MANEJO DA PACIENTE DE ALTO RISCO. Cláudia Studart Leal

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "MANEJO DA PACIENTE DE ALTO RISCO. Cláudia Studart Leal"

Transcrição

1 MANEJO DA PACIENTE DE ALTO Cláudia Studart Leal

2 Câncer de mama Aspectos conceituais Câncer de mama esporádico Câncer de mama familiar CYP1A1,Glutatião S-Transferase, NAT 2 Câncer de mama hereditário

3 AVALIAÇÃO DO INDIVIDUAL E FAMILIAR É OBTIDO A PARTIR DE ESTUDOS POPULACIONAIS E DA HISTÓRIA FAMILIAR E PESSOAL (IDADE, CÂNCER PRÉVIO, HISTÓRIA REPRODUTIVA, EXPOSIÇÃO AMBIENTAL E OUTROS) CASO A CASO. É BASEADO NA PROBABILIDADE GENÉTICA PARA O DESENVOLVIMENTO DO FENÓTIPO E É QUANTIFICADO ATRAVÉS DE ESTIMATIVA DE (RELATIVO,CUMULATIVO E OUTROS)

4 identificação do indivíduo em risco estimativa do risco deste indivíduo ter câncer

5 Importância da identificação de indivíduos em risco: 1. Risco de desenvolver câncer 2. Identificação de familiares em risco 3. Medidas de rastreamento / preventivas

6 Estimativa de risco Fundamental para: 1. Estabelecimento de condutas 2. Indicação de teste genético Risco empírico Risco Mendeliano Risco genético modificado (Bayes) Risco relativo

7 Câncer de mama hereditário IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO GENÉTICA DO CÂNCER DE MAMA 5 A 10% DOS TUMORES DE MAMA SÃO HEREDITÁRIOS HISTÓRIA PRÉVIA DE OUTROS CASOS NA FAMÍLIA É UM FATOR DE SIGNIFICANTE OPORTUNIDADE PARA PREVENÇÃO DE TUMORES EM FAMILIARES PORTADORES DE ALTERAÇÕES GENÉTICAS MAIOR PROCURA DE PACIENTES E FAMILIARES POR ORIENTAÇÃO SOBRE A SUSCEPTIBILIDADE GENÉTICA CONHECIMENTO DOS PRINCÍPIOS DA AVALIAÇÃO DO INDIVIDUAL DE UMA DADA PACIENTE DE ALBERGAR OU NÃO UMA ALTERAÇÃO GENÉTICA TRIAGEM DA INDICAÇÃO DOS TESTES MOLECULARES DISPONÍVEIS ALTERNATIVAS PARA PACIENTE DE ALTO

8 Estimativas de risco 1. De desenvolver câncer de mama 1.1 Modelo de Gail 1.2 Modelo de Claus 2. De ser portador de mutação em BRCA1 ou BRCA2: 2.1 Modelo de Couch 2.2 Modelo de Shattuck-Eidens 2.3 Modelo de Frank 2.4 Modelo de Parmigiani (BRCAPRO)

9 Câncer de mama hereditário HISTÓRICO Reconhecido desde antiguidade romana Paul Broca cirurgião francês Reconheceu a importância do câncer de mama hereditário na família de sua esposa e sua associação com o câncer de outros locais anatômicos LYNCH et al,1990

10 Câncer de mama hereditário CARACTERÍSTICAS Idade de acometimento precoce Maior prevalência de bilateralidade Transmissão vertical Associação com outros tipos de câncer ovário e próstata

11 Câncer de mama e ovário hereditários Câncer de mama hereditário 1. Síndrome de câncer mama - ovário: BRCA1 e BRCA2 2. Síndrome de Li-Fraumeni: TP53 3. Síndrome de Cowden: PTEN 4. Sindrome de cancer mama-colo retal: CHEK2 Câncer de ovário hereditário 1. Síndrome de câncer mama - ovário: BRCA1 e BRCA2 2. Câncer colo-retal hereditário não-poliposo (HNPCC)

12 Câncer de mama hereditário FREQÜÊNCIA DE MUTAÇÂO NO GENE BRCA 1 BRCA 1 FREQÜÊNCIA População geral 0,001% Mulher com ca. de mama 3 5 % Famílias predispostas ca de mama 7 % Mulher com ca de mama precoce 6,2 13 % Famílias com pelo menos 4 casos 52 % Famílias com ca de mama e ovário 81% Famílias com ca de mama abaixo de 45 anos 70 %

13 Câncer de mama hereditário FREQÜÊNCIA DE MUTAÇÃO DE BRCA 2 BRCA 2 FREQÜÊNCIA Homens com ca de mama 4 40 % Famílias com pelo menos 4 casos 32 % Famílias com pelo menos 4 casos de mama e ovário 14 % Famílias com ca de mama em mulheres e homens 76%

14 Câncer de mama hereditário Risco de Ocorrência de Câncer de Mama Até 50 anos Até 70 anos BRCA1 51% BRCA2 28% BRCA1 ou BRCA % Câncer esporádico 2% 11%

15 Câncer de mama hereditário Contribuição de mutações em diferentes genes BRCA 1 20% BRCA 2 20% CHEK 2 5% p 53 1% ATM e PTEN 1% Genes desconh 50%

16 Câncer de mama hereditário Características patológicas de BRCA1 / 2 associado ao câncer de mama FENÓTIPO BRCA 1 BRCA 2 MORFOLOG DUCTAL 75% MEDULAR 10% GRAU HISTOLÓG DUCTAL 75% MEDULAR 5% LOBULAR 10% ALTO GRAU MÉDIO 45% ALTO 45% RE C-erbB-2 P53 NEGATIVO 75% NEGATIVO 95% POSITIV0 50% POSITIVO 75% NEGATIVO 95% POSITIVO 40% Narod, E, Foulkes W D. Nat. Ver. 2004;4: CA IN SITU RARO COMUM

17 Câncer de mama hereditário CARACTERÌSTICAS CLÌNICAS, HISTOPATOLÓGICAS E MOLECULARES TP53 BRCA1 BRCA2 Pten BRCAX ATm ORIGEM/TI PO EPIT IMATURO IMATURO PARCIAL DIFEREN BEM DIFEREN BEM DIFEREN BEM DIFEREN IDADE INI. TUMORAL MUITO JOVEM PRECOCE MODERAD A/ PREC TARDIA TARDIA TARDIA IDADE DIAG < >50 TIPO DE TUMOR DUCTAL POUC DIF POUCO DIF MEDULAR DUCTAL / LOBULAR DUCTAL BEM DIF DUCTAL / LOBULAR DUCTAL / LOBULAR TUMOR BIL/ MULT? ALTO MODERA ALTO ALTO? ALTO PROGNóS RUIM RUIM / MODERA MODERA DO BOM BOM BOM PENETRÂ ALTA ALTA POUCO < BRCA1 MENOR BRCA 1 / 2 MENOR BRCA 1 MENOR BRCA 1

18 IDENTIFICAÇÃO DO GRUPO DE história familiar positiva idade precoce de aparecimento tumores bilaterais > 1 tumor primário em um paciente aspecto multifocal do tumor câncer de ovário câncer de mama em homem descendência asquenazita

19 1. História familiar 2. Diagnóstico ETAPAS 3. Estimativa de risco 4. Teste genético 5. Estratégias de vigilância / redução de risco

20 1. Necessário realizar consultas de AG pré-teste e pós-teste. 2. Necessidade de avaliação psicológica!!

21 MANEJO DA PACIENTE DE ALTO PRINCÍPIOS DO ACONSELHAMENTO GENÉTICO IDADES IDADES AO DIAGNÓSTICO TIPOS HISTOLÓGICOS HISTÓRICO FAMILIAR CAUSA DE ÓBITO BILATERALIDADE HEREDOGRAMA ETNIA TESTE MOLECULAR

22 AG PRÉ TESTE 1. Diagnóstico e propósito do teste 2. Estimativa de risco 3. Possíveis resultados do teste genético: positivo, negativo,inconclusivo 4. Transmissibilidade da mutação 5. Risco de estresse psicológico 6. Risco de discriminação 7. Opções de prevenção / manejo 8. Confidencialidade 9. Opção pela não realização do teste

23 RESULTADO Resultado positivo SIGNIFICADO Diagnóstico confirmado de SPHC. Possibilita estudo de familiares em risco. Resultado negativo Mutação críptica ou heterogeneidade genética não podem ser excluídas. Paciente deve ser manejada de acordo com as estimativas de risco de câncer. Resultado inconclusivo Uma variação de seqüência de significado incerto é encontrada. Paciente deve ser manejada de acordo com as estimativas de risco de câncer.

