ESTUDO SOBRE A PERCEPÇÃO GERENCIAL A RESPEITO DA CONCESSÃO DE CRÉDITO AO PRODUTOR RURAL E SUAS VARIÁVEIS NAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS DE ITABIRA/MG

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1 ESTUDO SOBRE A PERCEPÇÃO GERENCIAL A RESPEITO DA CONCESSÃO DE CRÉDITO AO PRODUTOR RURAL E SUAS VARIÁVEIS NAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS DE ITABIRA/MG Wanderson Rocha Bittencourt (Funcesi) Ricardo Lanna Campos (Funcesi) Camila Lage Fonseca (Funcesi) RESUMO O crédito rural representa os recursos financeiros disponíveis ao setor rural com o objetivo de estimular os investimentos, a produção, estocagem e comercialização de produtos agropecuários. Com estes recursos, as propriedades rurais são capazes de aumentar sua competitividade e aprimorar os seus métodos produtivos. O objetivo desta pesquisa foi identificar a percepção dos gerentes das instituições financeiras a respeito do crédito rural e suas variáveis. Para a sua realização foi utilizada uma abordagem qualitativa descritiva, realizando entrevistas semi-estruturadas com os gestores responsáveis pelo crédito rural. Os resultados encontrados demonstraram que o crédito rural é um fator de desenvolvimento econômico e financeiro, indicado para implantação e ampliação da produção agrícola, tendo como base um projeto estruturado e que mostra uma viabilidade financeira. A pesquisa realizada demonstrou que o crédito rural é uma forma do produtor rural conseguir recursos para investimento, gerando aquecimento do mercado. Ressalta-se, também, a importância das pequenas taxas de juros oferecidas nesta modalidade de crédito, o elevado prazo de carência e as facilidades de pagamento, apresentando pequenos riscos para as instituições. Palavras-chave: Concessão de crédito; Crédito rural; Instituições financeiras. Abstract Rural credit represents the financial resources available to the rural sector in order to stimulate investment, production, storage and marketing of agricultural products. With these resources, farms are able to increase their competitiveness and improve their production methods. The objective of this research was to identify the perceptions of managers of financial institutions on rural credit and its variables. For its realization we used a qualitative descriptive approach, conducting semi-structured interviews with managers responsible for rural credit. The results showed that rural credit is a factor of economic and financial development, suitable for implementation and expansion of agricultural production, based on a structured project that shows a financial viability. The survey showed that rural credit is a way for farmers to get resources for investment, generating heat in the market. It is emphasized also the importance of small interest rate credit offered in this mode, the high grace period and payment facilities, with little risk for the institutions. Keywords: Granting of credit, credit rural, financial institutions.

2 1 INTRODUÇÃO A crise financeira ocorrida em 2008 abalou o mercado mundial devido à restrição de crédito por parte das instituições financeiras e teve reflexos no Brasil. Ela foi responsável pelas empresas diminuírem ou até interromperem suas atividades. Com o fim da crise e a retomada do crescimento econômico, as instituições financeiras voltaram a disponibilizar crédito em níveis suficientes para que as empresas retomassem suas atividades. O crédito é um fator de desenvolvimento econômico e financeiro ao qual as empresas recorrem quando há necessidade de obter recursos para investimento e manutenção do negócio. As instituições financeiras disponibilizam crédito aos seus clientes e com isso são capazes de incentivar a economia e aquecer o mercado. Dentre as modalidades de crédito, o crédito rural, é destinado ao financiamento do setor primário da economia. Assunção e Chein (2007) apontam que, com o desenvolvimento da economia brasileira, o crédito rural concedido aos produtores teve um ligeiro aumento no decorrer dos anos. Houve também um aumento considerável de uma das modalidades de crédito, o PRONAF (Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar). De acordo com os dados do BACEN (2010), a quantidade de recursos disponibilizados para a produção agrária é próxima dos 20 bilhões de reais. Esta quantia é destinada ao investimento, custeio e comercialização da produção agrária. Outro fator a ser considerado é o desconhecimento do produtor rural a respeito das instituições que trabalham com este tipo de crédito. Neste caso, a grande procura por este tipo de financiamento ocorre apenas no Banco do Brasil. Na maioria das vezes, as outras instituições não incorporam esta modalidade de crédito à agência da cidade, devido à baixa demanda. Neste artigo são apresentadas informações sobre o crédito rural e suas variáveis, bem como a descrição do processo de concessão de crédito ao produtor rural e os fatores que influenciam o processo decisório de concessão do crédito. Será ressaltado, também, os principais problemas que dificultam a liberação dos recursos solicitados, os motivos e montantes geradores de inadimplência e as sugestões de melhorias propostas pelos gerentes para agilizar o processo de aprovação do crédito rural. Desta forma, este trabalho tem como objetivo principal retratar as condições de oferta deste recurso financeiro na região de Itabira/MG sob a perspectiva dos gerentes das instituições financeiras. 2 REFERENCIAL TEÓRICO Para Assaf Neto (2009), Schrickel (1997) e Lemes Junior, Rigo e Cherobim (2005), o crédito representa a prática de um indivíduo conceder, temporariamente, algum patrimônio próprio, com objetivo de receber o valor, correspondente, depois de um tempo pré-determinado. Na visão de Silva (1997), o crédito apresenta uma função social. Ele possibilita o aumento do nível das atividades empresariais, estimula o consumo e auxilia as pessoas a obterem bens. O crédito possibilita às empresas executar projetos quando não possuem todos os recursos necessários. Também assume um papel importante no comércio, facilitando as vendas e, muitas vezes, oferece uma rentabilidade maior do que a própria margem de lucro. No entanto, os tomadores de empréstimos se endividam, aumentando seu risco de insolvência.

