REFUGIADOS AMBIENTAIS: REALIDADE VIVENCIADA E PROTEÇÃO NECESSÁRIA NO CENÁRIO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

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1 Revista Jurídica da Unic / Emam - v. 1 - n. 1 - jul./dez REFUGIADOS AMBIENTAIS: REALIDADE VIVENCIADA E PROTEÇÃO NECESSÁRIA NO CENÁRIO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS Carlos Eduardo Silva e Souza 1 Taiana Cristina Carvalho Marques 2 INTRODUÇÃO As consequências advindas das mudanças climáticas revelam o despreparo da comunidade mundial em lidar com os problemas ambientais, ou seja, não existem ações eficazes de prevenção e solução dos efeitos desastrosos ocasionados pelos fenômenos ambientais. Diante dessa problemática, surge a grande preocupação mundial acerca do futuro das nações, tanto aquelas que são afetadas direta ou indiretamente pelas catástrofes ambientais. Essa preocupação alerta toda a sociedade sobre a ocorrência de um fenômeno cada vez mais constante no planeta: os refugiados ambientais. Destarte, analisar a verdadeira situação dessas vítimas é de fundamental importância para a comunidade mundial, haja vista que esse grupo é ainda muito desconhecido e, por certas vezes, compreendido de forma destorcida da realidade. Com efeito, a partir do momento em que as pessoas compreenderem a dimensão dessa problemática, elas começarão a refletir sobre as ações mundiais de proteção que devem ser direcionadas àqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade. Conhecido o problema e entendido o conceito do que são os refugiados ambientais na atualidade que é a pretensão desta pesquisa, torna-se mais sensata a cobrança por atitudes dos órgãos internacionais, no sentido de resolverem a ausência de proteção aos refugiados (ou de se buscar melhor proteção aos mesmos). 1 Advogado. Mestre em Direito Agroambiental pela Universidade Federal de Mato Grosso. Coordenador do Curso de Direito da Universidade de Cuiabá, Campus Pantanal Bacharela em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Cuiabá. Servidora do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso. .

2 14 Refugiados Ambientais: realidade vivenciada e proteção necessária no cenário das mudanças climáticas Esse artigo busca analisar a figura do refugiado ambiental, desde a compreensão do instituto, os seus motivos desencadeadores, os primeiros casos e a definição normativa, até se alcançar a idéia de uma proteção jurídica internacional adequada. A COMPREENSÃO SOBRE OS REFUGIADOS AMBIENTAIS A questão ambiental tem sido corretamente definida como o termômetro de uma ampla crise que envolve o mundo contemporâneo. O ser humano que, em tempos passados, compreendia-se como uma parte da natureza, colocou-se acima dela, como soberano e dominador. Essa visão instrumental do meio ambiente produziu, em poucas décadas, uma verdadeira degradação ecológica: deflorestação, aquecimento global, desenfreada emissão de gases de efeito estufa, desertificação, poluição do ar, consumo irrestrito dos recursos naturais não renováveis, contaminação de rios e mananciais por lixo doméstico, industrial e pluvial, escassez de água potável, aumento do nível dos mares etc. As consequências de toda essa degradação para a humanidade são dramáticas, entre elas, o surgimento de uma nova categoria de refugiados, qual seja: os refugiados ambientais, que também podem ser chamados de eco-refugiados ou refugiados climáticos. Está colocado, então, um novo problema para o direito internacional, no contexto da proteção dos direitos humanos e do meio ambiente. Assim, compreender essa nova categoria de refugiados se tornou imprescindível, haja vista que eles se tornaram a realidade social mundial. Em 1972, na cidade de Estocolmo, Suécia, foi realizada a Conferência da Organização das Nações Unidas (ONU), na qual foi elaborada a Declaração de Estocolmo sobre o Ambiente Humano, criando, então, o Programa das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente (PNUMA), que objetivava o monitoramento dos problemas ambientais no mundo. Nesse documento, foi introduzida a expressão refugiados ambientais, que se caracterizou como, Pessoas que foram obrigadas a abandonar temporária ou definitivamente a zona tradicional, na qual vivem devido ao visível declínio do ambiente prejudicando a qualidade da vida de tal maneira que a subsistência dessas pessoas torna-se perigosa. 3 3 PROGRAMA DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O MEIO AMBIENTE (PNUMA). Refugiados Ambientais. Disponível em: Acesso em 14 nov 2010.

3 Carlos Eduardo Silva e Souza / Taiana Cristina Carvalho Marques 15 Assim, a preocupação com essa nova categoria de refugiados é inserida no plano internacional, gerando, a partir desse momento, dúvidas e questionamentos por parte de toda comunidade mundial e, principalmente, dos estudiosos que militam em favor do mundo ecologicamente equilibrado. A expressão refugiado ambiental começa a ganhar notoriedade a partir do ano de 1985, data em que o pesquisador e professor egípcio Essam El-Hinnawi publicou um artigo referente a essa categoria. Na Conferência das Nações Unidas, realizada em Nairóbi, na África, o então pesquisador chamou a atenção do mundo para uma categoria nova de refugiados que necessitava de urgente reconhecimento e proteção internacionais, qual seja: os refugiados ambientais (environmental refugies). El-Hinnawi definiu refugiado ambiental como, Pessoas que são forçadas a deixar seu habitat tradicional, temporária ou permanentemente, devido a distúrbio ambiental (natural e/ou provocado por pessoas) que colocou em risco sua existência e/ou afetou seriamente a sua qualidade de vida. 4 Com base nessa conceituação do pesquisador egípcio, observa-se que existem elementos a serem apontados como essenciais à definição daquilo que se deve ter em mente quando for invocada a figura do refugiado ambiental. Em primeiro lugar, o refugiado ambiental constitui-se numa espécie de refugiado porém distinguindo-se de toda a conceituação clássica sobre refugiados. Desse modo, o refugiado ambiental é alguém em deslocamento forçado. Em segundo lugar, o motivo do refúgio há de ser um distúrbio ambiental, significando dizer que são quaisquer mudanças físicas, químicas e/ ou biológicas no ecossistema, que tornam, de forma temporária ou permanentemente, inadequado para sustentar a vida humana. Em terceiro lugar, verifica-se que esse distúrbio ambiental tem que ser de tal monta que coloque em risco a existência e/ou afete seriamente a qualidade de vida dos atingidos por ele. 4 People Who have been forced to leave their traditional habitar, temporarily or permanently, because of a marked environmental disruption (natural and/or triggered by people) that jeopardized their existence and/or seriously affected the quality of their life. EL-HINNAWI, Essam. Environmental Refugees. Nairobi, Kenya: United Nations Environment Programme, 1985, p. 5. Tradução livre.