24 AG PÓS TESTE 1. Resultado do teste genético e suas implicações 2. Estratégias de prevenção e manejo 3. Suporte e aconselhamento

25 FORMAS DE SEGUIMENTO

26 Tipo de câncer Reco mend ação Intervalo Nível de Evidência ( ) Mama Auto-exame das Mensal a partir dos 3 mamas anos de idade Exame clínico das mamas Anual ou semestral a partir dos 25 anos 3 Mamo gra fia Anua l o u semestral 3 a partir dos 25 anos Ovário Exame p élvico Semestral a partir dos anos 3 Ultrasso m transvaginal Bi-anual a partir dos 3 + CA anos Próstata Exame retal d igita l Anual a partir dos 3 + PSA 50 anos Cólon Pesquisa de sangue Anual a partir dos 1 oculto nas fezes Sigmo idoscop ia flexível ou colonoscopia 50 anos A cada 3-5 anos a partir dos 50 anos 2

27 RECOMENDAÇÕES PARA RASTREAMENTO POR RM MULHERES COM MUTAÇÃO BRCA MULHERES NÃO TESTADAS, MAS COM PARENTE DE PRIMEIRO GRAU COM MUTAÇÃO BRCA MULHERES COM PARENTES DE PRIMEIRO GRAU COM CÂNCER DE MAMA NA PRÉ MENOPAUSA

28 MANEJO DA PACIENTE DE ALTO OPÇÕES DE INTERVENÇÃO VIGILÂNCIA SEVERA CIRURGIA PROFILÁTICA QUIMIOPREVENÇÃO

29 Câncer de mama - ovário hereditário: vigilância / redução de risco Ooforectomia bilateral profilática Redução risco câncer de mama 40% Kauff et al, N Engl J Med 346: , 2002 Rebbeck et al, N Engl J Med 346: , 2002 Mastectomia bilateral profilática QUIMIOPREVENÇÃO (?) moduladores de receptores de estrogênio inibidores da aromatase

30 Quimioprevenção Definição A utilização de agentes farmacológicos com o potencial de inibir o desenvolvimento do câncer Mecanismo de ação Bloqueio do dano ao DNA, que corresponde a fase inicial da carcinogênese Interrupção ou reversão da progressão das células prémalígnas

31 QUIMIOPREVENÇÃO PREVINEM CÂNCER DE MAMA RE POSITIVO SERM, INIBIDORES DA AROMATASE, AGONISTAS DE GnRH PREVINEM CÂNCER DE MAMA RE NEGATIVO INIBIDORES DA CICLOOXINASE-2 (COX-2), RETINÓIDES,ESTATINAS,INIBIDORES DO RECEPTOR TIROSINA QUINASE, ANTICORPO MONOCLONAL CONTRA HER-2 E OS INIBIDORES DA TELOMERASE Rev. Assoc.Med. Bras. V.52 n.6 São Paulo nov/dez.2006

32 Tamoxifeno SERMS É a droga mais prescrita Ação inibitória sobre a iniciação e na promoção dos tumores Tratamento adjuvante Reduz a recorrência Aumento da sobrevida Diminui a incidência de tumores na mama contra-lateral

33 Estudo sobre prevenção do câncer de mama (Breast Cancer Prevention Trial BCPT). NSABP-P mulheres randomizado tamoxifeno 20 mg/dia vs. Placebo. Mulheres saudáveis com risco de desenvolver câncer de mama. Mulheres entre anos com história familiar Mulheres acima de 59 anos Resultados iniciais Redução de 45% na incidência de câncer de mama em mulheres saudáveis porém com alto risco para desenvolver a doença (ca invasivo RE positivo e não invasor) Não houve diferença na incidência do ca invasivo RE negativo

34 Achados iniciais do estudo NSAPB (BCPT) Abril de 1992 setembro 1997 Número de mulheres afetadas no grupo do tamoxifeno Número de mulheres afetadas no grupo do placebo Câncer de mama invasivo Óbitos por câncer de mama 3 5 CDIS Carcinoma endometrial Embolia pulmonar 17 6 Trombose venosa profunda Fraturas do quadril Ataque cardíacos Nenhuma diferença nos grupos de tratamento

35 Características dos três principais estudos com tamoxifeno para quimioprevenção do câncer de mama BCPT-EUA Royal Marsden Grã-Betanha ITPS Itália Período do recrutamento Faixa etária 35 - > 70 anos anos 35 - > 70 anos População de alto risco para câncer de mama Sim Sim Não Nº de mulheres incluídas Casos de câncer /1000 mulheres-ano Placebo = 6,6 tamoxifeno = 3,6 Nº de casos câncer invasor Placebo = 175 Tamxifeno = 89 Tempo médio de acompanhamento Peculiaridade Placebo = 5,0 tamoxifeno = 4,7 Placebo = 22 tamoxifeno = 19 Placebo = 2,3 tamoxifeno = 2,1 Placebo = 36 tamoxifeno = 34 47,7 meses 70 meses 30,5 meses Somente mulheres histerectomizadas

36 [Delmas P. New Engl J Med 337(23): a densidade mineral óssea / colesterol 7704 mulheres osteoporóticas; < 80 anos Raloxifeno vs. Placebo 36 meses Resultados preliminares Câncer de mama invasivo 13 casos com raloxifeno vs. 22 casos com placebo Câncer de endométrio 4 casos com raloxifeno vs. 4 casos com placebo Trombose venosa e êmbolo pulmonar Semelhante ao tamoxifeno

37 O estudo do tamoxifeno e raloxifeno (STAR). Estudo NSABP randomizado duplo-cego mulheres pós-menopausadas, com risco alto para câncer de mama, foram randomizadas para 5 anos de tamoxifeno 20 mg oral/dia vs. 5 anos de raloxifeno 60 mg oral/dia. Exibe como vantagens ao tx taxas menores de fen tromboembólicos e ca de endométrio e desvantagem de não exibir proteção contra ca ductal in situ Rev. Assoc. Med. Bras. Vol52. n.4.são Paulo july/aug. 2006

38 Manejo da paciente de alto risco Inibidores da aromatase eficaz na prevenção de ca de mama contralateral (Ibis-II, NSABP-PII, ApreS) Antiinflamatórios Inibidores de COX-2

39 MASTECTOMIA PROFILÁTICA DEFINIÇÃO É um procedimento cirúrgico radical e mutilante que visa reduzir a incidência e melhorar a expectativa de vida de mulheres pertencentes a populações de risco moderado a alto para o desenvolvimento do câncer de mama.

40 INDICAÇÕES POTENCIAIS HISTÓRIA FAMILIAR / HEREDITÁRIA (MUTAÇÃO EM BRCA1 /BRCA2 HIPERPLASIA ATÍPICA BILATERAL EM JOVENS COM HISTÓRIA FAMILIAR CDIS / CLIS BILATERAL E MULTIFOCAL CDIS / CLIS UNILATERAL MAIS PROLIFERAÇÃO EPITELIAL ATÍPICA CONTRALATERAL

41 MASTECTOMIA PROFILÁTICA QUANDO O TRATAMENTO CONSERVADOR E A IRRADIAÇÃO DA MAMA SÃO TÃO EFETIVOS QUANTO A MASTECTOMIA PARA O TRATAMENTO DO CÂNCER DE MAMA, SERÁ QUE EXISTE ALGUMA JUSTIFICATIVA PARA A REMOÇÃO COMPLETA DAS MAMAS PARA UMA CONDIÇÃO NÃO CANCEROSA?

