Síntese de atualidade econômica e empresarial Brasil-Ásia-Pacífico Junho/Julho de 2009

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1 Síntese de atualidade econômica e empresarial Brasil-Ásia-Pacífico Junho/Julho de 2009 Henrique Altemani de Oliveira Grupo de Estudos Ásia-Pacífico - PUC/SP - Temas: Destaque: Japão busca parceria com o Brasil - Japão aponta intenção de ampliar presença no Brasil Investimentos e Comércio Nipo-brasileiro - Usiminas apresenta produtos com tecnologia da Nippon Steel para a indústria naval - Petrobrás refina óleo no Japão para atender a demanda na Ásia - Embraer vende jatos ao Japão - Investimento japonês na área de seguros - Nissui investe em pescados - Japão importa álcool anidro Investimentos e Comércio Sino-brasileiro - Vale avalia a construção de centros de distribuição na China - Petrobrás negocia participação da Sinopec em blocos exploratórios - China define estabelecimentos exportadores de carne de frango - Produtores comemoram primeira venda de frango à China - Consórcio Chinês vai fornecer pacote de trens com 120 carros por US$ 165 milhões - Compra de trilhos para a Ferrovia Norte-Sul será retomada - Grupo siderúrgico chinês demonstra intenção de instalar usina - Empresa Chinesa pretende montar máquinas para construção no Brasil - Siderúrgicas chinesas acertam acordos provisórios Diversos - Embrapa na Coréia - Motocicletas da Índia no Brasil - Fabricante de Taiwan pretende ampliar produção de notebooks - Empresas Asiáticas ampliam participação no mercado automobilístico - Ásia mantém-se como o principal mercado comprador do Brasil Destaque: Japão busca parceria com o Brasil Em recente palestra na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Maio de 2009), o embaixador do Japão no Brasil enfatizou o crescimento no Japão de um novo interesse pelo Brasil. Em uma pesquisa realizada pelo JBIC, com 600 empresas japonesas, o Brasil, entre os países do mundo com perspectivas para investimentos japoneses nos próximos anos, ocupou a sexta posição ultrapassando os Estados Unidos. Considerando um investimento a longo prazo, sobe para a quarta, ficando atrás da China, Índia e Rússia; mas na frente dos Estados Unidos e dos países do leste asiático, que por muitos anos eram os principais destinos dos investimentos japoneses. De outro lado, não é só um dado quantitativo, mas igualmente uma intenção de alocação de investimentos em setores de ponta, fazendo interagir o capital, a tecnologia, os recursos naturais, e também o mercado. De acordo com o embaixador trata-se da perspectiva de uma parceria para o desenvolvimento no âmbito global, com ênfase na tecnologia como palavra-chave para 1

2 o futuro do relacionamento. Em seu entendimento, o Brasil possui a capacidade de absorver essa tecnologia, de desenvolver a sua própria e adaptá-la às condições de seus vizinhos e demais parceiros. Japão aponta intenção de ampliar presença no Brasil A Jetro, órgão do governo japonês para promoção de investimentos, registra um aumento de interesse das empresas nipônicas pelo Brasil. Em 2008 o escritório brasileiro passou do 15º para o sexto lugar em volume de consultas, entre os 55 países em que a Jetro atua. E este ano a expectativa é de que o Brasil mantenha a sua classificação. As atenções para o Brasil não acontecem à toa. Na verdade não resta aos japoneses outra alternativa senão olhar para fora e arriscar distâncias maiores. Os dados da economia japonesa não são animadores. Depois de amargar uma queda de 15% no PIB no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período de 2008, o Japão deve fechar 2009 com queda de 6,25% na economia, prevê o FMI. Mesmo com o anúncio do pacote fiscal do governo em março, é claro para todos que a solução não está no mercado interno. Pelo contrário. A crise reforçou a certeza de que novos mercados externos são a única saída