Autores: Élio Cesar Maruch Robson Leandro Mafioletti

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1 Autores: Élio Cesar Maruch Robson Leandro Mafioletti O trabalho é parte da monografia do primeiro autor sob a orientação do segundo no curso de Pós Graduação em nível de especialização em agronegócio da UFPR/2004 Rua: Mateus Leme 575, Centro Cívico, Cep: Curitiba/Pr. Grupo Sugerido: Associativismo no Meio Rural Forma de apresentação: Oral. Palavras-Chave: Cooperativismo, Sicredi, vantagens. Curitiba, 31 de março de 2005

2 2 A Contribuição do Sicredi como Alternativa para o Desenvolvimento Econômico e Social O Caso do Sicredi Norte do Paraná RESUMO O trabalho analisou a evolução do cooperativismo mundial, contando o desenvolvimento desde seus precursores até os dias atuais, como principais resultados têm-se que, o movimento cooperativista no mundo é recente, com uma grande evolução iniciada a partir da Revolução Industrial na Europa, especificamente na Inglaterra pelos 28 tecelões de Rochdale, em No cooperativismo de crédito, teve grande repercussão e resultados os modelos desenvolvidos na Europa por Schulze/Delitzsch, Raiffeisen, Haas, Luzzatti, Gide e posteriormente na América por Desjardins e Filene. No Brasil o sistema teve início pelo cooperativismo de consumo no final do século XIX e, especificamente, no cooperativismo de crédito o início deu-se no século XX, em 1.902, em Nova Petrópolis RS. Nesta década, o cooperativismo de crédito, já consolidado e organizado em três sistemas Sicoob, Unicred, Sicredi e cooperativas independentes, tornou-se uma alternativa para o financiamento e desenvolvimento local e regional. A capilaridade do sistema é impressionante, pois, especificamente no Sicredi teremos, em 2005, 98% dos municípios paranaenses atendidos por um posto do Sicredi. Na comparação dos custos mensais do crédito pessoal temos uma grande vantagem a favor do Sicredi, bem como, nos indicadores de custo do cheque especial, desconto de títulos e cartão de crédito, quando comparados com os demais agentes financeiros. 1 INTRODUÇÃO A evolução do cooperativismo, bem como, uma análise de alguns indicadores sociais e econômicos do sistema de crédito cooperativo SICREDI, tendo como pano de fundo as profundas alterações a serem implementadas no sistema em virtude das recentes medidas tomadas pelo Governo Federal. O surgimento do cooperativismo é recente, com pouco mais de 1,5 século, data de 1844 quando, em Rochdale distrito de Lancashire, Inglaterra 28 tecelões fundaram a Sociedade dos Probos Pioneiros de Rochdale, buscando formas de melhorar sua precária situação econômica. Esses princípios da cooperativa de consumo de Rochdale, contemplados em seu estatuto, posteriormente constituíram os fundamentos da doutrina cooperativista mundial. Na busca de uma sociedade econômica e socialmente mais justa do que aquela a que leva o capitalismo, concentrador de riquezas, e com menor limitação ao direito de autodeterminação dos indivíduos imposta pelo socialismo estatal, estudiosos e pesquisadores encontram, no cooperativismo, uma terceira forma de organização da sociedade KONZEN & KRAUSE (2002). As cooperativas são organizações empresariais, de propriedade comum de seus associados e controladas democraticamente por eles, são constituídas com a finalidade de buscar o atendimento a necessidades e aspirações comuns, tanto econômicas quanto sociais e culturais, de seus membros. No entanto, se por um lado as cooperativas atuam em um mercado comum a todas as empresas, em que imperam a alta competitividade do capitalismo, por outro, elas não poderão agir perante seus associados, os verdadeiros donos e usuários