42 CRITÉRIOS PARA A PROFILAXIA O Procedimento deve prevenir efetivamente a doença. Neste caso, o conceito de prevenção total é contestado por relato na literatura de surgimento de carcinoma em tecido mamário residual pós mastectomia profilática A população de risco deve ser de fácil identificação, o que nem sempre é fácil de ocorrer. Os testes genéticos irá ajudar a clarear muitas destas questões A análise do custo-benefício do procedimento profilático deve ser documentada. Esse custo é desconhecido

43 Ano 1999 New England Journal of Medicine - Hartmann Demonstrou uma redução dramática da incidência de câncer de mama em mulheres submetidas à mastectomia profilática Pela primeira vez evidenciou uma redução de mortalidade em 90% entre mulheres com risco moderado ou com alto risco Utilizou o modelo de GAIL para selecionar as candidatas antes do conhecimento do envolvimento dos genes BRCA

44 Estudo da Clínica Mayo 639 mulheres entre 1960 e 1993 Critérios para a classificação: Dois ou mais parentes de primeiro grau com ca de mama Um parente de primeiro grau com ca de mama antes dos 45 anos e um outro com ca de mama Um parente de primeiro grau e dois ou mais de segundo ou terceiro graus com ca de mama Um parente de primeiro grau com ca de mama e um ou mais parentes com ca de ovário Dois parentes de segundo ou terceiro grau com ca de mama e um ou mais parentes com câncer de ovário Um parente de segundo ou terceiro grau com ca de mama e dois ou mais com ca de ovário Três ou mais parentes do segundo ou terceiro graucom ca de mama Um parente de primeiro grau com ca de mama bilateral

45 ESTUDO CLÍNICA MAYO 639 MULHERES MODERADO 425 MULHERES- PREVISÃO PELO MODELO DE GAIL 37,4 E APENAS 4 MUHERES TIVERAM CÂNCER COM UMA REDUÇÃO DE 89,5 % NA INCIDÊNCIA.A PREVISÃO DE MORTES FOI DE 10,4 E NÃO HOUVE MORTES NESTE GRUPO, PORTANTO UMA REDUÇÃO DE 100%. ALTO 214 MULHERES. APENAS 3 TEVE CÂNCER DE MAMA COM UMA PREVISÃO QUE VARIOU DE 30 A 38,7 %.RESULTOU EM UMA REDUÇÃO DE 90% A 94% DEPENDENDO DO MÉTODO USADO PARA CALCULAR AS TAXAS ESPERADAS. AS MORTES ESPERADAS ERA DE 10,4 E HOUVE 2 MORTES NESTE GRUPO

46 ESTUDO CLÍNICA MAYO Seriam necessárias 6 MP em pacientes de alto risco e 13 em pacientes de risco moderado para evitar um caso de câncer Seriam necessárias 25 MP para prevenir 1 caso de morte

47 Autor MASTECTOMIA PROFILÁTICA Jarrett, 1989 Fisher 1988 Clínica Mayo 2000 Meijers-Heijboer 2001 Clínica de Câncer Rotterdam Das 100 pacientes submetidas a mastectomia profilática nenhuma desenvolveu ca de mama durante acompanhamento de 5 anos De 1500 mulheres acompanhadas por 22 anos apenas 1 desenvolveu ca de mama 572 mulheres submetidas a mastectomia profilática com 14 anos de seguimento: IMPACTO PSICOLÒGICO E SOCIAL 70% estavam satisfeitas; 11% indiferentes: 9% insatisfeitas; 70% melhoraram o nível de ansiedade e 77% disseram não sofrer alterações quanto a sexualidade 139 mulheres com mutação em BRCA1 ou 2, 76 fizeram mastec profilática e 63 foram seguidas. Resutado: Nenhum caso de ca de mama foi observado após mastectomia profilática enquanto 8 casos de câncer aconteceram entre mulheres em seguimento

48 A mastectomia profilática poderia representar o alívio da ansiedade e do estresse associado à condição de risco? Estudo de Frost (2000) A diminuição da preocupação emocional sobre o possível desenvolvimento de um câncer melhora o bem estar físico e psicológico com diminuição do estresse, aumento da auto-estima JAMA 2000; 284 (19):319-24

49 ESTUDO - Hanusch Hospital Viena Áustria Determinar o impacto de ser portador de mutações em BRCA1 e BRCA2 e a opção de fazer a mastectomia foi associada a um impacto negativo na qualidade de vida e foi recusada pela maioria dos portadores de mutação austríacos.

50 DESVANTAGENS.Decisão irreversível.intervenção cirúrgica significativa.trata todas as mulheres que não iriam desenvolver câncer.perda do tecido mamário

51 COMENTÁRIOS NÃO EXISTE CRITÉRIOS ESTABELECIDOS PARA INDICAÇÃO DA MASTECTOMIA PROFILÁTICA A AVALIAÇÃO DEVE SER INDIVIDUAL OBSERVANDO O PESSOAL E O GRAU DE COMPROMETIMENTO PSICOLÓGICO ATUAIS RESULTADOS COM QUIMIOPREVENÇÃO APESAR DOS AVANÇOS NA RECONSTRUÇÃO MAMÁRIA NO RESULTADO ESTÉTICO NÃO DEVE SER A RAZÃO DA INDICAÇÃO NÃO É UM PROCEDIMENTO EMERGENCIAL MÚLTIPLAS ENTREVISTAS AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

Estratégias de Quimioprevenção do Câncer de Mama. José Roberto Filassi 27/11/2009

Estratégias de Quimioprevenção do Câncer de Mama. José Roberto Filassi 27/11/2009 Estratégias de Quimioprevenção do Câncer de Mama José Roberto Filassi 27/11/2009 RECEPTOR DE ESTRÓGENO: INTERAÇÃO COM O ESTRADIOL Hormonioterapia no Câncer de Mama Bloquear o Receptor de Estrogenio Bloquear

Leia mais

Paciente de Alto Risco

Paciente de Alto Risco Paciente de Alto Risco Novas Fronteiras do Bloqueio Estrogênico na Prevenção do Câncer de Mama Não há conflitos de interesse. Nunca recebi qualquer forma de pagamento ou auxílio financeiro de entidade

Leia mais

O que é o câncer de mama?

O que é o câncer de mama? O que é o câncer de mama? As células do corpo normalmente se dividem de forma controlada. Novas células são formadas para substituir células velhas ou que sofreram danos. No entanto, às vezes, quando células

Leia mais

Os Trabalhos/Abstracts mais Relevantes em Avaliação genética e tratamentos preventivos

Os Trabalhos/Abstracts mais Relevantes em Avaliação genética e tratamentos preventivos Os Trabalhos/Abstracts mais Relevantes em Avaliação genética e tratamentos preventivos Simône Noronha Hospital São José São Paulo - Brasil Índice: Radioterapia no câncer de mama hereditário (Revisão) Perfil

Leia mais

Como tratar o câncer de mama na paciente com mutação genética? Prof. Dr. Giuliano Duarte

Como tratar o câncer de mama na paciente com mutação genética? Prof. Dr. Giuliano Duarte Como tratar o câncer de mama na paciente com mutação genética? Prof. Dr. Giuliano Duarte Quem é a paciente com mutação BRCA1/2? Ansiedade Penetrância dos genes BRCA1 e BRCA 2 até os 70 anos Meta-análise

Leia mais

DR.PRIMO PICCOLI CANCEROLOGIA CIRÚRGICA.

DR.PRIMO PICCOLI CANCEROLOGIA CIRÚRGICA. Genetic Risk Assessments in Individuals at High Risk for Inherited Breast Cancer in the Breast Oncology Care Setting DR.PRIMO PICCOLI CANCEROLOGIA CIRÚRGICA. CÂNCER DE MAMA HEREDITÁRIO CONHECER O RISCO

Leia mais

Numeração Única: 0112.14.001131-6 TEMA: TAMOXIFENO NO TRATAMENTO ADJUVANTE DO CANCER DE MAMA

Numeração Única: 0112.14.001131-6 TEMA: TAMOXIFENO NO TRATAMENTO ADJUVANTE DO CANCER DE MAMA NT 38/2013 Solicitante: Dra. Renata Abranches Perdigão do JESP da Fazenda Pública de Campo Belo Data: 22/02/2014 Medicamento X Material Procedimento Cobertura Numeração Única: 0112.14.001131-6 TEMA: TAMOXIFENO

Leia mais

DETECÇÃO, DIAGNÓSTICO E ESTADIAMENTO DO CÂNCER DE MAMA

DETECÇÃO, DIAGNÓSTICO E ESTADIAMENTO DO CÂNCER DE MAMA RESSONÂNCIA NUCLEAR MAGNÉTICA DAS MAMAS DETECÇÃO, DIAGNÓSTICO E ESTADIAMENTO DO CÂNCER DE MAMA A crescente experiência com a Ressonância Nuclear Magnética (RNM) vem trazendo dúvidas pertinentes quanto

Leia mais

1ª Edição do curso de formação em patologia e cirurgia mamária. Programa detalhado

1ª Edição do curso de formação em patologia e cirurgia mamária. Programa detalhado 15.6.2012 MÓDULO 1 - Mama normal; Patologia benigna; Patologia prémaligna; Estratégias de diminuição do risco de Cancro da Mama. 1 1 Introdução ao Programa de Formação 9:00 9:15 1 2 Embriologia, Anatomia

Leia mais

Quimioprofilaxia. Renata Cangussú

Quimioprofilaxia. Renata Cangussú Quimioprofilaxia Renata Cangussú Câncer de Mama Nas últimas décadas ocorreu um aumento expressivo da incidência e mortalidade do câncer de mama em todo mundo. Esse aumento pode ser atribuído a interação

Leia mais

CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS.

CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Laura S. W ard CAMPANHA PELA INCLUSÃO DA ANÁLISE MOLECULAR DO GENE RET EM PACIENTES COM CARCINOMA MEDULAR E SEUS FAMILIARES PELO SUS. Nódulos da Tiróide e o Carcinoma Medular Nódulos da tiróide são um

Leia mais

PATOLOGIA DA MAMA. Ana Cristina Araújo Lemos

PATOLOGIA DA MAMA. Ana Cristina Araújo Lemos PATOLOGIA DA MAMA Ana Cristina Araújo Lemos Freqüência das alterações mamárias em material de biópsia Alteração fibrocística 40% Normal 30% Alterações benignas diversas 13% Câncer 10% Fibroadenoma

Leia mais

CANCER DE MAMA FERNANDO CAMILO MAGIONI ENFERMEIRO DO TRABALHO

CANCER DE MAMA FERNANDO CAMILO MAGIONI ENFERMEIRO DO TRABALHO CANCER DE MAMA FERNANDO CAMILO MAGIONI ENFERMEIRO DO TRABALHO OS TIPOS DE CANCER DE MAMA O câncer de mama ocorre quando as células deste órgão passam a se dividir e se reproduzir muito rápido e de forma

Leia mais

III EGEPUB/COPPE/UFRJ

III EGEPUB/COPPE/UFRJ Luiz Otávio Zahar III EGEPUB/COPPE/UFRJ 27/11/2014 O que é a próstata? A próstata é uma glândula pequena que fica abaixo da bexiga e envolve o tubo (chamado uretra) pelo qual passam a urina e o sêmen.

Leia mais

Diagnóstico do câncer de mama Resumo de diretriz NHG M07 (segunda revisão, novembro 2008)

Diagnóstico do câncer de mama Resumo de diretriz NHG M07 (segunda revisão, novembro 2008) Diagnóstico do câncer de mama Resumo de diretriz NHG M07 (segunda revisão, novembro 2008) De Bock GH, Beusmans GHMI, Hinloopen RJ, Corsten MC, Salden NMA, Scheele ME, Wiersma Tj traduzido do original em

Leia mais

Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS:

Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS: Câncer de Mama COMO SÃO AS MAMAS: As mamas (ou seios) são glândulas e sua função principal é a produção de leite. Elas são compostas de lobos que se dividem em porções menores, os lóbulos, e ductos, que

Leia mais

Numeração Única: 112.13.008257-4 TEMA: TAMOXIFENO NO TRATAMENTO ADJUVANTE DO CANCER DE MAMA

Numeração Única: 112.13.008257-4 TEMA: TAMOXIFENO NO TRATAMENTO ADJUVANTE DO CANCER DE MAMA NT 209/2013 Solicitante: Dra. Renata Abranches Perdigão do JESP da Fazenda Pública de Campo Belo Data: 01/11/2013 Medicamento X Material Procedimento Cobertura Numeração Única: 112.13.008257-4 TEMA: TAMOXIFENO

Leia mais

Diretrizes Assistenciais

Diretrizes Assistenciais Diretrizes Assistenciais Protocolo de tratamento adjuvante e neoadjuvante do câncer de mama Versão eletrônica atualizada em Fevereiro 2009 Tratamento sistêmico adjuvante A seleção de tratamento sistêmico

Leia mais

O que é câncer de mama?

O que é câncer de mama? Câncer de Mama O que é câncer de mama? O câncer de mama é a doença em que as células normais da mama começam a se modificar, multiplicando-se sem controle e deixando de morrer, formando uma massa de células

Leia mais

Câncer de Próstata. Fernando Magioni Enfermeiro do Trabalho

Câncer de Próstata. Fernando Magioni Enfermeiro do Trabalho Câncer de Próstata Fernando Magioni Enfermeiro do Trabalho O que é próstata? A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão muito pequeno, tem

Leia mais

Tumores hereditários da mama

Tumores hereditários da mama 32 Tumores hereditários da mama Margarida Figueiredo Dias 1. INTRODUÇÃO O cancro da mama é, ainda, a principal causa de morte por cancro no sexo feminino nos países mais industrializados e áreas geográficas

Leia mais

Toxicidade tardia da terapia adjuvante: o que não posso esquecer. Maria de Fátima Dias Gaui CETHO

Toxicidade tardia da terapia adjuvante: o que não posso esquecer. Maria de Fátima Dias Gaui CETHO Toxicidade tardia da terapia adjuvante: o que não posso esquecer Maria de Fátima Dias Gaui CETHO Introdução Cerca de 11.7 milhões de sobreviventes de câncer nos EUA em 2007. Destes 2.6 milhões ou 22% são

Leia mais

RM MAMÁRIA: quando indicar?

RM MAMÁRIA: quando indicar? RM MAMÁRIA: quando indicar? Lucio De Carli Serviço de Diagnóstico por Imagem da Mama Hospital Mãe de Deus SSMD Porto Alegre/RS e-mail: luciodc@terra.com.br RM MAMÁRIA - indicações - Incoerência EF x MG

Leia mais

Bioestatística. Organização Pesquisa Médica. Variabilidade. Porque existe variabilidades nos fenômenos naturais? Fontes de variação:

Bioestatística. Organização Pesquisa Médica. Variabilidade. Porque existe variabilidades nos fenômenos naturais? Fontes de variação: Bioestatística Lupércio F. Bessegato & Marcel T. Vieira UFJF Departamento de Estatística 2010 Organização Pesquisa Médica Variabilidade Porque existe variabilidades nos fenômenos naturais? Fontes de variação:

Leia mais

NOVAS RECOMENDAÇÕES PARA O RASTREAMENTO DA MAMA SIMONE ELIAS MARTINELLI

NOVAS RECOMENDAÇÕES PARA O RASTREAMENTO DA MAMA SIMONE ELIAS MARTINELLI NOVAS RECOMENDAÇÕES PARA O RASTREAMENTO DA MAMA SIMONE ELIAS MARTINELLI SCREENING FOR BREAST CANCER: U.S. PREVENTIVE SERVICES TASK FORCE RECOMMENDATION STATEMENT MAMOGRAFIA BIENAL ENTRE 50 E 74 ANOS (GRAU

Leia mais

Radiology: Volume 274: Number 2 February 2015. Amélia Estevão 10.05.2015

Radiology: Volume 274: Number 2 February 2015. Amélia Estevão 10.05.2015 Radiology: Volume 274: Number 2 February 2015 Amélia Estevão 10.05.2015 Objetivo: Investigar a vantagem da utilização da RM nos diferentes tipos de lesões diagnosticadas na mamografia e ecografia classificadas

Leia mais

Analisar a sobrevida em cinco anos de mulheres. que foram submetidas a tratamento cirúrgico, rgico, seguida de quimioterapia adjuvante.

