MUDANÇAS GLOBAIS E TAXA DE CRESCIMENTO ARBÓREO NA AMAZÔNIA

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "MUDANÇAS GLOBAIS E TAXA DE CRESCIMENTO ARBÓREO NA AMAZÔNIA"

Transcrição

1 MUDANÇAS GLOBAIS E TAXA DE CRESCIMENTO ARBÓREO NA AMAZÔNIA SIMONE APARECIDA VIEIRA Tese apresentada ao Centro de Energia Nuclear na Agricultura, Universidade de São Paulo, para obtenção do título de Doutor em Ciências, Área de Concentração: Energia Nuclear na Agricultura. P I R A C I C A B A Estado de São Paulo - Brasil Junho 2003

2 MUDANÇAS GLOBAIS E TAXA DE CRESCIMENTO ARBÓREO NA AMAZÔNIA SIMONE APARECIDA VIEIRA Engenheira Agrônoma Orientador: Prof. Dr. LUIZ ANTONIO MARTINELLI Tese apresentada ao Centro de Energia Nuclear na Agricultura, Universidade de São Paulo, para obtenção do título de Doutor em Ciências, Área de Concentração: Energia Nuclear na Agricultura. P I R A C I C A B A Estado de São Paulo - Brasil Junho 2003

3 Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Seção Técnica de Biblioteca - CENA/USP Vieira, Simone Aparecida Mudanças globais e taxa de crescimento arbóreo na Amazônia / Simone Aparecida Vieira. - - Piracicaba, p. : il. Tese (doutorado) - - Centro de Energia Nuclear na Agri cultura, Biogeoquímica 2. Carbono Comunidades vege tais 4. Datação 5. Dendrometria 6. Florestas tropicais I. Título CDU 574.4

4 Ofereço a minha família, sem a qual esse trablho não seria possível Dedico aos meus queridos Beto, Pedro e Ana Luiza. Nada é real, nada em seus vãos moveres Pertence a uma forma definida, Rastro visto de coisa só ouvida. Fernando Pessoa,

5 AGRADECIMENTOS Tudo que realizamos, incluindo a realidade em si mesma, é conseqüência de um existir com outros. Ninguém apenas existe. Todos interexistem e co-existem (Boff, 1998) Aos Professores Luiz Antonio Martinelli e, a Plínio Barbosa de Camargo, pela orientação, amizade e pelo grande apoio recebido. À Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo FAPESP pela bolsa concedida e pelo empenho com que seu acessor revisou todo o projeto, ao projeto LBA-ECO pelo apoio logístico e financeiro e ao CENA pela formação científica e acadêmica. Ao Diretor do CENA, Dr. Reynaldo Victória pelo apoio e aos professores e funcionários do CENA pela ajuda dispensada. À pesquisadora e amiga, Susan Trumbore pela oportunidade de aperfeiçoamento, pelo apoio, pelas discussões e conselhos e pelos ótimos momentos que passamos no campo. Aos Drs. Niro Higuchi (INPA), Joaquim dos Santos (INPA), Jeff Chambers (INPA-UCI) e Foster Brown (UFAC) pela concessão das áreas de estudo, pelas discussões e sugestões e a toda a equipe do INPA, UFAC e do escritório do projeto LBA-Santarém pelo apoio logístico oferecido. As pessoas que me auxiliaram no trabalho de campo e na coleta dos dados em Santarém: Sr. Antônio (CEMEX), Sr. Josias, Nego, Sr. Sabino e toda a equipe da Universidade de Harvard, em Manaus: S. Pedro, S. Armando, Caroço, Bico, Bertran, Alberto, Rose e Rosana e em Rio Branco: Joari e especialmente ao Diogo que realizou todo o trabalho com extrema competência e amor. Aos pesquisadores e amigos Cleber Salimon, Carla Câmara, Gabriela Nardotto, Jean Pierre H.B. Ometto que me ajudaram muito, cada um a sua maneira. A toda equipe do Laboratório de Ecologia Isotópica do CENA. Ao pessoal da nossa sala Andréia, Dani, Débora, Gabi, Ivan, Sandrinha e Salomão, pela convivência, de alegria e bom humor.

6 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO Objetivo Geral Ações específicas Hipóteses de trabalho 3 2. REVISÃO DE LITERATURA As florestas tropicais Estatística descritiva da comunidade florística Metodologia isotópica MATERIAL E MÉTODOS Área de estudo Parcelas permanentes Estatítica descritiva da comunidad florística Quantificação da Biomassa e Inventário de Carbono Determinação da composição isotópica ( 13 C e 14 C) RESULTADOS Precipitação Composição florística Estrutura da Floresta Taxa de incremento diamétrico Biomassa total acumulada Distribuição etária da floresta baseada nas taxas de 65 incremento 4.7. Idade radiocarbônica DISCUSSÃO CONCLUSÕES BIBLIOGRAFIA CITADA 86

7 LISTA DE FIGURAS 1. Localização das áreas de estudo: Manaus, AM; Rio Branco, AC; Santarém, PA Precipitação média mensal (mm) em Manaus, AM, Rio Branco, AC e Santarém, PA. (Nimer, 1977; INMET, 2001). A linha preta que aparece no valor de 100 mm é a faixa limite, abaixo da qual o mês é considerado seco Temperatura média mensal em Manaus, Santarém e Rio Branco (Nimer, 1977; INMET, 2001) Desenho das bandas dentrométricas, detalhe do ponto de tomada de medida e detalhe da tomada de medida com o paquímetro digital Equipamento utilizado para a extração de celulose das amostras de madeira Coleta de amostra: baguette (não destrutiva) e disco Curva de calibração de 14 C, baseado em dados atmosféricos e dendrocronológicos Curva de calibração para idade radiocarbônica de 250 anos, com as possivéis datas cabibradas para este valor com 68,2% e 95,4% de probabilidade Curva padrão da distribuição de D 14 C na atmosfera entre as latitudes 30º N e 30º S e a distribuição do D 14 C ao longo

8 do raio de Embaúba Preta (Pourouma sp.) da Fazenda Catuaba- AC Taxa de crescimento de Embauba Preta (Pouroumasp.) da Fazenda Catuaba-AC. O ponto cheio que cruza o eixo x corresponde a data da idade projetada pela taxa de crescimento 11. Precipitação mensal observada durante o período de estudo em Manaus (00-01), Rio Branco (01-02) e Santarém (00-01). 12. Distribuição das cinco principais famílias em termos de freqüência de indivíduos e área basal (m 2 ) por hectare em Manaus, Rio Branco e Santarém. 13. Distribuição dos indivíduos arbóreos em classes de diâmetro em Manaus (625,7ind/ha), AM, Rio Branco (466,6ind/ha), AC e Santarém (460ind/ha), PA.O pontilhado fino representa a linha de tendência de Manaus, o pontilhado grosso é a de Rio Branco e a linha cheia é a de Santarém Distribuição da biomassa nas classes de DAP, em Manaus, Rio Branco e Santarém Incremento diamétrico médio diário em Manaus, Rio Branco e Santarém (mm.dia -1 ± Intervalo de Confiança de 95%) e e precipitação diária (mm.dia -1 ) do mesmo período. 58

9 16. Incremento diamétrico médio diário nas classes de tamanho (10-29,9 cm, 30-49,9 cm e > 50 cm) em Manaus, Rio Branco e Santarém (mm.dia -1 ). 17. Incremento diamétrico médio anual relativo nas classes de tamanho (10-29,9 cm, 30-49,9 cm e >50 cm) em Manaus, Rio Branco e Santarém (mm.dia -1 ). 18. Distribuição do incremento anual de carbono na biomassa arbórea em hectares, nas classes de DAP em Manaus, Rio Branco e Santarém Idade média dos indivíduos nas classes de DAP em Manaus, Rio Branco e Santarém Distribuição das classes de idade das árvores em um 1 ha de floresta de Manaus, Rio Branco e Santarém Relação entre o DAP e a idade determinada por radiocarbono de indivíduos arbóreos provenientes de floresta priméria da região de Manaus, AM, Rio Branco, Ac e Santarém, PA. 70

10 LISTA DE TABELAS 1. Área total amostrada em função do diâmetro das árvores Estatística descritiva da composição florística da floresta de Manaus, Rio Branco e Santarém 3. Distribuição de freqüência, área basal (m 2.ha -1 ) e biomassa (Mg.ha -1 ) dos indivíduos arbóreos (em número de indivíduos e valor percentual) nas parcelas de Manaus, Rio Branco e Santarém. 4. Taxa de incremento médio anual, seguido do desvio-padrão da média e parâmetros associados em Manaus, Rio Branco e Santarém. 5. Quadro auxiliar da análise de variância (One-Way ANOVA) para o incremento diamétrico entre os anos de observação ( < 0,05). 6. Quadro auxiliar da correlação de matrizes para incremento diamétrico entre os anos de estudo em Manaus 7. Quadro auxiliar da correlação de matrizes para incremento diamétrico entre os anos de estudo em Rio Branco 8. Quadro auxiliar da correlação de matrizes para incremento diamétrico entre os anos de estudo em Santarém

11 9. Quadro auxiliar da correlação de matrizes de Sperman para incremento diamétrico médio diário e precipitação média diária. 10. Quantidade de C acumuladp na biomassa em Mg.C.ha -1. ano - 1 e em % nas classes de tamanho em Manaus, rio Branco e Santarém Valores de a, b, c, d, e, para determinação da idade das árvores da floersta de Manaus, Rio Barncoe e Sanatrém Idade e taxa de incremento de indivíduos arbóreos em Manaus Idade e taxa de incremento de indivíduos arbóreos em Rio Branco Idade e taxa de incremento de indivíduos arbóreos em Santarém 73