3 3 responsáveis pela sua constituição e manutenção, com a mesma racionalidade econômica que lhe é exigida no ambiente externo. As cooperativas não possuem, do ponto de vista econômico, uma existência autônoma e independente dos seus membros, como ocorre nas empresas de capital BIALOSKORSKI, (1995). O sistema financeiro brasileiro, de um modo geral, obteve muitos ganhos devido à alta inflação que imperava antes do Plano Real implementado a partir de 1994, sendo que, depois da estabilização da economia (inflação controlada em baixos níveis), muitas instituições financeiras tiveram grandes problemas e, por causa disso, o mercado passou a observar melhor os critérios de análise de crédito e a classificação de risco nas instituições financeiras convencionais. Diante desse novo cenário o Banco Central do Brasil lançou uma série de regulamentações as instituições financeiras visando evitar os riscos sistêmicos no novo cenário de estabilidade monetária. O objetivo geral do trabalho foi demonstrar a evolução do cooperativismo mundial com destaque para o brasileiro e, especificamente no sistema cooperativista de crédito. Analisar e comparar os indicadores econômicos financeiros, com as demais instituições financeiras do mercado. Indicadores como custos dos empréstimos aos associados, custo do cheque especial, desconto de títulos, cartão de crédito, rentabilidade das aplicações financeiras, capilaridade do sistema como instrumento de alavancagem e de desenvolvimento social e econômico em nível local e regional, constituem-se em objetivos específicos. Além do potencial de crescimento do Sicredi Norte do Paraná em relação a demanda de financiamentos ao setor produtivo. 2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA A Revolução Industrial, que aconteceu na Europa por volta de 1750, sistematizou o trabalho e os empregados não precisavam mais saber fazer de tudo, bastando fazer o dia inteiro a mesma coisa, o trabalho não era pesado, o aprendizado não era difícil e as mulheres podiam ser empregadas e se igualavam aos homens como força de trabalho, diferentemente do que ocorria até então, com o trabalho agrícola e pastoril HOLYOAKE (2001). O Cooperativismo teve como precursores os 28 tecelões de Rochdale, trabalhadores de Lancashire ao norte de Manchester, na Inglaterra, que, em 1844 cansados da exploração fundaram a cooperativa de consumo, que se transformou na referência mundial em cooperativismo HOLYOAKE (2001). As bases teóricas doutrinárias da atividade cooperativa foram constituídas pela matriz do cooperativismo de consumo e pelos modelos cooperativistas de produção e de crédito PINHO (1984). De acordo com MLADENATZ (1944) a concepção cooperativa remonta a períodos onde se originou o sistema cooperativista, em geral com as cooperativas de produção e de consumo no século XVIII, com célebres precursores como Robert Owen ( ), William King ( ). 2.1 ROCHDALE E O COOPERATIVISMO Na busca de possíveis soluções de seus problemas de sobrevivência, os pioneiros de Rochdale optaram pela fundação de um armazém cooperativo, idéia defendida por vários deles, entre os quais Charles Howart, James Smithies, John Hill e John Bent. Pouparam recursos durante um ano para conseguir capital e em 1844 ocorreu a inauguração desse armazém, com capital de 28 libras. O armazém apresentava aos associados pequenas quantidades de manteiga, farinha de trigo e aveia (CANCEAN 2003).

4 Os princípios que norteavam a estrutura e o funcionamento da cooperativa de consumo de Rochdale, contemplados em seu estatuto, posteriormente constituíram os fundamentos da doutrina cooperativista. São esses princípios: governo da sociedade cooperativa constituído mediante eleição, através de assembléia geral; livre adesão e demissão dos sócios; direito de apenas um voto por associado; pagamento de juros limitados ao capital; a distribuição dos ganhos proporcionalmente às compras efetuadas pelos associados, depois de descontadas as despesas de administração, os juros correspondentes às cotas partes, a porcentagem de depreciação das mercadorias inventariadas, a cota de reserva para o aumento de capital destinado à extensão das operações e a porcentagem para educação. Outra característica dos pioneiros era o interesse de promover seu próprio aperfeiçoamento moral e intelectual, para isso destinavam 2,5% dos ganhos e das multas cobradas por infração às regras sociais a um fundo especial de educação dos membros dessa instituição e acervo da biblioteca (PINHO 1984). A evolução do cooperativismo de crédito teve seus precursores na Alemanha, Itália, Canadá e Estados Unidos, (FILHO 2002). Herman Schulze, nascido na cidade de Delitzsch Alemanha, homem público e com idéias altruístas, organizou, de início em Delitzsch, uma pequena caixa de socorro para atender, prioritariamente, casos de doenças ou de morte. Outras cooperativas foram surgindo, já sem tanta rigidez de limitações em suas áreas de atuação e, conseqüentemente, foi fundada a União Geral das Sociedades Cooperativas e Artesanais Alemãs. Essas cooperativas começaram a ser constituídas a partir de 1850, e não recebiam ajuda do Estado, devido a isso Herman Schulze foi muito criticado pela forma capitalista da época, pois, com essas idéias era impossível imaginar a criação de bancos populares, como as cooperativas de crédito começaram a ser chamadas. Os recursos eram provenientes apenas de pessoas pobres e necessitadas, já que, não imaginava como os associados poderiam capitalizar as cooperativas, se nem sequer podiam economizar, no entanto, para surpresa em 10 anos o movimento estava razoavelmente fortalecido, com 111 cooperativas singulares. Estas cooperativas tinham como características principais a adoção do princípio da ajuda mútua; responsabilidade ilimitada dos sócios; sobras líquidas distribuídas proporcionalmente ao capital; controle democrático, permitindo a cada associado direito a um voto; áreas de ação não restritas; empréstimos em curto prazo, de acordo com as modalidades bancárias existentes na época e diretores executivos remunerados. Friedrich Wilhelm Raiffeisen, nascido na cidade de Renânia Alemanha, criou cooperativas de crédito que tinham como características o princípio cristão de amor ao próximo; admitiam auxílio de caráter filantrópico, embora preferissem o princípio da ajuda mútua; davam grande importância à formação moral dos associados, os quais se responsabilizavam de modo solidário e ilimitado, pelas obrigações contraídas pela cooperativa; preconizavam a organização de um banco central para atender às necessidades das diversas cooperativas de crédito; não remuneravam os dirigentes da sociedade; tinham área de ação reduzida para melhor integração entre associados; integração entre cooperativas; e não distribuíam retorno excedente. A primeira cooperativa de crédito no modelo Raiffeisen fundada foi em 1848, sendo que, as cooperativas neste modelo com o decorrer do tempo passaram a ser homogêneas e destinadas principalmente ao meio rural. Este modelo de cooperativismo de crédito foi um dos mais difundidos por todo o mundo, pelos seus elevados princípios morais e humanísticos. Wilhelm Haas, em 1872, iniciou sua atividade cooperativa na Alemanha, quando criou em Friedberg uma cooperativa local que foi denominada de cooperativa de consumo, mas que na realidade funcionava como uma cooperativa de fornecimento de insumos para a 4