Analisar a sobrevida em cinco anos de mulheres. que foram submetidas a tratamento cirúrgico, rgico, seguida de quimioterapia adjuvante. Estudo de sobrevida de mulheres com câncer de mama não metastático tico submetidas à quimioterapia adjuvante Maximiliano Ribeiro Guerra Jane Rocha Duarte Cintra Maria Teresa Bustamante Teixeira Vírgilio

Leia mais

Atuação da Acupuntura na dor articular decorrente do uso do inibidor de aromatase como parte do tratamento do câncer de mama

Atuação da Acupuntura na dor articular decorrente do uso do inibidor de aromatase como parte do tratamento do câncer de mama Atuação da Acupuntura na dor articular decorrente do uso do inibidor de aromatase como parte do tratamento do câncer de mama O câncer de mama - 2º tipo de câncer mais freqüente no mundo e o mais comum

Leia mais

Neoplasias dos epitélios glandulares II

Neoplasias dos epitélios glandulares II Neoplasias dos epitélios glandulares II PATOLOGIA II Aula Prática nº4 MAMA: Correlação estrutura/lesão Cél. Basais/mioepiteliais Cél. Basais/mioepiteliais (actina) Cél. luminais Cél. luminais MAMA: Estrutura

Leia mais

CÂnCER DE EnDOMéTRIO. Estados anovulatórios (ex: Síndrome dos ovários policísticos) Hiperadrenocortisolismo

CÂnCER DE EnDOMéTRIO. Estados anovulatórios (ex: Síndrome dos ovários policísticos) Hiperadrenocortisolismo CAPÍTULO 3 CÂnCER DE EnDOMéTRIO O Câncer de endométrio, nos Estados Unidos, é o câncer pélvico feminino mais comum. No Brasil, o câncer de corpo de útero perde em número de casos apenas para o câncer de

Leia mais

Conclusões científicas

Conclusões científicas Anexo II Conclusões científicas e fundamentos para a alteração do Resumo das Características do Medicamento, da Rotulagem e do Folheto Informativo apresentados pela Agência Europeia de Medicamentos 7 Conclusões

Leia mais

CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO. Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto. Introdução

CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO. Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto. Introdução CAPÍTULO 2 CÂNCER DE MAMA: AVALIAÇÃO INICIAL E ACOMPANHAMENTO Ana Flavia Damasceno Luiz Gonzaga Porto Introdução É realizada a avaliação de um grupo de pacientes com relação a sua doença. E através dele

Leia mais

vulva 0,9% ovário 5,1%

vulva 0,9% ovário 5,1% endométrio 12,3% ovário 5,1% vulva 0,9% colo uterino 13,3% câncer de mama 68,4% Maior incidência nas mulheres acima de 60 anos ( 75% ) Em 90% das mulheres o primeiro sintoma é o sangramento vaginal pós-menopausa

Leia mais

Hereditariedade e cancer de mama Mutacoes e Polimorfismos

Hereditariedade e cancer de mama Mutacoes e Polimorfismos Hereditariedade e cancer de mama Mutacoes e Polimorfismos Dr. Jose Claudio Casali da Rocha Laboratorio Mantis Diagnosticos Avancados IOP Instituto de Oncologia do Parana Hospital Erasto Gaertner PUC-PR

Leia mais

Atualização do Congresso Americano de Oncologia 2014. Fabio Kater

Atualização do Congresso Americano de Oncologia 2014. Fabio Kater Atualização do Congresso Americano de Oncologia 2014 Fabio Kater Multivitaminas na prevenção do câncer de mama, próstata e pulmão: caso fechado! Revisão da literatura para tipos específicos de câncer

Leia mais

TOMOSSÍNTESE MAMÁRIA CASOS CLÍNICOS

TOMOSSÍNTESE MAMÁRIA CASOS CLÍNICOS TOMOSSÍNTESE MAMÁRIA CASOS CLÍNICOS SELMA DI PACE BAUAB Radiologista da Mama Imagem São José do Rio Preto - SP CASO 1 55 anos. Assintomática TOMOSSÍNTESE LESÃO EPITELIAL ESCLEROSANTE (Cicatriz Radial)

Leia mais

Marília Ávila Acioly 1 ; Maria do Carmo Carvalho de Abreu e Lima 2

Marília Ávila Acioly 1 ; Maria do Carmo Carvalho de Abreu e Lima 2 ESTUDO CLÍNICO-PATOLÓGICO E IMUNOHISTOQUÍMICO DO CÂNCER DE MAMA EM MULHERES JOVENS DIAGNOSTICADAS E TRATADAS NO HOSPITAL DE CÂNCER DE PERNAMBUCO NO PERÍODO DE 1996 A 2006. Marília Ávila Acioly 1 ; Maria

Leia mais

Veículo: Site Correio Braziliense Data: 11/11/2011

Veículo: Site Correio Braziliense Data: 11/11/2011 Veículo: Site Correio Braziliense Data: 11/11/2011 Seção: Saúde Pág.: http://bit.ly/ve3bse Assunto: Precauções necessárias Tumores no ovário atingem cerca de 220 mil mulheres a cada ano no mundo Com alto

Leia mais

4 Encontro de Enfermagem Ginecológica do Estado do Rio de Janeiro

4 Encontro de Enfermagem Ginecológica do Estado do Rio de Janeiro 4 Encontro de Enfermagem Ginecológica do Estado do Rio de Janeiro Afecções Oncológicas nas Mamas Enfª Giselle G. Borges Epidemiologia (BRASIL, 2012) Anatomia da mama (estruturas) Linfonodos Fisiologia

Leia mais

É possível omitir Radioterapia adjuvante em mulheres idosas com Receptor Hormonal positivo?

É possível omitir Radioterapia adjuvante em mulheres idosas com Receptor Hormonal positivo? É possível omitir Radioterapia adjuvante em mulheres idosas com Receptor Hormonal positivo? Rosangela Correa Villar Radioterapia Beneficência Portuguesa- Hospital São Jose FMUSP villardias@uol.com.br INTRODUÇÃO

Leia mais

HISTÓRIA NATURAL DOS TIPOS RAROS DE CÂNCER DE MAMA

HISTÓRIA NATURAL DOS TIPOS RAROS DE CÂNCER DE MAMA HISTÓRIA NATURAL DOS TIPOS RAROS DE CÂNCER DE MAMA Carcinomas Profª. Dra. Maria do Carmo Assunção Carcinoma tipo basal Grau 3 CK14 & CK5 = Positivo P63 pode ser positivo (mioepitelial) Triplo negativo

Leia mais

ANEXO RESOLUÇÃO COFEN Nº 468/2014 ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO ACONSELHAMENTO GENÉTICO

ANEXO RESOLUÇÃO COFEN Nº 468/2014 ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO ACONSELHAMENTO GENÉTICO ANEXO RESOLUÇÃO COFEN Nº 468/2014 ATUAÇÃO DO ENFERMEIRO NO ACONSELHAMENTO GENÉTICO I. OBJETIVO Estabelecer diretrizes para atuação privativa do Enfermeiro em Aconselhamento Genético, no âmbito da equipe

Leia mais

ANÁLISE COMPARATIVA DOS GRAUS HISTOLÓGICOS ENTRE TUMOR PRIMÁRIO E METÁSTASE AXILAR EM CASOS DE CÂNCER DE MAMA

ANÁLISE COMPARATIVA DOS GRAUS HISTOLÓGICOS ENTRE TUMOR PRIMÁRIO E METÁSTASE AXILAR EM CASOS DE CÂNCER DE MAMA ANÁLISE COMPARATIVA DOS GRAUS HISTOLÓGICOS ENTRE TUMOR PRIMÁRIO E METÁSTASE AXILAR EM CASOS DE CÂNCER DE MAMA Pinheiro, A.C ¹, Aquino, R. G. F. ¹, Pinheiro, L.G.P. ¹, Oliveira, A. L. de S. ¹, Feitosa,

Leia mais

Dufloth, RM Página 1 31/3/200928/1/200923/1/2009

Dufloth, RM Página 1 31/3/200928/1/200923/1/2009 Dufloth, RM Página 1 31/3/200928/1/200923/1/2009 RELATÓRIO TÉCNICO-CIENTÍFICO FINAL (Observação: as informações prestadas neste relatório poderão, no todo ou em parte, ser publicadas pela FAPESC.) 1. IDENTIFICAÇÃO

Leia mais

Descobrindo o valor da

Descobrindo o valor da Descobrindo o valor da Ocâncer de mama, segundo em maior ocorrência no mundo, é um tumor maligno que se desenvolve devido a alterações genéticas nas células mamárias, que sofrem um crescimento anormal.