12 Mudanças globais e taxa de crescimento arbóreo da Amazônia Autora: SIMONE APARECIDA VIEIRA Orientador: Prof. LUIZ ANTONIO MARTINELLI RESUMO Para predizer o potencial da floresta tropical de perder ou estocar carbono é necessário entender as variações na estrutura e na dinâmica das árvores. De maneira geral, as florestas tropicais são tradadas como se todas se comportassem de forma similar e pouco se sabe sobre a variação da estrutura destas florestas ao longo da bacia Amazônica. Com o objetivo de compreender a dinâmica do carbono na vegetação da região Amazônica, e em particular, o potencial das florestas primárias de atuarem como provedor ou sorvedor de carbono, foram investigadas florestas localizadas em três regiões diferentes: em Manuas (AM), em Rio Branco (AC) e em Santarém (PA). Esses locais se encontram ao longo de um transecto leste-oeste e representam áreas com diferenças de duração do período seco. Os resultados mostram que as áreas apresentam diferenças na estrutura da floresta, na biomassa arbórea, na taxa de crescimento das árvores, na idade das árvores e na quantidade de acúmulo anual de carbono. O número de indivíduos com diâmetro acima de 10 cm por

13 hectare foi maior em Manaus (626 ha -1 ) que em Rio Branco (466 ha -1 ) e em Santarém (460 ha -1 ). A quantidade de C estocado na biomassa acima do solo foi de 360,6 (Manaus), 244,0 (Rio Branco) e 280,1(Santarém) Mg.ha -1. O incremento diamétrico médio anual das árvore, variou de 1,7 em Manaus à 3,9 e 3,1 mm.ano -1 em Rio Branco e Santarém, respectivamente. A quantidade de carbono acumulada na biomassa anualmente foi semelhante nas três áreas. As árvores com DAP entre 10 e 30 cm acumularam maior quantidade de carbono que as demais. Os resultados mostram acentuada sazonalidade no crescimento, com maiores taxas de crescimento na estação úmida e menores na estação seca. Este efeito foi mais pronunciado nas árvores com diametro acima de 50 cm. As florestas submetidas a uma estação seca mais prolongada apresentam maiores taxas de incremento diamétrico. A biomassa nessas áreas se concentra nas árvores com diâmetro acima de 30 cm. A idade média das árvores foi maior em Manaus onde o incrento foi menor. Nas três áreas foram encontrados indivíduos com DAP menor que 30 cm porém com idade acima de 200 anos. Encontrou-se um indivíduo com 17 cm de DAP e idade de 920 anos. A constatação que árvores pequenas podem alcançar idades avançadas pode alterar o enfoque dado até o momento aos planos de manejo florestal, nos quais o ponto principal são as árvores de interesse econômico e o tempo que estas levam para atingir o diâmetro comercial.

14 Global changes and tree growth rate in the Amazon forest Author: SIMONE APARECIDA VIEIRA Adviser: Prof. LUIZ ANTONIO MARTINELLI SUMMARY A better understanding of the variations in the dynamics and structure of trees in tropical forests is necessary for predicting the potential for these ecosystems to lose or store carbon. In general, tropical forests have been treated as if all tropical forest trees behaved similarly, and little is known about how forests vary across the large extent of the Amazon basin. Our data show large differences in forest structure, biomass, and tree growth rates among plots under study in three different locations in Brazil: the ZF2 Bionte and Jacaranda plots near Manaus, the Catuaba Reserve, near Rio Branco, and the Tapajós National Forest, near Santarém,. These three locations span an east-west transect of the Amazon basin and represent areas of different dry season lengths. The number of stems >10cm diameter per hectare is the highest in the Manaus site (626 ha -1 ) - the Rio Branco (466 ha -1 ) or Santarém (460 ha -1 ) sites. Stocks of C in aboveground biomass in the three areas, calculated using allometry relations developed in the central Amazon, were (Manaus),

15 122.1 (Rio Branco), and (Santarém) Mg C ha -1. Estimates of mean annual accumulation of C in living trees based on monthly dendrometer band measurements ranged from 1.6 (Manaus) and 2.5 (Rio Branco) to 2.8 (Santarém) Mg C ha -1 yr -1. Trees in the cm diameter size showed the highest accumulation of C (38%, 55%, and 56% - Manaus, Rio Branco, and Santarém, respectively). Our results showed marked seasonal growth, with the highest growth rates in the wet season and the lowest growth rates in the dry season. This effect was most evident for trees with diameter >50 cm. The comparison of the three areas investigated suggests that forests experiencing a longer dry season have larger annual diameter growth increments for individual trees. In these areas, biomass concentrates in trees of over 30cm in diameter. Tree average age was larger in Manaus where the increment was smaller. In all the three areas it was found specimens with DBH smaller than 30 cm, but with ages over 200 years. It was found a specimen of 17 cm of DBH and age of 920 years. The fact that small trees can reach old ages may alter the scope of the present forest management planning whose focus is tree species of economical interest and the time the take to reach a commercial diameter.

16 1. INTRODUÇÃO A vegetação e o clima coexistem num equilíbrio dinâmico, que pode ser alterado por perturbações diversas em qualquer um dos dois componentes. Com o crescente desmatamento nos trópicos úmidos (Lawrence et al., 2001), vários estudos vêm sendo conduzidos visando entender as interações existentes entre mudanças ocorridas tanto na distribuição dos diversos tipos de vegetação, como na sua estrutura e composição química, e o clima (Semazzi et al., 2001, Foley et al., 2002). Dentre esses estudos pode-se citar experimentos de microescala em torres meteorológicas, perfis de umidade e de fluxos gasosos entre a superfície e a atmosfera (Gash & Nobre, 1997; Shuttleworth et al., 1991). Tais experimentos mostraram os efeitos do desmatamento sobre a precipitação e a evaporação, demonstrando que mudanças na vegetação podem influenciar o clima regionalmente. O destacado papel da floresta Amazônica no ciclo global de carbono (Dixon et al. 1994), e as alterações na produtividade líquida destes ecossistemas, pelas variações no regime de chuva e na temperatura, podem alterar significativamente esse ciclo. Schimel (1995) relata que o ciclo global de carbono encontra-se em desequilíbrio. Isto significa que o aumento da concentração de CO 2 na atmosfera, é menor do que a diferença entre as quantidades emitidas e absorvidas pela biosfera. Ainda que haja muita controvérsia sobre esse tema (Rice et al., no prelo), estudos recentes sugerem que as florestas primárias estão aumentando seu estoque de carbono funcionando como um dreno de carbono (Lugo & Brown, 1992; Fan et al.,

17 1998; Phillips et al., 1998; Phillips et al., 2002, Schroeder, 1992; Malhi et al. 2002). Para compreender o papel da região Amazônica no balanço global de carbono, em particular o potencial das florestas primárias de atuarem como provedor ou sorvedor de carbono por causa de mudanças climáticas, é essencial que se conheça a dinâmica do carbono nas árvores das florestas de terra-firme, onde se encontra alocado 74% do carbono da biomassa terrestre (Brown et al., 1995). Portanto, investigações sobre a distribuição da biomassa aérea e do crescimento arbóreo na Bacia região Amazônica, são essenciais para entendermos como as florestas tropicais respondem as denominadas mudanças globais (Shimel 1995; Houghton et al 2000; Ketterings et al, 2001). Dentre as informações importantes a serem avaliadas, a idade das árvores da floresta tropical úmida pode fornecer subsídeos que auxiliem o entendimento da dinâmica das populações arbóreas. Por meio da distribuição etária da população arbórea, pode-se estimar o tempo médio de permanência do carbono na vegetação Objetivo geral O objetivo deste trabalho foi determinar a biomassa, a idade, e a taxa de crescimento de florestas de terra-firme ao longo de um gradiente climático, visando fornecer subsídios para um melhor entendimento sobre o papel das florestas tropicais no ciclo global do carbono. Este trabalho está inserido no projeto Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA) que é uma iniciativa de

18 pesquisa internacional liderada pelo Brasil e tem por objetivo gerar novos conhecimentos para entender o funcionamento climatológico, ecológico, biogeoquímico e hidrológico da Amazônia, o impacto das mudanças no uso da terra nesses funcionamentos e as interações entre a Amazônia e o sistema biogeofísico global da terra (LBA 2003) Ações específicas (1) Determinar a composição florística, a estrutura horizontal e a biomassa da floresta ao longo de um gradiente climático (2) Determinar as taxas anuais de crescimento diamétrico e o armazenamento de carbono em diferentes classes de tamanho arbóreo através do acompanhamento do incremento diamétrico ao longo do ano e pela determinação da idade das árvores; 1.3. Hipóteses de trabalho As hipóteses formuladas para esse trabalho foram: O incremento diamétrico das árvores de uma área é inversamente proporcional à duração do período seco. O acúmulo de C na biomassa arbórea relaciona-se com o diâmetro da árvore.

19 Espera-se que as árvores que se encontram na região central da Amazônia, que são pouco afetadas pela seca, vivam em média mais que aquelas que se encontram em áreas mais afetadas.

20 2. REVISÃO DE LITERATURA 2.1. Dinâmica de crescimento em florestas tropicais As florestas tropicais desempenham importante papel no ciclo terrestre global do carbono (Dixon et al., 1994), responsável por 32% (Field et al. 1998) a 36% da produtividade primária líquida terrestre (NPP) (Melillo et al., 1993). A floresta de terra firme da Amazônia compreende 41% da área total de florestas úmidas do planeta (FAO 1991), com aproximadamente 250 milhões de hectares e cerca de 30% do estoque global de carbono vegetal. Acima de 50% do carbono presente na floresta Amazônica, encontra-se na biomassa dos tecidos lenhosos como troncos, galhos e raízes grossas. (Keller et al., 2001, Brown et al., 1995). Outro importante reservatório de carbono da região tropical é o solo (Dixon et al., 1994). Numerosos estudos motram que o grande volume de carbono estocado no solo está associado a materiais refratários que se preservam por séculos ou mais (Bernoux et al., 2002, Telles et al., no prelo), como é o caso do carvão proveniente de material lenhoso. Desta forma, a produção e decomposição de madeira exercem papel fundamental na dinâmica do carbono estocado nestas florestas (Chambers et al., 2000; Phillips et al. 1998). Por causa de sua escala continental, a bacia Amazônica inclui consideráveis variações no regime climático, na topografia e geografia (Elsenbeer & Lack, 1996), e a dinâmica de ciclagem do carbono pode variar