3 Para Assaf Neto (2009), o crédito pode assumir duas formas: o crédito mercantil e o crédito pessoal. O crédito mercantil é oferecido para empresas. Já o crédito pessoal é oferecido ao consumidor. Berni (1999) apresenta dois conceitos ligados a crédito, mas com objetivos diferentes: o financiamento e o empréstimo. Quando se fala em financiamento, o autor referese ao crédito destinado a compra de máquinas, veículos e equipamentos, tendo o próprio bem como garantia do financiamento. O empréstimo se refere ao crédito sem destino específico, ficando a critério do credor a forma com que os recursos serão utilizados. Antes de disponibilizar crédito aos seus clientes as instituições devem fazer a seleção do crédito. Gitman (2004) afirma que esta seleção determina se a instituição deve ou não conceder crédito a um cliente. Além disso, define-se o limite do crédito que será concedido, a taxa de juros que será cobrada e o prazo para o pagamento. Desta forma, esta etapa é a mais importante do processo de concessão. Com isso, o processo de seleção de crédito tem alguns critérios a serem seguidos, conforme o Sanvicente (1987). Deve-se obter dados sobre o cliente, avaliar as garantias oferecidas, a sua capacidade de pagamento e o crédito a ser disponibilizado. Também devem ser realizadas consultas junto às agências de crédito especializadas e em outros bancos, com a finalidade de saber a freqüência de pagamento, se há atrasos ou não em pagamentos pendentes e o teto máximo já estabelecido ao cliente. No processo de seleção as instituições estabelecem as linhas de crédito. Para Gitman (1997), linhas de crédito são acordos feitos entre bancos e clientes, que determinam um montante a ser concedido, por um período e com algumas restrições. Com uma opinião parecida, Teddo (1982) afirma que linhas de crédito são meios utilizados para constatação dos propósitos e estabelecimento da vontade entre as partes. Já quanto ao estudo das linhas de crédito, Berni (1999) propõe que é necessário observar vários fatores, entre eles as outras obrigações contraídas pela empresa, uma vez que seu patrimônio já pode estar completamente comprometido. Schrickel (1997) afirma que as linhas de crédito podem ser de dois tipos: as linhas internas, estabelecidas internamente pelas instituições, e as linhas avisadas ou confirmadas, conhecidas pelos clientes e ficando a sua disposição a qualquer momento. Atualmente, o sistema financeiro oferece mais de 60 modalidades de crédito. Fortuna (2008) afirma que existem, atualmente, vários produtos financeiros, com diferentes taxas, prazos, formas de pagamento e garantias. Dentre as várias modalidades de crédito está o crédito rural. 2.1 Crédito rural O crédito rural, para Fortuna (2009), representa os recursos financeiros disponíveis ao setor agropecuário com o objetivo de estimular os investimentos, a produção, estocagem e comercialização nesta área. Somente os bancos múltiplos operam neste segmento, com recursos próximos de 25% dos depósitos a vista e outros recursos de terceiros. Os recursos não utilizados no financiamento devem ser depositados compulsoriamente no Banco Central, sem nenhuma remuneração. Há também outras fontes de recursos bancários, além dos depósitos à vista. São os recursos controlados, provenientes do tesouro nacional. A diferença entre os custos de captação e os praticados nas operações financeiras de crédito rural é subsidiada pelo tesouro nacional e pelos depósitos em caderneta de poupança rural. Ainda segundo Fortuna (2009), o crédito rural com recursos controlados tem como objetivo financiar o custeio agrícola e pecuário. Seu valor é limitado por cliente, variando de um ano para outro.

4 Na obtenção do crédito agrícola, os bancos fazem as seguintes exigências: o cadastro, a proposta de orçamento e financiamento e a descrição dos insumos agrícolas que serão utilizados. Em alguns casos o penhor da safra é um critério para a liberação do crédito. O produtor também necessita de documentação que comprove a posse definitiva ou temporária do terreno. Além disso, deve constar no pedido de crédito agrícola, a finalidade de cada verba solicitada. Os produtores devem comprovar os recursos próprios, depositando em sua conta corrente, a parcela correspondente. Fortuna (2009) explica que havia diversas espécies de títulos de crédito rural: a cédula rural pignoratícia, cédula rural hipotecária, cédula rural pignoratícia e hipotecária, nota de crédito rural, promissória rural, e a duplicata rural. No ano de 1992, com o novo pacote agrícola, o governo federal fundiu os vários títulos em dois: a cédula de crédito rural e a nota promissória rural. A primeira é um ativo financeiro em formato de título, emitido pelo produtor rural ou por associações. Através dele é vendido o produto antes da colheita, estabelecendo a quantidade, qualidade, local e data de entrega do produto. Neste caso, o produtor recebe no endosso, o valor correspondente a safra. Outra característica deste título é a garantia do banco, como avalista e a negociação na bolsa de valores. Já a nota promissória rural é um certificado de garantia emitido pelo produtor rural, como o aval de uma instituição financeira. O certificado garante a compra ou venda futura da mercadoria. Fortuna (2009) apresenta o programa de garantia da atividade agropecuária (Proagro), administrado pelo Banco Central, com recursos provenientes das contribuições dos beneficiários e da União. Seus principais representantes são as instituições financeiras, autorizadas a operar com crédito rural. Seu objetivo é a exoneração do beneficiário das obrigações financeiras, no caso de perda das receitas. Para a inclusão no Proagro é necessário o pagamento de uma taxa adicional sobre o valor nominal total do orçamento analítico do empreendimento. Em caso de perdas, o beneficiário deverá comunicar ao Proagro. A instituição nomeará um agente para comprovar as perdas, podendo haver uma cobertura de 70 a 100% do valor do empreendimento. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) utiliza recursos vindos do fundo do amparo ao trabalhador (FAT) e de fundos constitucionais. Neste programa os juros não podem ser superiores a 7,25% a.a. e o seu prazo não pode superar oito anos. Este programa se propõe a oferecer um auxílio técnico ao pequeno produtor rural. Conforme dados do Banco do Brasil (2010), o crédito destinado ao produtor rural pode ser para custeio, investimento, comercialização ou Pronaf e pode variar de acordo com o propósito do produtor rural. O crédito para custeio da produção agrícola é indicado ao produtor rural que tem o propósito de manter as despesas da produção como insumos, tratos culturais, despesas com colheita, mudas entre outros. Este valor varia de acordo com o tipo de produção e pode ser de até 100% dos gastos produtivos, não extrapolando uma safra ou dois anos e os juros não podem ser superiores a 6.75% ao ano. O produtor que procurar o crédito para ampliar, modernizar ou adquirir máquinas e equipamentos, buscará o crédito destinado ao investimento. Seu limite será de 10 milhões a cada ano. Seu prazo para pagamento é de no máximo 144 meses, podendo ser de até 100% do

