Painel: Mulheres no mundo do trabalho no contexto atual

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1 Painel: Mulheres no mundo do trabalho no contexto atual Seminário Desafios para a Autonomia Econômica das Mulheres na Contemporaneidade Secretaria de Políticas para as Mulheres Camila Almeida Oficial de Projetos do Programa de Promoção da Igualdade de Gênero e Raça no Mundo do Trabalho Escritório da OIT no Brasil Brasília, 5 de novembro de 2013

2 ESQUEMA DA APRESENTAÇÃO 1. Mandato da OIT 2. A Igualdade de Gênero na Agenda da OIT 3. Feminização do Mercado de Trabalho 4. Avanços e obstáculos à luz do Trabalho Decente

3 MANDATO DA OIT

4 ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO - OIT Fundada em 1919 (Tratado de Versalhes) Mandato: promover ü a justiça social como condição para a paz universal ü o reconhecimento internacional dos direitos humanos e trabalhistas Única Agência do Sistema ONU com estrutura tripartite empregadores, trabalhadores e governo Formula as Normas Internacionais do Trabalho (189 convenções em 2011) Atualmente conta com 184 Estados-Membros

5 O QUE SÃO AS NORMAS INTERNACIONAIS DO TRABALHO? São tratados internacionais sujeitos à ratificação dos Estados Membros da OIT. São fruto de um consenso tripartite internacional sobre normas mínimas para garantir um trabalho decente para homens e mulheres. O efeito mais direto das normas se reflete na legislação, mas mesmo quando as convenções não são ratificadas elas podem ser aplicados através da legislação e da prática nacional.

6 DECLARAÇÃO SOBRE PRINCÍPIOS E DIREITOS FUNDAMENTAIS NO TRABALHO (1998) A liberdade sindical e o reconhecimento efetivo do direito de negociação coletiva; A eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou obrigatório; A efetiva abolição do trabalho infantil; e A eliminação da discriminação em matéria de emprego e ocupação.

7 O CONCEITO DE TRABALHO DECENTE Formalizado pela OIT em 1999 Sintetiza sua missão histórica de: Promover oportunidades para que homens e mulheres possam conseguir um trabalho produtivo e de qualidade em condições de liberdade, equidade, segurança e dignidade humana 7

8 CONVERGÊNCIA DE 4 OBJETIVOS ESTRATÉGICOS Multidimensionalidade: dimensões quantitativas e qualitativas do emprego A geração de mais e melhores EMPREGOS A promoção dos DIREITOS no trabalho TRABALHO DECENTE A extensão da PROTEÇÃO SOCIAL O fortalecimento do DIÁLOGO SOCIAL Noção correlata: Trabalho inaceitável (a ser abolido) EQUIDADE: eixo transversal

9 A IGUALDADE DE GÊNERO NA AGENDA DA OIT

10 IGUALDADE DE GÊNERO PARA A OIT É um tema de direitos humanos e faz parte das condições essenciais para atingir uma democracia efetiva. É um tema de justiça social e diminuição da pobreza, na medida em que é condição para ampliar as oportunidades de acesso a um trabalho decente. É um tema de desenvolvimento social e econômico, na medida em que promove a participação das mulheres na atividade econômica e na tomada de decisões relativas à formulação de políticas de desenvolvimento que respondam adequadamente aos objetivos da igualdade.

11 Os motivos que justificam a igualdade de gênero no trabalho A igualdade de gênero é uma questão de justiça social e se funda no enfoque baseado nos direitos e na eficiência econômica. Quando todos os atores da sociedade podem participar, aumentam as possibilidades de se alcançar a justiça social e a eficiência econômica, assim como o crescimento econômico e o desenvolvimento Resolução da OIT sobre Igualdade de Gênero no Coração do Trabalho Decente, 2009

