Deslizamentos catastróficos no Brasil: eventos geológico-geomorfológicos associados a eventos pluviométricos extremos

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1 Deslizamentos catastróficos no Brasil: eventos geológico-geomorfológicos associados a eventos pluviométricos extremos Geóg. Maria Carolina Villaça Gomes Mestranda em Geografia Física - USP

2 Os desastres naturais estão diretamente vinculados à história do HOMEM e ao seu modo de apropriação e uso dos recursos naturais. Tsunami de Sumatra 26 de dezembro de de mortes

3 DESASTRES Classificação quanto à origem HUMANOS Deflagrados pelas ações ou omissões humanas. MIRAÍ, MINAS GERAIS 2007

4 DESASTRES: Classificação quanto à origem NATURAIS Deflagrados pela intervenção direta de um fenômeno natural de grande intensidade. SÃO FRANCISCO (EUA) - TERREMOTO de 1906

5 DESASTRE NATURAL Impacto de um fenômeno natural extremo ou intenso sobre um sistema social, causando prejuízos que excedem a capacidade dos afetados em conviver com o impacto. (Fonte: TOBIM,G.A.& MONTZ, B.E. Natural Hazards: explanation. New York: Th Guilford Press, p.) Nápoles/Monte Vesúvio (Itália)

6 CATEGORIA METEOROLÓGICOS HIDROLÓGICOS GEOLÓGICOS TIPOS DE DESASTRES FURACÕES, CICLONES E TUFÕES VENDAVAIS GRANIZOS TORNADOS NEVASCAS GEADAS ONDAS DE FRIO ONDAS DE CALOR INUNDAÇÕES SECA/ESTIAGEM INCÊNDIOS FLORESTAIS TERREMOTOS VULCANISMO TSUNAMIS ESCORREGAMENTOS SUBSIDÊNCIAS Fonte: Modificado de TOBIN & MONTZ (1997)

7 Distribuição por Continentes dos DN ocorridos entre 1900 e 2006 IN: Inundação ES: Escorregamentos TE: Tempestade SE: Seca TX: Temp. Extrema IF: Incêndio Florestal VU: Vulcanismo TR: Terremoto RE: Ressaca Fonte: Marcelino, E.V. (2008) Desastres Naturais e Geotecnologias: Conceitos Básicos. Caderno Didático. Geodesastres CRS/CRS Santa Maria. 38pp. 7

8 Distribuição dos DN ocorridos no BRASIL entre 1900 e 2006 IN: Inundação ES: Escorregamentos TE: Tempestade SE: Seca TX: Temp. Extrema IF: Incêndio Florestal TR: Terremoto Maiores prejuízos econômicos Maior número de mortes Fonte: Marcelino, E.V. (2008) Desastres Naturais e Geotecnologias: Conceitos Básicos. Caderno Didático. Geodesastres CRS/CRS Santa Maria. 38pp. 8

9 MORTES POR DESLIZAMENTOS NO BRASIL Fonte: banco de dados do IPT

10 QUEDA DE BARREIRA? DESMORONAMENTO? DESBARRANCAMENTO? DESLIZAMENTO? X CHUVAS

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13 TIPOS DE MOVIMENTOS DE MASSA

14 Escorregamentos movimentos rápidos e com plano de ruptura definido, que podem ser divididos com base na forma do plano de ruptura (rotacional ou translacional) e no tipo de material em movimento (solo, rocha, tálus, colúvio e detritos) Fonte: Fernandes e Amaral (1996)

15 ESCORREGAMENTOS RASOS Possuem superfícies com a forma planar, as quais são, em geral, condicionadas pela presença de estruturas geológicas (ex. acamamentos, fraturas etc.), depósitos de encostas, contatos entre solo e rocha e entre horizontes do solo etc. Foto: Arquivo da GEORIO

16 São tipicamente deflagrados em encostas mais íngremes e com presença de solos rasos. O plano de ruptura encontrase em profundidades que variam de 0,5 a 5,0 m.

