RADIODIFUSÃO PÚBLICA EM ÁFRICA

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "RADIODIFUSÃO PÚBLICA EM ÁFRICA"

Transcrição

1 RADIODIFUSÃO PÚBLICA EM ÁFRICA Moçambique UMA PESQUISA Projecto de Monitoria e Advocacia em Africa (AfriMAP) Fundação da Open Society para Africa do Sul (OSF-SA) Fundação de Media do Open Society Institute (OSIMP) UMA PUBLICAÇÃO DAS FUNDAÇÕES DA OPEN SOCIETY

2 Copyright 2010, Open Society Initiative for Southern Africa. All rights reserved. Nenhuma parte desta publicação pode ser reproduzida, armazenada num sistema de acesso ou de qualquer forma transmitida, ou por qualquer meio, sem autorização previa da editora. Escrito por: Tomás Vieira Mário (pesquisador), Jeanette Minnie (editora regional) e Hendrik Bussiek (editor-em-chefe) Publicada pelo: Fundações da Open Society ISBN: Para mais informação contacte: AfriMAP / Open Society Initiative for Southern Africa President Place 1 Hood Ave/148 Jan Smuts Ave Rosebank South Africa P.O. Box 678 Johannesburg South Africa Layout and printing: COMPRESS.dsl, South Africa

3 Índice Abreviaturas Prefácio Introdução v vii ix 1 Factos do País 1 1 Governo 2 2 Condições sócio económicas 7 3 Principais desafios 9 4 O panorama dos media 13 5 Breve história da radiodifusão 23 2 Legislação e Regulamentação dos Media 25 1 Padrões Internacionais, continentais e regionais 25 2 A Constituição de Moçambique 31 3 Leis gerais de imprensa e regulamentos 35 4 Outras leis com impacto sobre a imprensa e a liberdade de expressão 42 5 Jurisprudência 47 6 Conclusões e recomendações 49 3 O Panorama da Radiodifusão 53 1 Operadores estatais/públicos 53 2 Operadoras comerciais/privadas 54 3 Radiodifusão comunitária e de outros formatos 58 4 Concentração de órgãos de informação 64 5 Acessibilidade de serviços e padrões técnicos 65 6 Conclusões e recomendações 66 4 Digitalização e seu Impacto 69 1 Nível de prontidão para a mudança 70 2 Convergência 72 3 Conclusões e recomendações 73 5 Legislação e Regulação da Radiodifusão 75 1 Mecanismos de regulação 75 2 Licenciamento da radiodifusão e fiscalização das condições de licenciamento 77 3 Sistemas de reclamação 80 4 Conclusões e recomendações 81

4 iv RADIODIFUSÃO PÚBLICA EM ÁFRICA: RELATÓRIO SOBRE MOÇAMBIQUE 6 A Radiodifusão Estatal/Pública 83 1 Quadro legal 83 2 Perfil dos órgãos de radiodifusão do sector estatal/público 87 3 Estruturas organizativas da radiodifusão estatal/pública 89 4 Atitudes dentro do sector estatal/público da radiodifusão 93 5 Conclusões e recomendações 96 7 Financiamento da Radiodifusão Estatal/Pública 99 1 Principal fonte de financiamento 99 2 Despesas Conclusões e recomendações Programação Políticas e directrizes de programação/editorial Grelha de programas Notícias e informação sobre assuntos correntes Pesquisa de audiência Feedback e procedimentos sobre reclamações Conclusões e recomendações Percepções e expectativas em relação `a radiodifusão estatal/pública Sociedade civil Governo e outros actores políticos Conclusão Esforços de reforma na radiodifusão Esforços previos de reforma A proposta de projecto de Lei de Radio e Televisao Conclusões e recomendações Conclusões e Recomendações Gerais 145

5 Abreviaturas ACHPR AEJ AIM CIUEM CMC CNCS CNE CPRD CSCS CSMJ EDM FORCOM Frelimo GABINFO ICCPR ICS INCM INE MDM MISA MT OSC OSISA OUA PARPA Renamo RFI RM RTK RTP SADC SARDC SIRT SNASP SNJ African Commission on Human and Peoples Rights Associação de Empresas Jornalísticas Agência de Informação de Moçambique Centro de Informática da Universidade Eduardo Mondlane Centros Multimédia Comunitários Conselho Nacional de Combate ao SIDA Comissão Nacional de Eleições Centros Provinciais de Recursos Digitais Conselho Superior da Comunicação Social Conselho Superior da Magistratura Judicial Empresa Electricidade de Moçambique Fórum Nacional das Rádios Comunitárias Frente de Libertação de Moçambique Gabinete de Informação International Covenant on Civil and Political Rights Instituto de Comunicação Social Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique Instituto Nacional de Estatísticas Movimento Democrático de Moçambique Media Institute of Southern Africa (Instituto de Comunicação da Africa Austral) Metical (moeda nacional) Organizações da Sociedade Civil Open Society Initiative for Southern Africa Organização da Unidade Africana Plano de Acção para a Redução da Pobreza Absoluta. Resistência Nacional Moçambicana Rádio França International Rádio Moçambique Rádio Televisão Klint Rádio Televisão Portuguesa Comunidade de Desenvolvimento da ÁfricaAfrica Austral Centro de Documentação e Pesquisa para ÁfricaAfrica Austral Sociedade de Informação de Tete Serviço Nacional de Segurança Popular Sindicato Nacional de Jornalistas

6 vi RADIODIFUSÃO PÚBLICA EM ÁFRICA: RELATÓRIO SOBRE MOÇAMBIQUE SOICO STV TDM TIM TVM UA UIT Sociedade Independente de Comunicação Televisão da SOICO Telecomunicações de Moçambique Televisão Independente de Moçambique Televisão de Moçambique União Africana União Internacional das Telecomunicações

7 Prefácio O presente relatório é o resultado de uma pesquisa iniciada em 2008 com a finalidade de colectar, processar e produzir informação sobre a legislação, propriedade, acesso e desempenho, bem como avaliar as perspectivas de reforma da radiodifusão do sector público em África. O relatório de Moçambique faz parte de uma pesquisa cobrindo onze países sobre a radiodifusão em África. A razão principal para a realização da pesquisa é contribuir para a consolidação democrática de África. Muitos países africanos alcançaram ganhos significativos na edificação de sistemas democráticos de governação, baseados no controlo popular do processo de tomada de decisões e no qual os cidadãos são tratados como iguais. A disponibilidade de informação e o acesso a ela por um grande número de cidadãos é parte crítica de uma democracia que funcione e para o desenvolvimento de um pais. Nunca será demais enfatizar o papel da radiodifusão pública como um veículo através do qual se transmite informação objectiva e perspectivas diversas. Vários países estão presentemente a introduzir reformas na radiodifusão pública que visam melhorar a prestação de serviço e a prestação de contas aos cidadãos.tais reformas são baseadas em padrões evolutivos Africanos e globais sobre os media e a radiodifusão em particular. O instrumento de pesquisa aqui utilizado foi desenvolvido em consultas com peritos Africanos de media e outros de outras partes do mundo; o mesmo instrumento é, largamente baseado em acordos, convenções, cartas e declarações sobre media que têm sido elaborados e adoptados aos níveis regional e continental em África. Destaque particular vai para a Declaração de Princípios sobre a Liberdade de Expressão em Africa, aprovada em Outubro de 2002 pela Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos, entidade investida de plenos poderes para interpretar a Carta da União Africana. A pesquisa sobre radiodifusão em África foi iniciada por dois projectos da Open Society Institute (OSI), do Projecto sobre Monitoria da Governação e Advocacia em África (AfriMAP) e o Programa de Media do Open Society Institute, trabalhando com os membros africanos da rede da Fundação Soros tratando-se, na África Austral, da Open Society Initiative for Southern Africa (OSISA).

8 viii RADIODIFUSÃO PÚBLICA EM ÁFRICA: RELATÓRIO SOBRE MOÇAMBIQUE A pesquisa foi realizada por Tomas Vieira Mário, um jurista moçambicano de comunicação social e liberdade de expressão e activista de media de longa data. O relatório foi co-editado por Jeanette Minnie, uma consultora internacional de liberdade de expressão e de media, como editora regional, e o editor-em-chefe do projecto, Hendrik Bussiek, um consultor de media com extensa experiência na radiodifusão em África e globalmente. É nossa esperança que a pesquisa contribua para clarificar alguns conceitos errados sobre a radiodifusão pública. Na sua definição mais simples, um serviço público de radiodifusão é aquele que serve o público como um todo e presta contas ao público como um todo. Porém, aquilo que em muitas ocasiões se designa por radiodifusão pública é, na verdade, radiodifusão estatal: esta pesquisa destina-se a ajudar nos processos de transformação da radiodifusão pública em África em serviços de radiodifusão dignos desse nome. Ozias Tungwarara Director, AfriMAP

9 Introdução A pesquisa sobre a radiodifusão em África parte da premissa de que o desenvolvimento e a democracia não podem progredir sem um espaço aberto e livre onde todas as questões pertinentes `a vida das pessoas possam ser postas no ar e debatidas; espaço esse que ofereça a todos abertura e oportunidade para participarem na tomada de decisões. Amartya Sen, laureado com o Prémio Nobel da Paz, descreve a democracia como a governação através do diálogo e a radiodifusão está numa posição ideal para facilitar tal diálogo, oferecendo espaço para o mesmo se o seu serviço for acessível, independente, credível e aberto a todo o espectro de pontos de vista diferentes. Partindo desta premissa, o objectivo-chave da pesquisa é avaliar se, e até que ponto, as várias formas de radiodifusão no nosso continente podem e estão a criar um tal espaço público livre, dando atenção especial `aqueles serviços que se auto-intitulam de públicos. Um total de onze relatórios nacionais olham atentamente para a situação presente da radiodifusão na África do Sul, Benine, Camarões, Kenya, Mali, Moçambique, Namíbia, Nigéria, Uganda, Zâmbia e Zimbabwe. Sendo pioneira no seu escopo e profundidade, esta pesquisa está, porém, em consonância com o debate ora em curso, entre operadores de radiodifusão, sociedade civil e políticos em África, sobre a natureza e o mandato da genuína radiodifusão pública. Estão em curso processos de reforma num certo número de países e, pelo menos no papel, existe consenso geral sobre a necessidade de abrir as ondas `a radiodifusão comercial e comunitária e para a transformação da radiodifusão estatal em verdadeiros serviços públicos de radiodifusão. A Declaração de Princípios sobre a Liberdade de Expressão em Africa, adoptada pela Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos em 2002, diz, por exemplo, que um monopólio do Estado sobre a radiodifusão não é compatível com o direito `a liberdade de expressão e recomenda que a radiodifusão sob controlo do governo e Estado deve ser transformada em serviço público de radiodifusão que preste contas ao público. Este documento e outras declarações de políticas regionais servem como marcos importantes para esta pesquisa.