4 16 Refugiados Ambientais: realidade vivenciada e proteção necessária no cenário das mudanças climáticas Portanto, todas as pessoas, que se encontrem forçadas a abandonar seus territórios em função de ameaças de vida e segurança provocadas pelo ambiente 5, podem ser denominados refugiados ambientais. Os refugiados ambientais não deixam seus lares por conveniência. Não se trata de uma situação meramente econômica. A situação deles é a sobrevivência. Eles precisam fugir para evitar a morte. Corroborando esse entendimento, o professor de Geografia Humana do Instituto de Geografia da Universidade de Neuchâtel, na Suíça, Etienne Piguet, dissertando sobre essa temática, elencou cinco grupos de fatores, relacionados com a questão ambiental, capazes de motivar de maneira determinante quais os motivos que forçam o deslocamento de uma pessoa para outro país. São eles: (i) desastres naturais; (ii) projetos de desenvolvimento que alterem o meio ambiente; (iii) mudança progressiva do meio ambiente; (iv) acidentes industriais; (v) consequências ambientais decorrentes de conflitos. 6 Diante dessas constatações e em consonância com as lições de Jacobson, conclui-se que aqueles que se vêem forçados a se movimentar em decorrência de distúrbios ambientais naturais ou provocados por humanos, onde se estabeleçam, em metrópoles, campos de ajuda humanitária, ou cultivando terras marginais, estas pessoas constituem uma crescente classe de refugiados ambientais 7. UMA DISTINÇÃO NECESSÁRIA: REFUGIADOS, REFUGIADO AMBIENTAL E DESLOCADO INTERNO Atualmente, praticamente todos os países se confrontam com o fenômeno da migração, isso porque as nações abriram sua economia, mas não suas fronteiras políticas, permitindo a livre circulação das pessoas, que, com frequência, almejam escapar dos efeitos da globalização e até mesmo dos efeitos do aquecimento global. 5 Dentre essas ameaças quaisquer mudanças físicas, químicas e biológicas nos ecossistemas ou diretamente nos recursos naturais que o transformam tornando o ambiente impróprio para manter ou reproduzir a vida humana. 6 PIGUET, Etienne. Climate change and forced migration. In: New Issues in Refugee Research. UNHCR, Whether they end up in cities, refief camps, or cultivating marginal lands, these people constitute a growing class of environmental refugees. JACOBSON, Jodi L. Environmental Refugees: a yardstick of habitability. Worldwacth Paper 86. Washington, D.C.: Worldwatch Institute, 1998.

5 Carlos Eduardo Silva e Souza / Taiana Cristina Carvalho Marques 17 Dessa constatação, retira-se o seguinte questionamento: todas as pessoas que se refugiam, não se deslocam em função dos mesmos motivos, razão pela qual se faz necessária a diferenciação de todos os termos relacionados à palavra refúgio. De acordo com a doutrina, direito de asilo é gênero do qual refúgio é espécie. A palavra asilo tem origem grega, derivada do latim asylum, e significa qualquer local inviolável, refúgio ou expressa imunidade. 8 Podese observar que o instituto do asilo é antigo, pois na própria história da humanidade é possível observar a sua ocorrência, bastando, para tanto, se apontar regras quanto a sua aplicação na Grécia antiga, Roma, Egito, e, até mesmo em registros na Bíblia. Mais recentemente, deve-se destacar a Declaração Universal dos Direitos do Homem de 1948, em seu artigo 14 disciplinou: Toda pessoa em caso de perseguição, tem o direito de buscar asilo e de desfrutá-lo em outro país. 9 Entretanto, há diferenças entre as palavras asilo e refúgio. De Plácido e Silva esclarece que: No refúgio se abriga quem procura se furtar do perigo que lhe ameaça, sendo que, quem o concede apenas oferece o abrigo até que tal estado de perigo se cesse, não lhe assegurando a proteção. De outro norte, o asilo é a proteção que se busca para se livrar da perseguição de quem tem a maior força, sendo que o asilador torna-se protetor do asilado para defendê-lo e livrá-lo da perseguição. 10 Esclarecida a diferenciação entre essas duas palavras, não se admite então, que haja confusão com relação ao instituto do asilo e refúgio, sendo forçoso ressaltar que, no presente artigo, o termo refugiado deve ser estudado em todos os seus aspectos. Primeiramente, refugiado pode ser descrito como todo indivíduo que, devido a temores fundados de ser perseguido por motivos de raça, religião, nacionalidade, ou por pertencer a determinado grupo social ou opiniões políticas, se encontre fora do país de sua nacionalidade e não 8 TELES BARRETO, Luiz Paulo. Das Diferenças entre os Institutos Jurídicos do Asilo e do Refúgio. Disponível em: < Acesso em 14 nov A DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS DE Disponível em: org.br/direitos/deconu/a.../comparato_hist_dudh.pdf> Acesso em 16 out DE PLÁCIDO E SILVA. Vocabulário Jurídico. São Paulo: Forense, v. 4, 1984, p