5 agricultura. O modelo de Hass foi considerado uma transição entre o princípio Raiffeisen e o modelo de Schulze-Dielitzsch (CANCEAN 2003). Enquanto para Raiffeisen o aspecto econômico da atividade da cooperativa não era meta final, senão um meio para alcançá-la, para Hass esse era seu principal objetivo e os princípios religiosos apenas um meio. Haas se interessava pela parte econômica do movimento cooperativo e também pela ética cooperativa que se relacionara com o movimento, seu modelo era mais próximo da filosofia de Schulze-Delitzsch, no que diz respeito aos princípios cooperativistas, do que de Raiffeisen, no entanto, o modelo de Hass, demonstrava antipatia contra a centralização econômica difundida por Schulze (MLADENATZ 1944). Luigi Luzzatti fundou, em 1865, o primeiro banco cooperativo urbano em Milão, e Leoni Wollemborg organizou a primeira cooperativa de crédito em Lorégia em Tanto os bancos populares de Luzzatti, como as cooperativas de crédito de Wollemborg, eram a adaptação das novas condições econômicas e sociais, inspiradas nos sistemas alemães de Schulze-Delitzsch e de Raiffeisen que têm como suas principais características: adotam o self-help embora admitam ajuda estatal, esta deve ser, todavia, apenas supletiva, desaparecendo tão logo a própria sociedade esteja em condições de resolver os seus problemas; a conduta dos associados tem grande importância, deles são exigidas sérias qualidades morais e fiscalização recíproca; concedem empréstimo mediante palavra de honra; não remuneram os administradores da sociedade. Este modelo inspirou a criação de milhares de bancos deste tipo no Brasil, principalmente nas regiões Sul e Sudeste por influência da imigração italiana (PINHO 1984). Charles Gide, francês da escola de Nimes, cidade no Sul da França, expôs as idéias de Charles Fourier, demonstrando que o cooperativismo tinha suas raízes no pensamento deste importante precursor do sistema e que seu fim era a abolição da luta de classes através da supressão do assalariado, dos intermediários do comércio, visando reduzir os preços dos produtos destinados ao consumo e eliminação dos patrões no processo produtivo (CANCEAN 2003). Alphonse Desjardins, nascido na cidade de Lévis no Canadá, idealizou a constituição de uma caixa popular com características próprias, baseada, porém, nos modelos preconizados por Luzzatti, Schulze-Dielitzsch e Raiffeisen, com objetivo da promoção de um ideal coletivo para atender os anseios da população de origem francesa no Canadá. Em 1900, foi criada a primeira caixa popular que, em seu discurso, notabilizou-se pela frase causa nunca esquecida, esta associação de crédito é acima de tudo uma associação de pessoas, não de dólares. Já em 1917, com 140 cooperativas constituídas no Canadá, seu precursor empenhou-se em disciplinar o movimento num sistema federado, com o propósito de manter a unidade do movimento, oferecendo-lhe assistência técnica, padronização de serviços e facilidade de controle pela centralização de informações. Este modelo é de grande importância para o cooperativismo de crédito brasileiro, pois, foi adaptado via o modelo dos Estados Unidos, a partir de Em 1909 o norte-americano Edward A. Filene, homem de ampla visão empresarial e humanista, constituiu a primeira cooperativa de crédito no estado de New Hampshire. Era um pensador progressista para sua época, que começava a desenvolver planos para seus empregados instituindo programas de benefícios adicionais e coordenou a organização do Credit Union Extension Bureau, para integrar o sistema. Em 1935, após 13 anos da implantação da Credit, esta foi substituída pela CUNA (Credit Union National Association), constituída para servir as federações estaduais. 5