Leia mais

Protocolo de Tratamento do Câncer de Mama Metastático. Versão eletrônica atualizada em Dezembro 2009

Protocolo de Tratamento do Câncer de Mama Metastático. Versão eletrônica atualizada em Dezembro 2009 Protocolo de Tratamento do Câncer de Mama Metastático Versão eletrônica atualizada em Dezembro 2009 Protocolo de Tratamento do Câncer de Mama Metastático O tratamento de pacientes com câncer de mama metastático

Leia mais

CÂNCER DE MAMA. O controle das mamas de seis em seis meses, com exames clínicos, é também muito importante.

CÂNCER DE MAMA. O controle das mamas de seis em seis meses, com exames clínicos, é também muito importante. CÂNCER DE MAMA Dr. José Bél Mastologista/Ginecologista - CRM 1558 Associação Médico Espírita de Santa Catarina AME/SC QUANDO PEDIR EXAMES DE PREVENÇÃO Anualmente, a mulher, após ter atingindo os 35 ou

Leia mais

macroscopia clivagem processamento inclusão - parafina coloração desparafinização microtomia bloco

macroscopia clivagem processamento inclusão - parafina coloração desparafinização microtomia bloco Patologia Cirúrgica macroscopia clivagem processamento inclusão - parafina coloração desparafinização microtomia bloco Exame Histopatológico Exame anatomopatológico é ATO MÉDICO! lâminas microscopia laudo

Leia mais

Núcleo Mama Porto Alegre (NMPOA) Estudo longitudinal de rastreamento e atenção organizada no diagnóstico e tratamento do câncer de mama

Núcleo Mama Porto Alegre (NMPOA) Estudo longitudinal de rastreamento e atenção organizada no diagnóstico e tratamento do câncer de mama Núcleo Mama Porto Alegre (NMPOA) Estudo longitudinal de rastreamento e atenção organizada no diagnóstico e tratamento do câncer de mama 2004 Projeto Núcleo Mama Porto Alegre Estudo com parceria entre Hospital

Leia mais

GENÉTICA E CÂNCER. Para que a carcinogênese ocorra são necessárias algumas condições, entre elas:

GENÉTICA E CÂNCER. Para que a carcinogênese ocorra são necessárias algumas condições, entre elas: GENÉTICA E CÂNCER O câncer é uma doença genética, independentemente de ocorrer de forma esporádica ou hereditária, pois a carcinogênese sempre inicia com danos no DNA. Geralmente, esses danos são potencializados

Leia mais

Pesquisa epidemiológica retrospectiva no programa de prevenção de câncer cérvico-uterino no município de Sarandi -PR

Pesquisa epidemiológica retrospectiva no programa de prevenção de câncer cérvico-uterino no município de Sarandi -PR Pesquisa epidemiológica retrospectiva no programa de prevenção de câncer cérvico-uterino no município de Sarandi -PR ADRIANA DE SANT ANA GASQUEZ (UNINGÁ)¹ EVERTON FERNANDO ALVES (G-UNINGÁ)² RESUMO Este

Leia mais

Cancro da Mama. Estrutura normal das mamas. O que é o Cancro da Mama

Cancro da Mama. Estrutura normal das mamas. O que é o Cancro da Mama Cancro da Mama O Cancro da Mama é um tumor maligno que se desenvolve nas células do tecido mamário. Um tumor maligno consiste num grupo de células alteradas (neoplásicas) que pode invadir os tecidos vizinhos

Leia mais

Câncer de mama diagnóstico precoce mamografia. Vinicius Milani Budel

Câncer de mama diagnóstico precoce mamografia. Vinicius Milani Budel Câncer de mama diagnóstico precoce mamografia Vinicius Milani Budel câncer de mama Sebastiano del Piombo 1520 Florença O martírio de Santa Agatha INCIDÊNCIA NO BRASIL: 52.680 NOVOS CASOS/ANO MORTALIDADE

Leia mais

Data: 21/06/2013. NTRR 99/2013 Solicitante: Anacleto Falci 2º Juiz de Direito Auxiliar Comarca de Governador Valadares/MG. Numeração: 0191254-50.

Data: 21/06/2013. NTRR 99/2013 Solicitante: Anacleto Falci 2º Juiz de Direito Auxiliar Comarca de Governador Valadares/MG. Numeração: 0191254-50. NTRR 99/2013 Solicitante: Anacleto Falci 2º Juiz de Direito Auxiliar Comarca de Governador Valadares/MG. Numeração: 0191254-50.2013 Data: 21/06/2013 Medicamento X Material Procedimento Cobertura TEMA:

Leia mais

Giacomazzi J, Schmidt AV, Aguiar E, Bock H, Pereira MLS, Schuler- Faccini L, Giugliani R, Caleffi M, Camey SA, Ashton-Prolla P.

Giacomazzi J, Schmidt AV, Aguiar E, Bock H, Pereira MLS, Schuler- Faccini L, Giugliani R, Caleffi M, Camey SA, Ashton-Prolla P. Polimorfismos nos Genes do Receptor de Estrogênio, Receptor de Progesterona e Serina- Treonina Quinase e fatores de risco para câncer de mama em mulheres submetidas a mamografia Giacomazzi J, Schmidt AV,

Leia mais

Genética e Câncer. Viviane Ferreira Esteves

Genética e Câncer. Viviane Ferreira Esteves Genética e Câncer Viviane Ferreira Esteves Fatores de risco Fatores internos Predisposição hereditária Fatores externos Ambientais Predisposição Genética para o Câncer Tipo de câncer Mama Cólon Leucemias

Leia mais

COMO SEGUIR AS PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA? Dr. José Luiz B. Bevilacqua

COMO SEGUIR AS PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA? Dr. José Luiz B. Bevilacqua COMO SEGUIR AS PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA? Dr. José Luiz B. Bevilacqua DECLARAÇÃO DE CONFLITOS DE INTERESSE Nenhum conflito de interesse COMO SEGUIR AS PACIENTES COM CÂNCER DE MAMA? Como fazer o acompanhamento

Leia mais

Recomendações do tratamento do câncer de rim estadio T1

Recomendações do tratamento do câncer de rim estadio T1 V Congresso Internacional de Uro-Oncologia Recomendações do tratamento do câncer de rim estadio T1 Afonso C Piovisan Faculdade de Medicina da USP São Paulo Ari Adamy Hospital Sugusawa e Hospital Santa

Leia mais

II ENCONTRO DE UROLOGIA DO SUDESTE CÂNCER DE BEXIGA QUANDO INDICAR UMA TERAPIA MAIS AGRESSIVA NO T1 DE ALTO GRAU? CARLOS CORRADI

II ENCONTRO DE UROLOGIA DO SUDESTE CÂNCER DE BEXIGA QUANDO INDICAR UMA TERAPIA MAIS AGRESSIVA NO T1 DE ALTO GRAU? CARLOS CORRADI II ENCONTRO DE UROLOGIA DO SUDESTE CÂNCER DE BEXIGA QUANDO INDICAR UMA TERAPIA MAIS AGRESSIVA NO T1 DE ALTO GRAU? CARLOS CORRADI T1 ALTO GRAU DOENCA AGRESSIVA 4ª Causa de Óbito oncológico Pouca melhora

Leia mais

FÓRUM Câncer de Mama. Políticas Públicas: Tratamento e Apoio Dra. Nadiane Lemos SSM-DAS/SES-RS

FÓRUM Câncer de Mama. Políticas Públicas: Tratamento e Apoio Dra. Nadiane Lemos SSM-DAS/SES-RS FÓRUM Câncer de Mama Políticas Públicas: Tratamento e Apoio Dra. Nadiane Lemos SSM-DAS/SES-RS Análise Situacional Marcadores das ações em saúde envolvendo a saúde da mulher na atual gestão: Pré-natal -

Leia mais

CÂNCER DE MAMA NA SENILIDADE

CÂNCER DE MAMA NA SENILIDADE CÂNCER DE MAMA NA SENILIDADE ANTOMIA PATOLÓGICA SENILIDADE aos 65? Diminuição da filtração glomerular Aumento de sensibilidade a mielotoxicidade Mucosite Neurotoxicidade Toxicidade cardíaca IDADE COMO

