A PREVENÇÃO E O CONTROLE DA VIOLÊNCIA E CRIMINALIDADE: PROGRAMAS EXITOSOS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A PREVENÇÃO E O CONTROLE DA VIOLÊNCIA E CRIMINALIDADE: PROGRAMAS EXITOSOS"

Transcrição

1 1 A PREVENÇÃO E O CONTROLE DA VIOLÊNCIA E CRIMINALIDADE: PROGRAMAS EXITOSOS Francisco Gelinski Neto UFSC Jediael Emanoel Pereira da Silva 1. INTRODUÇÃO O objetivo deste artigo é resgatar políticas e/ou ações de sucesso na prevenção e combate da violência e criminalidade utilizadas em outros países, no Brasil e em Santa Catarina. Na esteira de urbanização acelerada e de problemas relacionados ao crime e à sensação de impunidade a sociedade brasileira preocupa-se cada vez mais com a violência. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a taxa nacional de homicídios no Brasil é de 27 por cem mil habitantes, muito superior a de países desenvolvidos. No Japão, Canadá e Estados Unidos a taxa atinge respectivamente apenas um, dois e oito homicídios por cem mil habitantes respectivamente (BELCHIOR, 2007) 1. Segundo Waiselfisz (2011), as políticas desenvolvidas pelo governo brasileiro a partir de 2003 conseguiram estancar o número de homicídios que vinham crescendo desde Entretanto, os índices ainda continuam muito altos se comparados com outros países do mundo. Além disso, se percebe que o decréscimo ou, pelo menos, o estancamento da quantidade de homicídios na última década deve-se, em grande parte, ao fato de o Estado de São Paulo ter reduzido substancialmente o número de homicídios. Outro fator que preocupa, segundo Waiselfisz (2011), é que esse tipo de violência continua a ter como principal ator e vítima a juventude 2. É na faixa etária anos 3, que duas em cada três mortes se originam de violência, seja ela homicídio, suicídio ou acidente de transporte. 1 Estatísticas do Estudo Global de Homicídios Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (Unodc) (ME, 2011). 2 De acordo cm Soares (2007) a maioria dos afetados por homicídios são homens negros e jovens. 3 Está sendo considerada esta faixa etária por abranger o período que é mais adotado pelos autores analisados. Entretanto,Na literatura não há consenso quanto à faixa etária que abrange a juventude. Órgãos como o IBGE, por exemplo delimitam essa fase entre os 15 e os 24 anos.

2 2 Para Santa Catarina antes do ano 2000, a taxa de homicídios no interior do estado era superior à das regiões metropolitanas e da capital. A partir do ano 2001 essa situação se inverte e atinge, em 2010, o patamar de 16,9 por 100 mil habitantes para as regiões metropolitanas e capital, contra 9,6 por 100 mil habitantes no interior. Deve-se tributar isso à continuidade das migrações e conseqüente crescimento de aglomerações urbanas com frágil estrutura além do crescimento do tráfico de drogas. Embora o índice médio para o estado tenha se elevado o Estado continua com um dos menores índices do país, por que os demais Estados tiveram maior crescimento neste quesito (Gráfico 1). Gráfico 1. Taxas de homicídio por área. Santa Catarina 1980/2010 Fonte:Waiselfisz (2012, p. 214). O nível da taxa e a continuidade de seu crescimento é um problema para as localidades onde isto ocorre com reflexos nos indicadores econômicos e sociais. Em Santa Catarina, além dos crimes comuns, persistem os elevados índices de mortalidade no trânsito decorrentes em sua maioria do consumo de álcool. Outro problema são os roubos a caixas eletrônicos com explosões dos referidos em várias cidades do Estado. A problemática do crime tem sensibilizado a sociedade a ponto de o grupo RBS estar em permanente campanha contra o crack ( Crack nem pensar ). A ampliação do conhecimento das causas e possível prevenção ao crescimento da violência e criminalidade é importante pois, afeta diretamente os gastos públicos com saúde, afasta investimentos e turismo e significa perdas humanas. A prevenção parece ser a principal e mais eficiente maneira para o controle da violência e/ou criminalidade.

3 3 Tendo essa discussão como pano de fundo pretende-se aqui resgatar experiências de prevenção e combate à violência e à criminalidade. Discussão que, necessariamente, tem que tentar responder as alguns questionamentos, tais como: quanto custa a violência e a criminalidade? Por que fazer a prevenção? O que fizeram as experiências de sucesso na redução da violência e da criminalidade? A respeito desta última questão a preocupação é verificar se há experiências de sucesso que pudessem servir de modelo para o estado de Santa Catarina. E nesse sentido, o artigo destacará o Programa Segurança Cidadã da Colômbia e o Programa Bares de São Paulo. 2. CUSTOS DA VIOLÊNCIA E CRIMINALIDADE Dos diversos problemas associados à violência e criminalidade Soares (2007) e Carvalho (2006) apontam que: i. À medida que o crime vai aumentando numa determinada região, a atratividade deste local diminui. Um exemplo disso é o México, que por conta do alto índice de pessoas envolvidas com o narcotráfico, transmite insegurança para várias empresas que tem por objetivo instalar fábricas no país. Receosos de colocar seus funcionários num local considerado arriscado, empresas como a Electrolux, por exemplo, escolhem outros locais para investir. Esse processo gera um aumento de desemprego na região afetada pelo crime e se não forem tomadas medidas para aumentar a segurança pública, pode gerar grandes problemas sociais e econômicos 4 ; ii. À medida que se combate a criminalidade priorizando-se a prevenção, futuramente irão diminuir os gastos com mecanismos para combater o crime, como a construção de presídios; iii. A prevenção da criminalidade também reduz os gastos públicos com a saúde. Menor número de vítimas utilizará recursos públicos para tratarem suas seqüelas físicas e ou psicológicas; iv. O turismo de uma região também é recuperado quando se combate a criminalidade. Em cidades alvos de ataques violentos cai a capacidade de atrair turistas. 4 No México, Luhnow (2010) aponta que morreram aproximadamente pessoas mortas, devido ao narcotráfico no período 2006 a 2010 ( mortes somente nesse último ano). Em razão da violência ocasionada pelas drogas calcula-se que deixaram de ser investidos US$ 4 bilhões. Com menos investimentos, diminui a quantidade de emprego o que pressiona o governo para resolver esse problema que também é econômico. A violência no México e em outros lugares do mundo, inclusive no Brasil, mostra que, além de ser um problema social, a criminalidade é, também, um problema econômico e que deve ser tratado com prioridade.

4 4 Não são apenas as elevadas taxas de criminalidade que trazem preocupação, mas as diversas conseqüências envolvidas desde os efeitos tangíveis tais como os elevados gastos dos setores público e privado para correção de danos, mas também os elementos intangíveis tais como os traumas e problemas psicológicos diversos que acabam afetando vítimas, parentes e amigos trazendo ônus para o sistema de saúde entre outros. Em razão disso as autoridades, pesquisadores e sociedade têm buscado solução ao grave problema da violência e criminalidade. (BELCHIOR, 2007) A pesquisa Análise dos Custos e Conseqüências da Violência no Brasil 5 realizada pelo IPEA revela que, em 2004, o custo da violência foi de R$ 92,2 bilhões, o que representava 5,09% do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 519,40 per capita. (BELCHIOR, 2007). Para o ano de 2004 do valor de R$ 92,2 bilhões, R$ 31,9 bilhões (cerca de um terço) referem-se a gastos públicos e dois terços (R$ 60,3 bilhões) correspondem a despesas do setor privado. Os desembolsos do setor público destinaram-se à manutenção da segurança pública (R$ 28,1 bilhões), mais R$ 2,8 bilhões com o sistema prisional e R$ 998 milhões com o sistema de saúde, aí incluídos agressões e acidentes de transportes. (BELCHIOR, 2007). Destaque-se que os gastos do sistema público de saúde no atendimento às vitimas de violência estão subestimados. Utilizando-se de informações indiretas, o IPEA obteve outra estimativa com resultados bem superiores de gastos com a violência: para 2004 o atendimento às vitimas de causas externas, de agressões e dos acidentes de trânsito, o sistema público de saúde teria gasto R$ 4,7 bilhões ao invés de apenas R$ 998 milhões. Só de internações hospitalares entre , o SUS realizou cerca de 12,2 milhões de internações hospitalares anuais, o que gerou um custo médio de aproximadamente 8 bilhões de reais por ano. (RODRIGUES et al., 2007). Para Rodrigues et al (2007), esses valores poderiam ser reduzidos caso houvesse uma maior preocupação com a prevenção da criminalidade. Esta evitaria acidentes e ou violências causadoras de óbitos e lesões que culminam em uma série de custos quer seja pré-hospitalares ou hospitalares, sem contar os custos intangíveis 6 para as vítimas, familiares e amigos. (...) para cada vítima de morte violenta, calcula-se entre quatro e dez vítimas ocultas (familiares mais próximos e parentes não primários). Nos últimos oito anos, concluiu-se que houve meio milhão de vítimas da violência no Brasil,o que,multiplicado por uma média de seis pessoas que sofrem reflexos, gerou algo entre três e quatro milhões de vítimas ocultas. (SOARES, 2007, apud BELCHIOR, 2007, s.p). 5 O projeto final compôs uma trilogia que se iniciou com o estudo Custo com as mortes por causas externas, na seqüência houve aprofundamentos no trabalho Custo da violência para o sistema público de saúde, culminando com Análise dos custos e conseqüências da violência no Brasil (BELCHIOR,2007). 6 A análise desses custos e outros foram publicados no livro: As vítimas ocultas da violência

5 5 Belchior (2007) ainda relaciona os problemas psicológicos que acometem os parentes das vítimas de mortes por violência: depressão, insônia, lembranças de fatos passados vinculados ao crime, estresse, aspectos que terão reflexos financeiros referentes a interrupções no trabalho ou educação, além de desestruturação familiar. Se de um lado existem os custos decorrentes da criminalidade, de outro ocorrem despesas para combatê-la, ou seja, com a segurança pública 7. No período 2003 a 2009 o governo teria mais que dobrado o valor dos gastos aumentando de R$ 22,5 bilhões para R$ 47,6 bilhões (Gráfico 2). Isso pode ter contribuído para a ligeira queda na taxa de homicídios de 2003 em diante. Os gastos com segurança pública são relativamente elevados, pois, em 2008 da arrecadação total brasileira foram gastos 8,51% com esta rubrica. Não obstante esforços feitos na construção de presídios de segurança máxima, ainda existe um déficit elevado de vagas nos presídios brasileiros o que tem obrigado a flexibilização exacerbada de penas fragilizando o aspecto pedagógico da pena dado o baixo custo ao agente infrator. Gráfico 2 Gastos na função Segurança Pública Brasil, (em bilhões de reais) Fonte: Elaboração com base em Lima (2010) Utilizando-se ainda os dados de Lima et al (2010) sublinhe-se que os percentuais gastos com informação e inteligência são pífios comparativamente às demais subfunções da Segurança Pública representando apenas 0,84% do total de gastos em Obviamente a prevenção depende muito desta atividade e não somente do policiamento. 3. POR QUE OCORRE O CRIME? Segundo a Organização Mundial da Saúde (2000), violência é a imposição de um grau significativo de dor e sofrimento evitáveis. Porém, é importante observar que nem toda violência pode ser considerada como um crime. 7 Os gastos com segurança pública são as despesas relacionadas ao policiamento, defesa civil, informação e inteligência, custódia e reintegração social.