6 6 2.2 A EVOLUÇÃO DO COOPERATIVISMO DE CRÉDITO NO BRASIL O movimento cooperativista brasileiro surgiu, em 1891, para atender as necessidades de funcionários públicos, militares, profissionais liberais e operários. Em Limeira, Estado de São Paulo, foi constituída a primeira cooperativa de consumo e posteriormente expandiu-se para outros estados brasileiros (PINHO 1984). O cooperativismo de crédito chegou ao Brasil trazido da Europa pelo Padre jesuíta Theodor Amstad, com o objetivo de reunir as poupanças das comunidades de imigrantes e colocá-las a serviço do seu próprio desenvolvimento, esta cooperativa foi constituída nos moldes das caixas Raiffeisen da Alemanha. Foi na linha Imperial, município de Nova Petrópolis RS, que o padre constituiu, formalmente, a primeira cooperativa de crédito (Cooperural), em 28 de dezembro de 1902, sendo a primeira cooperativa de crédito da América Latina, atualmente a cooperativa de Nova Petrópolis denomina-se Sistema de Crédito Cooperativo Sicredi Pioneira. Além do Padre Theodor, o italiano Giuseppe di Stéfano Paternó também foi um dos pioneiros do cooperativismo de crédito no Brasil, visto que as Caixas de Crédito Rural atuavam conjuntamente com as cooperativas agrícolas como cooperativas de crédito, para apoio financeiro. Eram as conhecidas cooperativas agrícolas com seção de crédito (FILHO 2002). Impulsionado pelo seu precursor, o cooperativismo de crédito evoluiu em mais de 60 instituições espalhadas pelo Rio Grande do Sul, constituídas sob a denominação de Caixas União Popular Raiffeisen, essas cooperativas tornaram-se representativas no financiamento das atividades das comunidades colonizadas por imigrantes europeus, especialmente na década de 50 (SCHARDONG 2002). No Brasil o cooperativismo teve grande impulso a partir da promulgação da Lei de 1971, que disciplinou todo o funcionamento do sistema cooperativista. No caso do cooperativismo de crédito a Lei dispõe que as cooperativas de crédito são uma instituição financeira integrante do sistema financeiro nacional, autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil. É uma sociedade de pessoas com forma e natureza jurídica própria, de caráter civil, não sujeita à falência, constituída para prestar serviços aos associados e a comunidade onde atua. A evolução histórica do cooperativismo de crédito no Brasil é apresentada na Figura 01. Figura 01 Evolução histórica do cooperativismo de crédito no Brasil 1891 Surge em Limeira (SP) a primeira cooperativa de consumo no Brasil 1902 Pe. Theodor Amstadt cria a primeira cooperativa de crédito do Brasil em Nova Petrópolis (RS) 1925 Em Santa Maria (RS) reunião de 18 cooperativas e criação da I primeira central do Brasil, a união popular, sociedade cooperativa de responsabilidade limitada Pe. Theodor Amstadt organiza a primeira cooperativa de crédito tipo Luzzatti em Lajeado (RS) 1932 Publicação do Decreto n.º criação da legislação cooperativista 1938 Publicação do Decreto-Lei n.º criação de um registro administrativo obrigatório na diretoria de organização e defesa da produção, substituído pelo SER 1957 Publicação do Decreto n.º Estabelecia que independente da fiscalização do SER, as cooperativas passariam a ser fiscalizadas pela SUMOC Superintendência da Moeda e do Crédito 1945 Publicação do decreto-lei n.º atribuía a competência de fiscalização das cooperativas em geral ao SER Serviço de Economia Rural do Ministério da Agricultura

7 Criação da Federação Leste Meridional de Cooperativas de Crédito FELEME em Belo Horizonte (MG) 1964 Promulgação da Lei n.º Instituiu a reforma bancária e criou o Banco Central do Brasil BACEN 1966 Publicação do decreto-lei n.º 59, regulamentado pelo decreto n.º /67 que criou o CNC Conselho Nacional de Cooperativismo e a subordinação das cooperativas de crédito ao BACEN 1965 Período do governo militar o Estado impõe restrições operacionais às cooperativas de crédito através da Lei n.º Promulgação da Lei n.º que define a política nacional de cooperativismo e institui o regime jurídico das sociedades cooperativas 1980 Reorganização do cooperativismo de crédito através da criação da Central Estadual: COCECRER Cooperativa Central de Crédito Rural do (RS) 1995 O Conselho Monetário Nacional constitui o primeiro banco cooperativo privado do Brasil o BANSICREDI 1986 Criação da Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito CONFEBRAS em Vitória (ES) 1999 Autorizada pelo BACEN a operar recursos de crédito rural com recursos equalizados pelo Tesouro Nacional 2002 Comemorado o centenário da criação da primeira cooperativa de crédito no Brasil Fonte: Adaptado de FILHO 2002 e CANCEAN O Conselho Monetário Nacional através da Resolução Altera a legislação de funcionamento e favorece o seu rápido crescimento Evolução do sistema Sicredi: 1902 a 1964 Sob a denominação de Caixas Populares Raiffeisen, surgem 66 cooperativas de crédito com papel expressivo no sistema financeiro do Rio Grande do Sul Em 27 de outubro, é constituída a Cooperativa Central de Crédito Rural do Rio Grande do Sul Ltda. COCECRER-RS, patrocinada pelas 9 cooperativas de crédito remanescentes, com o objetivo de reorganizar o sistema e assumir parte das funções do Estado no financiamento rural A partir do segundo semestre, são constituídas as 3 primeiras cooperativas de crédito rural do Paraná, após a reforma bancária de As primeiras operações são realizadas pela Cooperativa de Crédito Agropecuária do Oeste Ltda., hoje SICREDI Toledo Em 30 de agosto, realiza-se o seminário que aprova as diretrizes para a constituição e o funcionamento das cooperativas de crédito no Paraná. Uma iniciativa da OCEPAR, Cooperativas Centrais, BNCC e EMATER-PR Em 20 de janeiro, as 10 cooperativas de crédito singulares em atividade no Paraná constituem a Cooperativa Central de Crédito Rural do Paraná COCECRER-PR, hoje SICREDI CENTRAL PR Em novembro e dezembro, mais 7 cooperativas de crédito e 5 cooperativas agropecuárias de 2 grau filiam-se a COCECRER-PR Em 10 de dezembro, inicia o cooperativismo de crédito no Mato Grosso com a constituição da Cooperativa de Crédito Rural do Leste do Mato Grosso, hoje SICREDI Leste MT Em julho, são constituídas 9 cooperativas de crédito rural no Mato Grosso do Sul.