6 18 Refugiados Ambientais: realidade vivenciada e proteção necessária no cenário das mudanças climáticas possa ou, devido a tais temores, não queira recorrer à proteção de tal país. Essa conceituação só foi possível com o advento da Convenção de Genebra de 1951, que definiu refugiado como sendo qualquer pessoa que, temendo ser perseguida por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas, encontrase fora do país de sua nacionalidade e que não pode ou, em virtude desse temor, não quer valer-se da proteção desse país, ou que, se não tem nacionalidade e se encontra fora do país no qual tinha residência habitual, não pode ou, devido ao referido temor, não quer voltar a ele. 11 Verifica-se, então, que essa definição clássica de refugiado tem alcance limitado, restringindo-se aos motivos temporais e geográficos desencadeadores da busca por refúgio, não abrangendo, desse modo, aqueles relacionados às conturbações no meio ambiente. Por outro lado, refugiados ambientais, tal como apontado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e também pelo professor El-Hinnawi, surge como algo inovador e mais adequado ao novo foco das preocupações mundiais. Como já explicado, são aquelas pessoas forçadas a deixar o território onde vivem, em razão de uma perturbação em seu meio ambiente, tal como catástrofe natural, degradação progressiva do meio ambiente ou um esgotamento dos recursos naturais. Assim, nota-se que existem diferenças entre esses dois grupos, principalmente no que tange aos motivos ensejadores do fenômeno da migração, pois o termo genérico refugiados guarda relação somente com os vitimados de uma perseguição por motivos de raça, religião, posicionamento político, grupo social ou nacionalidade, enquanto que, falar em refugiados climáticos implica dizer que as motivações do processo de refúgio possuem relação com as conturbações ambientais. No que tange ao termo deslocado interno, pode-se afirmar, resumidamente, que se trata do indivíduo que teve que fugir de seu lar, com a roupa do corpo para salvar a sua vida, mas, no entanto, não chegou a cruzar a fronteira internacional. O Alto Comissariado das Nações Unidas 11 Referida Convenção foi adotada em 28 de julho de 1951 pela Conferência das Nações Unidas de Plenipotenciários sobre o Estatuto dos Refugiados e Apátridas e a entrada em vigor foi em 22 de abril de A Convenção de 1951 define, no art. 1º, 1º, alínea c, o termo refugiado como aplicável a qualquer pessoa que, temendo ser perseguida por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas.

7 Carlos Eduardo Silva e Souza / Taiana Cristina Carvalho Marques 19 para os Direitos Humanos, assim os define: [...] os deslocados internos são pessoas forçadas ou obrigadas a fugir ou abandonar as suas casas ou seus locais de residência habituais, particularmente em consequência de, ou com vista a evitar os conflitos armados, situações de violência generalizada, violações dos direitos humanos ou calamidades humanas naturais, e que não tenham atravessado uma fronteira internacionalmente reconhecida de um Estado. 12 No mesmo sentido é a conceituação fornecida pelo Alto Comissariado da Nações Unidas para os Refugiados, que descreve deslocado interno como pessoas que são obrigadas a abandonar suas casas por muita das mesmas razões que as do refugiados, mas sem cruzar nenhuma fronteira internacional. 13 Dessas definições, constata-se que as causas que podem ensejar a condição de refugiado são praticamente as mesmas daquelas que produzem os deslocados internos. Entretanto, a distinção fundamental entre esses dois grupos reside no fato que o primeiro atravessa a fronteira de seu país de origem, enquanto que o segundo permanece nos limites físicos de seu Estado, não cruzando, portanto, nenhuma fronteira internacional. Diante disso, a diferenciação entre esses dois grupos refere-se tão somente ao aspecto geográfico, uma vez que, como já salientado, os motivos ensejadores da movimentação dessas pessoas são os mesmos. Esse também é o entendimento de Ivanilson Paulo Corrêa Raiol, que argumenta o seguinte: [...] a questão, desse modo, situa-se num aspecto meramente geográfico: se alguém, motivado por perseguição religiosa, por exemplo, atravessa os limites de seu país, poderá ser considerado refugiado; mas, se pela mesma razão, permanece fugindo, de lugar em lugar, pelo interior de seu Estado, já não será mais refugiado. 14 Diante do esboçado, depreende-se que, entre esses três grupos de indivíduos (refugiados, refugiados ambientais e deslocados internos), há 12 ALTO COMISSARIADO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA OS DIREITOS HUMANOS. Disponível em: <http:www.ohchr.org>. Acesso em: 12 nov Idem. 14 CORRÊA RAIOL, Ivanilson Paulo. Ultrapassando fronteiras: a proteção jurídica dos refugiados ambientais. Porto Alegre: Nuria Fabris, 2010, p. 221.

8 20 Refugiados Ambientais: realidade vivenciada e proteção necessária no cenário das mudanças climáticas similaridades e diferenças, sejam quanto aos motivos ensejadores do fenômeno de deslocamento, bem como quanto aos aspectos geográficos. De forma sucinta, é possível afirmar que os refugiados se assemelham dos refugiados ambientais, pelo motivo de ambos se deslocarem além das fronteiras de suas nações, entretanto, diferenciam-se em razão das causas ensejadoras de suas migrações serem diferentes. Já os deslocados internos se assemelham com a figura do refugiado no que tange aos fatos motivadores do deslocamento, ao passo que a distinção entre esses dois grupos reside no aspecto geográfico, ou seja, o deslocado interno não ultrapassa as fronteiras internacionais, enquanto que, o refugiado se movimenta além dos limites políticos-geográficos de seu país. Ademais, conclui-se que também existem diferenças entre a figura do deslocado interno com a do refugiado ambiental. São diferenças em relação ao limite geográfico e também relacionadas às motivações do fenômeno do deslocamento. No que se refere a diferenciação quanto ao aspecto geográfico, entende-se que esses dois grupos se distinguem, pois como já explicado, o deslocado interno não ultrapassa as fronteiras de seu Estado, enquanto que, os refugiados ambientais se refugiam extrapolam os limites internacionais. Por derradeiro, a mais nítida diferenciação entre os retrocitados indivíduos, diz respeito às causas motivadoras do processo de deslocamento, pois os refugiados climáticos se refugiam devido a motivos de perturbação ambiental, diferentemente dos deslocados internos, que, pela conceituação da Organização das Nações Unidas, se deslocam pelos mesmos motivos daquele elencados na Convenção de Genebra de OS PRINCIPAIS FENÔMENOS DESENCADEADORES DA CONDIÇÃO DE REFUGIADO AMBIENTAL Existe uma estreita e crescente relação entre refugiados climáticos e as questões ambientais; entretanto, muitos governos não reconhecem o declínio ambiental como uma causa legítima do movimento dos refugiados, optando, ao invés disso, por ignorar a causa. Situações de contaminação da terra e da água, de secas prolongadas, de chuvas excessivas, desertificação, aumento do nível do mar, além de outras, obrigam, diariamente, milhões de pessoas a se refugiar fora da sua região de habitação tradicional.