Leia mais

CÂNCER DE MAMA PREVENÇÃO TRATAMENTO - CURA Novas estratégias. Rossano Araújo

CÂNCER DE MAMA PREVENÇÃO TRATAMENTO - CURA Novas estratégias. Rossano Araújo CÂNCER DE MAMA PREVENÇÃO TRATAMENTO - CURA Novas estratégias Rossano Araújo Papiro do Edwin Smith (Egito, 3.000-2.500 A.C.) Papiro Edwin Smith (Egito, 3000 2500 A.C.) Tumores Protuberantes da Mama Se você

Leia mais

PROGRAMA DE RASTREAMENTO DO CÂNCER DE MAMA EM MULHERES DA REGIÃO DO CARIRI OCIDENTAL, ESTADO DA PARAÍBA

PROGRAMA DE RASTREAMENTO DO CÂNCER DE MAMA EM MULHERES DA REGIÃO DO CARIRI OCIDENTAL, ESTADO DA PARAÍBA PROGRAMA DE RASTREAMENTO DO CÂNCER DE MAMA EM MULHERES DA REGIÃO DO CARIRI OCIDENTAL, ESTADO DA PARAÍBA Eulina Helena Ramalho de Souza 1 Telma Ribeiro Garcia 2 INTRODUÇÃO O câncer de mama é uma neoplasia

Leia mais

Pode ser difícil para si compreender o seu relatório patológico. Pergunte ao seu médico todas as questões que tenha e esclareça todas as dúvidas.

Pode ser difícil para si compreender o seu relatório patológico. Pergunte ao seu médico todas as questões que tenha e esclareça todas as dúvidas. Perguntas que pode querer fazer Pode ser difícil para si compreender o seu relatório patológico. Pergunte ao seu médico todas as questões que tenha e esclareça todas as dúvidas. Estas são algumas perguntas

Leia mais

13. CONEX Pôster Resumo Expandido 1 O PROJETO DE EXTENSÃO CEDTEC COMO GERADOR DE FERRAMENTAS PARA A PESQUISA EM CÂNCER DE MAMA

13. CONEX Pôster Resumo Expandido 1 O PROJETO DE EXTENSÃO CEDTEC COMO GERADOR DE FERRAMENTAS PARA A PESQUISA EM CÂNCER DE MAMA 13. CONEX Pôster Resumo Expandido 1 ISSN 2238-9113 ÁREA TEMÁTICA: (marque uma das opções) ( ) COMUNICAÇÃO ( ) CULTURA ( ) DIREITOS HUMANOS E JUSTIÇA ( ) EDUCAÇÃO ( ) MEIO AMBIENTE (X ) SAÚDE ( ) TRABALHO

Leia mais

Síndromes Hereditários de Cancro Coloretal. André Goulart Interno Cirurgia Geral 4º ano

Síndromes Hereditários de Cancro Coloretal. André Goulart Interno Cirurgia Geral 4º ano Síndromes Hereditários de Cancro Coloretal André Goulart Interno Cirurgia Geral 4º ano Introdução Epidemiologia CCR 2ª causa de morte Risco desenvolver CCR 6% 90% CCR após os 50 anos Incidência aumentou

Leia mais

Oncogenética: quando suspeitar e encaminhar para avaliação.

Oncogenética: quando suspeitar e encaminhar para avaliação. Oncogenética: quando suspeitar e encaminhar para avaliação. Simône Noronha Oncologista Clínica Serviço de Oncogenética Hospital São José Qual a importância do reconhecimento de Síndromes hereditárias relacionadas

Leia mais

Alexandre de Lima Farah

Alexandre de Lima Farah Alexandre de Lima Farah Declaração de conflito de interesse Não recebi qualquer forma de pagamento ou auxílio financeiro de entidade pública ou privada para pesquisa ou desenvolvimento de método diagnóstico

Leia mais

Azul. Novembro. cosbem. Mergulhe nessa onda! A cor da coragem é azul. Mês de Conscientização, Preveção e Combate ao Câncer De Próstata.

Azul. Novembro. cosbem. Mergulhe nessa onda! A cor da coragem é azul. Mês de Conscientização, Preveção e Combate ao Câncer De Próstata. cosbem COORDENAÇÃO DE SAÚDE E BEM-ESTAR Novembro Azul Mês de Conscientização, Preveção e Combate ao Câncer De Próstata. Mergulhe nessa onda! A cor da coragem é azul. NOVEMBRO AZUL Mês de Conscientização,

Leia mais

TEMA: Abiraterona (Zytiga ) para tratamento de câncer de próstata avançado sem quimioterapia prévia.

TEMA: Abiraterona (Zytiga ) para tratamento de câncer de próstata avançado sem quimioterapia prévia. NTRR 158/2014 Solicitante: Juíz: Dra. Solange Maria de Lima Oliveira Juiza da 1ª Vara Cível de Itaúna. Data: 04/07/2014 Medicamento X Material Procedimento Cobertura Número do processo: 0338.14.006.873-9

Leia mais

SISMAMA. Informação para o avanço das ações de controle do câncer de mama no Brasil. Qual a situação do câncer de mama no Brasil? O que é o SISMAMA?

SISMAMA. Informação para o avanço das ações de controle do câncer de mama no Brasil. Qual a situação do câncer de mama no Brasil? O que é o SISMAMA? SISMAMA Informação para o avanço das ações de controle do câncer de mama no Brasil Este informe apresenta os primeiros dados do SISMAMA - Sistema de Informação do Câncer de Mama, implantado nacionalmente

Leia mais

É por isso que um exame clínico anual das mamas, através de um médico, é obrigatório.

É por isso que um exame clínico anual das mamas, através de um médico, é obrigatório. OUTUBRO ROSA 25 de outubro Mais detalhes sobre o câncer de mama no Brasil 1. Exames clínicos de mama são tão importantes quanto as mamografias. Mamografias a partir de 40 anos de idade são cruciais (Deve

Leia mais

Neoplasias 2. Adriano de Carvalho Nascimento

Neoplasias 2. Adriano de Carvalho Nascimento Neoplasias 2 Adriano de Carvalho Nascimento Biologia tumoral Carcinogênese História natural do câncer Aspectos clínicos dos tumores Biologia tumoral Carcinogênese (bases moleculares do câncer): Dano genético

Leia mais

Disciplina: Patologia Oral 4 e 5º períodos CÂNCER BUCAL. http://lucinei.wikispaces.com. Prof.Dr. Lucinei Roberto de Oliveira

Disciplina: Patologia Oral 4 e 5º períodos CÂNCER BUCAL. http://lucinei.wikispaces.com. Prof.Dr. Lucinei Roberto de Oliveira Disciplina: Patologia Oral 4 e 5º períodos CÂNCER BUCAL http://lucinei.wikispaces.com Prof.Dr. Lucinei Roberto de Oliveira 2012 Sigmund Freud ( 1856-1939, 83 anos ) durante 59 anos, mais de 20 charutos/dia

Leia mais

Porque se cuidar é coisa de homem. Saúde do homem

Porque se cuidar é coisa de homem. Saúde do homem Porque se cuidar é coisa de homem. Saúde do homem SAÚDE DO HOMEM Por preconceito, muitos homens ainda resistem em procurar orientação médica ou submeter-se a exames preventivos, principalmente os de

Leia mais

MARCADORES TUMORAIS EM DESTAQUE

MARCADORES TUMORAIS EM DESTAQUE Adriana Helena Sedrez Farmacêutica Bioquímica Especialista em Microbiologia Clínica pela PUC-PR Coordenadora do setor de Hematologia Clínica, responsável pelo Atendimento ao Cliente e gerente de Recursos

Leia mais

ENFERMAGEM EM ONCOLOGIA. Renata Loretti Ribeiro Enfermeira COREn/SP- 42883

ENFERMAGEM EM ONCOLOGIA. Renata Loretti Ribeiro Enfermeira COREn/SP- 42883 ENFERMAGEM EM ONCOLOGIA Renata Loretti Ribeiro Enfermeira COREn/SP- 42883 Renata Loretti Ribeiro 2 Introdução O câncer representa uma causa importante de morbidez e mortalidade, gerador de efeitos que

Leia mais

Abordagem da reestenosee. Renato Sanchez Antonio

Abordagem da reestenosee. Renato Sanchez Antonio Abordagem da reestenosee oclusões crônicas coronárias Renato Sanchez Antonio Estudos iniciais de seguimento clínico de pacientes com angina estável demonstraram que o percentual de mortalidade aumentou

Leia mais

CENTRO DE APOIO OPERACIONAL DE DEFESA DA SAÚDE CESAU ORIENTAÇÃO TÉCNICA N.º 064 /2015 - CESAU

CENTRO DE APOIO OPERACIONAL DE DEFESA DA SAÚDE CESAU ORIENTAÇÃO TÉCNICA N.º 064 /2015 - CESAU ORIENTAÇÃO TÉCNICA N.º 064 /2015 - CESAU Salvador, 13 de abril de 2015 OBJETO: Parecer. - Centro de Apoio Operacional de Defesa da Saúde- CESAU REFERÊNCIA: 3 a promotoria de Justiça de Dias D'Àvila / Dispensação

Leia mais

OUTUBRO. um mes PARA RELEMBRAR A IMPORTANCIA DA. prevencao. COMPARTILHE ESSA IDEIA.