para que as grandes companhias do Japão recuperem parte do nível de produção do ano anterior e amenizem a dependência em relação às exportações para Estados Unidos e China. Para Rei Oiwa, da Jetro, o Brasil começou a atrair setores novos da indústria japonesa. "Antes as atenções estavam para a exploração de recursos naturais, para o setor automobilístico e de eletrônicos." Agora surgem fabricantes de têxteis, perfumaria, cosméticos, remédios e de eletrodomésticos. (Japão volta a se interessar pelo Brasil, Valor Econômico, Marta Watanabe, 23/06/2009) Investimentos e Comércio Nipo-brasileiro Usiminas apresenta produtos com tecnologia da Nippon Steel para a indústria naval A Usiminas apresentou a executivos da indústria naval uma tecnologia que está implantando na usina de Ipatinga, em Minas Gerais, para fornecer à Petrobras e outras empresas chapas grossas de alta resistência que podem ser usadas na construção de navios, plataformas e na fabricação de tubos de aço. A novidade consiste em acoplar à linha de produção um equipamento de resfriamento acelerado de chapas grossas. A previsão da empresa é começar a vender as novas chapas de aço a partir de 2011 já de olho na demanda de equipamentos do pré-sal. Esse aço será produzido a partir de tecnologia desenvolvida pela Nippon Steel, uma das controladoras da Usiminas, e leva a marca CLC (sigla em inglês para Continuous Line Control), algo como controle contínuo de processo. Por meio de um acordo, a companhia brasileira comprou o equipamento para produção do aço de alta resistência e fez um acordo de transferência de tecnologia com a Nippon Steel. A Nippon Steel desenvolveu o equipamento de resfriamento acelerado de chapas na década de 80, mas levou anos para aprimorá-lo. Só nos últimos dez anos a indústria naval e offshore japonesa passou a utilizar o aço produzido a partir da tecnologia e é a primeira vez que a Nippon transfere a tecnologia e a venda do equipamento. (Usiminas monta estratégia para atender estaleiros, Valor Econômico, Francisco Góes, 25/06/2009) Petrobrás refina óleo no Japão para atender a demanda na Ásia Quando comprou, em abril de 2008, 87% da refinaria Nansei Sekiyu, em Okinawa, no sul do Japão, a Petrobras pretendia começar neste ano os investimentos necessários 2

3 para que pudesse processar petróleo comprado de outras unidades da própria empresa para reexportá-lo, com adição de etanol. A crise adiou esses planos, mas segundo o presidente da Nansei Sekiyu, Oswaldo Kawakami, a refinaria já começa a vender óleo para o mercado asiático. São volumes modestos, mas fazem parte de um plano da Petrobras para aproveitar a boa localização da Nansei Sekiyu, única refinaria da companhia na Ásia. Há pouco mais de um ano, a produção era de 25 mil barris ao dia. Agora, saltou para 55 mil barris. E a expectativa é continuar com esse nível de produção até o fim do ano. "Até agora estamos conseguindo vender a preços competitivos e com lucro", diz. Segundo Kawakami, a refinaria deve encerrar o ano fiscal de 2009 no azul, embora tenha registrado prejuízo no ano passado. (A expansão da Petrobras na Ásia, Valor Econômico, Marta Watanabe, 19/06/2009) Embraer vende jatos ao Japão A Embraer anunciou, em 15/06/2009, a venda de um terceiro jato à Fuji Dream Airlines, do modelo 175. O contrato original com a empresa, assinado em novembro de 2007, incluía pedidos firmes para dois jatos 170 e direitos de compra para outra aeronave do mesmo modelo. O custo médio de um Embraer 175 é de US$ 35 milhões. A Fuji Dream, companhia japonesa do grupo Suzuyo, iniciará as operações comerciais do jato 170 em julho deste ano. A empresa já recebeu duas aeronaves. Já o modelo Embraer 175 tem previsão de ser entregue em 2010 e está configurado para 84 assentos. (Embraer amplia venda dos jatos 190 e 175 para Europa e Japão, Valor Econômico, Virginia Silveira, 