os principais fatores macro e microeconômicos interativos que tem restringido à inserção do Brasil nas GCC s ou o porquê a inclusão da economia brasileira nas GCC s de forma tão tardia e tênue. 3. GLOBAL COMMODITIES CHAINS (GCC S) As GCC s são originadas nos sistemas de produção que possibilitam o surgimento de modelos particulares de comércio de forma coordenada. Um sistema de produção que vincula as atividades econômicas de firmas tecnológicas e redes de distribuição que permite às companhias desenvolver, um sistema integrado de produção e manufatura de commodities globais. No sistema produtivo transnacional que caracteriza o capitalismo global, as atividades econômicas não possuem apenas escopo internacional, são também globais quanto à sua organização. Enquanto o termo internacionalização, refere-se simplesmente a dispersão geográfica das atividades econômicas em função das respectivas fronteiras nacionais. O requisito administrativo da coordenação é executado fora da corporação, por diversos atores, de forma centralizada ou descentralizada de acordo com suas políticas econômicas e políticas corporativas. Grandes empresas nos sistemas de produção globalizados participam simultaneamente de diferentes formas, em diferentes países, não apenas de forma isolada neste ou naquele segmento, mas como parte de seu sistema estratégico de produção e distribuição global. A perspectiva das GCC s ressalta a necessidade de se observar não apenas a divisão geográfica dos sistemas e arranjos físicos transnacionais, mas também o seu escopo organizacional, isto é os vínculos entre os vários agentes econômicos, fornecedores de matéria-prima, fábricas, agentes comerciais atacadistas e varejistas, para se entender suas fontes de estabilidade e mudanças. As GCC s possuem três diferentes dimensões: 1)Uma estrutura de inputs e outputs, ou seja como os produtos e serviços são vinculados juntos numa seqüência de valor ENEGEP 2002 ABEPRO 2

3 adicionado das atividades econômicas; 2) Territorialidade (isto é, dispersão espacial ou concentração de produção e redes de distribuição, compreendidas as empresas de diferentes tamanhos e tipos; e 3) Estrutura de Governança (isto é, a autoridade e a estrutura das relações de poder que determinam os critérios de alocação dos recursos e o fluxo interno com o restante da cadeia. A estrutura de governança das GCC s, a qual é essencial para a coordenação dos sistemas de produção transnacionais, tem recebido relativamente pouca atenção na literatura (Storper e Harrison,1991). Dois diferentes tipos de estrutura de governança emergiram nas últimas duas décadas passadas, as quais de uma forma simplificada são denominadas producer-driven e buyer-driven das GCC s. O termo producer-driven commodity chains refere-se à todas as indústrias para as quais as corporações transnacionais (TNC s) ou outros grandes e integrados blocos de empresas industriais, jogam um papel decisivo no controle dos sistemas de produção (incluindo as integrações para frente e para trás). Esta é a maior característica de indústrias capital e tecnologicamente intensivas, como as indústrias do tipo automobilística, de computadores, indústria aeronáutica, de maquinaria elétrica, eletrônica. A dispersão geográfica destas indústrias é transnacional, todavia o número de países inseridos nas GCC s e seu nível de desenvolvimento é variado. No processo internacional de sub-contratações de componentes, não raro e principalmente nos casos dos processos de produção trabalhointensivos, alianças estratégicas entre rivais são frequentes. O que distingue sistemas de produção producer-driven é o controle exercido pela administração geral das TNC s. Por sua vez o termo buyer-driven commodity chains refere-se a todas as indústrias nas quais os grandes varejistas, as empresas de marca e as trading companies jogam o papel de pivô na configuração das cadeias de produção em uma grande variedade de países exportadores, tipicamente localizados no terceiro mundo. Este modelo de industrialização baseado na liderança comercial tem-se tornado comum em setores produtores de mercadorias de consumo tais como vestuário, moda, calçados, brinquedos, eletroeletronicos, utilidades doméstica, e uma longa gama de produtos tipo hand-crafted, móveis e ornamentos. Novamente os contratos internacionais de manufatura prevalecem, mas a produção é geralmente deslocada para fábricas independentes do Terceiro Mundo, que terminam produtos (tanto de componentes ou partes destes) sob a égide do equipamento original de manufatura, Original Equipment Manufacturer (OEM). As especificações são fornecidas pelos buyers e branded companies (cias de marca) que elaboram o design dos produtos. Uma das principais características das firmas que modelam o buyer-driven model, que inclui empresas de atletic footwear, como Nike, Reebok, L.A. Gear e também as fashion oriented clothing companies como The Limited, The Gap, Liz Clairborne, é que freqüentemente estes tipos de cadeias de negócios não fabricam o que produzem. Não são manufacters porque simplesmente não possuem fábricas. Estas empresas são empresas de merchandising que elaboram o design, as estratégias de marketing e vendas, mas não fabricam o que vendem. Estas empresas dependem em sua complexidade das redes de contratantes que desenvolvem todas as suas especializadas tarefas. As Branded Merchandisings podem empreitar parte toda sua linha de produtos, desenvolvimento de atividades, fabricação, embalagem, distribuição, propaganda, cash management, e diferentes outros tipos de atividade por todas as partes do mundo. A distinção entre producer-driven e buyer driven está inserida no contexto do debate entre a produção em massa e a especialização flexível de um sistema de manufatura ou organização industrial. A produção de massa é claramente um producer-driven model, enquanto que a especialização flexível é gerada em parte pelo crescimento da demanda ENEGEP 2002 ABEPRO 3

4 segmentada e específica criada pelos buyers no processo de desenvolvimento de seus mercados. Uma das principais diferenças entre as GCC s e a perspectiva da especialização flexível é a que Piore & Sabel delinearam com a organização da produção nas economias domésticas e distritos industriais, enquanto que a noção de producer-driven commodity chains é focada nas possibilidades da indústria global. Além disto uma abordagem do buyer-driven commodity chain poderia explicar a emergência da especialização flexível das formas de produção em termos de mudança na estrutura de varejo, a qual reflete mudanças demográficas e novos imperativos organizacionais. Finalmente, enquanto algumas das primitivas discussões da especialização flexível implica que se trata de sistema superior que poderá eventualmente substituir a produção em massa, buyerdriven e supply-driven commodity chains são vistas como antagônicas, porém não mutuamente exclusivos pólos no espectro das possibilidades organizacionais na indústria. Nossa análise do buyer-driven commodity chains será focada no modo pelo qual as principais companhias, ou os grandes varejistas dos EUA coordenam este processo. Uma vez que no modo de industrialização baseado no producer-driven os sistemas de produção moldam a demanda, no buyer-driven commodity chains é a organização do consumo que determina onde e como o sistema global de manufatura tomará lugar. Os agentes econômicos da oferta e da demanda não operam no vácuo político, entretanto, eles ao seu turno, respondem as pressões políticas por parte do Estado. 4. O PAPEL DAS POLÍTICAS ESTATAIS NAS GCC S Estratégias de desenvolvimento nacional jogam um importante papel na determinação das novas relações no sistema de manufatura global. A economia convencional proclama que as nações do Terceiro Mundo tem seguido uma das duas alternativas de estratégias de desenvolvimento: a. A relativamente ampla zona de economias ricas em recursos naturais na América Latina (Brasil, México e Argentina), Sul da Ásia (Índia e Bangladesh), e Leste Europeu tem perseguido o Modelo de Substituição de Importações (MSI) cuja característica básica é o crescimento da produção com base nas necessidades do mercado doméstico. b. Nações mais pobres em termos de recursos naturais como os New Industrialized Countries (NIC) adotaram o Modelo de Industrialização Baseado na Exportação de Manufaturas (EOI) que são inteiramente dependentes do crescimento do mercado mundial. Entretanto a análise histórica destas tendências transitórias tendem a ser muito simplificadas, hoje isto é bastante claro que muitas economias tem optado por uma expansão de manufaturados ou exportações não-tradicionais para ganharem mercados além-mar e atender a demanda dos mercados mundiais e encontrar estratégias de sobrevivência. Os NIC s exemplificam muito bem os ganhos obtidos por tais estratégias de desenvolvimento. O Modelo baseado nas Exportações se distingue do Modelo de Substituição de Importações pelo fato de ser baseado na cadeia de commodities do Buy-Driven configurado a partir de pequenas e médias empresas privadas, locais e domésticas localizadas no Terceiro Mundo. Historicamente o modelo baseado nas Exportações alavancou o desenvolvimento estratégico dos NICs a também do buy-driven commodity chains emergindo juntos nos anos 70, sugerindo uma conexão fechada entre a rede de indústrias dentro da cadeia de commodities do buyer-driven. ENEGEP 2002 ABEPRO 4