6 6 O crime configura uma ruptura de regras e normas pré-estabelecidas puníveis pela lei. No código penal brasileiro estão designados os seguintes crimes: contra a vida, contra a integridade física, contra a liberdade pessoal, contra a liberdade sexual, contra a propriedade com sub-tipologias em cada um deles. De forma simplificada, há duas óticas de abordagem sobre a violência e crime. Uma que considera a aplicação de maior rigor segundo lei e ordem e outra que considera necessário tratar as razões de fundo para reduzir a violência e a criminalidade. A primeira estaria mais propensa a exigir maior rigor na aplicação das penas e também penas mais longas, criando um custo elevado ao criminoso (punição) frente à possibilidade de benefício que o crime proporcionaria ao mesmo. Segundo Ehrlich (1973), a criminalidade é fruto de um modelo de decisão que se baseia na racionalidade humana. Ou seja, um indivíduo, quando comete um crime, ele faz um cálculo, mesmo que impensado, da otimização da utilidade do crime. O mesmo verifica o custo de oportunidade e se entender que é mais vantajoso cometer o crime, então a atividade ilegal é exercida. Nesse contexto, a desigualdade de renda parece estar encaixada no modelo haja vista que quanto mais desigual for a sociedade e menor probabilidade de punição, mais recompensador pode ser o crime. A segunda visão considera que ao melhorar a situação social e econômica, o indivíduo é afastado da criminalidade. Essa segunda visão não acredita tanto em punição como fator inibidor da criminalidade. Ela entende a violência e criminalidade como conseqüência de um Estado neoliberal que propõe menos políticas públicas e sociais e mais ações policiais e penitenciárias 8. Nesse sentido, Wacquant (2001) considera que haveria a emergência de um Estado Penitenciário. Seibel (2005), por sua vez, considera que o fenômeno da violência 9 estaria associado a mudanças no sistema produtivo capitalista das quais derivariam as baixas perspectivas de inclusão social e de trabalho profissional, associada à precarização do sistema público de proteção social contribuidoras para práticas de incivilidades públicas. Outros autores englobam ambas as visões (lei e ordem e razões de fundo) em sua análise. Para Soares (apud Cardoso, 2008), por exemplo, o excesso de violência na América Latina deriva da alta desigualdade de renda, do pequeno contingente policial e da baixa taxa de encarceramento. A solução seria maior número de encarceramento. Porém, o próprio Soares (2007) afirma que no Brasil nenhuma generalização se aplicaria para o problema da 8 O Estado Leviatã manteria a ordem pública sendo incapaz de evitar a decomposição do trabalho assalariado e nem a hipermobilidade do capital (...) desestabilizadores da sociedade fragilizando-a (WACQUANT, 2001). 9 Uma conseqüência do aumento da violência/criminalidade e problemas penitenciários é a doença mental. Em diversos países, as pessoas estão adoecendo e apresentado sintomas de estresse pós-traumático. Os autores Almeida (2007) e Waiselfisz (2011) estudaram isso.

7 7 criminalidade. Existem diversas práticas criminosas associadas a dinâmicas sociais e regionais diferentes não sendo possível, portanto, atribuir a criminalidade a apenas uma causa. Saliente-se, também, que muitos crimes são de razão emocional 10, ou seja, originados por discussões e ou desavenças que podem culminar em violência. Note-se que neste caso o alcoolismo pode ser um fator desencadeador, bem como, por exemplo, má organização do trânsito, que é outra fonte de violência e stress na vida moderna. Desde já, vale destacar que a experiência internacional recente da Colômbia 11 (Bogotá e Medelin) mostrou que a junção das duas visões resulta em excelente resultado. Ou seja, rigor nas penas e punições aliado a um programa amplo de melhorias sociais e inclusão da juventude e mais estrutura física tais como transporte público, escolas em período integral, computação para jovens, bibliotecas públicas etc., atendendo as regiões periféricas fazem muita diferença. 4. FATORES INFLUENCIADORES DA CRIMINALIDADE A literatura tem apontado cinco fatores relacionados à criminalidade: desemprego, educação, renda, idade e drogas. Em altos níveis de desemprego haveria maior ocorrência de crimes. Com relação a educação e crime verifica-se que os criminosos são, em média, menos educados 12. Desigualdade de renda causa crime. Dessas variáveis, a idade e o gênero talvez sejam as que têm mais forte correlação com a criminalidade. Quanto maior a proporção de jovens do sexo masculino entre 15 e 25 anos, maior será a criminalidade Mello (2007, p. 15). A educação que reduz a criminalidade deve ser incentivada e priorizada desde a infância. É a permanência da criança na escola, mesmo que não esteja aprendendo as disciplinas conforme os objetivos pré-estabelecidos, afinal de contas, só o fato de a criança estar na escola é algo que deve ser considerado, já que ela está se socializando e tendo a oportunidade de aprender. (SOARES, 2007). 10 Diferentemente dos agentes de segurança pública que consideram o tráfico de drogas o principal motor para realização de crimes, Stüpp (2011) atribui a realização dos crimes às brigas e discussões, ou seja, motivos emocionais que acabariam por envolver os cidadãos em atos de violência. Note-se que muitas vezes as brigas são desencadeadas justamente por dívidas ao tráfico e ainda, sob o efeito das mesmas quer seja lícita (álcool) ou ilícita (opiáceos). 11 Ver mais em Gelinski Neto e Cezário (2010). 12 Em 2007, 90% dos adolescentes brasileiros que foram internados porque fizeram algum crime não terminaram o Ensino Fundamental e, além disto, 51% deles não freqüentavam a escola. (ALVES, 2007).

8 8 Além disso, dar educação é mais barato do que custear a manutenção dos presos. Em média, cada indivíduo preso custa ao governo R$ por mês. No caso de adolescente internado o custo é de R$ Comparativamente, o ILANUD (Instituto das Nações Unidas para a Prevenção do Delito e Tratamento do Delinquente), constatou que uma criança na escola pública custa, em média, R$ 700 por ano ao Estado. Além disso, o Brasil gasta 10% do Produto Interno Bruto (PIB) com segurança pública e privada. No entanto, investe menos de 4% do PIB em educação, conforme o próprio Ministério da Educação. (ALVES, 2007). Os Fatores Idade e renda A fragilidade juvenil frente à violência pode ser verificada utilizando-se do Índice de Vitimização. É obtido relacionando-se a taxa de mortes por homicídio da população jovem (15 a 24 anos) e as taxas correspondentes ao restante da população considerada não jovem. Gráfico 3 Índice de Vitimização Juvenil (15 a 24 anos). Brasil, 1998/2008 Fonte: WAISELFISZ (2011) Conforme observado no gráfico 3, o processo de vitimização juvenil só aumenta. Em 2008, por exemplo, teve-se duas vezes e meia mais homicídios juvenis do que nas restantes faixas etárias. Segundo Carvalho (2006) há uma contradição entre a criminalidade juvenil e as políticas públicas utilizadas pelo governo com o objetivo de diminuir os problemas sociais. Por um lado, há um crescente número de ações públicas voltadas para a juventude. Por outro lado, aumenta, também, a vulnerabilidade juvenil diante da criminalidade. Peres (2007, apud MOURA, 2010) considera que não se deveria estabelecer uma relação causal entre pobreza e violência, mas sim haveria que se considerar como o principal problema a associação entre violência e a situação de exclusão social. Esta seria evidenciada pela ausência do poder público (ausência de políticas sociais, de segurança e acesso às instituições de justiça criminal). Há carência de instituições mediadoras de conflitos legitimando a violência como meio de resolução dos conflitos. Além disso, no Brasil percebe-

9 9 se que não necessariamente as regiões mais pobres são as mais violentas e vice-versa (ZALUAR et al,1994). Com relação à renda da população jovem, Silva (2007) constata que quase 70% dos jovens brasileiros vivem em famílias com renda per capita inferior a um salário mínimo. A juventude brasileira é predominantemente urbana: 84% dela vivem nas cidades e 31% em regiões metropolitanas. A situação da pobreza da população é algo que deve ser analisado mais criteriosamente. O crime, muitas vezes, é a melhor solução no curto prazo para resolver seus problemas de renda. Portanto, a falta de alternativas de ocupação e de renda são facilitadores à queda do jovem no crime ligado às drogas e tráfico. As drogas e o crime Para Chalub (2006), a grande maioria de estudos voltados para a relação entre drogas e criminalidade, comprovam que há, sim, uma correlação entre transtornos desenvolvidos por efeitos de drogas e a criminalidade. É possível verificar que existe uma grande quantidade de atos violentos quando o álcool ou as drogas ilícitas estão presentes entre agressores, suas vítimas ou em ambos. Para sustentar o vício, os indivíduos se predispõem a cometer crimes de motivação econômica, e na maioria das vezes, com violência por conta do uso da droga (FRANCISQUINHO, 2008, p. 22). Para ZALUAR et al (1994), o principal motivo pelo qual os jovens, em especial, cometem homicídios é devido ao tráfico de drogas e de armas. Juntando-se os problemas de desemprego, má qualidade da educação, falta de programas sociais e falta de uma estrutura familiar sólida, as drogas acabam por se tornar um caminho viável para se escolher. Portanto, a pobreza em si não gera crime contra a vida. O que torna uma pessoa disposta a matar, são, na maioria das vezes, o uso e o tráfico de drogas. 5. A PREVENÇÃO À VIOLÊNCIA E CRIMINALIDADE Não basta apenas aderir à severidade no controle das ações criminosas. Os adeptos da idéia de que o crime deve ser prevenido entendem que é importante a compreensão da essência do trabalho da polícia, no que tange a prevenção, através da educação, instrução e qualificação da vida do cidadão para que nem mesmo seja necessário chegar ao campo da repressão, muito menos da punição. O crime pode ser combatido com eficiência pelas técnicas de prevenção geradas em longo prazo (SANTOS, 2011; CARVALHO, 2001; ALVES, 2007; CASOY, 2010).

