A adoção de uma ficção 1

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A adoção de uma ficção 1"

Transcrição

1 1 A adoção de uma ficção 1 Samyra Assad Quatro conceitos fundamentais da psicanálise poderiam ser explorados, se quiséssemos, no que de elementar traz o caso que hoje discutimos, com o tema: Clínica da Constipação. O precioso aspecto clínico, fundado a princípio na queixa do paciente e que pode levar à formulação de uma demanda de análise, nos convida portanto, a examinarmos conceitos tais como: o inconsciente, a repetição, a transferência e a pulsão, que fundamentam a práxis analítica. No entanto, não nos deteremos mais precisamente em cada um deles, a não ser quando um recorte do caso oferecerá uma possível ilustração. De toda forma, o que se destaca nesse trabalho, terá como ponto de partida a demanda, a relação do sujeito com uma demanda e sua veiculação do desejo. Parece que uma primeira observação do caso se refere a uma repetição, uma estranha repetição, sobre a qual efeitos da relação do sujeito com a mãe, se deixam entrever. Portanto, durante esse percurso, o que se coloca como pano de fundo é a investigação do estatuto da relação do sujeito com o Outro. Sem dúvida, a dimensão de um enigma se impõe, na medida em que algo do inconsciente enquanto saber se faz apresentar, ou melhor, quando o sintoma se apresenta como um furo no saber. Assim, sabiamente, a equipe dos médicos do grupo de constipação, rovavelmente sensíveis à existência de algo que escapa a uma operação cirúrgica, condicionou o tratamento da paciente em questão a uma outra operação, a operação psíquica. Ainda que o caso não tenha aí chegado a partir de uma queixa especificamente endereçada, houve, de certa forma, um movimento que substituiu a isso, pois, vimos, sem hesitação, um consentimento desse sujeito em ser escutado, um consentimento, portanto, à sua fala, dado que uma causalidade opaca permeava o tom desse encaminhamento. Causa e consentimento nos faz supor então, uma relação que comporta um certo registro, registro este inassimilável, por ter sofrido, no caso de uma neurose, a ação de um recalcamento, fundando assim, o que chamamos de inconsciente. Há uma hiância característica da causa algo que é da ordem do não-realizado 2. Raquel não sabe da sua 1 Este texto foi preparado para apresentação no Núcleo de Pesquisa em Psicanálise e Medicina, do Instituto de Psicanálise e Saúde Mental Mental de Minas Gerais (IPSMMG), no dia 19/03/ LACAN, J. Seminário XII, pág.28.

2 2 origem (nada melhor que pudesse expressar a ação de um recalque) ou ainda, não sabe qual o desejo a produziu há algo aí perdido para sempre, que causa a sua busca de saber, uma tentativa de restabelecer a subtração aí sofrida, oferecendo-se até mesmo como um serobjeto para tamponar essa falta, ou, até mesmo, para ser amada. Como? Sofrendo. E muito; diz ela, me sentia o próprio pecado. Não havia uma satisfação ao que o outro esperava. Parece ter sido o sofrimento, de maneira geral, uma resposta fornecida ao enigma do desejo numa relação primordial com a mãe. Esta mãe tida como não verdadeira, a mãe adotada, a mãe-ficção. O que o Outro quer de mim? Taí a chance do sujeito inventar alguma coisa, na tentativa de interpretar o que falta a esse Outro, oferecendo-se como objeto, interpretação esta sempre fantasmática. Mas, quem disse que essa falta no Outro é tamponável? Tentar responder a uma insaciabilidade materna talvez seja a maneira como esse sujeito se identifica a um objeto, ainda que ele seja as fezes, que também saem da barriga do Outro (Tudo que eu queria era sair da barriga da minha mãe). Foi preciso a construção de um fantasma para interpretar essa falta concernente ao Outro, o que, ao mesmo tempo, constituiu-o enquanto tal. Portanto, mais além desse Outro, é o sujeito quem está em questão é ele mesmo que está em questão na relação com a demanda, com o objeto da demanda desse Outro. Ou seja, tudo parece acontecer a partir de uma estrutura de falta no ser falante, que o processo de linguagem sustenta e encaminha, ao longo da vida, pela via da demanda e do desejo, pela dialética da demanda e do desejo. Uma operação analítica pode fazer com que esse sujeito se implique em sua escolha de ser o objeto que falta ao Outro, na ilusão de que assim, seu lugar no desejo do Outro lhe estaria garantido. Essa implicação do sujeito no modo escolhido para garantir um lugar no Outro traz conseqüências: um sintoma articulado ao fantasma que interpreta o que falta a esse Outro, sob a égide de uma repetição. O que se repete na vida de um sujeito, e porque se repete algo que não faz bem, ou que causa um profundo mal estar? Segundo Lacan, toda a história da descoberta por Freud da repetição como função só se define em mostrar assim, a relação do pensamento com o real 3, aquilo que retorna sempre ao mesmo lugar. A relação da repetição com o real, traz para a cena a dimensão do ato, que, diz Lacan, tem sempre uma parte de estrutura, por 3 Idem, p. 52.

3 3 dizer respeito a um real que não é evidente 4. A repetição, além de não se apresentar na clínica como reprodução, recordação factual de uma biografia, redefine, a partir de Lacan, o próprio estatuto do inconsciente e abre, a partir daí, novas questões 5. Isso permite pensar que o automatismo da repetição seria um fracasso necessário da rememoração 6. É quando o inconsciente se define não só enquanto um saber, mas também, enquanto sujeito. Há, portanto, o que Freud chamou a dimensão de um mais além do princípio do prazer, inerente à repetição. Podemos nos perguntar então, o que se satisfaz nesse sentido, apesar de algo distinto do prazer se fazer insistir. Certamente, apesar disso, há um ganho aí, que é o que chamamos, com Lacan, a economia de gozo, um convite à tendência de uma inércia. Digamos que a repetição inconsciente via sintoma, visa restabelecer uma situação faltante inicial, regida por um Ideal, no campo de uma inércia, buscando-se uma homeostase fictícia. De tal maneira que, assim, já podemos introduzir o lugar do supereu aí, como princípio da repetição anti-vitalista 7, princípio de um mal-estar. O supereu faria referência ao lugar do Ideal numa repetição, na medida em que ele é o suporte de uma identificação. A articulação entre o inconsciente e o sintoma, via repetição, se faz, a princípio, quando o sintoma é o retorno do recalcado, sob diversas vestimentas, graças à ação da linguagem no ser falante, graças à fundação do inconsciente por algo do desejo que é recalcado e que pode se fazer deslizar numa metonímia. Numa de suas vertentes, então, o sintoma é tido como uma formação do inconsciente, algo não sabido porém inscrito de alguma forma, passível de ser dissolvido através de uma interpretação a verdade poética do sintoma, como diz Lacan justamente por ser, o sintoma, um efeito da linguagem. Inconsciente e sintoma, portanto, passam a ser, num certo nível, algo manifestável, na medida em que uma cadeia significante, ou termos de linguagem, servem como veículo para isso, à luz de um Ideal a ser cumprido para se atingir esse Outro, o desejo desse Outro. Encarná-lo. Disso resulta uma identificação, ao modo de um ideal do eu. E aí, justamente, nesse sentido, é que pode haver uma conjunção do objeto (que corresponderia a esse desejo) com o ideal do eu 8, como se esse ideal do eu fosse a distinção significante do 4 Ibdem. 5 Anotações apresentadas por Lúcia Mello, por ocasião de um cartel que fazemos, cujo tema é o Ravissement de Lol V. Stein. 6 LACAN, J. O Seminário, livro 8, A Transferência, J.Z.E., Rio de Janeiro, 1992, p MILLER, J.-A. Revista La Cause Freudienne, n LACAN, J. O Seminário, livro XI Os Quatro Conceitos Fundamentais da Psicanálise, p. 257.

