AS POLÍTICAS PÚBLICAS NO TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA

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1 Ellen Ferreira Pinheiro AS POLÍTICAS PÚBLICAS NO TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA Artigo submetido à avaliação do Curso de Pós- Graduação (Lato Sensu) em Gestão de Políticas Públicas da Faculdade Redentor, Polo Leopoldina/MG, como parte dos requisitos necessários à obtenção do Título de Especialista em Gestão de Políticas Públicas. Orientador: Prof. Dr. Jurandyr Nascimento Silva Junior Além Paraíba 2012

2 AS POLÍTICAS PÚBLICAS NO TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA PUBLIC POLICY IN THE TREATMENT OF ADDICTIONS Ellen Ferreira Pinheiro Bacharel em Psicologia Carmo RJ Tel. (22) Jurandyr Nascimento Silva Júnior Orientador Doutor em Psicologia (Programa de Pós-Graduação em Psicologia do Instituto de Psicologia/UFRJ). Professor Doutor da Fundação Educacional de Além Paraíba, a R. Isabel Herdy Aves, 305, São José, Além Paraíba, MG. Resumo: O tema abordado neste artigo são as políticas públicas em dependência química como formas de tratamento dos dependentes. O objetivo é verificar como funcionam algumas políticas públicas dirigidas aos usuários de álcool e outras drogas e quais são as suas contribuições para o tratamento ou para a redução dos prejuízos que o uso indevido de drogas pode causar na vida do indivíduo. O estudo nos permitiu verificar a importância destas políticas, principalmente em um momento em que tem aumentado a preocupação com o uso indiscriminado de drogas. A conclusão é de que as políticas públicas em dependência química têm importante contribuição no tratamento dos dependentes e as políticas de redução de danos ajudam a amenizar os prejuízos causados pelo uso dessas substâncias químicas, como a transmissão de doenças contagiosas como a Aids, por exemplo. Palavras chave: Políticas Públicas; Drogas; Dependência Química, Tratamento. Abstracts: The subject discussed in tis article are the public policies as forms of chemical dependency treatment of addicts. The goal is to see how some public policies targeted at users of alcohol and other drugs and what are their contributions to the treatment or reduction of the damage that dg abuse can cause in people s lives. The study allowed us to verify the importance of these policies, especially in a time that has been increasing concern about the indiscriminate use of drugs. The conclusion is that public policies on substance abuse have an important contribution in the treatment of addicts and harm reduction policies help mitigate the damage caused by the use of these chemicals, such as the transmission of contagious diseases like AIDS, for example. Key words: Public policy, Drugs, Addiction, Treatment.

3 INTRODUÇÃO A realização deste trabalho constitui de revisão bibliográfica de artigos e livros, que compreendem o período de 2000 a Este trabalho busca oferecer informações sobre algumas políticas públicas em dependência química, trazendo informações sobre o tema e orientando sobre tratamento e/ou ajuda para os dependentes de álcool e outras drogas, e sobre formas de prevenir, amenizar e/ou eliminar as consequências que este hábito produz no âmbito pessoal do usuário, dos seus familiares e da sua sociedade. O uso de drogas é um problema que afeta toda a população independentemente de idade, sexo, nível de instrução, poder aquisitivo, etc. E a síndrome de dependência é um transtorno crônico, que acompanha a vida toda do paciente. Observa-se uma crescente preocupação por parte da sociedade com o uso indiscriminado de drogas, principalmente o crack. Aponta-se uma verdadeira epidemia que envolve, especialmente, a população infanto-juvenil, mas não se restringe a ela. O uso indevido de drogas tem contribuído para aumentar os gastos com tratamento médico, com internação hospitalar, com o aumento dos índices de acidente de trabalho, violência urbana, mortes prematuras e queda de produtividade dos trabalhadores. A dependência química tornou-se um grave problema de saúde pública praticamente no mundo todo. Atualmente o esforço isolado não tem obtido sucesso na prevenção do consumo de drogas. Assim, a ação efetiva das instituições oficiais e a família tornam-se importantes. A família é o núcleo vital e principal da ação preventiva, por isso as políticas públicas direcionadas a transmissão de informações a respeito das drogas e suas consequências são importantes. O Brasil reconhece que a solução deste problema está não só nos esforços do Governo Federal, mas também na ação conjunta dos estados, municípios, comunidades, famílias, grupos de cidadania, organizações da sociedade civil, setor produtivo e países limítrofes. POLÍTICAS PÚBLICAS A Lei Federal (MS,2002) é o instrumento legal/normativo máximo para a política de atenção aos usuários de álcool e outras drogas, e se encontra em sintonia para com as propostas e pressupostos de Organização Mundial de Saúde (DELGADO, 2002). O termo políticas públicas compreende a dimensão ético-política dos fins da ação, e deve se aliar, necessariamente, a um projeto de desenvolvimento econômico-social e implicar formas de relação do Estado com a sociedade. (pág.51) (Sposito citado por

