Irreal 1. PALAVRAS-CHAVE: curta-metragem; trhiller; suspense. 1 INTRODUÇÃO

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1 Irreal 1 Adriana Silva PUTINI 2 Aline Aparecida CAMARGO 3 Gabriel Eslava Goulart LOPES 4 Isabela Cristina da SILVA 5 João Augusto GUILHERME 6 Juliana da Rocha ZAGO 7 Lucas dos Santos NASCIMENTO 8 Luciano de SOUZA 9 Universidade Municipal de São Caetano do Sul, São Caetano do Sul, SP RESUMO O Irreal é um curta-metragem de vinte minutos do gênero trhiller, desenvolvido como projeto experimental, e que busca apropriar-se das narrativas existentes para oferecer uma nova proposta de produção ao mercado nacional de curtas. A história aborda questões de ceticismo e objetos místicos, onde o personagem principal se vê preso em meio a um mundo de sonhos e pesadelos. O foco da veiculação é a disponibilização do produto em plataformas como YouTube e Vimeo, de livre acesso ao público. PALAVRAS-CHAVE: curta-metragem; trhiller; suspense. 1 INTRODUÇÃO O projeto Irreal é um curta-metragem do gênero thriller que, através do envolvimento na trama, devido à complexidade dos acontecimentos, cria um cenário perturbador de intensa excitação e nervosismo. À medida que a narrativa se desenvolve, desperta a curiosidade no telespectador, levando-o a compartilhar sentimentos, na tentativa de ligar os fatos e tentar encontrar explicações e hipóteses que tragam sentido aos fatos ocorridos. Como é um gênero que explora a dedução do público, conduz a dúvida quanto ao seu desfecho. O curta-metragem, com duração de aproximadamente vinte minutos, conta a história de um garoto cético chamado Pedro que vê sua vida virar de cabeça para baixo após um objeto amaldiçoado cair em suas mãos, fazendo-o duvidar do que é sonho e realidade. 1 Trabalho submetido ao XXII Prêmio Expocom 2015, na Categoria RT05, modalidade Produção audiovisual para mídias digitais (avulso ou seriado). 2 Aluna graduada em Rádio e TV em 2014, 3 Aluna graduada em Rádio e TV em 2014, 4 Aluno graduado em Rádio e TV em 2014, 5 Aluna graduada em Rádio e TV em 2014, 6 Aluno graduado em Rádio e TV em 2014, 7 Aluna graduada em Rádio e TV em 2014, 8 Aluno líder do grupo, graduado em Rádio e TV em 2014, 9 Orientador do trabalho. Professor do Curso de Rádio e TV, 1

2 O objetivo do projeto é fazer com que o telespectador seja seduzido pela narrativa, despertando a expectativa e a curiosidade quanto ao final do curta. O projeto pretende oferecer opção de conteúdo do gênero thriller tanto ao público da internet, através do Youtube e Vimeo. Decorrente ao grande sucessode filmes como Psicose, O Iluminado e muitos outros, as produções do gênero tornaram-se referência. Com o tempo as ideias desgastaram-se, surgindo o clichê. Almejou-se apresentar novas perspectivas ao telespectador tanto na narrativa quanto na fotografia. Usar fórmulas de sucesso, mas evitar o uso de clichês com exaustividade. 2 OBJETIVO O objetivo geral do projeto foi desenvolver e produzir um curta-metragem do gênero thriller, com duração de aproximadamente vinte minutos, que apresentasse ao telespectador novas perspectivas em relação à narrativa e a fotografia. Utilizou-se fórmulas de sucesso consagradas por grandes mestres do gênero, mas foi evitado ao máximo o uso excessivo de clichês. Dentre os objetivos específicos, destacou-se explorar narrativas e enquadramentos dentro do gênero thriller, também adequados à distribuição e consumo do produto final pela internet através das plataformas Youtube e Vimeo. 3 JUSTIFICATIVA Apesar do produto ser destinado principalmente para as mídias digitais, alguns aspectos colaboraram para o crescimento das produções nacionais no mercado audiovisual, como a Lei da TV paga , que aumentou o incentivo financeiro gerado pela Ancine. Com isso, as produtoras começam a despertar mais interesse em produzir seu próprio conteúdo com a disponibilidade de um orçamento maior. Quanto ao gênero, o thriller ainda não é muito explorado no Brasil, mas recentemente pode-se enxergá-lo como nova aposta nacional, segundo o diretor Fernando Coimbra. Nos anos de 2013 e 2014, pode-se citar produções de longa metragem do gênero como Isolados, de Tomas Portella, Quando Eu Era Vivo, de Marco Dutra, e o Lobo Atrás da Porta, de Fernando Coimbra. Sobre a produção de curtas, pode ser citado o canal Lendas Urbanas, primeiro canal brasileiro a produzir curtas-metragens do gênero de terror para o YouTube. 2