9 Carlos Eduardo Silva e Souza / Taiana Cristina Carvalho Marques 21 Tratar do problema, ora em debate, sem considerar as grandes mudanças que se processam no planeta, não fornecerá, por certo, uma avaliação consistente da questão. É necessário, então, que se faça uma análise dos principais fenômenos que acarretam o surgimento dos refugiados ambientais. Nesse sentido, os fóruns internacionais, nos quais se discute as alterações climáticas, buscam sempre analisar os problemas de ordem ambiental e as suas possíveis soluções. O mais conhecido deles aconteceu em 1992, no Estado do Rio de Janeiro, que ficou mundialmente conhecido como Rio 92. Nesse fórum foi assinada a Convenção Quadro sobre a Mudança do Clima, que, posteriormente, deu origem ao importante Protocolo de Quioto, em vigor desde o ano de A partir desse posicionamento global, em se preocupar com as consequências dos fenômenos ambientais, a Organização das Nações Unidas passou a divulgar os impactos das ações humanas sobre as mudanças climáticas, por intermédio do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC, sigla em inglês). Vale dizer que o relatório publicado em 2001 já alertava para o aumento da temperatura média do planeta Terra, explicando que tal elevação se dava pelo somatório dos fatores naturais com as intervenções humanas. 15 Dessa forma, como já salientado anteriormente, a categoria de refugiados ambientais só surgiu devido às alterações no meio ambiente, assim, é imprescindível que se faça um exame e uma diferenciação entre as principais causas ensejadoras desse movimento migratório, sendo possível classificar os distúrbios ambientais em três tipos: natural, inatural e provocado por pessoa. O DISTÚRBIO AMBIENTAL NATURAL O planeta Terra se encontra numa complexa estrutura de equilíbrio, a qual propicia condições ideais para que exista vida. Entretanto, observa-se que a superfície terrestre vivencia mudanças constantes, devido às dinâmicas que acontecem na litosfera, nas águas e no ar. Assim, quando essas mudanças forem de tal monta que sejam capazes de tornar, ainda que temporariamente, o ecossistema em um lugar inadequado para o sustento da vida humana, pode-se dizer que se está diante de um distúrbio ambiental natural. 15 PAINEL INTERGOVERNAMENTAL SOBRE MUDANÇA CLIMÁTICA (IPCC). Op. cit.

10 22 Refugiados Ambientais: realidade vivenciada e proteção necessária no cenário das mudanças climáticas É evidente que os distúrbios ambientais naturais podem se manifestar de diferentes formas, podendo ser ocasionados por fatores externos ao próprio planeta Terra, bem como por fatores de origem terrestre. Dessa forma, as mudanças climáticas podem provocar alterações, algumas lentas e outras aceleradas, na configuração do clima predominante em certa área, causando, assim, influência sobre a vida das pessoas. Como exemplo dessas alterações climáticas naturais, pode-se citar o fenômeno que faz com que a Lua se afaste três centímetros por ano da Terra, fato que, em decorrer dos anos, reduzirá a influência gravitacional que a Lua exerce sobre a Terra e entende-se capaz de trazer consequências em todo o equilíbrio global. 16 De igual maneira, a desertificação tem sido apontada pelos pesquisadores, como uma das consequência dos distúrbios naturais. Entretanto, nem todos os processos de desertificação podem ser atribuídos às questões naturais, pois há estudos que demonstram que a ação do homem também é uma das causas desse processo de degradação ambiental. Ivanilson Paulo Corrêa Raiol faz essa devida diferenciação, ao ensinar que: 17 [...] observa-se que existem dois tipos de desertificação, a climática e a ecológica. A desertificação climática tem como causa as mudanças ocorridas nos padrões climáticos, de acordo com as dinâmicas naturais do planeta, isto é, diz respeito a variações climáticas que, no seu desenvolvimento normal, acabam levando a um gradual processo de degradação do potencial biológico de recursos terrestres em decorrência da deteriorização do solo. [...] Por sua vez, a desetificação ecológica tem como causa a ação do homem sobre o meio ambiente que, com o crescimento demográfico e a exploração predatória dos recursos naturais, termina provocando um quadro de ambiente desértico sobre o território. Não bastando esses dois exemplos já citados, é de bom alvitre ressaltar que há mudanças naturais que se revelam de maneira mais violenta e rápida, fato que as tornam mais conhecidas pela sociedade, pois suas consequências são inesperadas e produzem um grande grau de destruição 16 Os 10 Fatos Incríveis Registrados na Lua. Disponível em: EI238,00-Confira+os+fatos+incriveis+registrados+na+Lua.html Acesso em 14 Novembro CORRÊA RAIOL, Ivanilson Paulo. Ultrapassando Fronteiras: A Proteção Jurídica dos Refugiados Ambientais. Porto Alegre: Nuria Fabris, p