5 valor dos investimentos. O crédito destinado à comercialização da produção agrícola tem como objetivo financiar a estocagem da produção agrícola. Este crédito tem seu prazo variando de 30 a 240 dias. Segundo dados do Banco do Brasil (2010), o Pronaf é um programa criado pelo governo federal em Este programa tem como objetivo desenvolver a agricultura familiar, gerando emprego e renda para o campo. Este tipo de crédito é destinado a financiamento, custeio ou investimento da produção rural. Este crédito é indicado aos produtores rurais com renda bruta inferior a R$ 100 mil ao ano. Os juros para esta modalidade não pode extrapolar 4 % a.a. com o máximo de cinco anos de carência e 10 anos de tempo total. Este programa tem como seu teto máximo o valor de R$ 50 mil. 2.2 Políticas de crédito Para cada linha de crédito são estabelecidas as políticas de crédito. Estas políticas, de acordo com Lemes Junior, Rigo e Cherobim (2005), são fatores determinantes na administração financeira, pois são elas que definem os padrões, prazos, riscos, garantias e diretrizes do crédito. Assaf Neto e Silva (1997) afirmam que antes de colocar uma política de crédito em prática é necessária a avaliação do capital. Para Silva (1997), a política de crédito é uma referência a ser observada nas decisões de crédito. No gerenciamento do crédito é necessário que os gestores possuam conhecimentos e experiência sobre os diversos produtos bancários. Por isso, são reservados aos mais altos cargos administrativos. Estas políticas podem ser restritivas ou liberais. A restritiva dificulta a liberação do crédito, diminuindo o volume financeiro concedido aos clientes e o risco das instituições. A política liberal facilita a concessão de crédito, aumentando o número de pedidos, elevando à quantidade de devedores, aumentando o crédito e elevando o risco. Lemes Junior, Rigo e Cherobim (2005) afirmam que a quantidade e profundidade das informações variam de acordo com o montante requerido, sendo que quanto maior o valor, maior o número de informações necessárias para a liberação dos recursos. As medidas adotadas na política de crédito, conforme Assaf Neto (2009) são definidas internamente. As principais são: as despesas com devedores duvidosos, despesas gerais de crédito, as despesas de cobrança e o custo de investimento marginal em valores a receber. Estas políticas têm uma grande influencia sobre as medidas financeiras de uma empresa. Para Assaf Neto, (2009), a liberação de crédito para usuários de maior risco eleva o número de devedores duvidosos. Por outro lado, o aumento nas restrições, diminuirá as despesas e o investimento marginal, produzindo reflexos na quantidade de empréstimos concedidos. Análise de crédito, do ponto de vista de Schrickel (1997), é a constatação dos riscos de crédito para a definição da melhor estruturação de empréstimo. Essa análise terá uma maior consistência diante de um vasto detalhamento dos riscos, bem como da viabilidade e praticidade das informações. Com uma visão parecida, Ross, Westerfield e Jaffe (1995) afirmam que, no momento da concessão de crédito, as empresas fazem uma seleção entre os clientes que tendem a cumprir suas obrigações. Para isso, examinam algumas informações como as demonstrações financeiras, a experiência de pagamento do cliente com a empresa e informações provenientes dos bancos. Assaf Neto (2009) aponta outra fonte de consulta: as empresas prestadoras de assistência ao crédito, como o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), o Serasa e as Associações Comerciais e Industriais.