OUTUBRO. um mes PARA RELEMBRAR A IMPORTANCIA DA. prevencao. COMPARTILHE ESSA IDEIA. OUTUBRO ROSA ^ um mes PARA RELEMBRAR A IMPORTANCIA DA ~ prevencao. COMPARTILHE ESSA IDEIA. ~ ^ O movimento popular internacionalmente conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete

Leia mais

RASTREAMENTO DO CÂNCER DE MAMA

RASTREAMENTO DO CÂNCER DE MAMA RASTREAMENTO DO CÂNCER DE MAMA José Luís Esteves Francisco Comissão Nacional de Mamografia SBM CBR FEBRASGO Ruffo de Freitas Júnior Presidente Nacional da Soc. Bras. De Mastologia Rede Goiana de Pesquisa

Leia mais

Redações vencedoras I Concurso de Redação

Redações vencedoras I Concurso de Redação Redações vencedoras I Concurso de Redação 1 Lugar Aluno: Julia Stefani Moraes Professora: Regina M. Macedo de Melo Castro Informação: A melhor maneira de combater o câncer Penso que falar sobre este assunto

Leia mais

Cirurgia poupadora de órgão no tratamento da massa testicular

Cirurgia poupadora de órgão no tratamento da massa testicular Cirurgia poupadora de órgão no tratamento da massa testicular TUMORES DO TESTÍCULO Nuno Louro nunorlouro@gmail.com 16 de Novembro de 2013 ORQUIDECTOMIA RADICAL Maioria das massas testiculares palpáveis

Leia mais

Humberto Brito R3 CCP

Humberto Brito R3 CCP Humberto Brito R3 CCP ABSTRACT INTRODUÇÃO Nódulos tireoideanos são achados comuns e raramente são malignos(5-15%) Nódulos 1cm geralmente exigem investigação A principal ferramenta é a citologia (PAAF)

Leia mais

TEMA: Octreotida LAR no tratamento de tumor neuroendócrino

TEMA: Octreotida LAR no tratamento de tumor neuroendócrino NTRR 31/2013 Solicitante: Juiz Juarez Raniero Número do processo:0479.13.003726-6 Reu: Secretaria de Saúde de Passos Data: 25/03/2013 Medicamento x Material Procedimento Cobertura TEMA: Octreotida LAR

Leia mais

Estratégias de preservação da fertilidade em pacientes com câncer. Iúri Donati Telles de Souza Especialista em Reprodução Humana USP Ribeirão Preto

Estratégias de preservação da fertilidade em pacientes com câncer. Iúri Donati Telles de Souza Especialista em Reprodução Humana USP Ribeirão Preto Estratégias de preservação da fertilidade em pacientes com câncer de mama Iúri Donati Telles de Souza Especialista em Reprodução Humana USP Ribeirão Preto Câncer de mama e fertilidade Por que? Como o tratamento

Leia mais

INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO:

INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO: INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO: 1) Esta prova é composta por 20 (vinte) questões de múltipla escolha, cada uma valendo 0,5 (meio) ponto. 2) Cada questão apresenta apenas uma resposta correta. Questões rasuradas

Leia mais

INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO:

INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO: INSTRUÇÕES PARA O CANDIDATO: 1) Esta prova é composta por 20 (vinte) questões de múltipla escolha, cada uma valendo 0,5 (meio) ponto. 2) Cada questão apresenta apenas uma resposta correta. Questões rasuradas

Leia mais

1. Da Comunicação de Segurança publicada pela Food and Drug Administration FDA.

1. Da Comunicação de Segurança publicada pela Food and Drug Administration FDA. UTVIG/NUVIG/ANVISA Em 31 de janeiro de 2011. Assunto: Nota de esclarecimento sobre notícia veiculada na mídia que trata de comunicado de segurança da FDA Food and Drug Administration sobre possível associação

Leia mais

TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL. Prof. Eduardo J. Campos Leite Universidade Federal de Pernambuco Disciplina de Ginecologia campolei@terra.com.

TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL. Prof. Eduardo J. Campos Leite Universidade Federal de Pernambuco Disciplina de Ginecologia campolei@terra.com. TERAPIA DE REPOSIÇÃO HORMONAL Prof. Eduardo J. Campos Leite Universidade Federal de Pernambuco Disciplina de Ginecologia campolei@terra.com.br Estrogênios? O que existe por trás desta linda mulher? T R

Leia mais

Gaudencio Barbosa R3 CCP Hospital Universitário Walter Cantídio UFC Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço

Gaudencio Barbosa R3 CCP Hospital Universitário Walter Cantídio UFC Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço Gaudencio Barbosa R3 CCP Hospital Universitário Walter Cantídio UFC Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço Nódulos tiroideanos são comuns afetam 4- a 10% da população (EUA) Pesquisas de autópsias: 37

Leia mais

EXERCÍCIOS - BIOLOGIA - GENÉTICA

EXERCÍCIOS - BIOLOGIA - GENÉTICA EXERCÍCIOS - BIOLOGIA - GENÉTICA. (Ueg 205) Em uma população hipotética de estudantes universitários, 36% dos indivíduos são considerados míopes. Sabendo-se que esse fenótipo é associado a um alelo recessivo

Leia mais

O Instituto: excelência e credibilidade

O Instituto: excelência e credibilidade O Instituto: excelência e credibilidade O Instituto do Câncer do Ceará ICC, é uma entidade filantrópica de direito privado e referência no tratamento integral, no ensino e na pesquisa e em ações de responsabilidade

Leia mais

Registro Hospitalar de Câncer de São Paulo:

Registro Hospitalar de Câncer de São Paulo: Registro Hospitalar de Câncer de São Paulo: Análise dos dados e indicadores de qualidade 1. Análise dos dados (jan ( janeiro eiro/2000 a setembro/201 /2015) Apresenta-se aqui uma visão global sobre a base

Leia mais

Parecer do Grupo de Avaliação de Tecnologias em Saúde GATS 25/07

Parecer do Grupo de Avaliação de Tecnologias em Saúde GATS 25/07 Parecer do Grupo de Avaliação de Tecnologias em Saúde GATS 25/07 Tema: Linfonodo sentinela no câncer de mama I Data: 27/09/2007 II Grupo de Estudo: Izabel Cristina Alves Mendonça; Célia Maria da Silva;

Leia mais

EMENTA: Câncer urológico - Critérios de alta para pacientes com câncer CONSULTA

EMENTA: Câncer urológico - Critérios de alta para pacientes com câncer CONSULTA PARECER Nº 2422/2013 CRM-PR PROCESSO CONSULTA N.º 11/2013 PROTOCOLO N. º 10115/2013 ASSUNTO: CRITÉRIOS DE ALTA DE SERVIÇOS DE CANCEROLOGIA PARECERISTA: CONS. JOSÉ CLEMENTE LINHARES EMENTA: Câncer urológico

Leia mais

Dra Adriana de Freitas Torres

Dra Adriana de Freitas Torres Dra Adriana de Freitas Torres 2020 15 milhões de novos casos 12 milhões de mortes 2002 10 milhões de casos novos 6 milhões de mortes Mundo cerca 1 milhão de novos casos de CM Fonte: União Internacional

Leia mais