12 CONVENÇÕES DA OIT SOBRE A PROTEÇÃO À MULHER E IGUALDADE DE GÊNERO Convenção nº 3 sobre a proteção à maternidade, 1919 Convenção nº 4 sobre o trabalho noturno (mulheres), 1919 Convenção nº 41 (revisada) sobre o trabalho noturno (mulheres), 1934 Convenção nº 45 sobre o trabalho subterrâneo (mulheres), 1935 Convenção nº 89 sobre o trabalho noturno (mulheres), 1948 e Protocolo, 1990 Convenção nº 103 sobre a proteção à maternidade (revisada), 1952 Convenção nº 100 sobre a igualdade de remuneração, 1951 Convenção nº 111 sobre a discriminação (emprego e ocupação), 1958 Convenção nº 156 sobre os trabalhadores com responsabilidades familiares, 1981 Convenção nº 171 sobre o trabalho noturno, 1990 Convenção nº 183 sobre a proteção à maternidade (revisada), 2000 Convenção nº 189 sobre trabalho decente para trabalhadoras/es domésticos/as, 2011

13 CONVENÇÕES RATIFICADAS PELO BRASIL ü C.03 Proteção à maternidade (1919) (ratificada em 1934) não está em vigor ü C.89 Trabalho noturno (mulheres), 1948 (revisada) (ratificada em 1957) ü ü ü ü C.100 Igualdade de remuneração, 1951 (ratificada em 1957) C.103 Proteção à maternidade,1952 (revisada) (ratificada em 1965) C.111 Discriminação no emprego e na ocupação, 1958 (ratificada em 1965) C.171 Trabalho noturno, 1990 (ratificada em 2002)

14 CONSTRUÇÃO DA NORMATIVA DE IGUALDADE DE GÊNERO NA OIT 1ª Fase (momento fundacional): ênfase na proteção à mulher, especialmente na sua função reprodutiva. 2ª Fase (década de 50): ênfase na promoção da igualdade de oportunidades. 3ª Fase (a partir dos anos 80): ênfase na promoção da conciliação.

15 1ª Fase: convenções relativas à proteção à maternidade Convenção 103 (1952) - amplia a proteção definida pela Convenção 3 (1919): Amplia a cobertura para as trabalhadoras do setor agrícola e trabalhadoras domésticas (C.103: apenas as da indústria e comércio). Amplia de 6 para 12 semanas a licença-maternidade. Benefícios monetários e assistência médica de 6 semanas no pós-parto. Direito a benefícios médicos pagos. Direito e garantia de pausas para amamentar (remuneradas). Convenção 183 (2000): que se refere a todas as mulheres trabalhadoras, incluindo as empregadas em formas atípicas de trabalho: 14 semanas de licença-maternidade. 6 semanas compulsórias pós-parto; possibilidade de mudar essa distribuição mediante acordo. Proteção à saúde da mulher grávida. A maternidade não deve se constituir em causa de discriminação no trabalho. Ampliação do período de proteção contra a demissão. Direito a retornar à mesma função no emprego ou equivalente, sem prejuízo no salário. Momento fundacional da agenda de gênero no mundo do trabalho a nível internacional. Não incorpora a dimensão da divisão sexual do trabalho. Respostas às necessidades básicas das mulheres.

16 2ª Fase: convenções com ênfase na promoção da igualdade de oportunidades Convenção 100 (1951) Estabelece a igualdade de remuneração entre homens e mulheres por um trabalho de igual valor. Convenção 111 (1958): Define a discriminação como: Qualquer distinção, exclusão ou preferência baseada em motivos de raça, cor, sexo, religião, opinião política, nacionalidade ou origem social que tenha como efeito anular ou alterar a igualdade de oportunidades e de tratamento no emprego e na ocupação Eliminar dispositivos ou práticas discriminatórias Promover ativamente a igualdade de oportunidades Desenvolver uma política nacional para combater a discriminação e promover a igualdade de oportunidades no acesso ao emprego, no acesso à formação profissional, nas condições de emprego (qualidade do emprego) A partir dessa fase, a agenda de igualdade de gênero começa a incorporar a dimensão da divisão sexual do trabalho, no sentido de inibir os efeitos da discriminação. A Convenção 111 convida os atores nacionais a dar uma resposta à discriminação.