6 Securato e Famá (1997) apontam outra forma para análise da concessão de crédito. Para eles é necessário que as instituições façam uma análise de alguns riscos. Nesta análise deve ser feita a avaliação de eventos que possam ocorrer no dia do pagamento e determinar a probabilidade de ocorrência. Deve-se também, elaborar um critério para corte dos riscos. A avaliação dos eventos que podem ocorrer compreende atrasos, requisição para renovação do empréstimo, cobranças litigiosas e até concordatas e falências. Para estipular a taxa de juros, o banco deve levar em conta o percentual de captação dos recursos, o ganho bancário e o risco representado pelo cliente. 2.3 Variáveis do crédito No decorrer do processo de concessão são estabelecidas as variáveis do crédito. Estes padrões segundo Lemes Junior, Rigo, Cherobim (2005), são as condições estabelecidas por uma instituição financeira no processo de concessão de crédito. Entre estas condições, destacam-se prazo, garantias, riscos, inadimplência e taxas de juros. Assaf Neto e Silva (1997) concordam com os autores acima e afirmam que para estabelecer os padrões de crédito as instituições devem levar em conta toda a estratégia de mercado, pois, a escolha por rígidos padrões de crédito pode comprometer o volume de créditos concedidos. O prazo é considerado por Lemes Junior, Rigo e Cherobim (2005) como o período de tempo que o cliente tem para quitação da dívida. Este prazo pode ser pré-estabelecido ou negociável, variando de acordo com a necessidade e do montante requerido. O cumprimento antecipado das obrigações pode gerar descontos e o atraso pode acarretar multa. Assaf Neto e Silva (1997) apontam que para estipular o prazo é necessário avaliar outras variáveis como taxa de juros, número de prestações e o risco do não pagamento. Gitman (2004) aponta que as alterações do prazo de crédito podem afetar a rentabilidade da empresa. O autor aponta também que um maior prazo pode implicar em elevados números de empréstimos. Ao contrário, a diminuição do prazo pode diminuir o número de clientes. O autor ressalta ainda a inclusão de descontos nos pagamentos antecipados. Esta estratégia é um atrativo para os clientes adiantarem o pagamento, diminuindo o percentual de clientes inadimplentes. Para Schrickel (1997), cada instituição pode estabelecer as garantias que lhe tragam uma maior segurança. Lemes Junior, Rigo e Cherobim (2005) afirmam que as garantias são requisitos utilizados com o propósito de diminuir o risco do não cumprimento das obrigações. As garantias podem ser pessoais ou reais. As garantias pessoais são representadas pela presença de um avalista. Já as garantias reais podem ser baseadas em alienações fiduciárias e na hipoteca. Na alienação fiduciária o concessor de crédito detém a propriedade dos bens, mas o credor detém a posse. A hipoteca é feita por meio público, sendo que os bens são os instrumentos de garantia. Além das garantias reais ou pessoais, Berni (1999) cita outras formas de garantias como a duplicata caução e o penhor industrial. A duplicata caução é a oferta de títulos de recebimento descontados pelos clientes. O penhor industrial é um montante de máquinas e mercadorias que dão condições de sustentabilidade ao crédito. Segundo Capelletto e Corrar (2008), no âmbito de finanças, o risco representa o percentual de não obter o retorno esperado. Os autores afirmam também que quanto maior for este risco, maiores serão as exigências de retorno. No momento da concessão de crédito as instituições

7 estão sujeitas a riscos que, na opinião de Berni (1999), podem ser classificados em duas categorias. Na primeira categoria se enquadram os créditos concedidos por duplicatas caução, em virtude da conjuntura econômica e também o penhor mercantil, quando os bens são considerados de difícil comercialização. Na segunda categoria estão relacionados os créditos que oferecem garantias reais. Estas garantias são superiores a 125% do crédito e incluem a alienação fiduciária, o penhor mercantil e a hipoteca. Capelletto e Corrar (2008) apresentam outros riscos de crédito. O primeiro é o de mercado. Este risco representa a não manutenção da posição de mercado vinculado a perda de valores dos produtos. Outro risco apontado é o da liquidez. Este risco está associado a falta de capacidade de geração renda. Na visão de Fernandes (2002), o gerenciamento dos riscos é fundamental para qualquer instituição financeira. Os riscos variam de má aplicação de capital até o não pagamento do financiamento. Eles podem ser vinculados a ativos e não a passivos, uma vez que as instituições têm a preocupação do não recebimento. Para um melhor controle do risco, é necessária uma análise de crédito. Deve-se também atribuir limites aos gerentes responsáveis pelas liberações. No entanto, os juros estabelecidos por produtos, sem individualização, prejudicam os clientes no compromisso do pagamento. Outra medida para reduzir os riscos é o monitoramento de novos empréstimos, a exigência de documentação adequada, a efetiva execução judicial e o estabelecimento de critérios para aplicações de crédito. Segundo Berni (1999), a inadimplência é o não cumprimento das obrigações, ou seja, se refere a pessoa ou a empresa que não cumpre os termos do contrato. Os bancos consideram as operações de inadimplência de três formas: vencidas até 30 dias, vencidas até 60 dias, e operações com atraso de liquidação superior a 60 dias. Hoji (2000) afirma que os juros são instrumentos de política econômica utilizados para remunerar adequadamente um capital emprestado. Aponta também que esta taxa é determinada pelo mercado tomando por base a oferta e procura por crédito. Para Fortuna (2008), os juros são definidos pelas instituições financeiras, conforme os componentes internos de atividades bancárias e avaliação umas com as outras. Deve-se levar em conta o custo médio de captação de recursos pelo banco, os custos operacionais, margem de lucro, o nível de capitalização e a disponibilidade de fundos. As instituições consideram também o perfil e os riscos do negócio, os índices de inadimplência e o conjunto de taxas referenciais. Ainda segundo Fortuna (2008), há também os fatores ligados ao tomador de empréstimos e os fatores da operação, como valor, prazo, pagamento e encargos fiscais. Os juros praticados pelas instituições não podem extrapolar 6,75% a.a nos programas de custeio e comercialização da produção rural. A cobrança de crédito, na visão de Sanvicente (1991), está relacionada a assegurar o cumprimento das obrigações, no prazo estabelecido. Com um parecer semelhante, Lemes Junior, Rigo e Cherobim (2005) afirmam que cobrança é a busca pelo recebimento das vendas a prazo ou a vista, no seu montante. Segundo os autores, as políticas de cobrança têm como atribuições fazer com que as contas sejam recebidas no dia do vencimento. Esta data é prédeterminada no ato da concessão de crédito. Há varias formas de cobrança. Lemes Junior, Rigo e Cherobim (2005) citam a via bancária, a via carteira e a via representante. A via bancária se refere à forma de cobrança em que o