21 com esses fatores (Malhi et al., 2002; Clark & Clark, 1994; Vetter & Botosso, 1989). Estudos referentes a essa região devem considerar tal diversidade, procurando abordagens que caracterizem os vários tipos geomorfológicos da região. Nos estudos sobre dinâmica de carbono na vegetação é importante quantificar e determinar seu tempo de residência na biomassa arbórea (Ketterings et al., 2001). No caso específico da Amazônia, a estimativa da biomassa arbórea gera vários debates polêmicos, em decorrência das incertezas dos métodos de estimativa e da capacidade de armazenamento destes ecossistemas como variações existentes entre as regiões (Keller et al. 2001; Brown et al. 1995; Fearnside, 1993). Mudanças nas taxas de acumulação de carbono das árvores tropicais podem ocorrer por variações climáticas (Clark & Clark, 1994; Vetter & Botosso, 1989). O movimento da zona de convergência intertropical sobre a bacia Amazônica, resulta em distinções na quantidade de chuva e na duração da estação seca ao longo da bacia. De acordo com Liebmann & Marengo (2001), a precipitação média na Amazônia brasileira varia de menos de 2000 mm.ano -1 no sul, leste e extremo norte a mais de 3000 mm.ano -1 na região noroeste. A duração da estação seca nessa região varia de inexistente, a períodos com sete meses consecutivos com precipitação menor que 100 mm.mês -1 (Sombroek, 2001). Cerca de 36% da floresta densa de terra firme da bacia Amazônica encontra-se em locais onde a precipitação nos três meses mais secos do ano é inferior a 1,5 mm.d -1, podendo chegar a menos que 0,5 mm d -1 na porção oriental e meridional da Amazônia (Nepstad et al., 1994). A variabilidade no regime hídrico pode acarretar alterações nas taxas de crescimento arbóreo (Clark & Clark, 1994; Vetter & Botosso, 1989), uma vez que a precipitação é a maior fonte de umidade do solo e conseqüentemente a principal fonte de água para a vegetação. A deficiência de água no solo leva à diminuição gradual da fotossíntese pela maior resistência à fixação do CO 2 por

22 causa do fechamento dos estômatos (Nepstad et al., 2002). Análise de anéis de crescimento anual de uma árvore da família Lecythidaceae (Holopyxidium sp.) de Paragominas, PA, mostrou correlação positiva entre a variação na largura dos anéis e a curva de precipitação anual do local (Susan Trumbore, comunicação pessoal). Existem quatro métodos básicos para determinação do tempo de residência do carbono na vegetação: a datação por radiocarbono, a contagem de anéis de crescimento anuais, a estimação através de medidas repetidas do diâmetro e a aproximação matemática baseada nas estimativas das taxas de mortalidade (Worbes e Junk, 1999). No entanto, a dinâmica do crescimento e mortalidade das árvores e os fatores que controlam estes processos, ainda são pouco conhecidos. Alguns trabalhos revelam que de maneira geral, nas florestas tropicais a biomassa acima do solo é constituída de poucas árvores muito grandes, que representam a maior fração da biomassa total, e algumas árvores menores, que juntas constituem uma pequena porção da biomassa (Brown et al., 1995). Ainda segundo Brown et al. (1995), em uma floresta em Rondônia, aproximadamente 50% da biomassa se encontrava nas árvores com diâmetro à altura do peito (DAP) maior que 60 cm. Pode-se, portanto, presumir que a idade média de morte das árvores difere com sua classe funcional (emergente, dossel e subbosque) e seu diâmetro. Assim, o tempo médio de residência do carbono na madeira deve ser um indicador da resposta das árvores aos distúrbios no ambiente. Estudos anteriores sobre mortalidade de árvores em florestas tropicais, mostraram taxas constantes de mortalidade para árvores com DAP maior que Susan Trumbore, Universidade da California, Comunicação pessoal

23 10 cm (Putz & Milton, 1982; Lieberman & Lieberman, 1987). No entanto, as taxas de mortalidade podem aumentar em resposta a eventos de estresse, como proposto por Condit et al. (1995) que mostraram que a mortalidade das árvores em florestas tropicais, aumenta excessivamente nos anos mais secos. Philips & Gentry (1994) sugeriram que as taxas de reposição da biomassa na floresta têm aumentado por causa da mudança na composição das espécies da floresta para componentes de vida curta (o que implica que as taxas de mortalidade não são as mesmas para todo tipo de vegetação). Alguns modelos globais de ecossistemas consideram que as árvores morrem em média com 42 anos (Fung et al., no prelo). Po outro lado, dados preliminares do projeto Smithsonian Biological Dynamics in Forest Fragments Project (BDFFP, próximo a Manaus) que usam a biomassa média como um indicador, preve que o DAP médio das árvores quando morrem é de 27 cm (Jeff Chambers, comunicação pessoal). Assumindo um incremento médio de diâmetro de 0,2 cm ano -1 a idade média na qual as árvores morrem deveria ser de 135 anos. Baseado nas taxas médias de crescimento estimadas por Clark & Clark (1992) para 5 espécies arbóreas de dossel na Costa Rica, o tempo médio para que uma árvore atinja aproximadamente 30 cm de DAP sobe para 260 anos. Jeff Chambers, Universidade da Califórnia, Comunicação pessoal.

24 Chambers et al. (1998) estimaram que as taxas de crescimento diamétrico médio de árvores de diferentes idades e classes de tamanho, abatidas na região de Manaus variaram de 0,1 a 0,6 cm ano -1, sendo que as árvores de maior diâmetro tenderam a apresentar taxas de crescimento médio maior do que as árvores de menor diâmetro. Clark & Clark (1992) verificaram taxas de crescimento similares na faixa de 0,05 a 0,6 cm ano -1, em estudo com árvores emergentes na Costa Rica, sendo as maiores taxas de crescimento observadas na classe de diâmetro de cm e as menores taxas nas árvores que se encontravam nas classes de diâmetro menor que 30 cm. Vários trabalhos se baseam nas taxas de crescimento para determinar da idade das árvores em floresta tropical (Terborg et al., 1997; Clark & Clark, 1992). A contagem dos anéis de crescimento é o metodo mais utilizado atualmente para a determinação da idade das árvores (Worbes et al., 2003). No entanto não se adequa a todo tipo de vegetação, como, por exemplo, na região tropical onde os anéis de crescimento das árvores podem ser inexistentes, anuais ou irregulares (Lang et al., 1983; Lieberman & Lieberman, 1985; Mozeto et al., 1988; Korning et al., 1994; Chambers et al., 1998). A datação por meio de 14 C é mais uma ferramenta na determinação da idade das árvores de locais onde os anéis de crescimento não são bem definidos ou são ausentes e onde não há dados de crescimento de parcelas permanentes (Chambers et al., 1998). O uso do 14 C para determinação da idade das árvores é o método mais preciso, por causa da incerteza associada a determinação da idade das árvores, considerando apenas as taxas de crescimento, tendo-se em vista que a duração das medições é muito pequena em relação à idade das árvores e as variações nas taxas anuais de crescimento podem ser muito grandes.

25 2.2. Estatística descritiva da comunidade florística Uma das características fundamentais de qualquer comunidade biológica é seu grau de organização, que se traduz por uma certa distribuição das abundâncias específicas ou espectro de freqüências relativas das várias espécies presentes (diversidade específica). Os estudos de diversidade biológica dizem respeito à dispersão qualitativa e quantitativa de populações constituídas por diversas categorias de indivíduos (Smitinand, 1995). Uma comunidade biológica é constituída normalmente por várias populações de espécies vegetais e/ou animais coexistindo no mesmo território (Huston, 1994). Uma comunidade apresenta elevada diversidade quando contém muitas espécies, e para um número fixo de espécies a diversidade é tanto maior, quanto menor for a diferença entre as freqüências relativas das várias espécies presentes (Araújo, 1998). A diversidade de uma comunidade biológica encerra assim dois componentes: a riqueza em espécies, ou número de espécies presentes, e a homogeneidade, que depende da uniformidade da distribuição de freqüências das espécies (Martins & Santos, 1998). Se, por exemplo, existem 20 espécies numa comunidade biológica e 90% dos indivíduos pertencem a uma dessas espécies e os restantes 10% às outras 19 espécies, a comunidade é pouco homogênea. Pelo contrário, se numa comunidade cada espécie é representada por 5% dos indivíduos, a comunidade é perfeitamente homogênea. Vários índices de diversidade biológica são propostos (Magurran, 1988), alguns dos quais incorporam em sua definição os conceitos de riqueza

26 (Gaston, 1996a e Gaston, 1996b) em espécies e de homogeneidade (Loyd et al., 1964). A maior dificuldade na utilização deste tipo de índice composto é a separação da contribuição de cada um de seus componentes para o valor do índice, visto que o mesmo valor poderá ser obtido com grande riqueza de espécies e pouca homogeneidade ou vice-versa. Se dispusermos apenas do valor do índice, sem conhecer os seus componentes, essa separação é impossível. Ainda assim, esses índices são úteis, especialmente em estudos de monitoramento da dinâmica das comunidades biológicas, para detecção de alterações na sua estrutura. Outra questão relativa aos índices de diversidade biológica é que os mesmos são expressos em diferentes tipos de unidades, o que dificulta por vezes a sua comparação e interpretação. Os índices de diversidade dão informação sobre a estrutura das populações das quais derivam as amostras analisadas. As variações desses índices para várias amostras da mesma população, ao longo do tempo, dão indicações sobre alterações na estrutura da população (dinâmica das populações). Por outro lado, a comparação dos valores do mesmo índice para populações existentes em distintas áreas geográficas, permite averiguar como os fatores ambientais influenciam a estrutura das populações Metodologia isotópica O elemento carbono apresenta dois isótopos estáveis, o 12 C e o 13 C e um isótopo radioativo, o 14 C. O carbono da natureza constitui-se de 98,89% de 12 C, 1,108% de 13 C, e a razão isotópica 13 C/ 12 C da ordem de O 14 C tem uma razão isotópica ( 14 C/ 12 C ) de cerca de na atmosfera.

