Análise de Risco de Bancos

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1 Análise de Risco de Bancos Rating A Baixo Risco de Crédito IB e da renda - Comitê de Crédito e Risco Erivelto Rodrigues Presidente Jorge U. S. Alves Luis Miguel Santacreu Mauricio Bassi Pablo Mantovani Rodrigo Indiani Tadeu Marcelo Resca Analista Responsável Pablo Mantovani Tel.: Editoração Roberta Fabricio Departamento Comercial Décio Baptista dos Santos Sandra Andrade FUNDAMENTOS DO RATING Banco Industrial do Brasil S/A Claudio Torres - Tel.: Relatório de Monitoramento - Dez/05 Finalizado em 10/mar/2006 Validade: 10/mar/2007 O Comitê de Risco da Austin Rating, em reunião realizada no dia 10 de março de 2006, confirmou o rating de crédito A para o Banco Industrial do Brasil S/A (BI). Esta ação de rating decorre da manutenção dos aspectos qualitativos e quantitativos da instituição ao longo do ano de O rating A atribuído e confirmado ao BI está fundamentado na experiência de seu quadro administrativo e no conservadorismo que marca a sua atuação, este associado à presença de políticas bem definidas para as suas áreas e eficientes sistemas de controle de riscos do negócio desenvolvido. A nota espelha também o comprometimento demonstrado por seu acionista controlador com o negócio financeiro e a solidez do Grupo Vigor, de mesmo controle acionário, o qual tem contribuído historicamente com a placa do BI. O rating também expressa uma opinião favorável quanto à recente incursão da instituição no crédito pessoal com consignação em folha de pagamento, destacando-se a escolha de uma estratégia de crescimento apoiada em uma estrutura de funding adequada ao perfil de vencimento destes ativos. Do aspecto quantitativo, a nota está apoiada, especialmente, nos bons indicadores de alavancagem, liquidez e qualidade dos ativos que a instituição vem apresentando nos últimos anos, repetidos em Os índices de rentabilidade apresentados pelo BI, embora ainda abaixo da média do setor, decorrem de uma estrutura de capital pouco alavancada. Nota-se, entretanto, que o BI apresenta uma tendência de rentabilidade crescente, especialmente por conta do incremento de suas operações de varejo, visto que o BI fará a antecipação de receitas de crédito por meio de cessões. AUSTIN RATING Rua Leopoldo Couto Magalhães Júnior, 110 cj Itaim Bibi São Paulo SP CEP Tel.: Fax: No ano de 2005, o BI registrou lucro líquido de R$ 24,73 milhões, com crescimento de 61,4% ante os R$ 15,32 milhões de O BI atingiu, assim, um índice de rentabilidade sobre o PL de 15,9%, acima dos 11,2% de O melhor resultado apurado pelo BI em 2005, em relação ao ano anterior, reflete justamente a ligeira expansão das receitas de crédito da instituição (sobretudo da carteira de varejo), bem como pela antecipação de resultados proporcionada pelas cessões de parte destes créditos. O BI encerrou o ano de 2005 com ativo total consolidado de R$ 947,51 milhões, 4,3% superior ao saldo de 31 de dezembro de 2004 (R$ 908,85 milhões) e 18,6% maior do que em 30 de junho de 2005 (R$ 798,95 milhões). Ao final de dezembro de 2005, as operações de crédito (curto e longo prazos) antes das cessões e das provisões para devedores duvidosos perfaziam R$ 538,30 milhões, representando 67,4% do ativo total da instituição naquela data (45,9% em dez/04 e 53,0% em jun/05).

2 Em termos de evolução, este saldo representava um acréscimo de 23,9% em relação ao saldo de 31 de dezembro de 2004 (R$ 434,6 milhões) e aumento de 27,1% com respeito ao saldo apresentado em 30 de junho de 2005 (R$ 423,3 milhões). Em dez/05, a alavancagem em crédito era de 3,5 vezes (3,2 vezes em dez/04 e 2,9 vezes em jun/05). O BI manteve, em 2005, índices de qualidade dos ativos bastante favoráveis e adequados ao seu segmento, com destaque para a inadimplência, em 1,2% (1,0% em dez/04 e 1,4% em jun/05), e para o comprometimento do PL, em 3,9% (3,2% em dez/04 e 3,9% em jun/05). Do lado do passivo, foi assistida a recomposição parcial da base de captação do BI ao longo do segundo semestre de As captações da instituição tiveram um incremento de 21,5% no segundo semestre, saindo de R$ 390,19 milhões em jun/05 para R$ 474,14 milhões em dez/05. Este saldo, equivalente a 50,0% do passivo total, era superior em 3,7% ao saldo reportado em dez/04 (R$ 457,23 milhões). O BI fechou o primeiro semestre de 2005 com saldo total de depósitos de R$ 277,64 milhões, o que representou uma queda de 6,9% em relação ao montante de dez/04 (R$ 298,09 milhões) e uma evolução de 20,3% comparativamente ao saldo de jun/05 (R$ 230,73 milhões). Ao final do período, as captações em moeda estrangeira perfaziam saldo de R$ 25,40 milhões, o que representava um aumento de 8,5% em relação a dez/04 (R$ 23,40 milhões) e de 88,2% em comparação a jun/05 (R$ 13,49 milhões). As obrigações por repasses no país somavam R$ 70,29 milhões (R$ 78,4 milhões em dez/04 e R$ 74,0 milhões). Vale destacar que, ao longo de 2005, o BI realizou cessão de créditos com coobrigação da ordem de R$ 94,44 milhões (R$ 25,17 milhões em dez/04 e R$ 71,96 milhões em jun/05), o que faz parte de sua nova estratégia de fundeamento. O Patrimônio Líquido do BI (Consolidado) atingiu, ao final do semestre, os R$ 155,40 milhões, registrando crescimento de 6,29% em relação a jun/05 (R$ 146,20 milhões). O BI fechou o ano muito bem capitalizado, com um índice da Basiléia de 26,6% (24,9% em dez/2004 e 29,7% em jun/05). FATORES POSITIVOS Comprometimento e participação do acionista em todas as decisões estratégicas do BI; Processo sucessório definido; Segregação das atividades do BI e das demais empresas controladas pelo acionista; Experiência comprovada do corpo diretivo com o segmento de middle market; Adequadas políticas de crédito e tesouraria e rotinas de compliance; Elevada capitalização, oferecendo condições para a expansão das operações de crédito; Curto prazo e boa qualidade da carteira de crédito carregada em balanço, favorecendo a gestão de liquidez; Estrutura de custos adequada. FATORES EM OBSERVAÇÃO Possibilidade de acirramento da concorrência, tanto no middle market como no crédito consignado, obrigando o aumento no volume das operações de crédito para compensar futuras quedas nos spreads; Segmento de middle market vulnerável às mudanças econômicas; Operações no crédito pessoal com consignação em folha de pagamento absorvem riscos político-legais; Crescimento das operações de crédito do BI limitado ao tamanho de seu patrimônio líquido e à sua estrutura de funding. HISTÓRICO E PERFIL DE ATUAÇÃO O Banco Industrial do Brasil S/A (BI) sucedeu, em janeiro de 1994, o Banco Santista (anteriormente pertencente ao Grupo Bunge y Born), fundado em Inicialmente, seu foco de atividade e resultado esteve nas operações de tesouraria. A partir de 1995, passou a dirigir sua atuação para as operações de crédito. Naquele mesmo ano, 2

