DEPARTAMENTO DE ESTUDOS SÓCIO-ECONÔMICOS DESER SECRETARIA DE AGRICULTURA FAMILIAR/ MDA (Convênio MDA 112/2006) A CADEIA PRODUTIVA DA SOJA ORGÂNICA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "DEPARTAMENTO DE ESTUDOS SÓCIO-ECONÔMICOS DESER SECRETARIA DE AGRICULTURA FAMILIAR/ MDA (Convênio MDA 112/2006) A CADEIA PRODUTIVA DA SOJA ORGÂNICA"

Transcrição

1 DEPARTAMENTO DE ESTUDOS SÓCIO-ECONÔMICOS DESER SECRETARIA DE AGRICULTURA FAMILIAR/ MDA (Convênio MDA 112/2006) A CADEIA PRODUTIVA DA SOJA ORGÂNICA Curitiba, Novembro de

2 DEPARTAMENTO DE ESTUDOS SÓCIO-ECONÔMICOS RURAIS Monitoramento da Conjuntura de Mercado das Principais Cadeias Produtivas Brasileiras. (CONVÊNIO MDA Nº. 112/2006) DIRETORIA Presidente: Luis Pirin STR Francisco Beltrão - PR Vice-Presidente: Cláudio Risson Cresol Central/SC e RS 1º Secretária: Sandra Nespolo Bergamin Fetraf - Sul/CUT 2º Secretário: Marcio Luiz Cassel STR de Sarandi/RS 1ºTesoureiro: Genês da Fonseca Rosa - Cresol Chapecó/SC 2ºTesoureiro: Ademir Luiz Dallazen - UNICAFES/PR Membros Efetivos: Avelino Callegari - ASSESOAR/PR Valdir Zembruski - STR de Xanxerê e Região/SC Gervásio Plucinski - COORLAC/RS Augusto V. Pinto - STR de Mallet/PR Bernardo Vergapolem - Ecoaraucária/PR Severine Carmem Macedo - Fetraf Brasil/CUT Membros Suplentes: Rinaldo Segalin - Ascooper/SC Denise Knereck - SINTRAF de Laranjeiras do Sul/PR Adir Fiorese - Cresol-Baser/PR EQUIPE INTERNA Alvori Cristo dos Santos Área: Produção Familiar e Mercado, Redes e Sistemas Amadeu Antonio Bonato Área: Políticas Públicas, Redes e Sistemas, Desenvolvimento Institucional. Denilson Pasin Área: Desenvolvimento Institucional. Ézio Gomes Área: Produção Familiar e Mercado. Gerson Ferreira Lima Área: Desenvolvimento Institucional. Ivone Pereira Ataíde Área: Desenvolvimento Institucional. João Carlos Sampaio Torrens Área: Políticas Públicas, Redes e Sistemas. Marcos Antonio de Oliveira Área: Produção Familiar e Mercado. Moema Hofstaetter Área: Desenvolvimento Institucional. Thiago de Angelis Área: Produção Familiar e Mercado.. Conselho Fiscal Efetivo: Celso Prando - STR Sananduva/RS Manoel Cardozo - Sintraf Itaperuçu/PR Vera Lucia Cecchin Dapont - STR Marmeleiro/PR EQUIPE TÉCNICA: Thiago de Angelis, Marcos A. Oliveira DESER Departamento de Estudos Sócio-econômicos Rurais Endereço: Rua Ubaldino do Amaral, Alto da Glória Curitiba - PR Tel: (41) Fax: (41)

3 A CADEIA PRODUTIVA DA SOJA ORGÂNICA 3

4 SUMÁRIO 1. Introdução A Produção e o Mercado da Soja Convencional Produção mundial Produção Brasileira Características dos sistemas de produção de soja A importância da agricultura familiar para a produção de soja Agricultura Orgânica Conjuntura Mundial Conjuntura Nacional Produção Orgânica no Paraná A Soja Orgânica A produção de Soja Orgânica no Paraná Produtores italianos têm interesse em comprar soja orgânica do Paraná O volume de área cultivada com soja orgânica no Rio Grande do Sul será ampliado Certificação O Setor Industrial e sua Concentração Contatos Referências Bibliográficas

5 1. Introdução A soja pertence a família das leguminosas, originária da China, é atualmente cultivada em numerosos países do mundo, servindo de alimento para milhões de pessoas, sobretudo na Ásia oriental e, além disso, constituem matéria prima para um grande número de indústrias. Cultivada principalmente nas regiões de clima temperado, a soja possui grãos de coloração variável, que vai desde o branco amarelado até o roxo-escuro. De algumas variedades extraem-se óleos comestíveis de sabor agradável e boas qualidades dietéticas(baixa proporção de colesterol). Entre outros produtos alimentícios dela derivados destacam-se a margarina e a farinha, de elevado teor protéico. Contudo, a soja entra também na fabricação de sabão, velas, inceticidas, desinfetantes, adubo e ração para animais. O Brasil ocupa a segunda colocação entre os produtores mundiais de soja, vindo após os Estados Unidos. As mais importantes áreas de cultivo localizam-se nos Estados do Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Paraná. Cultivada livre de produtos químicos como herbicidas, fungicidas e inseticidas, a soja orgânica é um bom investimento tanto para grandes produtores, como para pequenos: a soja orgânica é comercializada, em média, a U$250 a tonelada, enquanto a soja convencional fica em torno de U$175 a tonelada. O cultivo de soja para consumo humano é uma alternativa para pequenos agricultores. O sistema orgânico proporciona ainda inúmeros benefícios para o meio ambiente. A soja é um vegetal rico em proteínas, podendo substituir a carne na alimentação, e ao mesmo tempo assegurar uma dieta livre de colesterol e gordura saturada. Isso, associado à prática de exercícios físicos regulares, ajuda a controlar a obesidade e reduz o risco de muitas doenças, como complicações cardiovasculares, cânceres, osteoporose e diabetes. A soja orgânica, além de reter todas as propriedades da soja comum, acumula ainda o benefício claro dos alimentos orgânicos. É mais sadia, é livre de agrotóxicos, não contamina o meio ambiente e estimula a inclusão social, incentivando a produção familiar e viabilizando uma receita mais justa ao pequeno produtor. 5

6 2. A Produção e o Mercado da Soja Convencional Produção mundial A produção mundial de soja atingiu na safra 2006/07 236,045 milhões de toneladas. Os principais países produtores são os Estados Unidos com 86,77 milhões, o Brasil com 59,0 milhões e a Argentina com mais 47,2 milhões de toneladas, como demonstra a tabela 1 abaixo. Tabela 1 - Produção Mundial de Soja Convencional, (Em toneladas) País 2002/ / / / /2007 Part. (%) Argentina ,200 20,00 Brasil ,00 EUA ,76 Mundo ,00 Fonte: USDA. Elaboração: Deser. Ainda segundo a tabela 1, o levantamento do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) é de que a participação da produção de soja norte-americana na produção mundial seja de 36,76%, seguida pela brasileira com participação de 25,00%, além da Argentina, com 20,00%. Ou seja, esses três produtores (EUA, Brasil e Argentina) juntos detêm cerca de 82% da produção mundial de soja. É importante analisar, ainda segundo os dados do USDA, a estimativa de produção de soja nos Estados Unidos para a safra 2007/2008, que demonstram uma queda de cerca de 18 % na produção da oleaginosa, ou seja, uma produção de 86,77 milhões de toneladas na safra que acabou de terminar (2006/2007), para cerca de 71,27 milhões de toneladas na próxima safra (2007/2008). Isso se deve ao fato do aumento da área e da produção de milho nos Estados Unidos, devido as políticas do governo norte-americano de estimulo ao aumento da quantidade de álcool misturado a gasolina. Outro elemento importante para entender as tendências na produção de soja no mundo é o comportamento da área plantada nesses países. De acordo com o Usda, a área plantada nos Estados Unidos atingiu nessa safra 30,19 milhões de hectares, apenas 3% superior à área colhida na safra 2000/2001. No Brasil a área aumentou 48,5% no mesmo período, atingindo 20,7 milhões de hectares na atual safra e, na Argentina, o aumento foi de 52,8%, com uma área de 15,9 milhões de hectares. 6

7 Tabela 2 Área Colhida de Soja Convencional no Mundo, (Em hectares) País 2002/ / / / /2007 Argentina Brasil EUA Mundo Fonte: USDA. Elaboração: Deser. Como veremos adiante, esse é um elemento importante para entender os ajustamentos e os movimentos que atualmente estão se colocando para o mercado internacional de soja Produção Brasileira Em 2006, segundo o IBGE, a produção de soja no Brasil chegou a 52,4 milhões de toneladas, uma variação positiva de cerca de 60% em relação ao ano de O Centro-Oeste é a principal região produtora, com quase 50% de participação no total produzido no país, seguida pela região Sul com 33,7% de participação. As demais regiões não passam de 17% de participação na produção Nacional. Tabela 3 - Produção de Soja no Brasil, (Em toneladas) Var. (%) Part. (%) Localidade /00 Centro-Oeste ,39 67,75 Sul ,78 41,80 Sudeste ,82 56,04 Nordeste ,61 68,03 Norte ,41 583,81 Brasil ,00 59,85 Fonte: IBGE/PAM. Elaboração: Deser. É importante analisar a região Norte que, mesmo com uma participação na produção nacional pequena, cerca de 2,4%, teve um aumento de 583,8% em sua produção, de 2000 para Obtendo na última safra uma produção de 1,2 milhões de toneladas, contra 184 mil toneladas produzidas em A região sul participa com 33,7% da produção nacional, atingindo em 2006, segundo a tabela 3, uma produção de mais de 17 milhões de toneladas. Se analisarmos o período histórico, vemos que entre 2000 e 2006 a região sul teve um aumento de mais de 41% em sua produção, nesse período. 7