4 4 objeto a, pois, este último, não é apreensível pela via do simbólico. Lacan indica que a transferência se exerce no sentido de reconduzir a demanda à identificação 9, exatamente para que o desejo do analista tenda a um sentido contrário à identificação, promovendo então, a separação do sujeito na experiência, a separação entre o i (ideal) e o a (objeto). E é assim que, diz ele, a experiência do sujeito é reconduzida ao plano onde se pode presentificar, da realidade do inconsciente, a pulsão 10. Podemos então, vislumbrar, a partir disso, o sujeito como puro corte, na medida em que a separação entre o i e o a conduz ao encontro com o real o nada sobre o qual toda uma ficção, uma verdade como ficção, foi levantada, construída. Momento de se haver com o fato de como se servir da herança, das cinzas de uma marca... Assim, mais além do fenômeno, da história, dos fatos, há um sujeito que fala sobre isso, de acordo com os significantes ou termos que lhe serviram de trilha, recolhidos das suas relações com o outro, e a marca do Ideal que sustenta isso. A intenção é a de montar uma ficção que dê conta daquilo que não foi assimilável, nem mesmo pelo inconsciente. Aí já é o corte. O não calculável. O real do gozo, destino de uma análise, para o qual somos confrontados pelo não-sentido no final. Dizemos que uma ficção portanto, tenta tratar o real, o inassimilável em jogo, naquilo que o sujeito apreendeu de sua história significante. De certo modo, a ficção é uma adoção; uma adoção por parte do sujeito. Parece que os pais são adotados pelo sujeito, numa dimensão simbólica que ultrapassa a relação entre os corpos biológicos... DA DEMANDA Já que o caminho da análise implica, então, em reconduzir a demanda à identificação, para que depois se opere uma separação, podemos nos perguntar, inicialmente, qual é a demanda implícita na repetição que Raquel nos traz, no sentido de estar às voltas com o intestino, tal como sua mãe. Primeiramente, a demanda não é explícita, nos adverte Lacan, ela é como algo que dever ser interpretado. E é aí que reside a ambigüidade 11. Uma resposta será sempre insatisfatória para o sujeito, na medida em que suas necessidades passarão pelo desfiladeiro 9 Idem, pág Ibdem. 11 LACAN, J. Seminário VIII, pág. 198.

5 5 da demanda, e, é isso mesmo o que Raquel nos diz quando enuncia que minha mãe sempre dizia que ela me dava de tudo, e era verdade, mas ainda assim eu não tinha o que queria. Em se tratando de uma ambigüidade entre a resposta ou interpretação que se deva dar a uma demanda, pelo fato desta estar fadada à insatisfação, Lacan complementa algo importante, a saber: Nesse ponto original, daí resulta que tudo aquilo que é, no sujeito que fala, tendência natural, tem que se situar num mais além e num aquém da demanda. Num mais além que é a demanda de amor. Num aquém que é o que chamamos o desejo, com aquilo que o caracteriza como condição (...) absoluta na especificidade do objeto a (...), objeto parcial 12. A posição do analista está em jogo aí, na medida em que ela é o suporte de um endereçamento de demanda feito pelo sujeito, implícita em suas rememorações, suas reproduções e seu automatismo de repetição. Pensar então numa não resposta à demanda, ou seja, obedecer ao seu mais aquém e mais além, incita-nos a trazer, nesse sentido, o que Lacan aponta como uma certa direção. Quando ele diz do obsessivo, por exemplo, nos alerta que, a ele, não se deve dar nenhum encorajamento, desculpabilização, até mesmo comentário interpretativo que avance um pouco demais. Se o fizerem, então deverão ir muito mais longe, e vão se ver acedendo, e cedendo para maior dano de vocês, a este mecanismo precisamente pelo qual ele quer fazê-los comer, se posso dizer, seu próprio ser uma merda 13. É nesse sentido que uma análise poderia fracassar. A lógica do tempo de uma sessão deve estar em jogo aí. Isso talvez precipite, aos poucos, a operação de desidentificação entre o objeto e o ideal, implícitos numa demanda quando estão conjuntos, à medida que o analista se recusa à posição de gozo inerente a uma oferta do sujeito para o Outro. Dos significantes portanto, que poderiam representar de alguma maneira essa demanda, arriscaria os seguintes: querer evacuar o tempo todo, embora não consiga esvaziar o intestino; medo do intestino estourar e de vomitar fezes; se limpar de idéias fixas de morte; queria agradar à mãe de qualquer jeito, mas esta nunca estava satisfeita; eu tinha tudo e eu não tinha nada ao mesmo tempo; a libra de carne do couro cabeludo; gostaria de comer e não evacuar. Mas enfim, qual é a demanda aí? O que a caracteriza? Qual o desejo veiculado por ela? Qual é a posição do sujeito aí? 12 Idem, p Idem, p. 207.

6 6 DEMANDA E DESEJO NA FASE ANAL RUMO À FANTASIA Em seu seminário sobre a Transferência, Lacan dedica um capítulo para falar da demanda e do desejo, nas fases oral e anal. Ele nos diz que nesta fase, a fase anal, não há somente um pólo sexual, mas também, o parceiro sexual, como que algo preparando o genital, quando aí se percebe, a re-emergência na relação com o outro de uma estrutura sádica ou sado-masoquista. O campo da sexualidade implica uma ameaça suspensa. Isso significa que, diz Lacan,...no primeiro modo de sua apreensão, o outro deve ser, como tal, entregue a um terceiro para se constituir como sexual. Aí está a origem da ambigüidade que faz com que, na experiência original,(...) o sexual permaneça indeterminado entre este terceiro e este outro.(...) o sujeito não sabe o que deseja mais, desse outro ou desse terceiro interveniente 14. E isso é essencial na estrutura das fantasias sadomasoquistas. Nesse ponto chave da fase anal, o sujeito, prossegue Lacan, é mesmo aquilo que ele é. (...) ele é a mãe. E, além disso, ele é uma demanda. (...) É sobre o fundamento de sua própria eliminação que ele funda toda essa fantasia 15. Portanto, na relação com o outro, o sexual é produto de uma significação, o significado que o Outro ganha para o sujeito. Porém, nessa diferença entre o Outro e o significado que lhe é imputado, há uma hiância. É o outro que se oferece a essa hiância, como segundo termo; a estrutura da fantasia sadomasoquista se trata, diz Lacan, de um sofrimento esperado pelo outro. A suspensão do outro imaginário sobre o abismo do sofrimento é o que forma a ponta e o eixo da erotização sadomasoquista 16. Se pensarmos então, que no campo da sexualidade está suspenso uma ameaça, e se notamos que a estrutura de uma fantasia sado-masoquista tem como essência a relação com o outro, sobre a qual, inclusive, um terceiro advém sob a forma de uma significação, submetendo-se à expectativa dessa ameaça suspensa se pensarmos que isso levaria por fim o sujeito ser a mãe, e, além disso, uma demanda, vemos que, em Raquel, que só satisfaz uma necessidade (reter as fezes), para a satisfação de um outro (significação da cena do nariz nas fezes), há a adoção da mãe. Ela adotou a mãe no sentido de ser a mãe. Ela parece ser a mãe, tal como ela insiste em seu relato, e, além disso, uma demanda, qual seja, não coma, ou ainda, quem dera eu não comer, para não evacuar. Por conseguinte, é assim que 14 Idem, pág Ibdem. 16 Idem, p. 205.