10 x RADIODIFUSÃO PÚBLICA EM ÁFRICA: RELATÓRIO SOBRE MOÇAMBIQUE De forma particular, estes documentos africanos informam sobre a visão e o mandato da radiodifusão pública tal como entendida neste estudo. 1 Esta visão pode ser resumida como se segue: servir o interesse geral do público e prestar contas a todos os estratos da sociedade tal como representados por um Conselho de Administração (Board) independente; garantir total respeito pela liberdade de expressão, promover a livre circulação de informação e ideias; propiciar condições para as pessoas tomarem decisões informadas; e facilitar e fortalecer a democracia. O mandato da radiodifusão pública é: providenciar acesso a uma larga e diversificada gama de informação e ideias de vários sectores da sociedade; reportar sobre notícias e assuntos correntes, de forma livre de influências de interesses políticos ou comerciais ou outros, e por conseguinte, abrangente e equilibrada (independência editorial); contribuir para o desenvolvimento económico, social e cultural em Africa, através da provisão de um fórum credível para o debate democrático sobre como dar resposta a desafios comuns; assegurar que os detentores do poder em todos os sectores prestem contas `a sociedade; empoderar e inspirar os cidadãos, especialmente os pobres e os marginalizados, na sua luta pela melhoria das suas vidas; providenciar uma programação credível e variada para todos os interesses: aqueles do público em geral, assim como os das audiências minoritárias, não importando as suas crenças, cultura, raça e género; reflectir, de forma tão abrangente quanto possível, o espectro de opiniões existentes sobre assuntos de interesse público e de interesse ou pendor social, político, filosófico, religioso, científico e artístico; promover os princípios da liberdade da palavra e expressão, bem como da liberdade de acesso `a comunicação, propiciando a todos os cidadãos, 1 Para além da Declaração de Princípios sobre a Liberdade de Expressão em Africa, da Comissão Africana, existem ainda a Carta Africana da Radiodifusão de 2001 e o documento de política de 1995, intitulado On the Move e o esboço de política de 2007, Está na Hora, da Associação de Radiodifusão da Africa Austral (SABA), um documento no qual os operadores de radiodifusão estatal/pública da região se comprometem no sentido de alcançarem os marcos da radiodifusão pública.

11 Introdução xi independentemente do seu estatuto social, oportunidade de comunicar através das ondas radioeléctricas; promover e desenvolver conteúdo local, por exemplo através da adesão ao princípio de quotas mínimas de conteúdos nacionais; promover acesso universal aos seus serviços, com o seu sinal procurando atingir todos os cantos do país. Outros serviços de radiodifusão podem de uma forma ou de outra preencher alguns aspectos deste mandato, e por conseguinte, a pesquisa analisa-os igualmente, de modo a avaliar o seu contributo na criação de um espaço público. Espera-se que os factos, números e as avaliações fundamentais apresentadas nesta pesquisa venham a providenciar um retrato o mais aproximado possível de onde se encontra a radiodifusão em Africa neste momento, entre o His Master s Voice de antigamente e o serviço público desejado do futuro. Esta informação deverá providenciar uma base segura de trabalho de advocacia, quer entre as decisores de políticas, quer entre a sociedade civil como um todo. No caso particular de Moçambique, as constatações e recomendações do relatório surgem numa altura oportuna, quando está em curso o debate sobre a revisão da Lei de Imprensa e a preparação de uma Lei da Radiodifusão. O relatório começa com uma auditoria extensa de todas as leis pertinentes ao sector da comunicação social e outra legislação com impacto sobre a liberdade de expressão e uma avaliação crítica de fundo, sobre o quadro legal e regulatório actualmente em vigor no sector da radiodifusão. A isto segue-se um estudo detalhado da situação da radiodifusão estatal/pública a sua organização, financiamento, políticas, bem como os conteúdos que ele oferece. Uma versão preliminar do relatório foi apresentada num workshop de validação em Junho de 2010 com a participação de diferentes interessados, do governo, parlamento, media e profissionais de radiodifusão e a sociedade civil em geral. O relatório final toma em conta os comentários e recomendações feitas nesta reunião. Os pesquisadores e editores gostariam de expressar os seus agradecimentos a todos aqueles que contribuíram através da partilha da sua informação e olhar crítico e providenciaram comentários e críticas construtivas. Hendrik Bussiek

12

13 1 Factos do País Moçambique conquistou a sua independência de Portugal a 25 de Junho de 1975, depois de uma luta armada de libertação nacional de 10 anos, conduzida pela Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo),a única força política que tem estado no poder desde então. A seguir `a independência a Frelimo introduziu um sistema socialista de partido único e tornou-se num aliado muito próximo da União Soviética. A caminho do final dos anos 1970 e início dos anos 1980 uma guerra civil sangrenta eclodiu no pais, pondo `a prova a capacidade do governo de controlar vastas zonas rurais. Nestas zonas, nomeadamente na região centro do país, os governos da então Rodésia (Zimbabwe) e da Africa do Sul apoiaram a criação de uma resistência armada, a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo). A seguir `a independência do Zimbabwe, em 1980, o regime de apartheid na Africa do Sul tornou-se o principal apoiante da Renamo e o conflito intensificou-se, tornando-se a Renamo uma grave ameaça ao governo. Em 1990, quando os regimes socialistas pelo mundo fora entraram em colapso, Moçambique adoptou uma nova constituição e introduziu um sistema de democracia multipartidária. As empresas estatais foram privatizadas e a liberdade de expressão e de constituir partidos políticos tornaram-se direitos protegidos pela constituição. Em 1992, negociações de paz entre o governo e a Renamo culminaram com um cessar-fogo e um acordo de paz foi assinado em Roma. Como parte do acordo de paz, o governo da Frelimo reconheceu a Renamo como partido político. Desde as suas primeiras eleições democráticas em 1994, Moçambique tem estado a consolidar a sua democracia multipartidária. A Constituição do pais garante a

14 2 RADIODIFUSÃO PÚBLICA EM ÁFRICA: RELATÓRIO SOBRE MOÇAMBIQUE liberdade de expressão e a liberdade de associação e um Conselho Constitucional entrou em funcionamento em Outubro de Em Novembro de 2004 foi adoptada uma nova constituição. Ela estabelece os princípios do pluralismo político e da separação e interdependência dos poderes, i.e. uma abordagem de cooperação entre os poderes legislativo, executivo e judiciário. Naquilo que tem sido frequentemente referido como uma história de sucesso de paz pós-guerra e de desenvolvimento da democracia em Africa, Moçambique tem vivido uma experiência de continuidade política e de estabilidade, incluindo a realização de quatro sucessivas eleições pacíficas (em 1994, 1999, 2004 e 2009), e que, gradualmente, foram consolidando o sistema multipartidário na política nacional. Três eleições municipais em 1998, 2003 e 2009 iniciaram o processo de descentralização no pais, nos domínios político, administrativo e financeiro. O processo conheceu alguma expansão em 2009, com a realização, pela primeira vez, de eleições para a constituição das primeiras assembleias provinciais. 1 Governação 1.1 Parlamento O sistema eleitoral para o Parlamento (Assembleia da República) é baseado em representação proporcional de listas de partidos políticos, sistema considerado o mais apropriado para uma situação de pós-conflito. Neste sistema, os votos contam para os partidos políticos concorrentes, e não para indivíduos. Todos os partidos submetem listas de candidatos, indicando quem os vai representar no parlamento, no caso de vitória nas urnas. Uma das vantagens apontadas desde sistema é que ele permite a inclusão dos partidos mais pequenos, permitindo assim que todos possam ter voz e representação no parlamento. Existem 11 círculos eleitorais, correspondendo `as 10 Províncias do pais e ainda a cidade de Maputo. Estes círculos eleitorais propõem nomes para os representarem na Assembleia da República, em proporção com o número de votos validamente expressos que as respectivas listas recebam. 3 Uma barreira de cinco por cento, que qualquer partido deveria atravessar para ter representação no parlamento, foi abolida em A barreira havia sido estabelecida desde as eleições de 1994, marcando o período do pós-guerra. A Assembleia da República consiste em 250 membros (deputados) eleitos por um período de cinco anos. 2 Lei nº9/2003, de 22 de Outubro de Lei nº7/2007, de 26 de Fevereiro de 2007.