3 mudou sua sede para edifício próprio (localizado na Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 1.703, na cidade de São Paulo-SP), quando entraram em operação as controladas Industrial do Brasil Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (IB DTVM) e Industrial do Brasil Arrendamento Mercantil S/A (IB Leasing). Em 1998, iniciou atividades de varejo, a fim de diversificar sua atuação e aumentar sua pulverização de crédito. Naquele ano, expandiu as suas atividades com abertura de agência na cidade do Rio de Janeiro-RJ. Em 2003, dentro de um processo de reestruturação societária, transformou as operações da IB Leasing em carteira do Banco, além de abrir nova agência na cidade de Campinas -SP. O BI tem a sua atuação concentrada no eixo Rio - São Paulo. Caracteriza-se, atualmente, por ser um banco de crédito voltado para empresas do Middle Market, segmento que compreende o baixo MM (faturamento entre R$ 3,0 milhões e R$ 15,0 milhões), o médio MM (faturamento entre R$ 15,0 milhões e R$ 30 milhões) e o alto MM (faturamento entre R$ 30,0 milhões e R$ 80 milhões). Os principais produtos de crédito do BI, destinados às empresas médias com as quais mantém relacionamento, são: Operações de Capital de Giro (com desconto de duplicatas e cheques) e Conta Garantida. Além dessas modalidades, cujo prazo médio é inferior a 120 dias, o BI atua em operações mais longas, como repasses de BNDES/FINAME e Leasing; e em operações de comércio exterior, oferecendo Operações Resolução 63, Adiantamentos de Contrato de Câmbio ACC e Adiantamento de Contratos de Exportação ACE. No segmento de varejo, o BI atua em operações de Crédito Direto ao Consumidor Lojista (CDC Lojista) e Crédito Pessoal com Desconto em Folha (Crédito Consignado). Esta última modalidade foi introduzida no portfólio de produtos do BI recentemente (mai/2005), a partir de convênio firmado (obtenção de código) com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), para a realização de empréstimos para os segurados daquela instituição. Ao final de 2005, o BI operava por meio de cinco agências (sede em São Paulo-SP e agências no Rio de Janeiro- RJ, em Campinas-SP, em Curitiba-PR e na Ilha da Madeira, em Portugal) e contava com 123 funcionários. GRUPO ECONÔMICO O Banco Industrial do Brasil S/A pertence a Carlos Alberto Mansur (participação direta de 100% em seu capital), que possui também, por meio da empresa CM Indústria e Comércio Ltda. (CM), participação majoritária no Grupo Vigor, atuante nos segmentos de laticínios e gordurosos (margarinas, maioneses e gorduras vegetais). O BI representa o braço financeiro do grupo econômico em questão (Grupo Carlos Mansur), participando diretamente nas seguintes empresas: i) Industrial do Brasil Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. (IB DTVM), distribuidora constituída em 1995, dentro da estratégia de atuação inicial do BI; ii) BI Administradora de Cartões de Crédito e Serviços Ltda. (BI ADM), que passou a ser controlada direta do BI em abr/2003, dentro do processo de reestruturação societária do Grupo, que teve como resultado a incorporação pelo BI da empresa Industrial do Brasil Administração e Fomento Comercial Ltda. (IB Fomento); iii) Industrial do Brasil Participações Ltda. (IB Par), constituída em set/2004 com o propósito de abrigar o imóvel sede do BI; e iv) Monceau Consultoria e Serviços Ltda. (Monceau), empresa não financeira com sede na Ilha da Madeira (Portugal), que passou a ser controlada direta do BI também em abr/2003, com a incorporação da IB Fomento. O Grupo Vigor, segmento industrial, é representado pela S/A Fábrica de Produtos Alimentícios Vigor (Vigor). Adquirida por Carlos Alberto Mansur no ano de 1973, a Vigor é uma empresa de capital aberto, com ações negociadas em bolsa, que industrializa e comercializa seus produtos, além de possuir participações nas demais empresas que formam o Grupo Vigor, sendo, portanto, uma holding operacional. As empresas que complementam o Grupo e nas quais a Vigor possui participação são: i) Cia. Leco de Produtos Alimentícios (adquirida em 1982), empresa de capital aberto, originalmente dedicada à industrialização e comercialização de laticínios em geral, leite in natura e derivados e, desde 1995 (após a aquisição da Refino de Óleos Brasil ROB), atuante também no ramo de refino, fabricação e venda de óleos e derivados de origem vegetal; ii) Dan Vigor Indústria e Comércio Ltda. (Dan Vigor), empresa constituída em março de 1986, em sociedade com o grupo dinamarquês Arla Foods International A/S, para a fabricação de uma linha de produtos diferenciada; e iii) Vigor Limited. O Grupo Vigor 3

4 possui, atualmente, atuação destacada no mercado nacional (sobretudo na Região Sudeste), mantendo posição de liderança em diversos segmentos de atuação. Em 2005, a receita líquida consolidada da Vigor foi de R$ 797,00 milhões (R$ 629,77 milhões em 2004), para um o lucro bruto de R$ 233,13 milhões (R$ 206,21 milhões em 2004), o que se materializou em margem bruta de 29,2% (32,7% em 2004). O EBITDA, medida de geração de caixa, foi de R$ 83,94 milhões, com crescimento 39,6% em relação ao ano anterior (R$ 60,15 milhões). Em 2005, a margem de EBITDA foi de 10,5% (9,5% em 2004). As despesas financeiras evoluíram e atingiram R$ 57,2 milhões em 2005, o que significou um crescimento de 10,0% em relação aos R$ 51,99 milhões de A empresa registrou lucro líquido consolidado de R$ 8,45 milhões no ano (R$ 418 mil em 2004). O patrimônio líquido consolidado ao final de 2005 era de R$ 225,20 milhões (R$ 148,61 milhões em 2004). A dívida líquida perfazia R$ 175,72 milhões (R$ 131,36 milhões em dez/04). Ao final de 2005, a empresa apresentava indicador EBITDA/Dívida Líquida de 0,47x. Estrutura Societária Grupo Carlos Mansur CARLOS ALBERTO MANSUR Segmento Industrial Segmento Financeiro 100% 100% CM BI 73,6% 100% 100% 100% 100% VIGOR IB DTVM BI ADM IB PAR MONCEAU 50% 100% 80% 7,0% DAN VIGOR VIGOR LTD. LECO RELAÇÕES INTRAGRUPO A Austin não identificou, durante o processo de análise e acompanhamento, qualquer tipo de relação entre as empresas não-financeiras de controle do acionista e o Bl que possa representar risco de curto prazo para este último. É adequada a segregação das atividades do Grupo Vigor e do BI, tanto no que diz respeito às estruturas físicas, como nos quadros administrativos. Historicamente, o desempenho do Grupo Vigor não tem afetado negativamente os fundamentos e a percepção de risco do BI, em que se observe o fato de as aplicações diretas das empresas do Grupo Vigor manterem-se pouco representativas na sua base de captação. Cabe notar, entretanto, que uma eventual deterioração da solidez financeira da Vigor pode vir a afetar os atuais limites de captação do BI, uma vez que a sua imagem está estreitamente ligada à marca e ao desempenho do Grupo Vigor. Para todos os efeitos, o Grupo Vigor detém o rating A com a Austin Rating, o qual encontra-se em processo de análise e revisão semestral. CAPACIDADE DE SUPORTE E COMPROMISSO DO ACIONISTA A capacidade de suporte financeiro do Sr. Carlos Alberto Mansur mostra-se elevada, uma vez observado o patrimônio consolidado das empresas não-financeiras (Grupo Vigor). A Austin entende, adicionalmente, que o acionista mostra forte comprometimento com o BI. A retenção dos lucros apurados, através de aumento de capital, e a participação efetiva deste nas decisões estratégicas do Banco são aspectos que conjuntamente reforçam esta afirmativa. A rentabilidade da instituição, embora inferior à média do setor bancário nos últimos anos, ainda está em linha com a expectativa do acionista. Mesmo a despeito de possuir outros investimentos, o 4

5 acionista considera o BI um importante ativo dentro de seu portfólio. O entendimento da Austin é de que, em um eventual cenário de estresse financeiro isolado, o porte e a baixa pulverização de depósitos desta instituição limitariam uma atuação de suporte do Banco Central do Brasil. Por outra parte, cabe considerar que a qualidade de seus ativos e o grupo econômico no qual está inserido conferem sempre ao BI a possibilidade de utilização de mecanismos de assistência de liquidez disponíveis no mercado. PROCESSO SUCESSÓRIO O processo sucessório no BI está formalmente definido. O Sr. Carlos Alberto Mansur possui três filhos (herdeiros). De acordo com testamento, estes herdeiros não poderão vender as empresas financeiras e não-financeiras até uma data definida. Além disso, as diretorias estatutárias, tanto do BI como do Grupo Vigor, devem permanecer até que o seu filho mais velho complete 25 anos. A questão sucessória não configura, portanto, um ponto de risco de longo prazo relevante para o BI, no que se refere à continuidade de suas atividades. ADMINISTRAÇÃO O BI é presidido pelo acionista controlador Carlos Alberto Mansur, que participa diretamente de todas as decisões estratégicas. Além do acionista, a diretoria executiva do BI é composta por mais quatro profissionais altamente qualificados e com larga experiência no mercado, os quais respondem pelas seguintes áreas: Administrativa, Operacional, Comercial e Financeiro. O BI se caracteriza pelo baixo turn over nos cargos executivos. A estrutura desenhada não contempla a presença de um Conselho de Administração. Diretoria Estatutária Cargo Desde Carlos Alberto Mansur Presidente Jan/94 Fernando Ferraz Marcondes de Souza Diretor Administrativo Jan/94 Enrique J. Zaragoza Dueña Diretor Operacional Jan/95 Luiz Castellani Perez Diretor Comercial Jan/95 Eduardo Barcelos Guimarães Diretor Financeiro Set/01 POLÍTICAS DAS ÁREAS E ADMINISTRAÇÃO DE RISCOS CRÉDITO A área de análise de crédito do BI reporta-se diretamente à Diretoria Operacional, estando subdividida em: Análise de Crédito Atacado, Análise de Crédito e Gestão Inadimplentes Varejo e Análise de Recebíveis. Os principais atores envolvidos no processo de crédito do banco são: Gerente Comercial, Gerente Geral, Diretor Comercial e Comitê de Crédito. Este último conta com a presença dos membros da diretoria estatutária da instituição, além do executivo de crédito, sendo responsável pelo risco de crédito e aperfeiçoamento de instrumentos de controle deste na instituição, assim como pela definição da política de crédito. Em linhas gerais, nas reuniões semanais, o Comitê decide a respeito de aprovação de limites, definição de alçadas e faz o acompanhamento do desempenho da carteira sob vários aspectos. A política de crédito atual do BI tem como objetivo balizar as áreas envolvidas no processo de crédito, desde a definição do cliente-foco até o acompanhamento dos riscos. Todo o processo de crédito do banco tem o seu fluxo controlado pelo Sistema Credit Flow, que compreende as seguintes etapas: Reserva do cliente, Pré-Comitê, Proposta de Liberação de Crédito (PLC), Análise e Acompanhamento. Os limites de crédito são solicitados por meio da PLC, com prazos que variam de 90 a 180 dias, e monitorados através da Serasa. Estes limites são definidos com base nos ratings aribuídos aos clientes e às operações, sendo a concentração máxima de R$ 5 milhões por cliente. Quanto à aprovação de crédito no BI, esta é feita atualmente 5