8 banco negocia com o credor. A via carteira é o mecanismo de menor valor. Os papéis de dívida estão na empresa e à medida que vencem, são cobrados por funcionários. A via representante é uma cobrança semelhante à via carteira. Ela é feita por representantes localizados em escritórios em outras cidades, caso o devedor não resida na localidade. Há também os mecanismos alternativos. Estes mecanismos são alternativas encontradas pelas empresas, por atribuir a responsabilidade de cobrança para instituições especialistas no assunto. 3 METODOLOGIA Nesta seção serão apresentados os aspectos metodológicos da pesquisa. Para Appolinário (2009), abordagem qualitativa é aquela em que a coleta de dados vem de interações sociais do pesquisador com o objeto de estudo. Neste trabalho, adota-se a abordagem qualitativa descritiva, uma vez que esta abordagem possui características fundamentais para a execução deste estudo. Foi elaborado um estudo em profundidade sobre a percepção gerencial a respeito do processo de concessão de crédito ao produtor rural sem estabelecer relações causais entre as variáveis que o compõem. Este estudo foi realizado através de uma pesquisa de campo. Os dados foram coletados diretamente nas instituições financeiras de Itabira/MG, com a realização de entrevistas semi-estruturadas junto aos gerentes responsáveis pelo crédito rural. O universo desta pesquisa foram as instituições financeiras. As instituições financeiras são as maiores fontes de recursos para investimento na área agrária. Conforme dados do BACEN (2010), há no Brasil 381 instituições fornecendo crédito rural. No ano 2010, houve a liberação de quase 20 bilhões de reais para investimento, custeio e comercialização para produtores rurais. Desta forma, se torna de grande relevância o estudo dos elementos deste universo. A amostra desta pesquisa se caracteriza como não probabilística, por acessibilidade. A amostra incluiu três instituições financeiras que oferecem crédito que estão localizadas na região de Itabira/MG. Como limitação metodológica, esta pesquisa foi feita somente na cidade de Itabira/MG, onde se encontra três instituições financeiras que oferecem crédito ao produtor rural, com disponibilidade para conceder os dados necessários para o seu desenvolvimento. Não se teve acesso às documentações internas das instituições, com isso, esta pesquisa se limita apenas à percepção dos entrevistados e não as políticas adotadas pelas instituições a respeito do crédito rural. 4 ANÁLISE DOS DADOS Nesta seção será feita uma síntese das informações obtidas a respeito das instituições e dos entrevistados. Com base nos dados coletados, percebe-se que todas as instituições são tradicionais, com mais de vinte anos de atuação. Diversos tipos de serviços financeiros são prestados à população. Entre eles, destacam-se os serviços de recebimento, cobrança e crédito. As instituições contam também com um número superior a vinte funcionários nas agências de Itabira/MG e atendem a uma demanda da população da cidade e da região. No que se refere às pessoas entrevistadas, foi identificado que os gerentes possuem uma experiência na prestação de serviços financeiros, tendo pelo menos um ano de experiência no cargo e quatro anos de experiência na instituição em que trabalham atualmente. Todos os

9 gerentes possuem conhecimento do mercado, devido a experiências em outras empresas, que variam entre os diversos segmentos, tais como indústria e serviços. 4.1 Processo de concessão de crédito Com a experiência apresentada pelos entrevistados, foi possível identificar que o crédito rural tem como finalidade financiar o desenvolvimento econômico e financeiro do setor agrário do país. Outros objetivos específicos são atender aos produtores rurais, financiar a diversificação e ampliação da produção e contribuir para a geração de renda. Conforme relatos, as instituições bancárias vêem no crédito rural uma função social. Os incentivos para a produção rural têm como conseqüência a ampliação do comércio e a distribuição de renda no setor agrário. Para o governo, é uma forma de agregar valor à produção rural, diminuindo a migração do homem do campo para a cidade. Silva (1997) explica que o crédito tem uma função social importante para a economia, possibilitando o aumento do nível das atividades empresariais, estimulando o consumo e auxiliando pessoas a obterem bens. O crédito possibilita as empresas executarem projetos quando não têm todos os recursos necessários. O crédito rural tem como propósito atender a todos os produtores rurais do campo e produtores da cidade (com fins agrícolas), com linhas específicas para cada situação da produção rural. Desta forma, o crédito não pode atender a outros tipos de investimento. Devese levar em conta todas as especificações e indicações de cada linha de crédito solicitada. Há uma série de documentos comprobatórios a serem apresentados. O produtor rural que não atender às especificações, não tem os recursos liberados e as instituições restringem o uso indevido do crédito. Há também programas do governo que incentivam a produção rural para produtores dentro das cidades. Este é o caso de uma linha específica do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar). Esta linha tem como característica atender não somente o homem do campo, mas produtores que possuem formas de investir dentro da cidade (grandes lotes), em produções consideradas rurais. Fortuna (2009) indica que os recursos financeiros disponíveis no setor agropecuário têm objetivo de estimular os investimentos, a produção, estocagem e comercialização, promovendo sua competitividade com o aprimoramento dos métodos produtivos. As garantias para este tipo de crédito dependem das características de cada instituição, mas, no geral, se baseiam na hipoteca da terra. Em alguns casos, é utilizado o aval ou fiador. Os valores das garantias variam de acordo com o valor do crédito. Estes valores são analisados de acordo com a capacidade de geração de renda da propriedade. Uma propriedade com pouca capacidade produtiva não tem como gerar renda e quitar a dívida. Desta forma, há um processo criterioso de análise, para definir o teto máximo para cada produtor, de acordo com seu potencial produtivo. Ao avaliar as garantias, as instituições têm como característica fazer a liberação do crédito de forma que a produção daquela propriedade ultrapasse mais da metade do crédito concedido. Além da terra como garantia, a propriedade deve possuir uma capacidade de geração de renda superior a dívida. O crédito rural apresenta muitas vantagens para o produtor agrícola. Uma delas é a possibilidade do aumento da produção. Outra vantagem é a taxa de juros mais acessível em relação a outras modalidades de crédito disponíveis no mercado. De acordo Fortuna (2009),