15 Factos do País O Presidente O Presidente da República é eleito num único círculo eleitoral, que cobre todo o território nacional, e concorre concomitantemente com as eleições parlamentares. É proclamado vencedor o candidato que obtiver mais de metade de todos os votos validamente expressos. No caso em que nenhum dos candidatos alcance uma maioria absoluta ou de mais de 50 por cento dos votos, ocorre uma segunda volta entre os dois candidatos mais votados, saindo vencedor aquele que ganhar mais votos, ou seja, uma maioria simples. O mandato do Presidente da República é de cinco anos, sendo renovável uma única vez. O Presidente da República, que é simultaneamente Chefe de Estado e do Governo, 4 é investido de fortes poderes sobre a Assembleia Legislativa e o poder Judiciário. De acordo com a Constituição, o Presidente da República pode dissolver a Assembleia da República depois de debates, se esta reprovar o programa do governo. O Presidente da República nomeia o Presidente e o Vice-Presidente do Tribunal Supremo, o Presidente do Conselho Constitucional e o Presidente do Tribunal Administrativo. Ele tem igualmente poder para nomear, exonerar e demitir o Procurador Geral da República e o Vice Procurador Geral da República. 5 O Presidente da República pode tomar tais decisões baseando-se em recomendações do Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ) Eleições presidenciais e parlamentares As eleições são supervisadas pela Comissão Nacional de Eleições (CNE). Inicialmente a CNE era dominada pelas duas principais forças políticas do pais, de acordo com a respectiva representatividade na Assembleia da República. Este modelo mudou devido a um movimento muito visível da sociedade civil, inicialmente liderado por congregações religiosas e outras organizações da sociedade civil (OSC). Os seus esforços culminaram com a constituição da primeira CNE cuja maioria de membros provém de organizações da sociedade civil, em Julho de Assim, a CNE passou a ter treze membros, em que as OSC detêm a maioria oito lugares, incluindo o Presidente do órgão. A Frelimo e a Renamo-União Eleitoral nomearam cada um, três e dois membros da CNE respectivamente (o grupo dos cinco), de acordo com a respectiva representatividade no Parlamento. As OSC submetem nomes para membros da CNE e o grupo dos cinco faz a selecção final, baseada em 4 Artigo 148 da Constituição da República. 5 Artigo 159 da Constituicao da Republica. 6 Antigo 222 da Constituição da República.

16 4 RADIODIFUSÃO PÚBLICA EM ÁFRICA: RELATÓRIO SOBRE MOÇAMBIQUE consenso. Na ausência deste, o a decisão é tomada através de votação. Na composição da presente CNE (constituída em Julho de 2007), quatro dos oito membros do órgão propostos pelas OSC foram escolhidos a voto, o significou que o voto maioritário da Frelimo teve a última palavra na composição da CNE. As últimas eleições gerais de Outubro de 2009 deram ao partido no poder, Frelimo, e ao presidente em exercício, Armando Guebuza, uma vitória esmagadora. O Presidente Guebuza obteve 2.9 milhões, dos 3.9 milhões de votos válidos ligeiramente acima dos 74 por cento para o seu segundo (e último) mandato de cinco anos. Armando Guebuza é uma figura bem conhecida desde a luta armada de libertação nacional, tendo sucedido o primeiro presidente democraticamente eleito do pais, Joaquim Chissano, em O Presidente da Renamo, o antigo movimento rebelde, foi o maior derrotado, tendo recebido perto de 651,000 votos, ou seja 16.6 por cento. O terceiro candidato, o Presidente do Município da Beira, Daviz Simango, e líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) arrecadou 341,000 votos, ou 8.7 por cento. O MDM nasce em Março de 2009, como uma cisão dentro da Renamo. Nas eleições parlamentares, a Frelimo obteve 75 por cento dos votos, surgindo a Renamo num distante segundo lugar, com 17.8 por cento e o MDM em terceiro lugar com quatro por cento. Um número de pequenos partidos foram excluídos das eleições pela CNE na base de uma série de irregularidades, algumas processuais, outras materiais. O MDM foi autorizado a concorrer em apenas quatro províncias (Maputo- Cidade, Sofala, Niassa e Inhambane); por isso os seus resultados não exprimem todo o apoio de que eventualmente goze pelo pais. A exclusão do novo partido gerou muita controvérsia, tendo alguns comentadores políticos locais e diplomatas ocidentais considerado a decisão da CNE de ilegal e inconstitucional. O Conselho Constitucional, contudo, rejeitou o recurso submetido pelos partidos excluídos, que solicitavam uma revisão da decisão da CNE. Os resultados fortaleceram a maioria parlamentar da Frelimo, já antes muito expressiva. O partido ocupa agora 191 assentos, dos 250 do parlamento. A representação parlamentar da Renamo caiu de 90 para 51 lugares, enquanto um terceiro partido juntou-se `as fileiras: graças `a sua forte presença na Província de Sofala e na Cidade de Maputo, o MDM tem agora oito deputados na Assembleia da República. Pela primeira vez foram eleitas também assembleias provinciais em 2009, variando de tamanho, de 70 a 91 membros. A Frelimo ganhou a maioria absoluta em todas as assembleias. A única assembleia provincial com uma representação considerável da oposição é da Província de Sofala, onde o MDM obteve 20 lugares comparados com os 59 da Frelimo e com apenas um da Renamo. As assembleias provinciais não possuem quaisquer poderes legislativos, Elas

17 Factos do País 5 simplesmente aprovam (ou rejeitam) o orçamento apresentado pelo governo provincial, e têm poderes limitados de supervisão. Elas reunem-se apenas duas vezes por ano em sessões que não podem durar mais de 10 dias. 1.4 O Sistema Judiciário O Conselho Constitucional tem estado activo desde 2004, e os seus poderes, estabelecidos pela Constituição, incluem, entre outros, os seguintes: 7 a) apreciar e declarar a inconstitucionalidade das leis e a ilegalidade dos actos normativos dos órgãos do Estado; b) dirimir conflitos de competências entre os órgãos de soberania. O Conselho Constitucional tem sido chamado a pronunciar-se sobre a constitucionalidade de um número de leis e a dirimir conflitos eleitorais entre as principais forças políticas do pais. O Conselho Constitucional já determinou a extinção de instituições governamentais ou a invalidade de leis aprovadas pela Assembleia da República, por violarem a Constituição da República. 8 O Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ), órgão responsável pela supervisão e regulação da conduta dos juízes, 9 tem a incumbência de garantir a independência do judiciário e está investido de poderes inter alia para nomear, transferir, promover, demitir e exercer acção disciplinar sobre os juízes. 10 Os membros do CSMJ são nomeados conjuntamente pelo Presidente da República, pelo Parlamento e pelo Judiciario, da seguinte maneira: a) Dois membros apontados pelo Presidente da República; b) Cinco membros eleitos pela Assembleia da República, de acordo com o princípio da representação proporcional; c) Sete membros do judiciário nas diferentes categorias eleitos pelos seus pares, nos termos do Estatuto dos Juízes. 7 Artigo 244 da Constituição da República. 8 Casos da declaração de inconstitucionalidade do Decreto Presidencial nº25/2005, de 27 de Abril, que cria o Conselho de Coordenação da Legalidade e Justiça por violar o princípio da separação de poderes entre os poderes judiciário, legislativo e executivo; da declaração de inconstitucionalidade da Lei aprovada pela Assembleia da República a 19 de Setembro, e que revogava as Leis nºs 5/82 de 9 de Julho (Lei de Defesa da Economia) e a Lei nº9/87, de 19 de Setembro (Lei que Adopta Medidas Punitivas dos Crimes Anti- Económicos), entre outras decisões. Por outro lado, em 2008 o Presidente da República revogou o Decreto que havia criado o Fórum Nacional Anti-Corrupção, em antecipação a uma declaração de inconstitucionalidade deste fórum por parte do Conselho Constitucional, igualmente por a sua composição violar o princípio da separação de poderes entre os três principais poderes do Estado. 9 Artigo 220 da Constituição da República. 10 Artigo 222 da Constituição da República.

18 6 RADIODIFUSÃO PÚBLICA EM ÁFRICA: RELATÓRIO SOBRE MOÇAMBIQUE O Presidente do Tribunal Supremo, que é o órgão superior da hierarquia dos tribunais judiciais do pais, 11 preside, ex officio, isto é, por inerência de funções, o CSMJ. 1.5 O equilíbrio dos poderes Tem sido alegado, não raras vezes, que o presente quadro constitucional tem tendência a desequilibrar a balança dos três poderes do estado, a favor do executivo, dados os poderes constitucionais do Presidente da República sobre o judiciário. (...)Regra geral, o Chefe de Estado não vai nomear nessas funções estratégicas uma pessoa que não lhe agrade, escreve o Prof. Gilles Cistac, da Universidade Eduardo Mondlane. 12 Um estudo realizado pela Open Society Initiative for Southern Africa (OSISA) em 2006 afirma o seguinte: Para contrabalançar o poder do executivo, é extremamente importante a supervisão do processo de nomeação dos membros do judiciário. Contudo, o facto do Presidente do Tribunal Supremo ser, ex offico, o Presidente do Conselho Superior da Magistratura (CSMJ),cria uma percepção de que o CSMJ está intimamente ligado ao executivo. 13 Para além destes constrangimentos constitucionais, a independência do judiciário é ainda prejudicada pela fraca preparação do quadro de técnicos e pelos recursos limitados. 14 Relativamente a legislatura, a Renamo sofreu um duro golpe na sequência do seu fraco desempenho nas eleições gerais de 2009, assim permitindo `a Frelimo livre reinado, com a sua confortável maioria absoluta. Na prática, a vasta maioria das questões a serem votadas seguirão a vontade da bancada maioritária. Por outro lado, devido ao sistema de eleição na base de listas partidárias, a lealdade ao partido prevalece sobre quaisquer outras considerações. Esta situação é exacerbada pelo facto de a Constituição de 2004 ter introduzido a figura do Decreto-Lei, através do qual o parlamento pode delegar poderes legislativos ao Conselho de Ministros para legislar, a pedido deste. Um Decreto-Lei entra imediatamente em vigor, se não receber oposição do parlamento. Este poder já foi usado para introduzir leis como o Código de Processo Civil e é susceptível de uso 11 Al.1, do Artigo 225 da Constituição da República. 12 G. Cistac, Os Três Poderes do Estado, in: Governação e Integridade em Moçambique, Centro de Integridade Pública, Maputo, Abril de2008, p Moçambique: O Sector da Justiça e o Estado de Direito. Open Society Foundation for Southern Africa, Johannesburg, 2006, p Ibid., p. 12.