6 por alçadas. O Gerente Geral de Crédito aprova operações de R$ 300 mil para operações com garantia até 180 dias e o Diretor Regional aprova operações de R$ 600 mil até 180 dias. Toda operação de limite superior a R$ 600 mil é decidida pelo Comitê de Crédito. A análise de crédito é composta pelos seguintes itens: i) Restrições junto ao Serasa e Equifax; ii) Balanços dos três últimos exercícios e balancete recente; iii) Relação mensal de faturamento (mínimo últimos 24 meses); iv) Posição atualizada de endividamento (abertura por bancos / modalidade); v) Informação do Sisbacen; vi) Informações obtidas junto aos bancos; vii) Análise de concentrações solicitadas por sacados (estes são avaliados através de informações de Serasa, Equifax, histórico de liquidez no banco e a possibilidade de se confirmar títulos); viii) Realização de visita de crédito, quando necessário, considerando a consistência das informações e/ou outras informações. Após conclusão, o analista encaminha ao Gerente de Crédito, que após avaliação, envia a PLC às alçadas competentes. Depois de aprovado o crédito, a área de análise realiza acompanhamento diário da carteira do banco, através das seguintes ações: Acompanhamento das liquidações diárias dos recebíveis; ii) Verificação das prorrogações ocorridas; e iii) Verificação de praça de pagamento: confirmar se os títulos estão sendo pagos pelo cedente. TESOURARIA A tesouraria do BI tem a sua política determinada pelo Comitê de Risco de Mercado, não atuando de modo especulativo. As operações que realiza são destinadas a resguardar a liquidez do Banco com eventuais ganhos com arbitragem na curva de juros. Além do gerenciamento do fluxo de caixa e dos descasamentos do Banco, tem como função precificar as taxas a serem utilizadas nas operações de captação, nos moldes previamente aprovados. As posições tomadas pela tesouraria são controladas pela Área de Informação Gerencial, que está sob supervisão da Diretoria Administrativa, enquanto a Mesa Financeira subordina-se à Diretoria Financeira. A Mesa Financeira opera de acordo com os limites pré-estabelecidos pelo Comitê e não possui alçada. Qualquer operação fora deste padrão é submetida a este Comitê. O monitoramento das posições é realizado por meio de diários abertos por moedas (indexadores), prazos e taxas. A Mesa Financeira opera sempre visando ativos de liquidez, operando nos mercados de juros, dólar e índice futuro de bolsa registrados na BM&F e títulos Públicos. O Banco possui sistema gerencial que calcula o VaR, de acordo com os padrões do Bacen (VaR R$ 4 milhões; grau de confiança: 98%). A medida de perda máxima (stop loss) é VaR + MTM de 5% do PL. Atualmente, o limite de posição é estabelecido de acordo com a exposição ao indexador, independente do produto (títulos, mercado futuro ou dólar pronto): Juros de R$ 180 milhões, Dólar de US$ 10 milhões e Bolsa de R$ 1 milhão. O Banco realiza diariamente reuniões de caixa onde são discutidas política de hedge e posicionamento no mercado, que só é tomado quando em consenso. CAPTAÇÃO A área de captação do BI se reporta diretamente à Diretoria Financeira e opera de acordo com tabela de captação elaborada pela Tesouraria, na qual as taxas são diferenciadas por prazo. Não é política do banco captar recursos com liquidez. Atualmente, a captação de recursos do BI concentra-se em moeda local em clientes institucionais (fundos, fundações, seguradoras e instituições financeiras). A captação no mercado interno é complementada nesse segmento captando junto às pessoas jurídicas, incluindo os clientes de crédito, repasses do BNDES e mercado aberto. A captação de recursos em moeda estrangeira e a venda de ativos também fazem parte da estratégia da instituição. COMPLIANCE Em conformidade com a Resolução 2554 do Bacen, as atividades de compliance dentro do banco contam com a presença de um Comitê e um gerente voltado especificamente para a execução destas rotinas. Todas as atividades de controle estão descritas em Circulares Normativas (CNRC01 a CNRC04), contemplando em 3 eixos 6

7 de ação os controles internos, dentre eles a definição do seu gerenciamento, através das "matrizes de riscos". Cabe a cada área responsável fazer cumprir os requisitos elencados em cada uma delas. À Auditoria Interna compete seu monitoramento, verificando adequação e cumprimento. Para realizar a auditoria interna, a instituição conta, desde 2001, com os serviços da PriceWaterHouseCoopers. AUDITORIA EXTERNA A auditoria externa do Banco Industrial é realizada pela KPMG Auditores Independentes desde janeiro de DIVULGAÇÃO O Banco Industrial possui uma política de divulgação de informações bastante adequada. Mantém bom nível de abertura das principais contas patrimoniais e de resultado, permitindo analisar detalhadamente seu desempenho. O disclosure do banco é satisfatório, tendo sido atualizadas nas diligências as informações acerca da estratégia e questões contábeis pontuais. Para a presente análise foram disponibilizadas para a Austin as informações gerenciais pertinentes, além das Demonstrações Contábeis auditadas. ESTRATÉGIA DE MÉDIO E LONGO PRAZOS A estratégia do BI para os próximos anos está baseada no desenvolvimento de operações direcionadas aos dois mercados nos quais já vem atuando: atacado e varejo. A diretoria da instituição pretende atingir o crescimento consistente destas carteiras, mantendo baixos custos operacionais e dispondo de liquidez / funding adequados. No mercado de atacado, a diretoria do BI pretende alcançar uma carteira de aproximadamente R$ 500 milhões, volume no qual entende que deverá se estabilizar. A diferença básica, em termos de estratégia, será a busca pela melhor adequação de valores aprovados e produtos oferecidos ao tamanho da empresa / segmento específico em que está localizada. A instituição pretende continuar focada em empresas do Middle Market. Para os próximos meses, a atuação neste mercado continuará concentrada nas praças onde já se encontra, dando-se basicamente por meio de três famílias de produtos: Recebíveis (Performados e a Performar), BNDES e Outros Produtos (Câmbio, Seguros e Fianças). No mercado de varejo, o Banco visa atingir o incremento de suas operações no limite de sua disponibilidade de funding para esta modalidade. Neste mercado, o BI deverá concentrar a sua atuação em quatro produtos: CDC Lojista, Crédito Consignado INSS, Crédito Consignado Setor Público (Prefeituras e Estados) e Crédito Consignado Setor Privado (Empresa Privadas). Para financiar o crescimento de suas operações, a diretoria do BI deverá continuar recorrendo ao mercado tradicional (investidores institucionais e empresas), ampliando moderadamente sua captação via depósitos a prazo. Todavia, a intenção da instituição é utilizar alternativas de funding mais estáveis e compatíveis ao perfil de vencimento de seus ativos de crédito (especialmente no Consignado, cujo prazo é mais largo), entre as quais: venda de ativos (consignação e cheques) para instituições financeiras via acordos operacionais e, secundariamente, cessão de créditos para Fundos de Investimento (FIDCs). O BI deverá também continuar se utilizando das captações externas. De maneira geral, a Austin interpreta a estratégia adotada pela diretoria do BI como bastante apropriada para o momento, destacando-se o fato de que a sua incursão no crédito pessoal com consignação em folha de pagamento passa a ocorrer sem que esta descontinue as tradicionais operações de atacado. O BI possui enorme expertise e uma estrutura operacional voltada para o mercado de atacado, dispondo atualmente de uma importante base de clientes neste segmento. Mesmo a despeito de um maior acirramento da concorrência no médio prazo, a Austin acredita que a instituição apresenta condições de ampliar o volume destas operações, por meio de uma boa diversidade de produtos disponíveis para as empresas com as quais mantém relacionamento. A maior incursão no mercado de varejo (especialmente o Crédito Consignado) é entendida, por 7