3 Além disso, plataformas de vídeo online, como o YouTube e o Vimeo, tem seu mercado crescendo cada vez mais com produções de vídeos nacionais, já que possibilitam a criação de um canal, um espaço onde o usuário pode fazer o carregamento de suas próprias produções e também consumir o conteúdo feito por outras pessoas. Usuários dessas plataformas, que antes começaram produzindo vlogs (vídeos diários onde o usuário fala sobre algum assunto ou sobre o seu dia para uma câmera a sua frente), hoje em dia começam a se dedicar a produções mais elaboradas e a monetizar todo o seu conteúdo através de cliques por minuto e também com merchandising. Com base nesse estudo, viu-se a oportunidade de realizar a produção de um curtametragem, que pode ser disponibilizado na internet através das plataformas citadas acima e que atende a uma nova aposta do mercado audiovisual brasileiro. 4 MÉTODOS E TÉCNICAS UTILIZADOS A metodologia adotada para realização do projeto consiste em levantamento bibliográfico e eletrônico, visando integrar o conteúdo do cinema, especificamente o gênero thriller, com foco no curta-metragem e sua conquista de espaço nos meios de comunicação. Posteriormente, apurou-se grandes nomes que dirigiram filmes significativos do gênero, no qual foi observado toda dimensão das obras, em especial a narrativa e a fotografia aplicada. Para a realização deste projeto foram efetuadas pesquisas de obras de diretores consagrados, como Alfred Hitchcock, considerado e aclamado mestre do thriller, e também curtas do gênero e seu crescimento em relação à produção nacional atual. Desfrutou-se de pesquisas realizadas anteriormente em outras universidades, para obter novas concepções sobre o assunto. Entende-se por thriller o gênero cinematográfico em que o criador de uma obra, seja ela literária ou cinematográfica, expõe em linhas narrativas sentimentos de apreensão, incerteza ou ansiedade, decorrentes de um fato na qual quem o presenciou busca uma solução, e até que o fato não seja solucionado, os sentimentos descritos anteriormente permanecem no espectador. O suspense não é classificado como gênero, mas sim como um sinônimo do gênero thriller. Por esse motivo o projeto se classifica pelo gênero thriller, mas utilizando em linhas narrativas o suspense. 3