19 Factos do País 7 abusivo se o parlamento se mostrar incapaz de exercer de forma efectiva o seu poder de supervisão. 15 Este facto desequilibra ainda mais a balança dos poderes, a favor do executivo, apoiado pelo partido Frelimo e chefiado pelo Presidente da República. 2 Condições sócio económicas Quadro 1: Dados da população População (milhões) PNB per capita 349,0 (US$, 2006) Escolarização de adultos 48% Esperança de vida 47.9 Principais Línguas (% distribuição entre a população) Português : Língua Oficial e língua materna 6.5 Emakhwa-Lomwe 34.2 Xichangana 11.4 Cisena 7.0 Echuwabo 6.3 Outras Línguas Nacionais 33 Religiões (%) Desconhecida 0.7 Anglicana 1.3 Evangélica 10.9 Zione 17.9 Islâmica 17.9 Católica 28.4 Outra 6.7 Sem religião 18.8 Fonte: Instituto Nacional de Estatísticas (INE) 16 A estabilidade política pós-conflito e um assinalável progresso económico caminharam de mãos dadas, com o esforço dos moçambicanos e apoio entusiástico da comunidade internacional. 15 In: Mozambique Country Governance Analysis 2007, and Para os leitores dos Relatorios de Desenvolvimento Humano (RDH), por favor notar que os dados providenciados pelo RDH global de 2007 são ligeiramente mais baixos que aqueles providenciados pelo Relatório Nacional de Desenvolvimento Humano (PNUD Moçambique) através do Instituto Nacional de Estatísticas. As diferenças incluem a população do pais, calculada em 23, no relatório global, contra os do mais recente recenseamento geral da população e habitação realizado em Agosto de 2007 (INE, 2007), assim como os dados relativos ` esperança de vida `a nascença e sobre a taxa de escolarização, ambos mais baixos no relatório global do Desenvolvimento Humano. Pesquisadores moçambicanos questionam a fiabilidade das fontes usadas pelo Escritório de Estatísticas do Relatório de Desenvolvimento do PNUD Nova Iorque ( UNDP, 1998, 2007).

20 8 RADIODIFUSÃO PÚBLICA EM ÁFRICA: RELATÓRIO SOBRE MOÇAMBIQUE O grande potencial agrícola e industrial de Moçambique dá azo a algum grau de optimismo, relativamente a perspectivas de desenvolvimento económico do País a longo prazo. Isto inclui extensas áreas de terra arável ainda disponíveis, riquezas naturais que começam a ser exploradas incluindo a restauração e criação de unidades industriais (a Barragem de Cahora Bassa, a fabrica de alumínio, Mozal, entre outras), e o gradual ressurgimento do comércio através dos corredores naturais de Maputo, Nacala e Beira, que ligam os países do hinterland Malawi e Zimbawe ao oceano Indico. (A presente crise no Zimbabwe está, contudo, a limitar o potencial do corredor da Beira.) Em Novembro de 2007, Moçambique tomou o controlo da segunda maior barragem hidroeléctrica de Africa, a Cahora Bassa (com uma capacidade de 2,075 megawatts), quando os governos de Moçambique e de Portugal acordaram na reversão da empresa que opera a infrastrutura a Hidroeléctrica de Cahora Bassa para Moçambique. Estão também em curso obras de melhoramento das infrastruturas de transportes. As facilidades integradas do porto de Nacala, por exemplo, têm vindo a atrair significativos investimentos, ligados em parte a investimentos numa refinaria de petróleo na zona. A empresa dos Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), com algum financiamento do Banco Mundial, tornou-se rentável depois de vários anos de restruturacao. Um investimento de US$ 20 milhões foi cativado para os trabalhos em curso na linha de Ressano Garcia, que liga Moçambique `a Africa do Sul. A intenção é aumentar o tráfico para 9 milhões de toneladas anualmente, a partir de Outras linhas foram concessionadas a operadores privado. 17 O País conheceu avanços significativos na redução dos níveis de pobreza; porém esta continua no centro das preocupações. Na base do custo da cesta básica de bens essenciais, o Instituto Nacional de Estatísticas (INE) constatou uma diminuição significativa na incidência da pobreza, de 69 por cento em 1996/97, para 54 em 2002/3. Não existem dados mais actuais. A pobreza é oficialmente definida como a impossibilidade por incapacidade, ou por falta de oportunidade de indivíduos, famílias e comunidades de terem acesso a condições mínimas, segundo as normas básicas da sociedade. 18 Progresso mais significativo vai implicar reformas estruturais e avultados investimentos, de forma a aumentar a produtividade Agrícola e facilitar novas e inovadores projectos micro-económicos Plano de Acção para a Redução da Pobreza Absoluta (PARPA II), ,

REDE LUTA CONTRA POBREZA URBANA RLCPU PLANO ESTRATÉGICO,2015-2017

REDE LUTA CONTRA POBREZA URBANA RLCPU PLANO ESTRATÉGICO,2015-2017 REDE LUTA CONTRA POBREZA URBANA RLCPU PLANO ESTRATÉGICO,2015-2017 Adão Augusto, Consultor 12-02-2015 1. Contextualização. Os projectos sociais fazem parte de um sistema complexo de relações que envolvem

Leia mais

Promovendo a Transparência no Financiamento Político na SADC

Promovendo a Transparência no Financiamento Político na SADC Promovendo a Transparência no Financiamento Político na SADC Setembro de 2010 Este document apresenta um resumo das principais conclusões e recomendações de um estudo sobre financiamento político na região

Leia mais

TERMOS DE REFERÊNCIA PARA A CONTRATAÇÃO DE UM CONSULTOR PARA PRESTAR APOIO ÀS ACTIVIDADES ELEITORAIS EM MOÇAMBIQUE

TERMOS DE REFERÊNCIA PARA A CONTRATAÇÃO DE UM CONSULTOR PARA PRESTAR APOIO ÀS ACTIVIDADES ELEITORAIS EM MOÇAMBIQUE TERMOS DE REFERÊNCIA PARA A CONTRATAÇÃO DE UM CONSULTOR PARA PRESTAR APOIO ÀS ACTIVIDADES ELEITORAIS EM MOÇAMBIQUE Local de trabalho: Maputo, Moçambique Duração do contrato: Três (3) meses: Novembro 2011

Leia mais

ANÚNCIO DE VAGA DESCRIÇÃO DO POSTO. Junho de 2012.

ANÚNCIO DE VAGA DESCRIÇÃO DO POSTO. Junho de 2012. ANÚNCIO DE VAGA DESCRIÇÃO DO POSTO Posição: Director Executivo Programa Inter Religioso Contra a Malária (PIRCOM) Projecto Academy for Educational Development/Communication for Change (C Change) Supervisor:

Leia mais

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA PLANIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO. SÍNTESE DA 15 a SESSÃO PLENÁRIA DO OBSERVATÓRIO DE DESENVOLVIMENTO

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA PLANIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO. SÍNTESE DA 15 a SESSÃO PLENÁRIA DO OBSERVATÓRIO DE DESENVOLVIMENTO REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA PLANIFICAÇÃO E DESENVOLVIMENTO SÍNTESE DA 15 a SESSÃO PLENÁRIA DO OBSERVATÓRIO DE DESENVOLVIMENTO Maputo, Abril de 2014 ÍNDICE I. INTRODUÇÃO... 3 II. TEMAS APRESENTADOS...

Leia mais

Tratado de Lisboa 13 Dezembro 2007. Conteúdo e desafios

Tratado de Lisboa 13 Dezembro 2007. Conteúdo e desafios Tratado de Lisboa 13 Dezembro 2007 Conteúdo e desafios Os Tratados Tratado de Paris (CECA) 18 de Abril de 1951 Tratados de Roma (CEE e CEEA) 25 de Março de 1957 Acto Único Europeu 17 de Fevereiro 1986

Leia mais

Administração de Macau pelas suas Gentes e Alto Grau de Autonomia

Administração de Macau pelas suas Gentes e Alto Grau de Autonomia Sistema Político Administração de Macau pelas suas Gentes e Alto Grau de Autonomia A 20 de Dezembro de 1999 Macau passa a Região Administrativa Especial da República Popular da China, sendo simultaneamente

Leia mais

Para informação adicional sobre os diversos países consultar: http://europa.eu.int/information_society/help/links/index_en.htm

Para informação adicional sobre os diversos países consultar: http://europa.eu.int/information_society/help/links/index_en.htm Anexo C: Súmula das principais iniciativas desenvolvidas na Europa na área da Sociedade de Informação e da mobilização do acesso à Internet em banda larga Para informação adicional sobre os diversos países

Leia mais

CLUSTER DE LOGÍSTICA URBANA DE LISBOA E VALE DO TEJO

CLUSTER DE LOGÍSTICA URBANA DE LISBOA E VALE DO TEJO CONVÉNIO CLUSTER DE LOGÍSTICA URBANA DE LISBOA E VALE DO TEJO ÍNDICE FINALIDADE... 2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS... 3 CONSTITUIÇÃO E GOVERNÂNCIA... 4 FINANCIAMENTO... 5 RELATÓRIOS... 5 Ficha de Adesão ao CLUSTER

Leia mais

MEDICUS MUNDI EM MOÇAMBIQUE A NOSSA PROPOSTA: CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS: VAMOS TORNÁ-LOS REALIDADE

MEDICUS MUNDI EM MOÇAMBIQUE A NOSSA PROPOSTA: CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS: VAMOS TORNÁ-LOS REALIDADE MEDICUS MUNDI EM MOÇAMBIQUE A NOSSA PROPOSTA: CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS: VAMOS TORNÁ-LOS REALIDADE Cuidados de Saúde Primários em Moçambique Já foi há mais de 30 anos que o sonho de Saúde para todos

Leia mais

O PÓS-GUERRA E A CRIAÇÃO DA 1ª COMUNIDADE

O PÓS-GUERRA E A CRIAÇÃO DA 1ª COMUNIDADE O PÓS-GUERRA E A CRIAÇÃO DA 1ª COMUNIDADE Durante muito tempo os países da Europa andaram em guerra. A segunda Guerra Mundial destruiu grande parte do Continente Europeu. Para evitar futuras guerras, seria