10 os juros praticados pelas instituições não podem extrapolar 6,75% a.a. nos programas de custeio e comercialização dos produtos rurais. As instituições têm o teto máximo de quanto podem cobrar de juros para o produtor rural. Estes juros são estipulados pelo governo justamente para que não haja cobrança em patamares elevados, comparados às outras linhas de crédito. Esta, também, se torna uma forma do governo manter o crédito acessível a toda classe produtiva. As vantagens para as instituições financeiras são muito poucas, pois esta é uma forma que o governo criou para incentivar os empréstimos no meio rural. Entre estas vantagens estão a redução do depósito compulsório e a fidelização dos clientes. No início do processo de concessão de crédito, algumas instituições estabelecem que os produtores rurais devam procurar órgãos competentes, no caso os sindicatos e a Emater para que haja a construção do projeto. Em alguns casos as instituições estabelecem que os produtores rurais devam procurar os gerentes responsáveis. O processo de concessão de crédito é feito em etapas. Na primeira etapa são analisadas as documentações. Os produtores rurais têm que apresentar vários documentos comprobatórias para a instituição. Com este critério, as instituições verificam a posse da terra, histórico dos produtores junto a instituição e a outros órgãos de controle do crédito e viabilizam, desta forma, a primeira análise do crédito. Segundo Ross, Westerfield e Jaffe (1995), devem ser analisadas as demonstrações financeiras, a experiência de pagamento do cliente com a empresa e as informações proveniente dos bancos. Assaf Neto (2009) aponta outra fonte de consulta: as empresas prestadoras de assistência ao crédito, como o serviço de proteção ao crédito (SPC), Serasa e as Associações Comerciais e Industriais. Nesta situação, todos os cadastros do produtor junto a órgãos de crédito e o histórico do cliente com as instituições devem ser analisados. Estas medidas são de extrema relevância para que não haja nenhum transtorno no processo. Na segunda etapa, é feita análise da demanda e da viabilidade do projeto. Também será feito o enquadramento em uma linha de crédito específica. Em alguns casos o próprio banco enquadra os produtores. Em outros, este enquadramento é feito pela Emater. Realiza-se a análise da demanda e a viabilidade do projeto. Esta demanda tem que ser analisada de forma criteriosa. Um eventual erro de análise poderá causar uma oferta excessiva de recursos. Com isso, os gestores têm a autonomia de analisar, da forma que for necessária, a proposta dos produtores, e realizar o enquadramento de acordo com a finalidade dos recursos: custeio, investimento ou Pronaf. Já quanto a viabilidade, a análise é feita sobre a capacidade de geração de renda da propriedade. Sobre esta capacidade de solvência, cabe ao produtor levar o projeto com índices e números comprovando que, com aquele crédito, a propriedade vai gerar os recursos necessários para liquidação de sua dívida. Os limites variam de acordo com as instituições e da linha de crédito demandada. Para algumas linhas o governo estabelece um teto máximo. Cabe aos gerentes estabelecerem, para cada proposta, o valor do crédito. Esta avaliação é feita de acordo com o projeto e a coerência apresentada. Quanto os prazos para pagamento, as instituições o estabelecem de acordo com a linha de crédito. Para determinadas linhas, há uma carência que pode chegar a quatro anos. Este longo prazo de carência constitui mais um atrativo para os produtores rurais. A sazonalidade da produção agrícola é um fator a ser considerado para a liberação do crédito. Os prazos também são afetados por esta variável. Dentro deste contexto, cabe aos gestores e aos produtores rurais negociarem a melhor forma de pagamento. Deve-se levar em consideração o tempo de produção, geração de renda da propriedade, bem como a sazonalidade do produto.

11 A forma de cobrança adotada pelas instituições é o débito em conta corrente. Este critério é estabelecido no ato da concessão. Desta forma, as instituições criaram um mecanismo que tem como objetivo atrelar o produtor a instituição. De acordo com os dados apresentados e as análises realizadas foi possível identificar o processo de concessão de crédito rural. Inicialmente, o produtor rural deve apresentar sua proposta ao gerente que fará uma análise da viabilidade do projeto e dos dados cadastrais. Com isso há um enquadramento de acordo com a linha e com o montante requerido. Os prazos, juros, carência já são fixos conforme as linhas. Feita toda esta análise, o crédito é depositado na conta corrente do produtor rural. As cobranças são realizadas, via de regra, através de débito em conta. 4.2 Fatores que influenciam a decisão de aprovação do crédito Dentro do processo de concessão há vários fatores que podem influenciar a decisão, como o histórico do cliente com a instituição e a coerência do projeto. Há também outro fator de grande peso no processo de concessão de crédito: a capacidade de geração de renda da propriedade. Outros fatores importantes são um bom histórico financeiro, o projeto ser compatível com o valor solicitado, coerência entre liquidez e capacidade produtiva da propriedade bem como o enquadramento dentro de uma linha específica de crédito. Com isso, as instituições realizam a análise de crédito com base no potencial de geração de renda da propriedade rural. Sanvicente (1987) afirma que a avaliação de crédito depende de alguns fatores. Alguns deles são os dados sobre o cliente, suas demonstrações financeiras, a avaliação das garantias oferecidas, a capacidade de pagamento e o capital. Também devem ser realizadas consultas junto às agências de crédito especializado e em outros bancos, com a finalidade de saber a freqüência de pagamentos, se há atraso ou não, e o teto máximo já estabelecido ao cliente. Para o autor, estas medidas são importantes para a tomada de decisão Todo crédito, incluindo o crédito rural, apresenta algum risco. Este risco está associado à possibilidade do produtor rural não pagar a sua dívida com o banco. Cada instituição vai aprovar o crédito segundo uma análise deste risco. Na visão de Fernandes (2002), o gerenciamento dos riscos é fundamental para qualquer instituição financeira. Algumas medidas para reduzir os riscos se referem ao monitoramento de novos empréstimos, a exigência de documentação adequada, a efetiva execução judicial e o estabelecimento de critérios para aplicações de crédito. Um rico detalhamento do projeto e um histórico positivo do cliente implicam em um risco menor para a instituição. Além disso, se o produtor apresentar um maior detalhamento da sua capacidade de pagamento haverá uma maior agilidade no processo de liberação dos recursos. Em relação aos fatores que influenciam a decisão do processo de concessão de crédito, conclui-se que a capacidade de liquidez é o fator de maior importância. Entretanto, deve-se levar em conta a linha de enquadramento do produtor e o histórico do cliente no mercado. 4.3 Problemas que dificultam a liberação do crédito Os gestores apresentaram também situações que restringem o crédito. O crédito pode ser restringido aos produtores que apresentarem problemas no cadastro, restrições financeiras ou