10 10 O foco são ações que previnam a exclusão e marginalização do indivíduo auxiliando-o a alcançar condições de subsistência digna, que evitem a degradação e desestruturação de elementos basilares da sociedade como a família, por exemplo, e ações que fomentem a educação e a qualificação profissional e social desenvolvendo consciência social e coletiva para a verdadeira comunidade. Enquanto a prevenção é anterior ao fato, a repressão seria expost, ou seja, é a mão pesada de justiça para demover outros de trilharem o mesmo caminho do crime considerando os ricos a que se sujeitariam se assim o fizessem. Enquanto muitos consideram a prevenção uma ótima solução com efetividade a média e longo prazo, outros consideram que a repressão aceitável em curto prazo para se estabelecer a ordem perdida. (SANTOS, 2011). Alves (2007) mostra que a prioridade para a prevenção da criminalidade deve estar envolta, portanto, na elevação da qualidade do sistema educacional brasileiro, que deve começar na infância. 6. EXPERIÊNCIAS DE PREVENÇÃO E COMBATE À CRIMINALIDADE O quadro a seguir lista diversos programas e experiências de prevenção e controle da violência e criminalidade Quadro 1 Programas e Experiências de controle da violência e criminalidade Programa de Nova York Qualidade de Vida ou Tolerância Zero Programa Segurança Cidadã da Colômbia Programas Brasileiros e órgãos de gestão (lista não exaustiva) a) Âmbito nacional Programa Nacional de Direitos Humanos PNDH Secretaria Nacional de Segurança Pública - SENASP Centro de Estudos de Segurança e Cidadania - CESEC Programa Nacional de Educação Profissional Secretaria Nacional de Juventude SNJUV (2005) Conselho Nacional da Juventude CONJUV (2005) Programa Nacional de Inclusão de Jovens PROJOVEM (2005)

11 11 b) Âmbitos estaduais 13 e outros Programa Bolsa Trabalho Renda Governo SP (2001) Instituto Sou da Paz (1999) - São Paulo Pacto de Cidadania São Paulo (2004) Programa Operação Bares SP ((2004) Programa Fica Vivo - Crisp/UFMG (2002) Em 2003 o governo mineiro incorpora o programa como política estadual Projeto Sonhos Rio de Janeiro - ONG Inmed Brasil (2005) Pacto pela Vida (PPV) Pernambuco (2007) Tolerância Zero, Cidadania Dez Petrolina - Pernambuco (2010) c) Programas e projetos catarinenses e de Florianópolis Consórcio Social da Juventude de Florianópolis Aroeira Programa Aprendiz; Esporte Aventura; CEAV Centro de Atendimento a Vítimas de Crimes; Casa da Criança; O Bom Samaritano; Instituto Pe. Vilson Groh. O Programa Tolerância Zero é um dos mais antigos e muito defendido e combatido sobretudo pela sua ênfase na ótica de lei e ordem. Sustenta-se na Teoria das Janelas Quebradas. O texto do Promotor Público Rubin (2003) esclarece os ganhos advindos com a aplicação do programa, em especial em sua análise na seção: A Operação Tolerância Zero A Retomada do Metrô e das Ruas para o Povo de Nova Iorque. Alí ele mostra a gradual recuperação do espaço público tanto do metrô quanto das ruas dessa cidade ao convencer os policiais a agirem e inibirem os crimes menores tais como pular catraca do metrô ou a ação de flanelinhas que infernizavam os motoristas por meio de intimidação e ação de gangues. O combate a esses crimes reduziu os mais violentos por remover e modificar a ação de elementos que se valiam da situação anterior para circular livremente e atuar no caos formado. Os críticos aos programas nos moldes do Tolerância Zero apontam outras cidades que também tiveram queda na criminalidade embora não tivessem adotado o mesmo programa. Nessa direção, assinalam que a utilização rigorosa de punições estaria levando os EUA e 13 Ainda na década dos 90 diversos estados criaram os Conselhos Estaduais de Segurança e alguns da Cidania. Além disto, surgiram diversas ONGs e associações e assemelhados para tratarem dos jovens e excluídos. Diversas Universidades Federais e particulares desenvolveram parcerias na área. O trabalho de Freitas e Ramires (2011) descreve a ação de diversos deles.

12 12 outros países à emergência de em estado prisional, sendo que nas prisões estariam os excluídos da sociedade (WACQUANT, 2011). Belli (s..d.), também, assinala: O problema da violência urbana é reduzido a uma questão de polícia, não no sentido tradicional da repressão ex post facto, mas repressão aliada às novas estratégias de organização policial inspiradas em técnicas de gestão empresarial pós-fordistas. Baseada em uma criminologia conservadora como ponto de partida, a tolerância zero se afigura como uma nova forma de gerir o espaço urbano e as relações entre polícia e comunidade. Em vez da repressão pura e simples, a vigilância constante e a escolha de alvos preferenciais. No lugar de burocracias centralizadas, atribuição de responsabilidade aos distritos e aos policiais (Belli, s.d.,s.p.) Entende-se aqui que no combate à violência e à criminalidade, programas que combinam ações de prevenção e repressão aliados a toda uma visão sistêmica dos problemas sociais tem tido resultados significativos. É o caso paradigmático da experiência colombiana. 6.1 O caso da Colômbia Bogotá detinha a infeliz fama de ser uma das cidades mais violentas do mundo. Em 1990 ocorreram 83 homicídios para cada cem mil pessoas. Em dez anos, as políticas adotadas reduziram este indicador para 34,8 homicídios para cada cem mil habitantes. Bogotá atualmente está, no ranking de homicídios, abaixo de outras importantes capitais envolvidas com esse problema, como São Paulo, Washington ou Rio de Janeiro (CARVALHO, 2001). Em 1990 o governo, em conjunto com os departamentos de segurança e com a ajuda da sociedade, começou a formular projetos e políticas para enfrentar a violência (CARVALHO,2001). A prefeitura de Bogotá oficializou dois programas: as unidades de mediação e conciliação e os comitês de violência familiar. Nesses programas, encontram-se ações específicas que atacavam a violência de maneira indireta, tais como: construção de parques públicos que promovessem o contato da população entre si; fechamento das casas noturnas, à uma hora da manhã; divulgação de programas de prevenção de acidentes de trânsito, através de propagandas na televisão, no rádio, e nas próprias rodovias; controle de condutores embriagados, uso de jaleco numerado pelos motociclistas; e, por fim, um eficiente programa de desarmamento. Em paralelo, criou um amplo sistema de tratamento de dados, o Sistema Unificado de Informação e Violência e Delinquência, do qual a Prefeitura, o setor de Medicina Legal e a Polícia Metropolitana fazem parte. Depois destas atitudes tomadas, percebeu-se que a população começou a associar a autoridade da política de segurança à polícia e não ao prefeito, embora tivesse sido ele quem coordenou o processo (CARVALHO,2001).

13 13 Os dois programas antes mencionados compreendem 16 tópicos essenciais do denominado Programa Cultura Cidadã formalizado em 1995 por Antanas Mockus, prefeito de Bogotá e Hugo Acero, Subsecretário de Assuntos para a Convivência e Cidadania de Bogotá, que criou uma nova cultura de prevenção e enfrentamento da criminalidade : Os dois programas antes mencionados compreendem do denominado: O Programa Cultura Cidadã, formalizado em 1995 por Antanas Mockus, prefeito de Bogotá e Hugo Acero, Subsecretário de Assuntos para a Convivência e Cidadania de Bogotá, criaria uma nova cultura de prevenção e enfrentamento da criminalidade, a partir de 16 tópicos essenciais: 1. Gestão institucional do tema por parte do município. O município seria o responsável por cuidar da segurança pública da região. Eram conduzidas reuniões trimestrais com todos os envolvidos 14 para analisarem o desenvolvimento dos novos projetos de cada região, com destaque para as ações de combate ao crime. 2. Informaçãoconfiável 15. Criou-se o Sistema Unificado de Informação de Violência e Delinquência (SUIVD) para dar embasamento as reuniões do grupo gestor. 3. Justiça próxima do cidadão 16. Criação de programas de justiça alternativa. 4. Recuperação do espaço público. Os espaços públicos que estavam deteriorados ou que serviam de ponto de encontro para o tráfico de drogas, foram recuperados e transformados em parques, áreas de lazer e esporte, alamedas, escolas, para que a população pudesse usar esses espaços de maneira mais agradável. Além de melhorar a segurança no local, essa atitude contribuiu para fortalecer e melhorar o meio-ambiente da localidade. Para o Subsecretário Hugo Acero democracia é fortalecida através dessa inter-relação entre os indivíduos. Por isso, alguns eventos como o Rock no Parque, o Jazz no Parque, os festivais latino-americanos de teatro e cinema, e o festival de verão, começam a serem realizados nestes pontos de encontro da população. 5. Atenção à população deslocada de suas residências pela violência. Para ajudar as famílias afetadas pelo crime criou-se a Unidade de Atenção Integral à População. 14 Conselheiros, comandantes de polícia, governos e outros órgãos como Secretarias de Saúde, Educação, Trânsito, Cultura e Turismo. 15 Os relatórios eram importantes, pois mostravam o caminho que os governos deveriam seguir, ou seja, as ações que deveriam ser tomadas para que o objetivo principal fosse alcançado. 16 Capacitação de líderes comunitários, mediadores, conciliadores, juízes de paz e juízes de segunda instância, entre outros.

14 14 6. Fortalecimento da Polícia Metropolitana. Esse ponto é importante destacar porque mostra que mais importante do que aumentar o quadro de efetivos de policiais, é necessário priorizar o capital humano. Esse tema foi bem valorizado, pois as despesas com a segurança pública foram ampliadas grandemente. Assim, de , do valor inicial de milhões de pesos passaram para milhões no período Já de o investimento chegou a milhões. Por fim, no último governo de Antanas Mockus ( ), o investimento foi de milhões de pesos. Porém, o efetivo de policiais foi reduzido 17 entre 1995 a 2003 de reduziu-se para policiais e, não obstante, as taxas de homicídios só caíram, o que prova que um aumento na quantidade de policiais não necessariamente significa uma redução da taxa de criminalidade 7. Participação comunitária. Em 1995 criaram-se programas sociais para envolver as comunidades. As Escolas de Segurança Cidadã capacitaram líderes comunitários e as Frentes Locais de Segurança, buscavam aumentar a relação e melhorar a convivência entre vizinhos em uma determinada região. 8. Zonas Seguras. Eram localidades escolhidas propositalmente (geralmente áreas comerciais) onde a polícia ficava de forma permanente para prover proteção. 9. Boletim de Violência e Delinquência. Com a ajuda de diversas instituições, o governo começou a apresentar relatórios trimestrais detalhados sobre os dados da criminalidade, os quais eram apresentados nas reuniões para a fundamentação das ações para se atingir os objetivos pretendidos. 10. Lei Zanahoria. (lei da cenoura - Cenoura é uma gíria colombiana para significar as condutas ou pessoas sãs). Devido a mortes decorrentes do alcoolismo e drogas: no trânsito, brigas, homicídios, suícidios o governo promulgou lei restringindo o consumo de bebida alcoolicas em alguns locais e horários específicos. Depois dessa lei, se observou que os homicídios nos quais existia associação com o consumo de álcool diminuíram 9,5% em Esse decréscimo verificou-se, também, nos dois anos seguintes. Em 1996, 26,7% dos homicídios regrediram em relação a 1995 e em 1997, diminuiu 15% em relação a Plano de Desarmamento. Restrição do porte de arma, em 1996 e a proibição do porte de arma em O governo deu maior infra-estrutura para os policiais e trouxe-os para maior proximidade com a comunidade.