17 3ª Fase: convenções relativas ao equilíbrio entre trabalho e família. Convenção 156 (1981): Complementa a C.111 Responsabilidades familiares são questões mais amplas relativas à família e à sociedade, que devem ser tomadas em consideração pelas políticas nacionais. Problemas enfrentados pelos trabalhadores se agravam quando possuem responsabilidades familiares e estas não dizem respeito apenas às mulheres. Reconhecimento de que a equidade de gênero no mundo do trabalho (produção) está fortemente associada à equidade de gênero na esfera da reprodução (cuidado doméstico e familiar). Proteção aos trabalhadores e trabalhadoras que tenham responsailidades familiares; Condições para que trabalhadores/as com encargos familiares tenham direito à livre escolha de emprego, e que suas necessidades de emprego e de seguridade social sejam consideradas, para que haja a efetiva igualdade de oportunidades e de tratamento; A necessidade de considerar suas demandas nos planejamentos comunitários e promover serviços comunitários, públicos ou privados, para atender à infância e à família; Orientação e treinamento profissionais, para que possam ter condições de acesso e permanência no mercado de trabalho.

18 3ª Fase: convenções relativas ao equilíbrio entre trabalho e família. A partir dessa fase, a OIT passa a entender a conciliação entre trabalho e família como um problema social que não diz respeito somente às mulheres. Convoca os constituintes a promover o equilíbrio entre trabalho e família com corresponsabilidade social. Compromisso de incluir na sua política nacional o objetivo de que as pessoas com responsabilidades familiares possam ter um emprego ou ocupação sem ser objeto de discriminação e sem conflito com suas responsabilidades familiares. IMPORTÂNCIA DA NEGOCIAÇÃO COLETIVA (C.87, C.98, C.154): A negociação coletiva é um mecanismo importante para a promoção da igualdade de oportunidades no trabalho Pode assegurar algumas condições básicas para a existência da igualdade: remuneração igual para um trabalho de igual valor garantia e ampliação da proteção legal à maternidade outros direitos que promovam o maior equilíbrio entre o exercício da maternidade, da paternidade e do trabalho e as responsabilidades familiares.

19 A Convenção 189 aborda: Direitos humanos e direitos fundamentais no trabalho Trabalho infantil doméstico Proteção contra abusos, assédio e violência no local de trabalho Condições de emprego não menos favoráveis do que aquelas garantidas ao conjunto dos trabalhadores Proteção às/aos trabalhadoras/es domésticas/os migrantes Jornada de trabalho Estabelecimento de remuneração mínima Proteção social A CONVENÇÃO 189 (2011) Medidas de saúde e segurança no trabalho Agências de emprego privadas Acesso a instâncias de resolução de conflitos Inspeção do trabalho Pela primeira vez nós direcionamos o sistema de normas da OIT para a economia informal e este é um acontecimento de grande importância Diretor-Geral da OIT, Juan Somavia.

20 FEMINIZAÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO E OBSTÁCULOS

21 IMPRESSÕES SOBRE A CRISE MUNDIAL Relatório da OIT sobre O Trabalho no Mundo, 2012 Embora o crescimento econômico tenha se reativado em algumas regiões, a situação global de emprego é extremamente alarmante e não dá sinais de recuperação no futuro próximo Segundo a OIT, isso se deve principalmente ao fato de que muitos governos, em particular nas economias avançadas, deram prioridade à combinação de austeridade fiscal (cortes de gastos) e reformas laborais drásticas Esse tipo de medidas está produzindo consequências devastadoras nos mercados de trabalho em geral e na criação de emprego em particular Círculo vicioso: as políticas de austeridade estão criando mais desemprego, que produz mais crise econômica, menos consumo e crescimento, portanto, mais recessão que, por sua vez, diminui a capacidade de arrecadação dos governos 21

22 FEMINIZAÇÃO DO MERCADO DE TRABALHO Tendência à feminização: crescimento constante dos níveis de escolaridade e das taxas de participação feminina. Em 2011: 42,3% das pessoas ocupadas eram mulheres. Mulheres ocupadas apresentam maior escolaridade: 23,5% tinham 12 anos ou mais de estudo, enquanto para homens essa proporção era de 14,4%. Fonte: PNAD/IBGE Persistência de obstáculos: a despeito do desaparecimento de algumas barreiras ao acesso da mulher ao mercado de trabalho, alguns obstáculos permanecem e outros, inclusive, aumentam.