11 Carlos Eduardo Silva e Souza / Taiana Cristina Carvalho Marques 23 ambiental. É o que acontece quando uma determinada área do planeta é atingida pelos efeitos dos fenômenos do El Niño e da La Niña, bem como quando uma região é destruída por furacões, terremotos ou tsunamis. As consequências dos fenômenos El Niño e La Niña já não são tão desconhecidos pelo comunidade internacional. Quanto ao El Niño, pode-se dizer que as pesquisas sobre mudanças climáticas, apontam que seus mais desastrosos efeitos são: o aquecimento das águas oceânicas que acarreta a diminuição na quantidade de peixes nos oceanos, a intensificação das secas em determinadas áreas, o aumento nos índices de chuva e a existência de diversos tipos de tempestades. 18 No que se refere aos problemas ocasionados pelo fenômeno La Niña, é possível constatar que o resfriamento das águas dos mares pode ocasionar um aumento de chuvas, o caimento das temperaturas em época de verão, como também, um resfriamento inesperado de diversas áreas do globo. 19 Os dados sobre esses dois fenômenos naturais revelaram que, entre os anos de 1982 a 1983, os impactos que resultaram em mortos e desabrigados na América do Sul, 71 mortos e desabrigados na Austrália, 600 mortos no Sul da China, além de outras consequências nos outros continentes do globo terrestre. 20 Com efeito, percebe-se que os efeitos ocasionados pelos furacões, terremotos ou tsunamis não distoam daqueles retrocitados. O furacão Katrina, que assolou a cidade de Nova Orleans, nos Estados Unidos, deixou um enorme rastro de destruição por onde passou. O mesmo grau de devastação verificou-se no grande terremoto que sacudiu a Ásia Meridional em 2005 e, segundo dados fornecidos pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, estima-se que mais de 3 milhões de pessoas ficaram desabrigadas. 21 Por sua vez, no ano de 2004, uma gigantesca onda em alta velocidade, conhecida como Tsunami, atingiu o continente asiático, provocando uma sequência de destruições, resultando, por fim, num saldo de milhares de pessoas desabrigadas e mortas. Infelizmente, essas cenas tem se reproduzido, com certa freqüência. 18 MILLER JR, G. Tyler. Living in the environment: principles, connections, and solutions. Canadá: Thomson Brooks/Cole, 2007, p. S Idem. 20 MENDONÇA, Francisco; DANNI-OLIVEIRA, Inês Moresco. Climatologia: noções básicas e climas do Brasil. São Paulo: Oficina Textos, 2007, p. 192/ Disponível em: <www.acnur.org/nuevaspaginas/pakistanterremoto/pakistan _1.htm>. Acesso em 15 Maio 2010.

12 24 Refugiados Ambientais: realidade vivenciada e proteção necessária no cenário das mudanças climáticas Diante dessas cenas que o mundo presenciou e vivencia, constatase que não só os países subdesenvolvidos são atingidos pelos distúrbios naturais, mas sim todas as nações, independente de poder econômico, razão pela qual não estão imunes ou preparados para suportar os efeitos de uma devastadora ação da natureza. O DISTÚRBIO AMBIENTAL INATURAL Conceitua-se distúrbio ambiental inatural, como aqueles eventos normais cujos efeitos são agravados pela atividade humana. 22 Assim, os eventos que poderiam ser inicialmente compreendidos como distúrbios ambientais naturais passam à condição de inatural, devido à intervenção humana sobre determinados ecossistemas, tornando-os mais vulneráveis ou menos resistentes às instabilidades naturais. Destarte, algumas situações de impacto natural, que poderiam ser absorvidas pelo meio ambiente, revelam-se de uma gravidade incontrolável, em decorrência de atividades atribuídas às pessoas. Como exemplo desse fato, cita-se o conhecido efeito estufa. Segundo os pesquisadores do clima, o efeito estufa é quando o calor do sol aquece a superfície terrestre e esta, em resposta, remete para o espaço energia, sendo que uma parte desse calor irradiado fica retido na atmosfera, devido a existência de uma imensa camada de gases envolta do globo. O efeito estufa pode ser natural ou artificial. Natural é aquele necessário para a manutenção da vida na terra, haja vista que existem determinados gases que são imprescindíveis para o equilíbrio da temperatura do planeta, não provocando, dessa forma, consequências prejudiciais ao ambiente. Já o efeito estufa artificial, surge com o incremento da atividade humana, ocasionado uma hipótese de distúrbio ambiental inatural, ou seja, aquele tipo de distúrbio que se configuraria num evento normal, mas que fora agravado nos seus efeitos pela ação do homem no meio ambiente. Assim, o efeito estufa artificial ocorrer, quando a proporção dos gases na atmosfera estiver elevada, aumentando, por consequência, a temperatura do planeta. O homem, ao longo dos anos, tem despejado gases altamente poluentes na atmosfera, agravando cada vez mais o fenômeno do efeito estufa, fato que tem ocasionado o aparecimento do aquecimento global, bem 22 JACOBSON, Jodi L. Environmental Refugees: a yardstick of habitability. Worldwatch Paper 86. Washington, D.C.: Worldwacht Institute, 1998, p. 16.

13 Carlos Eduardo Silva e Souza / Taiana Cristina Carvalho Marques 25 como do resfriamento anormal de determinadas áreas do mundo. Esse fenômeno sempre existiu naturalmente, mas nos últimos anos tem se agravado, complicando cada vez mais o clima na Terra. Como consequência do aumento da temperatura global, observa-se a ocorrência do desgelo das calotas polares, que tem ocasionado o aumento do nível dos oceanos e que, em décadas, poderá implicar no deslocamento da população litorânea para o interior dos Estados. Diante desse contexto, é possível se antecipar um problema de abrangência global, que são os possíveis fluxos migratórios, diante do possível desaparecimento de países devido à elevação acentuada dos mares, como também, do surgimento de tempestades, de furacões e, ainda, da transformação de terras destinadas à agricultura, em áreas totalmente improdutivas. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, publicado em concluiu que: O aquecimento do sistema climático é inequívoco, como está agora evidente nas observações dos aumentos das temperaturas médias globais do ar e do oceano, do derretimento generalizado da neve e do gelo e da elevação do nível global médio do mar. Assim, as consequências das mudanças climáticas vão muito além daquelas aqui já mencionadas. Os efeitos dessa modificação do clima são incomensuráveis, sendo possível afirmar que essas transformações no meio ambiente são fenômenos potencialmente capazes de ocasionar a condição de refugiados ambientais. O DISTÚRBIO AMBIENTAL PROVOCADO POR PESSOA Inicialmente, não se deve confundir o distúrbio ambiental provocado por pessoa com a modalidade anteriormente explicada. A diferença está que o distúrbio ambiental inatural, ainda que tenha contribuição humana para seu desencadeamento, necessita da ocorrência de um evento que seria classificado como um distúrbio natural, mas que fora agravado pela ação do homem. 23 PAINEL INTERGOVERNAMENTAL SOBRE MUDANÇA CLIMÁTICA (IPCC). Disponível em: Acesso em 12 Maio 2010.