16/06/2009) Investimento japonês na área de seguros A Marítima confirmou, em 20 de maio de 2009, a associação com a japonesa Yasuda, que comprou 50% de seu capital por R$ 336 milhões. É o maior investimento feito fora do Japão pelo controlador da Yasuda, o Grupo Sompo Japan. Segundo o diretor administrativo e financeiro da Marítima, Milton Bellizia Filho, a empresa vai usar os R$ 200 milhões de injeção de capital novo para crescer no mercado de seguros brasileiro, que é hoje de 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB) e tem potencial para chegar nos 6% agora que a "cultura" de seguros está chegando cada vez mais às classes C e D. Para ficar com 50% da Marítima, a Yasuda fará também oferta privada de R$ 136 milhões para aquisição das ações dos acionistas minoritários pelo mesmo valor por ação da capitalização. Por isso, o valor total do investimento dos japoneses na aquisição será de R$ 366 milhões. (Marítima terá injeção de R$ 200 mi de capital, Valor Econômico, Cristiane Perini Luchesi, 21/05/2009) Nissui investe em pescados A japonesa Nissui, que fatura mais de US$ 5 bilhões por ano com a exploração, industrialização e venda de pescados, está acertando os últimos detalhes para iniciar suas operações no Brasil por meio de uma associação com a Netuno Alimentos, maior empresa do setor no país. A transação será feita por meio da criação de uma nova companhia, a Netuno Internacional, na qual a Nissui fará um aporte de capital de US$ 20 milhões para deter 50% dela. Já a Netuno Alimentos entrará com as operações que possui, mas continuará a ser dona das fábricas, que serão arrendados à empresa recém-criada. O objetivo da intricada operação é dar fôlego às atividades da Netuno e segregar as dívidas da companhia brasileira (cerca de R$ 150 milhões) da nova sociedade. (Japonesa Nissui prestes a se associar à Netuno, Valor Econômico, Carolina Mandl, 07/07/2009) 3

4 Japão importa álcool anidro O grupo Cosan fechou um acordo com a trading japonesa Mitsubishi para exportar álcool anidro para o Japão. O contrato prevê o embarque de até 80 milhões de litros por ano. A parceria prevê o fornecimento do combustível para utilização do anidro na produção de ETBE (éter etílico terc-butílico), um aditivo que contém etanol misturado com derivados de petróleo. O álcool, neste caso, vai substituir o metanol, considerado um aditivo poluente, dando um caráter sustentável ao combustível final (gasolina). Pelo contrato firmado com a Mitsubishi, a Cosan será fornecedora por um período de três anos O acordo firmado com a trading japonesa obedece os critérios de sustentabilidade. Este contrato está vinculado ao cumprimento das leis trabalhistas, à redução de gases de efeito estufa e ao respeito ao ambiente. (Cosan fecha acordo para exportar álcool ao Japão, Valor Econômico, Mônica Scaramuzzo, 14/07/2009) Investimentos e Comércio Sino-brasileiro Vale avalia a construção de centros de distribuição na China A Vale mudou sua estratégia de comercialização na China e decidiu construir centros de distribuição de minério de ferro no país. A companhia brasileira avalia erguer duas unidades, com capacidade de 2 milhões de toneladas cada uma. As províncias em estudo são Shandong, Hebei, Lianoning e Guandong, situadas nas regiões Centro, Nordeste e Sul. A mineradora já assinou protocolos de intenções com quatro portos: Rizhao (Shandong), Qingdao (Shandong) Caofeidian (Hebei) e Dalian (Liaoning). Em Guandong, os planos ainda avançaram pouco, porque é uma região onde a siderurgia deve crescer no futuro. O projeto está na dependência da concessão de licenças pelo governo chinês, que é bastante rigoroso nessa área. A Vale pretende operar com estoques para reduzir a dependência das operadoras marítimas, que puxaram os preços do frete antes da crise. A mudança permitiria ainda atender pequenas e médias siderúrgicas no mercado spot, no