7 7 nisso, talvez ela funde sua própria eliminação, com todas as roupagens linguajeiras que isso possa adquirir no desfiladeiro significante da demanda, nos enunciados tais como: idéias doidas que a levariam à morte; falta de identidade; era como se nada fosse meu; o perigo e a miséria expressados nos sonhos, etc. Assim, parece que as coisas estão fixadas no ponto de identificação do sujeito com o objeto pequeno a excrementício, como uma resposta ao que o Outro quer, à significação fantasmática desse desejo. Logo, o cuidado de articular essa demanda faz, diz Lacan,...entrever a função simbólica da fita excrementícia na própria articulação da fala 17. Isso nos permite concluir que, num sintoma, está em jogo uma demanda do Outro, na medida em que, algo do desejo aí foi recalcado. E, sob a base da relação do sujeito com esse objeto de desejo, que um sintoma articula a relação do sujeito com o Outro sob um suporte fantasmático. Resta saber como Raquel vai poder fazer disso, algo a seu favor, quando ela fizer a travessia do plano da identificação. E aí, é com o lugar do Pai que teremos de nos haver, enquanto significante que incorporou o Ideal. Aquele que inscreveu o inconsciente e que já morreu, jaz na ficção. Uma certa pluralidade a partir disso pode se abrir, fundando a dimensão do não sentido. Introduzir um não sentido nas respostas do sujeito, eis o leme de um tratamento. Perder o norte de uma posição que fixa o gozo desse sujeito. Abandonar esse tipo de destino. Talvez, criar um cruzeiro, mais além do porto sobre o qual se assenta uma ficção, fora de uma devastação onde impera a tempestade da vontade do Outro, onde o ser do sintoma se reduz ao que ele é para esse Outro inventado. Lacan precisa: Enquanto não observarem, nesse ponto, a relação básica, fundamental, do sujeito como desejo com o objeto mais desagradável, asseguro-lhes que não terão dado um grande passo na análise das condições do desejo 18. É isso. Havemos que restituir o lugar do desejo para esse sujeito. Distingui-lo do objeto. Só assim a experiência da fantasia fundamental se tornará pulsão. Provavelmente, isso implicará saber como Raquel se servirá do pecado de sua herança paterna Idem, p Idem, pág Belo Horizonte, 17/03/2002.

A ética na pesquisa com seres humanos sob um ponto de vista psicanalítico

A ética na pesquisa com seres humanos sob um ponto de vista psicanalítico 1 A ética na pesquisa com seres humanos sob um ponto de vista psicanalítico Samyra Assad Foi a oportunidade de falar sobre o tema da ética na pesquisa em seres humanos, que me fez extrair algumas reflexões

Leia mais

A fala freada Bernard Seynhaeve

A fala freada Bernard Seynhaeve Opção Lacaniana online nova série Ano 1 Número 2 Julho 2010 ISSN 2177-2673 Bernard Seynhaeve Uma análise é uma experiência de solidão subjetiva. Ela pode ser levada suficientemente longe para que o analisante

Leia mais

Desdobramentos: A mulher para além da mãe

Desdobramentos: A mulher para além da mãe Desdobramentos: A mulher para além da mãe Uma mulher que ama como mulher só pode se tornar mais profundamente mulher. Nietzsche Daniela Goulart Pestana Afirmar verdadeiramente eu sou homem ou eu sou mulher,

Leia mais

Opção Lacaniana online nova série Ano 3 Número 8 julho 2012 ISSN 2177-2673. Há um(a) só. Analícea Calmon

Opção Lacaniana online nova série Ano 3 Número 8 julho 2012 ISSN 2177-2673. Há um(a) só. Analícea Calmon Opção Lacaniana online nova série Ano 3 Número 8 julho 2012 ISSN 2177-2673 Analícea Calmon Seguindo os passos da construção teórico-clínica de Freud e de Lacan, vamos nos deparar com alguns momentos de

Leia mais

MOURA, Marisa Decat de (ORG). Psicanálise e hospital 3 Tempo e morte: da urgência ao ato analítico. Revinter: Rio de Janeiro, 2003.

MOURA, Marisa Decat de (ORG). Psicanálise e hospital 3 Tempo e morte: da urgência ao ato analítico. Revinter: Rio de Janeiro, 2003. MOURA, Marisa Decat de (ORG). Psicanálise e hospital 3 Tempo e morte: da urgência ao ato analítico. Revinter: Rio de Janeiro, 2003. Prefácio Interessante pensar em um tempo de começo. Início do tempo de

Leia mais

Márcio Peter de Souza Leite 4 de abril de 1997 PUC

Márcio Peter de Souza Leite 4 de abril de 1997 PUC O Pai em Freud 1997 O Pai em Freud Márcio Peter de Souza Leite 4 de abril de 1997 PUC Conteudo: Pais freudianos... 3 O pai de Dora... 3 O pai de Schreber.... 4 O pai castrador, que é o terceiro em Freud,

Leia mais

A sua revista eletrônica CONTEMPORANEIDADE E PSICANÁLISE 1

A sua revista eletrônica CONTEMPORANEIDADE E PSICANÁLISE 1 A sua revista eletrônica CONTEMPORANEIDADE E PSICANÁLISE 1 Patrícia Guedes 2 Comemorar 150 anos de Freud nos remete ao exercício de revisão da nossa prática clínica. O legado deixado por ele norteia a

Leia mais

A ética do tratamento psicanalítico: diagnóstico diferencial.

A ética do tratamento psicanalítico: diagnóstico diferencial. A ética do tratamento psicanalítico: diagnóstico diferencial. Claudia Wunsch. Psicóloga. Pós-graduada em Psicanálise Clínica (Freud/Lacan) Unipar - Cascavel- PR. Docente do curso de Psicologia da Faculdade

Leia mais

UMA TOPOLOGIA POSSÍVEL DA ENTRADA EM ANÁLISE 1

UMA TOPOLOGIA POSSÍVEL DA ENTRADA EM ANÁLISE 1 UMA TOPOLOGIA POSSÍVEL DA ENTRADA EM ANÁLISE 1 Celso Rennó Lima A topologia..., nenhum outro estofo a lhe dar que essa linguagem de puro matema, eu entendo por aí isso que é único a poder se ensinar: isso

Leia mais

Freud, S. Inibições, sintomas e ansiedade (1925). Em: Obras completas. Rio de Janeiro: Imago, 1969. 2

Freud, S. Inibições, sintomas e ansiedade (1925). Em: Obras completas. Rio de Janeiro: Imago, 1969. 2 DAR CORPO AO SINTOMA NO LAÇO SOCIAL Maria do Rosário do Rêgo Barros * O sintoma implica necessariamente um corpo, pois ele é sempre uma forma de gozar, forma substitutiva, como Freud bem indicou em Inibição,

Leia mais

Abertura do I Colóquio sobre Psicanálise e Educação Clínica d ISS

Abertura do I Colóquio sobre Psicanálise e Educação Clínica d ISS Abertura do I Colóquio sobre Psicanálise e Educação Clínica d ISS Samyra Assad Abrir o Iº Colóquio sobre Psicanálise e Educação é, dar início não somente aos trabalhos que a partir de agora se seguirão,

Leia mais

ISSO NÃO ME FALA MAIS NADA! (SOBRE A POSIÇÃO DO ANALISTA NA DIREÇÃO DA CURA) 1

ISSO NÃO ME FALA MAIS NADA! (SOBRE A POSIÇÃO DO ANALISTA NA DIREÇÃO DA CURA) 1 ISSO NÃO ME FALA MAIS NADA! (SOBRE A POSIÇÃO DO ANALISTA NA DIREÇÃO DA CURA) 1 Arlete Mourão 2 Essa frase do título corresponde à expressão utilizada por um ex-analisando na época do final de sua análise.