15 Policiais formadores de cidadãos: Essa mudança teve como objetivo principal proporcionar e melhorar a relação entre a polícia e os cidadãos Polícia Comunitária: A criação da Polícia Comunitária, a qual mantém uma interrelação com a população local através do trabalho em conjunto da polícia fazendo a ação repressiva e a sociedade, através de seus líderes comunitários, promovendo a manutenção das ações policiais. Uma das primeiras atitudes tomadas pelo governo foi colocar novamente na cultura da sociedade a ideia de ver na polícia uma instituição que tem como principal papel proteger a população. Ou seja, o governo quis devolver à população a confiança na polícia, que até 1990 estava prejudicada. Atitudes como melhorar a imagem do policial na mídia, envolver a polícia em trabalhos sociais para ficar mais perto da sociedade, são exemplos de formas para tentar devolver a confiança da polícia na sociedade. 14. Atenção a jovens envolvidos com casos de violência e o consumo de drogas. Além da penalização do crime, o governo também trabalhou com prevenção da criminalidade. Em 1998, criou-se um projeto voltado para a juventude, no qual jovens foram inscritos. Dentre outras opções, o programa oferecia ocupação do tempo livre, alternativas para a geração de renda por meio de atividades legais, curso de segundo grau curto com ênfase em convivência, para jovens pertencentes a quadrilhas e em processo de reinserção, formação para o trabalho, desenvolvimento de hábitos e competências básicas, atividades culturais, entre outros. 15. Vacinação Contra a Violência. Esse trabalho consistia em deixar uma opção de caminho alternativo para as pessoas que alguma vez já sofreram violência exacerbada ou quisessem ajuda para não cometer violência. Esse trabalho - acompanhado por psicólogos ou psiquiatras - visava extrair a raiva de dentro da pessoa através de descarregar, verbal ou fisicamente, esse sentimento num boneco ou saco de pancadas. 16. Combate à corrupção policial. Em Bogotá, cerca de dois mil policiais foram demitidos por estarem envolvidos com corrupção. O fato de haver uma punição para esse tipo de ato é de extrema importância porque coloca na justiça maior credibilidade e acaba por forçar a instituição investigada, no caso a polícia, a trabalhar de forma justa e honesta. No entanto, para o funcionamento do programa foi necessário um investimento forte por parte do governo. Em Bogotá, enquanto de 1987 a 1990 se gastou US$ 10 milhões em segurança pública, de 2004 a 2007, foram gastos US$ 150 milhões. É necessário, portanto, priorizar a segurança e a educação. Conforme palavras de Acero: É um problema econômico.

16 16 Sem isso, não há emprego, não há investimento, não há bem-estar (VELASQUEZ,1995, s.p.). Quanto aos resultados obtidos na cidade de Bogotá 18, podem ser destacados os seguintes: i) diminuição do índice de homicídio: de 80 homicídios a cada habitantes em 1993 para 23 em 2003; ii) redução dos óbitos por acidente de trânsito: de 25 a cada habitantes em 1995 para 8,7 em 2003; e iii) decréscimos de outros delitos: entre 1998 e 2003, as demais infrações reduziram suas taxas em torno de 40%. Em razão da experiência exitosa de Bogotá, em 2004 criou-se o Programa Departamentos e Municípios Seguros, o qual tinha como objetivo fortalecer os municípios colombianos, utilizando as técnicas usadas em Bogotá para melhorar a convivência e segurança cidadã no país 19. Em síntese, a Colômbia mostrou que mais do que aumentar o aparelho repressor do crime, representado pela polícia, é necessário investir em eventos culturais, incentivar o ensino, promover maior integração entre os cidadãos e investir na prevenção da criminalidade. E, ao invés de existirem polícias governamentais, que em muitas vezes estão mais preocupadas com o governo vigente e interesses de partidos políticos do que com a segurança cidadã, mostrou-se na Colômbia, principalmente em Bogotá, que as polícias devem ser estatais e descentralizadas a fim de sanar ou reduzir os problemas de segurança pública na comunidade. O combate à criminalidade necessita que uma nova cultura, um novo aprendizado seja formado inicialmente com repressão dura da polícia contra os marginais e, posteriormente, com investimento em infraestrutura de segurança pública. Essa mudança de cultura começou a ser escrita por um grupo de pessoas da própria Secretaria da Cultura com atitudes como a proibição do consumo de álcool em qualquer show público; realização de dramatizações sobre questões referentes ao trânsito; lei seca em áreas de alta criminalidade; restrição de menores na rua desacompanhados à noite; demissão de dois mil policiais suspeitos de envolvimento em corrupção, entre outros. Foram criados ainda outros projetos, como a Casa da Justiça, que 18 Foram necessárias três gestões municipais para que as boas consequências aparecessem. Dentre muitas outras pessoas que merecem destaque, os prefeitos Antanas Mockus e Paul Bronberge ( ), Enrique Peñalosa ( ) e Antanas Mockus ( ) devem ser mencionados por estarem à frente deste projeto. Este trabalho em conjunto com as várias gestões comprova que o combate à criminalidade não deve ser prioridade de governo, mas sim, preocupação e prioridade de Estado. 19 Ssegurança cidadã é a segurança que o Estado proporciona ao cidadão, que traz para este, uma maior possibilidade de desenvolvimento social e familiar. Porém, o que diferencia a segurança cidadã ou segurança humana da segurança pública nacional é o fato de que a primeira está vinculada às autoridades locais, sendo estes, órgãos com autonomia para desenvolver e implantar políticas próprias que objetivem o combate à criminalidade. Portanto, a segurança deverá ser focada por região, deixando as autoridades nacionais para fixar as linhas gerais de ação, como ele mesmo relata. (Velasquez, 2004).

17 17 funciona na periferia. Este projeto ajuda os moradores a resolver problemas civis, profissionais e familiares, desafogando a Justiça e criando um conceito de cidadania. Foi a cultura, portanto, que serviu com um acelerador social no primeiro governo da reforma na Segurança Pública. (Carvalho, 2001). O êxito do Programa Colombiano também é atestado pela parceria realizada com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) na edição do "Congresso Internacional para autoridades territoriais: A segurança cidadã, um compromisso de todos" que iniciou no dia 15 de fevereiro de 2012 no centro de exposições Corferias, em Bogotá com oito paineis, dezenas de estudiosos e especialistas na área de segurança pública do mundo todo. Neste o governador Eduardo Campos expôs o programa Pacto Pela Vida, de Pernambuco. 6.2 Experiências brasileiras A ONG Inmed Brasil,de São Paulo iniciou em 2005 o Projeto Sonhos que trabalha com análise de sonhos de crianças que foram atingidas pela violência na Favela de Jacarezinho do RJ e alcançaram até crianças de 4 a 13 anos com ótimos resultados, segundo Joyce Capelli, diretora da entidade (BELCHIOR, 2007). Em razão dos alarmantes índices de homicídios em Belo Horizonte, em 2002, o Centro de Estudos de Criminalística e Segurança Pública (Crisp), da UFMG, conseguiu desenvolver o Programa Fica Vivo, que acabou sendo incorporado em 2003 como política do governo do Estado de Minas Gerais. As entidades envolvidas foram: participantes de organizações sociais, tais como as Polícias Militar e Civil, administradores municipais representando assistências sociais e de cidadania, Departamento Público Estadual e organizações nãogovernamentais quando se discutiu a questão dos homicídios. (BELCHIOR, 2007). Considerando que o Crisp já havia identificado no período 1990 a 2000 que os casos de homicídios concentravam-se em favelas, com uma grande participação de homens jovens, entre 14 e 24 anos de idade, e ligados ao uso de armas e ao tráfico de drogas. O grupo de entidades estabeleceu estrategicamente as seguintes ações: 1) fortalecer a mobilização da comunidade na solução de problemas de segurança pública; 2) mobilizar órgãos públicos e organizações não-governamentais que operam nessa área, prestando serviços de saúde, educação, assistência social, segurança pública, e criar um sistema de proteção social voltado para os membros da comunidade com idade entre 12 e 24 anos; 3) oferecer oportunidades de desenvolvimento nas áreas de educação, cultura e lazer, assim como qualificar profissionalmente o público-alvo do programa; 4) possibilitar um ambiente propício à discussão das questões que dizem respeito à segurança e propagar a cultura da paz; 5) reduzir o medo; 6) apoiar e valorizar manifestações culturais locais; e 7) melhorar o patrulhamento na comunidade. (BELCHIOR, 2007s.p.).

18 18 Houve (...) redução significativa dos homicídios (-47%) nas comunidades que se tornaram alvo do trabalho. Foram 21 áreas atendidas, envolvendo um universo de 12 mil crianças. Além de outros ganhos para a comunidade. (BELCHIOR, 2007s.p.). Operação Bares O Programa Operação Bares 20, realizado em São Paulo teve como principal objetivo a diminuição do índice de homicídios relacionados com o consumo de bebidas alcoólicas. Através do programa, a subprefeitura de São Paulo em conjunto com o Ministério Público determinou o fechamento dos bares após as 22h (MOURA, 2010). A justificativa do governo de São Paulo, para a implementação deste programa, apontou que o gasto dos recursos públicos com ações repressivas só faz crescer a impunidade e não muda a realidade da violência urbana. Além disso, as ações repressivas não modificam as causas do crime. Portanto, seria melhor a prevenção do que a repressão (MOURA, 2010). O que se viu em São Paulo, assim como em Bogotá, só que em proporções menores, foi uma ação conjunta entre o Estado e a sociedade visando formar políticas locais para diminuir o nível de homicídios na região. A abordagem aos donos de bares era feita de forma amistosa. Caso não aderissem à proposta de fechamento após as 22h, era exercida ação coercitiva por parte da subprefeitura por meio de processo administrativo para fechamento dos bares. O resultado foi positivo, pois, de novembro de 2004 até janeiro de 2005, houve uma diminuição de 34,1% na taxa de homicídios em relação ao mesmo período entre 2003 e (MOURA, 2010). O Programa contava ainda em seu bojo com diversas ações de cunho mais amplo nas quais cada instituição desempenhava papéis próprios. Dessa forma, por exemplo, a Polícia Militar informava aos órgãos públicos as necessidades essenciais da região. A SABESP (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) ficou encarregada de aumentar a tubulação de esgotos e fazer a limpeza de córregos. A subprefeitura de M Boi Mirim ficou encarregada de fazer a manutenção da iluminação pública. Além disso, o governo buscou diminuir o nível da evasão escolar incentivando os jovens a participarem de atividades extracurriculares, como aulas de música, computação, esportes, entre outras. (MOURA, 2010). 20 A Operação Bares foi um projeto elaborado pelo tenente-coronel Renato Aldarvis e baseava-se nas estatísticas policiais que apontavam uma associação entre a quantidade de jovens que morriam nos finais de semana e o consumo de álcool (Moura, 2010).

19 19 Para os donos dos estabelecimentos, o projeto Operação Bares tinha algumas vantagens como a possibilidade de regularização do alvará de funcionamento de seus estabelecimentos; a proximidade com os órgãos públicos que antes se encontravam praticamente inacessíveis; e a promoção da segurança pública na sociedade da qual eles fazem parte (MOURA, 2010). Entre os resultados positivos obtidos com a Operação Bares estão: i. Os donos dos bares tinham consciência de que o projeto poderia ajudar a comunidade; ii. Como era menos custoso por parte dos bares aderirem ao pacto do que manter os estabelecimentos abertos após as 22hs, a aceitação ao programa foi satisfatória; iii. A estabilidade e a boa delimitação do grupo de participantes, junto com a articulação entre os participantes facilitaram o diálogo e a troca de informações necessárias que a ação fosse eficiente; iv. Os donos de bares estavam cientes de que estabelecimentos em situação irregular seriam fiscalizados pelos órgãos públicos, especialmente se deixassem de participar da operação. Como a experiência da Operação Bares em São Paulo gerou resultados positivos, outros estados brasileiros também começaram a aderir ao programa. Um exemplo disso é o município de Camboriú 21, em Santa Catarina. Enquanto para a sociedade, o Programa Operação Bares é sinônimo de segurança, para os comerciantes que devem fechar as portas após as 22hs, o programa é sinônimo de prejuízo. No entanto, mesmo com as reclamações dos donos dos bares, o Ministério Público não abriu mão do projeto e determinou que os bares fossem fechados após as 22h (AUTH, 2011). Esse programa, porém, não é exclusividade do Brasil. Outros países no mundo já aderiram ou estão por aderir ao projeto. Além da Colômbia, a Rússia é outro exemplo de país que está se ajustando à proibição da venda de bebidas alcoólicas a partir das 23h. Há que se recordar que o álcool é o grande responsável por acidentes fatais com automóveis sobretudo no caso de atropelamentos em pontos de ônibus que freqüentemente ocorrem pelo Brasil afora. Além disto, é responsável por desencadear conflitos de ordem emocional que culminam em violência e mesmo morte nos bares ou nos arredores dos mesmos. 21 O Município adotou o programa na tentativa de conter a quantidade exorbitante de homicídios. A cidade de Camboriú registrou 19 homicídios no período Janeiro de 2011 até Julho de Isso foi equivalente a quantidade de homicídios em todo ano de 2010.