5 A política dirigida de Estado teve um papel crucial na alavancagem industrial das GCC s no Modelo de Exportações Incentivadas, o governo foi o grande patrocinador das facilidades de infra-estrutura através da criação de um sistema de comunicações e transportes que pudesse suportar tal processo de acumulação, criou também ZPES, Zonas Francas, subsídios fiscais para a produção de matérias-primas básicas, como o aço, e produtos químicos, incentivou a criação de uma rede de bancos destinados ao financiamento das exportações, através da práticas dos ACC s e Cartas de Crédito. O papel do Estado foi crucial e sempre foi o de grande promotor e patrocinador, eis porque hoje sua falência fiscal relativa em muitos países. Em resumo o papel do Estado foi de um grande leverager do buy-driven commodity chain nos países denominados NIC s. 5. O COMMODITY CHAIN DO VESTUÁRIO Em muitos países do Terceiro Mundo os setores têxteis e de peças de roupa de vestuário foram a base do processo de industrialização, na verdade lideram os processos de exportações intensivas, primeiro pelo protecionismo interno destes países, que desenvolveu o mercado doméstico e foi a base para o processo de incremento das exportações. O setor de peças de roupa possui uma dinâmica em termos de buyer-driven commodity chain que constitui-se num estudo de caso ideal a explanação da essência do próprio buyerdriven commodity chain Para Gereffi (2001) pode-se bifurcar a cadeia de commodities do setor de peças de roupas em duas dimensões: a. Fabricantes de Têxteis Vs. Fabricantes de Peças de Roupa: Ambos os setores possuem configurações distintas, os produtores de têxteis são em geral fabricantes de produtos terminados, e são baseados nas economias de escala e bastante integrados vertical e horizontalmente, empresas de grande porte capital intensivas, como a gigante americana Burlington Mills. Por sua vez o setor de peças de roupa é fragmentado, constituído de pequenas e médias empresas de mão-de-obra intensivas e que inclusive tendem a buscar custos baixos de mão-de-obra, ou àquelas vantagens competitivas de segunda categoria. b. Standardized Vs Fashion Segments: A segunda maior divisão no setor de vestuário é a divisão entre o setor de roupas padronizadas, como jeans, roupas íntimas, sutiens; o qual é geralmente integrado pelas grandes empresas produtoras de matérias-primas do setor têxtil. Já o setor de fashion-oriented possui uma configuração bastante diferente, pois segue as mudanças e a sazonalidade das estações e a dinâmica do próprio perfil de consumo do varejo. 6. A REVOLUÇÃO DO VAREJO NO MERCADO DOS EUA A estrutura de governança do buyer-driven commodity chains é determinada em parte pelas mudanças ocorridas no perfil do mercado varejista dos EUA nos anos 80/90, os padrões de consumo do mercado americano mudaram e provocaram o incremento da especialização flexível na GCC do setor de vestuário. A partir da segunda metade dos Anos 80, começa a declinar o setor de Lojas de Departamento (Sears), o velho modelo da mãe compradora, tomadora de decisões de compra para a família, passa a dar lugar às lojas de desconto (Wall Mart), cuja ênfase recaia em baixos preços, conveniência, escolha individual de produtos, baixa propaganda. ENEGEP 2002 ABEPRO 5

6 Por um lado cresciam as lojas de descontos, em detrimento das lojas de departamento, por outro surgia o conceito de lojas personalizadas com produtos de maior valor agregado voltados às necessidades da classe média alta. As mudanças estruturais no mercado de varejo americano foram decorrentes e também determinaram as próprias mudanças no perfil de renda da classe média americana. Crescem as diferenças sociais e os níveis de desigualdades na população economicamente ativa dos EUA, e este fato é decisivo para a reconfiguração da GCC s do vestuário de um lado producer-driven commodity chains produzindo para as lojas de desconto e o buyer-driven commodity chains produzindo para as lojas segmentadas, mais personalizadas. 7. O PERFIL DOS AGENTES ECONÔMICOS NO BUYER-DRIVEN COMMODITY CHAINS Os Big Buyers estão estrategicamente inseridos nas GCC s através das redes de exportações e distribuição eles estabelecem relações com as fábricas e tradings companies, para melhor compreendermos as GCC s é necessário entendermos a teia de relações entre os diversos agentes que compõem as GCC s: a. Varejistas: O perfil de consumo do mercado dos EUA é organizador dos vários tipo de varejo: grandes volumes, preços baixos, lojas de desconto, propaganda de massa, lojas de departamento, fashion-oriented, brand-named products. Estão no topo da cadeia e determinam a dinâmica das relações das outras partes da cadeia, traders, compradores offshore, fábricas offshore e também condicionam o próprio nível e estágio de desenvolvimento dos países exportadores. b. Traders: As tradings companies são o grande agente comercial do sistema, representam a linha de tráfego dos canais de importação e exportação das GCC, geralmente são empresas controladas pelas próprias brand-named products companies. c. Overseas Buyers: São as grandes centrais de compra situadas fora dos EUA, que em função do conhecimento dos mercados, da especialização, do conhecimento do contrato, da cultura local, efetuam as compras para os big buyers situados nos EUA, muitas das empresas de Overseas Buyers foram constituídas para também eliminar a comissão das tradings companies. d. Fábricas: Representam as manufaturas estabelecidas nos NICs e respondem por quase toda a produção comprada pelos big buyers nos EUA e possuem uma configuração bastante diversificada abrangendo grandes plantas na Coréia do Sul e uma multiplicidade de pequenas fábricas nos demais países. 8. DINÂMICA DAS INTERAÇÕES MACRO E MICROECONÔMICAS CONDICIONANTES DA INSERÇÃO TARDIA DO BRASIL NO PROCESSO DE GLOBALIZAÇÃO Ferraz (1998) evidencia alguns fatores condicionantes da limitação da profundidade da inserção do Brasil nas GCC s, a postergação do processo de abertura econômica decorrente da própria estrutura rígida do Modelo de Substituição de Importações talvez seja um dos fatores de maior impacto quanto à inserção tardia e em condições fragmentadas e pouco orientadas para resultados do Brasil na Globalização, outro fator condicionante de grande peso são os níveis de risco e incertezas macroeconômicas predominantes nos anos 80 e 90 ENEGEP 2002 ABEPRO 6