Leia mais

RETIFICAÇÃO SUBJETIVA: OS CONTRAPONTOS ENTRE A CLÍNICA PSICANALÍTICA E A EPISTEMOLOGIA HISTÓRICA

RETIFICAÇÃO SUBJETIVA: OS CONTRAPONTOS ENTRE A CLÍNICA PSICANALÍTICA E A EPISTEMOLOGIA HISTÓRICA RETIFICAÇÃO SUBJETIVA: OS CONTRAPONTOS ENTRE A CLÍNICA PSICANALÍTICA E A EPISTEMOLOGIA HISTÓRICA Marcio Luiz Ribeiro Bacelar Wilson Camilo Chaves A expressão retificação subjetiva está presente tanto nas

Leia mais

Introdução. instituição. 1 Dados publicados no livro Lugar de Palavra (2003) e registro posterior no banco de dados da

Introdução. instituição. 1 Dados publicados no livro Lugar de Palavra (2003) e registro posterior no banco de dados da Introdução O interesse em abordar a complexidade da questão do pai para o sujeito surgiu em minha experiência no Núcleo de Atenção à Violência (NAV), instituição que oferece atendimento psicanalítico a

Leia mais

Transferência e desejo do analista: os nomes do amor na experiência analítica ou Amar é dar o que não se tem

Transferência e desejo do analista: os nomes do amor na experiência analítica ou Amar é dar o que não se tem 1 Transferência e desejo do analista: os nomes do amor na experiência analítica ou Amar é dar o que não se tem Palavras-chave: Transferência, Desejo do analista, Formação Que haja amor à fraqueza, está

Leia mais

Fome de quê? Daniela Goulart Pestana

Fome de quê? Daniela Goulart Pestana Fome de quê? Daniela Goulart Pestana O trabalho a seguir fruto de um Cartel sobre sintomas alimentares, propõe a ser uma reflexão dos transtornos alimentares mais comuns de nossa contemporaneidade. O eixo

Leia mais

O desenho e sua interpretação: quem sabe ler?

O desenho e sua interpretação: quem sabe ler? O desenho e sua interpretação: quem sabe ler? Sonia Campos Magalhães Em seu artigo Uma dificuldade da psicanálise de criança, Colette Soler 1 lança uma questão aos psicanalistas que se ocupam desta prática,

Leia mais

Apulsão, um dois quatro conceitos fundamentais colocados por Lacan, desenha

Apulsão, um dois quatro conceitos fundamentais colocados por Lacan, desenha Aríete Garcia Lopes Vera Vinheiro Apulsão, um dois quatro conceitos fundamentais colocados por Lacan, desenha o horizonte do discurso psicanalítico. Situada aquém do inconsciente e do recalque, ela escapa

Leia mais

FANTASIAS SEXUAIS INFANTIS, AS CRIANÇAS FALAM. A intenção deste trabalho foi escutar crianças pequenas a respeito da

FANTASIAS SEXUAIS INFANTIS, AS CRIANÇAS FALAM. A intenção deste trabalho foi escutar crianças pequenas a respeito da FANTASIAS SEXUAIS INFANTIS, AS CRIANÇAS FALAM Maria Elisa França Rocha A intenção deste trabalho foi escutar crianças pequenas a respeito da sexualidade, bem como conhecer suas fantasias e as teorias que

Leia mais

As vicissitudes da repetição

As vicissitudes da repetição As vicissitudes da repetição As vicissitudes da repetição Breno Ferreira Pena Resumo O objetivo deste trabalho é explorar o conceito de repetição em psicanálise. Para tanto, o autor faz uma investigação

Leia mais

PSICANÁLISE: UM SOBREVÔO SOBRE A HISTÓRIA DE SIGMUND FREUD E DE SUAS IDÉIAS

PSICANÁLISE: UM SOBREVÔO SOBRE A HISTÓRIA DE SIGMUND FREUD E DE SUAS IDÉIAS 1 PSICANÁLISE: UM SOBREVÔO SOBRE A HISTÓRIA DE SIGMUND FREUD E DE SUAS IDÉIAS Sandra Mara Volpi 1856: Nasce Sigmund Freud, onde hoje localiza-se a Tchecoslováquia, em uma família de origem judaica em que

Leia mais

FREUD: IMPASSE E INVENÇÃO

FREUD: IMPASSE E INVENÇÃO FREUD: IMPASSE E INVENÇÃO Denise de Fátima Pinto Guedes Roberto Calazans Freud ousou dar importância àquilo que lhe acontecia, às antinomias da sua infância, às suas perturbações neuróticas, aos seus sonhos.

Leia mais

O exterior da inclusão e a inclusão do exterior

O exterior da inclusão e a inclusão do exterior O exterior da inclusão e a inclusão do exterior www.voxinstituto.com.br O tema do V Simpósio Derdic- "Mecanismos de exclusão, estratégias de inclusão" permitiu que a problemática da inclusão social do

Leia mais

Superando Seus Limites

Superando Seus Limites Superando Seus Limites Como Explorar seu Potencial para ter mais Resultados Minicurso Parte VI A fonte do sucesso ou fracasso: Valores e Crenças (continuação) Página 2 de 16 PARTE 5.2 Crenças e regras!

Leia mais

Almanaque on-line entrevista Uma questão para a AMP-América

Almanaque on-line entrevista Uma questão para a AMP-América Almanaque on-line entrevista Uma questão para a AMP-América Entrevistada: Elisa Alvarenga Diretora Geral do IPSM-MG e Presidente da FAPOL (Federação Americana de Psicanálise de Orientação Lacaniana). E-mail:

Leia mais

Os princípios da prática analítica com crianças

Os princípios da prática analítica com crianças Os princípios da prática analítica com crianças Cristina Drummond Palavras-chave: indicação, tratamento, criança, princípios. As indicações de um tratamento para crianças Gostaria de partir de uma interrogação

Leia mais

Considerações sobre a elaboração de projeto de pesquisa em psicanálise

Considerações sobre a elaboração de projeto de pesquisa em psicanálise Considerações sobre a elaboração de projeto de pesquisa em psicanálise Manoel Tosta Berlinck Um projeto de pesquisa é um objeto escrito que resulta de um processo de elaboração, esclarecimento e precisão.

Leia mais

GRUPO DE ESTUDOS: TRANSFERÊNCIA:- HISTÓRIAS DE (DES)AMOR SUELI SOUZA DOS SANTOS. 3º Encontro - 31 de agosto 2015. No começo era o amor (Cap.