Leia mais

POLÍTICA E ESTRATÉGIA DE HABITAÇÃO PARA MOÇAMBIQUE

POLÍTICA E ESTRATÉGIA DE HABITAÇÃO PARA MOÇAMBIQUE POLÍTICA E ESTRATÉGIA DE HABITAÇÃO PARA MOÇAMBIQUE Apresentado por :Zefanias Chitsungo (Director Nacional de Habitação e Urbanismo) INTRODUÇÃO Moçambique tem mais de 20 milhões de habitantes; sendo que

Leia mais

GOVERNO. Estatuto Orgânico do Ministério da Administração Estatal

GOVERNO. Estatuto Orgânico do Ministério da Administração Estatal REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR LESTE GOVERNO Decreto N. 2/ 2003 De 23 de Julho Estatuto Orgânico do Ministério da Administração Estatal O Decreto Lei N 7/ 2003 relativo à remodelação da estrutura orgânica

Leia mais

Vencendo os desafios da Educação nos PALOP

Vencendo os desafios da Educação nos PALOP WORKSHOP INTERNACIONAL Vencendo os desafios da Educação nos PALOP Seminário para o diálogo e a troca de conhecimento e experiências na área do ensino básico destinado aos Países Africanos de expressão

Leia mais

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO

A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO A CARTA DE BANGKOK PARA A PROMOÇÃO DA SAÚDE EM UM MUNDO GLOBALIZADO Introdução Escopo A Carta de Bangkok identifica ações, compromissos e promessas necessários para abordar os determinantes da saúde em

Leia mais

Uma agenda para a mudança: conseguir acesso universal à água, ao saneamento e à higiene (WASH) até 2030.

Uma agenda para a mudança: conseguir acesso universal à água, ao saneamento e à higiene (WASH) até 2030. Uma agenda para a mudança: conseguir acesso universal à água, ao saneamento e à higiene (WASH) até 2030. O acordo sobre uma meta do Objectivo de Desenvolvimento Sustentável relativamente ao acesso universal

Leia mais

O GOVERNO. Art.º 182º da Constituição da República Portuguesa

O GOVERNO. Art.º 182º da Constituição da República Portuguesa O GOVERNO Art.º 182º da Constituição da República Portuguesa «O Governo é o órgão de condução da política geral do país e o órgão superior da Administração Pública.» 1 Pela própria ideia que se retira

Leia mais

PAZ, FRAGILIDADE E SEGURANÇA A AGENDA PÓS-2015 E OS DESAFIOS À CPLP

PAZ, FRAGILIDADE E SEGURANÇA A AGENDA PÓS-2015 E OS DESAFIOS À CPLP PAZ, FRAGILIDADE E SEGURANÇA A AGENDA PÓS-2015 E OS DESAFIOS À CPLP 7 Maio 10 Horas NÚCLEO DE ESTUDANTES DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS ORGANIZAÇÃO: COM A PARTICIPAÇÃO: Paz, Fragilidade e Segurança A A G E

Leia mais

UMA VISÃO GERAL SOBRE O PROJECTODA WORLD WIDE WEB FOUNDATION "DIREITOS DAS MULHERES ONLINE" Por: Alsácia Atanásio. Coordenadora do Projecto

UMA VISÃO GERAL SOBRE O PROJECTODA WORLD WIDE WEB FOUNDATION DIREITOS DAS MULHERES ONLINE Por: Alsácia Atanásio. Coordenadora do Projecto UMA VISÃO GERAL SOBRE O PROJECTODA WORLD WIDE WEB FOUNDATION "DIREITOS DAS MULHERES ONLINE" Por: Alsácia Atanásio Coordenadora do Projecto SIITRI, Moçambique Ò o UMA VISÃO GERAL SOBRE O PROJECTO DA WORLD

Leia mais

Reforma institucional do Secretariado da SADC

Reforma institucional do Secretariado da SADC Reforma institucional do Secretariado da SADC Ganhamos este prémio e queremos mostrar que podemos ainda mais construirmos sobre este sucesso para alcançarmos maiores benefícios para a região da SADC e

Leia mais

OS TRIBUNAIS E O MINISTÉRIO PÚBLICO

OS TRIBUNAIS E O MINISTÉRIO PÚBLICO OS TRIBUNAIS E O MINISTÉRIO PÚBLICO Art.º 202º da Constituição da República Portuguesa «1. Os tribunais são órgãos de soberania com competência para Administrar a justiça em nome do povo. (...)» A lei

Leia mais

UNIÃO EUROPEIA MISSÃO DE ACOMPANHAMENTO ELEITORAL MOÇAMBIQUE 2013

UNIÃO EUROPEIA MISSÃO DE ACOMPANHAMENTO ELEITORAL MOÇAMBIQUE 2013 UNIÃO EUROPEIA MISSÃO DE ACOMPANHAMENTO ELEITORAL MOÇAMBIQUE 2013 RESUMO Julho 2013 As Missões de Acompanhamento Eleitoral da União Europeia são independentes das instituições da União Europeia. O presente

Leia mais

Sua Excelência, Doutor Abrahão Gourgel, Ministro da Economia,

Sua Excelência, Doutor Abrahão Gourgel, Ministro da Economia, ANGOLA NO CONTEXTO DA INTEGRAÇAO ECONÓMICA REGIONAL 29 de Setembro, 2015 Intervenção do Doutor Paolo Balladelli, Representante Residente do PNUD em Angola Sua Excelência, Doutor Abrahão Gourgel, Ministro

Leia mais

Estatuto Orgânico do Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social

Estatuto Orgânico do Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social Estatuto Orgânico do Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social Ter, 02 de Junho de 2009 18:38 Administrador REPÚBLICA DE ANGOLA Conselho de Ministros Decreto-lei nº 8 /07 de 4 de

Leia mais

Audit Medel Portugal. Questionário. Magistratura Judicial: 1- Os juízes são independentes?

Audit Medel Portugal. Questionário. Magistratura Judicial: 1- Os juízes são independentes? Audit Medel Portugal Tendo em vista adoptar procedimentos de trabalho que viabilizem a obtenção, no tempo disponível e necessariamente limitado em que vai decorrer a visita dos auditores internacionais,

Leia mais

Consultoria Para Mapeamento os Actores e Serviços de Apoio as Mulheres Vitimas de Violência no País 60 dias

Consultoria Para Mapeamento os Actores e Serviços de Apoio as Mulheres Vitimas de Violência no País 60 dias TERMO DE REFERÊNCIA Consultoria Para Mapeamento os Actores e Serviços de Apoio as Mulheres Vitimas de Violência no País 60 dias 1. Contexto e Justificação O Programa conjunto sobre o Empoderamento da Mulher

Leia mais

3. A autonomia político-administrativa regional não afecta a integridade da soberania do Estado e exerce-se no quadro da Constituição.

3. A autonomia político-administrativa regional não afecta a integridade da soberania do Estado e exerce-se no quadro da Constituição. TÍTULO VII - Regiões autónomas Artigo 225.º (Regime político-administrativo dos Açores e da Madeira) 1. O regime político-administrativo próprio dos arquipélagos dos Açores e da Madeira fundamenta-se nas

Leia mais

ESTATUTOS. Artigo 1º (Nome e Sede)

ESTATUTOS. Artigo 1º (Nome e Sede) ESTATUTOS Artigo 1º (Nome e Sede) O nome da associação é A Rocha Associação Cristã de Estudos e Defesa do Ambiente e a sua sede é na Cruzinha, Mexilhoeira Grande, em Portimão. Artigo 2º (Natureza e Fins)

Leia mais

TERMOS DE REFERÊNCIA PARA O POSTO DE CONSELHEIRO EM GESTÃO DE FINANÇAS PUBLICAS

TERMOS DE REFERÊNCIA PARA O POSTO DE CONSELHEIRO EM GESTÃO DE FINANÇAS PUBLICAS I. Introdução TERMOS DE REFERÊNCIA PARA O POSTO DE CONSELHEIRO EM GESTÃO DE FINANÇAS PUBLICAS O melhoramento da prestação de serviços públicos constitui uma das principais prioridades do Governo da Província

Leia mais

ESTATUTO DA ASSEMBLEIA PARLAMENTAR DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA

ESTATUTO DA ASSEMBLEIA PARLAMENTAR DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA ESTATUTO DA ASSEMBLEIA PARLAMENTAR DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA Nós, representantes democraticamente eleitos dos Parlamentos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné- Bissau, Moçambique, Portugal,

Leia mais

Projecto de Governo Electrónico e de Infra-estruturas de Comunicação

Projecto de Governo Electrónico e de Infra-estruturas de Comunicação Projecto de Governo Electrónico e de Infra-estruturas de Comunicação (Mozambique egovernment and Communication Infrastructure Project) (MEGCIP) 5º Fórum Lusófono das Comunicações Painel 4: Infra-estruturas

Leia mais

PRÉMIO NACIONAL DE JORNALISMO SOBRE TRIBUTAÇÃO

PRÉMIO NACIONAL DE JORNALISMO SOBRE TRIBUTAÇÃO Pr émio Nacional Jornalismo sobre Tributação PRÉMIO NACIONAL DE JORNALISMO SOBRE TRIBUTAÇÃO I. Justificação 1. A comunicação social desempenha, nos dias de hoje, um papel insubstituível na sociedade, ao

Leia mais

Protecção Social para um Crescimento Inclusivo. Nuno Cunha Nações Unidas

Protecção Social para um Crescimento Inclusivo. Nuno Cunha Nações Unidas Protecção Social para um Crescimento Inclusivo Nuno Cunha Nações Unidas Contexto moçambicano O País tem experienciado um crescimento económico impressionante nos últimos 15 anos Importantes progressos

Leia mais

REGULAMENTO SANITÁRIO INTERNACIONAL (2005) Relatório do Director Regional RESUMO

REGULAMENTO SANITÁRIO INTERNACIONAL (2005) Relatório do Director Regional RESUMO 15 de Junho de 2006 COMITÉ REGIONAL AFRICANO ORIGINAL: FRANCÊS Quinquagésima-sexta sessão Addis Abeba, Etiópia, 28 de Agosto - 1 de Setembro de 2006 REGULAMENTO SANITÁRIO INTERNACIONAL (2005) Relatório