27 O uso da composição isotópica do carbono ( 13 C/ 12 C) e do radiocarbono ( 14 C) mostra-se de extrema importância nos estudos de ambientes florestais (Stuiver & Braziunas, 1987; Mozeto et al.,1988; Van der Merwe & Medina, 1989; Worbes, 1989; Worbes & Junk, 1989; Leavitt & Kalin, 1992; Camargo et al., 1994; Victoria et al., 1995; Worbes, 1995; Camargo et al., 1997; Chambers et al., 1998). O valor isotópico do carbono, expresso em δ 13C, denota o quanto a razão isotópica de um determinado material desvia com relação a um padrão, de acordo com a seguinte fórmula: d 13 C = R amostra R R padrao padrao *1000 (1) Onde R amostra é a razão isotópica 13 C/ 12 C da amostra e R padrão é a razão isotópica 13 C/ 12 C do padrão. O padrão universal é a rocha calcária da formação Pee Dee (PDB-Pee Dee Belemnitella) e os valores de δ 13 C são expressos em. As plantas que incorporam o CO 2 da atmosfera através do ciclo fotossintético C 3, como é o caso das árvores, discriminam mais o 13 CO 2 do que as plantas do ciclo fotossintético C 4 (Farquhar et al., 1989). Como resultado, as plantas C3 apresentam valores de δ 13 C que variam de 35 a -22 com valores médios de -27, enquanto nas plantas C 4 esses valores variam de -16 a -9 com média de 12,5. O isótopo natural radioativo de carbono pode ser utilizado tanto como traçador quanto na datação de amostras orgânicas. O 14 C natural é produzido em taxas relativamente constantes na estratosfera.

A Floresta em Transição

A Floresta em Transição A Floresta em Transição Alessandro C. de Araújo, PhD Pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental Coordenador do Grupo de Micrometeorologia do Programa LBA Sumário Projeto LBA Artigo The Amazon basin in transition

Leia mais

2 Caracterização climática da região Amazônica 2.1. Caracterização da chuva em climas tropicais e equatoriais

2 Caracterização climática da região Amazônica 2.1. Caracterização da chuva em climas tropicais e equatoriais 2 Caracterização climática da região Amazônica 2.1. Caracterização da chuva em climas tropicais e equatoriais Para uma maior precisão na modelagem da atenuação provocada pela precipitação no sinal radioelétrico,

Leia mais

Anexo A - Monitoramento necessário ao sistema de REDD e medição de estoques de carbono de acordo com a metodologia de Baccini et al.

Anexo A - Monitoramento necessário ao sistema de REDD e medição de estoques de carbono de acordo com a metodologia de Baccini et al. Anexo A - Monitoramento necessário ao sistema de REDD e medição de estoques de carbono de acordo com a metodologia de Baccini et al. 1 1) Monitoramento para REDD+ e o status de Mato Grosso O monitoramento

Leia mais

ESTRUTURA FITOSSOCIOLÓGICA DO COMPONENTE ÁRBOREO DE UMA FLORESTA OMBRÓFILA EM PORTO VELHO, RONDÔNIA

ESTRUTURA FITOSSOCIOLÓGICA DO COMPONENTE ÁRBOREO DE UMA FLORESTA OMBRÓFILA EM PORTO VELHO, RONDÔNIA ESTRUTURA FITOSSOCIOLÓGICA DO COMPONENTE ÁRBOREO DE UMA FLORESTA OMBRÓFILA EM PORTO VELHO, RONDÔNIA Priscilla Menezes Andrade Antônio Laffayete Pires da Silveira RESUMO: O presente estudo foi realizado

Leia mais

Influência da estrutura arbórea na ocorrência de térmitas arborícolas na RPPN da Serra do Teimoso, Jussari, Bahia, Brasil.

Influência da estrutura arbórea na ocorrência de térmitas arborícolas na RPPN da Serra do Teimoso, Jussari, Bahia, Brasil. Influência da estrutura arbórea na ocorrência de térmitas arborícolas na RPPN da Serra do Teimoso, Jussari, Bahia, Brasil. Antonio José Dias Vieira 1, Camila Righetto Cassano 2, Joice Rodrigues de Mendonça

Leia mais

Francis Lacerda MUDANÇAS CLIMÁTICAS E IMPACTOS NO ARARIPE

Francis Lacerda MUDANÇAS CLIMÁTICAS E IMPACTOS NO ARARIPE Francis Lacerda MUDANÇAS CLIMÁTICAS E IMPACTOS NO ARARIPE Introdução O recém divulgado relatório do IPCC AR5 sobre a base científica das mudanças climáticas conclui, com acima de 90% de confiança, que

Leia mais

Membros. Financiadores

Membros. Financiadores Projeto de Pesquisa: CARACTERIZAÇÃO FITOGEOGRÁFICA, DISTRIBUIÇÃO DAS ESPECIES LENHOSAS E DETERMINANTES VEGETACIONAIS NA TRANSIÇÃO CERRADO/AMAZÔNIA Descrição: Serão feitos levantamentos de solos e vegetação

Leia mais

VARIABILIDADE MÉDIA MENSAL DE VARÁVEIS METEOROLÓGICAS EM CAXIUANÃ, ÁREA DE FLORESTA TROPICAL DA AMAZÔNIA

VARIABILIDADE MÉDIA MENSAL DE VARÁVEIS METEOROLÓGICAS EM CAXIUANÃ, ÁREA DE FLORESTA TROPICAL DA AMAZÔNIA VARIABILIDADE MÉDIA MENSAL DE VARÁVEIS METEOROLÓGICAS EM CAXIUANÃ, ÁREA DE FLORESTA TROPICAL DA AMAZÔNIA José de Paulo Rocha da Costa 1 & Renata Silva de Loureiro 2. 1 Prof. Adjunto. Departamento de Meteorologia.

Leia mais

INFORME SOBRE O VERÃO 2014-2015

INFORME SOBRE O VERÃO 2014-2015 INFORME SOBRE O VERÃO 2014-2015 1. INTRODUÇÃO A estação do verão inicia-se no dia 21 de dezembro de 2014 às 20h03 e vai até as 19h45 do dia 20 de março de 2015. No Paraná, historicamente, ela é bastante

Leia mais

O controle do solo sobre a estrutura da floresta e estoques de carbono na Amazônia Central

O controle do solo sobre a estrutura da floresta e estoques de carbono na Amazônia Central O controle do solo sobre a estrutura da floresta e estoques de carbono na Amazônia Central Demétrius Martins Flávio Luizão Let me bring you songs from the wood (Ian Anderson)) Carlos Alberto Quesada Ted

Leia mais

CAPÍTULO 13 OS CLIMAS DO E DO MUNDOBRASIL

CAPÍTULO 13 OS CLIMAS DO E DO MUNDOBRASIL CAPÍTULO 13 OS CLIMAS DO E DO MUNDOBRASIL 1.0. Clima no Mundo A grande diversidade verificada na conjugação dos fatores climáticos pela superfície do planeta dá origem a vários tipos de clima. Os principais

Leia mais

PRÁTICAS SILVICULTURAIS

PRÁTICAS SILVICULTURAIS CAPÍTULO 10 PRÁTICAS SILVICULTURAIS 94 Manual para Produção de Madeira na Amazônia APRESENTAÇÃO Um dos objetivos do manejo florestal é garantir a continuidade da produção madeireira através do estímulo

Leia mais

VARIAÇÃO ESPACIAL E TEMPORAL DA PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA NA BACIA DO RIO SOROCABA-SP

VARIAÇÃO ESPACIAL E TEMPORAL DA PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA NA BACIA DO RIO SOROCABA-SP VARIAÇÃO ESPACIAL E TEMPORAL DA PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA NA BACIA DO RIO SOROCABA-SP Manuel Enrique Gamero Guandique 1 ; Telma de Assis Silveira 2 ; Douglas dos Santos Silva 3 RESUMO Estudos sobre a

Leia mais

DINÂMICA DA BIOMASSA NA FLORESTA AMAZÔNICA PARA OS ANOS DE 1981 A 2001. 1Luciana C. S. Vieira,2Britaldo S.S.Filho,

DINÂMICA DA BIOMASSA NA FLORESTA AMAZÔNICA PARA OS ANOS DE 1981 A 2001. 1Luciana C. S. Vieira,2Britaldo S.S.Filho, DINÂMICA DA BIOMASSA NA FLORESTA AMAZÔNICA PARA OS ANOS DE 1981 A 2001. 1Luciana C. S. Vieira,2Britaldo S.S.Filho, 1Mestranda em Meteorologia Agrícola - Universidade Federal de Viçosa UFV email: luciana.sousa@ufv.br;

Leia mais

Biomas Brasileiros. 1. Bioma Floresta Amazônica. 2. Bioma Caatinga. 3. Bioma Cerrado. 4. Bioma Mata Atlântica. 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense

Biomas Brasileiros. 1. Bioma Floresta Amazônica. 2. Bioma Caatinga. 3. Bioma Cerrado. 4. Bioma Mata Atlântica. 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense Biomas Brasileiros 1. Bioma Floresta Amazônica 2. Bioma Caatinga 3. Bioma Cerrado 4. Bioma Mata Atlântica 5. Bioma Pantanal Mato- Grossense 6. Bioma Pampas BIOMAS BRASILEIROS BIOMA FLORESTA AMAZÔNICA

Leia mais

Visão geral e resumo no formato exigido pelo PNUD

Visão geral e resumo no formato exigido pelo PNUD Visão geral e resumo no formato exigido pelo PNUD I. O PROBLEMA DE DESENVOLVIMENTO E PROBLEMAS IMEDIATOS ENFOCADOS A conversão da floresta primária na Amazônia ameaça a biodiversidade e libera estoques

Leia mais

MONITORAMENTO E SIMULAÇÃO DO BALANÇO HÍDRICO EM CISTERNAS RURAIS NO SEMIÁRIDO PARAIBANO

MONITORAMENTO E SIMULAÇÃO DO BALANÇO HÍDRICO EM CISTERNAS RURAIS NO SEMIÁRIDO PARAIBANO MONITORAMENTO E SIMULAÇÃO DO BALANÇO HÍDRICO EM CISTERNAS RURAIS NO SEMIÁRIDO PARAIBANO Dennyele Alves Gama¹; Marília Silva Dantas¹; Rodolfo Luiz Bezerra Nóbrega¹ & Carlos de Oliveira Galvão¹ RESUMO Os

Leia mais

Variabilidade Temporal das Formigas e suas relações com a baixa Atmosfera na Flona de Caixuanã-pa

Variabilidade Temporal das Formigas e suas relações com a baixa Atmosfera na Flona de Caixuanã-pa Variabilidade Temporal das Formigas e suas relações com a baixa Atmosfera na Flona de Caixuanã-pa Sérgio Rodrigo Quadros dos Santos 1, Maria Isabel Vitorino² e Ana Y. Harada 3 Aluno de graduação em Meteorologia