14 26 Refugiados Ambientais: realidade vivenciada e proteção necessária no cenário das mudanças climáticas Por sua vez, o distúrbio em questão, é aquele evento que pode ser atribuído exclusivamente à atividade do homem sobre o planeta. Como exemplo, pode-se citar um vazamento de partículas radioativas, o derramamento de produtos agrotóxicos em rios e mananciais e, também, a contaminação do solo por lixos tóxicos. Em todas essas ocasiões, pode-se concluir que somente se processou uma degradação ambiental devido à ação humana. Um acontecimento marcante foi o acidente na usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, ocorrido em Embora muita gente não entenda a relação desse acontecimento com a figura do refugiado ambiental, é imperioso ressaltar, que o alastramento das precipitações radioativas em diversas áreas daquele país, ocasionou a contaminação das terras em que se tinha produção agrícola, bem como impossibilitou que a população que ali residia continuasse a habitar essas regiões, tendo em vista o elevado grau de contaminação colocava em risco a existência humana. Assim, é evidente que esse desastre nuclear provocou o descolamento de milhares de pessoas, sendo que, nesses locais em que se teve a contaminação radioativa, não mais houve o retorno da população ucraniana, fato que pode ter sido gerador de refugiados ambientais. Outro exemplo a ser citado de distúrbio ambiental provocado por pessoa são as construções de usinas hidroelétricas em áreas totalmente habitáveis. Essas obras só são possíveis, porque a sociedade mundial clama pela política do progresso, entretanto, por mais que tragam inúmeros benefícios para o país, tais construções forçam o deslocamento de milhares de famílias que residem em torno da onde se realizam as obras, sem contar as diversas espécies de animais que ficam sem abrigo e acabam morrendo. E se tal acontecimento obriga as pessoas a se deslocarem de seu local de habitação tradicional, por motivos de alterações ambientais também pode ter contribuído para o surgimento de refugiados climáticos. Pode-se perceber que as três modalidades de distúrbios ambientais aqui citadas são capazes de gerar o fenômeno dos refugiados ambientais, valendo afirmar que as ações antropogências podem figurar no centro das principais causas desencadeadoras dos fenômenos migratórios, relacionados às mudanças no meio ambiente. Aliás, é o que se previu no Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, publicado em 2007, data em que os pesquisadores atribuíram às ações humanas a responsabilidade das atuais mudanças no meio ambiente.

15 Carlos Eduardo Silva e Souza / Taiana Cristina Carvalho Marques 27 Não é demais lembrar que a comunidade científica divulgou uma comparação de percentuais referentes às causas dos inúmeros desastres ambientais, indicando que, anteriormente, as ações humanas representavam 55% das probabilidades do homem ter causado o agravamento nas condições do clima, enquanto que, no ano de 2007, essa probabilidade já superava o patamar de 90%. 24 O PANORAMA ATUAL DOS REFUGIADOS AMBIENTAIS As alterações climáticas são suficientes para causar inúmeras consequências no mundo, principalmente, o surgimento de uma nova categoria de refugiados: os refugiados ambientais. Como já explicado, essa nova categoria de pessoas se refugiam em razão de distúrbios ambientais provocados no meio ambiente, sejam eles ocasionados naturalmente ou pelas ações humanas. O fato é que, diante de inúmeros processos de transformações na natureza, observa-se, facilmente, que existe um contingente considerável de refugiados climáticos na atualidade. Assim, é imperioso que se traga ao conhecimento público, os números que apontam a quantidade desses vitimados, bem como os que indicam quais as regiões de maior incidência dessa categoria e para onde se refugiam. Muitos pesquisadores acreditam que as regiões mais pobres e mais remotas do mundo são as que mais sofrem as consequências das mudanças ambientais, concluindo, portanto, que são nessas localidades que se encontram grande parte dos refugiados climáticos existentes no globo. A justificativa disso está no fato de que os países em desenvolvimento e aqueles mais afastados são mais vulneráveis do que todos os outros, haja vista que possuem uma menor capacidade de adaptação, em razão da escassez de recursos e de existirem outras questões consideradas prioritárias às questões de mudanças climáticas. Dessa maneira, quando acontece um distúrbio ambiental que assola grande parte de um país subdesenvolvido, a situação se agrava, pois nesses Estados os recursos financeiros são reduzidos e, não há sequer, investimentos no sistema de prevenção aos desastres ambientais, como também de recuperação posterior a esses acontecimentos, restando-lhes deslocar 24 Idem.