8 sua parte, como um movimento oportuno da instituição no sentido de diversificar suas fontes de receitas e alçar a sua rentabilidade para um novo patamar. Cumpre destacar que a rentabilidade da instituição deverá ser favorecida pelos cortes de despesas que já vêm sendo realizados sistematicamente e pela antecipação de receitas. O plano de crescimento do BI coincide com o baixo nível de alavancagem apresentado pela instituição atualmente, bem como, tem base na opção por uma estrutura de funding comprovadamente adequada, na qual se sobressai a utilização de cessões. Estes fatores reforçam a expectativa de que as metas de incremento estipuladas pela diretoria se concretizem. DESEMPENHO ECONÔMICO-FINANCEIRO (Base: Demonstrações Financeiras Consolidadas para os exercícios findos em 31 de Dezembro de 2004 e 2005, auditadas pela KPMG Auditores Independentes) BALANÇO O BI encerrou o ano de 2005 com ativo total consolidado de R$ 947,51 milhões, 4,3% superior ao saldo de 31 de dezembro de 2004 (R$ 908,85 milhões) e 18,6% maior do que em 30 de junho de 2005 (R$ 798,95 milhões). Ao final de dezembro de 2005, as operações de crédito (curto e longo prazos) antes das cessões e das provisões para devedores duvidosos perfaziam R$ 538,30 milhões, representando 67,4% do ativo total da instituição naquela data (45,9% em dez/04 e 53,0% em jun/05). Em termos de evolução, este saldo representava um acréscimo de 23,9% em relação ao saldo de 31 de dezembro de 2004 (R$ 434,6 milhões) e aumento de 27,1% com respeito ao saldo apresentado em 30 de junho de 2005 (R$ 423,3 milhões). Em dez/05, a alavancagem em crédito era de 3,5 vezes (3,2 vezes em dez/04 e 2,9 vezes em jun/05). O perfil da carteira de crédito do BI apresentou alteração importante no curso do último ano, em função da indisponibilidade de funding adequado para sustentar o volume da carteira comercial e da possibilidade de cessão dos créditos à pessoa física. Houve no período incremento de 159,6% das operações de financiamento à pessoa física por meio do produto CDC passaram de R$ 76,29 milhões em dez/04 para R$ 198,08 milhões em dez/05. De outro lado, foi assistido um decréscimo conjunto de 5,0% das demais modalidades de crédito. Assim, ao nível do produto, a carteira de crédito (antes da cessão e das provisões) apresentava, ao final de 2005, a seguinte composição: 38,8% de operações CDC (17,5% em dez/04); 19,0% de operações de Conta Garantida (28,7% em dez/04); 13,1% de operações de repasse do BNDES/FINAME (16,7% em dez/04); 15,8% de operações de Capital de Giro (12,8% em dez/04); e 8,6% de operações de Desconto de Títulos (11,4% em dez/04); e 4,7% em outros produtos (12,9% em dez/04), que inclui Resolução 63, Aquisição de Direitos Creditórios, Financiamento em moedas estrangeiras (Comex), Leasing, Vendor/Compror e Outros Créditos. Por conta da maior incursão no CDC, a diversificação por segmento também se modificou no curso do último ano. A participação da pessoa física ganhou maior destaque dentro da carteira, representando 37,4% do total de crédito (19,5% em dez/04 e 27,4% em jun/05). Na pessoa jurídica, a carteira continuou exibindo concentração no setor industrial que teve participação de 33,2% sobre o total de crédito (41,4% em dez/04 e 35,3% em jun/05). No término do semestre, os 20 maiores tomadores de crédito do BI somavam R$ 100,1 milhões, representando 18,6% total de crédito (28,2% em dez/04 e 23,4% em jun/05). O maior devedor apresentava saldo de R$ 8,1 milhões, com participação de apenas 1,5% sobre a carteira. Em termos de maturidade, a carteira de crédito do BI apresentava prazo médio de 467 dias (336 dias em dez/04 e 476 dias em jun/05). A despeito da realização de operações com vencimento em prazo mais longo, a carteira manteve-se ainda bastante concentrada no curto prazo. Os créditos com vencimento em até 3 meses montavam R$ 180,84 milhões (R$ 215,99 milhões em dez/04 e R$ 173,32 milhões em jun/05), concentrando 33,5% da carteira (49,7% em dez/04 e 41,6% em jun/05). O total de créditos com vencimento entre 3 e 12 e meses era de R$ 169,81 milhões (R$ 96,58 milhões em dez/04 e R$ 114,66 milhões em jun/05), com uma participação de 8

9 31,5% sobre o total ( 22,2% em dez/04 e 27,1% em jun/05). Já as operações com vencimento entre 12 e 36 meses somavam R$ 133,82 milhões (R$ 95,80 milhões em dez/04 e R$ 86,82 milhões em jun/05), correspondendo a 24,9% da carteira (22,0% em dez/04 e 20,5% em jun/05). As operações vencidas perfaziam um total de R$ 11,58 milhões (R$ 2,62 milhões em dez/04 e R$ 7,12 milhões em jun/05), representando 2,15% da carteira (0,6% em dez/04 e 1,7% em jun/05). Ao longo de 2005, o BI realizou cessão de créditos com coobrigação da ordem de R$ 94,44 milhões (R$ 25,17 milhões em dez/04 e R$ 71,96 milhões em jun/05), que está alinhada com a nova estratégia de fundeamento de suas operações, especialmente aquelas de prazo mais longo, como o crédito consignado. As provisões para créditos de liquidação duvidosa foram realizadas em conformidade com a Resolução 2682, montando R$ 6,91 milhões, o que representou um aumento de R$ 2,04 milhões em relação ao ano anterior (R$ 4,86 milhões). Não foi constituída provisão adicional pela instituição. Na classificação da carteira, foi possível notar novamente uma elevada concentração de operações de crédito entre as faixas AA e C 98,5% da carteira (97,9% em dez/04 e 97,4% em jun//05), justificada pela instituição como sendo decorrente do excelente nível das garantias prestadas nas operações. Entre dez/04 e dez/05, houve uma transição de créditos do nível A para AA. Esta última faixa concentrava, em dez/05, 50,8% dos créditos, contra 42,4%, em dez/04. Os créditos alocados na faixa A, ao contrário, saíram de uma participação de 40,2% em dez/04 para 34,3% em dez/05. O BI manteve, em 2005, índices de qualidade dos ativos bastante favoráveis e adequados ao seu segmento, com destaque para a inadimplência, em 1,2% (1,0% em dez/04 e 1,4% em jun/05), e para o comprometimento do PL, em 3,9% (3,2% em dez/04 e 3,9% em jun/05). A carteira de títulos e valores mobiliários fechou o semestre com saldo de R$ 106,07 milhões, com participação de apenas 11,2% sobre o ativo total. Houve, assim, uma redução de 66,3% em relação a dez/04 (R$ 315,07 milhões) e aumento de 64,2% em comparação a jun/05 (R$ 296,47milhões). A carteira própria somava, em dez/05, R$ 24,92 milhões (R$ 110,21 milhões em dez/04 e R$ 84,31 milhões em jun/05), mantendo o perfil de alocação predominante em títulos públicos de alta liquidez (R$ 15,57 milhões em LFTs), classificadas quase que integralmente como Disponíveis para Venda. Os títulos vinculados a compromissos de recompra somavam, ao final de dez/05, R$ 71,03 milhões (R$ 201,96 milhões em dez/04 e R$ 205,73 milhões em jun/05), enquanto aqueles vinculados à prestação de garantias montavam R$ 10,11 milhões (R$ 2,90 milhões em dez/04 e R$ 6,40 milhões em jun/05). As aplicações interfinanceiras de liquidez, em movimento contrário ao da carteira de TVM, apresentaram crescimento, tanto em relação a dez/05 como em comparação a jun/05. Ao final do exercício, tais aplicações apresentavam saldo de R$ 325,60 milhões (R$ 135,66 milhões em dez/04 e R$ 135,6 milhões em jun/05), dos quais R$ 225,20 milhões são referentes à carteira de terceiros. Do lado do passivo, foi assistida a recomposição parcial da base de captação não patrimonial do BI, ao longo do segundo semestre de 2005, movimento que esteve ligado aos seguintes fatores conjunturais: i) excesso de liquidez do mercado internacional; e ii) reversão da tendência de retração do mercado investidor doméstico, após a crise de confiança que se abateu sobre as instituições financeiras, com a intervenção do Banco Central no Banco Santos S/A (em nov/04). As captações da instituição tiveram um incremento de 21,5% no segundo semestre, saindo de R$ 390,19 milhões em jun/05 para R$ 474,14 milhões em dez/05. Este saldo, equivalente a 50,0% do passivo total, era superior em 3,7% ao saldo reportado em dez/04 (R$ 457,23 milhões). Contudo, em relação ao saldo de jun/04 (R$ 573,70 milhões) este volume ainda era 17,3% menor. O BI fechou o primeiro semestre de 2005 com saldo total de depósitos de R$ 277,64 milhões, o que representou uma queda de 6,9% em relação ao montante de dez/04 (R$ 298,09 milhões) e uma evolução de 20,3% comparativamente ao saldo de jun/05 (R$ 230,73 milhões). Os depósitos interfinanceiros atingiram ao final do ano R$ 23,35 milhões, representando 8,4% do total de depósitos. Houve uma redução de 31,2% neste saldo ante aquele registrado em dez /2004 (R$ 33,96 milhões) e acréscimo de 11,9% comparativamente a jun/05 (R$ 20,87 milhões). 9