Leia mais

CAPÍTULO 10 BALANÇO HÍDRICO SEGUNDO THORNTHWAITE E MATHER, 1955

CAPÍTULO 10 BALANÇO HÍDRICO SEGUNDO THORNTHWAITE E MATHER, 1955 CAPÍTULO 10 BALANÇO HÍDRICO SEGUNDO THORNTHWAITE E MATHER, 1955 1. Introdução A avaliação das condições de disponibilidade de água no espaço de solo ocupado pelas raízes das plantas fornece informações

Leia mais

Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer

Create PDF with GO2PDF for free, if you wish to remove this line, click here to buy Virtual PDF Printer AGRICULTURA E AQUECIMENTO GLOBAL Carlos Clemente Cerri Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA/USP) Fone: (19) 34294727 E-mail: cerri@cena.usp.br Carlos Eduardo P. Cerri Escola Superior de Agricultura

Leia mais

Clima e Formação Vegetal. O clima e seus fatores interferentes

Clima e Formação Vegetal. O clima e seus fatores interferentes Clima e Formação Vegetal O clima e seus fatores interferentes O aquecimento desigual da Terra A Circulação atmosférica global (transferência de calor, por ventos, entre as diferentes zonas térmicas do

Leia mais

Biomassa Epígea e Estoque de Carbono de Agroflorestas em Tomé-Açu, PA

Biomassa Epígea e Estoque de Carbono de Agroflorestas em Tomé-Açu, PA Biomassa Epígea e Estoque de Carbono de Agroflorestas em Tomé-Açu, PA Aboveground Biomass and the Carbon Storage the Agroforestry in the Tomé-Açu, PA Bolfe, Edson Luis. Embrapa/CPATC - Unicamp/IG, bolfe@cpatc.embrapa.br;

Leia mais

Clima e mudanças climáticas na Amazônia

Clima e mudanças climáticas na Amazônia Diligência Pública ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO AMAZONAS Manaus-AM, 18 de maio de 2009 Comissão Mista de Mudanças Climáticas Clima e mudanças climáticas na Amazônia Antonio Ocimar Manzi manzi@inpa.gov.br

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO DOS FLUXOS DE ENERGIA NOS ECOSSISTEMAS DE FLORESTA TROPICAL, FLORESTA DE TRANSIÇÃO E PASTAGEM PELO MODELO DE BIOSFERA TERRESTRE IBIS

CARACTERIZAÇÃO DOS FLUXOS DE ENERGIA NOS ECOSSISTEMAS DE FLORESTA TROPICAL, FLORESTA DE TRANSIÇÃO E PASTAGEM PELO MODELO DE BIOSFERA TERRESTRE IBIS CARACTERIZAÇÃO DOS FLUXOS DE ENERGIA NOS ECOSSISTEMAS DE FLORESTA TROPICAL, FLORESTA DE TRANSIÇÃO E PASTAGEM PELO MODELO DE BIOSFERA TERRESTRE IBIS CHARACTERIZATION OF ENERGY FLUX IN TROPICAL FOREST, TRANSITION

Leia mais

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia

de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia Anais do I Seminário Internacional de Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia FENOLOGIA DE UMA COMUNIDADE ARBÓREA NA AMAZÔNIA CENTRAL COMO FERRAMENTA PARA CONSERVAÇÃO Suiane Claro Saraiva;

Leia mais

Fenômenos e mudanças climáticos

Fenômenos e mudanças climáticos Fenômenos e mudanças climáticos A maioria dos fenômenos climáticos acontecem na TROPOSFERA. Camada inferior da atmosfera que vai do nível do mar até cerca de 10 a 15 quilômetros de altitude. Nuvens, poluição,

Leia mais

MÉTODOS DE ESTIMATIVA DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL NA RESERVA FLORESTAL DE CAXIUANÃ, MELGAÇO PA

MÉTODOS DE ESTIMATIVA DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL NA RESERVA FLORESTAL DE CAXIUANÃ, MELGAÇO PA MÉTODOS DE ESTIMATIVA DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO POTENCIAL NA RESERVA FLORESTAL DE CAXIUANÃ, MELGAÇO PA ALEXANDRA L. TAVARES 1, ANTONIO C. L. DA COSTA 2, MONIK F. DE ALBUQUERQUE 3, MARIA C. F. DE OLIVEIRA 4,

Leia mais

RESUMO. Estatísticas do Desmatamento. Amazônia Legal. Sanae Hayashi; Carlos Souza Jr.; Márcio Sales & Adalberto Veríssimo (Imazon)

RESUMO. Estatísticas do Desmatamento. Amazônia Legal. Sanae Hayashi; Carlos Souza Jr.; Márcio Sales & Adalberto Veríssimo (Imazon) Janeiro de 2012 Sanae Hayashi; Carlos Souza Jr.; Márcio Sales & Adalberto Veríssimo (Imazon) RESUMO Em janeiro de 2012, a grande maioria As florestas degradadas na (88%) da área florestal da estava somaram

Leia mais

COMPARAÇÃO ENTRE A TEMPERATURA DA ÁREA URBANA E DA ÁREA RURAL DO MUNICÍPIO DE VIGIA

COMPARAÇÃO ENTRE A TEMPERATURA DA ÁREA URBANA E DA ÁREA RURAL DO MUNICÍPIO DE VIGIA COMPARAÇÃO ENTRE A TEMPERATURA DA ÁREA URBANA E DA ÁREA RURAL DO MUNICÍPIO DE VIGIA Andressa Garcia Lima 1, Dra. Maria Aurora Santos da Mota 2 1 Graduada em Meteorologia- UFPA, Belém-PA, Bra. andressinhagl@yahoo.com.br.

Leia mais

INVENTÁRIO FLORESTAL (Floresta Plantada) Propriedade: Fazenda Alto Limoeiro 4 Timóteo - MG

INVENTÁRIO FLORESTAL (Floresta Plantada) Propriedade: Fazenda Alto Limoeiro 4 Timóteo - MG INVENTÁRIO FLORESTAL (Floresta Plantada) Propriedade: Fazenda Alto Limoeiro 4 Timóteo - MG Julho / 2008 INVENTÁRIO FLORESTAL 1 ) INFORMAÇÕES GERAIS 1.1 IDENTIFICAÇÃO DA PROPRIEDADE Denominação: Fazenda

Leia mais

Universidade Federal do Piauí Mestrado em Agronomia Clima e Agricultura. Umidade do ar. Francisco Edinaldo Pinto Mousinho

Universidade Federal do Piauí Mestrado em Agronomia Clima e Agricultura. Umidade do ar. Francisco Edinaldo Pinto Mousinho Universidade Federal do Piauí Mestrado em Agronomia Clima e Agricultura Umidade do ar Francisco Edinaldo Pinto Mousinho Teresina, março-2010 Umidade do ar A água é a única substância que ocorre nas três

Leia mais

MATERIAIS E METODOLOGIA

MATERIAIS E METODOLOGIA QUANTIFICAÇÃO DA PRECIPITAÇÃO E A RELAÇÃO COM A PRESSÃO ATMOSFÉRICA EM UMA ÁREA DE CULTIVO DE MANGA NO MUNICÍPIO DE CUIARANA-PA SILVA, F. M. 1 ; TORRES, C.S.C. 2 ; SOUSA, A. M. L. 3 ; NUNES, H. G. G. C.

Leia mais

ESTIMATIVA DA RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL EM SERRA NEGRA DO NORTE/RN

ESTIMATIVA DA RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL EM SERRA NEGRA DO NORTE/RN ESTIMATIVA DA RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL EM SERRA NEGRA DO NORTE/RN Carlos Magno de Souza Barbosa 1, Arthur Mattos & Antônio Marozzi Righetto 3 RESUMO - O presente trabalho teve como objetivo a determinação

Leia mais

SINAIS DE LA NIÑA NA PRECIPITAÇÃO DA AMAZÔNIA. Alice M. Grimm (1); Paulo Zaratini; José Marengo

SINAIS DE LA NIÑA NA PRECIPITAÇÃO DA AMAZÔNIA. Alice M. Grimm (1); Paulo Zaratini; José Marengo SINAIS DE LA NIÑA NA PRECIPITAÇÃO DA AMAZÔNIA Alice M. Grimm (1); Paulo Zaratini; José Marengo (1) Grupo de Meteorologia - Universidade Federal do Paraná Depto de Física Caixa Postal 19081 CEP 81531-990

Leia mais

Avaliação de Danos Utilizando Técnica de Estatística Multivariada na Floresta

Avaliação de Danos Utilizando Técnica de Estatística Multivariada na Floresta Avaliação de Danos Utilizando Técnica de Estatística Multivariada na Floresta RESUMO Estadual do Antimary Cristiano Corrêa da Silva 1 Altemir da Silva Braga 2 A Avaliação de Danos deve ser parte integrante

Leia mais

ATUALIZAÇÃO DO MÉTODO DAS ISOZONAS PARA A REGIÃO AMAZÔNICA. Simei Héber Nunes Pontes - IC Iria Vendrame Fernandes - PQ

ATUALIZAÇÃO DO MÉTODO DAS ISOZONAS PARA A REGIÃO AMAZÔNICA. Simei Héber Nunes Pontes - IC Iria Vendrame Fernandes - PQ ATUALIZAÇÃO DO MÉTODO DAS ISOZONAS PARA A REGIÃO AMAZÔNICA Simei Héber Nunes Pontes - IC Iria Vendrame Fernandes - PQ RESUMO A partir de séries históricas de chuvas horárias e de 24 horas para um grupo

Leia mais

Análise da variação da camada de ozônio sobre o território brasileiro e seu impacto sobre os níveis de radiação ultravioleta

Análise da variação da camada de ozônio sobre o território brasileiro e seu impacto sobre os níveis de radiação ultravioleta Análise da variação da camada de ozônio sobre o território brasileiro e seu impacto sobre os níveis de radiação ultravioleta Gabriela Junqueira da Silva¹, Marcelo de Paula Corrêa¹, Ana Paula Figueiredo¹

Leia mais

Radiação solar disponível

Radiação solar disponível Universidade do Vale do Rio dos Sinos UNISINOS Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica Radiação solar disponível 2 º. semestre, 2015 Radiação solar disponível na superfície terrestre: Medidas

Leia mais

Sazonalidade da temperatura do ar e radiação solar global em cidades de diferentes portes na Amazônia Brasileira.