4 Porque a incerteza e a dúvida detêm no thriller um papel nevrálgico, este género tende a partilhar ou a integrar no seu cânone aquilo que se conhece, sinonimamente muitas vezes, por filme de suspense. É o facto de o espectador se encontrar em suspenso ou seja, em dúvida relativamente ao destino das personagens, partilhando empaticamente os seus medos e as suas vulnerabilidades, que lhe provoca o nervosismo, a ansiedade e a angústia que tão envolventes se tornam. O thriller é, portanto, um dos géneros onde a tensão dramática se torna mais forte e onde as expectativas narrativas mais são desafiadas. (NOGUEIRA, 2010, p ) Filmes como Psicose, O Iluminado, M O Vampiro de Dusseldorf, entre outros, deixaram inúmeras marcas no que o mundo conhecia por cinema e realmente causaram mudanças de estética, narrativa e até mesmo, mudanças na percepção do público ao que estavam vendo na tela. O gênero thriller possui como proposta um maior envolvimento, uma imersão do público ao que está acontecendo, a ponto de deixar seus sentimentos mais íntimos transparecerem. Os clássicos são exemplos de como atingir esses objetivos. No ano de 1920, O Gabinete do Dr. Caligari inovou não só o cinema alemão, mas no cinema mundial em diversos aspectos, principalmente no uso dos enquadramentos, na narrativa pesada e da própria edição não linear. A soma desses fatores resultou em um sentimento de apreensão e suspense no público. Em 1960, o filme Psicose, de Alfred Hitchcock, trouxe um impacto gigantesco por sua trama envolvente e principalmente pela junção da imagem e da trilha, escolhida pela esposa de Hitchcock, juntamente com o diretor e o editor do longa. Para uma pesquisa do que o mercado audiovisual já oferecia, foram assistidos filmes clássicos como "O Vampiro de Dusseldorf", "O Iluminado", "Psicose", "O Bebê de Rosemary", "O Orfanato" e o "Cisne Negro". E a partir de uma pesquisa dentro do mercado nacional, foram assistidos filmes como "Confia em Mim", "Entre Nós", "Gata Velha Ainda Mia", O Lobo Atrás da Porta, Quando Eu Era Vivo e Isolados. A fotografia no thriller, em geral, é bastante baseada na reação que determinado enquadramento, ou movimento de câmera, exerce sobre o público. Por ser um gênero que mexe com a ansiedade, com o medo e a agonia, são usados enquadramentos que evidenciam o desconforto, a sensação de claustrofobia e apreensão. Além disso, é comum encontrar um padrão de câmera em POV, colocando o público na pele do personagem que está passando por determinada cena. Outro padrão comum é o de "câmera de mão", em que não há a preocupação na questão de estabilidade, para que o público tenha a sensação de 4

5 desconforto, ou até mesmo para evidenciar que qualquer um poderia estar passando por tudo aquilo. Iluminação é o elemento mais importante da cinematografia. É a tarefa a qual o fotógrafo dedica a sua atenção primária. Ele estuda as características dos negativos de forma que ele possa predizer que efeito a iluminação vai ter ao traduzir a sua cena para a tela. Somente então ele manipula as luzes de acordo. Os filtros são elementos que ajudam nessa tradução. Mas é a iluminação que dá forma à realidade em frente às lentes, lhe dando profundidade ou superficialidade, excitação ou placidez, realidade ou artificialidade. A cinematografia tenta criar e sustentar um clima capturado na tela. Nesse sentido, a iluminação está no cerne da cinematografia. (MALKIEWICZ, 1992, p. 79) A iluminação, assim como as cores, segue os padrões de imagem e tendem a reforçar sentimentos. É comum encontrar, por exemplo, os clássicos tons pastéis e cores opacas, somados a ambientes com pouca iluminação e sombra bem marcadas para causar a sensação de desconforto e desconfiança. A construção dos cenários vem logo após a elaboração do roteiro, onde o roteirista descreve as locações que pretende usar em sua produção. Com essa etapa concluída, já se pode ir à busca de cenários para sua criação. Produção e direção trabalham juntas nesse ponto para poder escolher quais as cores, arranjo de objetivos e adereços para construção dos cenários, contando um pouco da história visualmente. A paleta de cores é de extrema utilidade nas locações, como por exemplo, cores frias e acinzentadas para remeter a coisas sem vida, como cores vibrantes podem levar a coisas alegres. Alguns esboços são feitos para que seja possível ter ideia de como ficará a produção. Depois que isso é feito, as criações tornam-se realidade e começam tomar forma também. Os objetos em cena, além de fazer parte da narrativa, servem para destacar a personalidade do personagem. A aplicação sonora em filmes é utilizada para enriquecer uma narrativa, explorando todos os aspectos de uma cena com o intuito de aprofundar e maximizar o caráter emocional que esta propõe. Falas, músicas, ruídos são incluídos de acordo com o que o momento pede, tudo é construído na busca pelo sentimento em cena. A trilha de um filme é pensada, criada, analisada e estudada desde seu roteiro, sempre pensando na conexão com o texto. Ela deve preencher as cenas com tudo o que foi pensado, nas sensações que serão causadas no público, deve marcar o momento, o tornando único e essencial para a trama. Cenas épicas são lembradas pelo que se ouve ao assisti-las. 5