Leia mais

PROGRAMA DE ACÇÃO COMUNITÁRIO RELATIVO À VIGILÂNCIA DA SAÚDE PROJECTO DE PROGRAMA DE TRABALHO 1998-1999 (Art. 5.2.b da Decisão Nº 1400/97/CE)

PROGRAMA DE ACÇÃO COMUNITÁRIO RELATIVO À VIGILÂNCIA DA SAÚDE PROJECTO DE PROGRAMA DE TRABALHO 1998-1999 (Art. 5.2.b da Decisão Nº 1400/97/CE) PROGRAMA DE ACÇÃO COMUNITÁRIO RELATIVO À VIGILÂNCIA DA SAÚDE PROJECTO DE PROGRAMA DE TRABALHO 1998-1999 (Art. 5.2.b da Decisão Nº 1400/97/CE) 1. INTRODUÇÃO As actividades da União Europeia no domínio da

Leia mais

A GOVERNANÇA INTERNACIONAL PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: ECOSOC, COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, PNUMA

A GOVERNANÇA INTERNACIONAL PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: ECOSOC, COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, PNUMA A GOVERNANÇA INTERNACIONAL PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL: ECOSOC, COMISSÃO DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, PNUMA Tarciso Dal Maso Jardim 1 A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável,

Leia mais

Moçambique. Estratégia da Suécia para a cooperação para o desenvolvimento com 2015-2020 MFA

Moçambique. Estratégia da Suécia para a cooperação para o desenvolvimento com 2015-2020 MFA MINISTRY FOR FOREIGN AFFAIRS, SWEDEN UTRIKESDEPARTEMENTET Estratégia da Suécia para a cooperação para o desenvolvimento com Moçambique 2015-2020 MFA 103 39 Stockholm Telephone: +46 8 405 10 00, Web site:

Leia mais

Descrição de Tarefas para a Posição de Director de Programas, Políticas e Comunicação da AAMOZ

Descrição de Tarefas para a Posição de Director de Programas, Políticas e Comunicação da AAMOZ Descrição de Tarefas para a Posição de Director de Programas, Políticas e Comunicação da AAMOZ ActionAid é uma federação internacional trabalhando para erradicar a pobreza e a injustiça. A ActionAid foi

Leia mais

GRANDES OPÇÕES DO PLANO 2008 PRINCIPAIS ASPECTOS

GRANDES OPÇÕES DO PLANO 2008 PRINCIPAIS ASPECTOS GRANDES OPÇÕES DO PLANO 2008 PRINCIPAIS ASPECTOS I. INTRODUÇÃO O Governo apresentou ao Conselho Económico e Social o Projecto de Grandes Opções do Plano 2008 (GOP 2008) para que este Órgão, de acordo com

Leia mais

ESCLARECIMENTO ORDEM DOS ARQUITECTOS, ENCOMENDA PÚBLICA E PARQUE ESCOLAR. UMA CRONOLOGIA 29-03-2010

ESCLARECIMENTO ORDEM DOS ARQUITECTOS, ENCOMENDA PÚBLICA E PARQUE ESCOLAR. UMA CRONOLOGIA 29-03-2010 ESCLARECIMENTO ORDEM DOS ARQUITECTOS, ENCOMENDA PÚBLICA E PARQUE ESCOLAR. UMA CRONOLOGIA 29-03-2010 Por forma a melhor esclarecer os membros da OA quanto à posição e actuação da Ordem, nos últimos dois

Leia mais

Estratégia de parceria global da IBIS 2012. Estratégia de parceria global da IBIS

Estratégia de parceria global da IBIS 2012. Estratégia de parceria global da IBIS Estratégia de parceria global da IBIS Aprovada pelo conselho da IBIS, Agosto de 2008 1 Introdução A Visão da IBIS 2012 realça a importância de estabelecer parcerias com diferentes tipos de organizações

Leia mais

Relatório anual sobre as atividades do Registo de Transparência 2014

Relatório anual sobre as atividades do Registo de Transparência 2014 Relatório anual sobre as atividades do Registo de Transparência 2014 Apresentado pelos Secretários-Gerais do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia à Vice-Presidente do Parlamento Europeu Sylvie Guillaume

Leia mais

Desenvolvimento Local nos Territórios Rurais: desafios para 2014-2020

Desenvolvimento Local nos Territórios Rurais: desafios para 2014-2020 Desenvolvimento Local nos Territórios Rurais: desafios para 2014-2020 Seminário Turismo Sustentável no Espaço Rural: Experiências de Sucesso em Portugal e na Europa Castro Verde - 06 de Março 2013 Joaquim

Leia mais

Vítor Caldeira. Presidente do Tribunal de Contas Europeu

Vítor Caldeira. Presidente do Tribunal de Contas Europeu Os Tribunais de Contas e os desafios do futuro Vítor Caldeira Presidente do Tribunal de Contas Europeu Sessão solene comemorativa dos 160 anos do Tribunal de Contas Lisboa, 13 de Julho de 2009 ECA/09/46

Leia mais

Ministério da Ciência e Tecnologia

Ministério da Ciência e Tecnologia Ministério da Ciência e Tecnologia Conselho de Ministros DECRETO nº.../07 de... de... Considerando que as aplicações pacíficas de energia atómica assumem cada vez mais um papel significativo no desenvolvimento

Leia mais

PARLAMENTO EUROPEU. Comissão do Desenvolvimento PROJECTO DE PARECER. destinado à Comissão dos Assuntos Externos

PARLAMENTO EUROPEU. Comissão do Desenvolvimento PROJECTO DE PARECER. destinado à Comissão dos Assuntos Externos PARLAMENTO EUROPEU 2004 ««««««««««««Comissão do Desenvolvimento 2009 PROVISÓRIO 2004/2168(INI) 22.2.2005 PROJECTO DE PARECER da Comissão do Desenvolvimento destinado à Comissão dos Assuntos Externos sobre

Leia mais

Estatutos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa

Estatutos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa Estatutos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (com revisões de São Tomé/2001, Brasília/2002, Luanda/2005, Bissau/2006 e Lisboa/2007) Artigo 1º (Denominação) A Comunidade dos Países de Língua

Leia mais

TORs da Avaliação do CCF Julho, 2014

TORs da Avaliação do CCF Julho, 2014 1. CONTEXTO AVALIAÇÃO DO CENTRO CRIANÇA FELIZ Termos de Referência O projecto Centro Criança Feliz é uma iniciativa da IBIS Moçambique, concebida e por si implementada desde 2008. O projecto surgiu no

Leia mais

2º Fórum Lusófono de Mulheres em Postos de Tomada de Decisão Luanda, 17-18 de Julho 2002

2º Fórum Lusófono de Mulheres em Postos de Tomada de Decisão Luanda, 17-18 de Julho 2002 2º Fórum Lusófono de Mulheres em Postos de Tomada de Decisão Luanda, 17-18 de Julho 2002 Tema: A Situação Actual da Educação das Jovens e Mulheres Leontina Virgínia Sarmento dos Muchangos Direcção Nacional

Leia mais

Integração de uma abordagem de género na gestão de recursos hídricos e fundiários Documento de Posição de organizações e redes dos PALOPs

Integração de uma abordagem de género na gestão de recursos hídricos e fundiários Documento de Posição de organizações e redes dos PALOPs Integração de uma abordagem de género na gestão de recursos hídricos e fundiários Documento de Posição de organizações e redes dos PALOPs Isabel Dinis, ACTUAR Lisboa, 3 de Junho de 2010 ACTUAR - ASSOCIAÇÃO

Leia mais

Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva

Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva Implementação do Processo de Avaliação Inclusiva Na parte final da fase 1 do projecto Processo de Avaliação em Contextos Inclusivos foi discutido o conceito processo de avaliação inclusiva e prepararam-se

Leia mais

Acção Social Produtiva em Moçambique: algumas questões chave para discussão

Acção Social Produtiva em Moçambique: algumas questões chave para discussão Acção Social Produtiva em Moçambique: algumas questões chave para discussão Denise Magalhães Projecto STEP em Moçambique Maputo, 12 de Maio de 2010 1 Elementos chave na definição de um Programa Nacional

Leia mais

DESTAQUES LEGISLATIVOS DEZEMBRO 2013

DESTAQUES LEGISLATIVOS DEZEMBRO 2013 ANGOLA JANEIRO 2014 VISÃO GLOBAL, EXPERIÊNCIA LOCAL DESTAQUES LEGISLATIVOS DEZEMBRO 2013 AMBIENTE DESPACHO N.º 2746/13, MINISTÉRIO DO AMBIENTE DIÁRIO DA REPÚBLICA Iª SÉRIE N.º 235, DE 6 DE DEZEMBRO DE

Leia mais

TANZÂNIA: SOBRE O CONSENSO ATRAVÉS DO CÓDIGO DE CONDUTA. Por R.R. KIRAVU DIRECTOR DAS ELEIÇÕES COMISSÃO ELEITORAL NACIONAL TANZÂNIA

TANZÂNIA: SOBRE O CONSENSO ATRAVÉS DO CÓDIGO DE CONDUTA. Por R.R. KIRAVU DIRECTOR DAS ELEIÇÕES COMISSÃO ELEITORAL NACIONAL TANZÂNIA TANZÂNIA: SOBRE O CONSENSO ATRAVÉS DO CÓDIGO DE CONDUTA Por R.R. KIRAVU DIRECTOR DAS ELEIÇÕES COMISSÃO ELEITORAL NACIONAL TANZÂNIA 1.0 INTRODUÇÃO 1.1 As eleições multipartidárias são essenciais para a