4 Oliveira). Esta relação do Estado com a sociedade não refere-se apenas a uma gestão de um governo, pois uma questão social importante de construção de cidadania e empoderamento demanda um trabalho mais longo do que os quatro anos de um governo (OLIVEIRA, 2006). As políticas públicas devem acarretar em políticas duradouras e não ser apenas de um governo. Os governos mudam a cada quatro anos, mas o Estado permanece o mesmo, por isso a política não deve ser de governo e sim de Estado. Nesse sentido, o Estado é ocupado pela população que é gerenciada por um governo. As demandas da população são requisitos fundamentais nas pesquisas estatísticas e na formulação de políticas públicas (SEMINÁRIO, 2010). As políticas públicas são ações destinadas ao coletivo, ou seja, ao público. Elas podem e devem ter a participação da população em sua elaboração, pois é através da demanda e necessidade da sociedade, que os gestores públicos devem elaborá-las (PSICOLOGIA, 2010). ÁLCOOL, OUTRAS DROGAS E DEPENDÊNCIA QUÍMICA Um grande problema é o desconhecimento da população; tendo conhecimento dos seus direitos a população pode reivindicar, cobrar e, o que é muito importante nas políticas públicas, monitorar, pois muitas vezes o Estado faz o seu papel, mas de forma insuficiente. É aí que entra a participação da população, demandando políticas ao Estado e cobrando sua efetivação (PSICOLOGIA, 2010). No Brasil, uma série de estudos epidemiológicos realizados nos últimos anos, mostrou que o início do consumo de álcool, cigarro e outras drogas ocorrem predominantemente durante a adolescência (LARANJEIRA, 2007). Atualmente, cerca de 5,2 milhões de mortes ocorrem no mundo por acidentes e violências. Dessas mortes, 1,8 milhão está associada ao hábito de consumo excessivo de bebidas alcoólicas, que constitui um grave problema de saúde pública da sociedade moderna. Segundo os dados do PeNSE, 71,4% dos escolares já experimentaram bebida alcoólica alguma vez, tendo a maior freqüência de experimentação ocorrida com o sexo feminino (73,1%), apresentando também elevada proporção ocorrida com o sexo masculino (69,5%). Em alunos de escola privada, a experimentação de bebida alcoólica foi de 75,7% e nos alunos de escola pública foi de 70,3%.