7 na economia brasileira, os quais foram responsáveis pelo incremento da curva de indecisão dos inversores e o conseqüente direcionamento de capitais para o investimento produtivo e a relativa escassez de disponibilidades de fonte de recursos. A configuração da estrutura das cadeias de valores da indústria brasileira também constitui-se num fator de importância para a explicação de porquê as cadeias produtivas de amplos setores da indústria brasileira não se direcionaram para o mercado externo. Como explicar as transformações imensas da indústria, quanto à sua reestruturação, incremento da terceirização, maior flexibilidade, foco no cliente, redes enxutas, maiores níveis de automação e informatização e o paradoxo da inserção não orientada para o mercado externo, a não constituição de clusters e cadeias de produção orientadas para as GCC s. A inserção tardia e pouco orientada da economia brasileira é decorrente de outros tantos aspectos dos quais podemos destacar o custo de capital, o desalinhamento dos resultados de produtividade, conflito distributivo, políticas governamentais desarticuladas, falta de cultura de exportação, não orientação para o mercado externo, posicionamento competitivo externo inadequado, dentre inúmeros outros fatores. A. Modelo de Substituição de Importações O grau de alinhamento da economia brasileira com a lógica do modelo de substituição de importações constitui-se num fator explicativo importante para o entendimento da sua longevidade e do seu grau de profundidade. Buscar a compreensão dos fatores estruturais que prorrogaram por décadas o modelo de substituições de importações poderá ser bastante útil para a compreensão da inserção da economia brasileira de forma pouco direcionada às GCC s. Dornbusch (1990) aponta o populismo dos países latino-americanos como o grande responsável pela longevidade do Modelo de Substituição de Importações e a inserção tardia de muitos países latino-americanos no processo de globalização. Ferraz acredita que a flexibilidade advinda da reestruturação e da incorporação de novas tecnologias criou a base fundamental para a abertura econômica e a ruptura do modelo de substituição de importações. Kupfer(1998) assinala os padrões de avanço tecnológico e especialização como condicionantes do impulso à abertura da indústria brasileira à competição internacional, a flexibilização das estruturas a busca da eficiência e da qualidade aliadas à redução do Custo Brasil foram decisivas para o incremento do grau de abertura e a posterior transformação estrutural de alguns setores. Assim o fato de perdurar por décadas indefinidamente o Modelo de Substituição de Importações constitui-se num grande obstáculo à inserção do Brasil nos GCC s e tal fato fenômeno conduziu à enormes dificuldades posteriores quanto ao incremento da dívida, impossibilidade de reestruturação flexibilização e enxugamento, redução de carga fiscal, declínio de produtividade, inserção nas GCC s dentre inúmeros outros reflexos negativos quanto ao desenvolvimento econômico. B. Incertezas e Risco Macroeconômicos da Economia Brasileira Para Franco(1996) a inserção do Brasil na rota da globalização passa necessariamente pelas transformações macroestruturais, leia-se reformas monetárias, fiscal e produtivas, que para o referido autor foram levados a cabo pelo Real. ENEGEP 2002 ABEPRO 7

8 O real na verdade foi um grande ponto de inflexão para a inserção discreta do Brasil no processo de globalização, porém não como economia exportadora, mas sim como receptor de investimentos externos diretos através do processo de privatização e também como receptor de investimentos provenientes de capitais voláteis, que a partir dos anos 90 começaram a se inserir de forma planetária nos países emergentes através do processo de especulação com ativos exóticos. As incertezas macroeconômicas decorrentes de sucessivos plano de estabilização e desenvolvimento sucessivamente fracassados foi crucial para a inconsistência das tentativas de inserção do país na rota das GCC s, como tentativa de direcionamento para o modelo exportador. 9. CONCLUSÕES As modificações no perfil do consumidor americano no final dos anos 70, criou condições para o surgimento das cadeias de produção globais de commodities que por sua vez deram surgimento às relações muito dinâmicas em termos de expansão econômica difundindo o desenvolvimento não somente para o Sudeste Asiático, mas também para a China Continental e América Latina. O Brasil teve uma inserção discreta e tardia nestas cadeias e portanto não experimentou os mesmos níveis de desenvolvimento daqueles países. 10. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS DEDRICK, J. & KRAEMER, K. Asia s Computer Challenge: Treat or Opportunity for the USA and the World, Oxford: Oxford University Press, DICKEN, C. Global Shift: Transforming the World Economy ; N. York:Guilford Press, GEREFFI, G. International trade and industrial upgrading in the apparel commodity chain ; Journal of International Economics, vol. 48. no. 1:37:57 GEREFFI, G. Commodity Chains and Global Capitalism, Westport. Praeger, London, HUMPREY, J. Governance and Upgrading: linking industrial cluster and global value chain research IDS Working, no.120. ENEGEP 2002 ABEPRO 8

REDES DE PEQUENAS EMPRESAS

REDES DE PEQUENAS EMPRESAS REDES DE PEQUENAS EMPRESAS As micro, pequenas e médias empresas, em decorrência da globalização e suas imposições,vêm buscando alcançar vantagem competitiva para sua sobrevivência no mercado. CONTEXTO

Leia mais

Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil

Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil Ambiente de Negócios e Reformas Institucionais no Brasil Fernando Veloso IBRE/FGV Book Launch of Surmounting the Middle Income Trap: The Main Issues for Brazil (IBRE/FGV e ILAS/CASS) Beijing, 6 de Maio

Leia mais

Sistemas de Transformação e Estratégia de produção

Sistemas de Transformação e Estratégia de produção Sistemas de Transformação e de produção A seleção do Processo de produção depende: -Tecnologia dos Processos de Transformaçã ção -Tecnologia dos meios auxiliares (dispositivos, ferramentas) -Tecnologia

Leia mais

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno.

COMÉRCIO EXTERIOR. Causas da dívida Empréstimos internacionais para projetar e manter grandes obras. Aquisição de tecnologia e maquinário moderno. 1. ASPECTOS GERAIS Comércio é um conceito que possui como significado prático, trocas, venda e compra de determinado produto. No início do desenvolvimento econômico, o comércio era efetuado através da

Leia mais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais

Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais Perspectivas para o desenvolvimento brasileiro e a indústria de commodities minerais João Carlos Ferraz BNDES 31 de agosto de 2008 Guia Contexto macroeconômico Políticas públicas Perpectivas do investimento

Leia mais

APL como Estratégia de Desenvolvimento

APL como Estratégia de Desenvolvimento APL como Estratégia de Desenvolvimento Marco Crocco Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional 3a Conferência Brasileira de Arranjos Produtivos Locais 1 A Difusão da Perspectiva de APL Um balanço

Leia mais

A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015

A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015 A REORIENTAÇÃO DO DESENVOLVIMENTO INDUSTRIAL BRASILEIRO IBGC 26/3/2015 1 A Situação Industrial A etapa muito negativa que a indústria brasileira está atravessando vem desde a crise mundial. A produção

Leia mais

IGC Mozambique. A Dinâmica Recente da Economia Internacional e os Desafios para Moçambique

IGC Mozambique. A Dinâmica Recente da Economia Internacional e os Desafios para Moçambique IGC Mozambique A Dinâmica Recente da Economia Internacional e os Desafios para Moçambique 09 de Março de 2012 1 Introdução Uma visão retrospectiva mostra uma década que já aponta a grande clivagem da economia

Leia mais

DEPARTAMENTALIZAÇÃO TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO II. Centro de Ensino Superior do Amapá Curso de Administração Prof a.