GRUPO DE ESTUDOS: TRANSFERÊNCIA:- HISTÓRIAS DE (DES)AMOR SUELI SOUZA DOS SANTOS. 3º Encontro - 31 de agosto 2015. No começo era o amor (Cap. GRUPO DE ESTUDOS: TRANSFERÊNCIA:- HISTÓRIAS DE (DES)AMOR SUELI SOUZA DOS SANTOS 3º Encontro - 31 de agosto 2015 No começo era o amor (Cap.I) No primeiro capítulo do Livro 8, Lacan (1960-1961) inicia com

Leia mais

Latusa digital ano 2 N 19 outubro de 2005

Latusa digital ano 2 N 19 outubro de 2005 Latusa digital ano 2 N 19 outubro de 2005 Sinthoma e fantasia fundamental no caso do homem dos ratos * Cleide Maschietto Doris Rangel Diogo ** O Homem dos ratos 1 é um caso de neurose muito comentado,

Leia mais

Por que há sonhos dos quais não nos esquecemos?

Por que há sonhos dos quais não nos esquecemos? Opção Lacaniana online nova série Ano 3 Número 8 julho 2012 ISSN 2177-2673 Por que há sonhos dos quais não nos esquecemos? Luciana Silviano Brandão Lopes Quem já não teve a sensação de ter tido muitos

Leia mais

AMOR, TRANSFERÊNCIA E DESEJO

AMOR, TRANSFERÊNCIA E DESEJO AMOR, TRANSFERÊNCIA E DESEJO Lucia Serrano Pereira 1 Afirmo em nada mais ser entendido, senão nas questões do amor. Isso é o que está dito por Sócrates na obra de Platão O Banquete. O Banquete nos é indicado

Leia mais

Um percurso de nomes, objetos, angústia e satisfação

Um percurso de nomes, objetos, angústia e satisfação Opção Lacaniana online nova série Ano 3 Número 8 julho 2012 ISSN 2177-2673 Um percurso de nomes, objetos, angústia e satisfação Gresiela Nunes da Rosa Diante do enigma primeiro a respeito do desejo do

Leia mais

Por que repetimos os mesmos erros

Por que repetimos os mesmos erros J.-D. Nasio Por que repetimos os mesmos erros Tradução: André Telles Neste livro, eu gostaria de mostrar como a minha experiência de psicanalista me levou a concluir que o inconsciente é a repetição. Normalmente,

Leia mais

A FUNÇÃO DO PAGAMENTO EM ANÁLISE: LIMITES E POSSIBILIDADES NA INSTITUIÇÃO

A FUNÇÃO DO PAGAMENTO EM ANÁLISE: LIMITES E POSSIBILIDADES NA INSTITUIÇÃO A FUNÇÃO DO PAGAMENTO EM ANÁLISE: LIMITES E POSSIBILIDADES NA INSTITUIÇÃO Fernanda de Souza Borges feborges.psi@gmail.com Prof. Ms. Clovis Eduardo Zanetti Na praça Clóvis Minha carteira foi batida, Tinha

Leia mais

Mentira - o avesso da Verdade?

Mentira - o avesso da Verdade? Mentira - o avesso da Verdade? Christian Ingo Lenz Dunker A educação formal e informal nos ensina que não devemos mentir. A mentira deve ser evitada e a sinceridade prezada acima de tudo. Se exigirmos

Leia mais

Depressão não é sintoma, mas inibição

Depressão não é sintoma, mas inibição 4 (29/4/2015) Tristeza Atualmente denominada de depressão, por lhe dar por suporte o humor, a tristeza é uma covardia de dizer algo do real. Seu avesso, no sentido moebiano, a alegria, pode ir até a elacão.

Leia mais

escrita como condicionante do sucesso escolar num enfoque psicanalítico

escrita como condicionante do sucesso escolar num enfoque psicanalítico escrita como condicionante do sucesso escolar num enfoque psicanalítico Meu objetivo aqui é estabelecer um ponto de convergência entre a apropriação da linguagem escrita, o fracasso escolar e os conceitos

Leia mais

Latusa digital ano 2 Nº 16 julho de 2005

Latusa digital ano 2 Nº 16 julho de 2005 Latusa digital ano 2 Nº 16 julho de 2005 Uma intervenção Carlos Augusto Nicéas * Escolhi trazer para a nossa Conversação 1, alguns fragmentos do tratamento de um jovem de dezenove anos atualmente, dependente

Leia mais

O TEMPO DA HISTERIA: CONSIDERAÇÕES SOBRE O COLETIVO E O SUJEITO DO INCONSCIENTE Ana Costa

O TEMPO DA HISTERIA: CONSIDERAÇÕES SOBRE O COLETIVO E O SUJEITO DO INCONSCIENTE Ana Costa O TEMPO DA HISTERIA: CONSIDERAÇÕES SOBRE O COLETIVO E O SUJEITO DO INCONSCIENTE Ana Costa No decorrer dos séculos, a histeria sempre foi associada a uma certa imagem de ridículo que por vezes suas personagens

Leia mais

Adolescência Márcio Peter de Souza Leite (Apresentação feita no Simpósio sobre Adolescência- Rave, EBP, abril de 1999, na Faculdade de Educação da

Adolescência Márcio Peter de Souza Leite (Apresentação feita no Simpósio sobre Adolescência- Rave, EBP, abril de 1999, na Faculdade de Educação da Adolescência 1999 Adolescência Márcio Peter de Souza Leite (Apresentação feita no Simpósio sobre Adolescência- Rave, EBP, abril de 1999, na Faculdade de Educação da USP) O que é um adolescente? O adolescente

Leia mais

Um olhar psicanalítico sobre o Transtorno de Stress Pós-Traumático

Um olhar psicanalítico sobre o Transtorno de Stress Pós-Traumático Um olhar psicanalítico sobre o Transtorno de Stress Pós-Traumático Fernando Del Guerra Prota O presente trabalho surgiu das questões trabalhadas em cartel sobre pulsão e psicossomática. Não se trata de

Leia mais

AULA CRIATIVA DE HISTÓRIA - FOLCLORE

AULA CRIATIVA DE HISTÓRIA - FOLCLORE AULA CRIATIVA DE HISTÓRIA - FOLCLORE Mesmo não acreditando na Educação Criativa, o professor pode fazer uma experiência para ver o resultado. É o caso da professora deste relato. Glorinha Aguiar glorinhaaguiar@uol.com.br

Leia mais

Documento do MEJ Internacional. O coração do Movimento Eucarístico Juvenil

Documento do MEJ Internacional. O coração do Movimento Eucarístico Juvenil Documento do MEJ Internacional Para que a minha alegria esteja em vós Por ocasião dos 100 anos do MEJ O coração do Movimento Eucarístico Juvenil A O coração do MEJ é a amizade com Jesus (Evangelho) B O

Leia mais

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão.

REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS. Idade na admissão. REPRESENTAÇÕES SOCIAIS DA GRAVIDEZ: A EXPERIÊNCIA DA MATERNIDADE EM INSTITUIÇÃO Código Entrevista: 2 Data: 18/10/2010 Hora: 16h00 Duração: 23:43 Local: Casa de Santa Isabel DADOS SÓCIO-DEMOGRÁFICOS Idade

Leia mais

O FALO E A MORTE NA DINÂMICA DA NEUROSE OBSESSIVA

O FALO E A MORTE NA DINÂMICA DA NEUROSE OBSESSIVA O FALO E A MORTE NA DINÂMICA DA NEUROSE OBSESSIVA Doris Rinaldi 1 A neurose obsessiva apresenta uma complexidade e uma riqueza de aspectos que levou, de um lado, Freud a dizer que tratava-se do tema mais

Leia mais

Violência Simbólica: possíveis lugares subjetivos para uma criança diante da escolha materna

Violência Simbólica: possíveis lugares subjetivos para uma criança diante da escolha materna Violência Simbólica: possíveis lugares subjetivos para uma criança diante da escolha materna Henrique Figueiredo Carneiro Liliany Loureiro Pontes INTRODUÇÃO Esse trabalho apresenta algumas considerações,

Leia mais

FUNÇÃO MATERNA. Luiza Bradley Araújo 1

FUNÇÃO MATERNA. Luiza Bradley Araújo 1 FUNÇÃO MATERNA Luiza Bradley Araújo 1 Entendemos por função materna a passagem ou a mediação da Lei que a mãe opera. Nós falamos de uma função e não da pessoa da mãe, função de limite entre o somático

Leia mais

APO TAME TOS SOBRE A A GÚSTIA EM LACA 1

APO TAME TOS SOBRE A A GÚSTIA EM LACA 1 APO TAME TOS SOBRE A A GÚSTIA EM LACA 1 Elza Macedo Instituto da Psicanálise Lacaniana IPLA São Paulo, 2008 A angústia é um afeto Lacan (2005) dedica o Seminário de 1962-1963 à angústia. Toma a experiência

Leia mais

A importância da participação de crianças e jovens nas práticas de cinema e educação

A importância da participação de crianças e jovens nas práticas de cinema e educação A importância da participação de crianças e jovens nas práticas de cinema e educação POR RAQUEL PACHECO 1 Há muitos anos que o investigador David Buckingham (2009) aborda e baseia seu trabalho na Convenção

Leia mais

Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus

Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus Ensino - Ensino 11 - Anos 11 Anos Lição 10 Batismo Mergulhando em Jesus História Bíblica: Mateus 3:13 a 17; Marcos 1:9 a 11; Lucas 3:21 a 22 João Batista estava no rio Jordão batizando as pessoas que queriam

Leia mais

Estudo de Caso. Cliente: Rafael Marques. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses

Estudo de Caso. Cliente: Rafael Marques. Coach: Rodrigo Santiago. Duração do processo: 12 meses Estudo de Caso Cliente: Rafael Marques Duração do processo: 12 meses Coach: Rodrigo Santiago Minha idéia inicial de coaching era a de uma pessoa que me ajudaria a me organizar e me trazer idéias novas,

Leia mais

A criança, a lei e o fora da lei

A criança, a lei e o fora da lei 1 A criança, a lei e o fora da lei Cristina Drummond Palavras-chave: criança, mãe, lei, fora da lei, gozo. A questão que nos toca na contemporaneidade é a do sujeito às voltas com suas dificuldades para

Leia mais

E.E.I.E.F SÃO FRANCISCO ROTEIRO DO CURTA METRAGEM TEMA: A LENDA DA PEDRA DA BATATEIRA- MITO E REALIDADE 1ª PARTE

E.E.I.E.F SÃO FRANCISCO ROTEIRO DO CURTA METRAGEM TEMA: A LENDA DA PEDRA DA BATATEIRA- MITO E REALIDADE 1ª PARTE E.E.I.E.F SÃO FRANCISCO ROTEIRO DO CURTA METRAGEM TEMA: A LENDA DA PEDRA DA BATATEIRA- MITO E REALIDADE 1ª PARTE De inicio nos reunimos com alguns monitores do Programa Mais Educação para realizarmos a

Leia mais

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele

Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele O Plantador e as Sementes Era uma vez, numa cidade muito distante, um plantador chamado Pedro. Ele sabia plantar de tudo: plantava árvores frutíferas, plantava flores, plantava legumes... ele plantava

Leia mais

Há um acontecimento de corpo

Há um acontecimento de corpo Opção Lacaniana online nova série Ano 5 Número 13 março 2014 ISSN 2177-2673 1 Ram Avraham Mandil Para uma discussão sobre a lógica do tratamento a partir do Seminário...ou pior, de Jacques Lacan, gostaria

Leia mais

AFORISMOS DE JACQUES LACAN

AFORISMOS DE JACQUES LACAN AFORISMOS DE JACQUES LACAN Marco Antonio Coutinho Jorge (org.) O texto de Lacan, assim como o de Swedenborg, segundo Borges, é daqueles que expõe tudo com autoridade, com uma tranqüila autoridade. Ciente,

Leia mais

Em algum lugar de mim

Em algum lugar de mim Em algum lugar de mim (Drama em ato único) Autor: Mailson Soares A - Eu vi um homem... C - Homem? Que homem? A - Um viajante... C - Ele te viu? A - Não, ia muito longe! B - Do que vocês estão falando?

Leia mais

ADOLESCÊNCIA: PSICOPATOLOGIAS E CLÍNICA PSICANALÍTICA

ADOLESCÊNCIA: PSICOPATOLOGIAS E CLÍNICA PSICANALÍTICA ADOLESCÊNCIA: PSICOPATOLOGIAS E CLÍNICA PSICANALÍTICA MARIA DA GLORIA SCHWAB SADALA 1. BREVE CURRICULO PSICÓLOGA E PSICANALISTA DOUTORA, MESTRE E ESPECIALISTA PELA UFRJ COORDENADORA DO MESTRADO EM PSICANÁLISE

Leia mais

11 Segredos para a Construção de Riqueza Capítulo II

11 Segredos para a Construção de Riqueza Capítulo II Capítulo II Mark Ford 11 Segredos para a Construção de Riqueza Capítulo Dois Como uma nota de $10 me deixou mais rico do que todos os meus amigos Das centenas de estratégias de construção de riqueza que

Leia mais

Entrevista Noemi Rodrigues (Associação dos Pescadores de Guaíba) e Mário Norberto, pescador. Por que de ter uma associação específica de pescadores?

Entrevista Noemi Rodrigues (Associação dos Pescadores de Guaíba) e Mário Norberto, pescador. Por que de ter uma associação específica de pescadores? Entrevista Noemi Rodrigues (Associação dos Pescadores de Guaíba) e Mário Norberto, pescador. Por que de ter uma associação específica de pescadores? Noemi: É a velha história, uma andorinha não faz verão,

Leia mais

Dra. Nadia A. Bossa. O Olhar Psicopedagógico nas Dificuldades de Aprendizagem

Dra. Nadia A. Bossa. O Olhar Psicopedagógico nas Dificuldades de Aprendizagem O Olhar Psicopedagógico nas Dificuldades de Aprendizagem Aprendizagem humana Ao nascer, o bebê humano é recebido num mundo de cultura e linguagem que o antecede e ao qual necessita ter acesso. Porém falta

Leia mais

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola

Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Elvira Cristina de Azevedo Souza Lima' A Utilização do Jogo na Pré-Escola Brincar é fonte de lazer, mas é, simultaneamente, fonte de conhecimento; é esta dupla natureza que nos leva a considerar o brincar

Leia mais

Ser mãe hoje. Cristina Drummond. Palavras-chave: família, mãe, criança.