12 uma possível falta de experiência no setor. Sobre o projeto, a falta de coerência, o volume requisitado e a falta de capacidade de liquidez, também são fatores que podem restringir o crédito. A falta de documentação da terra é um fator relevante para restrição do crédito. Todos estes itens, incluindo a viabilidade, são analisados criteriosamente pelos gerentes das instituições. Segundo Berni (1999), os parâmetros auxiliares para decisão de crédito são: o cadastro, o patrimônio, os lucros, os prazos, experiência, tradição, estratégias e investimentos, produtos quanto à aceitação e participação no mercado, pulverização, importação, exportação, sazonalidade, setor e sub-setor de atuação. No processo de concessão de crédito, todas estas variáveis têm influência, de modo a dificultar a liberação dos recursos solicitados. Além de todos os fatores de restrição já mencionados, o produtor deve possuir formas de rendimento na propriedade. O crédito rural é mais indicado para produtores que já possuam uma base produtiva. De forma coerente, Berni (1999) ressalta a importância da experiência como forma de avaliar a viabilidade do crédito. Quando se trata de fatores que podem levar um dispêndio maior de tempo, todos os gerentes apontaram que a falta de documentação ou a sua legalidade implicam na demora. Há também os fatores de demanda interna de serviços dentro das agências e a demanda por este tipo de crédito. Nesta seção foi constatado que os problemas que podem dificultar a liberação do crédito ao produtor rural é a falta de documentação da propriedade, ou impedimentos relativos a esta documentação. Com relação ao projeto, os produtores rurais precisam ter uma proposta bem elaborada, apresentando coerência e rentabilidade. Esta seria uma maneira de não haver restrições junto às instituições. 4.4 Motivos e montantes de inadimplência A inadimplência para esta modalidade de crédito é baixa em toda a região de Itabira/MG. Apesar disso, há alguns fatores que devem ser considerados, tais como uma ineficiente administração e a má fé do produtor. Estes fatores são relatados como geradores de inadimplência e devem ser analisados com extrema cautela. Há também o risco de eventos climáticos, que pode afetar toda a liquidez da produção. As instituições fazem acordos junto ao governo nos casos de calamidade. Esta iniciativa, além de diminuir a inadimplência, contribui para a manutenção econômica da região. No caso de má fé do produtor, as instituições adotam as medidas cabíveis legais. Os casos de inexperiência do produtor, as instituições fazem visitas aleatórias nas propriedades. Estas visitas têm como objetivo reduzir o índice de inadimplência. Há também o bloqueio da concessão de crédito. Esta medida é utilizada quando há um percentual superior a três por cento dos empréstimos inadimplentes. Esta é uma forma de controle bem radical, uma vez que adotada, a instituição só recomeça o processo de concessão de crédito depois que este índice diminui ao patamar estipulado. Securato e Famá (1997) apontam a necessidade das instituições fazerem análise de alguns riscos. Nesta análise deve ser feita a avaliação de eventos que possam ocorrer no dia do pagamento e determinar a probabilidade de ocorrência. A avaliação dos eventos compreende atrasos, requisição para renovação do empréstimo, cobranças litigiosas e até concordata.

13 O baixo índice de inadimplência se deve às medidas adotadas pelas instituições. O apoio do governo, nos casos de calamidade, reduz também este índice, de forma a manter a concessão de crédito ao produtor rural sempre disponível. 4.5 Propostas de melhorias para o processo de concessão de crédito rural Os gestores das instituições propuseram propostas de melhorias nos processos de concessão de crédito. Para agilizar este processo as gerências propõem parcerias com entidades técnicas, prefeituras e sindicatos. Estas parcerias têm como objetivo realizar um melhor projeto técnico, fornecer informações sobre a demanda regional e auxiliar a administração da propriedade na gestão dos seus recursos. Desta maneira, o processo se tornaria mais ágil, fornecendo aos bancos uma maior garantia quanto a viabilidade. Outra questão apontada é o planejamento do investimento, de maneira a garantir uma produção que gere retorno suficiente para o produtor manter suas obrigações em dia junto a instituição. No entanto este tipo de crédito apresenta poucas vantagens para as instituições financeiras, pois esta foi uma forma que o governo criou para incentivar os empréstimos no meio rural. Porém, há instituições que vêem neste tipo de crédito uma boa oportunidade de fidelizar o cliente, evitando a sua migração para outro banco. Outra seria a dispensa do depósito compulsório. Desta forma, as instituições seguem a lei imposta pelo BACEN que as obrigam a depositar compulsoriamente 30% dos valores diários dos depósitos à vista no BACEN sem qualquer remuneração. Desta forma as instituições podem deduzir deste percentual todo o montante investido em atividades agrícolas. Considerando as análises realizadas as principais sugestões dos gerentes das instituições financeiras para a melhoria do processo de concessão de crédito rural foram: a procura e consulta de agrônomos, parcerias com sindicatos, prefeituras e órgãos de auxílio técnico, para elaboração de um projeto que atenda a todos os requisitos bancários para aprovação do crédito 5 CONSIDERAÇÕES FINAIS O crédito é um fator de desenvolvimento econômico e financeiro de grande auxílio para qualquer tipo de negócio. Representa uma forma dos empreendedores implantarem ou ampliarem as suas empresas, sem ter todos os recursos necessários. Especificamente, o crédito rural é uma forma dos produtores investirem na produção, estocagem e comercialização da produção de forma a aprimorarem seus métodos produtivos e aumentar sua competitividade. A respeito do processo de concessão de crédito rural, foi identificado que o produtor deve apresentar um projeto aos gerentes das instituições. Estes farão uma análise da documentação e do histórico do cliente. Também será feita a análise da coerência e da viabilidade do projeto. Após as análises, o produtor será enquadrado na modalidade de crédito rural que lhe for mais adequada. Só então os recursos são liberados. Quanto aos fatores que podem influenciar a decisão de crédito para os produtores rurais, os gestores apontam que a capacidade de liquidez, a linha de enquadramento e o histórico do cliente com o mercado são de grande relevância para se tomar a decisão em aceitar a proposta de crédito.