8 As 9 cooperativas constituem a Cooperativa Central de Crédito Rural do Mato Grosso do Sul COCECRER-MS, com sede em Campo Grande. No Mato Grosso, começam a ser organizadas cooperativas de crédito mútuo Em 10 de julho, por decisão de todas as cooperativas, a COCECRER-RS e suas filiadas unificam-se sob a denominação de SICREDI, em representação ao Sistema de Crédito Cooperativo Em 16 de outubro, autorizadas pelo Conselho Monetário Nacional, as cooperativas filiadas à Central do SICREDI-RS constituem o BANCO COOPERATIVO SICREDI S.A. BANSICREDI, primeiro banco cooperativo privado brasileiro, para ter acesso a produtos e serviços bancários vedados às cooperativas pela legislação vigente e administrar, em maior escala, os seus recursos financeiros Em 03 de junho é inaugurada em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, a agência matriz do BANSICREDI. Em 13 de dezembro, as cooperativas dos estados do Paraná e Rio Grande do Sul decidem unir-se para fortalecer o BANSICREDI, tornando-o, assim, um banco interestadual Em 19 de agosto, iniciam-se as atividades do BANSICREDI em Curitiba, Paraná. Em 22 de dezembro é inaugurada a sede própria do SICREDI-RS e BANSICREDI, em Porto Alegre. No mesmo ano, iniciam-se as negociações com as Centrais das Cooperativas de Crédito do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul para expansão do Sistema Em 08 e 09 de dezembro são inauguradas, respectivamente, as agências do BANSICREDI em Campo Grande-MS e Cuiabá-MT Em iniciativa inédita no sistema bancário privado do país, o BANSICREDI é autorizado, pelo Governo Federal, a operar o crédito rural com encargos equalizados pelo Tesouro Nacional Em 31 de março, é constituída a Confederação Interestadual das Cooperativas ligadas ao SICREDI SICREDI Serviços, com o objetivo de prestar serviços ao sistema e entidades conveniadas. Em 30 de novembro, o Conselho Monetário Nacional aprova a resolução n 2.788/00, facultando aos bancos cooperativos a sua transformação em bancos múltiplos Em 02 de janeiro, iniciam-se as atividades da CORSECOOP Corretora de Seguros Ltda. Em 31 de janeiro, o BANSICREDI concretiza sua participação na BC CARD Administradora de Cartões dos Bancos Cooperativos Ltda A Cooperativa Central de Economia e Crédito Mútuo dos Médicos da Aliança Cooperativista do Estado de São Paulo ALCRED Central-SP (hoje SICREDI Central - SP) e suas filiadas passam a integrar o SICREDI. É, assim, constituído o SICREDI-SP. Em 28 de dezembro, o cooperativismo de crédito comemora 100 anos na América Latina e o SICREDI inaugura o monumento A Força do Cooperativismo em Nova Petrópolis-RS Nova regulamentação do sistema de crédito cooperativo através da resolução n. º Fonte: Adaptado de Sicredi COOPERATIVAS DE CRÉDITO E O SISTEMA BANCÁRIO CONVENCIONAL As cooperativas de crédito, além da circunstância de serem autorizadas a funcionar e fiscalizadas pelo Bacen, tem em comum com o sistema bancário tradicional apenas o nome de alguns produtos que oferecem e de alguns serviços que prestam. Por tais razões, são tidas como instituições financeiras por equiparação, ademais, há grandes diferenças (CATTANI & STADUTO 2003).

9 9 Quadro 01 Diferenças entre cooperativas de crédito e bancos comerciais Bancos São sociedades de capital O poder é exercido na proporção do número de ações As deliberações são concentradas O administrador é um terceiro (homem do mercado) O usuário das operações é mero cliente O usuário não exerce qualquer influência na definição dos preços dos produtos Podem tratar distintamente cada usuário Preferem o grande poupador e as maiores corporações Priorizam os grandes centros Têm propósitos mercantilistas A remuneração das operações e serviços não tem parâmetros/limite Atendem em massa, priorizando o auto-serviço a automação Não têm vínculo com a comunidade e o público alvo Avançam pela competição Visam lucro por excelência O resultado é de poucos donos No plano societário, são regulados pela Lei das Sociedades Anônimas Fonte: MEINEN 2001, citado por CATTANI E STADUTO 2003 Cooperativas de Crédito São sociedades de pessoas O voto tem peso igual para todos (uma pessoa, um voto) As decisões são partilhadas entre muitos O administrador é do meio (cooperativado) O usuário é o próprio dono (cooperado) Toda a política operacional é decidida pelos próprios usuários/donos Não podem distinguir: o que vale para um, vale para todos Não discriminam, voltando-se mais para os menos abastados Não restringem, tendo forte atuação nas comunidades mais remotas A mercancia não é cogitada Os preços das operações e dos serviços visam a cobertura de custos (taxa de administração) O relacionamento é personalizado individual com apoio da informática Estão comprometidas com a comunidade e os usuários Desenvolvem-se pela cooperação O lucro está fora do seu objeto O excedente (sobras) é distribuído entre todos, na proporção das operações individuais São regulados pela Lei Cooperativista /71 Na década de 60, durante o regime militar, o Estado brasileiro chamou para si a função de promover o desenvolvimento econômico, cujo projeto implicava em profunda reforma do sistema financeiro nacional e diante desta nova ordem econômica, em que, caberia ao Estado o financiamento subsidiado do desenvolvimento agropecuário e industrial, as cooperativas de crédito deixaram de ser instrumento importante e foram submetidas a restrições operacionais que levaram a sua absoluta maioria ao processo de liquidação (CATTANI & STADUTO 2003). 3 METODOLOGIA A metodologia utilizada foi a revisão de diversos trabalhos realizados sobre o a evolução do cooperativismo, seus precursores, fundadores, sucessores e renovadores da evolução do sistema cooperativista mundial. Também foi analisada uma vasta gama de publicações referentes ao cooperativismo de crédito no Brasil e especialmente ao sistema Sicredi. Foram realizadas a análise e comparação dos benefícios do cooperativismo de crédito em relação aos agentes financeiros convencionais através de cálculos matemáticos e análise gráfica. Também foi diagnosticado o estágio atual do cooperativismo de crédito no Estado do Paraná através dos levantamentos e estudos realizados pelo Sindicado e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná Ocepar e, especificamente, dos dados do Sicredi Norte do Paraná.