16 28 Refugiados Ambientais: realidade vivenciada e proteção necessária no cenário das mudanças climáticas para lugares que ofereçam condições mínimais para suas restruturações e sobrevivência, passando a depender, então, da ajuda humanitária de outros países e das entidades não governamentais. Todas essas afirmações se respaldam nos estudos de Normam Myers, que aponta o seguinte: [...] as áreas mais afetadas pelas mudanças ambientais serão aquelas nas quais há grande densidade populacional e que tem características ambientais instáveis. Os exemplos em maior evidência são a Índia (mudanças nos padrões das monções), África (áreas próximas ao deserto e áreas de savana densamente ocupadas), Oceania (aumento do nível do mar que provocará o desaparecimento de várias ilhas) e América (transformação das áreas de castinga e sertão em desertos). [...] As mudanças ambientais globais (com as mudanças climáticas e eventos extremos) e a já preocupante situação de refugiados ao longo do mundo, em especial àqueles provenientes dos locais mais pobres do globo. A questão não é política, mas econômica e social. Os mais vulneráveis serão os que tiverem menores condições de se adaptar ou responder a essas mudanças. Causando rebatimentos indiretos para os países de destino desses migrantes. 25 Diante dessas constatações, a ONG Britânica Fundação para a Justiça Ambiental divulgou dados atuais que comprovam que esse problema tem efeitos bem presentes, não sendo, apenas, uma preocupação futura. A ONG relatou que anualmente ocorrem 300 mil mortes, somadas a 325 milhões de pessoas que também são afetadas de alguma forma pelas mudanças climáticas. Estima-se, ainda, que 4 milhões de pessoas estão vulneráveis ao aquecimento global e que 10% da população do planeta já se encontra numa situação de risco extremo, prevendo-se, então, que até o ano de 2050, haverá um número de 150 milhões de refugiados ambientais no mundo. 26 Além disso, sinaliza-se que as alterações geográficas de uma forma generalizada acabarão atingindo, principalmente as regiões litorâneas de todo o globo, sendo que aquelas que estão próximas ao nível do mar serão as mais afetadas, isto porque o aquecimento global tem ocasionado o 25 MYERS, Normam. Environmental Refugees: na emergent security issue. Disponível em: <http:// Acesso em: 18 out ONG ENVIRONMENTAL JUSTICE FOUNDATION. Disponível em: <http://www.ejfoundation. org>. Acesso em: 12 nov

17 Carlos Eduardo Silva e Souza / Taiana Cristina Carvalho Marques 29 derretimento das calotas polares e uma consequente elevação no nível dos mares, logo, aos poucos, essas regiões podem ser inundadas e a população, assim, seria obrigada a se deslocar para o interior dos países, não se esquecendo daquelas ilhas habitadas, que deixariam de existir, forçando também, sua população a buscar refúgio em outra localidade. 27 Por sua vez, os relatórios da ONU sobre as mudanças climáticas apontam que, com o passar dos anos, as pequenas ilhas localizadas em sua maioria no Pacífico Sul, a ilha de Manhattam e o Capitólio dos Estados Unidos, desapareceriam, e, ainda, que os demais países banhados pelo mar como a Inglaterra, China e Holanda teriam grande parte de seus territórios inundados pelo avanço dos mares. 28 Assim, pode-se perceber que nenhuma região do planeta está imune às consequências provocadas pelos distúrbios ambientais, pois se observa que tanto nos países mais pobres e afastados, quanto nos mais desenvolvidos poderá se constatar a existência da figura dos refugiados ambientais, razão pela qual deve, de fato, existir uma preocupação global e não somente de determinados Estados. O exemplo mais conhecido de refugiados ambientais é o caso dos habitantes da Ilha de Tuvalu. A Ilha de Tuvalu está localizada na Oceania e é um Estado pertencente à Polinésia, próximo à Nova Zelândia. Essa ilha fica em uma altitude consideravelmente baixa, possuindo um território de aproximadamente 26 km² e um contigente populacional de 11 mil habitantes. 29 Os problemas enfrentados por essa população consiste no fato de que, por estar pouco acima do nível do mar, possui um território extremamente vulnerável ao aumento do nível dos oceanos. Assim, a cada maré alta, seu território é invadido pelas águas marítimas, causando inundações constantes, as quais interrompem o fornecimento de água potável, destroem casas e comércios e principalmente as áreas cultiváveis. Deve-se perceber que os habitantes dessa ilha não possuem ferramentas para impedir esse acontecimento. A única solução a toda essa problemática é se refugiar 27 Cf. NOGUEIRA, Joana Laura Marinho. Refugiados Ambientais: uma categoria das mudanças climáticas. Disponível em: <http://www.pucminas.br/imagedb/conjuntura/cno_arq_no- TIC pdf?PHPSESSID=a37f5e1e24334fb9aff2628d0c9ecc52. Acesso em 03 mai PAINEL INTERGOVERNAMENTAL SOBRE MUDANÇA CLIMÁTICA (IPCC). Disponível em: <http://ipcc.ch>. Acesso em: 12 mai NOGUEIRA, Joana Laura Marinho. Refugiados Ambientais: uma categoria das mudanças climáticas. Disponível em: <http://www.pucminas.br/imagedb/conjuntura/cno_arq_notic pdf?phpsessid=a37f5e1e24334fb9aff2628d0c9ecc52>. Acesso em: 3 mai

18 30 Refugiados Ambientais: realidade vivenciada e proteção necessária no cenário das mudanças climáticas para um lugar mais próximo, no caso, a Nova Zelândia, que, acertadamente, criou um programa de imigração para receber todos os moradores daquela localidade, já que a mencionada ilha está condenada a desaparecer. Outro caso de refugiados climáticos, situa-se nas Ilhas Carteret, localizada ao norte de Bougainville, em Papua Nova Guiné. 30 Essas ilhas enfrentam os mesmos problemas de Tuvalu, ou seja, a elevação do nível do oceano tem inundado toda a região habitável, ocasionando o deslocamento de milhares de pessoas para um local mais próximo. Nessa mesma problemática, encontra-se a população de outras ilhas do Pacífico, como Kiribati, Marshall e Maldivas, as quais também estão ameaçadas a desaparecer. 31 Em suma, o fato gerador desses eco-refugiados encontra-se relacionado com o efeito estufa, o qual acarreta o aquecimento global e a consequente elevação do nível dos mares. Não são poucos os números que indicam o contingente de refugiados ambientais no mundo, os exemplos são vastos, fato que deve alertar toda a comunidade mundial para as possíveis e drásticas consequências de todos esses deslocamentos. AS CONSEQUÊNCIAS DOS DESLOCAMENTOS As mudanças climáticas, que ameaçam grande parte das terras cultiváveis do mundo, colocam os assuntos de ordem ambiental em uma posição de prioridade dos Estados, pois, do contrário, poderão haver, em poucos anos, despesas econômicas incalculáveis para todos os países, independente da posição econômica que ocuparem no mundo. Isso porque, como já mencionado, os distúrbios ambientais desconhecem fronteiras. De mais a mais, as consequências nos países irão muito além da questão ambiental, pois afetarão a organização social e financeira das nações, acarretando insegurança política e jurídica às pessoas. É sabido que o planeta está ameaçado por grandes mudanças ambientais, que tendem afetar drasticamente a vida das pessoas, tornando-a cada vez mais insustentáveis, a ponto de restar apenas a opção de migrar para outros Estados, a fim de que encontrem condições mínimas de sobre- 30 O GLOBO. O Drama dos Refugiados Climáticos. Disponível em: <http://oglobo.globo.com/ ciencia/salvevoceoplaneta/mat/2008/03/13/o_drama_dos_refugiados_climaticos asp>. Acesso em: 15 nov FRANCIOLY, Marcos. Kiribati País de Refugiados Ambientais. 23 de julho de Disponível em: <http://www.geomundi.org/?p=228>. Acesso em: 3 maio 2010.