20 20 Projetos sociais em Santa Catarina Em Santa Catarina, mais especificamente em Florianópolis são desenvolvidos projetos sociais voltados à juventude. Esses projetos visam, através de incentivos à cultura e esporte e aumento nas oportunidades de emprego, dar uma perspectiva de vida diferente aos jovens das comunidades carentes, proporcionando-lhes um novo caminho que não seja o das drogas nem o do crime. Os projetos foram desenvolvidos com o apoio do Governo Federal e os que mais se destacaram são os seguintes Schefer (2009): Consórcio Social da Juventude de Florianópolis Aroeira: o principal objetivo desse programa consiste em melhorar as qualificações escolar e profissional dos jovens (16 a 24 anos). O projeto estende-se à Grande Florianópolis e já ajudou, desde 2005, cerca de 3200 Neste programa, o jovem recebe uma bolsa de R$ 600,00/semestre para fazer os cursos 22 oferecidos pelas instituições. Após o término do curso, faz parte das metas desse programa, inserir esse jovem no mercado de trabalho 23. Programa Aprendiz: este programa atende jovens de 14 a 24 anos de comunidades carentes de Florianópolis para oferecer o primeiro emprego. A carga horária é de 20 horas semanais e tem duração de até 2 anos não prorrogáveis. Até 2009, 34 jovens estavam sendo atendidos pelo programa. Esporte Aventura: o principal objetivo desse projeto é fortalecer a inclusão social através de práticas esportivas gratuitas disponíveis à comunidade, tais como futebol, remo, voleibol, entre outros. Atende a Grande Florianópolis. CEAV Centro de Atendimento a Vítimas de Crimes: esse programa foi iniciado em 2008 e abrange as cidades de Florianópolis, Joinville e Lages. A principal meta desse projeto é atender, tanto juridicamente quanto psicologicamente aquelas pessoas que foram vítimas de algum crime. Casa da Criança: atende 163 crianças e adolescentes em Florianópolis. Entre os objetivos do programa, estão o apoio pedagógico e oficinas de artesanato, esporte e lazer e cursos de informática. 22 Os curso são de: ética e cidadania; informática; educação ambiental ou até mesmo cursos profissionalizantes, como marcenaria e panificação. 23 Como resultado positivo do projeto, no final da primeira edição (Dezembro de 2006), 28% dos jovens inscritos conseguiram empregos formais após o curso, sem contar estágios e empregos informais. Na 2ª edição (2007), esse percentual aumentou para 29,7% de empregos formais gerados. Por fim, na terceira edição (final de 2008 até Março de 2009), houve um aumento bastante considerável na quantidade de empregos formais.

Como Bogotá conseguiu melhorar sua segurança

Como Bogotá conseguiu melhorar sua segurança Como Bogotá conseguiu melhorar sua segurança Publicado em: http://www.comunidadesegura.org Hugo Acero* 16/11/2006 Quando se analisa o tema da segurança cidadã no âmbito da América Latina, comprova-se que

Leia mais

Porque a violência e o trauma tornaram-se um problema de Saúde Pública e o que fazer para diminuir sua incidência?

Porque a violência e o trauma tornaram-se um problema de Saúde Pública e o que fazer para diminuir sua incidência? Porque a violência e o trauma tornaram-se um problema de Saúde Pública e o que fazer para diminuir sua incidência? Dados preliminares do sistema de informações de mortalidade do Ministério da Saúde de

Leia mais

PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA

PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA PROPOSTAS PARA A REDUÇÃO DA VIOLÊNCIA 1. Criar o Fórum Metropolitano de Segurança Pública Reunir periodicamente os prefeitos dos 39 municípios da Região Metropolitana de São Paulo para discutir, propor,

Leia mais

Pólos da Paz e Praças da Paz SulAmérica

Pólos da Paz e Praças da Paz SulAmérica A iniciativa O projeto Praças é uma iniciativa do Instituto Sou da Paz, em parceria com a SulAmérica, que promove a revitalização de praças públicas da periferia de São Paulo com a participação da comunidade

Leia mais

ANEXO IV PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL. Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO

ANEXO IV PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL. Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO PROPOSTAS APROVADAS NA CONFERÊNCIA ESTADUAL ANEXO IV Eixo MOBILIZAÇÃO IMPLEMENTAÇÃO MONITORAMENTO 1-Promoção dos Direitos de Crianças e Adolescentes Buscar apoio das esferas de governo (Federal e Estadual)

Leia mais

INTRODUÇÃO. Sobre o Sou da Paz: Sobre os Festivais Esportivos:

INTRODUÇÃO. Sobre o Sou da Paz: Sobre os Festivais Esportivos: 1 INTRODUÇÃO Sobre o Sou da Paz: O Sou da Paz é uma organização que há mais de 10 anos trabalha para a prevenção da violência e promoção da cultura de paz no Brasil, atuando nas seguintes áreas complementares:

Leia mais

CAPTAÇÃO DE RECURSOS FEDERAIS LINHAS DE AÇÕES PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS

CAPTAÇÃO DE RECURSOS FEDERAIS LINHAS DE AÇÕES PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS CAPTAÇÃO DE RECURSOS FEDERAIS PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS 1. SECRETARIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA - SENASP Gestão do Conhecimento e de Informações criminais; Formação e Valorização Profissional; Implantação

Leia mais

Crack, é possível vencer

Crack, é possível vencer Crack, é possível vencer Prevenção Educação, Informação e Capacitação Aumento da oferta de tratamento de saúde e atenção aos usuários Autoridade Enfrentamento ao tráfico de drogas e às organizações criminosas

Leia mais

Grêmio em Forma: o fomento à participação dos jovens na escola como estratégia de prevenção da violência

Grêmio em Forma: o fomento à participação dos jovens na escola como estratégia de prevenção da violência Grêmio em Forma: o fomento à participação dos jovens na escola como estratégia de prevenção da violência (Artigo publicado no livro Violência & Juventude, editora Hucitec, 2010) Este texto pretende apresentar

Leia mais

Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas investe R$ 400 milhões em ações de saúde, assistência e repressão ao tráfico

Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas investe R$ 400 milhões em ações de saúde, assistência e repressão ao tráfico Presidência da República Secretaria de Imprensa. Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas investe R$ 400 milhões em ações de saúde, assistência e repressão ao tráfico Em resposta aos desafios

Leia mais

PROJETO ESPORTE À MEIA-NOITE

PROJETO ESPORTE À MEIA-NOITE PROJETO ESPORTE À MEIA-NOITE OBJETIVO GERAL Combater, de forma preventiva, a criminalidade juvenil, por meio do desenvolvimento de ações esportivas, de qualificação profissional e de lazer, destinadas

Leia mais

Especificidades das mortes violentas no Brasil e suas lições. Maria Cecília de Souza Minayo

Especificidades das mortes violentas no Brasil e suas lições. Maria Cecília de Souza Minayo Especificidades das mortes violentas no Brasil e suas lições Maria Cecília de Souza Minayo 1ª. característica: elevadas e crescentes taxas de homicídios nos últimos 25 anos Persistência das causas externas

Leia mais

Objetivo 1. Reduzir a Criminalidade Proposta Responsável/Sugestões Indicador

Objetivo 1. Reduzir a Criminalidade Proposta Responsável/Sugestões Indicador Coordenador: SEGURANÇA Visão: Que Santa Maria tenha os melhores indicadores de Segurança Pública, entre os municípios do Rio Grande do Sul com mais de 100 mil habitantes, garantindo a prevenção e o controle

Leia mais

A SEGURANÇA É HOJE A PRINCIPAL PREOCUPAÇÃO DO BRASILEIRO. Diversos problemas levaram à situação atual

A SEGURANÇA É HOJE A PRINCIPAL PREOCUPAÇÃO DO BRASILEIRO. Diversos problemas levaram à situação atual A SEGURANÇA É HOJE A PRINCIPAL PREOCUPAÇÃO DO BRASILEIRO Diversos problemas levaram à situação atual O problema sempre foi tratado com uma série de OUs Natureza ou policial ou social Responsabilidade ou

Leia mais

Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre

Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre Projeto Alvorada: ação onde o Brasil é mais pobre N o Brasil há 2.361 municípios, em 23 estados, onde vivem mais de 38,3 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza. Para eles, o Governo Federal criou

Leia mais

Apresentação. Soluções para resolv. Legislação penal. Conclusão

Apresentação. Soluções para resolv. Legislação penal. Conclusão SUMÁRIO Apresentação Introdução Soluções para resolv esolver er a violência e a criminalidade Popularidade de possíveis soluções Políticas sociais x políticas de segurança Redução da maioridade penal Legislação

Leia mais

ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos!

ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos! ESPORTE NÃO É SÓ PARA ALGUNS, É PARA TODOS! Esporte seguro e inclusivo. Nós queremos! Nós podemos! Documento final aprovado por adolescentes dos Estados do Amazonas, da Bahia, do Ceará, do Mato Grosso,

Leia mais

Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes

Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes Mostrando que a proteção de nossas crianças e adolescentes também está em fase de crescimento Subsecretaria de Promoção

Leia mais

Propostas dos GTs da Conferência Municipal de São Paulo. Princípios e diretrizes de Segurança Pública

Propostas dos GTs da Conferência Municipal de São Paulo. Princípios e diretrizes de Segurança Pública Propostas dos GTs da Conferência Municipal de São Paulo Princípios e diretrizes de Segurança Pública Eixo 1 1. Fortalecimento do pacto federativo; 2. Municipalização da Segurança Pública; 3. Estabelecer

Leia mais

Políticas Publicas de Ressocialização

Políticas Publicas de Ressocialização Primeiro Encontro Mato Grossense de Conselhos da Comunidade Políticas Publicas de Ressocialização ão Rosangela Peixoto Santa Rita 26 de junho de 2008. O Brasil já tem mais de 423 mil presos em seus cárceres;

Leia mais

1. Garantir a educação de qualidade

1. Garantir a educação de qualidade 1 Histórico O Pacto pela Juventude é uma proposição das organizações da sociedade civil, que compõem o Conselho Nacional de Juventude, para que os governos federal, estaduais e municipais se comprometam

Leia mais

Construindo uma cultura de paz. Tornando-se política pública

Construindo uma cultura de paz. Tornando-se política pública Construindo uma cultura de paz Em 2000, no marco do Ano Internacional para uma cultura de paz, a Representação da UNESCO no Brasil lançou o Programa Abrindo Espaços: educação e cultura para a paz, uma

Leia mais

O Policiamento Comunitário como Mecanismo de Promoção da Cidadania no Rio de Janeiro

O Policiamento Comunitário como Mecanismo de Promoção da Cidadania no Rio de Janeiro O Policiamento Comunitário como Mecanismo de Promoção da Cidadania no Rio de Janeiro Aluno: Gabriel Ferreira de Carvalho gabriel_fc.90@hotmail.com Orientador: Dr. Augusto César Pinheiro da Silva augustoc@puc-rio.br

Leia mais

CRIMINALIDADE NO BRASIL DIAGNÓSTICO E CUSTOS

CRIMINALIDADE NO BRASIL DIAGNÓSTICO E CUSTOS CRIMINALIDADE NO BRASIL DIAGNÓSTICO E CUSTOS Ministério da Justiça Departamento de Pesquisa, Análise da Informação e Formação de Pessoal em Segurança Pública DIAGNÓSTICO DA CRIMINALIDADE 24 Evolução dos

Leia mais

CERCA DE 76% DOS CONDENADOS NO BRASIL ESTÃO OCIOSOS NA PRISÃO, APONTA ESTUDO. Do UOL Notícias Em São Paulo

CERCA DE 76% DOS CONDENADOS NO BRASIL ESTÃO OCIOSOS NA PRISÃO, APONTA ESTUDO. Do UOL Notícias Em São Paulo CERCA DE 76% DOS CONDENADOS NO BRASIL ESTÃO OCIOSOS NA PRISÃO, APONTA ESTUDO Ana Sachs* 20/09/2009-07h00 Do UOL Notícias Em São Paulo Ainda que seja uma exigência da lei de Execuções Penais, o trabalho

Leia mais

FORMAÇÃO DA CIDADANIA OBJETIVOS E METAS

FORMAÇÃO DA CIDADANIA OBJETIVOS E METAS FORMAÇÃO DA CIDADANIA OBJETIVOS E METAS 1. Garantir a participação juvenil na elaboração e acompanhamento das políticas públicas na área de cidadania, em nível municipal, estadual e nacional, promovendo

Leia mais

Núcleo Regional de Rio Branco do Sul

Núcleo Regional de Rio Branco do Sul Núcleo Regional de Rio Branco do Sul Municípios participantes Adrianópolis Bocaiúva do Sul Cerro Azul Doutor Ulysses Rio Branco do Sul Tunas do Paraná Itaperuçu Campo Magro Colombo Almirante Tamandaré

Leia mais

PLANO DE GOVERNO TULIO BANDEIRA PTC 36

PLANO DE GOVERNO TULIO BANDEIRA PTC 36 PLANO DE GOVERNO TULIO BANDEIRA PTC 36 GESTÃO PÚBLICA Garantir ampla participação popular na formulação e acompanhamento das políticas públicas; Criação do SOS Oprimidos, onde atenda desde pessoas carentes

Leia mais

Pacto Europeu. para a Saúde. Conferência de alto nível da ue. Bruxelas, 12-13 de junho de 2008

Pacto Europeu. para a Saúde. Conferência de alto nível da ue. Bruxelas, 12-13 de junho de 2008 Pacto Europeu para a Saúde Mental e o Bem-Estar Conferência de alto nível da ue JUNTOS PELA SAÚDE MENTAL E PELO BEM-ESTAR Bruxelas, 12-13 de junho de 2008 Slovensko predsedstvo EU 2008 Slovenian Presidency

Leia mais

O que é o Plano de Mobilização Social Pela Educação (PMSE)

O que é o Plano de Mobilização Social Pela Educação (PMSE) O que é o Plano de Mobilização Social Pela Educação (PMSE) É o chamado do Ministério da Educação (MEC) à sociedade para o trabalho voluntário de mobilização das famílias e da comunidade pela melhoria da

Leia mais

Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos Secretaria Executiva de Desenvolvimento e Assistência Social Gerência de Planejamento,

Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos Secretaria Executiva de Desenvolvimento e Assistência Social Gerência de Planejamento, Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos Secretaria Executiva de Desenvolvimento e Assistência Social Gerência de Planejamento, Projetos e Capacitação Ministério do Desenvolvimento Social

Leia mais

JOVEM ÍNDIO E JOVEM AFRODESCENDENTE/JOVEM CIGANO E OUTRAS ETNIAS OBJETIVOS E METAS

JOVEM ÍNDIO E JOVEM AFRODESCENDENTE/JOVEM CIGANO E OUTRAS ETNIAS OBJETIVOS E METAS JOVEM ÍNDIO E JOVEM AFRODESCENDENTE/JOVEM CIGANO E OUTRAS ETNIAS OBJETIVOS E METAS 1. Assegurar com políticas públicas e programas de financiamento o direito dos jovens índios, afrodescendentes, camponeses

Leia mais

Centro de Altos Estudos de Segurança (CAES) da Polícia Militar do Estado de São Paulo DOUTORADO DA PM. Frei David Santos, OFM - out de 2012

Centro de Altos Estudos de Segurança (CAES) da Polícia Militar do Estado de São Paulo DOUTORADO DA PM. Frei David Santos, OFM - out de 2012 Centro de Altos Estudos de Segurança (CAES) da Polícia Militar do Estado de São Paulo DOUTORADO DA PM Frei David Santos, OFM - out de 2012 Dados disponibilizados pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade

Leia mais

RETRATOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA: SEGURANÇA PÚBLICA OUTUBRO/2011

RETRATOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA: SEGURANÇA PÚBLICA OUTUBRO/2011 RETRATOS DA SOCIEDADE BRASILEIRA: SEGURANÇA PÚBLICA OUTUBRO/2011 PESQUISA CNI-IBOPE CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA - CNI Robson Braga de Andrade Presidente Diretoria Executiva - DIREX José Augusto

Leia mais

I CONGRESSO BRASILEIRO DE EXECUÇÃO DE PENAS E MEDIDAS ALTERNATIVAS

I CONGRESSO BRASILEIRO DE EXECUÇÃO DE PENAS E MEDIDAS ALTERNATIVAS I CONGRESSO BRASILEIRO DE EXECUÇÃO DE PENAS E MEDIDAS ALTERNATIVAS CARTA DE CURITIBA Os participantes do I CONGRESSO BRASILEIRO DE EXECUÇÃO DE PENAS E MEDIDAS ALTERNATIVAS, realizado em Curitiba PR, de

Leia mais

Estado de Mato Grosso Prefeitura Municipal de Itanhangá CNPJ: 07.209.225/0001-00 Gestão 2013/2016

Estado de Mato Grosso Prefeitura Municipal de Itanhangá CNPJ: 07.209.225/0001-00 Gestão 2013/2016 LEI Nº 325/2013 Data: 04 de Novembro de 2013 SÚMULA: Dispõe sobre o Plano Municipal de Políticas Públicas Sobre Drogas, que tem por finalidade fortalecer e estruturar o COMAD como órgão legítimo para coordenar,

Leia mais

Carta Aberta aos candidatos e candidatas às prefeituras e Câmaras Municipais

Carta Aberta aos candidatos e candidatas às prefeituras e Câmaras Municipais Carta Aberta aos candidatos e candidatas às prefeituras e Câmaras Municipais Estatuto da Criança e do Adolescente: 18 anos, 18 Compromissos A criança e o adolescente no centro da gestão municipal O Estatuto

Leia mais

8ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE MINAS GERAIS

8ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE MINAS GERAIS 8ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE DE MINAS GERAIS DOCUMENTO FINAL EIXO 1 PROMOÇÃO DOS DIREITOS DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE Ações de mobilização: 1. Ampla mobilização, por

Leia mais

BR/2001/PI/H/3. Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO), Dakar, 25 de Abril de 2000

BR/2001/PI/H/3. Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO), Dakar, 25 de Abril de 2000 BR/2001/PI/H/3 Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO), Dakar, 25 de Abril de 2000 2001 Declaração das ONGs Educação para Todos Consulta Internacional de ONGS (CCNGO),

Leia mais

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007

PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 PORTARIA NORMATIVA INTERMINISTERIAL Nº- 17, DE 24 DE ABRIL DE 2007 Institui o Programa Mais Educação, que visa fomentar a educação integral de crianças, adolescentes e jovens, por meio do apoio a atividades

Leia mais

As Novas Tecnologias e o Processo Legislativo Parlamentar

As Novas Tecnologias e o Processo Legislativo Parlamentar CAMARA DOS DEPUTADOS As Novas Tecnologias e o Processo Legislativo Parlamentar Lúcio Henrique Xavier Lopes XII Encontro da Associação dos Secretários- Gerais dos Parlamentos de Língua Portuguesa CAMARA

Leia mais

IMS UNIBANCO FORMAL EDUCAÇÃO QUALIFICAÇÃO PARA O TRABALHO AMBIENTAL ACESSO A BENS CULTURAIS VOLUNTARIADO ENSINO MÉDIO REDE CEAS JOVEM APRENDIZ

IMS UNIBANCO FORMAL EDUCAÇÃO QUALIFICAÇÃO PARA O TRABALHO AMBIENTAL ACESSO A BENS CULTURAIS VOLUNTARIADO ENSINO MÉDIO REDE CEAS JOVEM APRENDIZ Instituto Unibanco Uma visão geral Sustentabilidade UNIBANCO VOLUNTARIADO SOCIAL e HUMANO EDUCAÇÃO FORMAL ENSINO MÉDIO Triple Bottom Line IMS ACESSO A BENS CULTURAIS ECONÔMICO QUALIFICAÇÃO PARA O TRABALHO

Leia mais

Em nome do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. UNODC quero agradecer ao coordenador residente, sr. Jorge

Em nome do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime. UNODC quero agradecer ao coordenador residente, sr. Jorge Boa tarde! Em nome do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime UNODC quero agradecer ao coordenador residente, sr. Jorge Chediek, e a toda sua equipe, pela oportunidade em participar desse importante

Leia mais

Política Municipal para a População em Situação de Rua em Belo Horizonte

Política Municipal para a População em Situação de Rua em Belo Horizonte Política Municipal para a População em Situação de Rua em Belo Horizonte Elizabeth Leitão Secretária Municipal Adjunta de Assistência Social Prefeitura Municipal de Belo Horizonte Março de 2012 Conceito

Leia mais

CARTA DE BRASÍLIA I ENCONTRO NACIONAL DOS CONSELHOS DA COMUNIDADE Brasília 6 e 7 dezembro de 2012

CARTA DE BRASÍLIA I ENCONTRO NACIONAL DOS CONSELHOS DA COMUNIDADE Brasília 6 e 7 dezembro de 2012 CARTA DE BRASÍLIA I ENCONTRO NACIONAL DOS CONSELHOS DA COMUNIDADE Brasília 6 e 7 dezembro de 2012 Os participantes do I ENCONTRO NACIONAL DOS CONSELHOS DA COMUNIDADE, representantes de Conselhos da Comunidade

Leia mais

www.fecomercio-rj.org.br [ 1 ]

www.fecomercio-rj.org.br [ 1 ] www.fecomercio-rj.org.br [ 1 ] A SEGURANÇA PÚBLICA NO BRASIL 16 de abril de 2008 [ 2 ] (1 MENÇÃO) - SG1) Na sua opinião, quem tem mais responsabilidade pelo combate à criminalidade e violência contra as

Leia mais

Notas sobre experiências de Pacificação em favelas do Rio de Janeiro - Brasil.