10 As captações via certificados de depósitos a prazo perfaziam, naquela oportunidade, um saldo de R$ 237,99 milhões, com declínio de 4,9% com respeito ao saldo de dez/04 (R$ 250,29 milhões). Comparativamente ao saldo de jun/05 (R$ 198,09), entretanto, foi percebida uma elevação de 20,1%. A captação via CDB manteve-se como a principal fonte de recursos do BI, com participação de 85,7% sobre o total de depósitos (84,0% em dez/04 e 85,8% em jun/05) e de 50,2% sobre a captação total (54,7% em dez/2004 e 50,8% em jun/05). Com relação à composição da captação via depósitos (a prazo, a vista e interfinanceiros) por classe de aplicador, foi possível notar, ao final de dez/05, uma menor presença de investidores institucionais (fundos e fundações, especialmente) relativamente a dez/04 - reflexo do movimento de retração deste tipo de investidor em 2005 (estes cederam lugar às demais categorias de aplicadores). Em dez/05, a matriz de funding do BI era composta por: i) Instituições Financeiras, com participação de 55% (54%% em dez/04); ii) Empresas, com 18% (14% em dez/04 e 18% em jun/05); iii) Fundos de Investimento, com 14% (22% em dez/04 e 14% em jun/05); iv) Fundações, com 9% (12% em dez/04 e 9% em jun/05); Pessoas Físicas, com 5% (6% em dez/2004); e Seguradoras, exibindo participação de 5% sobre a carteira (3% em dez/04 e 5% em jun/05). Cabe notar que não houve acréscimo expressivo da participação das empresas coligadas que, com saldo de R$ 3,49 milhões, representavam apenas 0,7% da captação. Particularmente na modalidade CDB, havia na oportunidade 231 aplicadores, o que reflete o acréscimo da base de clientes passivos da instituição ao longo do segundo semestre de 2005 (possuía 202 em jun/05 e 232 em dez/04). Os 20 maiores aplicadores respondiam por 56% da carteira de CDB (50% em dez/04 e 61% em jun/05) e a 86% do PL do Banco (92% em dez/04 e 83% em jun/05). Em 2005, a captação não-patrimonial do BI foi complementada com a emissão de títulos fora do País. Ao final do período, as captações em moeda estrangeira perfaziam saldo de R$ 25,40 milhões, o que representava um aumento de 8,5% em relação a dez/04 (R$ 23,40 milhões) e de 88,2% em comparação com jun/05 (R$ 13,49 milhões). Já os repasses no exterior somavam R$ 100,80 milhões, saldo 86,7% superior ao de dez/04 (R$ 53,98 milhões) e 47,6% maior em relação ao de jun/05 (R$ 68,30 milhões). As obrigações por repasses no país somavam R$ 70,29 milhões (R$ 78,4 milhões em dez/04 e R$ 74,0 milhões), referindo-se aos recursos do BNDES e FINAME, com vencimento final em outubro de 2014, sendo atualizados pela TJLP. No que se refere ao perfil de vencimento, as captações do BI estavam alocadas predominantemente no curto prazo, apresentando prazo médio de 326 dias (295 em dez/04 e 354 em jun/05). Os passivos com vencimento em até 12 meses somavam R$ 352,76 milhões, o que representava 74,4% da captação total. Naquela ocasião, o BI apresentava situação de liquidez bastante confortável. O BI possuía R$ 180,84 milhões em ativos de crédito vencendo em até 3 meses, contra R$ 161,61 milhões de depósitos vencendo neste mesmo intervalo de tempo (volume que inclui as modalidades CDB, Repasses no Exterior, CDI, Captação no Exterior, Repasses do BNDES, Assunção de Dívidas e Depósitos a vista). A liquidez encontrava-se pela presença de caixa da ordem de R$ 211,10 milhões - soma da carteira de TVM (R$ 106,70 milhões), das aplicações interfinanceiras de liquidez (R$ 100,40 milhões) e das disponibilidades (R$ 4,08 milhões) -, o equivalente a 1,35x o PL de dez/05. O Patrimônio Líquido do BI (Consolidado) atingiu, ao final do semestre, os R$ 155,40 milhões, registrando crescimento de 6,29% em relação a jun/05 (R$ 146,20 milhões). O BI fechou o ano muito bem capitalizado, com um índice da Basiléia de 26,6% (24,9% em dez/2004 e 29,7% em jun/05). RESULTADO No ano de 2005, o BI registrou lucro líquido de R$ 24,73 milhões, com crescimento de 61,4% ante os R$ 15,32 milhões de O BI atingiu, assim, um índice de rentabilidade sobre o PL de 15,9%, acima dos 11,2% de dez/04, porém pouco abaixo de seu peer group, o que se justifica pelo baixo nível histórico de alavancagem da instituição. 10

11 O maior lucro apurado pelo BI em 2005, em relação ao ano anterior, reflete justamente a ligeira expansão das receitas de crédito da instituição (sobretudo da carteira de varejo), a qual se deu a partir do segundo semestre. O lucro foi favorecido, ainda, pela antecipação de resultados proporcionada pelas cessões de créditos realizadas dentro de acordos operacionais com instituições financeiras. O lucro apurado pelo BI em 2005 está relacionado ainda com um bom resultado apurado em tesouraria e a manutenção de uma adequada estrutura de custos. O total das receitas da intermediação financeira incluindo crédito, arrendamento mercantil e tesouraria cresceu 2,3% em relação ao ano de 2004, perfazendo R$ 175,78 milhões. As receitas com operações de crédito cresceram 11,0% em relação a 2004, atingindo os R$ 116,65 milhões, equivalentes a 66,4% da receita da intermediação financeira. O resultado com títulos e valores mobiliários, por sua parte, apresentou um acréscimo de 1,7% em relação ao ano anterior, acumulando R$ 56,58 milhões. Os ganhos em tesouraria mantiveram participação importante sobre o resultado apresentado pela instituição, respondendo por 32,9% da receita da intermediação financeira. Houve, entretanto, resultado negativo de R$ 10,48 milhões em instrumentos financeiros derivativos, fruto de operações de swap contratadas pela instituição. As despesas da intermediação somaram R$ 108,42 milhões em 2005, o que representou uma redução de 13,3% comparativamente ao ano anterior (R$ 125,08 milhões). Este decréscimo esteve ligado especialmente à redução de 19,8% das despesas com captação - saíram de R$ 93,71 milhões para R$ 75 milhões -, que se deu por conta do menor volume de captações no decorrer do ano. As despesas com empréstimos, cessões e repasses tiveram redução de 13% - caíram de R$ 24,22 milhões para R$ 21,1 milhões -, esta, por sua vez, em conseqüência da apreciação cambial. O resultado bruto foi 44,0% superior ao do primeiro semestre do ano de 2004, alcançando R$ 67,25 milhões (R$ 46,70 milhões em 2004). A margem bruta da intermediação financeira foi de 37,3%, superior aos 26,4% obtidos no ano de Em 2005, as despesas operacionais atingiram R$ 34,13 milhões, registrando crescimento de 44% em relação aos R$ 46,70 milhões do ano anterior. Contribuiu notadamente para este acréscimo a elevação de 82,3% das despesas tributárias, para R$ 7,80 milhões, e o aumento de 13,3% das despesas de pessoal, para 18,85 milhões. As despesas administrativas cresceram apenas 4,9%, passando de R$ 12,62 milhões para R$ 13,24 milhões. As receitas de serviços também tiveram pequena evolução de 3,3%, para R$ 4,5 milhões, contribuindo muito pouco para o melhor resultado da instituição. O BI conseguiu apresentar melhora no índice de eficiência, que saiu de 57,2%, em 2004, para 44,7%, em O resultado operacional de R$ 33,11 milhões apresentado em 2005, foi 93,9% superior àquele registrado no ano anterior (R$ 17,08 milhões). A margem operacional obtida pela razão Resultado Operacional / (Receita da Intermediação Financeira + Receita com Serviços) - foi de 18,4% em 2005, contra 9,7% em Houve, portanto, uma melhora na qualidade do lucro da instituição. Na análise das demonstrações de resultados, a Austin não observou a existência de ganhos não recorrentes de grande monta. O resultado do BI, ainda que historicamente abaixo daquele apresentado pelas instituições atuantes no mesmo segmento, é proveniente quase que integralmente das atividades de crédito e tesouraria. AVALIAÇÃO DOS RISCOS CRÉDITO A Austin considera que a aprovação e o acompanhamento das operações de crédito do BI são bastante criteriosos, sendo favorecidas pelo nível hierárquico reduzido. O processo de crédito encontra-se em constante aperfeiçoamento, incorporando novos procedimentos e controles capazes de minimizar os riscos envolvidos nas operações com empresas do middle market. São adequadas as rotinas da área, desde a abertura da proposta comercial, passando pela análise, aprovação, formalização, cobrança e execução de garantias. O banco exibe sofisticado sistema de informática para o devido acompanhamento da exposição de crédito dos clientes, da qualidade e nível de liquidez das garantias, predominantemente duplicatas caucionadas. A instituição tem mantido níveis reduzidos de inadimplência e indicadores, em linha com a dos bancos que atuam em seu segmento, 11