23 DISCRIMINAÇÃO DE GÊNERO E RAÇA: MATRIZ DA DESIGUALDADE SOCIAL Desigualdades de gênero e desigualdades étnicas e raciais: eixos estruturantes dos padrões de desigualdade social no Brasil Temas que dizem respeito à maioria da sociedade: Mulheres e os negros correspondem a aproximadamente 2/3 da População Econômicamente Ativa (PEA)

24 DESLOCAMENTO DAS FRONTEIRAS DA DESIGUALDADE conhecemos verdadeiras mudanças, que, no entanto não são rupturas. São brechas decisivas; porém não são definitivas. A feminização do mercado de trabalho é real, mas inacabada, incompleta, tanto que se fez sob o signo da desigualdade e da precariedade. (...) O afluxo das mulheres no mercado de trabalho, assim como o crescimento da escolaridade feminina, marca uma reviravolta na história das mulheres na história das relações entre homens e mulheres. Os avanços certamente são avaliados em termos de liberdade e autonomia. As estagnações e os recuos se chamam subqualificação, subemprego, desemprego. (Maruani, 2003) embora mudanças e continuidades coexistam, o deslocamento hoje das fronteiras do masculino e do feminino deixa intacta a hierarquia social que confere superioridade ao masculino, hierarquia sobre a qual (...) se assenta a divisão social do trabalho. Enquanto a conciliação entre vida profissional e vida familiar, trabalho assalariado e trabalho doméstico for pertinente exclusivamente para as mulheres, as bases em que se sustenta essa divisão sexual não parecem estar ameaçadas em seus fundamentos. (Hirata, 2003) Fonte: ABRAMO, L. A inserção da mulher no mercado de trabalho: uma força de trabalho secundária? Tese (Doutorado) USP, 2007.

25 DIMENSÕES DO TRABALHO DECENTE 1. Oportunidades de emprego 2. Rendimentos adequados e trabalho produtivo 3. Jornada de trabalho decente 4. Conciliação entre trabalho, vida pessoal e familiar 5. Trabalho a ser abolido 6. Estabilidade e segurança no trabalho 7. Igualdade de oportunidades e de tratamento no emprego 8. Ambiente de trabalho seguro 9. Seguridade social 10. Diálogo social e representação de trabalhadores e de empregadores Contexto Socioeconômico (que condiciona o TD)

26 OPORTUNIDADES DE EMPREGO Taxa de desocupação da população de 16 a 64 anos de idade - Brasil, ,7 11,1 11, ,0 9,0 8,0 6,8 9,4 8,5 7,6 6,4 9,7 7,9 7,2 6,3 5,2 9,3 8,4 7,3 6,1 9,1 7,6 6,7 5,8 4, Total Homens Mulheres Brancos Negros Fonte: IBGE/PNAD

27 OPORTUNIDADES DE EMPREGO Taxa de formalidade total da população de 16 a 64 anos de idade - Brasil, ,2 60,0 58,2 58,2 54,2 56,2 57,2 54,6 53,5 55,8 52,5 50,7 51,2 49,7 48,4 48,6 48,3 50,3 46,6 45,9 44,2 44,3 45,1 40,6 38, Total Homens Mulheres Brancos Negros Fonte: IBGE/PNAD

28 OPORTUNIDADES DE EMPREGO Proporção de jovens de 15 a 24 anos de idade que não estudam nem trabalham - Brasil, ,9 25,9 24,6 24,8 25, ,5 20,9 19,9 20,3 21,0 18,6 18,8 17,9 18,4 19,0 16,7 16,5 15,4 16,0 16,7 12,7 11,4 11,7 11,5 12, Total Homens Mulheres Brancos Negros Fonte: IBGE/PNAD