14 Os gerentes das instituições financeiras pesquisadas apontaram que as restrições podem ser de dois tipos: quanto aos produtores rurais e quanto ao projeto. Na primeira restrição apontada, os gestores afirmam que a falta de documentação da propriedade e o histórico do produtor junto ao mercado possui grande peso no processo. A segunda restrição, quanto ao projeto, está relacionada a falta de coerência e a capacidade de liquidez do solicitante. No âmbito da inadimplência do crédito rural, foi constatado o baixo índice devido às medidas de precaução adotadas pelas instituições financeiras e por algumas políticas governamentais. Estas medidas se referem à análise criteriosa da documentação, visitas aos produtores para os quais foi deferido o crédito para verificação da produção, o bloqueio da linha de crédito e em, alguns casos, o fornecimento de auxílio técnico. Nos casos de calamidade, as instituições fazem acordos com o governo para refinanciamento do crédito. No que se refere às propostas de melhorias, foi sugerido, pelos gerentes das instituições, à procura por agrônomos e entidades competentes como sindicatos e prefeituras, para elaboração ou auxílio na construção de projetos. Esta proposta tem o intuito de reduzir o número de indeferimento dos pedidos de crédito. Diante de todos os dados coletados, foi identificado que os gerentes das instituições financeiras vêem no crédito rural uma forma do produtor angariar recursos para investimento, gerando aquecimento do mercado. Ressalta-se também a importância das pequenas taxas de juros oferecidas pra este tipo de crédito (comparadas com as demais taxas do mercado, como cheque especial, cartão de crédito), o grande prazo de carência e as facilidades de pagamento. Este tipo de crédito representa um pequeno risco para as instituições. Entretanto, o retorno é pouco atrativo, em relação às demais linhas de crédito oferecidas pelas instituições. REFERÊNCIAS APPOLINÁRIO, Fabio. Metodologia da ciência: Filosofia e pratica da pesquisa. São Paulo: Cengage learning, ASSAF NETO, Alexandre. Finanças corporativas e valor. 4 ed. São Paulo: Atlas, ASSAF NETO, Alexandre. SILVA, César Augusto Tibúrcio. Administração do capital de giro. 2 ed. São Paulo: Atlas, ASSUNÇÃO, Juliano. CHEIN, Flávia. Condições de crédito no Brasil rural. Brasília. Revista de economia e sociologia rural. v. 45, n. 2 abr-jun BACEN. Banco Central do Brasil. Disponível em <http://www.bcb.gov.br/htms/creditorural/2010/produtcooper.asp?idpai=relrural2010> Acesso em 18 mai Disponível em <http://www.bcb.gov.br/?economia> Acesso em 18 mai BARONE, Francisco Marcelo; SADER, Emir. Acesso ao crédito no Brasil: evolução e perspectivas. Rio de Janeiro: Revista de administração pública, v. 42, n. 6 nov-dez. 2008

15 BB, Banco do Brasil. Disponível em <WWW.bb.com.br/agronegocio>. Acesso em 16 nov BCB, Banco Central do Brasil. Disponível em < https://www3.bcb.gov.br/normativo/pesquisar>. Acesso em 16 nov BERNI, Mauro Tadeu. Operação e concessão de crédito: os parâmetros para decisão de crédito. São Paulo: Atlas, BNDES. Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social. Disponível em <http://www.bndes.gov.br/sitebndes/bndes/bndes_pt/areas_de_atuacao/agropecuaria?> Acesso em 09 jun CAPELLETTO, Lucio Rodrigues. CORRAR, Luiz João. Índices de risco sistêmico para o setor bancário. São Paulo. Revista contemporânea financeira. v. 19. n. 47. mai-ago FERNANDES, Antonio Alberto Grossi. O Brasil e o sistema financeiro nacional. Rio de Janeiro: Qualitymark, FORTUNA, Eduardo. Mercado financeiro: produtores e serviços. 17. ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, GITMAM, Lawrence Jeffrey. Princípios de administração financeira. 10. ed. São Paulo: Pearson Addson Weley, IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Disponível em <www.ibge.gov.br>. Acesso em 13 mar HOJI, Masakazu. Administração financeira: uma abordagem prática: matemática financeira aplicada, estratégias financeiras, análise, planejamento e controle financeiro. 2 ed. São Paulo: Atlas, LEMES JUNIOR, Antonio Barbosa; RIGO, Claudio Miessa; CHEROBIM. Ana Paula Mussi Szabo. Administração financeira: princípios, fundamentos e praticas brasileira. 2 ed. Rio de Janeiro: Elsevier, OLIVEIRA, Gustavo Gonçalves de. Crédito seu nome: um completo manual do consumidor. Belo Horizonte: Comunicação, ROSS, Stephem A. WESTERFIELD, Randolpph W. JAFFE, Jeffrey F. Administração financeira. São Paulo: Atlas, SANVICENTE, Antonio Zoratto. Administração financeira. 3. ed. São Paulo: Atlas, SCHRICKEl, Wolfgang Kurt. Análise de crédito: Concessão e gerencia de empréstimos. 3. ed. São Paulo: Atlas, 1997.

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