qual a Vale começou a atuar recentemente. As usinas chinesas de menor porte produzem aço para a construção civil, um do setores mais beneficiados pelo pacote fiscal de US$ 586 bilhões do governo chinês. Em Rizhao as negociações estão mais adiantadas. A Vale fechou um acordo para construir um terminal portuário para 300 mil toneladas de minério em conjunto com a Lan Bridge Group. Serão investidos US$ 410 milhões no terminal, com 75% de participação do sócio chinês e 25% da Vale. (Vale investe em centros logísticos na China para ampliar mercado, Valor Econômico, Raquel Landim, 22/05/2009) Petrobrás negocia participação da Sinopec em blocos exploratórios A Petrobras vai oferecer participação à petroleira chinesa Sinopec em blocos exploratórios de petróleo no Brasil e no exterior, informou um relatório divulgado em 27/05/2009 pelo JP Morgan. Segundo a Reuters, o banco, que informou ter conversado com o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e o diretor financeiro, Almir Barbassa, diz que a estatal vai oferecer oportunidades de exploração para a Sinopec em dois blocos na bacia Pará-Maranhão, uma nova fronteira no Norte. Além disso, a Petrobras irá oferecer oportunidades de exploração em pelo menos um de seus blocos internacionais (Golfo do México, África ou Turquia). (Petrobras e Sinopec, Valor Econômico, 28/05/2009) 4

5 China define estabelecimentos exportadores de carne de frango A China divulgou em 27/05/2009 a lista dos estabelecimentos brasileiros que poderão exportar carne de frango ao país. De acordo com o Ministério da Agricultura, a lista definida com autoridades chinesas na semana passada, quando o presidente Lula visitou o país, tinha 24 estabelecimentos exportadoras, mas só 22 receberam autorização, já que dois estão pendentes de liberação. O início das vendas pode ser imediato. Os estabelecimentos foram habilitados pela China em dezembro de 2008, mas nenhum embarque foi feito porque o país não concedia licenças de importação. (Frango para China, Valor Econômico, 28/05/2009) Produtores comemoram primeira venda de frango à China Uma semana depois de a comitiva chefiada pelo Presidente Lula ter deixado a China, o Brasil fechou o primeiro contrato de venda de frango. O Grupo Doux Frangosul embarcará, na primeira semana de junho, 12 contêineres com carne de frango para a China. O volume negociado e a receita obtida não são informados por questões estratégicas da empresa. Mas, o mais importante é o que aponta o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango: A China abriu as negociações para valer. Não fez como alguns países que fizeram acordo com o Brasil, mas até agora não adquiriram o produto, como a Índia. De acordo com o executivo, quando negociações deste tipo são fechadas entre países, o tempo médio para o primeiro embarque nunca é inferior a 40 dias. (Brasil vende 1º. lote de frango à China. O Estado de S. Paulo, Célia Froufe, 30/05/2009) Consórcio Chinês vai fornecer pacote de trens com 120 carros por US$ 165 milhões O consórcio chinês CMC-CNRCRC ganhou licitação internacional do governo do Estado do Rio de Janeiro para fornecer à Supervia, concessionária de trens urbanos da região metropolitana, 30 trens unidades elétricos (TUE) por US$ 165 milhões. Os trens serão comprados com recursos de um financiamento de US$ 220,9 milhões em fase de contratação pelo governo estadual com o Banco Mundial (Bird) dentro da segunda etapa do Programa Estadual de Transportes (PET II). O consórcio chinês é liderado pela China National Machinery Import & Export Corp. (CMC), trading criada na década de 50 e que durante muito tempo foi a única autorizada a importar e exportar maquinário da China, disse Marco Polo Moreira Leite, presidente da Asian Trade Link (ATL), que representa o consórcio, ainda formado pela trading CNR (dona da fabricante dos trens Changchun Railway