Ser mãe hoje. Cristina Drummond. Palavras-chave: família, mãe, criança. Ser mãe hoje Cristina Drummond Palavras-chave: família, mãe, criança. Hoje em dia, a diversidade das configurações familiares é um fato de nossa sociedade. Em nosso cotidiano temos figuras cada vez mais

Leia mais

DO DESENVOLVIMENTO DA TEORIA PULSIONAL FREUDIANA PARA UMA REFLEXÃO SOBRE A RELAÇÃO ENTRE AMOR E ÓDIO. Ligia Maria Durski

DO DESENVOLVIMENTO DA TEORIA PULSIONAL FREUDIANA PARA UMA REFLEXÃO SOBRE A RELAÇÃO ENTRE AMOR E ÓDIO. Ligia Maria Durski DO DESENVOLVIMENTO DA TEORIA PULSIONAL FREUDIANA PARA UMA REFLEXÃO SOBRE A RELAÇÃO ENTRE AMOR E ÓDIO. Ligia Maria Durski Iniciemos este texto fazendo uma breve retomada de alguns momentos importantes da

Leia mais

Feminilidade e Angústia 1

Feminilidade e Angústia 1 Feminilidade e Angústia 1 Claudinéia da Cruz Bento 2 Freud, desde o início de seus trabalhos, declarou sua dificuldade em abordar o tema da feminilidade. Após um longo percurso de todo o desenvolvimento

Leia mais

Feminilidade e Violência

Feminilidade e Violência Feminilidade e Violência Emilse Terezinha Naves O tema sobre a violência e a feminilidade apresenta-se, nas mais diversas áreas do conhecimento, como um tema de grande interesse, quando encontramos uma

Leia mais

OLHAR GLOBAL. Inspirado no mito da Fênix, Olivier Valsecchi cria imagens com cinzas. A poeira do. renascimento. Fotografe Melhor n o 207

OLHAR GLOBAL. Inspirado no mito da Fênix, Olivier Valsecchi cria imagens com cinzas. A poeira do. renascimento. Fotografe Melhor n o 207 OLHAR GLOBAL Inspirado no mito da Fênix, Olivier Valsecchi cria imagens com cinzas A poeira do renascimento 36 Fotografe Melhor n o 207 Olivier convida pessoas que encontra na rua ou na internet para posarem

Leia mais

O sujeito e o sexual: no contado já está o contador

O sujeito e o sexual: no contado já está o contador O sujeito e o sexual: no contado já está o contador Nilda Martins Sirelli Psicanalista, doutoranda em Memória Social pela UNIRIO, professora do curso de graduação em Psicologia da Universidade Estácio

Leia mais

MECANISMOS DE DEFESA

MECANISMOS DE DEFESA 1 MECANISMOS DE DEFESA José Henrique Volpi O Ego protege a personalidade contra a ameaça ruim. Para isso, utilizase dos chamados mecanismos de defesa. Todos estes mecanismos podem ser encontrados em indivíduos

Leia mais

Há ou não um ato sexual? 1

Há ou não um ato sexual? 1 Opção Lacaniana online nova série Ano 5 Número 13 março 2014 ISSN 2177-2673 Há ou não um ato sexual? 1 Patrícia Badari Um, dois, três..., uma série de homens, uma série de encontros sexuais é o que ouvimos

Leia mais

A RESPONSABILIDADE DO SUJEITO, A RESPONSABILIDADE DO ANALISTA E A ÉTICA DA PSICANÁLISE

A RESPONSABILIDADE DO SUJEITO, A RESPONSABILIDADE DO ANALISTA E A ÉTICA DA PSICANÁLISE A RESPONSABILIDADE DO SUJEITO, A RESPONSABILIDADE DO ANALISTA E A ÉTICA DA PSICANÁLISE Maria Fernanda Guita Murad Pensando a responsabilidade do analista em psicanálise, pretendemos, neste trabalho, analisar

Leia mais

4.59.1. Tema: Sinais de risco nas clínicas mãe-bebê 4.59.2. Coordenadora: Sonia Pereira Pinto da Motta

4.59.1. Tema: Sinais de risco nas clínicas mãe-bebê 4.59.2. Coordenadora: Sonia Pereira Pinto da Motta Mesa: 4.59.1. Tema: Sinais de risco nas clínicas mãe-bebê 4.59.2. Coordenadora: Sonia Pereira Pinto da Motta OS RISCOS NA CONSTITUIÇÃO PSÍQUICA Autora: CRISTINA HOYER Breve Nota Curricular da Autora -

Leia mais

Quem te fala mal de. 10º Plano de aula. 1-Citação as semana: Quem te fala mal de outra pessoa, falará mal de ti também." 2-Meditação da semana:

Quem te fala mal de. 10º Plano de aula. 1-Citação as semana: Quem te fala mal de outra pessoa, falará mal de ti também. 2-Meditação da semana: 10º Plano de aula 1-Citação as semana: Quem te fala mal de outra pessoa, falará mal de ti também." Provérbio Turco 2-Meditação da semana: Mestre conselheiro- 6:14 3-História da semana: AS três peneiras

Leia mais

I - RELATÓRIO DO PROCESSADOR *

I - RELATÓRIO DO PROCESSADOR * PSICODRAMA DA ÉTICA Local no. 107 - Adm. Regional do Ipiranga Diretora: Débora Oliveira Diogo Público: Servidor Coordenadora: Marisa Greeb São Paulo 21/03/2001 I - RELATÓRIO DO PROCESSADOR * Local...:

Leia mais

O PERCURSO ACADÉMICO NA FBAUL E AS PERSPECTIVAS FUTURAS

O PERCURSO ACADÉMICO NA FBAUL E AS PERSPECTIVAS FUTURAS O PERCURSO ACADÉMICO NA FBAUL E AS PERSPECTIVAS FUTURAS QUE OPORTUNIDADES PÓS-LICENCIATURA ESPERAM? EXPECTATIVAS QUE INQUIETAÇÕES TÊM OS ALUNOS DE DC? MADALENA : M QUAL É A TUA PERSPECTIVA DO MERCADO

Leia mais

INIBIÇÃO, SINTOMA E FPS Cristiane Elael

INIBIÇÃO, SINTOMA E FPS Cristiane Elael 1 INIBIÇÃO, SINTOMA E FPS Cristiane Elael Sabemos que, antes dos 6 meses, o bebê ainda tem de seu corpo a idéia de uma imagem despedaçada. Suas relações com um outro diferenciado dela mesma, ou seja, suas

Leia mais

Clínica psicanalítica com crianças

Clínica psicanalítica com crianças Clínica psicanalítica com crianças Ana Marta Meira* A reflexão sobre a clínica psicanalítica com crianças aponta para múltiplos eixos que se encontram em jogo no tratamento, entre estes, questões referentes

Leia mais

Entrevista 1.02 - Brenda

Entrevista 1.02 - Brenda Entrevista 1.02 - Brenda (Bloco A - Legitimação da entrevista onde se clarificam os objectivos do estudo, se contextualiza a realização do estudo e participação dos sujeitos e se obtém o seu consentimento)

Leia mais

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM: domínio e/ou desenvolvimento? Cipriano Carlos Luckesi 1

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM: domínio e/ou desenvolvimento? Cipriano Carlos Luckesi 1 AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM: domínio e/ou desenvolvimento? Cipriano Carlos Luckesi 1 A partir do texto que publiquei na revista ABC EDUCTIO, nº 54, de março do corrente ano, tratando das armadilhas que são

Leia mais

REFLEXÕES CLÍNICAS SOBRE UM CASAL DE PAIS ADOTANTES

REFLEXÕES CLÍNICAS SOBRE UM CASAL DE PAIS ADOTANTES REFLEXÕES CLÍNICAS SOBRE UM CASAL DE PAIS ADOTANTES Autores: Tânia Regina Goia; José Paulo Diniz; Maria Luísa Louro de Castro Valente Instituição: Universidade Estadual Paulista Faculdade de Ciências e

Leia mais

Manifeste Seus Sonhos

Manifeste Seus Sonhos Manifeste Seus Sonhos Índice Introdução... 2 Isso Funciona?... 3 A Força do Pensamento Positivo... 4 A Lei da Atração... 7 Elimine a Negatividade... 11 Afirmações... 13 Manifeste Seus Sonhos Pág. 1 Introdução