DEPARTAMENTALIZAÇÃO TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO II. Centro de Ensino Superior do Amapá Curso de Administração Prof a. TEORIA GERAL DA ADMINISTRAÇÃO II Centro de Ensino Superior do Amapá Curso de Administração Para a abordagem clássica, a base fundamental da organização é a divisão do trabalho. À medida que uma organização

Leia mais

Por uma nova etapa da cooperação econômica Brasil - Japão Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil São Paulo, 11 de Julho de 2014

Por uma nova etapa da cooperação econômica Brasil - Japão Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil São Paulo, 11 de Julho de 2014 1 Por uma nova etapa da cooperação econômica Brasil - Japão Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil São Paulo, 11 de Julho de 2014 Brasil: Fundamentos Macroeconômicos (1) Reservas International

Leia mais

Perspectivas da Economia Brasileira

Perspectivas da Economia Brasileira Perspectivas da Economia Brasileira Márcio Holland Secretário de Política Econômica Ministério da Fazenda Caxias do Sul, RG 03 de dezembro de 2012 1 O Cenário Internacional Economias avançadas: baixo crescimento

Leia mais

Produção de Commodities e Desenvolvimento Econômico O Esforço Empresarial Brasileiro Instituto de Economia UNICAMP 29 de março de 2010

Produção de Commodities e Desenvolvimento Econômico O Esforço Empresarial Brasileiro Instituto de Economia UNICAMP 29 de março de 2010 Produção de Commodities e Desenvolvimento Econômico O Esforço Empresarial Brasileiro Instituto de Economia UNICAMP 29 de março de 2010 A produção de commodities e a transformação econômica do Brasil João

Leia mais

O COMÉRCIO EXTERIOR DO BRASIL

O COMÉRCIO EXTERIOR DO BRASIL International Seminar & Book Launch of "Surmounting Middle Income Trap: the Main Issues for Brazil" Institute of Latin American Studies (ILAS, CASS) Brazilian Institute of Economics at Getulio Vargas Foundation

Leia mais

OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS

OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DA GESTÃO DA CADEIA DE SUPRIMENTOS Esta seção apresenta alguns dos problemas da gestão da cadeia de suprimentos discutidos em mais detalhes nos próximos capítulos. Estes problemas

Leia mais

GLOBALIZAÇÃO DEFINIÇÃO

GLOBALIZAÇÃO DEFINIÇÃO DEFINIÇÃO O termo globalização surgiu no início dos anos 80, nas grandes escolas de administração de empresas dos Estados Unidos (Harvard, Columbia, Stanford, etc.), como referência às oportunidades de

Leia mais

PROGRAMAS DAS UNIDADES CURRICULARES. Análise de Informação Económica para a Economia Portuguesa

PROGRAMAS DAS UNIDADES CURRICULARES. Análise de Informação Económica para a Economia Portuguesa MESTRADO EM ECONOMIA PORTUGUESA E INTEGRAÇÃO INTERNACIONAL PROGRAMAS DAS UNIDADES CURRICULARES UNIDADES CURRICULARES OBRIGATÓRIAS Análise de Informação Económica para a Economia Portuguesa 1. Identificação

Leia mais

O Supply Chain Evoluiu?

O Supply Chain Evoluiu? O Supply Chain Evoluiu? Apresentação - 24º Simpósio de Supply Chain & Logística 0 A percepção de estagnação do Supply Chain influenciada pela volatilidade do ambiente econômico nos motivou a entender sua

Leia mais

Inovação na cadeia produtiva

Inovação na cadeia produtiva CRI Minas BH, 21 Mar 2013 Inovação na cadeia produtiva Renato Garcia Poli/USP renato.garcia@poli.usp.br Novo paradigma tecnológico Reestruturação das grandes empresas Especialização nas competências centrais

Leia mais

O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARTICIPATIVO DENTRO DE UM MUNDO GLOBALIZADO

O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARTICIPATIVO DENTRO DE UM MUNDO GLOBALIZADO O PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO PARTICIPATIVO DENTRO DE UM MUNDO GLOBALIZADO A EVOLUÇÃO HISTÓRICA E O SÉCULO XX 1- A MAIORIDADE DAS CIDADES LIMITES DE EXPANSÃO 2- A OPÇÃO URBANA EM TODOS OS NÍVEIS 3- A CIDADE

Leia mais

DIFERENTES INTERPRETAÇÕES DO CONCEITO DE SUPPLY CHAIN MANAGEMENT

DIFERENTES INTERPRETAÇÕES DO CONCEITO DE SUPPLY CHAIN MANAGEMENT Artigo para a Revista Global Fevereiro de 2007 DIFERENTES INTERPRETAÇÕES DO CONCEITO DE SUPPLY CHAIN MANAGEMENT O conceito de Supply Chain Management (SCM), denominado Administração da Cadeia de Abastecimento

Leia mais

Governança de TI Evolução e Conceitos de Gestão da TI. Raimir Holanda raimir@tce.ce.gov.br

Governança de TI Evolução e Conceitos de Gestão da TI. Raimir Holanda raimir@tce.ce.gov.br Governança de TI Evolução e Conceitos de Gestão da TI Raimir Holanda raimir@tce.ce.gov.br Agenda Conceitos de Governança de TI Fatores motivadores das mudanças Evolução da Gestão de TI Ciclo da Governança

Leia mais

Exemplos de Marketing Global. Coca-Cola, Philip Morris, DaimlerChrysler. McDonald s, Toyota, Ford, Cisco Systems

Exemplos de Marketing Global. Coca-Cola, Philip Morris, DaimlerChrysler. McDonald s, Toyota, Ford, Cisco Systems Fundamentos de Marketing Global Parte 01 O significado de Marketing Global Uma empresa global bem-sucedida deve ser capaz de pensar globalmente e agir localmente. Marketing global pode incluir uma combinação

Leia mais

Parte I - Estratégias de Logística e Operações Globais, 35

Parte I - Estratégias de Logística e Operações Globais, 35 Sumário Í Sobre os autores, 15 Prefácio, 19 Agradecimentos, 25 Introdução às operações e logística globais, 27 Parte I - Estratégias de Logística e Operações Globais, 35 1 LOGÍSTICA E OPERAÇÕES GLOBAIS:

Leia mais

Logística empresarial

Logística empresarial 1 Logística empresarial 2 Logística é um conceito relativamente novo, apesar de que todas as empresas sempre desenvolveram atividades de suprimento, transporte, estocagem e distribuição de produtos. melhor

Leia mais

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E

Prof. Marcelo Mello. Unidade III DISTRIBUIÇÃO E Prof. Marcelo Mello Unidade III DISTRIBUIÇÃO E TRADE MARKETING Canais de distribuição Canal vertical: Antigamente, os canais de distribuição eram estruturas mercadológicas verticais, em que a responsabilidade

Leia mais

O Mundo em 2030: Desafios para o Brasil

O Mundo em 2030: Desafios para o Brasil O Mundo em 2030: Desafios para o Brasil Davi Almeida e Rodrigo Ventura Macroplan - Prospectiva, Estratégia & Gestão Artigo Publicado em: Sidney Rezende Notícias - www.srzd.com Junho de 2007 Após duas décadas

Leia mais

A importância dos Bancos de Desenvolvimento

A importância dos Bancos de Desenvolvimento MISSÃO PERMANENTE DA REPÚBLICA DE ANGOLA JUNTO AO OFÍCIO DAS NAÇÕES UNIDAS REPRESENTAÇÃO COMERCIAL GENEBRA - SUÍÇA NOTA DE TRABALHO A importância dos Bancos de Desenvolvimento G E NEBRA A OS 5 DE Segundo

Leia mais

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil

Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Estudos sobre a Taxa de Câmbio no Brasil Fevereiro/2014 A taxa de câmbio é um dos principais preços relativos da economia, com influência direta no desempenho macroeconômico do país e na composição de

Leia mais

Canais de marketing. Trade Marketing. Trade Marketing. Trade marketing é uma ferramenta que atua diretamente em três níveis:

Canais de marketing. Trade Marketing. Trade Marketing. Trade marketing é uma ferramenta que atua diretamente em três níveis: Canais de marketing Prof. Ricardo Basílio ricardobmv@gmail.com Trade Marketing Trade Marketing Trade marketing é uma ferramenta que atua diretamente em três níveis: Distribuidores; Clientes; Ponto de venda.