12 ratificando a afirmativa acima sobre a política e as rotinas envolvidas na gestão do crédito, bem como do monitoramento da qualidade e liquidez das garantias. A Austin observa positivamente o aumento das operações de CDC, no sentido de proporcionar a maior diversificação da carteira de crédito. Da mesma forma, é entendida de maneira positiva a incursão no crédito consignado, na medida em que os níveis de perda neste segmento são comprovadamente menores do que aqueles (em que se considere aqui que estas operações poderão vir a ser cedidas, não compondo a carteira da instituição). Todavia, a decisão de se atuar no crédito consignado, acaba por expor aos riscos políticos legais associados a esta modalidade e a uma maior concentração risco de crédito de entes públicos. Vale considerar que a carteira de títulos do BI já absorve o risco de crédito do Governo Federal, visto que está concentrada em títulos emitidos por este. MERCADO A Austin entende que o risco de mercado é reduzido. A tesouraria da instituição deverá continuar operando de maneira conservadora, buscando prover a adequada liquidez da instituição por meio de aplicação em títulos públicos. Continuará realizando também operações com derivativos, objetivando atender às necessidades próprias, no sentido de reduzir a exposição a riscos de mercado, moeda e juros. A instituição apresenta baixos limites de exposição às variações das taxas de juros prefixadas (R$ 58,5 milhões em LTN). Da mesma forma, embora o patrimônio dos acionistas em moeda estrangeira possa ser afetado, de acordo com o comportamento da taxa de câmbio no exercício, o efeito tende a ser puramente contábil, sem reflexos sobre a situação patrimonial e financeira da instituição. No ano de 2005, o BI (Controlador) registrou resultado de participações em controladas negativo em R$ 403 mil. LIQUIDEZ A Austin considera a atual estrutura de capital do BI favorável, na medida em que permite à instituição a manutenção de caixa adequado em relação aos seus depósitos (O BI está operando com a presença de recursos superiores a um PL em caixa). Outra medida que favorece a tesouraria da instituição no controle da liquidez é a não concessão de resgates antecipados aos seus aplicadores, o que pode, por outro lado, limitar o crescimento da base de captação no mercado interno. À semelhança de outras instituições operando no middle market, o BI conta com uma carteira de crédito com alta probabilidade de recebimento e giro rápido, com parcela destacada vencendo em até 30 dias, fator que confere a este elevada previsibilidade na gestão de ativos e passivos. De maneira racional, o BI está financiando os ativos de longo prazo (crédito pessoal) por meio de cessões, o que mitiga o risco de desequilíbrio de prazos. De maneira geral, a Austin entende que o BI incorre em baixo risco de liquidez no curto prazo. OPERACIONAL Pelos mecanismos de controle das atividades de crédito e tesouraria, com a devida estrutura e cultura de compliance disseminada na instituição, entendemos que o risco operacional encontra-se devidamente monitorado, tendo pouca freqüência e impacto na solidez financeira da instituição. 12

13 Classificação da Austin Rating Solidez Financeira AAA AA A BBB BB B CCC CC O banco apresenta solidez financeira intrínseca excepcional. Normalmente trata-se de grandes instituições dotadas de negócio seguro e valorizado, excelente situação financeira atual e histórica. O ambiente empresarial e setorial podem variar sem, contudo, afetar as condições intrínsecas de funcionamento do banco. O risco é quase nulo. O banco apresenta solidez financeira intrínseca excelente. São instituições dotadas de negócio seguro e valorizado, boa situação financeira atual e histórica. O ambiente empresarial e setorial podem variar sem, porém, afetar as condições de funcionamento do banco. O risco é irrisório. O banco apresenta solidez financeira intrínseca boa. São instituições dotadas de negócio seguro e valorizado, boa situação financeira atual e histórica. O ambiente empresarial e setorial podem variar sem, porém, afetar as condições de funcionamento do banco. O risco é muito baixo. O banco apresenta solidez financeira intrínseca adequada. Normalmente são instituições com ativos dotados de cobertura. Tais bancos apresentam situação financeira razoável e estável. O ambiente empresarial e setorial podem ter uma variação mais acentuada do que nas categorias anteriores e apresenta algum risco nas condições intrínsecas de funcionamento do banco. O risco é baixo O banco apresenta solidez financeira intrínseca regular. Apresenta parâmetros de proteção adequados mas vulneráveis às condições econômicas, gerais e setorial que podem afetar as condições intrínsecas de funcionamento do banco. O risco é médio. O banco apresenta solidez financeira intrínseca regular. Apresenta parâmetros de proteção adequados, tem uma vulnerabilidade grande às condições econômicas, gerais e setorial que podem afetar as condições intrínsecas de funcionamento do banco. O risco é médio. O banco apresenta baixa solidez financeira, exigindo eventual assistência externa, apresenta uma vulnerabilidade muito grande às condições econômicas, gerais e setorial que podem afetar as condições intrínsecas de funcionamento do banco. O risco é alto. O banco apresenta baixa solidez financeira, exigindo eventual assistência externa, apresenta uma vulnerabilidade muito grande às condições econômicas, gerais e setorial que podem afetar as condições intrínsecas de funcionamento do banco. O risco é muito alto. C O banco apresenta péssima solidez financeira, exigindo eventual assistência externa. Tais instituições estão limitadas por um ou mais dos seguintes elementos: negócio de questionável valor; condições financeiras deficientes e um ambiente empresarial altamente desfavorável. O risco é altíssimo. Sinais de (+) mais e (-) menos são utilizados para identificar uma melhor ou pior posição dentro de uma mesma escala de rating. Rating é uma classificação de risco, por nota ou símbolo. Esta expressa a capacidade do emitente de título de dívida negociável ou inegociável em honrar seus compromissos de juros e amortização do principal até o vencimento final. O rating pode ser do emitente, refletindo sua capacidade em honrar qualquer compromisso de uma maneira geral, ou de uma emissão específica, onde é considerada apenas a capacidade do emitente em honrar aquela obrigação financeira determinada. As informações obtidas pela Austin Rating foram consideradas como adequadas e confiáveis. As opiniões e simulações realizadas neste relatório constituem-se no julgamento da Austin Rating acerca do emitente, não se configurando, no entanto, em recomendação de investimento para todos os efeitos. 13