Sazonalidade da temperatura do ar e radiação solar global em cidades de diferentes portes na Amazônia Brasileira. Sazonalidade da temperatura do ar e radiação solar global em cidades de diferentes portes na Amazônia Brasileira. Ingrid Monteiro Peixoto de Souza 1, Antonio Carlos Lôla da Costa 1, João de Athaydes Silva

Leia mais

VARIAÇÃO CLIMÁTICA EM GILBUÉS-PI, BRASIL EM ATUAÇÃO AO ARMAZENAMENTO DE ÁGUA PLUVIAIS

VARIAÇÃO CLIMÁTICA EM GILBUÉS-PI, BRASIL EM ATUAÇÃO AO ARMAZENAMENTO DE ÁGUA PLUVIAIS VARIAÇÃO CLIMÁTICA EM GILBUÉS-PI, BRASIL EM ATUAÇÃO AO ARMAZENAMENTO DE ÁGUA PLUVIAIS Raimundo Mainar de Medeiros 1, Paulo Roberto Megna Francisco 2, Roseane Cristina Silva Oliveira 3, Manoel Francisco

Leia mais

Corte seletivo e fogo fazem Floresta Amazônica perder 54 milhões de toneladas de carbono por ano

Corte seletivo e fogo fazem Floresta Amazônica perder 54 milhões de toneladas de carbono por ano Corte seletivo e fogo fazem Floresta Amazônica perder 54 milhões de toneladas de carbono por ano Perda equivale a 40% da produzida pelo desmatamento total. Pesquisa cruzou dados de satélites e de pesquisas

Leia mais

Precipitação. Umidade do ar. Vapor d água na atmosfera. Condensação na atmosfera. Resfriamento do ar úmido

Precipitação. Umidade do ar. Vapor d água na atmosfera. Condensação na atmosfera. Resfriamento do ar úmido Composição e estrutura vertical da atmosfera Precipitação Composição (em volume) Nitrogênio ~78% Oxigênio ~2 Argônio ~ CO 2 ~,3 Outros traços Vapor dágua de a 4% Prof. Dr. Silvio F. Barros Ferraz Depto.

Leia mais

ANÁLISE MULTITEMPORAL DO PADRÃO DE CHUVAS NA ZONA OESTE DO RIO DE JANEIRO NO ÂMBITO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

ANÁLISE MULTITEMPORAL DO PADRÃO DE CHUVAS NA ZONA OESTE DO RIO DE JANEIRO NO ÂMBITO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS ANÁLISE MULTITEMPORAL DO PADRÃO DE CHUVAS NA ZONA OESTE DO RIO DE JANEIRO NO ÂMBITO DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS ALMEIDA, Paula Maria Moura de (Orientadora) 1 KOVAC, Marcel da Silva 2 Palavras-chave: Precipitação.

Leia mais

Climatologia GEOGRAFIA DAVI PAULINO

Climatologia GEOGRAFIA DAVI PAULINO Climatologia GEOGRAFIA DAVI PAULINO Efeito no clima sobre fatores socioeconômicos Agricultura População Diversidade global de climas Motivação! O Clima Fenômeno da atmosfera em si: chuvas, descargas elétricas,

Leia mais

Biomas Brasileiros I. Floresta Amazônica Caatinga Cerrado. Mata Atlântica Pantanal Campos Sulinos ou Pampas Gaúchos

Biomas Brasileiros I. Floresta Amazônica Caatinga Cerrado. Mata Atlântica Pantanal Campos Sulinos ou Pampas Gaúchos Biomas Brasileiros I Floresta Amazônica Caatinga Cerrado Mata Atlântica Pantanal Campos Sulinos ou Pampas Gaúchos Floresta Amazônica Localizada na região norte e parte das regiões centro-oeste e nordeste;

Leia mais

Heron Martins, Antônio Victor; Carlos Souza Jr.;Márcio Sales & Adalberto Veríssimo (Imazon) RESUMO

Heron Martins, Antônio Victor; Carlos Souza Jr.;Márcio Sales & Adalberto Veríssimo (Imazon) RESUMO Heron Martins, Antônio Victor; Carlos Souza Jr.;Márcio Sales & Adalberto Veríssimo (Imazon) RESUMO Em junho de 212, o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) detectou 34,5 quilômetros quadrados de desmatamento

Leia mais

Carbon stocks and changes across a network of Atlantic Forest plots. Simone Vieira (NEPAM/UNICAMP, Brazil)

Carbon stocks and changes across a network of Atlantic Forest plots. Simone Vieira (NEPAM/UNICAMP, Brazil) Carbon stocks and changes across a network of Atlantic Forest plots Simone Vieira (NEPAM/UNICAMP, Brazil) Forest cover South America the greatest concentration of tropical forests in the world Amazonian

Leia mais

Relação entre variáveis de fertilidade do solo e o tipo de vegetação no Estado de São Paulo, utilizando técnicas de geoestatística e SIG.

Relação entre variáveis de fertilidade do solo e o tipo de vegetação no Estado de São Paulo, utilizando técnicas de geoestatística e SIG. Relação entre variáveis de fertilidade do solo e o tipo de vegetação no Estado de São Paulo, utilizando técnicas de geoestatística e SIG. Tiago Brochado Pires Introdução: Estudos voltados para a interpretação

Leia mais

Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA

Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA Atividade de Ciências 5º ano Nome: ATIVIDADES DE ESTUDO Complete com as principais características de cada bioma: MATA ATLÂNTICA FLORESTA AMAZÔNICA FLORESTA ARAUCÁRIA MANGUEZAL PANTANAL CAATINGA CERRADO

Leia mais

Rede Amazônia Sustentável. Pesquisas sobre vegetação

Rede Amazônia Sustentável. Pesquisas sobre vegetação Rede Amazônia Sustentável Pesquisas sobre vegetação > Quem somos A Rede Amazônia Sustentável (RAS) é formada por mais de 30 instituições de pesquisa e universidades que, em parceria com a sociedade civil,

Leia mais

Euler Melo Nogueira a*, Philip Martin Fearnside a, Bruce Walker Nelson a, Reinaldo Imbrozio Barbosa a, Edwin Willem Hermanus Keizer b.

Euler Melo Nogueira a*, Philip Martin Fearnside a, Bruce Walker Nelson a, Reinaldo Imbrozio Barbosa a, Edwin Willem Hermanus Keizer b. Estimativas de biomassa florestal na Amazônica brasileira: Novas equações alométricas e ajustes para biomassa obtida a partir de inventários de volume de madeira 1 Euler Melo Nogueira a*, Philip Martin

Leia mais

Figura 18. Distâncias das estações em relação ao Inmet e Mapa hipsmétrico

Figura 18. Distâncias das estações em relação ao Inmet e Mapa hipsmétrico 44 Figura 18. Distâncias das estações em relação ao Inmet e Mapa hipsmétrico A Figura 18 servirá de subsídios às análises que se seguem, pois revela importantes informações quanto ao comportamento das

Leia mais

Comparação entre Variáveis Meteorológicas das Cidades de Fortaleza (CE) e Patos (PB)

Comparação entre Variáveis Meteorológicas das Cidades de Fortaleza (CE) e Patos (PB) Comparação entre Variáveis Meteorológicas das Cidades de Fortaleza (CE) e Patos (PB) F. D. A. Lima 1, C. H. C. da Silva 2, J. R. Bezerra³, I. J. M. Moura 4, D. F. dos Santos 4, F. G. M. Pinheiro 5, C.

Leia mais

AMAZALERT Newsletter. Editorial. Workshop AMAZALERT sobre Limiares da Amazonia, Pontos de não retorno e Sistema de Alerta Precoce

AMAZALERT Newsletter. Editorial. Workshop AMAZALERT sobre Limiares da Amazonia, Pontos de não retorno e Sistema de Alerta Precoce AMAZALERT Newsletter Um projeto de pesquisa sobre mudança climática e mudança de usos da terra na Amazônia Julho 2013 2ª Edição AMAZALERT www.eu.amazalert.org Editorial AMAZALERT cresce lentamente: Sub

Leia mais

E C O L O G I A. Incluindo todos os organismos e todos os processos funcionais que a tornam habitável

E C O L O G I A. Incluindo todos os organismos e todos os processos funcionais que a tornam habitável E C O L O G I A Deriva do grego oikos, com sentido de casa e logos com sentido de estudo Portanto, trata-se do estudo do ambiente da casa Incluindo todos os organismos e todos os processos funcionais que

Leia mais

MONITORAMENTO HIDROLÓGICO

MONITORAMENTO HIDROLÓGICO MONITORAMENTO HIDROLÓGICO 2012 Boletim n o 18 18/05/2012 Boletim de acompanhamento - 2012 1. Figura 1: Mapa de estações estratégicas 2. Comportamento das Estações monitoradas De acordo com as tabelas I

Leia mais

Seasonal variations in the evapotranspiration of a transitional tropical forest of Mato Grosso, Brazil

Seasonal variations in the evapotranspiration of a transitional tropical forest of Mato Grosso, Brazil Seasonal variations in the evapotranspiration of a transitional tropical forest of Mato Grosso, Brazil www.caliandradocerrado.com.br Vourlitis, G. L.; Priante Filho N.; Hayashi M. M. S.; Nogueira J. S.;

Leia mais

Protocolo para coleta de amostras de solo destinadas ao monitoramento de mudanças nos estoques de carbono nos solos da Amazônia

Protocolo para coleta de amostras de solo destinadas ao monitoramento de mudanças nos estoques de carbono nos solos da Amazônia Protocolo para coleta de amostras de solo destinadas ao monitoramento de mudanças nos estoques de carbono nos solos da Amazônia Objetivo Determinar os estoques de carbono no solo, com alta precisão até

Leia mais

Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires

Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires Colégio Policial Militar Feliciano Nunes Pires Professor: Josiane Vill Disciplina: Geografia Série: 1ª Ano Tema da aula: Dinâmica Climática e Formações Vegetais no Brasil Objetivo da aula: conhecer a diversidade