5 Em muitos países, o aumento da experimentação de drogas entre os jovens tem se tornado um sério problema. Segundo os dados do PeNSE, evidenciaram que 8,7% dos escolares já usaram maconha, cocaína, crack, cola, loló, lança perfume ou ecstasy. Em Curitiba foi encontrado o maior percentual (13,2%) e em Macapá (5,3%) o menor percentual (IBGE, 2009). O consumo de álcool e outras drogas é um grave problema de saúde pública. O planejamento de programas, dentro de uma perspectiva de saúde pública, deve contemplar grande parte da população de modo que a abstinência não seja a única meta aos usuários. Terá que ser construída nos programas do Ministério da Saúde, com outros Ministérios e com os setores da sociedade civil organizada, uma política de prevenção, tratamento e de educação para o uso consumo de álcool e outras drogas. Para isso é preciso buscar novas estratégias de contato e vínculo com a família e o consumidor, reconhecendo suas características, necessidades e vias de administração (BRASIL, 2003). Do ponto de vista da saúde, não só os produtos ilegais, como a maconha, a cocaína e o crack, são considerados como drogas. O álcool que é uma substância legalizada, também é considerado uma droga. Drogas são substâncias utilizadas para produzir alterações, mudanças, nas sensações, no grau de consciência e no estado emocional. As alterações causadas por essas substâncias variam de acordo com as características da pessoa que as usa, qual droga é utilizada e em que quantidade, o efeito que se espera da droga e as circunstâncias em que é consumida (SILVEIRA, 2000). A dependência é definida como o impulso que leva o sujeito a fazer o uso de uma droga de forma contínua ou periódica para obter prazer. O dependente não consegue controlar o consumo de drogas, agindo de forma impulsiva e repetitiva. A dependência se apresenta de duas formas principais: a dependência física e a dependência psicológica. A dependência física é a síndrome de abstinência, que apresenta sintomas e sinais físicos que aparecem quando a pessoa pára ou diminui bruscamente o uso da droga. A dependência psicológica caracteriza-se por um estado de mal estar e desconforto decorrente da interrupção do uso da droga (SILVEIRA, 2000). Segundo o Ministério da Saúde, a dependência das drogas é transtorno onde predomina a heterogeneidade, já que afeta as pessoas de diferentes maneiras, por diferentes razões, em diferentes contextos e circunstâncias (BRASIL, 2003). A FAMÍLIA A família é um fator fundamental na dependência e no tratamento. A convivência familiar, os relacionamentos interpessoais e as influências ambientais são considerados de importante contribuição para a dependência. O aprendizado de comportamentos de

6 consumo também é um fator digno de nota, pois o indivíduo adquire hábitos e comportamentos a partir de seus familiares e amigos próximos. A terapia familiar é importante na recuperação do dependente em tratamento. Os membros da família constituem as vítimas primárias da dependência, além do próprio paciente. Vitimização, superproteção, culpa, raiva, mágoa, privações e desespero são quase sempre observados em familiares do dependente que inicia o tratamento. Agressões físicas, furtos e negligência complicam ainda mais a situação familiar, com consequências diretas em todas as suas relações interpessoais. A família se torna, assim, uma parte significativa do problema e fator de sua amplificação (LEITE, 2002). Existem familiares com conhecimentos insuficientes, com relação a drogas, álcool e suas implicações, para compreender a necessidade da participação na terapia. Os preconceitos e sofrimentos da família interferem no processo terapêutico. Pelo fato de serem o núcleo vivencial mínimo do paciente, os familiares devem receber atenção especial para reduzir as chances de fracasso. A família necessita discutir seus (pré-) conceitos, melhorar a qualidade das relações interpessoais para criar uma real estrutura de suporte ao paciente, que auxilie em sua reabilitação (LEITE, 2002). A família precisa aprender a não sabotar o processo de recuperação do paciente e sua abstinência. Aspectos psicoeducacionais devem ser incluídos em qualquer tratamento dirigido à família, preservando o espaço de discussão do funcionamento e rotina da família e suas relações interpessoais. A proposta deste modelo terapêutico é a mudança do estilo de vida, que também é o objetivo final do tratamento da dependência. A INDIVIDUALIDADE DO EFEITO DO USO DE DROGAS E A PSICOLOGIA Os efeitos do uso de uma determinada droga não é o mesmo para qualquer pessoa, pois eles dependem de três fatores que são a droga, o usuário e o meio ambiente. As características químicas de cada tipo de droga poderá produzir efeitos diferentes no organismo. O efeito também será influenciado pela forma de utilizar a substância, a quantidade consumida e o seu grau de pureza. As características biológicas (físicas) e psicológicas de cada usuário tende a fazer com que as reações sob a ação de drogas sejam diversas. O tipo de reação que a droga pode produzir também é influenciada pelo meio ambiente. Toda a situação onde acontece o uso pode influenciar nos efeitos que a droga produzirá. A maconha quando usada por um usuário ansioso em lugar público poderá causar paranóia, causando sentimento de perseguição, por exemplo. A mesma droga usada em um lugar tranqüilo, na companhia de amigos, terá menor possibilidade de causar reações desagradáveis (SILVEIRA, 2000).