Leia mais

A. Conceito de Trade Marketing, responsabilidades, atividades, amplitude de atuação e limites

A. Conceito de Trade Marketing, responsabilidades, atividades, amplitude de atuação e limites 5 Conclusão Trade Marketing é um termo conhecido por grande parte dos profissionais das áreas comercial e de marketing, principalmente entre as indústrias de bens de consumo. Muitas empresas já incluíram

Leia mais

Painel 2 Mecanismos de Estímulo para a Indústria de Telecomunicações

Painel 2 Mecanismos de Estímulo para a Indústria de Telecomunicações Painel 2 Mecanismos de Estímulo para a Indústria de Telecomunicações Segmento Redes de Telecomunicações Mario Baumgarten Retomada do Diálogo com a Indústria Duas décadas de foco no resgate do atendimento

Leia mais

Os desafios do desenvolvimento brasileiro e a Política Industrial

Os desafios do desenvolvimento brasileiro e a Política Industrial 4o. Congresso Internacional de Inovação FIERGS Política Industrial em Mercados Emergentes Porto Alegre, 17 de novembro de 2011 Os desafios do desenvolvimento brasileiro e a Política Industrial João Carlos

Leia mais

Perspectivas para o financiamento das PPPs

Perspectivas para o financiamento das PPPs Perspectivas para o financiamento das PPPs PPP Summit 2015 20 de maio de 2015 Frederico Estrella frederico@tendencias.com.br Histórico e perfil da Tendências 2 Histórico Fundada em 1996, a Tendências é

Leia mais

Política de Software e Serviços

Política de Software e Serviços Política de Software e Serviços Encontro de Qualidade e Produtividade em Software - Brasília Dezembro / 2003 Ministério da Ciência e Tecnologia Secretaria de Política de Informática e Tecnologia Antenor

Leia mais

10º FÓRUM DE ECONOMIA. Política Cambial, Estrutura Produtiva e Crescimento Econômico: fundamentos teóricos e evidências empíricas para o Brasil

10º FÓRUM DE ECONOMIA. Política Cambial, Estrutura Produtiva e Crescimento Econômico: fundamentos teóricos e evidências empíricas para o Brasil 10º FÓRUM DE ECONOMIA Política Cambial, Estrutura Produtiva e Crescimento Econômico: fundamentos teóricos e evidências empíricas para o Brasil Eliane Araújo São Paulo, 01 de outubro de2013 Objetivos Geral:

Leia mais

Vamos nos conhecer. Avaliações 23/08/2015. Módulo I Introdução à Logistica Empresarial Danillo Tourinho S. da Silva, M.Sc.

Vamos nos conhecer. Avaliações 23/08/2015. Módulo I Introdução à Logistica Empresarial Danillo Tourinho S. da Silva, M.Sc. Módulo I Introdução à Logistica Empresarial Danillo Tourinho S. da Silva, M.Sc. Vamos nos conhecer Danillo Tourinho Sancho da Silva, M.Sc Bacharel em Administração, UNEB Especialista em Gestão da Produção

Leia mais

MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS

MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS ANEXO 1 MODELO 1 PARA SELEÇÃO DE PROPOSTAS DE ARRANJOS PRODUTIVOS LOCAIS Este documento serve como base orientadora para a apresentação de propostas de Arranjos Produtivos Locais para enquadramento no

Leia mais

Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. Profª Caroline Pauletto Spanhol

Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos. Profª Caroline Pauletto Spanhol Logística e Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos Profª Caroline Pauletto Spanhol Cadeia de Abastecimento Conceitos e Definições Elementos Principais Entendendo a Cadeia de Abastecimento Integrada Importância

Leia mais

Plano Brasil Maior 2011/2014. Inovar para competir. Competir para crescer.

Plano Brasil Maior 2011/2014. Inovar para competir. Competir para crescer. Plano Brasil Maior 2011/2014 Inovar para competir. Competir para crescer. Foco e Prioridades Contexto Dimensões do Plano Brasil Maior Estrutura de Governança Principais Medidas Objetivos Estratégicos e

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO Evolução de Pensamento Administrativo I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação; a evolução

Leia mais

RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO. Junho de 2012

RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO. Junho de 2012 RISCOS E OPORTUNIDADES PARA A INDÚSTRIA DE BENS DE CONSUMO Junho de 2012 Riscos e oportunidades para a indústria de bens de consumo A evolução dos últimos anos, do: Saldo da balança comercial da indústria

Leia mais

Lider coach: Uma nova abordagem para a gestão de pessoas. Orlando Rodrigues.

Lider coach: Uma nova abordagem para a gestão de pessoas. Orlando Rodrigues. Lider coach: Uma nova abordagem para a gestão de pessoas. Orlando Rodrigues. Ao longo da historia da Administração, desde seus primórdios, a partir dos trabalhos de Taylor e Fayol, muito se pensou em termos

Leia mais

EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016

EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016 EMENTAS - MATRIZ CURRICULAR - 2016 901491 - EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO ADMINISTRATIVO I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação; a evolução da teoria organizacional

Leia mais

AVII 8º ANO Globalização Qual é a mais próxima da realidade? Como será o futuro? Escola do futuro de 1910 Cidade-prédio de 1895 A era das redes aumentou ou diminuiu o tamanho do mundo?

Leia mais

Estratégia Internacional

Estratégia Internacional Estratégia Internacional Professor: Claudemir Vasconcelos Aluno: Sergio Abreu Estratégia Internacional A internacionalização não se limita somente ao Comércio exterior (importação & exportação); é operar

Leia mais

Descrição do Sistema de Franquia. Histórico do Setor. O Fórum Setorial de Franquia

Descrição do Sistema de Franquia. Histórico do Setor. O Fórum Setorial de Franquia Descrição do Sistema de Franquia Franquia é um sistema de distribuição de produtos, tecnologia e/ou serviços. Neste sistema uma empresa detentora de know-how de produção e/ou distribuição de certo produto

Leia mais

Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013

Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013 Colégio São Paulo Geografia Prof. Eder Rubens - 2013 CAP. 02 A Dinâmica dos espaços da Globalização. (9º ano) *Estudaremos a difusão do modo capitalista de produção, ou seja, do modo de produzir bens e

Leia mais

Estratégia de Operações - Modelos de Formulação - Jonas Lucio Maia

Estratégia de Operações - Modelos de Formulação - Jonas Lucio Maia Estratégia de Operações - Modelos de Formulação - Jonas Lucio Maia Processo de EO Procedimentos que são, ou podem ser, usados para formular as estratégias de operações que a empresa deveria adotar (SLACK,

Leia mais

Informe 05/2011 AS RELAÇÕES COMERCIAIS BRASIL- CHINA NO SETOR DE ROCHAS ORNAMENTAIS E DE REVESTIMENTO: SITUAÇÃO ATUAL E PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO

Informe 05/2011 AS RELAÇÕES COMERCIAIS BRASIL- CHINA NO SETOR DE ROCHAS ORNAMENTAIS E DE REVESTIMENTO: SITUAÇÃO ATUAL E PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO Informe 05/2011 AS RELAÇÕES COMERCIAIS BRASIL- CHINA NO SETOR DE ROCHAS ORNAMENTAIS E DE REVESTIMENTO: SITUAÇÃO ATUAL E PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais

Leia mais

Autor: Thomas Stob Junior Professora Responsável: Profª Dra Nilda Maria de Clodoaldo Pinto Guerra Leone Número de Páginas: 9

Autor: Thomas Stob Junior Professora Responsável: Profª Dra Nilda Maria de Clodoaldo Pinto Guerra Leone Número de Páginas: 9 Arquivo Título: Flexibilidade: Um Novo Formato das Organizações Autor: Thomas Stob Junior Professora Responsável: Profª Dra Nilda Maria de Clodoaldo Pinto Guerra Leone Número de Páginas: 9 RESUMO

Leia mais

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS» ADMINISTRAÇÃO (MARKETING) «

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS» ADMINISTRAÇÃO (MARKETING) « CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS» ADMINISTRAÇÃO (MARKETING) «21. É falacioso falar que o marketing é filho do capitalismo e, portanto, apenas ajudaria a concentrar a renda satisfazendo necessidades supérfluas

Leia mais

Prof. Clovis Alvarenga Netto

Prof. Clovis Alvarenga Netto Escola Politécnica da USP Departamento de Engenharia de Produção Março/2009 Prof. Clovis Alvarenga Netto Aula 05 Organização da produção e do trabalho Pessoas e sua Organização em Produção e Operações

Leia mais

22/02/2009. Supply Chain Management. É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até os fornecedores originais que

22/02/2009. Supply Chain Management. É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até os fornecedores originais que Supply Chain Management SUMÁRIO Gestão da Cadeia de Suprimentos (SCM) SCM X Logística Dinâmica Sugestões Definição Cadeia de Suprimentos É a integração dos processos do negócio desde o usuário final até

Leia mais

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia e Comércio / Integração Regional Jéssica Naime 09 de setembro de 2005 Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia

Leia mais

ORIENTE MÉDIO. Prof: Marcio Santos ENEM 2009 Ciências Humanas Aula II. Jerusalém Muro das Lamentações e Cúpula da Rocha

ORIENTE MÉDIO. Prof: Marcio Santos ENEM 2009 Ciências Humanas Aula II. Jerusalém Muro das Lamentações e Cúpula da Rocha Prof: Marcio Santos ENEM 2009 Ciências Humanas Aula II ORIENTE MÉDIO -Região marcada por vários conflitos étnicos, políticos e religiosos. -Costuma-se considerar 18 países como pertencentes ao Oriente

Leia mais

5 Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos

5 Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos 5 Gerenciamento da Cadeia de Suprimentos 5.1 Conceitos e definições do supply chain management O conceito ou definição do SCM é algo recente na literatura especializada, datado mais precisamente da metade

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE ADMINISTRAÇÃO Nome da disciplina Evolução do Pensamento Administrativo I Estudo da administração, suas áreas e funções, o trabalho do administrador e sua atuação;

Leia mais

4º PAINEL: INVESTIMENTO PRIVADO, INVESTIMENTO PÚBLICO E MERCADO DE CAPITAIS NO BRASIL

4º PAINEL: INVESTIMENTO PRIVADO, INVESTIMENTO PÚBLICO E MERCADO DE CAPITAIS NO BRASIL SEMINARIO FIESP REINDUSTRIALIZAÇÃO DO BRASIL: CHAVE PARA UM PROJETO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO 4º PAINEL: INVESTIMENTO PRIVADO, INVESTIMENTO PÚBLICO E MERCADO DE CAPITAIS NO BRASIL 26 agosto 2013 Carlos

Leia mais

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando

A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando INFORMATIVO n.º 42 NOVEMBRO de 2015 A despeito dos diversos estímulos monetários e fiscais, economia chinesa segue desacelerando Fabiana D Atri - Economista Coordenadora do Departamento de Pesquisas e

Leia mais

Market Access e a nova modelagem de Negócios da Indústria Farmacêutica no Brasil.

Market Access e a nova modelagem de Negócios da Indústria Farmacêutica no Brasil. Market Access e a nova modelagem de Negócios da Indústria O fortalecimento do pagador institucional de medicamentos, seja ele público ou privado, estabelece uma nova dinâmica nos negócios da indústria,

Leia mais

PORTUGAL Economic Outlook. Carlos Almeida Andrade Chief Economist Julho 2008

PORTUGAL Economic Outlook. Carlos Almeida Andrade Chief Economist Julho 2008 PORTUGAL Economic Outlook Carlos Almeida Andrade Chief Economist Julho 2008 Portugal: Adaptação a um novo ambiente económico global A economia portuguesa enfrenta o impacto de um ambiente externo difícil,

Leia mais

O Futuro da Economia Brasileira: baixa eficiência e baixo crescimento? Pedro Cavalcanti Ferreira Fundação Getulio Vargas

O Futuro da Economia Brasileira: baixa eficiência e baixo crescimento? Pedro Cavalcanti Ferreira Fundação Getulio Vargas O Futuro da Economia Brasileira: baixa eficiência e baixo crescimento? Pedro Cavalcanti Ferreira Fundação Getulio Vargas Pontos Principais Teorias e políticas de crescimento tradicionais enfatizaram o

Leia mais

A importância das exportações de serviços e da internacionalização das empresas brasileiras

A importância das exportações de serviços e da internacionalização das empresas brasileiras A importância das exportações de serviços e da internacionalização das empresas brasileiras Guido Mantega Presidente - BNDES 25 o ENAEX- Novembro/2005 www.bndes.gov.br 1 Inserção do Brasil na Globalização

Leia mais

PROVA GEOGRAFIA 1 o TRIMESTRE DE 2010

PROVA GEOGRAFIA 1 o TRIMESTRE DE 2010 PROVA GEOGRAFIA 1 o TRIMESTRE DE 2010 PROF. FERNANDO NOME N o 8 o ANO A compreensão do enunciado faz parte da questão. Não faça perguntas ao examinador. A prova deve ser feita com caneta azul ou preta.

Leia mais

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO CEARÁ CEFET/CE DEPARTMAENTO DE EDIFICAÇÕES CURSO DE VIAS E TRANSPORTES CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO CEARÁ CEFET/CE DEPARTMAENTO DE EDIFICAÇÕES CURSO DE VIAS E TRANSPORTES CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO CEARÁ CEFET/CE DEPARTMAENTO DE EDIFICAÇÕES CURSO DE VIAS E TRANSPORTES CANAIS DE DISTRIBUIÇÃO PROFESSOR: HAMIFRANCY MENESES 1 TÓPICOS ABORDADOS DEFINIÇÃO DE CANAL

Leia mais

O desenvolvimento da indústria fornecedora de bens e serviços para petróleo e gás no Brasil e o BNDES

O desenvolvimento da indústria fornecedora de bens e serviços para petróleo e gás no Brasil e o BNDES Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social O desenvolvimento da indústria fornecedora de bens e serviços para petróleo e gás no Brasil e o BNDES 20.10.2009 Luciano Coutinho Mensagem Inicial Pré-sal:

Leia mais

Cenário Econômico para 2014

Cenário Econômico para 2014 Cenário Econômico para 2014 Silvia Matos 18 de Novembro de 2013 Novembro de 2013 Cenário Externo As incertezas com relação ao cenário externo em 2014 são muito elevadas Do ponto de vista de crescimento,

Leia mais

O COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO NO PERÍODO DE 1985-2009: BÊNÇÃO OU MALDIÇÃO DAS COMMODITIES? Stela Luiza de Mattos Ansanelli (Unesp)

O COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO NO PERÍODO DE 1985-2009: BÊNÇÃO OU MALDIÇÃO DAS COMMODITIES? Stela Luiza de Mattos Ansanelli (Unesp) O COMÉRCIO EXTERIOR BRASILEIRO NO PERÍODO DE 1985-2009: BÊNÇÃO OU MALDIÇÃO DAS COMMODITIES? Stela Luiza de Mattos Ansanelli (Unesp) Objetivo Qual padrão de especialização comercial brasileiro? Ainda fortemente

Leia mais

OS IMPACTOS DA ALCA E DO ACORDO COMERCIAL COM A UNIÃO EUROPÉIA - O CASO DA CADEIA TÊXTIL/CONFECÇÕES 1 Victor Prochnik 2

OS IMPACTOS DA ALCA E DO ACORDO COMERCIAL COM A UNIÃO EUROPÉIA - O CASO DA CADEIA TÊXTIL/CONFECÇÕES 1 Victor Prochnik 2 OS IMPACTOS DA ALCA E DO ACORDO COMERCIAL COM A UNIÃO EUROPÉIA - O CASO DA CADEIA TÊXTIL/CONFECÇÕES 1 Victor Prochnik 2 1. Apresentação Este artigo discute as oportunidades e riscos que se abrem para a

Leia mais

2ª APRESENTAÇÃO PÚBLICA: Visão de Futuro. Reforço da Competitividade do APL de Moda Íntima de Juruaia

2ª APRESENTAÇÃO PÚBLICA: Visão de Futuro. Reforço da Competitividade do APL de Moda Íntima de Juruaia 2ª APRESENTAÇÃO PÚBLICA: Visão de Futuro Reforço da Competitividade do APL de Moda Íntima de Juruaia Juruaia, 16/09/2010 SEDE Secretária de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais Reforço da Competitividade

Leia mais

GLOBALIZAÇÃO. BLOG: www.boscotorres.com.br EMAIL: bosco.torres@hotmail.com. 3. Globalização 1

GLOBALIZAÇÃO. BLOG: www.boscotorres.com.br EMAIL: bosco.torres@hotmail.com. 3. Globalização 1 GLOBALIZAÇÃO CURSO: Administração DISCIPLINA: Comércio Exterior FONTE: DIAS, Reinaldo. RODRIGUES, Waldemar. Comércio Exterior Teoria e Gestão. Atlas. São Paulo: 2004. 3. Globalização 1 SUMÁRIO Globalização

Leia mais

Divulgação de Resultados do 2T10. 4 de agosto de 2010

Divulgação de Resultados do 2T10. 4 de agosto de 2010 Divulgação de Resultados do 4 de agosto de 2010 Aviso Importante Esse material pode conter previsões de eventos futuros.tais previsões refletem apenas expectativas dos administradores da Companhia, e envolve

Leia mais

Estratégia Competitiva 16/08/2015. Módulo II Cadeia de Valor e a Logistica. CADEIA DE VALOR E A LOGISTICA A Logistica para as Empresas Cadeia de Valor

Estratégia Competitiva 16/08/2015. Módulo II Cadeia de Valor e a Logistica. CADEIA DE VALOR E A LOGISTICA A Logistica para as Empresas Cadeia de Valor Módulo II Cadeia de Valor e a Logistica Danillo Tourinho S. da Silva, M.Sc. CADEIA DE VALOR E A LOGISTICA A Logistica para as Empresas Cadeia de Valor Estratégia Competitiva é o conjunto de planos, políticas,

Leia mais

Geografia. Textos complementares

Geografia. Textos complementares Geografia Ficha 2 Geografia 2 os anos Silvia ago/09 Nome: Nº: Turma: Queridos alunos, bom retorno. Segue um conjunto de atividades que têm por objetivo encaminhar as discussões iniciadas em nossas aulas

Leia mais

PADRÕES TECNOLÓGICOS E DE COMÉRCIO EXTERIOR DAS FIRMAS BRASILEIRAS RESUMO

PADRÕES TECNOLÓGICOS E DE COMÉRCIO EXTERIOR DAS FIRMAS BRASILEIRAS RESUMO PADRÕES TECNOLÓGICOS E DE COMÉRCIO EXTERIOR DAS FIRMAS BRASILEIRAS CLASSIFICAÇÃO JEL: F12 Fernanda De Negri RESUMO Este artigo analisa a relação entre os padrões tecnológicos e o desempenho externo das

Leia mais

Segundo o dicionário da American Production Inventory Control Society, uma Cadeia de Suprimentos (Supply Chain) pode ser definida como:

Segundo o dicionário da American Production Inventory Control Society, uma Cadeia de Suprimentos (Supply Chain) pode ser definida como: Fascículo 4 Gestão na cadeia de suprimentos Cadeias de suprimentos Segundo o dicionário da American Production Inventory Control Society, uma Cadeia de Suprimentos (Supply Chain) pode ser definida como:

Leia mais

O Desafio do Aumento da Produtividade na Indústria para Conquistar um Mercado Global

O Desafio do Aumento da Produtividade na Indústria para Conquistar um Mercado Global O Desafio do Aumento da Produtividade na Indústria para Conquistar um Mercado Global Jorge A r bache U n i v e r s i d a d e d e B r a s í l i a S E M P E X 2 0 1 4 M a c e i ó, 2 2 / 5 / 2 0 1 4 0,45

Leia mais

ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA)

ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA) ADMINISTRAÇÃO PARTICIPATIVA (GESTÃO PARTICIPATIVA) A administração participativa é uma filosofia ou política de administração de pessoas, que valoriza sua capacidade de tomar decisões e resolver problemas,

Leia mais

OS BENEFÍCIOS DO IDE E PRODUÇÃO INTERNACIONAL

OS BENEFÍCIOS DO IDE E PRODUÇÃO INTERNACIONAL OS BENEFÍCIOS DO IDE E PRODUÇÃO INTERNACIONAL Mara Janaina Gomes de Oliveria 1 ¹Mestre em Economia pela Unesp Professora do IMMES RESUMO O investimento direto estrangeiro tornou-se, desde o inicio de 90,

Leia mais

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO Introdução Escopo A Carta de Bangkok identifica ações, compromissos e promessas necessários para abordar os determinantes da saúde em

Leia mais

6 A cadeia de suprimentos da soja no Mato Grosso sob o ponto de vista dos atores da cadeia

6 A cadeia de suprimentos da soja no Mato Grosso sob o ponto de vista dos atores da cadeia 6 A cadeia de suprimentos da soja no Mato Grosso sob o ponto de vista dos atores da cadeia Complementando o que foi exposto sobre a gerência da cadeia de suprimentos analisada no Capítulo 3, através de

Leia mais

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING PROJETO INTEGRADOR

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING PROJETO INTEGRADOR CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING PROJETO INTEGRADOR PROJETO INTEGRADOR 1. INTRODUÇÃO Conforme as diretrizes do Projeto Pedagógico dos Cursos Superiores de Tecnologia da Faculdade Unida de Suzano

Leia mais

Estrutura do Curso. Planejamento Estratégico

Estrutura do Curso. Planejamento Estratégico Estrutura do Curso (Prof. Mauricio Neves) INTRODUÇÃO À ESTRATÉGIA EMPRESARIAL (Unidade I) MODELO PORTER: TÉCNICAS ANALÍTICAS (Unidade II) ESTRATÉGIA BASEADA EM RECURSOS, (Unidade IV) Planejamento Estratégico

Leia mais

UIPES/ORLA Sub-Região Brasil

UIPES/ORLA Sub-Região Brasil 1 A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE NO MUNDO GLOBALIZADO 1 Introdução Área de atuação. A Carta de Bangkok (CB) identifica ações, compromissos e garantias requeridos para atingir os determinantes

Leia mais

Importância da normalização para as Micro e Pequenas Empresas 1. Normas só são importantes para as grandes empresas...