Leia mais

Secas Extremas e Mudanças Climáticas: Mudanças Climáticas e os Impactos na Região Sudeste do Brasil

Secas Extremas e Mudanças Climáticas: Mudanças Climáticas e os Impactos na Região Sudeste do Brasil Secas Extremas e Mudanças Climáticas: Mudanças Climáticas e os Impactos na Região Sudeste do Brasil Jose A. Marengo CEMADEN jose.marengo@cemaden.gov.br IPCC WG1, Chapter 3 (2013) Mudancas observadas na

Leia mais

3 ASPECTOS GERAIS DA ÁREA ESTUDADA

3 ASPECTOS GERAIS DA ÁREA ESTUDADA 3 ASPECTOS GERAIS DA ÁREA ESTUDADA 3.1. Localização O aproveitamento Hidrelétrico de Itumbiara, com potência instalada de 2080 MW, situa-se no rio Paranaíba, na divisa dos estados de Minas Gerais e Goiás,

Leia mais

LIGAÇÃO ENTRE O EL NIÑO E POSSÍVEIS PROCESSOS DE DESERTIFICAÇÃO NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE

LIGAÇÃO ENTRE O EL NIÑO E POSSÍVEIS PROCESSOS DE DESERTIFICAÇÃO NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE LIGAÇÃO ENTRE O EL NIÑO E POSSÍVEIS PROCESSOS DE DESERTIFICAÇÃO NO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE José Ivaldo Barbosa de Brito (1); Ioneide Alves de Souza; José Oribe Rocha Aragão (1) Departamento de Ciências

Leia mais

CLASSIFICAÇÃO E INDÍCIO DE MUDANÇA CLIMÁTICA EM VASSOURAS - RJ

CLASSIFICAÇÃO E INDÍCIO DE MUDANÇA CLIMÁTICA EM VASSOURAS - RJ CLASSIFICAÇÃO E INDÍCIO DE MUDANÇA CLIMÁTICA EM VASSOURAS - RJ Gisele dos Santos Alves (1); Célia Maria Paiva; Mônica Carneiro Alves Xavier (1) Aluna do curso de graduação em Meteorologia - UFRJ e-mail:

Leia mais

O que é preciso para desenvolver uma experiência global sobre florestas e mudanças climáticas?

O que é preciso para desenvolver uma experiência global sobre florestas e mudanças climáticas? O que é preciso para desenvolver uma experiência global sobre florestas e mudançasclimáticas? Entrevista com o Dr. Stuart Davies, Diretor do CentrodeCiênciasFlorestaisdoTrópico Em2007,oBancoHSBCdoou100milhõesde

Leia mais

AULA 4 FLORESTAS. O desmatamento

AULA 4 FLORESTAS. O desmatamento AULA 4 FLORESTAS As florestas cobriam metade da superfície da Terra antes dos seres humanos começarem a plantar. Hoje, metade das florestas da época em que recebemos os visitantes do Planeta Uno não existem

Leia mais

Variação Temporal de Elementos Meteorológicos no Município de Pesqueira-PE

Variação Temporal de Elementos Meteorológicos no Município de Pesqueira-PE Variação Temporal de Elementos Meteorológicos no Município de Pesqueira-PE Diogo Francisco Borba Rodrigues¹; Abelardo Antônio de Assunção Montenegro²; Tatiana Patrícia Nascimento da Silva³ & Ana Paula

Leia mais

reverse speed, results that it showed an increase of precipitations in the rainy

reverse speed, results that it showed an increase of precipitations in the rainy ANÁLISE HISTÓRICA DA SÉRIE DE PRECIPITAÇÃO (1931-2010) E O BALANÇO HÍDRICO DE MACEIÓ AL: CICLO HIDROLÓGICO E MUDANÇAS CLIMÁTICAS. Expedito R. G. Rebello¹; Nadir Dantas de Sales². RESUMO Este trabalho tem

Leia mais

A ARBORIZAÇÃO DO CAMPUS DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

A ARBORIZAÇÃO DO CAMPUS DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA A ARBORIZAÇÃO DO CAMPUS DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA Diogo Luis Kurihara Universidade de Brasília - Departamento de Engenharia Florestal José Imaña-Encinas Universidade de Brasília - Departamento de Engenharia

Leia mais

NORMA DE EXECUÇÃO N.º 2, DE 26 DE ABRIL DE 2007

NORMA DE EXECUÇÃO N.º 2, DE 26 DE ABRIL DE 2007 INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS DIRETORIA DE FLORESTAS NORMA DE EXECUÇÃO N.º 2, DE 26 DE ABRIL DE 2007 Institui, no âmbito desta Autarquia, o Manual Simplificado

Leia mais

Região Norte e Amazônia não são sinônimos

Região Norte e Amazônia não são sinônimos REGIÃO NORTE Região Norte e Amazônia não são sinônimos Não existe uma Amazônia, e, sim, várias. Amazônia Internacional: região natural coberta pela floresta Amazônica, que se estende por alguns países

Leia mais

Características microclimáticas em área de clareira na Amazônica

Características microclimáticas em área de clareira na Amazônica Características microclimáticas em área de clareira na Amazônica José P.R.Costa 1 ; Ana Alice S. Fernandes 2 ; Suzyanne N. Bandeira 2 1 Prof. Dr.Universidade Federal do Pará, jpaulo@ufpa.br; meteorologia

Leia mais

MODELAGEM DE TROCA LÍQUIDA DE CARBONO NO ECOSSISTEMA PELO SOFTWARE SITE EM FLORESTA DE TRANSIÇÃO AMAZÔNIA CERRADO

MODELAGEM DE TROCA LÍQUIDA DE CARBONO NO ECOSSISTEMA PELO SOFTWARE SITE EM FLORESTA DE TRANSIÇÃO AMAZÔNIA CERRADO MODELAGEM DE TROCA LÍQUIDA DE CARBONO NO ECOSSISTEMA PELO SOFTWARE SITE EM FLORESTA DE TRANSIÇÃO AMAZÔNIA CERRADO PINHEIRO, M. 1 ; VILANI, M. T. 2 ; ALVES, L. S. 3 ; ANDRADE, N. L. R. 4 ; ALVES, M. C.

Leia mais

1.2.1.Nome: Narcizo Lievore 1.2.2.Endereço: Rua 143, nº. 167, Bairro Eldorado, Timóteo-MG. CEP: 35.181-210.

1.2.1.Nome: Narcizo Lievore 1.2.2.Endereço: Rua 143, nº. 167, Bairro Eldorado, Timóteo-MG. CEP: 35.181-210. ANÁLISE QUANTITATIVA DA VEGETAÇÃO ARBÓREA DE UM REMANESCENTE DE FLORESTA ESTACIONAL SEMIDECÍDUA NA FAZENDA ARATACA TIMÓTEO/MG 1 - Informações Gerais 1.1 - Identificação da Propriedade 1.1.1 Denominação:

Leia mais

RESOLUÇÕES E COMENTÁRIOS DAS

RESOLUÇÕES E COMENTÁRIOS DAS 1 RESOLUÇÕES E COMENTÁRIOS DAS QUESTÕES ( ) I Unidade ( ) II Unidade ( x ) III Unidade FÍSICA E GEOGRAFIA Curso: Ensino Fundamental Ano: 1.º Turma: ABCDEFG Data: / / 11 009 Física Profs. 1. Resolução I

Leia mais

característica dos dados, cálculos, incertezas e sistema de monitoramento Ane Alencar

característica dos dados, cálculos, incertezas e sistema de monitoramento Ane Alencar Carbono florestal nos estados da Amazônia Brasileira: característica dos dados, cálculos, incertezas e sistema de monitoramento Ane Alencar Conteúdo O que é o carbono? Como podemos medir? Quais os tipos

Leia mais

RESUMO. Estatísticas do Desmatamento. Amazônia Legal. Sanae Hayashi; Carlos Souza Jr.; Márcio Sales & Adalberto Veríssimo (Imazon)

RESUMO. Estatísticas do Desmatamento. Amazônia Legal. Sanae Hayashi; Carlos Souza Jr.; Márcio Sales & Adalberto Veríssimo (Imazon) Sanae Hayashi; Carlos Souza Jr.; Márcio Sales & Adalberto Veríssimo (Imazon) RESUMO Em junho de 2011, o SAD detectou 99 quilômetros quadrados de desmatamento na. Isso representou uma redução de 42% em

Leia mais

Climatologia. humanos, visto que diversas de suas atividades

Climatologia. humanos, visto que diversas de suas atividades Climatologia É uma parte da que estuda o tempo e o clima cientificamente, utilizando principalmente técnicas estatísticas na obtenção de padrões. É uma ciência de grande importância para os seres humanos,

Leia mais

Euler Melo Nogueira a, *, Philip Martin Fearnside b, Bruce Walker Nelson b, Mabiane Batista França a

Euler Melo Nogueira a, *, Philip Martin Fearnside b, Bruce Walker Nelson b, Mabiane Batista França a Densidade de madeira em florestas do arco do desmatamento : Implicações para biomassa e fluxo de carbono a partir de mudança de uso da terra na Amazônia brasileira 1 Euler Melo Nogueira a, *, Philip Martin

Leia mais

VALORES DE INSOLAÇÃO, MEDIDOS EM RIO BRANCO - AC, COMO CONTRIBUIÇÃO PARA O ATLAS SOLARIMÉTRICO DA AMAZÔNIA

VALORES DE INSOLAÇÃO, MEDIDOS EM RIO BRANCO - AC, COMO CONTRIBUIÇÃO PARA O ATLAS SOLARIMÉTRICO DA AMAZÔNIA VALORES DE INSOLAÇÃO, MEDIDOS EM RIO BRANCO - AC, COMO CONTRIBUIÇÃO PARA O ATLAS SOLARIMÉTRICO DA AMAZÔNIA 1 Alejandro Fonseca Duarte, 2 Francisco E. Alves dos Santos, 3 Eduardo E. Vieira Guedes, 4 Abdom

Leia mais

QUESTÕES DE CARACTERIZAÇÃO E ANÁLISE AMBIENTAL. O 2(g) O 2(aq)