19 Carlos Eduardo Silva e Souza / Taiana Cristina Carvalho Marques 31 vivência. Dessa forma, ao longo dos anos, os países, que não forem atingidos gravemente por desastres ambientais, terão que se acostumar com o fenômeno da migração, pois receberão, constantemente, pessoas que se refugiam das mudanças climática: os refugiados ambientais. Diante dessa grande movimentação de pessoas, os Estados enfrentarão problemas em toda sua organização, pois o contingente populacional aumentará, elevando, dessa forma, os gastos com os serviços públicos e, caso não haja concepção prévia a respeito do assunto, é possível a concretização de uma onda de desempregados, desabrigados e doentes, fatores que, se forem somados, podem levar um país a crise. As pessoas, quando se refugiam para uma localidade, fogem praticamente sem recursos, são seres que acabam esquecidos por seus países de origem, vistos como refugos humanos. A concepção prévia do assunto permite afirmar que os refugiados ambientais podem evitar até mesmo preconceitos, já que, em regra, estes se tratam de pessoas desestabilizadas financeiramente ou porque são pessoas com outros hábitos culturais, o que poderia representar, em concepção nada acertada, certa ameaça para a população dos países que recebem esses refugiados. O tratamento discriminatório começa desde o momento em que são atingidos pelos desastres e ficam totalmente desolados, uma vez que não são todos os países que oferecem ajuda humanitária a essas pessoas, aliás, muitos deles preferem ignorar tal situação. O fato é que, aos poucos, esses países serão pressionados por essa grande massa de refugiados, não possuindo, então, instrumentos para repelir tais movimentações ou políticas eficazes para recebê-las. Os pesquisadores ainda explicam que, quando uma pessoa se refugia para outro país, ela acaba se abrigando, na maioria das vezes, em favelas dos grandes centros urbanos, aumentando, consequentemente a quantidade de marginalizados nas cidades. É nesse ponto que figura uma das maiores dificuldades, que deve ser superada pelos países, qual seja: o déficit na habitação, pois, na maioria das vezes, os Estados já encontram barreiras para solucionar os próprios problemas relacionados à moradia. Dessa forma, receber um grande número de pessoas, sem ter subsídios para abrigá-las de forma digna, de fato, representa uma ameaça à organização das nações. Além dessa questão da habitação, tem-se também a financeira, eis que se um país não estiver preparado para suportar eventuais gastos extra-

20 32 Refugiados Ambientais: realidade vivenciada e proteção necessária no cenário das mudanças climáticas ordinários, ele pode sofrer com as instabilidades econômicas. Diante desses pontos abordados, observa-se que a comunidade mundial precisa se preparar, de forma estruturada, para tratar da situação dos refugiados ambientais, e, por mais que os governantes afirmem que não serão atingidos por esses problemas, é sabido que, de alguma forma, as mudanças climáticas poderão afetar o funcionamento dos Estados, razão pela qual é imprescindível que haja uma conscientização global acerca dessa temática, a fim de que possam amenizar os efeitos de todas essas transformações no meio ambiente. A questão dos refugiados ambientais representa, então, um novo desafio para o direito internacional e uma obrigação de todos os envolvidos em buscar uma solução para esse problema. A proteção do refugiado ambiental é necessária para que o homem se conscientize de sua responsabilidade, na perspectiva dos direitos humanos, bem como para com o meio ambiente, além do que as futuras vítimas da mudança climática recebam um amparo digno. A DEFINIÇÃO NORMATIVA PARA OS REFUGIADOS AMBIENTAIS Apesar do reconhecimento de que as questões ambientais encontram-se no centro das preocupações mundiais, o silêncio se impera em relação a situação dos refugiados ambientais. Como já abordado anteriormente, para essa Convenção, refugiados são definidos como pessoas que temem serem perseguidas por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou opiniões políticas e se encontrem fora de seu país de origem. Assim, nota-se que a referida Convenção não previu situações que possam fazer com que as pessoas sejam deslocadas em decorrência de calamidades naturais, fato que confronta a situação atual dos refugiados, pois não se pode olvidar que hoje existe uma nova categoria de refugiados que se manifestam em razão dos mais diversos problemas pertinentes aos fenômenos da natureza: o refugiado ambiental. Essa nova categoria de refugiados (ambientais), embora seja uma realidade internacional, não é reconhecida juridicamente e, dessa forma, não conseguem fazer com que seus direitos e garantias sejam respeitados, fato que, sem dúvida, agrava a sua situação, haja vista que, além de perderem tudo o que possuem e serem obrigados a fugir do local onde viviam, encontram dificuldades na concessão de abrigo, tendo então que lutar para que sejam reconhecidos e sua situação regulamentada.

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