10 10 4 PANORAMA DO SETOR ESTUDADO São 13 os ramos de cooperativismo definidos pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), a saber: agropecuário, consumo, crédito, educacional, especial, infraestrutura, habitacional, mineral, produção, saúde, trabalho, turismo e lazer, transporte de cargas e passageiros. Quadro 02 Ramos do cooperativismo, número de cooperativas, de cooperados e de colaboradores 2003 Ramo Cooperativas Cooperados Colaboradores 1 Agropecuário Consumo Crédito Educacional Especial Habitacional Infra-estrutura Mineral Produção Saúde Trabalho Turismo e lazer Transporte Total Fonte: OCB 2003 Quadro 03 Número de cooperativas, cooperados e colaboradores por Estado da Federação 2003 Estado Cooperativas Cooperados Colaboradores Acre Alagoas Amapá Amazonas Bahia Ceará Distrito Federal Espirito Santo Goiás Maranhão Mato Grosso Mato Grosso do Sul Minas Gerais Pará Paraíba Paraná Pernambuco Piauí Rio de Janeiro Rio Grande do Norte

11 11 Rio Grande do Sul Rondônia Roraima Santa Catarina São Paulo Sergipe Tocantins Total Fonte: OCB Quadro 04 Principais indicadores do cooperativismo de crédito no Brasil 2003 Indicadores Números Associados (milhões) 1,6 Cooperativas centrais 36 Cooperativas singulares Postos de atendimento cooperativo - PAC Patrimônio líquido ajustado (bilhões R$) 2,2 Empréstimos (bilhões R$) 4,5 Depósitos (bilhões R$) 5,1 Empregos diretos gerados (mil) 25 Fonte: Sebrae, Cooperativas de Crédito base de dados dez/02 Quadro 05 Principais indicadores do cooperativismo dos três principais sistemas de crédito no Brasil 2003 Sistema SICOOB 18 Estados Números Associados (mil) 972 Cooperativas centrais 15 Cooperativas singulares 753 Postos de atendimento cooperativo PAC 763 Patrimônio líquido ajustado (bilhões R$) 1,4 Empréstimos (bilhões R$) 2,4 Depósitos (bilhões R$) 1,9 Resultados (milhões R$) 135 Sistema SICREDI 5 Estados Números Associados (mil) 593 Cooperativas centrais 5 Cooperativas singulares 128 Postos de atendimento cooperativo - PAC 774 Patrimônio líquido ajustado (milhões R$) 465 Empréstimos (bilhões R$) 1,4 Depósitos (bilhões R$) 2,2 Resultados (milhões R$) 82 Sistema UNICRED Todos os Estados Números Associados (mil) 76 Cooperativas centrais 10 Cooperativas singulares 130 Postos de atendimento cooperativo PAC 320 Patrimônio líquido ajustado (milhões R$) 318

12 12 Empréstimos (milhões R$) 620 Depósitos (milhões R$) 949 Resultados (milhões R$) 71 Fonte: Sebrae, cooperativas de crédito base de dados dez/02 No Estado do Paraná o ramo de cooperativismo de crédito é formado por 50 cooperativas, que atuam em diversos setores da economia, e que são organizadas em centrais: Sicredi, Sicoob e Unicred. As 27 cooperativas Sicredi estão filiadas à cooperativa central de crédito do Paraná Sicredi-Central e são acionistas do Bansicredi; as 7 cooperativas do sistema Sicoob, atuando principalmente junto ao público urbano, estão filiadas à Sicoob central Paraná e são acionistas do Bancoob; as 7 cooperativas Unicred são filiadas à Unicred central; há ainda cooperativas de crédito urbano e rural não vinculadas às centrais. O Sicredi conta atualmente com 229 postos de atendimento em 201 municípios do Paraná, sendo a instituição financeira com maior presença em número de municípios do Paraná, com previsão para 2005 atingir 98% dos municípios. Conta com 140,00 mil associados, maior número de associados comparado com os demais ramos do cooperativismo paranaense. Administra R$ 700,00 milhões anualmente e conta com colaboradores, fechou o ano de 2002 com 70% de crescimento no volume de recursos administrados e a previsão para 2003 é de crescimento de 20%. O cooperativismo de crédito paranaense já é responsável por 15% dos financiamentos das atividades agropecuárias. Quadro 06 Indicadores do sistema Sicredi em número de cooperativas, pontos de atendimento e associados por unidade da Federação em 2002 Estado Cooperativas Pontos de atendimento Associados RS PR MT MS SP TOTAL Fonte: Relatório anual do Sicredi A evolução do número de associados do Sicredi demonstra seu expressivo crescimento, no ano de 2000 eram contra em 2002, crescimento superior a 60% nesse período. Quadro 07 Evolução dos indicadores do Sicredi Paraná em número de associados, patrimônio líquido, depósitos, operações de crédito e resultados. Indicadores\data Número de associados n.º Patrimônio líquido milhões R$ Depósitos totais milhões R$ À vista milhões R$ A prazo milhões R$ Operações de crédito n.º Resultados milhões R$ Fonte: Relatórios anuais do Sicredi vários números