8 O Sudeste, que teve uma participação de 7,8% na produção de soja em 2006, obteve no período entre 2000 a 2006 uma variação positiva na produção de pouco mais de 56%, tendo como seu maior produtor o estado de Minas Gerais. O Nordeste participa com 6,61% na produção total de soja no Brasil, conseguindo um aumento significante na produção no período entre 2000 e 2006, cerca de 68%. Tabela 4 - Produção de Soja nos principais Estados brasileiros, (Em toneladas) Estado Ano Mato Grosso Paraná Rio Grande do Sul Goiás Mato Grosso do Sul Minas Gerais Bahia São Paulo Maranhão Fonte: IBGE/PAM. Elaboração: Deser. O Mato Grosso é o estado brasileiro onde se obteve a maior produção de soja em 2006, cerca 15,5 milhões de toneladas. Em seguida vem o estado do Paraná, com uma produção de 9,3 milhões de toneladas, seguido pelo Rio Grande do Sul com 7,5 milhões de toneladas. É importante destacar que apenas o Rio Grande do Sul e o Mato Grosso do Sul não registraram queda na produção entre 2005 e Os outros importantes estados produtores de soja no Brasil registraram quedas abruptas em suas produções. Isso se deveu ao fato de os preços da soja estarem em queda nesse período, o que fez com que os produtores migrassem para outras culturas, ou mesmo deixassem de plantar soja. 3. Características dos sistemas de produção de soja Os sistemas de produção de soja predominantes no Brasil e no Paraná são os tradicionais do ponto de vista da utilização de insumos da revolução verde, desde sementes, adubos, herbicidas e praguicidas, quanto da utilização de uma quantidade relativamente grande de máquinas e implementos agrícolas, tanto no que diz respeitos ao plantio, trados culturais e colheita. 8

9 Mesmo possuindo dois sistemas típicos, o plantio convencional e o plantio direto, onde a semeadura é feita sob a palhada da cultura de inverno (trigo, azevém ou aveia), os custo de produção, de acordo com a Seab/Deral, espelham a realidade da dependência do agricultor à aquisição de insumos. De acordo com este órgão, os custos fixos de produção estão ao redor dos 35% do custo total, com os 65% restante sendo preenchidos pelos custos variáveis. Do custo total, 30% vem só da utilização de insumos (sementes, adubos, herbicidas e praguicidas) e 14% vem apenas dos gastos com combustíveis, perfazendo um total de praticamente 45% do custo total apenas nesses itens. Se somarmos a este os custos fixos com depreciação das máquinas e equipamentos, que chegam a 14% do custo total, tem-se um percentual de aproximadamente 60% dos custos totais da produção oriundos ou dos insumos ou da utilização e manutenção de equipamentos. Por outro lado, o fato dessa cultura exigir um alto investimento em equipamentos e mesmo em insumos que tradicionalmente não são encontrados dentro da propriedade, que necessitam de recursos monetários para serem adquiridos, faz com que os agricultores sejam levados à buscar esses recursos, via crédito, nas agências oficias bancárias. Além disso, estes sistemas utilizam muitos agroquímicos da matriz da segunda revolução industrial (o petróleo), que são elementos poluentes do meio-ambiente. Neste sentido, podem solapar de forma considerável o ambiente, comprometendo tanto sua produção, quanto a qualidade do ar, da água e do solo. 4. A importância da agricultura familiar para a produção de soja Embora a produção da oleaginosa exija todos esses investimentos e apresente essas características, na Região Sul do país existem 241,9 mil propriedades que produzem soja, das quais 213 mil, ou 88%, são familiares. Do valor bruto da produção, pouco mais de 31% são oriundos de propriedades familiares. No Paraná, de acordo com o Censo Agropecuário 1995/96, existem 69,5 mil propriedades que cultivavam soja, das quais 59 mil, ou 86%, são familiares. Em relação à produção, há uma melhor distribuição, com este tipo de agricultor sendo responsável por quase metade da produção estadual da oleaginosa (48% da produção total) contra 51% das propriedades patronais. 9

10 Verifica-se, assim, a relativa importância que tem esta cultura para o agricultor familiar do Sul e do Estado do Paraná. Na realidade, este tipo de agricultor trabalha com a combinação de uma diversidade de cultivos maior que o das propriedades tradicionais. 5. Agricultura Orgânica Atualmente verificamos um aumento significativo no consumo brasileiro e mundial de produtos orgânicos. Existem vários motivos que levam a isso. O fato de as pessoas estarem se preocupando mais com a saúde, mudando radicalmente seus hábitos alimentares; além do fato de uma mudança de consciência de consumo, ou seja, as pessoas estão preferindo consumir produtos de empresas que respeitam o meio ambiente e que prezem o desenvolvimento sustentável. Atualmente, no mundo todo ocorre um debate amplo sobre as causas e conseqüências do aquecimento global e outros atributos da Agroecologia estão sem valorizados, como, por exemplo, o menor impacto ao meio ambiente e também o seu lado social, devido à geração de empregos, uma vez que esse sistema é menos mecanizado. A Agricultura Orgânica no Brasil tem apresentado uma taxa de crescimento médio anual na casa dos 25%. São vários os fatores que tem contribuído para esse crescimento, como por exemplo, o fortalecimento da consciência do consumidor; o interesse da imprensa (claro que à partir da importância que o consumidor começa a dar para esse produtos); o aumento da industrialização dos produtos orgânicos; a oferta de produtos orgânicos nas grandes redes de supermercados (devido ao interesse do consumidor em cobrar desses mercados que tais produtos tenham oferta);. São três os pilares que sustentam a Agricultura Orgânica: econômico, ambiental e social. O objetivo é desenvolver uma atividade economicamente viável, ambientalmente correta e socialmente justa. O aspecto econômico é importante para garantir renda ao homem do campo e pode ser promovido por meio da diversificação e da agregação de valor. O segundo fator é o da inclusão social, pois é um sistema pouco mecanizado e, por isso, demandador demão de obra. O terceiro aspecto é o ambiental, tão em voga por causa da problemática causada pelo aquecimento global, no entanto, muitas vezes é ignorado, em favor do aspecto econômico. Na Agroecologia, o meio ambiente é respeitado, pois se tem cuidados especiais com a manutenção da biodiversidade e também no uso do solo e da água. Modernamente, alguns 10

11 estudiosos consideram ainda o aspecto Cultural, que é percebido por meio do saber acumulado por gerações na prática da Agricultura. Enfim, é necessário que haja um equilíbrio entre todos esses aspectos, visando garantir a sustentabilidade da Agricultura. Além disso, é necessária uma política que de apoio a esse setor, pois não adianta apenas boa vontade dos consumidores e produtores, pois as grandes empresas transnacionais dominam o mercado agrícola brasileiro, e conseguem ofertar o produto tradicional a um preço muito baixo do que os produtos orgânicos. No ano de 2008, as atividades de fomento à agricultura orgânica beneficiaram diretamente mais de 13 mil produtores, com ações voltadas ao uso de insumos e processos apropriados para produção dos orgânicos. O projeto Bancos Comunitários de Sementes de Adubos Verdes foi o carro-chefe do setor. Criado em 2007, já rendeu 16 toneladas de sementes, distribuídas a mais de mil agricultores do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Pará. De agosto de 2006 a setembro de 2008, o Brasil exportou um total de 37 mil toneladas em produtos orgânicos, que equivale a uma receita de US$ 26,7 milhões. Desse montante, destacam-se produtos como a soja orgânica, com mais de 8 mil toneladas em vendas externas, o açúcar, com quatro mil toneladas, e o café, com 209 toneladas. Juntos, registraram US$ 9,5 milhões em exportação. Os principais países de destino dos produtos foram Holanda, Suécia, Estados Unidos, Inglaterra e França. Pró-Orgânico O programa de incentivo à produção orgânica, do Ministério da Agricultura, está fundamentado em princípios agroecológicos que têm a preservação da vida como elemento básico para os sistemas produtivos. Ele é reconhecido pelas vantagens ambientais e benefícios para a saúde humana. O grande avanço do programa ocorreu com a publicação do Decreto 6.323/2007, que regulamenta os alimentos orgânicos e vai permitir a certificação dos produtos. O Pró-Orgânico envolve ações ligadas à educação, fomento ao uso de produtos e processos apropriados, promoção do consumo responsável e organização da rede produtiva. Nove estados da federação e o Distrito Federal já estão incorporados: Pará, Acre, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. 11