Vehicles Corp. (CRC). (Chineses vencem licitação da Supervia, Valor Econômico, Francisco Góes, 24/06/2009) Compra de trilhos para a Ferrovia Norte-Sul será retomada Um negócio de cerca de R$ 90 milhões para compra de 30 mil toneladas de trilhos destinados à Ferrovia Norte-Sul, em construção no Norte e Centro-Oeste, tornou-se alvo de polêmica. Empresas importadoras que representam fabricantes chineses - entre os quais os grupos siderúrgicos Wuhan e Anshan - apresentaram os melhores preços para fornecimento dos trilhos em licitação aberta pela Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, concessionária da Norte-Sul. As duas "tradings" terminaram desclassificadas por descumprimento de termos do edital, entraram com recursos e perderam. A Valec cancelou a licitação e deve lançar novo certame para compra de um volume maior de material. A Asian Trade Link (ATL), empresa que representa nesse negócio "trading" chinesa ligada à siderúrgica Wuhan, fez a melhor proposta para fornecer as 30 mil toneladas de trilhos à Valec. Trata-se de um trilho especial conhecido no setor como TR-57 e que seria fornecido ao comprador em barras de 12 metros cada uma. 5

6 Em segundo lugar, ficou a Triumph Brazil Trading Company representando a Anshan. Apesar de apresentarem os melhores preços, as duas empresas foram "inabilitadas" pela Valec por descumprirem itens do edital de licitação. Marco Polo Moreira Leite, presidente da ATL, disse que havia cláusula no edital segundo a qual as empresas tinham de provar que haviam fornecido ao Brasil metade do volume licitado. (Valec desclassifica chineses e anula licitação de R$ 90 mi, Valor Econômico, Francisco Góes, 02/06/2009) Grupo siderúrgico chinês demonstra intenção de instalar usina O grupo siderúrgico chinês Wuhan Iron & Steel (Wisco) confirmou a decisão de instalar uma usina na região no Norte do Estado do Rio de Janeiro. Os recursos necessários para a construção serão de US$ 4 bilhões e as obras poderão gerar até 20 mil empregos. Em 19/05, a LLX e a MMX - mineradora do mesmo grupo - anunciaram um memorando de entendimentos sobre uma parceria comercial e estratégica com a Wisco. No documento, os chineses demonstram o interesse na construção de uma usina com capacidade de 5 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos por ano. Para analistas do setor, no momento estes entendimentos não passam de um protocolo de intenções, mas não é segredo para ninguém que os chineses estão há algum tempo lutando para instalar uma siderúrgica no Brasil. A Baosteel, a maior siderúrgica da China, já tentou duas vezes em associação com a Vale - uma no Maranhão e outra no Espírito Santo - e não conseguiu levar avante por questões ambientais de localização de terreno. Neste contexto, a Wuhan, terceira no ranking da China, não esconde seu interesse em fazer uma usina no Brasil, onde o custo do aço é um dos mais baixos do mundo. (Cidade do Rio se prepara para receber siderúrgica chinesa, Valor Econômico, Chico Santos, 02/07/2009) Empresa Chinesa pretende montar máquinas para construção no Brasil A XCMG (Xuzhou Construction Machinery Group), maior fabricante de máquinas para construção da China, pretende instalar um centro de distribuição e uma montadora de equipamentos no Brasil. A empresa está em busca de terrenos no complexo industrial e portuário de Suape, em Ipojuca (PE). A instalação da indústria será feita em sociedade com a Êxito, empresa que hoje faz a importação das máquinas da XCMG para o Brasil. A idéia é importar partes de carregadeiras e outras máquinas para montá-las no Brasil a partir do próximo ano, facilitando a logística de transporte da China para cá. Antes de instalar a montadora, porém, a XCMG pretende colocar em operação, ainda neste ano, uma central de distribuição e uma oficina de consertos. A expectativa da empresa também é transformar o Brasil em uma