Importância da normalização para as Micro e Pequenas Empresas 1. Normas só são importantes para as grandes empresas... APRESENTAÇÃO O incremento da competitividade é um fator decisivo para a maior inserção das Micro e Pequenas Empresas (MPE), em mercados externos cada vez mais globalizados. Internamente, as MPE estão inseridas

Leia mais

Cadernos ASLEGIS. ISSN 1677-9010 / www.aslegis.org.br. http://bd.camara.leg.br

Cadernos ASLEGIS. ISSN 1677-9010 / www.aslegis.org.br. http://bd.camara.leg.br ASSOCIAÇÃO DOS CONSULTORES LEGISLATIVOS E DE ORÇAMENTO E FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA DA CÂMARA DOS DEPUTADOS Cadernos ASLEGIS ISSN 1677-9010 / www.aslegis.org.br http://bd.camara.leg.br Glohalização das finanças:

Leia mais

Vantagens competitivas e estratégicas no uso de operadores logísticos. Prof. Paulo Medeiros

Vantagens competitivas e estratégicas no uso de operadores logísticos. Prof. Paulo Medeiros Vantagens competitivas e estratégicas no uso de operadores logísticos Prof. Paulo Medeiros Introdução nos EUA surgiram 100 novos operadores logísticos entre 1990 e 1995. O mercado para estas empresas que

Leia mais

Secretaria de Estado da Administração e da Previdência Departamento de Recursos Humanos Escola de Governo do Paraná SÍNTESE DAS EMENTAS PROPOSTAS

Secretaria de Estado da Administração e da Previdência Departamento de Recursos Humanos Escola de Governo do Paraná SÍNTESE DAS EMENTAS PROPOSTAS 1º MÓDULO: SÍNTESE DAS EMENTAS PROPOSTAS Economia e Sociedade do Conhecimento: Conceitos básicos: economia da informação e conhecimento. Investimentos tangíveis e intangíveis. Gestão do Conhecimento e

Leia mais

LOGÍSTICA. Curso: Gestão Comercial Prof. Daniel Rossi 1.0 UMA FUNÇÃO ESSENCIAL NA EMPRESA

LOGÍSTICA. Curso: Gestão Comercial Prof. Daniel Rossi 1.0 UMA FUNÇÃO ESSENCIAL NA EMPRESA Curso: Gestão Comercial Prof. Daniel Rossi LOGÍSTICA 1.0 UMA FUNÇÃO ESSENCIAL NA EMPRESA O conceito de Logística sempre envolve um fluxo de materiais de uma origem ou destino e, no outro sentido, um fluxo

Leia mais

Network and Economic Life

Network and Economic Life Network and Economic Life Powell and Smith Doerr, 1994 Antonio Gilberto Marchesini Doutorado DEP INTRODUÇÃO Antropólogos e sociólogos desde bem antes já buscavam compreender como os indivíduos são ligados

Leia mais

índice AUTONOMIA, NÃO-INDIFERENÇA E PRAGMATISMO: VETORES CONCEITUAIS DA POLÍTICA EXTERNA DO GOVERNO LULA Maria

índice AUTONOMIA, NÃO-INDIFERENÇA E PRAGMATISMO: VETORES CONCEITUAIS DA POLÍTICA EXTERNA DO GOVERNO LULA Maria índice Apresentação Pedro da Motta Veiga... 7 Política Comerciale Política Externa do Brasil AUTONOMIA, NÃO-INDIFERENÇA E PRAGMATISMO: VETORES CONCEITUAIS DA POLÍTICA EXTERNA DO GOVERNO LULA Maria Regina

Leia mais

Percepção de Portugal no mundo

Percepção de Portugal no mundo Percepção de Portugal no mundo Na sequência da questão levantada pelo Senhor Dr. Francisco Mantero na reunião do Grupo de Trabalho na Aicep, no passado dia 25 de Agosto, sobre a percepção da imagem de

Leia mais

MARKETING INTERNACIONAL

MARKETING INTERNACIONAL MARKETING INTERNACIONAL Produtos Ecologicamente Corretos Introdução: Mercado Global O Mercado Global está cada dia mais atraente ás empresas como um todo. A dinâmica do comércio e as novas práticas decorrentes

Leia mais

Klaus Schneider Gebhardt. Orientador: Prof. Dr. CLÁUDIO GONÇALO

Klaus Schneider Gebhardt. Orientador: Prof. Dr. CLÁUDIO GONÇALO Klaus Schneider Gebhardt Orientador: Prof. Dr. CLÁUDIO GONÇALO 1. INTRODUÇÃO!"#!$!%%%&'" (# )%%&'"" #*"%+ #!!,"!%-. /%"0"%"12!" %"!'" #,!,!'3". QUESTÃO DE PESQUISA Analisando a Indústria de Móveis do Brasil,

Leia mais

www.pwc.com AMCHAM Visão integrada das áreas de Marketing e Finanças Abril de 2013

www.pwc.com AMCHAM Visão integrada das áreas de Marketing e Finanças Abril de 2013 www.pwc.com Visão integrada das áreas de Marketing e Finanças Agenda Introdução Como abordar o problema Discussões Conclusão PwC 2 Introdução PwC 3 Introdução Visões do Marketing Marketing tem que fazer

Leia mais

Introdução à Estrutura Organizacional nas Empresas

Introdução à Estrutura Organizacional nas Empresas Conceitos Fundamentais de Engenharia 1 Ano Profª Fernanda Cristina Vianna Introdução à Estrutura Organizacional nas Empresas 1. O Que é Estrutura Organizacional? É a estrutura formal na qual ocorrem as

Leia mais

Artigo publicado. na edição 17. www.revistamundologistica.com.br. Assine a revista através do nosso site. julho e agosto de 2010

Artigo publicado. na edição 17. www.revistamundologistica.com.br. Assine a revista através do nosso site. julho e agosto de 2010 Artigo publicado na edição 17 Assine a revista através do nosso site julho e agosto de 2010 www.revistamundologistica.com.br :: artigo 2010 Práticas Logísticas Um olhar sobre as principais práticas logísticas

Leia mais

O PAPEL DAS UNIVERSIDADES E A INVESTIGAÇÃO SOBRE DIPLOMACIA ECONÓMICA. Joaquim Ramos Silva Socius/ISEG jrsilva@iseg.utl.pt

O PAPEL DAS UNIVERSIDADES E A INVESTIGAÇÃO SOBRE DIPLOMACIA ECONÓMICA. Joaquim Ramos Silva Socius/ISEG jrsilva@iseg.utl.pt O PAPEL DAS UNIVERSIDADES E A INVESTIGAÇÃO SOBRE DIPLOMACIA ECONÓMICA Joaquim Ramos Silva Socius/ISEG jrsilva@iseg.utl.pt PRINCIPAIS TÓPICOS A emergência da Diplomacia Económica e suas razões As mudanças

Leia mais

ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS INTRODUÇÃO O objetivo da Administração Financeira é maximizar o patrimônio dos acionistas. A função do administrador financeiro é orientar as decisões de investimentos

Leia mais

O Cluster Financeiro

O Cluster Financeiro O Cluster Financeiro Um sector financeiro promotor do crescimento Manuel Lima Bolsa de Valores de Cabo Verde 15 de Maio de 2013 WS 2.4 O Cluster Financeiro Índice Breves notas O que assinalam os números

Leia mais