Notas sobre experiências de Pacificação em favelas do Rio de Janeiro - Brasil. Conferencia Internacional Violencia en Barrios en America Latina Notas sobre experiências de Pacificação em favelas do Rio de Janeiro - Brasil. Lia de Mattos Rocha Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Leia mais

Carta de Campinas 1) QUANTO AO PROBLEMA DO MANEJO DAS CRISES E REGULAÇÃO DA PORTA DE INTERNAÇÃO E URGÊNCIA E EMERGÊNCIA,

Carta de Campinas 1) QUANTO AO PROBLEMA DO MANEJO DAS CRISES E REGULAÇÃO DA PORTA DE INTERNAÇÃO E URGÊNCIA E EMERGÊNCIA, Carta de Campinas Nos dias 17 e 18 de junho de 2008, na cidade de Campinas (SP), gestores de saúde mental dos 22 maiores municípios do Brasil, e dos Estados-sede desses municípios, além de profissionais

Leia mais

Projetos de Extensão SERVIÇO SOCIAL Estudo sociais em parceria com o fórum de UVA

Projetos de Extensão SERVIÇO SOCIAL Estudo sociais em parceria com o fórum de UVA Projetos de Extensão SERVIÇO SOCIAL Estudo sociais em parceria com o fórum de UVA Serviços técnicos do Serviço Social na área da família e infância nos processos do Fórum de União da Vitória O Serviço

Leia mais

Políticas de formação e valorização profissional em Segurança Pública

Políticas de formação e valorização profissional em Segurança Pública Ministério da Justiça Políticas de formação e valorização profissional em Segurança Pública SECRETARIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA Diagnóstico da Formação em Segurança Pública (2001-2003) 2003) Cenário

Leia mais

Morte brasileira: a trajetória de um país

Morte brasileira: a trajetória de um país Retratos da violência Morte brasileira: a trajetória de um país A morte é um grande personagem. De capuz e foice na mão, comove plateias no mundo todo. Mas será esse mesmo o perfil da morte brasileira?

Leia mais

Política Nacional sobre Drogas e o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas Crack, é possível vencer. SALVADOR/BA ABRIL de 2012

Política Nacional sobre Drogas e o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas Crack, é possível vencer. SALVADOR/BA ABRIL de 2012 Política Nacional sobre Drogas e o Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas Crack, é possível vencer SALVADOR/BA ABRIL de 2012 MARCOS HISTÓRICOS 1998: Adesão do Brasil aos princípios diretivos

Leia mais

sumário executivo da Criminalidade e Seguranca Cidadã Relatório Internacional

sumário executivo da Criminalidade e Seguranca Cidadã Relatório Internacional sumário executivo PREVENcÃo da Criminalidade e Seguranca Cidadã Relatório Internacional 2012 O Relatório Internacional sobre Prevenção da Criminalidade e Segurança Cidadã 2012 do Centro Internacional para

Leia mais

CARTA DE OTTAWA. PRIMEIRA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE Ottawa, novembro de 1986

CARTA DE OTTAWA. PRIMEIRA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE Ottawa, novembro de 1986 CARTA DE OTTAWA PRIMEIRA CONFERÊNCIA INTERNACIONAL SOBRE PROMOÇÃO DA SAÚDE Ottawa, novembro de 1986 A Primeira Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde, realizada em Ottawa, Canadá, em novembro

Leia mais

Violência contra as Mulheres em Pernambuco

Violência contra as Mulheres em Pernambuco Violência contra as Mulheres em Pernambuco Recife, 25 de novembro de 2015 FICHA TÉCNICA Coordenação: Equipe do SOS Corpo Instituto Feminista para Democracia Pesquisadora: Ana Paula Melo (pesquisadora convidada)

Leia mais

Tema: Criminalidade e Cotidiano. Título: A violência na História do Brasil.

Tema: Criminalidade e Cotidiano. Título: A violência na História do Brasil. Arquivo do Estado de SP O Uso dos Documentos de Arquivo na Sala de Aula Tema: Criminalidade e Cotidiano. Título: A violência na História do Brasil. Mariana Ramos Apolinário 2º semestre 2013 São Paulo SP

Leia mais

PROPOSTAS PARA O ESTADO BRASILEIRO - NÍVEIS FEDERAL, ESTADUAL E MUNICIPAL

PROPOSTAS PARA O ESTADO BRASILEIRO - NÍVEIS FEDERAL, ESTADUAL E MUNICIPAL PROPOSTAS PARA O ESTADO BRASILEIRO - NÍVEIS FEDERAL, ESTADUAL E MUNICIPAL MEDIDAS CONCRETAS PARA O ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER NO ÂMBITO DOMÉSTICO/FAMILIAR A presente Matriz insere-se no

Leia mais

Violência homicida. Diferenças regionais

Violência homicida. Diferenças regionais 1 de 6 31/01/2014 23:35 Aumentar a fonte Diminuir a fonte VIOLÊNCIA CORPO NO CHÃO Morto em outubro de 2012, em Itaquera, Zona Leste paulistana: mais uma entre as mais de 40 mil pessoas assassinadas no

Leia mais

Especificações Técnicas. Elaboração da Pesquisa

Especificações Técnicas. Elaboração da Pesquisa Especificações Técnicas Período 28 a 31 de julho de 2011 Abrangência Nacional Universo Eleitores com 16 anos e mais Amostra 2.002 entrevistas em 140 municípios Margem de erro 2 pontos percentuais e grau

Leia mais

Como se Tornar um Município Amigo do Idoso. Critérios para a Obtenção do Selo de Município Amigo do Idoso

Como se Tornar um Município Amigo do Idoso. Critérios para a Obtenção do Selo de Município Amigo do Idoso Como se Tornar um Município Amigo do Idoso Critérios para a Obtenção do Selo de Município Amigo do Idoso 2 3 GERALDO ALCKMIN Governador do Estado de São Paulo ROGERIO HAMAM Secretário de Estado de Desenvolvimento

Leia mais

Re s p o n s a b i l i z a ç ã o e

Re s p o n s a b i l i z a ç ã o e Anexo II Di r e t r i z e s Ge r a i s d o s Se rv i ç o s d e Re s p o n s a b i l i z a ç ã o e Educação do Agressor SERVIÇO DE RESPONSABILIZAÇÃO E EDUCAÇÃO DO AGRESSOR Ap r e s e n ta ç ã o A presente

Leia mais

PROJETO BRA/04/029. Seleciona CONSULTOR na modalidade PRODUTO* MAPEAMENTO DE

PROJETO BRA/04/029. Seleciona CONSULTOR na modalidade PRODUTO* MAPEAMENTO DE PROJETO BRA/04/029 Seleciona CONSULTOR na modalidade PRODUTO* MAPEAMENTO DE Os currículos deverão ser encaminhados para o endereço eletrônico seguranca.cidada@mj.gov.br até o dia 20 de dezembro de 2015.

Leia mais

Carta Política. Campanha Cidades Seguras para as Mulheres

Carta Política. Campanha Cidades Seguras para as Mulheres Carta Política Campanha Cidades Seguras para as Mulheres Brasil - 2014 Nós, mulheres de diversas localidades e comunidades de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e São Paulo, que há muito

Leia mais

ELABORAÇÃO DE INDICADORES SOCIAIS

ELABORAÇÃO DE INDICADORES SOCIAIS 1 ELABORAÇÃO DE INDICADORES SOCIAIS Ernesto Friedrich de Lima Amaral 01 de abril de 2009 Universidade Federal de Minas Gerais Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia Departamento de Sociologia e Antropologia

Leia mais

EIXO DE TRABALHO 01 DIREITO A CIDADANIA, PARTICIPAÇÃO SOCIAL E POLÍTICA E A REPRESENTAÇÃO JUVENIL

EIXO DE TRABALHO 01 DIREITO A CIDADANIA, PARTICIPAÇÃO SOCIAL E POLÍTICA E A REPRESENTAÇÃO JUVENIL EIXO DE TRABALHO 01 DIREITO A CIDADANIA, PARTICIPAÇÃO SOCIAL E POLÍTICA E A REPRESENTAÇÃO JUVENIL Proposta I Fomentar a criação de grêmios estudantis, fóruns de juventude, diretórios centrais de estudantes,

Leia mais

Educação Integral, Escola de Tempo Integral e Aluno em Tempo Integral na Escola.

Educação Integral, Escola de Tempo Integral e Aluno em Tempo Integral na Escola. Educação Integral, Escola de Tempo Integral e Aluno em Tempo Integral na Escola. Chico Poli Algumas vezes, fora da escola há até mais formação do que na própria escola. (M. G. Arroyo) É preciso toda uma

Leia mais

Diretrizes para Implementação dos Serviços de Responsabilização e Educação dos Agressores

Diretrizes para Implementação dos Serviços de Responsabilização e Educação dos Agressores PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA SECRETARIA DE POLÍTICAS PARA MULHERES SECRETRIA DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES Diretrizes para Implementação dos Serviços de Responsabilização e Educação dos Agressores

Leia mais

MÓDULO V Experiência de acolhimento em família solidária Aula 08. 1. Acompanhamento dos casos na modalidade de proteção em Família Solidária

MÓDULO V Experiência de acolhimento em família solidária Aula 08. 1. Acompanhamento dos casos na modalidade de proteção em Família Solidária MÓDULO V Experiência de acolhimento em família solidária Aula 08 Por Leonardo Rodrigues Rezende 1 1. Acompanhamento dos casos na modalidade de proteção em Família Solidária Os casos encaminhados à modalidade

Leia mais

Nome do projeto de pesquisa ao qual o aluno inscrito está vinculado: CORPOREIDADE, SAÚDE E INTERVENÇÃO PSIQUIÁTRICA: UMA

Nome do projeto de pesquisa ao qual o aluno inscrito está vinculado: CORPOREIDADE, SAÚDE E INTERVENÇÃO PSIQUIÁTRICA: UMA Identificação do discente: Nome completo: Guilherme Oriel Aguillar Matrícula: 80690-1 Curso: Educação Física Identificação do professor-orientador: Nome completo: JOSE LUIS SOLAZZI Curso: Educação Física

Leia mais

Políticas Setoriais Secretarias Municipais: Saúde, Assistência Social, Educação, Direitos Humanos(quando houver). Participações Desejáveis

Políticas Setoriais Secretarias Municipais: Saúde, Assistência Social, Educação, Direitos Humanos(quando houver). Participações Desejáveis PARÂMETROS PARA A CONSTITUIÇÃO DAS COMISSÕES INTERSETORIAIS DE ACOMPANHAMENTO DO PLANO NACIONAL DE PROMOÇÃO, PROTEÇÃO E DEFESA DO DIREITO DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA

Leia mais

Minuta do Capítulo 8 do PDI: Políticas de Atendimento aos Discentes

Minuta do Capítulo 8 do PDI: Políticas de Atendimento aos Discentes Minuta do Capítulo 8 do PDI: Políticas de Atendimento aos Discentes Elaborada pela Diretoria de Assuntos Estudantis 1 1 Esta minuta será apreciada pelo Colegiado de Ensino, Pesquisa e Extensão nos dias