12 5.1 - Conjuntura Mundial No âmbito mundial, o mercado de orgânicos movimenta cerca de US$ 40 bilhões de dólares. Estima-se que a área sob manejo orgânico no mundo é de 26,5 milhões de hectares. Alguns países destacam-se na produção e comercialização de produtos orgânicos, são eles: os Estados Unidos, a Alemanha, o Japão e o Reino Unido. Aparentemente a Oceania se destaca no cenário mundial, no entanto a sua importância é relativa. Ocorre que, aquele continente possui extensas áreas de pastagens sob manejo orgânico, especialmente na Austrália. É o caso também da Argentina e mais recentemente do Brasil que passou a considerar como orgânicas algumas áreas de pastagens da região centrooeste e de extrativismo da região norte do País Conjuntura Nacional O setor de produtos orgânicos no Brasil tem crescido a uma taxa de 25% ao ano. Em 2006, segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento MAPA -, o Brasil registrava em torno de produtores orgânicos e cerca de 6,5 milhões de hectares de área cultivada. Desta área, 5,7 milhões de hectares são ocupados com explorações extrativistas. O Brasil ocupa a quinta posição (em 2004) entre os países produtores e exporta cerca de 70% do que produz. No entanto, a participação de produtos orgânicos na pauta do agronegócio e da balança comercial brasileira ainda é pouco significativa. 12

13 A região centro-oeste destaca-se por possuir áreas de pastagens sob manejo orgânico. Em termos de produção, o principal Estado produtor é São Paulo, que produz frutas e hortaliças, mas também cana-de-açúcar, que é transformada em açúcar mascavo e destinado ao mercado externo. O nordeste brasileiro se destaca na produção de frutas tropicais irrigadas, pequenos animais e mel. Na região norte predominam os sistemas agro-florestais e o extrativismo de palmito e castanha. Quando o critério analisado é o número de produtores por região, destaca-se o Sul do país, onde o cultivo orgânico é realizado em pequenas propriedades, de caráter familiar e que produzem uma grande diversidade de produtos, especialmente frutas e hortaliças. Nesta região foi criado um sistema de certificação participativa chamado de REDE ECOVIDA, de baixo custo e que em nível de região e aceito e dispõe de credibilidade. 13

14 5.3 - Produção Orgânica no Paraná No Paraná, a Agricultura Orgânica é desenvolvida predominantemente em pequenas propriedades, de caráter familiar. No âmbito nacional, o Paraná se destaca em número de produtores. São cerca de agricultores orgânicos. Esta característica é em razão do grande número de assentamentos rurais, reservas indígenas e comunidades de quilombolas, que buscam aplicar os preceitos da Agroecologia. Fonte: SEAB. Outra característica dessa atividade no Paraná é o nível de organização, pois existem inúmeras ONGs que atuam nesta reunidas em um Fórum Estadual. Além disso, recentemente foi instituída a Câmara Setorial de Agricultura Orgânica do Paraná que, de forma paritária, congrega entidades governamentais e da sociedade civil organizada, com o objetivo comum de discutir e propor soluções aos gargalos que dificultam o desenvolvimento da Agricultura Orgânica no Estado. 6. A Soja Orgânica Apesar do maior custo de produção se comparada à soja convencional, a produção de soja orgânica vem crescendo a cada ano. Praticamente, toda a produção brasileira é exportada para a Europa, devido ao maior poder aquisitivo da sua população e a falta da cultura nacional em consumir produtos orgânicos. A soja orgânica ainda não é uma commodity, pois não segue as normas de comercialização da Bolsa de Chicago. Por se tratar de um produto com valor agregado e possuir uma boa demanda, seu preço tem se mantido em uma média de até 50% maior que o 14

15 da soja convencional, o que gera bons resultados aos produtores, apesar do custo de produção ser cerca de 10% maior quando comparado ao cultivo tradicional. A soja, tanto convencional como orgânica, é rica em proteínas, tornando-se muitas vezes uma alternativa a outros alimentos, proporcionando uma alimentação isenta de colesterol e gordura saturada. Assim, podem ser controladas: a obesidade, a incidência de acidentes cardiovasculares, câncer, osteoporose e diabetes. Além dessas características, a soja orgânica apresenta a vantagem de ser cultivada sem agrotóxicos, sendo, portanto, um produto mais saudável. Atualmente, os principais estados brasileiros produtores de soja orgânica são Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás. Para ser considerado orgânico, o produto precisa do selo de garantia emitido por uma empresa certificadora. No Brasil, as principais certificadoras são o Instituto Biodinâmico, a Associação de Agricultura Orgânica e o Ecocert. A produção de soja orgânica é geralmente praticada por pequenos produtores. Contudo esse é um setor que está cada vez mais atrativo, aumentando o nível tecnológico de cultivo empregado. O produtor interessado em cultivar a soja orgânica deve antes procurar um engenheiro agrônomo, afim de que este o oriente quanto aos procedimentos a serem seguidos para o seu plantio, pois, para cultivar a soja orgânica, é preciso seguir algumas normas, ser certificada por órgãos competentes, pois do contrário, não pode ser vendida como um produto orgânico A produção de Soja Orgânica no Paraná O estado do Paraná é o segundo maior produtor de soja do Brasil, com uma produção estimada, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento Conab, de 10,6 milhões de toneladas. Contudo, a Secretaria de Agricultura do Paraná estima uma produção em torno de 9,5 milhões de toneladas de soja. Esse baixo volume é conseqüência da seca sofrida em algumas regiões produtoras de soja, regiões essas que também são importantes para a produção de soja orgânica, como é a região do Sudoeste do Paraná. Já em relação à produção de soja orgânica, o Paraná é um dos principais Estados produtores do Brasil. Segundo a Secretaria de Agricultura do Paraná - SEAB, este Estado teve na safra de 2003/04 uma produção de toneladas de soja orgânica. Esse volume vem de uma área de hectares, envolvendo 625 agricultores, ver Tabela 5. Segundo a Tabela 6, com todas as culturas orgânicas produzidas no Estado do Paraná, a soja ocupa a maior área de produção, com hectares. Essa área coloca o Estado do Paraná em primeiro lugar em área dedicada a produção de soja orgânica, pois em termo de 15

16 Brasil estimasse que a área de soja orgânica no ano de 2004 foi hectares. Contudo, a produção de hortaliças é a que mais ocupa mão de obra pela intensidade de sua produção. Tabela 5: Produção de soja orgânica por Núcleo Regional no PARANÁ na Safra 2003/04 Núcleo Regional Área (hectares) Produção (toneladas) Nº de Produtores Apucarana Campo Mourão Cascavel Cornélio Procópio Curitiba Francisco Beltrão Guarapuava Irati Ivaiporã Jacarezinho Londrina Maringá Paranavaí Paranaguá Pato Branco Ponta Grossa Toledo Umuarama União da Vitória Total Fonte: SEAB/DERAL; EMATER-PR Quatro das dezesseis regiões produtoras produzem cerca de 70% da produção de soja orgânica. As regionais, envolvendo os municípios da região de Francisco Beltrão, Ponta Grossa, Pato Branco e Londrina são as que têm as maiores produções com toneladas de soja orgânica e com 387 agricultores envolvidos. Só a regional de Francisco Beltrão envolve 326 agricultores. A produção de soja orgânica do Estado do Paraná vem em sua maioria da agricultura familiar. As duas regionais paranaenses que têm a maior produção, que são as regionais de Francisco Beltrão e Ponta Grossa com e toneladas de soja orgânica. Possuem 16

17 uma média de 4,4 e 15 hectares de soja orgânica por unidade agrícola. Já as regionais de Pato Branco e Londrina que produzem e 720 toneladas de soja orgânica, possuem uma média de 47 e 33 hectares de soja orgânica por unidade agrícola. Isso demonstra que a produção de soja orgânica está sendo, principalmente, produzida em regiões onde a agricultura familiar tem um grande peso, que é o caso do Sudoeste paranaense. Mas, também, que no Estado do Paraná a produção de soja orgânica é em sua grande maioria produzida em pequenas e médias áreas. Na regional de Francisco Beltrão, que é maior produtora de soja orgânica do Paraná, o município que tem a maior área dedicada a essa produção é o município de Capanema. Em Capanema estavam envolvidos na produção na safra de 2003/04, segundo a SEAB/Deral, 142 agricultores em uma área de 648 hectares e uma produção de aproximadamente toneladas. Segundo o Gráfico 1, o número de agricultores que são produtores orgânicos tem aumentado constantemente. Entre a safra de 1996/97 e 2003/04 o número de agricultores passou de 470 para Por sua grande importância na produção de soja orgânica, em Capanema estão também situadas as quatro principais empresas (Gebana, Agrorganica, Tozan e Gama) que comercializam e exportam a soja orgânica. As certificações realizadas na região são feitas principalmente pela Ecocert e IMO. Apesar da soja orgânica ter no Estado do Paraná uma importante participação, ela corresponde hoje a somente cerca de 0,1% da área destinada à produção de soja que está em aproximadamente 4 milhões de hectares. 17