17 Foto: Arquivo da GEORIO Foto: Arquivo da GEORIO

18 FATORES CONDICIONANTES NATURAIS LITOLOGIA Propriedades internas e estruturais INFILTRAÇÃO SOLOS VEGETAÇÃO Físicas, químicas e mineralógicas Influência mecânica e hidrológica EVAPOTRANSPIRAÇÃO PRECIPITAÇÃO TRANSMISSIVIDADE FORMA DA ENCOSTA ORIENTAÇÃO ENCOSTA Distribuição do conteúdo de água Exposição perante os fatores climáticos VARIAÇÃO DA CARGA DE PRESSÃO 18

19 Corridas (debris-flow):corridas: Escoamentos rápidos de água e materiais sólidos de diversos tamanhos e constituições, que demandam elevadas energias e apenas ocorrem em condições excepcionais, em que o fluxo de água e/ou de materiais sólidos é suficientemente elevado para produzi-las. O caminhamento das corridas ocorre ao longo de drenagens em vales encaixados nas encostas até que, ao atingir vales mais abertos ou planícies, com declividades mais baixas, ocorre um espraiamento e a deposição de material, cessando a corrida

20 Rio Cuiabá Petrópolis/RJ (Abri/2011)

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22 Bairro da Posse Teresópolis/RJ (Abril/2011)

23 Rio Cuiabá Petrópolis/RJ (Abri/2011)

24 MOVIMENTOS DE MASSA NO BRASIL

25 Escorregamento no Monte Serrat (1928), Santos, São Paulo.

26 Serra das Araras RJ Janeiro de 1967 ± mortos (300 corpos encontrados e desaparecidos) 275mm de chuva em 3 horas

27 Caraguatatuba (Março de 1967) 586mm/48 horas 120 vítimas fatais desabrigados O Rio Santo Antônio alargou de 10-20m para 60-80m de largura

28 Caraguatatuba (Março de 1967)

29 Serra de Cubatão-Paranapiacaba (SP) 23/24 de Janeiro de 1985

30 SANTA CATAINA (Nov/Dez 2008)

31 SANTA CATAINA (Nov/Dez 2008)

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33 SANTA CATAINA (Nov/Dez 2008)

34 SANTA CATAINA (Nov/Dez 2008)

35 REGIÃO SERRANA DO RIO DE JANEIRO JANEIRO/ mortes desabrigados e desalojados casas destruídas 4.17 casas danificadas

36 36 Vale do Rio Cuiabá- Petrópolis. El (Fonte: Salvador Jornal O Globo)

37 Nova Friburgo/RJ

38 (Fonte: Jornal O Globo)

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42 Foto: Nelson F. Fernandes

43 Fonte: Jornal O Globo

44 Fonte: Jornal O Globo

45 Foto: Nelson Fernandes

46 Foto: Nelson Fernandes

47 Fonte: Jornal O Globo

48 Fonte: Jornal O Globo

49 Fonte: Jornal O Globo

50 Fonte: Jornal O Globo

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52 Foto: Nelson Fernandes

53 Foto: Nelson Fernandes

54 PROCESSOS DE DINÂMICA NATURAL EM RELEVOS ACIDENTADOS! Foto: Bianca Vieira

55 Mapeamento de risco? Sim! Por que tantas mortes e danos? Mapeamento de risco a escorregamentos, não de corridas. O QUE FAZER?!

56 PROJETOS DE LEI 2440/2011 Altera o Estatuto das Cidades para determinar que a elaboração do plano diretor seja orientada por carta geotécnica 2441/2011 Altera o Estatuto das Cidades para estabelecer a obrigatoriedade da elaboração de plano diretor para municípios com áreas de risco em seus territórios Produto cartográfico que apresenta a dinâmica dos processos geológicosgeomorfológicos, bem como as características do meio físico, delimitando unidades homogêneas quanto a problemas manifestos e potenciais.

57 Código Florestal se a planície de inundação de curso d água estiver protegida pela mata ciliar, diminui significativamente o dano associado às corridas. CEMADEN Centro Nacional de Monitoramento e Alerta a Desastres Naturais, cujos objetivos são desenvolver, testar e implementar um sistema de previsão de ocorrência de desastres naturais em áreas suscetíveis de todo o Brasil.

58 E as mudanças climáticas?! Aumento da temperatura do ar e da água (maior evaporação) Elevação do nível do mar CICLOS HIDROLÓGICOS SE ACELERARÃO... Chuvas mais intensas e curtas Ondas de calor e frio Ressacas Ventanias / Vendavais / Tornados / Furacões El Niño / La Niña AUMENTO DOS DESASTRES NATURAIS!

59 OBRIGADA!

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