Leia mais

1. Escopo ou finalidade da iniciativa

1. Escopo ou finalidade da iniciativa 1. Escopo ou finalidade da iniciativa Por meio do Programa Rede Judicial de Proteção objetiva-se reduzir a reprodução de infrações penais semelhantes às cometidas, a partir de intervenções orientadas para

Leia mais

Avanços e Perspectivas dos Direitos da Criança com Ênfase na Área da Saúde

Avanços e Perspectivas dos Direitos da Criança com Ênfase na Área da Saúde Avanços e Perspectivas dos Direitos da Criança com Ênfase na Área da Saúde Falar dos direitos da criança implica necessariamente um resgate do maior avanço em âmbito jurídico e político-ideológico relacionado

Leia mais

Gangues, Criminalidade Violenta e Contexto Urbano: Um Estudo de Caso

Gangues, Criminalidade Violenta e Contexto Urbano: Um Estudo de Caso Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (CRISP) Conferencia Internacional Violencia en Barrios en America Latina Sus Determinantes y Politicas

Leia mais

PESQUISA IBOPE / INSTITUTO AVON

PESQUISA IBOPE / INSTITUTO AVON PESQUISA IBOPE / INSTITUTO AVON PERCEPÇÕES E REAÇÕES DA SOCIEDADE SOBRE A VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER 2009 PARCERIAS INSTITUTO PATRÍCIA GALVÃO Planejamento e supervisão da pesquisa IBOPE INTELIGÊNCIA Campo

Leia mais

Governo planeja ações com base em dados e tenta aprimorar combate à exploração incentivando envolvimento da sociedade civil em fóruns e conselhos

Governo planeja ações com base em dados e tenta aprimorar combate à exploração incentivando envolvimento da sociedade civil em fóruns e conselhos / / Fique ligado Notícias / Especiais Promenino Fundação Telefônica 10/12/2012 Os desafios da fiscalização do trabalho infantil Governo planeja ações com base em dados e tenta aprimorar combate à exploração

Leia mais

Região Metropolitana de São Paulo. Município de Diadema

Região Metropolitana de São Paulo. Município de Diadema Região Metropolitana de São Paulo Área total: 7.944 Km² População: 20,3 milhões de habitantes Densidade hab/km² Município de Diadema Área total: 30,7 Km2 População: 386.089 (IBGE/2010) Densidade demográfica:

Leia mais

Publicação DOU nº 98, seção 1 de 23 de maio de 2007

Publicação DOU nº 98, seção 1 de 23 de maio de 2007 Publicação DOU nº 98, seção 1 de 23 de maio de 2007 Atos do Poder Executivo DECRETO Nº 6.117, DE 22 DE MAIO DE 2007 Aprova a Política Nacional sobre o Álcool, dispõe sobre as medidas para redução do uso

Leia mais

Relatos de Experiência Paraisópolis: relato do processo de transformação da Biblioteca Comunitária em rede do conhecimento

Relatos de Experiência Paraisópolis: relato do processo de transformação da Biblioteca Comunitária em rede do conhecimento S. M. R. Alberto 38 Relatos de Experiência Paraisópolis: relato do processo de transformação da Biblioteca Comunitária em rede do conhecimento Solange Maria Rodrigues Alberto Pedagoga Responsável pelo

Leia mais

SINTESE DO DIAGNÓSTICO TERRITÓRIO DE PAZ SANTO AFONSO NOVO HAMBURGO 2010/2011

SINTESE DO DIAGNÓSTICO TERRITÓRIO DE PAZ SANTO AFONSO NOVO HAMBURGO 2010/2011 SINTESE DO DIAGNÓSTICO TERRITÓRIO DE PAZ SANTO AFONSO NOVO HAMBURGO 2010/2011 REALIZAÇÃO: Diagnóstico Local - Território de Paz Santo Afonso Novo Hamburgo Página 1 DIAGNÓSTICO LOCAL TERRITÓRIO DE PAZ SANTO

Leia mais

SEDSDH Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos SEDAS Secretaria Executiva de Desenvolvimento e Assistência Social

SEDSDH Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos SEDAS Secretaria Executiva de Desenvolvimento e Assistência Social A Política Estadual de Assistência Social - PERNAMBUCO SEDSDH Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos SEDAS Secretaria Executiva de Desenvolvimento e Assistência Social PERNAMBUCO Contexto

Leia mais

SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA Comissão de Constituição e Justiça - SENADO FEDERAL PLANO DE TRABALHO

SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA Comissão de Constituição e Justiça - SENADO FEDERAL PLANO DE TRABALHO SUBCOMISSÃO PERMANENTE DE SEGURANÇA PÚBLICA Comissão de Constituição e Justiça - SENADO FEDERAL PLANO DE TRABALHO 1. Contextualização e finalidades A violência, a falta de segurança e o medo da criminalidade

Leia mais

PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE FUNDAÇÃO ASSISTÊNCIA SOCIAL E CIDADANIA

PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE FUNDAÇÃO ASSISTÊNCIA SOCIAL E CIDADANIA PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE FUNDAÇÃO ASSISTÊNCIA SOCIAL E CIDADANIA 1 DADOS DE IDENTIFICAÇÃO PROJETO TÉCNICO: ACESSUAS TRABALHO / PRONATEC EQUIPE RESPONSÁVEL: Proteção Social Básica PERÍODO: Setembro

Leia mais

Educação Integral Relatório em Junho/2013

Educação Integral Relatório em Junho/2013 Comunidade Escola Família Educação Integral Relatório em Junho/2013 Objetivo 3 O principal objetivo desta pesquisa é avaliar o conhecimento da população brasileira sobre educação integral. Metodologia

Leia mais

Implantação de Rede de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidos

Implantação de Rede de Identificação e Localização de Crianças e Adolescentes Desaparecidos Programa úmero de Ações 12 0153 Promoção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente Objetivo Indicador(es) Promover a ampla defesa jurídico-social de crianças e adolescentes Taxa de Municípios com

Leia mais

RESOLUÇÃO CONJUNTA CNAS/CONANDA Nº 001 DE 09 DE JUNHO DE 2010

RESOLUÇÃO CONJUNTA CNAS/CONANDA Nº 001 DE 09 DE JUNHO DE 2010 RESOLUÇÃO CONJUNTA CNAS/CONANDA Nº 001 DE 09 DE JUNHO DE 2010 Estabelece parâmetros para orientar a constituição, no âmbito dos Estados, Municípios e Distrito Federal, de Comissões Intersetoriais de Convivência

Leia mais

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE ASSUNTOS POLÍTICOS/ ADMINISTRATIVOS

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE ASSUNTOS POLÍTICOS/ ADMINISTRATIVOS PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA SOBRE ASSUNTOS POLÍTICOS/ ADMINISTRATIVOS MARÇO DE 2014 JOB0402 ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DA PESQUISA OBJETIVO LOCAL Avaliar a atual administração do município de Acopiara. Acopiara

Leia mais

Seres vivos. Mensagens aos jovens. Proposta 1

Seres vivos. Mensagens aos jovens. Proposta 1 Mensagens aos jovens Nós, jovens, devemos nos organizar para a construção de projetos, em que possamos, juntos com a população e os órgãos responsáveis, nos responsabilizar pelo bem-estar do nosso patrimônio.

Leia mais

Esporte como fator de inclusão de jovens na sociedade FGR: Gustavo:

Esporte como fator de inclusão de jovens na sociedade FGR: Gustavo: Esporte como fator de inclusão de jovens na sociedade Entrevista cedida à FGR em Revista por Gustavo de Faria Dias Corrêa, Secretário de Estado de Esportes e da Juventude de Minas Gerais. FGR: A Secretaria

Leia mais

Inclusão Social - mudanças K A T I A C A V A L C A N T E 2 0 1 4

Inclusão Social - mudanças K A T I A C A V A L C A N T E 2 0 1 4 Inclusão Social - mudanças K A T I A C A V A L C A N T E 2 0 1 4 Sumário Assistência Social Saúde Educação Infraestrutura - Comunicação e Energia Moradia Bolsa Família Bolsa Verde Direitos Culturais A

Leia mais

DOCUMENTO FINAL 11ª CONFERÊNCIA DE SAÚDE DO PARANÁ

DOCUMENTO FINAL 11ª CONFERÊNCIA DE SAÚDE DO PARANÁ DOCUMENTO FINAL 11ª CONFERÊNCIA DE SAÚDE DO PARANÁ EIXO 1 DIREITO À SAÚDE, GARANTIA DE ACESSO E ATENÇÃO DE QUALIDADE Prioritária 1: Manter o incentivo aos Programas do Núcleo Apoio da Saúde da Família

Leia mais

- Patrulhas Maria da Penha e Rede Municipal de Pontos Seguros (RMPS)

- Patrulhas Maria da Penha e Rede Municipal de Pontos Seguros (RMPS) Algumas das ações já estão em andamento e serão reforçadas. A meta é que todas sejam implementadas ao longo de 2015 e 2016, algumas já a partir de março próximo. Abaixo, uma rápida explicação delas: -

Leia mais

Dez anos após estatuto, mortes por armas param de crescer

Dez anos após estatuto, mortes por armas param de crescer Zero Hora Solução? 14/12/2013 17h01 Dez anos após estatuto, mortes por armas param de crescer Lei que dificulta a compra, o porte e o registro de armamento entrou em vigor em dezembro de 2003 Carlos Ferreira

Leia mais

ALBERTO MARQUES DOS SANTOS Juiz de Direito

ALBERTO MARQUES DOS SANTOS Juiz de Direito ALBERTO MARQUES DOS SANTOS Juiz de Direito CRIMINALIDADE causas e soluções Juruá Editora Curitiba, 2006 CATALOGAÇÃO NA FONTE S237 Santos, Alberto Marques dos. Criminalidade: causas e soluções./ Alberto

Leia mais

CULTURA OBJETIVOS E METAS

CULTURA OBJETIVOS E METAS CULTURA OBJETIVOS E METAS 1. Garantir a participação juvenil na elaboração das políticas públicas na área de cultura com a participação de mais entidades e partidos políticos, via projetos e via mobilização

Leia mais

Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres

Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres Promover a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres META 3 Eliminar as disparidades entre os sexos no ensino fundamental e médio, se possível, até 2005, e em todos os níveis de ensino, o mais

Leia mais

Realização. Estados Vizinhos Convidados

Realização. Estados Vizinhos Convidados Relatório-síntese do III Seminário de Articulação Nacional e Construção de Diretrizes para a Educação no Sistema Penitenciário Regional Sul Centro Administrativo Porto Alegre - RS 6 e 7 de março de 2006

Leia mais

Economia Política da Violência em Alagoas

Economia Política da Violência em Alagoas Economia Política da Violência em Alagoas Fábio Guedes Gomes 1 "O sentimento de que as pessoas vivem com medo de serem assassinadas é um exagero muito grande. Existe situação terrível nas favelas, mas

Leia mais

Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack, Álcool e outras drogas. Governo Federal

Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack, Álcool e outras drogas. Governo Federal Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack, Álcool e outras drogas. Governo Federal O QUE É? Conjunto de medidas, que pretende reorganizar o atendimento aos dependentes químicos na Rede do Sistema Único

Leia mais