18 Tabela 6: - Agricultura Orgânica no Estado do Paraná na Safra 2003/04* SAFRA 2003/04 PRODUTOS ÁREA PRODUÇÃO (hectares) (toneladas) Nº DE PRODUTORES PRODUÇÃO VEGETAL HORTALIÇAS FRUTAS CAFÉ MANDIOCA PLANTAS MEDICINAIS ERVA MATE FUMO GIRASSOL ALGODÃO SOJA MILHO ARROZ FEIJÃO TRIGO Sub- TOTAL PRODUÇÃO ANIMAL LEITE SUÍNOS PISCICULTURA AVES MEL Sub-TOTAL 333 TOTAL Fonte:SEAB/DERAL; EMATER/PR *Não estão disponíveis os dados atualizados. 18

19 6.2 - Produtores italianos têm interesse em comprar soja orgânica do Paraná Segundo a Agência Estadual de Notícias do Paraná, os consórcios e cooperativas de produtores que produzem queijo e produtos orgânicos na região da Emilia Romagna, na Itália, manifestaram ao secretário da Agricultura e do Abastecimento do Estado do Paraná, Valter Bianchini, o interesse em comprar soja orgânica do Paraná. Inicialmente eles garantem a compra de toda a soja orgânica produzida no Estado, cujo volume está em torno de 10 mil toneladas anuais. Essa manifestação aconteceu em Módena, onde Bianchini participa do Congresso Mundial Sul Biológico promovido pela Federação Internacional de Movimentos de Agricultura Orgânica (Ifoam). Ele foi procurado pelos produtores locais depois de fazer uma palestra sobre a prática da Agricultura Orgânica no Paraná. Segundo Bianchini, o mercado europeu está aderindo cada vez mais à compra de soja orgânica, o que está impulsionando os preços do grão com reflexos no mercado interno. Para se ter uma idéia, de 2006 para 2007, os preços da soja orgânica, pagos ao produtor subiram em média 41%, passando de R$ 525,37 para R$ 743,14 a tonelada, informou o setor de estatística do Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agriculura. Para este ano, a cotação da soja orgânica já está acima de R$ 900,00 a tonelada. Na Europa, a soja orgânica está cotada a 50% acima do valor da soja convencional. Ela entra na ração de animais, cujo leite é industrializado pelas cooperativas e os consórcios de indústrias que produzem os famosos queijos da região do Parma, disse Bianchini. Segundo o secretário, se os produtores paranaenses dobrarem a produção de soja orgânica, terão comercialização garantida só na Itália. Bianchini lembrou que foi firmado intercâmbio técnico para treinamento de dirigentes das cooperativas da Agricultura Familiar e de empreendedores da agroindústria familiar para capacitar os agricultores familiares paranaenses. O convênio foi feito com o apoio do Sebrae- PR e visa a agregação de valor dos produtos agroindustriais do Paraná O volume de área cultivada com soja orgânica no Rio Grande do Sul será ampliado Na safra passada eram cem hectares, devendo passar neste ano para mais de duzentos. O produto será cultivado nos Municípios de Santo Cristo, Porto Mauá, Giruá, Cândido Godói e Campina das Missões. No mercado nacional para quem produz soja orgânico sem uso de 19

20 agrotóxicos há um ano, a cotação do produto tem acréscimo de 13 por cento. Para exportações, após dois anos, o incremento varia entre 25 a 35 por cento. Isso significa que no caso de venda de soja para fora do País, a cotação do produto orgânico hoje poderia ficar entre 50 e 55 reais a saca de sessenta quilos Certificação Para ser considerado orgânico, o alimento deve conter um selo de garantia emitido por uma empresa certificadora. Esse selo indica que o produto foi cultivado dentro dos mais rigorosos critérios de controle de qualidade. Um produto certificado permite identificar a região onde foi produzido, quais os produtores envolvidos na produção e saber se foram seguidas as diretrizes internacionais de certificação orgânica. Normalmente, o custo da certificação é pago pelo próprio produtor. Ao optar pelo sistema orgânico, o produtor deve procurar orientação junto à assistência técnica especializada ou à própria entidade certificadora. Produto certificado é garantia de qualidade para o consumidor e garantia de remuneração diferenciada para o produtor. Veja abaixo, algumas empresas que trabalham com soja orgânica: Certificadoras Instituto Biodinâmico: é o principal certificador brasileiro e o único credenciado internacionalmente pela Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Orgânica (Internacional Federation of Organic Agriculture Movements - IFPOAM) e pelo DAP na Alemanha (entidade que credencia as entidades certificadoras que operam com o sistema ISO 65). Associação de Agricultura Orgânica: Com sede em São Paulo, foi fundada em maio de 1989 por um grupo de engenheiros agrônomos, produtores, jornalistas e pesquisadores que já praticavam a agricultura orgânica. Organiza feira do produtor e está começando a trabalhar com certificação. Assistência técnica e comercialização: No Paraná: 20

Milho - Análise da Conjuntura Agropecuária

Milho - Análise da Conjuntura Agropecuária Milho - Análise da Conjuntura Agropecuária Outubro de 2012. MUNDO O milho é o cereal mais produzido no mundo. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção média do

Leia mais

AGRICULTURA ORGÂNICA

AGRICULTURA ORGÂNICA ESTADO DO PARANÁ SECRETARIA DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA RURAL ANÁLISE DA CONJUNTURA AGROPECUÁRIA SAFRA 2011/12 AGRICULTURA ORGÂNICA Engenheiro Agrônomo Carlos Alberto Salvador

Leia mais

PARANÁ CONTINUA SENDO O MAIOR PRODUTOR DE GRÃOS

PARANÁ CONTINUA SENDO O MAIOR PRODUTOR DE GRÃOS SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA RURAL D E R A L PARANÁ CONTINUA SENDO O MAIOR PRODUTOR DE GRÃOS 20/03/06 O levantamento de campo realizado pelo DERAL, no

Leia mais

Soja - Análise da Conjuntura Agropecuária. Novembro 2015 PARANÁ

Soja - Análise da Conjuntura Agropecuária. Novembro 2015 PARANÁ Soja - Análise da Conjuntura Agropecuária Novembro 2015 PARANÁ A estimativa de área para a safra 2015/16 de soja é recorde no Paraná. Segundo os técnicos de campo serão semeados 5,24 milhões de hectares,

Leia mais

O IBGE divulgou a pouco o primeiro prognóstico para a safra de 2011: www.ibge.gov.br Em 2011, IBGE prevê safra de grãos 2,8% menor que a de 2010

O IBGE divulgou a pouco o primeiro prognóstico para a safra de 2011: www.ibge.gov.br Em 2011, IBGE prevê safra de grãos 2,8% menor que a de 2010 O IBGE divulgou a pouco o primeiro prognóstico para a safra de 2011: www.ibge.gov.br Em 2011, IBGE prevê safra de grãos 2,8% menor que a de 2010 O IBGE realizou, em outubro, o primeiro prognóstico para

Leia mais

Tabela 01 Mundo Soja Área, produção e produtividade Safra 2009/10 a 2013/14

Tabela 01 Mundo Soja Área, produção e produtividade Safra 2009/10 a 2013/14 Soja Análise da Conjuntura Agropecuária Novembro de 2013 MUNDO A economia mundial cada vez mais globalizada tem sido o principal propulsor responsável pelo aumento da produção de soja. Com o aumento do

Leia mais

Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18

Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18 Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18 Características Agropecuárias A sociedade brasileira viveu no século XX uma transformação socioeconômica e cultural passando de uma sociedade agrária para uma sociedade

Leia mais

ÁREA DE MILHO CRESCEU 4,9% NA SAFRA 2012/2013, A MAIOR DESDE 1937, INDICANDO QUE O PAÍS COLHERIA UMA SAFRA RECORDE ESTE ANO

ÁREA DE MILHO CRESCEU 4,9% NA SAFRA 2012/2013, A MAIOR DESDE 1937, INDICANDO QUE O PAÍS COLHERIA UMA SAFRA RECORDE ESTE ANO GRÃOS: SOJA, MILHO, TRIGO e ARROZ TENDÊNCIAS DOS MERCADOS PARA 2012/2013 NO BRASIL E NO MUNDO Carlos Cogo Setembro/2012 PRODUÇÃO MUNDIAL DEVE RECUAR 4,1% NA SAFRA 2012/2013 ESTOQUES FINAIS MUNDIAIS DEVEM

Leia mais

RELATÓRIO ANUAL DE ATIVIDADES - 2011

RELATÓRIO ANUAL DE ATIVIDADES - 2011 RELATÓRIO ANUAL DE ATIVIDADES - 2011 Rua Presidente Carlos Cavalcanti, 747 CEP 80.510-040 Curitiba PR - Fone (41) 3221-7504 Internet: http://www.claspar.pr.gov.br e.mail: claspar@claspar.pr.gov.br APRESENTAÇÃO

Leia mais

redução dos preços internacionais de algumas commodities agrícolas; aumento dos custos de

redução dos preços internacionais de algumas commodities agrícolas; aumento dos custos de Desempenho da Agroindústria No fechamento do primeiro semestre de 2005, a agroindústria registrou crescimento de 0,3%, taxa bastante inferior à assinalada pela média da indústria brasileira (5,0%) no mesmo

Leia mais

Plano Agrícola e Pecuário PAP 2013/2014 Ações estruturantes para a Agropecuária Brasileira

Plano Agrícola e Pecuário PAP 2013/2014 Ações estruturantes para a Agropecuária Brasileira Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil Plano Agrícola e Pecuário PAP 2013/2014 ROSEMEIRE SANTOS Superintendente Técnica Plano Agrícola e Pecuário PAP 2013/2014 Ações estruturantes para a Agropecuária

Leia mais

BOLETIM ANUAL DO MERCADO DE GRÃOS: MILHO SAFRA 2008 / 2009 Maio de 2008

BOLETIM ANUAL DO MERCADO DE GRÃOS: MILHO SAFRA 2008 / 2009 Maio de 2008 BOLETIM ANUAL DO MERCADO DE GRÃOS: MILHO SAFRA 2008 / 2009 Maio de 2008 Mercado Internacional Em 2007, a produção anual de milho atingiu quase 720 milhões de tonelada (Tabela 1), quando os Estados Unidos,

Leia mais

A Segurança Alimentar num país de 200 milhões de habitantes. Moisés Pinto Gomes Presidente do ICNA

A Segurança Alimentar num país de 200 milhões de habitantes. Moisés Pinto Gomes Presidente do ICNA A Segurança Alimentar num país de 200 milhões de habitantes Moisés Pinto Gomes Presidente do ICNA O uso da terra no Brasil Evolução das Áreas de Produção Milhões de hectares 1960 1975 1985 1995 2006 Var.