6 Cenas de suspense são criadas para gerar sentimentos de apreensão e angústia, e a trilha sonora é essencial para isso, para caracterizar os momentos certos com a música e os efeitos exatos. Gerar esses sentimentos é difícil visto do ponto que um erro pode levar a cena para outro rumo, mas um estudo detalhado do que deve ser feito é o que faz a mágica da cena. Nos filmes de thriller a trilha ajuda a deixar a cena mais tensa, trazendo para o telespectador o sentimento de medo, explorando cada aspecto para que a cena fique mais envolvente, fazendo quem assiste sentir a angústia de um determinado momento. Um exemplo clássico em Psicose de Alfred Hitchcock na cena do chuveiro onde em meio às facadas e gritos os violinos ao fundo trazem apreensão, tensão e medo à cena. Em O Iluminado, de Stanley Kubrick, quando se assiste uma mãe protegendo seu filho de um assassinato, a trilha leva ao momento exato do pânico com as machadadas ao fundo e a voz de um pai louco prestes a matar sua mulher e filho. Um som perturbador misturado com alguns momentos de silêncio e gritos mostra como a cena foi construída e pensada para que o medo tomasse conta do momento. No curta há de músicas clássicas a batidas pop, as trilhas se alternam de acordo com o momento, quando a personalidade do personagem está em foco, a trilha segue o estilo do mesmo. Em momentos de surto, sons agudos formam a cena. Para o final em que a trama ganha um ritmo mais acelerado, a composição Tabula Rasa de Arvo Part, conduz os acontecimentos gerando no telespectador os sentimentos de tensão e apreensão. 5 DESCRIÇÃO DO PRODUTO O curta-metragem Irreal trata-se de uma produção de aproximadamente vinte minutos do gênero thriller. Conta a história de Pedro, que sempre fora prático em todas as situações da sua vida, principalmente quando diz questão a querer alguma coisa para si, diferentemente de seu melhor amigo Caio que sempre foi um sonhador e sempre acreditou em diversas coisas. Em um dia das férias da faculdade, os dois estão andando de skate por um parque da região, quando são abordados por uma cigana que prova o ceticismo de Pedro, adivinhando algumas coisas sobre sua vida. A partir daquele dia, o comportamento de Pedro começa a mudar gerando o questionamento do que é ou não é realidade. Ele então passa a viver em uma linha tênue entre sonhos, pesadelos, vida e morte. 6