Leia mais

RESISTÊNCIA e DESEJO do ANALISTA: quem trabalha na psicanálise com crianças *

RESISTÊNCIA e DESEJO do ANALISTA: quem trabalha na psicanálise com crianças * RESISTÊNCIA e DESEJO do ANALISTA: quem trabalha na psicanálise com crianças * Maria Inês Lamy Palavras-chave: psicanálise com crianças / trabalho dos pais na psicanálise com crianças / resistência / resistência

Leia mais

Os nós e o amor. Silvia Emilia Espósito* Palavras - chave: nós, real, amor, três registros

Os nós e o amor. Silvia Emilia Espósito* Palavras - chave: nós, real, amor, três registros Os nós e o amor Silvia Emilia Espósito* Palavras - chave: nós, real, amor, três registros Aprendemos com Freud que o amor é sempre narcísico, ou seja, não importa de que escolha de objeto se trate, ele

Leia mais

Os impasses na vida amorosa e as novas configurações da tendência masculina à depreciação

Os impasses na vida amorosa e as novas configurações da tendência masculina à depreciação Os impasses na vida amorosa e as novas configurações da tendência masculina à depreciação Maria José Gontijo Salum Em suas Contribuições à Psicologia do Amor, Freud destacou alguns elementos que permitem

Leia mais

5 Considerações Finais

5 Considerações Finais 5 Considerações Finais Nosso objetivo nesse trabalho foi investigar as influências da família de origem na construção do laço conjugal no novo casal. Partimos da premissa de que toda família possui um

Leia mais

Novos fundamentos para a psicanálise: Teoria da feminilidade generalizada

Novos fundamentos para a psicanálise: Teoria da feminilidade generalizada Novos fundamentos para a psicanálise: Teoria da feminilidade generalizada 2001 Novos fundamentos para a psicanálise: Teoria da feminilidade generalizada Márcio Peter de Souza Leite Conteúdo Argumento...

Leia mais

REVALORIZAR AS COMPETÊNCIAS CONVERSACIONAIS

REVALORIZAR AS COMPETÊNCIAS CONVERSACIONAIS Rafael Echeverría REVALORIZAR AS COMPETÊNCIAS CONVERSACIONAIS São chaves para as pessoas e as organizações, porque são as únicas que apoiam as grandes transformações pelas quais a sociedade e o mundo estão

Leia mais

Por Tiago Bastos Quer Dinheiro Online? 1

Por Tiago Bastos Quer Dinheiro Online? 1 Por Tiago Bastos Quer Dinheiro Online? 1 Se não pode subir a montanha, torne-se uma. Por Tiago Bastos Quer Dinheiro Online? 2 ISSO ESTÁ ME GERANDO R$7.278,05 - R$10.588,38 POR SEMANA E VOCÊ PODE FAZER

Leia mais

Lição 1 Como Amar os Inimigos

Lição 1 Como Amar os Inimigos Lição 1 Como Amar os Inimigos A. Como seus pais resolviam as brigas entres você e seus irmãos? B. Em sua opinião qual a diferença entre amar o inimigo e ser amigo do inimigo? PROPÓSITO: Aprender como e

Leia mais

IMPLICAÇÕES DO ESTUDO DAS INTERACÇÕES VERBAIS PARA O ESTUDO DA LINGUAGEM E DA COMUNICAÇÃO. Adriano Duarte Rodrigues

IMPLICAÇÕES DO ESTUDO DAS INTERACÇÕES VERBAIS PARA O ESTUDO DA LINGUAGEM E DA COMUNICAÇÃO. Adriano Duarte Rodrigues IMPLICAÇÕES DO ESTUDO DAS INTERACÇÕES VERBAIS PARA O ESTUDO DA LINGUAGEM E DA COMUNICAÇÃO Adriano Duarte Rodrigues Nesta última sessão do nosso curso, vou tentar esboçar algumas das mais importantes implicações

Leia mais

Encontros de vida que se faz vivendo.

Encontros de vida que se faz vivendo. Encontros de vida que se faz vivendo. Thatiane Veiga Siqueira 1 A menina do coração de chocolate. Juliana tem nove anos, é uma menina de olhos esbugalhados, com sorriso fácil, ao primeiro olhar já se vê

Leia mais

Megalomania: amor a si mesmo Raquel Coelho Briggs de Albuquerque 1

Megalomania: amor a si mesmo Raquel Coelho Briggs de Albuquerque 1 Megalomania: amor a si mesmo Raquel Coelho Briggs de Albuquerque 1 Alfredo estava na casa dos 30 anos. Trabalhava com gesso. Era usuário de drogas: maconha e cocaína. Psicótico, contava casos persecutórios,

Leia mais

PARA CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL

PARA CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL Panorama Social Viviani Bovo - Brasil 1 RELATÓRIO FINAL PARA CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL PANORAMA SOCIAL Viviani Bovo Campinas - Brasil Panorama Social Viviani Bovo - Brasil 2 Relatório para Certificação

Leia mais

O corpo para a psicanálise: notas sobre inibição e psicossomática. 1

O corpo para a psicanálise: notas sobre inibição e psicossomática. 1 O corpo para a psicanálise: notas sobre inibição e psicossomática. 1 Miriam A. Nogueira Lima 2 1ª - O corpo para a psicanálise é o corpo afetado pela linguagem. Corpo das trocas, das negociações. Corpo

Leia mais

A ILUSÃO NOS ADOECE E A REALIDADE NOS CURA. O ENIGMA DA DOENÇA E DA CURA

A ILUSÃO NOS ADOECE E A REALIDADE NOS CURA. O ENIGMA DA DOENÇA E DA CURA 1 A ILUSÃO NOS ADOECE E A REALIDADE NOS CURA. O ENIGMA DA DOENÇA E DA CURA José Fernando de Freitas RESUMO Os doentes têm uma relação especial com suas doenças. A mente diz que quer se curar, mas, na realidade,

Leia mais

"Crise ou tentativa de cura? - desafios para uma clínica do sujeito numa enfermaria psiquiátrica". 1

Crise ou tentativa de cura? - desafios para uma clínica do sujeito numa enfermaria psiquiátrica. 1 V Congresso de Psicopatologia Fundamental "Crise ou tentativa de cura? - desafios para uma clínica do sujeito numa enfermaria psiquiátrica". 1 Autora: Lorenna Figueiredo de Souza. Resumo: O trabalho apresenta

Leia mais

CENTRO HISTÓRICO EMBRAER. Entrevista: Eustáquio Pereira de Oliveira. São José dos Campos SP. Abril de 2011

CENTRO HISTÓRICO EMBRAER. Entrevista: Eustáquio Pereira de Oliveira. São José dos Campos SP. Abril de 2011 CENTRO HISTÓRICO EMBRAER Entrevista: Eustáquio Pereira de Oliveira São José dos Campos SP Abril de 2011 Apresentação e Formação Acadêmica Meu nome é Eustáquio, estou com sessenta anos, nasci em Minas Gerais,

Leia mais

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no encontro com a delegação de atletas das Paraolimpíadas de Atenas-2004

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no encontro com a delegação de atletas das Paraolimpíadas de Atenas-2004 , Luiz Inácio Lula da Silva, no encontro com a delegação de atletas das Paraolimpíadas de Atenas-2004 Palácio do Planalto, 14 de outubro de 2004 Meu querido companheiro Agnelo Queiroz, ministro de Estado

Leia mais