Leia mais

Situação da Armazenagem no Brasil 2006

Situação da Armazenagem no Brasil 2006 Situação da Armazenagem no Brasil 2006 1. Estática de Armazenagem A capacidade estática das estruturas armazenadoras existentes no Brasil, registrada em dezembro de 2006 é de até o mês de novembro de 2006

Leia mais

ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES MATO-GROSSENSES Janeiro a Dezembro / 2007

ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES MATO-GROSSENSES Janeiro a Dezembro / 2007 ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES MATO-GROSSENSES / 2007 1- Balança Comercial Mato Grosso continua tendo superávit na Balança Comercial registrando em 2007 um expressivo saldo de US$ 4,38 bilhões valor que representa

Leia mais

III CONGRESSO BRASILEIRO DO CACAU: INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E SUSTENTABILIDADE

III CONGRESSO BRASILEIRO DO CACAU: INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E SUSTENTABILIDADE III CONGRESSO BRASILEIRO DO CACAU: INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E SUSTENTABILIDADE Painel 8: O papel de Instituições Públicas para Desenvolvimento da Cacauicultura Brasileira O Cacau e a Agricultura Familiar Adriana

Leia mais

Políticas públicas e o financiamento da produção de café no Brasil

Políticas públicas e o financiamento da produção de café no Brasil Políticas públicas e o financiamento da produção de café no Brasil Organização Internacional do Café - OIC Londres, 21 de setembro de 2010. O Sistema Agroindustrial do Café no Brasil - Overview 1 Cafés

Leia mais

6 A cadeia de suprimentos da soja no Mato Grosso sob o ponto de vista dos atores da cadeia

6 A cadeia de suprimentos da soja no Mato Grosso sob o ponto de vista dos atores da cadeia 6 A cadeia de suprimentos da soja no Mato Grosso sob o ponto de vista dos atores da cadeia Complementando o que foi exposto sobre a gerência da cadeia de suprimentos analisada no Capítulo 3, através de

Leia mais

Agronegócio no Brasil e em Mato Grosso

Agronegócio no Brasil e em Mato Grosso Agronegócio no Brasil e em Mato Grosso Índice 1 - Conceito de Agronegócio e a atuação do Imea 2 - Agronegócio no Brasil e em Mato Grosso 2.1 Agronegócio Soja 2.2 Agronegócio Milho 2.3 Agronegócio Algodão

Leia mais

Dados do Censo Agropecuário Confirmam Concentração da Atividade Leiteira no Brasil

Dados do Censo Agropecuário Confirmam Concentração da Atividade Leiteira no Brasil Dados do Censo Agropecuário Confirmam Concentração da Atividade Leiteira no Brasil Ézio José Gomes Os dados do último Censo Agropecuário do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, de 2006

Leia mais

AGROINDÚSTRIA. O BNDES e a Agroindústria em 1998 BNDES. ÁREA DE OPERAÇÕES INDUSTRIAIS 1 Gerência Setorial 1 INTRODUÇÃO 1.

AGROINDÚSTRIA. O BNDES e a Agroindústria em 1998 BNDES. ÁREA DE OPERAÇÕES INDUSTRIAIS 1 Gerência Setorial 1 INTRODUÇÃO 1. AGROINDÚSTRIA BNDES FINAME BNDESPAR ÁREA DE OPERAÇÕES INDUSTRIAIS 1 Gerência Setorial 1 O BNDES e a Agroindústria em 1998 INTRODUÇÃO Este informe apresenta os principais dados sobre os desembolsos do BNDES

Leia mais

Paraná Cooperativo EDIÇÃO ESPECIAL EXPORTAÇÕES Informe Diário nº 2.092 Sexta-feira, 08 de maio de 2009 Assessoria de Imprensa da Ocepar/Sescoop-PR

Paraná Cooperativo EDIÇÃO ESPECIAL EXPORTAÇÕES Informe Diário nº 2.092 Sexta-feira, 08 de maio de 2009 Assessoria de Imprensa da Ocepar/Sescoop-PR Paraná Cooperativo EDIÇÃO ESPECIAL EXPORTAÇÕES Informe Diário nº 2.092 Sexta-feira, 08 de maio de 2009 Assessoria de Imprensa da Ocepar/Sescoop-PR EXPORTAÇÕES DAS COOPERATIVAS NO AGRONEGÓCIO EM 1. RESULTADO

Leia mais

Cana de açúcar para indústria: o quanto vai precisar crescer

Cana de açúcar para indústria: o quanto vai precisar crescer Cana de açúcar para indústria: o quanto vai precisar crescer A demanda crescente nos mercados interno e externo por combustíveis renováveis, especialmente o álcool, atrai novos investimentos para a formação

Leia mais

MERCADO DE TRIGO CONJUNTURA E CENÁRIO NO BRASIL E NO MUNDO

MERCADO DE TRIGO CONJUNTURA E CENÁRIO NO BRASIL E NO MUNDO MERCADO DE TRIGO CONJUNTURA E CENÁRIO NO BRASIL E NO MUNDO Paulo Magno Rabelo (1) A análise de desempenho da produção de trigo no mundo desperta apreensões fundamentadas quanto aos indicadores de área

Leia mais

BIODIESEL. O NOVO COMBUSTÍVEL DO BRASIL.

BIODIESEL. O NOVO COMBUSTÍVEL DO BRASIL. Folder final 12/4/04 2:45 AM Page 1 BIODIESEL. O NOVO COMBUSTÍVEL DO BRASIL. PROGRAMA NACIONAL DE PRODUÇÃO E USO DO BIODIESEL Folder final 12/4/04 2:45 AM Page 2 BIODIESEL. A ENERGIA PARA O DESENVOLVIMENTO

Leia mais

Milho Período: 11 a 15/05/2015

Milho Período: 11 a 15/05/2015 Milho Período: 11 a 15/05/2015 Câmbio: Média da semana: U$ 1,00 = R$ 3,0203 Nota: A paridade de exportação refere-se ao valor/sc desestivado sobre rodas, o que é abaixo do valor FOB Paranaguá. *Os preços

Leia mais

O espaço rural brasileiro 7ºano PROF. FRANCO AUGUSTO

O espaço rural brasileiro 7ºano PROF. FRANCO AUGUSTO O espaço rural brasileiro 7ºano PROF. FRANCO AUGUSTO Agropecuária É o termo utilizado para designar as atividades da agricultura e da pecuária A agropecuária é uma das atividades mais antigas econômicas

Leia mais

CRESCIMENTO DO AGRONEGÓCIO SEGUE FIRME NO ANO

CRESCIMENTO DO AGRONEGÓCIO SEGUE FIRME NO ANO CRESCIMENTO DO AGRONEGÓCIO SEGUE FIRME NO ANO O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro estimado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Centro de Estudos Avançados

Leia mais

Assunto: falta de recursos do governo federal para agricultura do Paraná

Assunto: falta de recursos do governo federal para agricultura do Paraná Assunto: falta de recursos do governo federal para agricultura do Paraná A FAEP tem solicitado ao governo federal que libere os recursos anunciados de R$ 5,6 bilhões na Política de Garantia de Preços Mínimos

Leia mais

Conjuntura Macroeconômica e Setorial

Conjuntura Macroeconômica e Setorial Conjuntura Macroeconômica e Setorial O ano de 2012 foi um ano desafiador para a indústria mundial de carnes. Apesar de uma crescente demanda por alimentos impulsionada pela contínua expansão da renda em

Leia mais

O MERCADO DE SOJA 1. INTRODUÇÃO

O MERCADO DE SOJA 1. INTRODUÇÃO O MERCADO DE SOJA 1. INTRODUÇÃO A soja é a commodity mais importante do Brasil, pelo valor da produção obtida de grão, óleo e farelo, significativa parcela na receita cambial, área plantada, consumo de

Leia mais

O AGRONEGÓCIO DO PALMITO NO BRASIL:

O AGRONEGÓCIO DO PALMITO NO BRASIL: O AGRONEGÓCIO DO PALMITO NO BRASIL: UMA ATUALIZAÇÃO Aníbal Rodrigues - anibal@iapar.br Pesquisador - Área de Sócioeconomia Instituto Agronômico do Paraná IAPAR, Curitiba - PR 1 Introdução 2 Metodologia

Leia mais

Milho: preços elevados mesmo com super-safra norte-americana

Milho: preços elevados mesmo com super-safra norte-americana Milho: preços elevados mesmo com super-safra norte-americana Super-safra norte-americana Em seu boletim de oferta e demanda mundial de setembro o Usda reestimou para cima suas projeções para a safra 2007/08.

