Enfermagem 7º Semestre. Saúde da Mulher. Prof.ª Ludmila Balancieri.

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1 Enfermagem 7º Semestre. Saúde da Mulher. Prof.ª Ludmila Balancieri.

2 Menstruação. É a perda periódica que se origina na mucosa uterina, caracterizada por sangramento uterino, que ocorre na mulher desde a menarca até a menopausa.

3 CICLO MENSTRUAL. É o intervalo entre o primeiro dia de menstruação até o primeiro dia da menstruação seguinte. Ciclo Eumenorreico: É o ciclo menstrual normal com intervalo menstrual de 24 a 30 dias. Característica do ciclo Menstrual Normal: - Intervalo: 24 a 30 dias. - Duração: 03 a 7 dias.

4 COMPOSIÇÃO DO SANGUE. Vermelho escuro; Aspecto devido a presença de decomposição de elementos sanguíneos e secreções de glândulas sebáceas vulvares; Possui hemácias, tecido endometrial, muco cervical, células cervicais e vaginais, bactérias e enzimas. A perda sanguínea é de 30 a 60ml.

5 ALTERAÇÕES DO CICLO MENSTRUAL. Alterações quanto a Duração: - Hipomenorréia: Diminuição da duração do ciclo. - Hipermenorréia: É o aumento da duração do ciclo. Alterações quanto a Quantidade: - Oligomenorréia: Diminuição da quantidade do fluxo menstrual, e o período pode não se alterar. - Menorragia: Aumento do fluxo menstrual, período de duração não alterou.

6 Alteração quanto ao Intervalo: - Proiomenorréia: ciclo menstrual a cada 25 a 25 dias. - Poli menorreia: Ciclo menstrual a cada 15 dias. - Opsomenorréia: Ciclo menstrual a cada 30 a 40 dias. - Espaniomenorréia: Ciclo menstrual a cada 02 a 03 meses.

7 Menostase: Parada brusca da menstruação; Causas: Influência de emoções captadas pelo SNC e transmitidas ao sistema endócrino.

8 Metrorragia. É a perda atípica de sangue genital, em qualquer época do período, que vai de uma menstruação á outra. Pode prolongar dias ou meses, e pode cessar ou reaparecer sem a menstruação da periodicidade do ciclo menstrual.

9 Outros Distúrbios. 1. Dismenorreia: Menstruação dolorosa (cólicas) Primária: intrínseca, idiopática, não relacionada etiologicamente a qualquer distúrbio orgânico. - Causas: Psicogênica. Secundária: adquirida, extrínseca, a dor é produzida por doença pélvica orgânica, que desaparece entre os períodos. - Causas: Endometriose, salpingite, fibroma uterino, etc...

10 Tratamento. Primária: Uso de alguns analgésicos e anticoncepcional. Secundária: Tratar a causa.

11 TENSÃO PRÉ- MENSTRUAL. Conjunto variável de sintomas, que se iniciam após a ovulação e que atinge o máximo de intensidade nos dias que antecedem a menstruação.

12 SINTOMAS: Irritabilidade; Ansiedade; Depressão; Cefaléia; Distensão abdominal; Anorexia; Náusea; Insônia; Edema em MMII; Aumento de peso. Dor mama.

13 Etiologia. É desconhecida, o que se tem de palpável, e que há retenção hídrica, pelo aumento de estrógeno e progesterona na segunda fase do ciclo, e estes estimulam a liberação de aldosterona que leva a reter líquido. Fatores Ambientais.

14 Dieta hipossódica; Tratamento Psicoterapia; Anticoncepcionais;

15 Ausência da menstruação no período compreendido entre a menarca e a menopausa. Primária: Quando a mulher nunca menstruou. Secundária: Aparece após a menarca e os ciclos se interrompem por pelo menos 03 meses. Causas: Amenorréia. - Fisiológicas: gravidez e lactação. - Patológica: alteração orgânica funcional dos órgãos: útero, ovário, hipófise e hipotálamo.

16 Amenorréia Uterina Ausência do útero; Útero rudimentar; Infecções do endométrio.

17 Amenorreia Ovariana Ausência de ovários; Ovários hipofuncionantes ou policístico; Tumor Ovariano.

18 Mioma Uterino Mioma uterino é um tumor benigno de evolução lenta que se desenvolve no miométrio, constituído de fibras musculares lisas e tecidos conjuntivo.

19 INCIDÊNCIA O mioma acomete até 30% das mulheres em idade fértil. É mais frequente em mulheres de raça negra, com antecedente familiar e nulíparas. Os miomas não são menos comuns em mulheres que já tiveram filhos ou usaram pílulas anticoncepcionais.

20 CLASSIFICAÇÃO. Conforme sua localização em relação ao miométrio pode ser classificada em: - Submucoso, subjacente ao endométrio. - Intramurais, na espessura do endométrio. - Subserosos, na superfície externa do útero recoberta por peritônio.

21 Os sintomas dos miomas costumam estar mais relacionados à localização do que ao tamanho.

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25 ANAMNESE. Metade das mulheres com miomas são assintomáticas e o diagnóstico é achado causal de exame físico ou ultrassonográfico (USG). Nas pacientes sintomáticas, as queixas mais comuns são:

26 ANAMNESE. Distúrbios Menstruais / Dismenorreía Dor pélvica. Aumento do Volume Abdominal. Infertilidade. Compressão de Órgãos. Anemia, fraqueza, tontura, hipotensão.

27 EXAME FÍSICO. Mucosas. Hipotensão. Taquicardia. Massa palpável, fibrosa e endurecida. Exame toque.

28 Conduta Terapêutica - Pacientes assintomáticos não necessitam de tratamento, exceto se o tumor for volumoso. Nesse caso, recomenda-se controle clínico e USG para acompanhamento do crescimento e diagnóstico de neoplasia maligna do útero. A terapêutica depende de fatores como: manifestações clínicas do mioma, idade e paridade da paciente, características e localização do tumor e desejos de menstruar ou gravidez.

29 TRATAMENTO CLÍNICO. - Anti-inflamatórios: Para a redução do fluxo menstrual e dor pélvica. Progestogênicos: Usados para controle do ciclo menstrual e redução do sangramento. Há suspeita de que a progesterona aumente os miomas, mas algumas pacientes se beneficiam do uso contínuo de progestogênicos em baixas doses devido amenorreia decorrente.

30 Acetato de Medroxiprogesterona (Depo Provera Contracep) Reduz o sangramento. Análogos do GnRH(Lupron Depot): causam redução do tamanho do mioma em cerca de 50%, e do sangramento intra-operatório. Devem ser usados por 3 meses antes da cirurgia.

31 TRATAMENTO CIRÚRGICO MIOMECTOMIA. HISTERECTOMIA.

32 Referência Bibliográfica. - Manual de Genecologia / Patrícia de Rossi, Ricardo Muniz Ribeiro e Edmund C. Baracat São Paulo: Atheneu, 2007.

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