29 RENDIMENTOS ADEQUADOS E TRABALHO PRODUTIVO Rendimento médio real do trabalho principal das pessoas de 16 anos ou mais de idade, com rendimento - Brasil, R$ % % % % % % Hiato no rendimento médio mensal no trabalho principal da população de 16 anos ou mais de idade, ocupada (2011) % M/H 73,3 % N/B 59,8 % HN/HB 58,0 % MN/MB 60,8 % MN/HB 42,8 0 Total Homens Mulheres Brancos Negros Mulheres Negras Fonte: IBGE/PNAD

30 JORNADA DE TRABALHO DECENTE Proporção da população ocupada 16 anos ou mais de idade com jornada de trabalho semanal acima de 44 horas - Brasil, ,8 42, ,1 37,1 36,4 36,6 34,8 34,9 34,6 35,8 34,4 31,6 31,3 30,2 29,8 29,3 31,0 28,9 29,4 28,5 24,9 24,3 22,3 20,7 20, Total Homens Mulheres Brancos Negros Fonte: IBGE/PNAD

31 CONCILIAÇÃO ENTRE TRABALHO, VIDA PESSOAL E FAMILIAR Jornada Semanal de Trabalho em 2011 Sexo/Cor ou Raça Média de Horas Semanais no Mercado de Trabalho (A) Média de horas semanais gastas c/ afazeres domésticos (B) Jornada Semanal Total (A+B) Homens Mulheres Fonte: IBGE/PNAD Elaboração: Escritório da OIT Brasil

32 TRABALHO A SER ABOLIDO Percentual de crianças (10-17 anos) ocupadas em 2011 Total 14.9 Homens 19.1 Mulheres 10.4 Brancos 13.6 Negros 15.9 Tendências recentes do Trabalho Infantil Doméstico - TID (10 a 17 anos de idade) No Brasil, o contingente de crianças e adolescentes em situação de TID declinou 36,0% ao diminuir de 403 mil em 2004 para 257 mil em 2011 (o correspondente a -146 mil pessoas). Em 2011: 93,7% eram meninas, 67,0% negros/as, 62,4% menina negras. Fonte: IBGE/PNAD Elaboração: Escritório da OIT Brasil

33 ESTABILIDADE E SEGURANÇA NO TRABALHO Proporção de pessoas ocupadas de 16 ou mais anos com tempo de permanência no trabalho inferior a 1 ano (2011) Brancos Negros Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres 15,6 14,7 16,8 19,0 18,3 19,9 Proporção de pessoas ocupadas de 16 ou mais anos com 5 ou mais anos de tempo de permanência no trabalho (2011) Brancos Negros Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres 48,8 52,0 44,9 45,8 47,7 42,9 Fonte: IBGE/PNAD

34 IGUALDADE DE OPORTUNIDADES E TRATAMENTO NO EMPREGO Distribuição das pessoas de 16 anos ou mais de idade, ocupadas como dirigentes em geral (2011) Brancos Negros Total Homens Mulheres Total Homens Mulheres 72,1 45,1 27,0 27,9 18,5 9,4 Hiato no rendimento médio mensal no trabalho principal da população de 16 anos ou mais de idade, ocupada (2011) % Homens % Mulheres % Mulheres % Mulheres/ % Negros/ Negros/Homens Negras/Mulheres Negras/Homens Homens Brancos Brancos Brancas Brancos 73,3 59,8 58,0 60,8 42,8 Fonte: IBGE/PNAD

35 IGUALDADE DE OPORTUNIDADES E TRATAMENTO NO EMPREGO % de Pessoas de 15 ou mais anos, por Áreas de Inter-Relação Social, em que a Cor ou Raça Influencia a Vida das Pessoas no Brasil (2008) Casamento Trabalho Escola Atendimento à Saúde Repartições Públicas Convívio Social Relação com Justiça/Polícia Outra 38,4 71,0 59,3 44,1 51,3 65,0 68,3 2,1 Fonte: IBGE/Pesquisa das Características Étnico-Raciais da População 2008