plataforma de exportação para atender os clientes da América Latina. (Pernambuco vai receber unidade da chinesa XCMG, Valor Econômico, Carolina Mandl, 09/07/2009) Siderúrgicas chinesas acertam acordos provisórios Duas siderúrgicas chinesas confirmaram, em 15/07, o fechamento de acordos de preços provisórios do minério de ferro, em meio a uma verdadeira queda de braço entre as grandes siderúrgicas do País e as mineradoras em torno da redução dos preços. Um executivo da Hebei Iron and Steel Group informou que sua companhia fechou acordo com a Vale, prevendo um desconto provisório de 28% em relação ao preço de contrato do ano passado, e com as anglo-australianas Rio Tinto e BHP Billiton para um desconto provisório de 33%. O diretor-geral da Hunan Valin Iron também afirmou que a companhia atualmente está utilizando um preço provisório com desconto de 33% em relação ao ano passado. Segundo analistas, os acordos prevêem apenas contratos provisórios com descontos 6

7 de 28% a 33%, que valerão até que o novo contrato anual seja definido com a China. Destacam que o desconto é o mesmo mecanismo adotado no início do ano, quando a Vale anunciou que concederia um corte provisório de 20% para seus clientes. A diferença é que hoje o acordo de 28% estabelecido com japoneses, europeus e coreanos serve de parâmetro para o mercado. (Mineradoras fecham acordos provisórios na China, O Estado de S. Paulo, Natália Gomez e Mônica Ciarelli,16/07/2009) Diversos Embrapa na Coréia A Embrapa inicia 2009 na área internacional com uma importante realização: a troca de representações com a Coreia do Sul e, consequentemente, a instalação do primeiro Laboratório Virtual da Embrapa no Exterior (Labex) no continente asiático. Em fevereiro, o especialista em reprodução animal da Agência de Desenvolvimento Rural (RDA) coreana, Boh Suk Yang, chegou ao Brasil para instalar o Republic of Korea Abroad Virtual Laboratory (RAVL), o Labex coreano, na sede da Embrapa, em Brasília. Da mesma forma, a partir de setembro a Embrapa iniciará as atividades do Labex da Embrapa na Coreia do Sul. O laboratório irá funcionar na cidade de Suwon, 40 km ao sul da capital Seul. Inicialmente, as instalações ficarão no próprio RDA. (Embrapa na Coréia, Valor Econômico, 20/05/2009) Motocicletas da Índia no Brasil A Dafra, fabricante de motocicletas pertencente ao grupo Itavema, anunciou em 01/07/2009 uma parceria com a indiana TVS Motor Company para trazer ao mercado nacional pelo menos dois modelos, a serem lançados entre o fim de 2009 e durante o ano que vem. Para o primeiro modelo, uma motocicleta esportiva, a previsão inicial é de que sejam produzidas entre 30 mil e 40 mil unidades em A princípio, a parceria prevê a montagem das motocicletas produzidas pela fabricante indiana na unidade da Dafra em Manaus (AM). Os modelos da TVS trazidos pela Dafra serão comercializados com as duas marcas. A rede de concessionárias também vai ser a mesma, informou o presidente da fabricante brasileira. Em 2008, a TVS produziu na Índia cerca de 1,5 milhão de motocicletas. A empresa briga pelo segundo lugar em vendas em seu país de origem, onde a Honda lidera. Já a Dafra, neste ano, ocupa a quarta colocação em participação de mercado (4,8%) no Brasil, atrás das japonesas Honda, Yamaha e Suzuki. (Dafra anuncia parceria com indiana, Valor Econômico, Guilherme Manechini, 02/07/2009) Fabricante de Taiwan pretende ampliar produção de notebooks Nos próximos meses, a Asus quer colocar no mercado novos modelos de ultraportáteis, além de duas opções de laptops A fabricante de computadores e componentes Asus, de Taiwan, vai ampliar sua base fabril no país com a contratação de uma unidade de produção terceirizada em Manaus. Em janeiro, ela deu início à fabricação local de seus equipamentos com uma parceria com a Visum, de Curitiba, especializada na montagem de placas e eletrônicos. Foram trazidos dois modelos de seu EeePC, os chamados netbooks, portáteis de tamanho reduzido com tela inferior a 10 polegadas. Nos próximos meses, a Asus quer colocar no mercado novos modelos de ultraportáteis, além de duas opções de laptops tradicionais. (Asus amplia produção de netbooks no país, Valor Econômico, André Borges, 20/05/2009) 7