7 Posteriormente, apurou-se grandes nomes que dirigiram filmes significativos do gênero, no qual foi observado toda dimensão das obras, em especial a narrativa e a fotografia aplicada, como por exemplo, pesquisas de obras de diretores consagrados, como Alfred Hitchcock, considerado e aclamado mestre do thriller, e também curtas do gênero e seu crescimento em relação à produção nacional atual. O roteiro de Irreal foi criado visando as principais características do thriller como um gênero cinematográfico, procurando expor em linhas narrativas sentimentos de apreensão, incerteza ou ansiedade, decorrentes de um fato do qual quem o presenciou busca por uma solução, e até que o fato não seja solucionado, os sentimentos descritos anteriormente permanecem no espectador. O suspense não é classificado como gênero, mas sim como um sinônimo do gênero thriller. Por esse motivo o projeto foi classificado como o gênero thriller, mas utilizando em linhas narrativas o suspense. Buscou-se bastante no curta-metragem trabalhar enquadramentos, ou movimentos de câmera, que pudesse exercer alguma reação sobre o público. Por ser um gênero que mexe com a ansiedade, com o medo e a agonia, foram usados enquadramentos que evidenciaram o desconforto, a sensação de claustrofobia e apreensão, conforme citado no parágrafo acima. Encontra-se cenas filmadas com a câmera em POV, com o objetivo de colocar o público na pele do personagem que está passando por determinada cena. Outro padrão que foi aplicado é o de "câmera de mão", em que não há a preocupação na questão de estabilidade, para que o público tenha a sensação de desconforto, ou até mesmo para evidenciar que qualquer um poderia estar passando por tudo aquilo. No curta há de músicas clássicas a batidas pop, as trilhas se alternam de acordo com o momento, quando a personalidade do personagem está em foco, a trilha segue o estilo do mesmo. Em momentos de surto, sons agudos formam a cena. Para o final em que a trama ganha um ritmo mais acelerado, a composição Tabula Rasa de Arvo Part, conduz os acontecimentos gerando no telespectador os sentimentos de tensão e apreensão. 6 CONSIDERAÇÕES Com o começo do último semestre se aproximando, começamos a nos reunir para a decisão do tema. Ficamos em dúvida, porque tínhamos três ideias que considerávamos boas e que tínhamos vontade de produzir. Optamos por levar a diante o projeto que era um pouco mais simples, mas que possibilitaria com que nos dedicássemos mais. 7

8 Começamos o trabalho de pesquisa em paralelo com a criação do argumento, em seguida escrevendo o roteiro do curta. Sempre procuramos trabalhar com prazos mais curtos para que não houvesse problemas de atraso nas entregas. Nos organizamos para realizar o casting o quanto antes e começamos a montar o cronograma das gravações. Pela afinidade que o grupo tem, as gravações correram bem nos dias. Infelizmente, alguns imprevistos aconteceram e algumas cenas tiveram de ser regravadas, o que atrasou um pouco no prazo da edição. Nos reunimos diversas vezes durante o processo da edição para acompanhar o andamento e resolver qualquer problema que surgisse. No geral, podemos dizer que atingimos o nosso objetivo e que estamos satisfeitos com o resultado do projeto. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Bibliográficas AREAL, Leonor. Para Uma Teoria do Clichê. Revista de Filosofia e da Imagem em Movimento, Número 2, Escola de Artes e Design das Caldas da Rainha, Universidade Nova de Lisboa. BUSCOMBE, Edward. The Idea of Genre in the American Cinema [A ideia do Genero no Cinema Americano] Estados Unidos: University of Texas Press. BURGESS, Jean; GREEN, Joshua. "YouTube e a revolução digital: como o maior fenômeno da cultura participativa transformou a mídia e a sociedade." São Paulo: Aleph. MALKIEWICZ, Kris J. "Cinematography: a guide for film makers and film teachers Nova Iorque: Simon & Schuster. NOGUEIRA, Luís. Gêneros Cinematográficos Covilhã: Livros LabCom WEINBERG, David. "Everything is miscellaneous: the Power of the new digital disorder." Nova York: Times Books. Cinematográficas Cisne Negro [DVD]. Direção: Darren Aronofsky. Estados Unidos: Fox Film, O Bebê de Rosemary [DVD]. Direção: Roman Polanski. California: Paramount Pictures, O Iluminado [DVD]. Direção: Stanley Kubric. Estados Unidos: Warner Bros, O Orfanato [DVD]. Direção: J.A Bayona. Espanha: California Filmes, Psicose [DVD]. Direção: Alfred Hitchcock. Estados Unidos: Paramount Pictures,

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