Leia mais

Addis Ababa, ETHIOPIA P. O. Box 3243 Telephone 517 Fax: 517844

Addis Ababa, ETHIOPIA P. O. Box 3243 Telephone 517 Fax: 517844 SA11715 AFRICAN UNION UNION AFRICAINE UNIÃO AFRICANA Addis Ababa, ETHIOPIA P. O. Box 3243 Telephone 517 Fax: 517844 MECANISMO REVISTO DE ACOMPANHAMENTO DA IMPLEMENTAÇÃO, MONITORIZAÇÃO E AVALIAÇÃO DO PLANO

Leia mais

ANÚNCIO Nº AfCHPR/07/2011

ANÚNCIO Nº AfCHPR/07/2011 AFRICAN UNION UNION AFRICAINE UNIÃO AFRICANA AFRICAN COURT ON HUMAN AND PEOPLES RIGHTS COUR AFRICAINE DES DROITS DE L HOMME ET DES PEUPLES P.O Box 6274 Arusha, Tanzania, Tel: +255 732 979506/9; Fax: +255

Leia mais

(2006/C 297/02) considerando o seguinte: constatando que:

(2006/C 297/02) considerando o seguinte: constatando que: C 297/6 Resolução do Conselho e dos Representantes Governos dos Estados-Membros, reunidos no Conselho, relativa à realização dos objectivos comuns em matéria de participação e informação dos jovens para

Leia mais

PROJECTO DE LEI N.º 351/XI

PROJECTO DE LEI N.º 351/XI Grupo Parlamentar PROJECTO DE LEI N.º 351/XI ALTERA A FORMA DE DESIGNAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO DA RÁDIO E TELEVISÃO DE PORTUGAL, S.A. E ESTABELECE A OBRIGATORIEDADE DE DEFINIÇÃO DE UM PROGRAMA ESTRATÉGICO

Leia mais

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DAS FINANÇAS

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DAS FINANÇAS REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DAS FINANÇAS Assunto: Integração das Transferências Sociais directas e indirectas no Orçamento do Estado: O Caso de Moçambique 1. A economia moçambicana registou nos

Leia mais

Avaliando o Cenário Político para Advocacia

Avaliando o Cenário Político para Advocacia Avaliando o Cenário Político para Advocacia Tomando em consideração os limites de tempo e recursos dos implementadores, as ferramentas da série Straight to the Point (Directo ao Ponto), da Pathfinder International,

Leia mais

Estatutos do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CONSAN-CPLP) Preâmbulo

Estatutos do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CONSAN-CPLP) Preâmbulo Estatutos do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CONSAN-CPLP) Preâmbulo Os Estados membros da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa,

Leia mais

Regulamento do Conselho de Administração da Assembleia da República

Regulamento do Conselho de Administração da Assembleia da República Regulamento do Conselho de Administração da Assembleia da República publicado no Diário da Assembleia da República, II Série C, n.º 11 de 8 de Janeiro de 1991 Conselho de Administração O Conselho de Administração

Leia mais

Our innovative solutions wherever you need us. ABREU ADVOGADOS FERREIRA ROCHA & ASSOCIADOS Em parceria: Portugal Moçambique. Consolidar o Futuro

Our innovative solutions wherever you need us. ABREU ADVOGADOS FERREIRA ROCHA & ASSOCIADOS Em parceria: Portugal Moçambique. Consolidar o Futuro Our innovative solutions wherever you need us. ABREU ADVOGADOS FERREIRA ROCHA & ASSOCIADOS Em parceria: Portugal Moçambique Consolidar o Futuro Abreu Advogados Ferreira Rocha & Associados 2012 PORTUGAL

Leia mais

Implementação de Direitos Humanos em nível local na Noruega

Implementação de Direitos Humanos em nível local na Noruega Implementação de Direitos Humanos em nível local na Noruega Njal Hoestmaelingen, Diretor do Instituto de Direito e Política Internacional (ILPI) Discurso feito por Njaal Hoestmaelingen no Seminário de

Leia mais

DECLARAÇÃO FINAL Quebec, 21 de setembro de 1997

DECLARAÇÃO FINAL Quebec, 21 de setembro de 1997 DECLARAÇÃO FINAL Quebec, 21 de setembro de 1997 Reunidos na cidade de Quebec de 18 a 22 de setembro de 1997, na Conferência Parlamentar das Américas, nós, parlamentares das Américas, Considerando que o

Leia mais

Auto-emprego Juvenil e o Papel das Cooperativas Modernas Maputo, 02 de Agosto de 2012

Auto-emprego Juvenil e o Papel das Cooperativas Modernas Maputo, 02 de Agosto de 2012 Auto-emprego Juvenil e o Papel das Cooperativas Modernas Maputo, 02 de Agosto de 2012 Por Ocasião do Lançamento do Projecto Oficinas de Trabalho e Aprendizagem promovido pela O nosso bem estar e a qualidade

Leia mais

Delegação da União Europeia em Moçambique

Delegação da União Europeia em Moçambique REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS E COOPERAÇÃO GABINETE DO ORDENADOR NACIONAL PARA A COOPERAÇÃO MOÇAMBIQUE / UE Delegação da União Europeia em Moçambique REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE

Leia mais

2007 Licenciatura em Relações Internacionais e Diplomacia pelo Instituto Superior de Relações Internacionais (ISRI) Maputo Moçambique.

2007 Licenciatura em Relações Internacionais e Diplomacia pelo Instituto Superior de Relações Internacionais (ISRI) Maputo Moçambique. CURRICULUM VITAE CHAGAS LEVENE Escritório Residência Estudos e Pesquisas Aplicadas, Lda Travessa da Azurara n o 11 Bairro da Sommerschield Tel/fax (+258) 21 485383 Cell: (+258) 82 6255794 clevene@kula.co.mz

Leia mais

Através de projectos estruturantes, 1. construir as referências da modernidade dos países e das regiões, 2. criar redes sólidas de suporte ao

Através de projectos estruturantes, 1. construir as referências da modernidade dos países e das regiões, 2. criar redes sólidas de suporte ao Desenvolvimento Através de projectos estruturantes, 1. construir as referências da modernidade dos países e das regiões, 2. criar redes sólidas de suporte ao desenvolvimento económico, 3. mobilizar os

Leia mais

PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO

PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO PRESSUPOSTOS BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO NO ALENTEJO ÍNDICE 11. PRESSUPOSTO BASE PARA UMA ESTRATÉGIA DE INOVAÇÃO 25 NO ALENTEJO pág. 11.1. Um sistema regional de inovação orientado para a competitividade

Leia mais

MENSAGEM DO PRESIDENTE2012

MENSAGEM DO PRESIDENTE2012 1. Pela 12 ª vez relatamos atividades e prestamos contas. Este é dos actos mais nobres de um eleito, mostrar o que fez, como geriu o dinheiro dos cidadãos, dar transparência à governação. Constitui um

Leia mais

SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA, PRESTAÇÃO DE CONTAS E RESPONSABILIDADE

SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA, PRESTAÇÃO DE CONTAS E RESPONSABILIDADE V EUROSAI/OLACEFS CONFERENCE SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA, PRESTAÇÃO DE CONTAS E RESPONSABILIDADE CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES A V Conferência EUROSAI/OLACEFS reuniu, em Lisboa, nos dias 10 e 11 de Maio de

Leia mais

Proposta de Metodologia na Elaboração de Projectos

Proposta de Metodologia na Elaboração de Projectos Proposta de Metodologia na Elaboração de Projectos A Lei n.º115/99, de 3 de Agosto, estabeleceu o regime jurídico das associações representativas dos imigrantes e seus descendentes, prevendo o reconhecimento

Leia mais

Sessão de Abertura Muito Bom dia, Senhores Secretários de Estado Senhor Presidente da FCT Senhoras e Senhores 1 - INTRODUÇÃO

Sessão de Abertura Muito Bom dia, Senhores Secretários de Estado Senhor Presidente da FCT Senhoras e Senhores 1 - INTRODUÇÃO Sessão de Abertura Muito Bom dia, Senhores Secretários de Estado Senhor Presidente da FCT Senhoras e Senhores 1 - INTRODUÇÃO Gostaria de começar por agradecer o amável convite que a FCT me dirigiu para

Leia mais

DESCRIÇÃO DO TRABALHO. Directora Nacional, WWF Moçambique

DESCRIÇÃO DO TRABALHO. Directora Nacional, WWF Moçambique DESCRIÇÃO DO TRABALHO Título de posição: Responde a: Supervisiona: Localização: Gestor de Comunicação Directora Nacional, WWF Moçambique Todo pessoal de comunicações Maputo, Moçambique Data: 19 de Agosto

Leia mais

CAPÍTULO VII (Disposições Finais e Transitórias)

CAPÍTULO VII (Disposições Finais e Transitórias) Artigo 18º (Comissão Eleitoral) 1. O procedimento eleitoral será conduzido por uma comissão eleitoral constituída por dois vogais, designados pelo Conselho Científico de entre os seus membros, e presidida

Leia mais

CONSELHO MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL REGULAMENTO. Artigo 1º. (Natureza) Artigo 2º. (Objectivos)

CONSELHO MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL REGULAMENTO. Artigo 1º. (Natureza) Artigo 2º. (Objectivos) CONSELHO MUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÓMICO E SOCIAL REGULAMENTO Artigo 1º (Natureza) O Conselho Municipal de Desenvolvimento Económico e Social (CMDES) é um órgão de reflexão e consulta no domínio

Leia mais

F O R M A Ç Ã O. ÓRGÃOS das

F O R M A Ç Ã O. ÓRGÃOS das F O R M A Ç Ã O ÓRGÃOS das AUTARQUIAS JORGE GASPAR AUTARQUIAS LOCAIS Noção e enquadramento As autarquias locais são pessoas colectivas territoriais, dotadas de órgãos representativos, que visam a prossecução

Leia mais

IMF Survey. África deve crescer mais em meio a mudanças nas tendências mundiais

IMF Survey. África deve crescer mais em meio a mudanças nas tendências mundiais IMF Survey PERSPECTIVAS ECONÓMICAS REGIONAIS África deve crescer mais em meio a mudanças nas tendências mundiais Por Jesus Gonzalez-Garcia e Juan Treviño Departamento da África, FMI 24 de Abril de 2014