36 AMBIENTE DE TRABALHO SEGURO Núcleo duro do déficit de trabalho decente: trabalho doméstico Percentual de pessoas ocupadas com depressão segundo posição de ocupação (2008) Posição na Ocupação Empregado com carteira assinada Funcionário público estatutário Empregados sem carteira Trabalhador doméstico Trabalhador doméstico com carteira assinada Trabalhador doméstico sem carteira assinada Conta-própria Empregador Trabalhador na produção para o próprio consumo Trabalhador na construção para o próprio uso Não remunerado Total 6,4 milhões de pessoas 92,5% mulheres 60,8% negras % de Trabalhadores com Depressão 2,9 6,0 2,8 6,5 5,7 6,7 4,7 4,1 6,0 5,9 4,3 3,9 Fonte: IBGE/PNAD

37 SEGURIDADE SOCIAL Proporção da população ocupada de 16 anos ou mais de idade, que contribui para a previdência social - Brasil, ,1 48,5 47,6 46,3 50,7 49,7 57,3 48,4 54,0 52,9 59,7 51,5 55,2 54,4 61,7 53,3 46,1 47,1 66,1 59,1 59,3 59,5 52, ,7 39, Total Homens Mulheres Brancos Negros Fonte: IBGE/PNAD

38 DIÁLOGO SOCIAL Taxa de sindicalização da população ocupada de 16 anos ou mais de idade - Brasil, ,7 20,4 20,2 20,0 19,6 19,5 19,5 19,2 19,1 18,5 18,6 18,6 18,2 17,8 18,0 17,4 17,1 17,5 17,5 16,9 16,7 17,2 16,5 16,8 16, Total Homens Mulheres Brancos Negros Fonte: IBGE/PNAD

39 TRABALHO DOMÉSTICO: NÚCLEO DO DÉFICT DO TRABALHO DECENTE NO BRASIL Alguns dados (2011): 6,4 milhões de pessoas: 92,5% mulheres 60,8% negras 15,5% do total da ocupação Taxa de formalidade: 31,8% Taxa Brasil: 57,2% Rendimento médio: R$ 522,40 Rendimento médio real total: R$ Taxa de Sindicalização: 2,8% Taxa Brasil: 17,5% Previdência: 37,5% Taxa Brasil: 59,3% Jornada de trabalho: 52,6 horas (trabalho remunerado) 20,3 horas (afazeres domésticos) = 72,9 horas de trabalho semanais (25 horas a mais que os homens, 12 horas a mais que a média das mulheres) Fonte: IBGE/PNAD

40 Trabalho doméstico é um tema que apresenta grandes desafios. Entrelaçamento com aspectos fundamentais da organização social A CONVENÇÃO 189 (2011) Expressão das desigualdades de gênero e raça Divisão sexual do trabalho Desvalorização do trabalho reprodutivo Déficit de trabalho decente Violação dos direitos humanos e dos direitos fundamentais no trabalho Trabalho forçado Trabalho infantil Discriminação Informalidade Igualdade de oportunidades e tratamento no mundo do trabalho Definição e cobertura: A Convenção nº 189 da OIT define como trabalho doméstico qualquer trabalho realizado em ou para um domicílio, e o/a trabalhador/a doméstico/a como uma pessoa que realiza trabalho doméstico no marco de uma relação de trabalho.

41 A CONVENÇÃO 189 (2011) Em junho de 2011, a Assembléia da Conferência Internacional do Trabalho aprovou a adoção da Convenção sobre Trabalho Decente para Trabalhadoras e Trabalhadores Domésticos (nº 189) acompanhada da Recomendação nº 201 sobre o mesmo tema. Estes novos instrumentos internacionais de proteção ao trabalho doméstico trazem uma contribuição fundamental ao reconhecimento e valorização desta ocupação que ainda é marcada pela baixa regulamentação, invisibilidade, desvalorização e graves violações dos direitos humanos e dos direitos fundamentais no trabalho. O trabalho doméstico é uma ocupação que articula elementos relacionados às discriminações de gênero, raça, origem social e, em alguns casos, nacionalidade.

42 OBRIGADA! Escritório da OIT no Brasil:

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