13 13 5 RESULTADOS E DISCUSSÃO 5.1 ANÁLISE COMPARATIVA DE CUSTOS ENTRE OS AGENTES FINANCEIROS GRÁFICO 01 - CUSTO MENSAL DO EMPRÉSTIMO PESSOAL NOS DIFERENTES AGENTES DO MERCADO FINANCEIRO (Em % - Base Dez/03) Financeiras 12,14 Empresas 6,14 Bancos 5,86 Sicredi 3,80 Fonte: Adaptado da Anefac e Sicredi 3º Planalto - Jan/04. GRÁFICO 02 -CUSTO MENSAL DO CHEQUE ESPECIAL NO SICREDI E NA MÉDIA DOS BANCOS COMERCIAIS (Em % - Base Dez/03) Bancos 8,64 Sicredi 5,50 Fonte: Adaptado da Anefac e Sicredi 3º Planalto - Jan/04.

14 14 GRÁFICO 03 -CUSTO MENSAL DO DESCONTO DE TÍTULOS NO SICREDI E NA MÉDIA DOS BANCOS COMERCIAIS (Em % - Base Dez/03) Bancos 3,70 Sicredi 3,40 Fonte: Adaptado da Anefac e Sicredi 3º Planalto - Jan/04. GRÁFICO 04 -CUSTO MENSAL DO CARTÃO DE CRÉDITO NO SICREDI E NA MÉDIA DOS BANCOS COMERCIAIS (Em % - Base Dez/03) Bancos 10,35 Sicredi 5,00 Fonte: Adaptado da Anefac e Sicredi 3º Planalto - Jan/04. A interpretação dos gráficos justifica plenamente o apoio governamental no fomento e desburocratização no funcionamento do cooperativismo de crédito, pois na comparação dos

15 15 custos mensais do crédito pessoal temos conforme o gráfico 01, que nas financeiras o custo mensal é de 12,14%, nas empresas 6,14%, nos bancos comerciais 5,86% e no Sicredi 3,80%. Na comparação com um simples exemplo de um tomador de crédito que necessite de R$ 5,00 mil num período de 12 meses terá os seguintes valores a pagar no vencimento da dívida, na financeira uma dívida de R$ 19,77 mil, na empresa de R$ 10,22 mil, no banco de R$ 9,90 mil e no Sicredi será de R$ 7,82 mil, com uma diferença no período a favor do Sicredi em relação à financeira de 152,8%, em relação a empresa de 30,7%, e em relação ao banco de 26,6%. Com relação aos demais indicadores, como: custo do cheque especial, desconto de títulos e cartão de crédito a vantagem a favor do Sicredi também é altamente significativa. 5.2 EVOLUÇÃO DOS INDICADORES DO SICREDI NORTE DO PARANÁ Gráfico 05 Evolução dos recursos administrados pelo Sicredi Norte do Paraná (em mil R$) Fonte: Sicredi Norte do Paraná Gráfico 06 Evolução do número de associados do Sicredi Norte do Paraná Fonte: Sicredi Norte do Paraná 2004.

16 16 Gráfico 07 Evolução do capital social do Sicredi Norte do Paraná (em mil R$) Fonte: Sicredi Norte do Paraná Gráfico 08 Evolução dos depósitos a prazo (RDC, Sicredinvest e Fundos) do Sicredi Norte do Paraná (em mil R$) Fonte: Sicredi Norte do Paraná 2004.

17 17 Gráfico 09 Evolução dos empréstimos totais do Sicredi Norte do Paraná (em mil R$) Fonte: Sicredi Norte do Paraná Gráfico 10 Evolução das sobras do Sicredi Norte do Paraná (em mil R$) Fonte: Sicredi Norte do Paraná 2004.