8 Empresas Asiáticas ampliam participação no mercado automobilístico No primeiro semestre, as vendas da Hyundai no Brasil cresceram 16,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, para 24,6 mil unidades. No grupo das dez maiores empresas automobilísticas do País, ficou atrás em porcentual de crescimento apenas da Toyota, que aumentou suas vendas em 20% no período, e da Ford, com 18,4% Junto com as japonesas Toyota, Honda, Nissan e Mitsubishi - que estão no País há mais tempo - e a também coreana Kia, o grupo de asiáticas detém hoje mais de 12% das vendas no País. Em 2000, a participação era de 5,7% e, em 2007, de 9%. As montadoras asiáticas seguem no Brasil a estratégia adotada em outros países, de entrar em mercados maduros como fizeram na década de 70 nos Estados Unidos. Entre as novatas, a chinesa Chery é uma das que têm potencial para atuar no País, com veículos de boa qualidade e alto valor agregado de conteúdo. A marca segue a estratégia de chegar primeiro como importadora. Uma fábrica local também foi anunciada pela Chery para o fim de 2011, o que tem provocado corrida de Estados e prefeituras para atrair o investimento de cerca de US$ 500 milhões. A Toyota também terá nova fábrica no País, em Sorocaba (SP), com inauguração prevista para 2011, para a produção de um carro compacto. Já a Hyundai coreana, que prometia inaugurar sua filial própria em Piracicaba (SP) também daqui a dois anos, paralisou o projeto, mas tem planos de retomá-lo no futuro. (Asiáticas buscam mais espaço no País, O Estado de S. Paulo, Cleide Silva, 12/07/2009) Ásia mantém-se como o principal mercado comprador do Brasil A Ásia se tornou a região do planeta que mais compra produtos do Brasil, ultrapassando a América Latina e a União Européia. No primeiro semestre de 2009, os asiáticos responderam por 26,8% das vendas externas, acima dos 22,9% dos europeus e dos 20,8% da América Latina. Nos seis primeiros meses de 2008, a participação da Ásia estava em 18%, quase 9% a menos. A América Latina absorvia 25,7% das exportações e a UE, 24,4%. A China, em particular, se consolidou como principal comprador dos produtos brasileiros e, pela primeira vez, foi o maior parceiro comercial do Brasil em um semestre. A Ásia foi o único mercado em que as exportações aumentaram no primeiro semestre, comparado com igual período de Segundo o Ministério do Desenvolvimento, as vendas para a Ásia cresceram 15,8%, com destaque para a China (42,3%). Puxadas pelas "commodities", só em junho, as exportações para a China avançaram 64,4% em relação a junho de Para todos os outros principais blocos econômicos, houve queda das exportações. As vendas para os Estados Unidos caíram 43,3% no semestre, e para a UE, 27,2% e para o Mercosul, a retração foi de 40,3%. Do lado das importações, o Brasil reduziu as encomendas de todos os blocos. As compras do Mercosul caíram 17,4%; da União Europeia, 21,9%; da Ásia, 27,3%; e dos EUA, 13,6%. (Vendas brasileiras só crescem para a Ásia, O Estado de S. Paulo, Renata Veríssimo, 02/07/2009) Las opiniones expresadas y la información mencionada en este documento pertenecen a su autor, autores o a las fuentes citadas y no representan necesariamente la opinión del Observatorio Iberoamericano de Asia-Pacífico ni de las instituciones de las cuales depende o que lo patrocinan. Éstas no hacen propios los contenidos del documento y no son responsables ni de su autoría ni del uso que se pueda hacer de los mismos. 8

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