14 Segmento:Atacado e Negócios Origem de Capital:Privado Nacional Austin Bank - Análise de Risco INDUSTRIAL - Consolidado Análise Quantitativa => Score : 6 Análise Qualitativa => Score : 7 Rating: A Risco: Muito Baixo Nome: BANCO INDUSTRIAL DO BRASIL S/A C.G.C.: Tipo: Múltiplo Sede: AV PRES JUSCELINO KUBITSCHEK, Data da Fundação: 03/03/1988 Porte:Médio CEP: Bairro: ITAIM BIBI Cidade: SAO PAULO UF: SP Telefone: (11) Fax: (11) Carteira:COMERCIAL; INVESTIMENTO; CREDITO, FINANCIAMENTO, INVESTIMENTO; CAMBIO. Market Share (Dez/ Amostragem 9 Bancos) Geral Segmento Origem de Capital Dez/2005 R$ Mil # Part % # Part % # Part % Operações de Crédito º 2,71 2º 39,52 4º 8,53 Índice da Basiléia(%) 26,60 Ativo Total º 1,65 2º 32,59 4º 6,50 Agências no País Depósitos a Prazo º 2,43 2º 39,22 4º 6,77 Agências no Exterior Depósitos Totais º 1,56 2º 33,78 4º 7,01 PABs Patrimônio Líquido º 2,19 2º 42,66 4º 8,29 Número de Funcionários Acionistas/Sócios Nacionalidade % Ord % Pref Administradores Cargo CARLOS ALBERTO MANSUR BRASILEIRA 100,00 100,00 CARLOS ALBERTO MANSUR PRESIDENTE CM - INDUSTRIA E COMERCIO LTDA BRASILEIRA 0,01 ENRIQUE JOSE ZARAGOZA DUENA DIRETOR EDUARDO BARCELOS GUIMARÃES DIRETOR FERNANDO F. MARCONDES DE SOUZA DIRETOR LUIZ CASTELLANI PEREZ DIRETOR PERFIL O Banco Industrial do Brasil S/A, adquirido pelo empresário Carlos Alberto Mansur, sucedeu em Janeiro de 94 o Banco Santista (Grupo Bunje y Born), fundado em Em seu primeiro ano de atividade o foco e resultado foram as operações de Tesouraria. A partir de 95 dirige sua atuação para o Crédito que permanece sendo sua estratégia. Neste mesmo ano, entram também em operação suas empresas controladas: Distribuidora (Junho) e Leasing (Julho).Banco de crédito, sem rede de agências, com atuação no Estado de São Paulo, voltada para empresas de "middle market" (faturamento anual de R$12 a 100 milhões). Pratica e cultiva política de relacionamento perene com o cliente. O Banco está organizado sob forma de Banco múltiplo, autorizado a operar com carteiras comercial, de investimentos, de crédito, de financiamento e investimento de câmbio. PARECER DA AUDITORIA Os Demonstrativos Financeiros foram auditados em DEZ/2005 por, KPMG AUDITORES INDEPENDENTES Opinião dos Auditores: Sem Ressalvas Nossas análises exprimem apenas uma opinião, não representando recomendação para investimento Austin Asis - Fone: /4

15 Austin Bank - Análise de Risco INDUSTRIAL - Consolidado ATIVO/PASSIVO (R$ Mil) 12/01 12/02 12/03 12/04 12/05 Variação a.a. Ult. pd. 1 ATIVO CIRCULANTE ,1-1,3 11,3 2 DISPONIBILIDADES ,1-6,1 57,6 3 APLICAÇÕES INTERFINANC. LIQUIDEZ ,1 140,0 5,5 4 Aplicações no Mercado Aberto ,8 143,8-1,2 5 Aplic.Depósitos Interfinanceiros ,5 33,5 9,6 6 Aplic.Moedas Estrangeiras 355,5 7 Outras Aplicações 8 (-) Provisão para Perdas 81,2 9 TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS ,1-74,5 54,7 10 Carteira Própria ,6-91,5 62,3 11 Vinculados a Compromisso Recompra ,8 34,8 12 Vincul. a Negoc./Interm.Valores 131,9 13 Vinculados ao Banco Central ,0 329,5 14 Vinc. à Prestação de Garantias Instrumento Financeiro Derivativo Outros (Certificado Privatização) 2,4 17 (-) Provisões p/ Desvalorizações 3,1 18 RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS ,1 19,8 1,3 19 RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS -26,6 20 OPERAÇÕES DE CRÉDITO ,8 3,4-12,4 21 Operações Crédito - Setor Privado ,7 3,9 21,4 22 Operações Crédito - Setor Publico -90,5 23 (-) Provisão p/créd.liq.duvidosa ,8 39,5 16,7 24 OPERAÇÕES ARRENDAMENTO MERCANTI ,3-48,9-14,7 25 Oper Arrend/Subarrend a Receber ,1-48,8-21,3 26 (-) Rendas Aprop Arrend Mercantil -18,8 27 (-) Provisão p/créd.arr.liq.duv ,6-45,9-63,0 28 OUTROS CRÉDITOS ,8 51,2 17,9 29 OUTROS VALORES E BENS ,2 158,5-4,2 30 REALIZÁVEL A LONGO PRAZO ,0 51,9 24,3 31 APLICAÇÕES INTERF. LIQUIDEZ-LP 95,2 32 TITS.E VALORES MOBILIÁRIOS-LP ,3 19,1 33 RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS-LP 27,5 34 OPERAÇÕES DE CRÉDITO-LP ,0 32,8 37,7 35 Oper Crédito - Setor Privado-LP ,9 33,4 34,2 36 Oper Crédito - Setor Público-LP 51,1 37 (-) Provisão p/cred.liq.duvid.-lp ,6 77,6 0,4 38 OPER ARRENDAMENTO MERCANTIL-LP ,4-9,9 82,7 39 OUTROS CRÉDITOS-LP ,5-28,5 16,2 40 OUTROS VALORES E BENS-LP 102,2 41 PERMANENTE ,2-5,4 16,1 42 ATIVO TOTAL ,7 4,3 14,9 43 PASSIVO CIRCULANTE ,3-2,6 9,2 44 DEPÓSITOS ,0-11,9 11,9 45 Depósitos a Vista ,9 16,4 11,0 46 Depósitos de Poupança 6,8 47 Depósitos Interfinanceiros ,5-31,2 17,1 48 Depósitos a Prazo ,6-10,8 16,0 49 Outros Depósitos CAPTAÇÃO NO MERCADO ABERTO ,9 17,6 51 RECURSOS ACEITES EMISSÃO TITS ,0 28,6 52 RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS 296,0 53 RELAÇÕES INTERDEPENDÊNCIAS ,0-77,7-1,0 54 OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMOS ,1 9,0 55 REPASSES PAIS-INST.OFICIAIS ,2 2,3-73,2 56 REPASSES DO EXTERIOR ,1 300,5 23,4 57 INSTRUMENTO FINANCEIRO DERIVATIV ,7 58 OUTRAS OBRIGAÇÕES ,6 22,4 28,9 59 EXIGIVEL A LONGO PRAZO ,0 47,0 38,3 60 DEPÓSITOS-LP ,5 39,6 61 CAPTAÇÃO NO MERCADO ABERTO-LP 62 RECURSOS ACEITES EMIS TITS-LP ,0-16,4 63 RELAÇÕES INTERFINANCEIRAS-LP 547,1 64 OBRIGAÇÕES POR EMPRÉSTIMOS-LP REPASSES PAÍS-INST.OFICIAIS-LP ,8-16,8 6,0 66 REPASSES NO EXTERIOR-LP ,1 24,1 67 INSTRUMENTO FINANCEIRO DERIVATIVO- 68 OUTRAS OBRIGAÇÕES-LP ,8 86,5 69 RESULTADO EXERCÍCIOS FUTUROS ,0-34,9 123,4 70 PARTICIPACAO MINORITÁRIA ,6 25,0 71 PATRIMÔNIO LÍQUIDO ,6 13,6 28,3 72 PASSIVO TOTAL ,7 4,3 14,9 CARTEIRA DE TÍTULOS E DERIVATIVOS (R$ Mil) 12/03 % 12/04 % 12/05 % TOTAL DE TVM E DERIVATIVOS Títulos para Negociação Títulos Disponíveis para Venda , , ,76 Títulos Mantidos até o Vencimento , , ,24 Nossas análises exprimem apenas uma opinião, não representando recomendação para investimento Austin Asis - Fone: /4