Leia mais

REQUERIMENTO (Do Sr. Homero Pereira) Senhor Presidente:

REQUERIMENTO (Do Sr. Homero Pereira) Senhor Presidente: REQUERIMENTO (Do Sr. Homero Pereira) Requer o envio de Indicação ao Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento, no sentido de implantar um Programa de Redução de Perdas de Produtos Agrícolas. Senhor

Leia mais

Apoio à comercialização da agricultura familiar

Apoio à comercialização da agricultura familiar Apoio à comercialização da agricultura familiar Programa de Aquisição de Alimentos 1. Contexto Liberalização dos mercados de produtos agrícolas (anos 90) Intenso processo de concentração de capitais no

Leia mais

A visão de longo prazo contempla: Produção Exportações líquidas Estoques. Área plantada Produtividade Consumo doméstico (total e per capita)

A visão de longo prazo contempla: Produção Exportações líquidas Estoques. Área plantada Produtividade Consumo doméstico (total e per capita) Fornecer aos agentes envolvidos no agronegócio, notadamente as indústrias de insumos agropecuários e de alimentos, além dos produtores, Governo e academia, informações estratégicas sobre a dinâmica futura

Leia mais

O SULCO COMO O BRASIL VAI INVESTIR NO ARMAZENAMENTO DE SUA SUPERSAFRA. PRIMAVERA 2013. JohnDeere.com.br

O SULCO COMO O BRASIL VAI INVESTIR NO ARMAZENAMENTO DE SUA SUPERSAFRA. PRIMAVERA 2013. JohnDeere.com.br 10 - Precisão na pecuária 14 - Trigo com tecnologia 18 - Turistas no pomar 10 14 18 PRIMAVERA 2013 O SULCO JohnDeere.com.br COMO O BRASIL VAI INVESTIR NO ARMAZENAMENTO DE SUA SUPERSAFRA. capa 1 2 RICARDO

Leia mais

Soja: elevação dos preços da convencional/transgênica deve dificultar incremento da orgânica

Soja: elevação dos preços da convencional/transgênica deve dificultar incremento da orgânica Soja: elevação dos preços da convencional/transgênica deve dificultar incremento da orgânica Produção mundial deve recuar em 2007/08 Segundo o relatório de oferta e demanda divulgado pelo Usda em setembro

Leia mais

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos SUCO DE LARANJA NOVEMBRO DE 2015

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos SUCO DE LARANJA NOVEMBRO DE 2015 DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos SUCO DE LARANJA NOVEMBRO DE 2015 PRODUTOS DISTRIBUIÇÃO DA PRODUÇÃO DE LARANJA NO CINTURÃO CITRÍCOLA 49% Farelo 85% laranja para indústria 45% Suco 98%

Leia mais

INFORME SETORIAL O BNDES E A AGROINDÚSTRIA INTRODUÇÃO 1. COMPLEXO AGROINDUSTRIAL CAI 2. AGROINDÚSTRIA

INFORME SETORIAL O BNDES E A AGROINDÚSTRIA INTRODUÇÃO 1. COMPLEXO AGROINDUSTRIAL CAI 2. AGROINDÚSTRIA INFORME SETORIAL O BNDES E A AGROINDÚSTRIA ÁREA INDUSTRIAL MAIO/2009 Nº 11 INTRODUÇÃO Neste informe são apresentados alguns dados sobre os desembolsos do BNDES para a agroindústria no ano de 2008. 1. COMPLEXO

Leia mais

PROGRAMA DE AQUISIÇÃO DE ALIMENTOS PAA

PROGRAMA DE AQUISIÇÃO DE ALIMENTOS PAA PROGRAMA DE AQUISIÇÃO DE ALIMENTOS PAA Marco Legal Art 19. da Lei nº10.696/2003 Fica instituído o Programa de Aquisição de Alimentos com a finalidade de incentivar a agricultura familiar, compreendendo

Leia mais

TRIGO Período de 02 a 06/11/2015

TRIGO Período de 02 a 06/11/2015 TRIGO Período de 02 a 06//205 Tabela I - PREÇO PAGO AO PRODUTOR (em R$/60 kg) Centro de Produção Unid. 2 meses Períodos anteriores mês (*) semana Preço Atual PR 60 kg 29,56 35,87 36,75 36,96 Semana Atual

Leia mais

Palavras chave: sustentabilidade, insumos agrícolas, empresas transnacionais.

Palavras chave: sustentabilidade, insumos agrícolas, empresas transnacionais. SEMEANDO A (IN) SUSTENTABILIDADE: DISCUSSÃO SOBRE A UTILIZAÇÃO DE INSUMOS QUÍMICOS NA AGRICULTURA Autora: Doris Sayago 1 Instituição: Centro de Desenvolvimento Sustentável CDS/UnB Palavras chave: sustentabilidade,

Leia mais

Suinocultura - Análise da Conjuntura Agropecuária

Suinocultura - Análise da Conjuntura Agropecuária Suinocultura - Análise da Conjuntura Agropecuária fevereiro de 2013. 1 - Considerações Iniciais A Suinocultura é uma das atividades da agropecuária mais difundida e produzida no mundo. O porco, espécie

Leia mais

O AGRONEGÓCIO BRASILEIRO E O SETOR DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS TENDÊNCIAS DOS MERCADOS PARA 2012/2013 E OS CENÁRIOS DE LONGO PRAZO Carlos Cogo Agosto/2012 LA NIÑA PROVOCA FORTES QUEBRAS EM SAFRAS DE GRÃOS O

Leia mais

Edição 44 (Abril/2014)

Edição 44 (Abril/2014) Edição 44 (Abril/2014) Cenário Econômico: Prévia da inflação tem maior alta desde janeiro de 2013 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial,

Leia mais

AGRONEGÓCIO NO MUNDO PRINCIPAIS PLAYERS

AGRONEGÓCIO NO MUNDO PRINCIPAIS PLAYERS AGRONEGÓCIOS AGRONEGÓCIO NO MUNDO PRINCIPAIS PLAYERS Argentina Estados Unidos Indonésia Brasil Canadá Russia Índia Japão Austrália China México Área Agricultável > 30 milhões de ha População urbana > 80

Leia mais

Avaliação das Contas Regionais do Piauí 2008

Avaliação das Contas Regionais do Piauí 2008 Avaliação das Contas Regionais do Piauí 2008 A economia piauiense, em 2008, apresentou expansão em volume do Produto Interno Bruto (PIB) de 8,8% em relação ao ano anterior. Foi a maior taxa de crescimento

Leia mais

DERAL - Departamento de Economia Rural. Fruticultura - Análise da Conjuntura Agropecuária

DERAL - Departamento de Economia Rural. Fruticultura - Análise da Conjuntura Agropecuária Fruticultura - Análise da Conjuntura Agropecuária Dezembro de 2012 PANORAMA MUNDIAL A produção mundial de frutas se caracteriza pela grande diversidade de espécies cultivadas, e constituí-se em grande

Leia mais

O MERCADO DE CAFÉ 1. INTRODUÇÃO

O MERCADO DE CAFÉ 1. INTRODUÇÃO O MERCADO DE CAFÉ 1. INTRODUÇÃO O presente boletim tem o objetivo de apresentar a situação atual do mercado, por meio dos dados disponibilizados pelo USDA, CONAB e MAPA. Apresenta-se, posteriormente, a

Leia mais

Assessoria de Imprensa

Assessoria de Imprensa Assessoria de Imprensa Alex Branco Neto MTB: 12.834 Telefone:(11) 3021 4830 e mail: alex.branco@uol.com.br Release Um Grupo 100% brasileiro Somos o principal Grupo de capital nacional no processamento

Leia mais

AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado

AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado Mês de referência: ABRIL/2011 CEPEA - SOJA I - Análise Conjuntural II - Séries Estatísticas 1. Diferenciais de preços 2. Estimativa do valor das alternativas

Leia mais

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 01, DE 05 DE JULHO DE 2005.

INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 01, DE 05 DE JULHO DE 2005. INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 01, DE 05 DE JULHO DE 2005. Dispõe sobre os critérios e procedimentos relativos à concessão de uso do selo combustível social. O MINISTRO DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO, no

Leia mais

Palma de óleo, agricultura familiar e desenvolvimento rural sustentável

Palma de óleo, agricultura familiar e desenvolvimento rural sustentável Palma de óleo, agricultura familiar e desenvolvimento rural sustentável Sumário Agricultura familiar no Brasil Importância e aspectos positivos da palma de óleo Programa Palma de Óleo e sinergia com o

Leia mais

ESTADO DO PARANÁ SECRETARIA DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA RURAL ANÁLISE DA CONJUNTURA AGROPECUÁRIA SAFRA 2011/12

ESTADO DO PARANÁ SECRETARIA DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA RURAL ANÁLISE DA CONJUNTURA AGROPECUÁRIA SAFRA 2011/12 ESTADO DO PARANÁ SECRETARIA DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA RURAL ANÁLISE DA CONJUNTURA AGROPECUÁRIA SAFRA 2011/12 MANDIOCULTURA Economista Methodio Groxko Outubro de 2011 ASPECTOS

Leia mais

O MERCADO DE TRIGO. O balanço mundial de trigo, ao longo das safras analisadas, é visualizado na

O MERCADO DE TRIGO. O balanço mundial de trigo, ao longo das safras analisadas, é visualizado na O MERCADO DE TRIGO 1. INTRODUÇÃO O Brasil é o maior importador mundial de trigo e a sua dependência se torna acentuada à medida que os estoques públicos e privados se reduzem. A safra 2007/08 apresenta-se

Leia mais

Agronegócio Internacional

Agronegócio Internacional Boletim do Agronegócio Internacional Agronegócio Internacional Recordistas de vendas no valor total exportado pelo Brasil jan-jul 2014/2013 Edição 03 - Agosto de 2014 O agronegócio representou 44% das

Leia mais

DERAL - Departamento de Economia Rural. Olericultura - Análise da Conjuntura Agropecuária

DERAL - Departamento de Economia Rural. Olericultura - Análise da Conjuntura Agropecuária Olericultura - Análise da Conjuntura Agropecuária Dezembro de 0 INTRODUÇÃO Para Filgueira, Fernando Reis, Olericultura é um termo técnico-científico, muito preciso, utilizado no meio agronômico. Derivado

Leia mais

Milho Período: 16 a 20/03/2015

Milho Período: 16 a 20/03/2015 Milho Período: 16 a 20/03/2015 Câmbio: Média da semana: U$ 1,00 = R$ 3,2434 Nota: A paridade de exportação refere-se ao valor/sc desestivado sobre rodas, o que é abaixo do valor FOB Paranaguá. *Os preços

Leia mais

Por que o Agronegócio é o Negócio do Brasil?

Por que o Agronegócio é o Negócio do Brasil? Por que o Agronegócio é o Negócio do Brasil? Prof. Samuel Ribeiro Giordano, Dr.Sc. Coordenador de Projetos do Pensa Programa de Agronegócios da Universidade de São Paulo-Brasil srgiorda@usp.br www.fia.com.br/pensa

Leia mais

Biodiesel Uma Sinopse das Conjunturas Brasileira e Mundial.

Biodiesel Uma Sinopse das Conjunturas Brasileira e Mundial. Biodiesel Uma Sinopse das Conjunturas Brasileira e Mundial. * Penteado, R. A. N. (1) ; * Cunha, R. B. C.; * Penteado, A.P. (1)l renato@lactec.org.br (*) Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (LACTEC)

Leia mais

BANCO DA AMAZÔNIA. Seminário Programa ABC

BANCO DA AMAZÔNIA. Seminário Programa ABC BANCO DA AMAZÔNIA Seminário Programa ABC O BANCO DA AMAZÔNIA Missão Criar soluções para que a Amazônia atinja patamares inéditos de desenvolvimento sustentável a partir do empreendedorismo consciente.

Leia mais

Potencialidades e desafios do AGRONEGÓCIO PARANAENSE

Potencialidades e desafios do AGRONEGÓCIO PARANAENSE Potencialidades e desafios do AGRONEGÓCIO PARANAENSE NORBERTO ANACLETO ORTIGARA SECRETÁRIO DE ESTADO JOSÉ TARCISO FIALHO ASSESSOR TÉCNICO 03/09/2012 Principal Estado Agrícola do BRASIL 2,3% do território

Leia mais

O papel da APROSOJA na promoção da sustentabilidade na cadeia produtiva da soja brasileira

O papel da APROSOJA na promoção da sustentabilidade na cadeia produtiva da soja brasileira O papel da APROSOJA na promoção da sustentabilidade na cadeia produtiva da soja brasileira Clusters para exportação sustentável nas cadeias produtivas da carne bovina e soja Eng Agrônomo Lucas Galvan Diretor

Leia mais

14º CONGRESSO BRASILEIRO DO AGRONEGÓCIO FÓRUM ALIMENTOS. Vamos tornar o Brasil o primeiro produtor de Alimentos do Mundo?

14º CONGRESSO BRASILEIRO DO AGRONEGÓCIO FÓRUM ALIMENTOS. Vamos tornar o Brasil o primeiro produtor de Alimentos do Mundo? 14º CONGRESSO BRASILEIRO DO AGRONEGÓCIO FÓRUM ALIMENTOS Vamos tornar o Brasil o primeiro produtor de Alimentos do Mundo? ALAN BOJANIC Ph.D. REPRESENTANTE DA FAO NO BRASIL ALIMENTAR O MUNDO EM 2050 As novas

Leia mais

Produção de grãos na Bahia cresce 14,64%, apesar dos severos efeitos da seca no Estado

Produção de grãos na Bahia cresce 14,64%, apesar dos severos efeitos da seca no Estado AGROSSÍNTESE Produção de grãos na Bahia cresce 14,64%, apesar dos severos efeitos da seca no Estado Edilson de Oliveira Santos 1 1 Mestre em Economia, Gestor Governamental da SEAGRI; e-mail: edilsonsantos@seagri.ba.gov.br

Leia mais

CONJUNTURA ECONÔMICA

CONJUNTURA ECONÔMICA CONJUNTURA ECONÔMICA O mês de março de 2015 foi marcado pelo anúncio dos principais resultados da economia de 2014 e deste início de 2015. Dentre eles destacaramse o PIB, taxa de desemprego nas principais

Leia mais

O COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DE ALGUMAS COMMODITIES (CAFÉ, SOJA, AÇÚCAR E SUCO DE LARANJA)

O COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DE ALGUMAS COMMODITIES (CAFÉ, SOJA, AÇÚCAR E SUCO DE LARANJA) O COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DE ALGUMAS COMMODITIES (CAFÉ, SOJA, AÇÚCAR E SUCO DE LARANJA) Ricardo Dalla Costa 1 RESUMO O presente artigo vem analisar o nível de preço e produtividade, tecnologia, comercialização

Leia mais

INFORMATIVO TÉCNICO INFOTEC N 10. Brasília, 06 de fevereiro de 2008 ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES DAS COOPERATIVAS BRASILEIRAS EM 2007

INFORMATIVO TÉCNICO INFOTEC N 10. Brasília, 06 de fevereiro de 2008 ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES DAS COOPERATIVAS BRASILEIRAS EM 2007 INFORMATIVO TÉCNICO INFOTEC N 10 Brasília, 06 de fevereiro de 2008 ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES DAS COOPERATIVAS BRASILEIRAS EM 2007 Equipe da Gerência de Mercados - GEMERC: Autor: Marcos Antonio Matos - Técnico

Leia mais

GUSTAVO ROBERTO CORRÊA DA COSTA SOBRINHO E JOSÉ MACIEL DOS SANTOS EFEITOS DA CRISE FINANCEIRA GLOBAL SOBRE A AGRICULTURA BRASILEIRA.

GUSTAVO ROBERTO CORRÊA DA COSTA SOBRINHO E JOSÉ MACIEL DOS SANTOS EFEITOS DA CRISE FINANCEIRA GLOBAL SOBRE A AGRICULTURA BRASILEIRA. EFEITOS DA CRISE FINANCEIRA GLOBAL SOBRE A AGRICULTURA BRASILEIRA. GUSTAVO ROBERTO CORRÊA DA COSTA SOBRINHO E JOSÉ MACIEL DOS SANTOS Consultores Legislativos da Área X Agricultura e Política Rural MARÇO/2009

Leia mais

Brasil e Estados Unidos avançam na reabertura de mercado para carne bovina in natura

Brasil e Estados Unidos avançam na reabertura de mercado para carne bovina in natura Edição 14 - Julho de 2015 Brasil e Estados Unidos avançam na reabertura de mercado para carne bovina in natura A presidente Dilma Rousseff esteve nos Estados Unidos, de 27 de junho a 1º de julho, onde

Leia mais

BRASIL. Francisca Peixoto

BRASIL. Francisca Peixoto BRASIL Francisca Peixoto INTRODUÇÃO BRASIL Um dos principais fornecedores de alimentos e matériasprimas do mundo Dotação única em recursos naturais Política agropecuária alinhada com estratégia nacional

Leia mais

Capacidade dos Portos Brasileiros Soja e Milho

Capacidade dos Portos Brasileiros Soja e Milho CAPACIDADE DOS PORTOS BRASILEIROS Capacidade dos Portos Brasileiros Soja e Milho 1 Novembro 2012 Esse estudo pretende chegar a um volume máximo de soja, milho e derivados, que pode ser exportado, por meio

Leia mais

AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado

AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado Mês de referência: JULHO/2011 CEPEA - SOJA I - Análise Conjuntural II - Séries Estatísticas 1. Diferenciais de preços 2. Estimativa do valor das alternativas

Leia mais

RELATÓRIO DE COMMODITIES BOI GORDO

RELATÓRIO DE COMMODITIES BOI GORDO RELATÓRIO DE COMMODITIES BOI GORDO PANORAMA SEMANA DE 21 A 25 DE SETEMBRO de 2009 Semana de preço estável no mercado de Boi Gordo no Rio Grande do Sul, com o preço encerrando a semana a R$ 4,61/kg carcaça.