QUESTÕES DE CARACTERIZAÇÃO E ANÁLISE AMBIENTAL. O 2(g) O 2(aq) QUESTÕES DE CARACTERIZAÇÃO E ANÁLISE AMBIENTAL Questão 01 O agente oxidante mais importante em águas naturais é, sem a menor dúvida, o oxigênio molecular dissolvido, O 2. O equilíbrio entre o oxigênio

Leia mais

ANÁLISE DA PRECIPITAÇÃO NO MUNICÍPIO DE SÃO JOÃO DEL REI (MG)

ANÁLISE DA PRECIPITAÇÃO NO MUNICÍPIO DE SÃO JOÃO DEL REI (MG) ANÁLISE DA PRECIPITAÇÃO NO MUNICÍPIO DE SÃO JOÃO DEL REI (MG) Alan Cássio Campos 1 Julio Cezar Costa 1 Gabriel Pereira 1 E-mail: allancassiio@hotmail.com; juliocezar188@hotmail.com pereira@ufsj.edu.br

Leia mais

: Transforme seu plantio em um fundo de investimento ativo. The single source for Forest Resource Management

: Transforme seu plantio em um fundo de investimento ativo. The single source for Forest Resource Management : Transforme seu plantio em um fundo de investimento ativo The single source for Forest Resource Management 2 Tecnologia laser aerotransportada LiDAR LiDAR é um sistema ativo de sensoriamento remoto, originalmente

Leia mais

EVOLUÇÃO DOS CAUDAIS EXTREMOS EM CURSOS DE ÁGUA DO INTERIOR CENTRO E NORTE DE PORTUGAL ADÉLIA NUNES

EVOLUÇÃO DOS CAUDAIS EXTREMOS EM CURSOS DE ÁGUA DO INTERIOR CENTRO E NORTE DE PORTUGAL ADÉLIA NUNES EVOLUÇÃO DOS CAUDAIS EXTREMOS EM CURSOS DE ÁGUA DO INTERIOR CENTRO E NORTE DE PORTUGAL ADÉLIA NUNES Departamento de Geografia Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra, Largo da Porta Férrea 3004-530

Leia mais

INFLUÊNCIA DO OCEANO PACÍFICO NA PRECIPITAÇÃO DA AMAZÔNIA OCIDENTAL

INFLUÊNCIA DO OCEANO PACÍFICO NA PRECIPITAÇÃO DA AMAZÔNIA OCIDENTAL INFLUÊNCIA DO OCEANO PACÍFICO NA PRECIPITAÇÃO DA AMAZÔNIA OCIDENTAL Correia, D.C. (1) ; Medeiros, R.M. (2) ; Oliveira, V.G. (3) ; Correia, D. S. (4) ; Brito, J.I.B. (5) dariscorreia@gmail.com (1) Mestranda

Leia mais

ANÁLISE DA TEMPERATURA E UMIDADE DO AR EM ÁREA DE MANGUEZAL NA REGIÃO BRAGANTINA-PA

ANÁLISE DA TEMPERATURA E UMIDADE DO AR EM ÁREA DE MANGUEZAL NA REGIÃO BRAGANTINA-PA ANÁLISE DA TEMPERATURA E UMIDADE DO AR EM ÁREA DE MANGUEZAL NA REGIÃO BRAGANTINA-PA Vanda Maria Sales de Andrade Antônio Carlos Lôla da Costa Universidade Federal do Pará Rua Augusto Corrêa nº 01, Bairro

Leia mais

CLASSIFICAÇÃO E INDÍCIO DE MUDANÇA CLIMÁTICA EM ITAPERUNA - RJ

CLASSIFICAÇÃO E INDÍCIO DE MUDANÇA CLIMÁTICA EM ITAPERUNA - RJ CLASSIFICAÇÃO E INDÍCIO DE MUDANÇA CLIMÁTICA EM ITAPERUNA - RJ Mônica Carneiro Alves Xavier (1); Célia Maria Paiva; Gisele dos Santos Alves (1) Aluna do curso de graduação em Meteorologia - UFRJ e-mail:

Leia mais

VARIABILIDADE E INTENSIDADE DAS CHUVAS EM BELÉM-PA

VARIABILIDADE E INTENSIDADE DAS CHUVAS EM BELÉM-PA VARIABILIDADE E INTENSIDADE DAS CHUVAS EM BELÉM-PA ALAILSON V. SANTIAGO 1, VICTOR C. RIBEIRO 2, JOSÉ F. COSTA 3, NILZA A. PACHECO 4 1 Meteorologista, Dr., Pesquisador, Embrapa Amazônia Oriental (CPATU),

Leia mais

Aula3 RADIAÇÃO E TRANSMISSÃO DE CALOR. Josefa Eliane Santana de Siqueira Pinto

Aula3 RADIAÇÃO E TRANSMISSÃO DE CALOR. Josefa Eliane Santana de Siqueira Pinto Aula3 RADIAÇÃO E TRANSMISSÃO DE CALOR META Apresentar alguns fenômenos radioativos como fontes de energia do sistema atmosférico e as formas de transmissão de calor, para que o aluno compreenda a instabilidade

Leia mais

Tema Conservação da Biodiversidade Painel: Mercedes Maria da Cunha Bustamante, UnB

Tema Conservação da Biodiversidade Painel: Mercedes Maria da Cunha Bustamante, UnB Tema Conservação da Biodiversidade Painel: Mercedes Maria da Cunha Bustamante, UnB Cerrado: Mudança Climática e Biodiversidade Prof. Mercedes Bustamante Departamento de Ecologia Universidade de Brasília

Leia mais

VARIAÇÃO TEMPORAL DAS ONDAS DE CALOR NA CIDADE DE PELOTAS-RS

VARIAÇÃO TEMPORAL DAS ONDAS DE CALOR NA CIDADE DE PELOTAS-RS Abstract: VARIAÇÃO TEMPORAL DAS ONDAS DE CALOR NA CIDADE DE PELOTAS-RS Bruno Zanetti Ribeiro 1 André Becker Nunes² 1 Faculdade de Meteorologia, Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Campus Universitário

Leia mais

Figura 1: Bosque de Casal do Rei, alguns meses após o incêndio que ocorreu no Verão de 2005.

Figura 1: Bosque de Casal do Rei, alguns meses após o incêndio que ocorreu no Verão de 2005. Estudo da vegetação 1. Introdução A intensa actividade humana desenvolvida na região Centro ao longo dos últimos milénios conduziu ao desaparecimento gradual de extensas áreas de floresta autóctone, que

Leia mais

DISTRIBUIÇÃO DOS VALORES MÉDIOS ANUAIS DA RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL, PARA A CIDADE DE PELOTAS/RS

DISTRIBUIÇÃO DOS VALORES MÉDIOS ANUAIS DA RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL, PARA A CIDADE DE PELOTAS/RS DISTRIBUIÇÃO DOS VALORES MÉDIOS ANUAIS DA RADIAÇÃO SOLAR GLOBAL, PARA A CIDADE DE PELOTAS/RS VIRGINIA PICCININI SILVEIRA e-mail : virginia@ufpel.tche.br CLAUDIA GUIMARÃES CAMARGO e-mail : camargo@ufpel.tche.br

Leia mais

Processos Hidrológicos CST 318 / SER 456. Tema 1 Introdução ANO 2015

Processos Hidrológicos CST 318 / SER 456. Tema 1 Introdução ANO 2015 Processos Hidrológicos CST 318 / SER 456 Tema 1 Introdução ANO 2015 Camilo Daleles Rennó Laura De Simone Borma http://www.dpi.inpe.br/~camilo/prochidr/ Aulas 1 Introdução - Camilo 2 Precipitação/Interceptação

Leia mais

RELATÓRIO FINAL. AVALIAÇÃO DO PRODUTO CELLERON-SEEDS e CELLERON-FOLHA NA CULTURA DO MILHO CULTIVADO EM SEGUNDA SAFRA

RELATÓRIO FINAL. AVALIAÇÃO DO PRODUTO CELLERON-SEEDS e CELLERON-FOLHA NA CULTURA DO MILHO CULTIVADO EM SEGUNDA SAFRA RELATÓRIO FINAL AVALIAÇÃO DO PRODUTO CELLERON-SEEDS e CELLERON-FOLHA NA CULTURA DO MILHO CULTIVADO EM SEGUNDA SAFRA Empresa solicitante: FOLLY FERTIL Técnicos responsáveis: Fabio Kempim Pittelkow¹ Rodrigo

Leia mais

01- O que é tempo atmosférico? R.: 02- O que é clima? R.:

01- O que é tempo atmosférico? R.: 02- O que é clima? R.: PROFESSOR: EQUIPE DE GEOGRAFIA BANCO DE QUESTÕES - GEOGRAFIA - 6º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL ============================================================================================= TEMPO ATMOSFÉRICO

Leia mais

FLORESTAS PLANTADAS E CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE NO BRASIL

FLORESTAS PLANTADAS E CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE NO BRASIL FLORESTAS PLANTADAS E CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE NO BRASIL Uma posição institucional conjunta de: Instituto de Pesquisas e Estudos Florestais Sociedade Brasileira de Silvicultura Departamento de Ciências

Leia mais

César Piccirelli Santos Plinio Barbosa de Camargo

César Piccirelli Santos Plinio Barbosa de Camargo UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Centro de Energia Nuclear na Agricultura Programa de Pós Graduação Interunidades em Ecologia César Piccirelli Santos Plinio Barbosa de Camargo Objetivos Avaliar a qualidade da

Leia mais

Ambiente & Água - An Interdisciplinary Journal of Applied Science ISSN: 1980-993X ambi-agua@agro.unitau.br Universidade de Taubaté Brasil

Ambiente & Água - An Interdisciplinary Journal of Applied Science ISSN: 1980-993X ambi-agua@agro.unitau.br Universidade de Taubaté Brasil Ambiente & Água - An Interdisciplinary Journal of Applied Science ISSN: 1980-993X ambi-agua@agro.unitau.br Universidade de Taubaté Brasil Figueiredo Alves, Rafael; Teixeira Dias, Herly Carlos; de Oliveira

Leia mais

PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA EM OURICURI-PE

PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA EM OURICURI-PE PROBABILIDADE DE OCORRÊNCIA DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA EM OURICURI-PE 1 Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano - IF Sertão PE - Campus Ouricuri.-

Leia mais