Leia mais

Outubro 2013. ARTIGO 19 Rua João Adolfo, 118 conjunto 802 Centro CEP: 01050-020 - São Paulo SP www.artigo19.org +55 11 3057 0042 +55 11 3057 0071

Outubro 2013. ARTIGO 19 Rua João Adolfo, 118 conjunto 802 Centro CEP: 01050-020 - São Paulo SP www.artigo19.org +55 11 3057 0042 +55 11 3057 0071 A Artigo 19 apresenta análise comparada de países que permitem publicidade e propaganda comercial em rádios comunitárias em referência à minuta do Projeto Legislativo do Senado que propõe possibilitar

Leia mais

Grupo Parlamentar PROJECTO DE LEI N.º./X ALTERA O ESTATUTO DOS DEPUTADOS, ADITANDO NOVOS IMPEDIMENTOS. Exposição de motivos

Grupo Parlamentar PROJECTO DE LEI N.º./X ALTERA O ESTATUTO DOS DEPUTADOS, ADITANDO NOVOS IMPEDIMENTOS. Exposição de motivos Grupo Parlamentar PROJECTO DE LEI N.º./X ALTERA O ESTATUTO DOS DEPUTADOS, ADITANDO NOVOS IMPEDIMENTOS Exposição de motivos O debate em torno da transparência da vida democrática e do sistema político tem

Leia mais

Aspectos fundamentais para uma posição da FSESP sobre os desenvolvimentos no sector europeu dos resíduos

Aspectos fundamentais para uma posição da FSESP sobre os desenvolvimentos no sector europeu dos resíduos Aspectos fundamentais para uma posição da FSESP sobre os desenvolvimentos no sector europeu Documento final conforme adoptado pelo Comité Executivo, 25-26/05/1998 Aspectos fundamentais para uma posição

Leia mais

Expansão, qualidade e eficiência do Ensino Superior em Moçambique

Expansão, qualidade e eficiência do Ensino Superior em Moçambique A Gestão Académica como determinante da Qualidade de Ensino Rodrigues, M.A.F 1. e Cassy, B 2 e-mail: malexa.rodrigues@gmail.com; bhangy.cassy@unizambeze.ac.mz Palavras-Chave: gestão académica, qualidade

Leia mais

PORTUGAL INDEPENDENTE, DENTRO OU FORA DO EURO, ACABOU. DENUNCIEI, BUT... NINGUÉM LIGOU - MALDITOS!

PORTUGAL INDEPENDENTE, DENTRO OU FORA DO EURO, ACABOU. DENUNCIEI, BUT... NINGUÉM LIGOU - MALDITOS! PORTUGAL INDEPENDENTE, DENTRO OU FORA DO EURO, ACABOU. DENUNCIEI, BUT... NINGUÉM LIGOU - MALDITOS! FINISPORTUGAL! PRIVATIZAÇÕES. (Publicado em 20 Dezembro 2012) 1- Conceito Estratégico de Defesa Naciona

Leia mais

nossa vida mundo mais vasto

nossa vida mundo mais vasto Mudar o Mundo Mudar o Mundo O mundo começa aqui, na nossa vida, na nossa experiência de vida. Propomos descobrir um mundo mais vasto, Propomos mudar o mundo com um projecto que criou outros projectos,

Leia mais

Excelência Senhor presidente da COP 19 Excelências distintos chefes de delegações aqui presentes Minhas senhoras e meus senhores (1)

Excelência Senhor presidente da COP 19 Excelências distintos chefes de delegações aqui presentes Minhas senhoras e meus senhores (1) Excelência Senhor presidente da COP 19 Excelências distintos chefes de delegações aqui presentes Minhas senhoras e meus senhores (1) Permitam que em nome do Governo de Angola e de Sua Excelência Presidente

Leia mais

AGÊNCIA DE COORDENAÇÃO E PLANEAMENTO NEPAD

AGÊNCIA DE COORDENAÇÃO E PLANEAMENTO NEPAD AGÊNCIA DE COORDENAÇÃO E PLANEAMENTO NEPAD ANÚNCIO DE VAGA: CHEFE DE PROGRAMA ABRANGENTE DE DESENVOLVIMENTO DE AGRICULTURA EM ÁFRICA (CAADP) NO.VA/NPCA/14/16 A União Africana (UA), estabelecida como um

Leia mais

I REUNIÃO DE MINISTROS DA ENERGIA DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA. Cascais, 23 de junho de 2015. Declaração de Cascais

I REUNIÃO DE MINISTROS DA ENERGIA DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA. Cascais, 23 de junho de 2015. Declaração de Cascais I REUNIÃO DE MINISTROS DA ENERGIA DA COMUNIDADE DOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA Cascais, 23 de junho de 2015 Declaração de Cascais Os Ministros responsáveis pela Energia da Comunidade dos Países de Língua

Leia mais

DIRECTIVA N 01/2009/CM/UEMOA Sobre o Código de Transparência na Gestão das Finanças Públicas NO SEIO DA UEMOA

DIRECTIVA N 01/2009/CM/UEMOA Sobre o Código de Transparência na Gestão das Finanças Públicas NO SEIO DA UEMOA UNIÃO ECONÓMICA E MONETÁRIA OESTE AFRICANA O Conselho de Ministros DIRECTIVA N 01/2009/CM/UEMOA Sobre o Código de Transparência na Gestão das Finanças Públicas NO SEIO DA UEMOA O CONSELHO DE MINISTROS

Leia mais

Estatuto do Direito de Oposição

Estatuto do Direito de Oposição Estatuto do Direito de Oposição Lei n.º 24/98, de 26 de Maio A Assembleia da República decreta, nos termos dos artigos 114.º, 161.º, alínea c), 164.º, alínea h), e 166.º, n.º 3, e do artigo 112.º, n.º

Leia mais

A Estrategia de Desenvolvimento Rural e o Programa de Promoção do Uso dos Recursos Naturais para o Desenvolvimento

A Estrategia de Desenvolvimento Rural e o Programa de Promoção do Uso dos Recursos Naturais para o Desenvolvimento REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO ESTATAL Direcção Nacional de Promoção do Desenvolvimento Rural A Estrategia de Desenvolvimento Rural e o Programa de Promoção do Uso dos Recursos Naturais

Leia mais

BR/2001/PI/H/3. Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO), Dakar, 25 de Abril de 2000

BR/2001/PI/H/3. Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO), Dakar, 25 de Abril de 2000 BR/2001/PI/H/3 Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO), Dakar, 25 de Abril de 2000 2001 Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO),

Leia mais

República de Moçambique. Ministério Das Finanças

República de Moçambique. Ministério Das Finanças República de Moçambique Ministério Das Finanças CEDSIF Centro de Desenvolvimento de Sistemas de Informação de Finanças TERMOS DE REFERÊNCIA PARA O OBJECTO 1 E/OU OBJECTO 2 MAPUTO, Setembro de 2012 2 Introdução

Leia mais

FRÁGEIS E EM SITUAÇÕES DE FRAGILIDADE

FRÁGEIS E EM SITUAÇÕES DE FRAGILIDADE PRINCÍPIOS PARA UMA INTERVENÇÃO INTERNACIONAL EFICAZ EM ESTADOS PRINCÍPIOS - Março 2008 Preâmbulo Uma saída sustentável da pobreza e da insegurança nos Estados mais frágeis do mundo terá de ser conduzida

Leia mais

Visualização. O questionário só pode ser preenchido em linha.

Visualização. O questionário só pode ser preenchido em linha. Visualização. O questionário só pode ser preenchido em linha. Questionário «Para uma avaliação intercalar da Estratégia Europa 2020 do ponto de vista dos municípios e regiões da UE» Contexto A revisão

Leia mais

ALIANÇA ESTRATÉGICA DA SAÚDE E AMBIENTE PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE LIBREVILLE

ALIANÇA ESTRATÉGICA DA SAÚDE E AMBIENTE PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE LIBREVILLE ALIANÇA ESTRATÉGICA DA SAÚDE E AMBIENTE PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE LIBREVILLE Projecto IMCHE/2/CP2 1 ALIANÇA ESTRATÉGICA DA SAÚDE E AMBIENTE PARA A IMPLEMENTAÇÃO DA DECLARAÇÃO DE LIBREVILLE

Leia mais

República de Moçambique Ministério das Finanças SISTAFE

República de Moçambique Ministério das Finanças SISTAFE República de Moçambique Ministério das Finanças SISTAFE Data de Geração: 01/10/2012 Orçamento do Estado para Ano de 2013 Código Designação 0101 Presidência da República 150,000.00 0.00 150,000.00 0105

Leia mais

MODELO DE GESTÃO DO SISTAFE

MODELO DE GESTÃO DO SISTAFE REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE MINISTÉRIO DO PLANO E FINANÇAS GABINETE DA MINISTRA Unidade Técnica da Reforma Da Administração Financeira do Estado - UTRAFE MODELO DE GESTÃO DO SISTAFE Maputo, 12 de Julho de

Leia mais

VERSÃO RESUMIDA (PILARES E OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS)

VERSÃO RESUMIDA (PILARES E OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS) VERSÃO RESUMIDA (PILARES E OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS) 1 Plano Estratégico do CCM 2013 a 2017 Versão Resumida 1. ANÁLISE DO CONTEXTO 1. 1. Justiça Económica e Social A abundância dos recursos naturais constitui

Leia mais

Glossário. Assembleia de Voto É o local onde o eleitor vota, ou o conjunto de cerca de 1.000 eleitores que a integram.

Glossário. Assembleia de Voto É o local onde o eleitor vota, ou o conjunto de cerca de 1.000 eleitores que a integram. Glossário Apuramento Geral É a determinação final e a nível nacional através de escrutínio, da vontade expressa pelos eleitores relativamente à escolha dos Deputados ao Parlamento e do Presidente da República.

Leia mais