Leia mais

Acompanhamento da Safra 2012/13 no MS

Acompanhamento da Safra 2012/13 no MS Acompanhamento da Safra 2012/13 no MS Circular Técnico nº 20 No acompanhamento da cultura do milho 2ª safra de Mato Grosso do Sul foram visitadas 52 propriedades entre os dias 22 e 25 de abril de 2013

Leia mais

Fonte: MAPA e RFA/USA. Elaboração: INTL FCStone

Fonte: MAPA e RFA/USA. Elaboração: INTL FCStone Commodity Insight Agosto de 2013 Analistas Thadeu Silva Diretor de Inteligência de Mercado Thadeu.silva@intlfcstone.com Pedro Verges Analista de Mercado Pedro.verges@intlfcstone.com Natália Orlovicin Analista

Leia mais

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA)

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA) Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA) Relatório com as principais notícias divulgadas pela mídia

Leia mais

Logística e infraestrutura para o escoamento da produção de grãos no Brasil

Logística e infraestrutura para o escoamento da produção de grãos no Brasil Logística e infraestrutura para o escoamento da produção de grãos no Brasil Denise Deckers do Amaral 1 - Economista - Assessora Técnica - Empresa de Planejamento e Logística - EPL, Vice Presidente da Associação

Leia mais

Preços de alimentos básicos continuam em alta

Preços de alimentos básicos continuam em alta 1 São Paulo, 2 de junho de 2008. NOTA À IMPRENSA Preços de alimentos básicos continuam em alta Apenas duas, das 16 capitais onde o DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos

Leia mais

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2013

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2013 Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2013 As exportações em março apresentaram aumento de +27,85% em relação a fevereiro. O valor exportado superou novamente a marca de US$ 1 bilhão, atingindo

Leia mais

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA)

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA) Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA) Relatório com as principais notícias divulgadas pela mídia

Leia mais

Os Benefícios do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) para a sociedade e suas perspectivas para os próximos anos.

Os Benefícios do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) para a sociedade e suas perspectivas para os próximos anos. Os Benefícios do Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) para a sociedade e suas perspectivas para os próximos anos. Industria Matéria-prima Mão de obra Saúde e Meio Ambiente Economia 2

Leia mais

Sustentabilidade socioambiental: qual é o papel da governança pública?

Sustentabilidade socioambiental: qual é o papel da governança pública? Sustentabilidade socioambiental: qual é o papel da governança pública? São Paulo, 22 de fevereiro de 2011 Nos últimos 5 anos, o complexo soja brasileiro vem experimentando mudanças estruturais na gestão

Leia mais

Uso da biotecnologia garante US$ 3,6 bilhões à agricultura brasileira, aponta novo estudo da ABRASEM

Uso da biotecnologia garante US$ 3,6 bilhões à agricultura brasileira, aponta novo estudo da ABRASEM Uso da biotecnologia garante US$ 3,6 bilhões à agricultura brasileira, aponta novo estudo da ABRASEM Resultados incluem primeiro ano de cultivo de milho geneticamente modificado, além das já tradicionais

Leia mais

INFORMATIVO TÉCNICO INFOTEC N 11. Brasília, 12 de fevereiro de 2008 O MERCADO DE FERTILIZANTES NO BRASIL E A SUA IMPORTÂNCIA PARA O COOPERATIVISMO

INFORMATIVO TÉCNICO INFOTEC N 11. Brasília, 12 de fevereiro de 2008 O MERCADO DE FERTILIZANTES NO BRASIL E A SUA IMPORTÂNCIA PARA O COOPERATIVISMO INFORMATIVO TÉCNICO INFOTEC N 11 Brasília, 12 de fevereiro de 2008 O MERCADO DE FERTILIZANTES NO BRASIL E A SUA IMPORTÂNCIA PARA O COOPERATIVISMO Equipe da Gerência de Mercados - GEMERC: Autor: Marcos

Leia mais

1.1 - Incluir a caracterização do inciso IX se e for oriunda da agricultura familiar deverá, visando corrigir distorções.

1.1 - Incluir a caracterização do inciso IX se e for oriunda da agricultura familiar deverá, visando corrigir distorções. Assunto: Sugestões da Petrobras Biocombustível para alteração da minuta da Portaria do Selo Combustível Social, fornecida pelo MDA em reunião com representantes das empresas produtoras de Biodiesel e disponibilizada

Leia mais

Milho Período: 13 a 17/07/2015

Milho Período: 13 a 17/07/2015 Milho Período: 13 a 17/07/2015 Câmbio: Média da semana: U$ 1,00 = R$ 3,1507 Nota: A paridade de exportação refere-se ao valor/sc desestivado sobre rodas, o que é abaixo do valor FOB Paranaguá. *Os preços

Leia mais

AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado

AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado Mês de referência: MARÇO/2011 CEPEA - SOJA I - Análise Conjuntural II - Séries Estatísticas 1. Diferenciais de preços 2. Estimativa do valor das alternativas

Leia mais

Agronegócio. Realidade e Perspectivas Foco no ARROZ. Araranguá SC, Fevereiro de 2014 Vlamir Brandalizze. 41 3379 8719 brandalizze@uol.com.

Agronegócio. Realidade e Perspectivas Foco no ARROZ. Araranguá SC, Fevereiro de 2014 Vlamir Brandalizze. 41 3379 8719 brandalizze@uol.com. Agronegócio Realidade e Perspectivas Foco no ARROZ Araranguá SC, Fevereiro de 2014 Vlamir Brandalizze 41 3379 8719 brandalizze@uol.com.br GRÃOS Produção (milhões de T. USDA - Fevereiro de 2014; Projeções

Leia mais

SITUAÇÃO DO MERCADO DE AGROTÓXICOS NO MUNDO E NO BRASIL

SITUAÇÃO DO MERCADO DE AGROTÓXICOS NO MUNDO E NO BRASIL SITUAÇÃO DO MERCADO DE AGROTÓXICOS NO MUNDO E NO BRASIL - Fontes oficiais de diversos estudos realizados por: BNDES, FIESP, SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DE DEFENSIVOS AGRÍCOLAS, DIEESE E ANVISA CAMPANHA NACIONAL

Leia mais

Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste

Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste O que é FCO? O Fundo de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) é um fundo de crédito criado pela Constituição Federal de 1988 com o objetivo de promover

Leia mais

Conjuntura e perspectivas. Panorama do mercado de extração de óleos

Conjuntura e perspectivas. Panorama do mercado de extração de óleos Conjuntura e perspectivas Panorama do mercado de extração de óleos I Simpósio Tecnológico PBIO de Extração de Óleos Vegetais Daniel Furlan Amaral Economista Rio de Janeiro - RJ 03 Dezembro 2009 Roteiro

Leia mais

A crise atual da agricultura brasileira e da gaúcha* Este texto faz uma análise da evolução recente da agricultura brasileira e da gaúcha, baseada

A crise atual da agricultura brasileira e da gaúcha* Este texto faz uma análise da evolução recente da agricultura brasileira e da gaúcha, baseada Análise setorial Agropecuária A crise atual da agricultura brasileira e da gaúcha* Vivian Fürstenau** Economista da FEE Introdução Este texto faz uma análise da evolução recente da agricultura brasileira

Leia mais

AGRONEGÓCIO PANORAMA ATUAL

AGRONEGÓCIO PANORAMA ATUAL AGRONEGÓCIO PANORAMA ATUAL IMPORTÂNCIA ECONOMICA 1- Exportações em 2014: Mais de US$ 100 bilhões de dólares; 2- Contribui com aproximadamente 23% do PIB brasileiro; 3- São mais de 1 trilhão de Reais e

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO. PERFIL DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO Janeiro/2015

SECRETARIA DE ESTADO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO. PERFIL DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO Janeiro/2015 SECRETARIA DE ESTADO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO PERFIL DO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO Janeiro/2015 2 ÍNDICE 03. Apresentação 04. População Rural 05. Habitantes no

Leia mais

Conjuntura Anual do Sorgo em 2008 e um possível cenário para 2009.

Conjuntura Anual do Sorgo em 2008 e um possível cenário para 2009. Conjuntura Anual do Sorgo em 2008 e um possível cenário para 2009. Para os produtores de sorgo o ano de 2008 pode ser considerado como bom. As condições climatológicas foram favoráveis durante todo o ciclo

Leia mais

Sumário Executivo: WWF-Brasil

Sumário Executivo: WWF-Brasil Sumário Executivo: O Impacto do mercado mundial de biocombustíveis na expansão da agricultura brasileira e suas consequências para as mudanças climáticas WWF-Brasil Um dos assuntos atualmente mais discutidos

Leia mais

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA)

Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA) Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro Programa de Pós-graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade (CPDA) Relatório com as principais notícias divulgadas pela mídia

Leia mais