16 Austin Bank - Análise de Risco INDUSTRIAL - Consolidado DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS (R$ Mil) Variação 12/01 12/02 12/03 12/04 12/05 a.a. Ult. pd. 73 RECEITA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIRA ,4 2,3 28,8 74 Operações de Crédito ,6 11,0 27,0 75 Rendas de Aplicações Interf.Liquidez -26,0 76 Operações de Arrendam. Mercantil ,0-6,3-9,9 77 Títulos e Valores Mobiliários ,8 1,7 26,4 78 Instrumentos Financeiros Derivativos ,3 79 Aplicações Compulsórias 35,8 80 Resultado de Câmbio ,2 11,1 86,8 81 DESPESA DA INTERMEDIAÇÃO FINANCEIR ,5-13,3 38,9 82 Captação no Mercado ,8-19,8 31,0 83 Empréstimos,Cessões e Repass ,7-13,0 43,4 84 Arrendamento Mercantil ,7-4,2 10,4 85 Provisões p/ Créd. Liq.Duvid , ,8 84,2 86 Resultado de Câmbio 72,4 87 RESULTADO BRUTO INTERM. FINANCEIR ,8 44,0 5,5 88 OUTRAS RECEITAS/DESPESAS OPERACION ,2-4,0 89 Receitas de Prestação Serviços ,0 3,3 13,5 90 Resultado Part.Coligada/Controlada 68,0 91 Despesas de Pessoal ,3 13,6 3,4 92 Outras Despesas Administrativas ,6 4,9 10,6 93 Despesas Tributárias ,3 82,3 17,7 94 Reversão de Provisões -100,0 95 Rendas Seguros, Previd. e Capital. 96 Desp. Seguros, Previd. e Capital. 97 Outras Rec./Desp.Operacionais ,6 359,1-210,9 98 RESULTADO OPERACIONAL ,9 93,9 34,6 99 Resultado Não Operacional ,0-926,9 100 Res. da Correção Monet. Balanço 101 RESULTADO ANTES IR ,6 84,0-59,6 102 Imposto de Renda ,1 318,5 13,0 103 Contribuição Social ,4 104 Participações ,3 38,5 105 Ganho/Perda Conversão Moeda 106 RESULTADO LÍQUIDO ,8 61,4 12,3 PERÍODO DA DEMONSTRAÇÃO FINANCEIRA MÉTODO CONTÁBIL LS LS LS LS LS NÚMERO DE FUNCIONÁRIOS NÚMERO DE AGÊNCIAS NO PAÍS DÓLAR FINAL 2,320 3,533 2,889 2,654 2,341 US$ MÉDIO 2,353 2,998 3,060 2,917 2,417 FATOR DE CORREÇÃO CARTEIRA DE CRÉDITO (R$ Mil) 12/03 % 12/04 % 12/05 % % Acum. TOTAL DE CRÉDITO Risco Nível AA , , ,81 50,81 Risco Nível A , , ,35 85,16 Risco Nível B , , ,80 91,96 Risco Nível C , , ,50 98,46 Risco Nível D , , ,48 98,94 Risco Nível E 809 0, , ,23 99,18 Risco Nível F 553 0, , ,10 99,27 Risco Nível G 498 0, , ,15 99,42 Risco Nível H , , ,58 100,00 TOTAL DE CRÉDITO EM ATRASO Risco em atraso Nível AA Risco em atraso Nível A Risco em atraso Nível B , , ,83 20,83 Risco em atraso Nível C , , ,19 45,02 Risco em atraso Nível D , , ,14 55,16 Risco em atraso Nível E 672 5, , ,84 65,00 Risco em atraso Nível F 553 4, , ,48 69,48 Risco em atraso Nível G 498 4, , ,64 75,12 Risco em atraso Nível H , , ,88 100,00 PROVISÃO CONSTITUÍDA PROVISÃO ADICIONAL CRÉDITOS RENEGOCIADOS AVAIS E FIANÇAS RECUPERAÇÃO DE CRÉDITOS CRÉDITOS BAIXADOS(WRITE-OFFS) Nossas análises exprimem apenas uma opinião, não representando recomendação para investimento Austin Asis - Fone: /4

17 Austin Bank - Análise de Risco INDUSTRIAL - Consolidado INDICADORES DE DESEMPENHO (%) 12/01 12/02 12/03 12/04 12/05 Decil Mediana Nível Dispersão ADEQUAÇÃO DO CAPITAL 1 Capitalização 35,5 18,3 16,1 17,7 19,6 5º 22,4 Moderado 0,37 2 Imobilização 4,9 4,2 3,5 13,3 11,1 4º 24,6 Baixo 0,61 3 Capital de Giro 95,1 95,8 96,5 86,7 88,9 7º 73,2 Elevado 0,05 4 Alavancagem 281,6 545,9 619,6 468,8 364,8 5º 414,1 Moderado 0,30 => A instituição apresentou, em 12/05, alavancagem de 3,65 vezes (captação sobre PL), encontrando-se em nível adequado, tendo como parâmetro a mediana do mesmo segmento de atuação que foi de 4,14 vezes. O Capital de Giro de 88,9% aumentou sendo considerado adequado. Quanto à imobilização o consolidado apresenta nível satisfatório e diminuiu no período. LIQUIDEZ 5 Encaixe 25,1 23,5 13,9 31,4 25,3 5º 38,5 Moderado 0,27 6 Dependência Interbancário 0,8 1,3 2,3 4,4 3,0 7º 0,8 Elevado 0,60 7 Liquidez Corrente 148,6 101,8 101,5 114,9 116,4 5º 125,1 Moderado 0,16 8 Gap de Prazos 45,6 92,9 94,4 44,4 53,5 7º 31,3 Elevado 0,38 9 Liquidez Imediata 57,4 75,3 59,9 75,7 77,0 4º 105,3 Baixo 0,14 => A liquidez corrente encontra-se em nível adequado, a dependência do interbancário é moderada. Quanto ao gap de prazo, não observa-se descasamento.. A liquidez imediata é considerada adequada. QUALIDADE DO ATIVO 10 Inadimplência (>60 dias) 2,2 1,3 1,5 1,0 1,2 5º 1,6 Moderado 0,32 11 Provisionamento 2,2 1,4 1,5 1,1 1,3 4º 2,7 Baixo 0,28 12 Índice da Qualidade da Carteira 8,3 8,4 8,2 8,1 8,2 9º 5,0 Muito Elevado 0,01 13 Comprometimento do PL (>60 dias) 5,2 3,2 4,7 3,2 3,9 7º 2,4 Elevado 0,22 14 Write-Off/Oper.Crédito 0,8 1,2 0,7 0,4 0,7 7º 0,0 Elevado 0,38 => A instituição apresentou, em 12/05, inadimplência moderada com relação ao segmento, sendo que as provisões representam 108,5% dos créditos problemáticos, demonstrando uma política conservadora de provisionamento. O comprometimento do patrimônio líquido de 3,9% é elevado, sendo que o índice de qualidade da carteira encontra-se em nível muito elevado, demonstrando uma política de crédito e acompanhamento da carteira muito eficiente. CUSTO 15 Intermediação 18,3 18,7 13,6 16,2 13,7 5º 15,5 Moderado 0,15 16 Pessoal 4,7 2,4 1,8 2,2 2,4 7º 1,7 Elevado 0,42 17 Administrativo 3,5 2,1 1,7 1,6 1,7 4º 2,4 Baixo 0,38 18 Eficiência 63,8 55,9 59,7 57,2 44,7 4º 56,4 Baixo 0,13 19 Custo Total 27,5 23,7 17,4 20,6 18,7 4º 24,3 Baixo 0,19 => Quanto aos custos, as despesas de captação de recursos encontram-se em nível adequado. As despesas de captação que representavam 53,2% no período anterior, passaram a representar 41,7% no período atual da receita operacional. No tocante à estrutura interna, as despesas de pessoal e administrativas, que no período anterior, representavam 16,6% da receita operacional, passaram a representar 17,8% no período atual. O Overhead Ratio encontra-se em nível bom sendo que as despesas de pessoal e administrativas representam 44,7% do Resultado da Intermediação e Serviços. RENTABILIDADE 20 Geração de Rendas 23,0 22,4 16,3 19,3 18,9 5º 19,6 Moderado 0,14 21 Margem Bruta 39,9 28,3 27,3 26,5 37,3 7º 28,9 Elevado 0,20 22 Margem Operacional 18,3 14,1 10,3 9,7 18,4 7º 12,9 Elevado 0,30 23 Margem Líquida 17,4 14,3 7,3 8,7 13,7 7º 9,4 Elevado 0,34 24 Rentabilidade PL 15,3 20,9 8,7 11,2 15,9 7º 12,2 Elevado 0,33 25 Retorno sobre Ativo 4,0 3,2 1,2 1,7 2,6 7º 1,9 Elevado 0,44 26 Rentab.Ativ.Bancária 10,3 17,0 11,5 12,8 20,5 7º 12,5 Elevado 0,29 => A instituição apresentou um resultado positivo de R$ contra um resultado, também positivo, de R$ no período anterior. A rentabilidade do PL foi de 15,9% e é considerada elevada. A margem operacional demonstra um razoável desempenho. A rentabilidade da atividade bancária foi de 20,5% encontrando-se num nível elevado. O retorno do ativo foi elevado. INDICADORES DE GESTÃO 27 Spread 3,9 3,1 2,4 2,7 4,6 7º 2,9 Elevado 0,27 28 Rentabilidade Câmbio 62,5 22,9 146,3 33,5 36,7 9º 0,0 Muito Elevado 0,83 29 Rentabilidade Tesouraria 18,0 20,3 10,4 12,3 13,1 4º 16,5 Baixo 0,28 30 Concentração em Crédito 66,9 38,7 45,6 48,8 57,9 9º 33,6 Muito Elevado 0,21 31 Taxa Crescimento PL (US$) 8,9 29,6 3,9 8,9 13,6 6º 10,2 Moderado 0,76 32 Geração de Caixa/PL 22,0 23,9 13,4 12,2 20,5 8º 8,8 Elevado 0,29 33 Custo Operacional 6,0 3,8 2,9 3,2 3,4 6º 3,3 Moderado 0,32 34 Índice da Basiléia 25,9 31,2 22,6 24,9 26,6 11,0 Enq. c/ muita Folga 35 Alavancagem de Crédito (em vezes) 2,5 2,5 3,3 3,2 3,5 36 Eficiência de Captação (em vezes) 1,3 1,4 2,2 1,8 1,5 0,32 => A Instituição apresenta situação econômico-financeira boa, relativamente ao segmento Atacado e Negócios. Nossas análises exprimem apenas uma opinião, não representando recomendação para investimento Austin Asis - Fone: /4

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