18 18 Gráfico 11 Evolução do número de colaboradores do Sicredi Norte do Paraná Fonte: Sicredi Norte do Paraná CONCLUSÕES Como principais conclusões temos que, o movimento cooperativista no mundo é recente, com uma grande evolução iniciada a partir da Revolução Industrial na Europa, especificamente na Inglaterra pelos 28 tecelões de Rochdale, em Todos os pensadores das diferentes correntes do cooperativismo deram sua contribuição para a evolução do sistema, principalmente no cooperativismo de crédito, em que, teve grande repercussão e resultados os modelos desenvolvidos na Europa por Schulze/Delitzsch, Raiffeisen, Haas, Luzzatti, Gide e posteriormente na América por Desjardins e Filene. No Brasil o sistema teve início pelo cooperativismo de consumo no final do século XIX e, especificamente, no cooperativismo de crédito o início deu-se no século XX, em 1.902, em Nova Petrópolis RS. O sistema desenvolveu-se rapidamente, no entanto, a falta de uma política de fomento e controle do cooperativismo de crédito acabou por ter conseqüências no crescimento e entendimento pela autoridades do sistema financeiro, principalmente do Banco Central do Brasil que durante algumas décadas postergou a modernização e crescimento do sistema. No entanto a partir da década de 70, com a organização do cooperativismo e a sensibilidade das autoridades monetárias, o desenvolvimento aconteceu em ritmo acelerado, e na década de 80 com a exaustão do crédito rural farto e subsidiado do Governo Federal, o cooperativismo de crédito, que inicialmente funcionava como uma seção de crédito dentro das cooperativas agropecuárias, se emancipou e cresceu vertiginosamente. Nesta década, o cooperativismo de crédito, já consolidado e organizado em três sistemas Sicoob, Unicred, Sicredi e cooperativas independentes, tornou-se uma alternativa para o financiamento e desenvolvimento local e regional, com custos dos recursos e serviços típicos dos bancos comerciais mais baratos. A capilaridade do sistema é impressionante, pois,

19 19 especificamente no Sicredi teremos, em 2.005, 98% dos municípios paranaenses atendidos por um posto do Sicredi. O Sicredi constitui-se em uma alternativa ao sistema financeiro convencional, tendo como principal objetivo proporcionar, através da mutualidade, a assistência financeira às comunidades onde está inserido, com custos altamente competitivos, bem como, desempenhar sua função social, pois todos os recursos são administrados regionalmente e os resultados também são investidos localmente e regionalmente, diferentemente do que ocorre com os bancos comerciais. O Sistema Sicredi instalado no Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e, recentemente em Santa Catarina, Rio de Janeiro e Tocantins, possui mais de 600,00 mil associados, mais de 750 agências e mais de R$ 5,00 bilhões de recursos administrados. Portanto, com o desenvolvimento atual do cooperativismo de crédito no Brasil, espera-se chegar a participação idêntica de sistemas instalados em Países da Europa e da Ásia, onde correspondem a mais de 30% dos ativos financeiros destes países (SICREDI CENTRAL 2003). A conclusão final é dos inúmeros benefícios econômicos e sociais que o Sicredi propicia ao desenvolvimento das comunidades onde está inserido, sendo indispensável a sensibilidade e apoio governamental, como o realizado através da Resolução (anexo 01), para o desenvolvimento mais eqüitativo das regiões brasileiras, principalmente o interior onde as cooperativas de crédito desempenham papel fundamental. Futuros estudos devem ser realizados no sentido de contribuir para o desenvolvimento e crescimento do cooperativismo no Brasil, uma vez que sua participação na economia brasileira ainda é pequena se compararmos principalmente com os países europeus. 7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BIALOSKORSKI NETO, S. et al. Agribusiness cooperativo, eficiência e princípios doutrinários - Revista de Economia e Sociologia Rural, Brasília, Vol. 33, out.-dez CANCEAN, C. E. A evolução do sistema cooperativista e sua implantação nos pequenos municípios, como alternativa de desenvolvimento econômico, Monografia de pósgraduação, UEM - Maringá, 2003, 72 pg. CATTANI, I. & STADUTO, R. A. J. O impacto do sistema risco de crédito nos resultados da cooperativa de crédito rural Sicredi Costa Oeste, Anais da Sober, FILHO, T. D. L. Pelos caminhos do cooperativismo com destino ao crédito mútuo 2ª ed. Ampliada, comemorativa aos cem anos do cooperativismo no Brasil São Paulo Central das cooperativas de crédito do Estado de São Paulo, 2002, 304 pg. HOLYOAKE, G. J. Os 28 tecelões de Rochdale, 5ª ed. Porto Alegre: WS Editor, KONZEN, G. O. & KRAUSE, E. L. Cooperativismo: a empresa, sua contabilidade, sua auditoria Unisinos - série cooperativismo e desenvolvimento rural e urbano - Cadernos Cedope, ano 13, n 22, MLADENATZ, G. História de Las Doctrinas Cooperativas México, biblioteca de economia da sociedade política. Editorial América. 1944, 114 pg. OCEPAR. Banco de dados das cooperativas paranaenses, vários números, Ocepar/Sescoop, 2003 Curitiba/PR OCB. Anuário do Cooperativismo Brasileiro. OCB: Brasília/DF, PINHO, D. B. Tipologia cooperativista por Américo Utumi e outros. São Paulo: CNPq, Volume IV 345 pg.

20 SCHARDONG, A. Cooperativa de crédito: instrumento de organização econômica da sociedade, Porto Alegre: Rigel, 2002, 128 pg. SEAB, Conjuntura da agropecuária paranaense, vários números, Curitiba/Pr, SICREDI CENTRAL Relatório Anual Sicredi Porto Alegre, 2001, 2002 e

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