7 Os três tipos ingredientes básicos apontados por especialistas para a relação entre os usuários de álcool e outras drogas e o psicólogo são: atenção, escuta e respeito. Os adultos, crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, mais do que abstinência, precisam de cuidado. A sociedade tem que entender que os usuários de drogas são cidadãos que têm direito ao cuidado. Com isso, as políticas públicas inclusivas se fortalecem, pois compreende-se que a necessidade de tratamento não elimina os direitos de cidadania do usuário. Muitas vezes o uso e a dependência são interpretados como escolhas pessoais, pelo fato de os usuários ainda serem vistos e vinculados ao tráfico ou ao crime. O psicólogo e psicanalista Antônio Lancetti destaca o cuidado como poderoso na relação com o usuário de drogas. O primeiro passo é se aproximar e conversar com o usuário. Mesmo que inicialmente o auxílio seja rejeitado, o pedido de ajuda vem com a demanda de atendimentos à saúde (DROGAS, 2011). Nos debates sobre álcool e outras drogas, a psicóloga Mônica Gorgulho defende a implantação de uma política de redução de dano no Brasil e destaca a importância de priorizar a abordagem humana no tratamento. Os direitos humanos dos usuários de drogas existem, mas na prática ainda está longe deste ideal constante da legislação. Existe uma teoria por parte do Estado e suas políticas públicas que na prática não conseguem ser cumpridas. Ainda há um longo caminho a percorrer para chegarmos a um modelo ideal na abordagem assumida pelo Estado. (GORGULHO, 2009). As drogas se tornam uma preocupação da Psicologia devido a existência do cuidado com o usuário. A Psicologia se preocupa com o indivíduo, com a identidade dessa pessoa (GORGULHO, 2009). E com a leitura de cada caso para que possa agir de formas diferentes de acordo com o quadro apresentado. TRATAMENTO E PREVENÇÃO O tratamento minimiza os prejuízos que ocorrem na vida do indivíduo, da sua família bem como da sociedade em que vive. A dependência de substâncias químicas é considerada uma doença crônica que acompanha o indivíduo por toda sua vida. A redução do consumo de substâncias, a diminuição do uso de sistemas de saúde e a menor participação em comportamentos ilícitos associados direta e indiretamente ao uso de drogas e álcool são os resultados do tratamento que são citados mais frequentemente.

8 O tratamento é dirigido aos indivíduos que se tornaram dependentes de drogas. Não é necessário propor tratamento a usuários experimentais ou ocasionais de drogas. O foco principal da maioria dos modelos de tratamento é a dependência da droga, apesar dos dependentes apresentarem outros problemas associados ao uso abusivo de drogas. Para que a probabilidade de o indivíduo voltar a ser dependente seja menor, é muito importante que esses transtornos sejam também tratados (SILVEIRA, 2000). Nunca é demais, portanto, insistir que é a rede de profissionais, de familiares, de organizações governamentais e não-governamentais em interação constante, cada um com seu vínculo específico de ação, mas apoiando-se mutuamente, alimentando-se enquanto rede que cria acessos variados, acolhe, encaminha, previne, trata, reconstrói existências, cria efetivas alternativas de combate ao que, no uso das drogas, destrói a vida (BRASIL, 2003). A garantia de acesso aos serviços e a participação no tratamento são direitos a serem garantidos pelo SUS. Isso acontece quando se estabelece vínculos, se constrói uma co-responsabilidade e uma perspectiva ampliada da clínica, transformando os serviços em locais de acolhimento e enfrentamento coletivo das situações ligadas ao problema. Proporcionar tratamento na atenção primária, garantir o acesso a medicamentos, garantir atenção na comunidade, fornecer na comunidade, dar mais apoio à pesquisa e estabelecer programas específicos são práticas que devem ser obrigatoriamente contempladas pela Política de Atenção a Usuários de Álcool e Outras Drogas, em uma perspectiva ampliada de saúde pública (BRASIL, 2003). A prevenção do uso de drogas distingue-se em três níveis. A prevenção primária retarda ou evita que o indivíduo experimente a droga; a prevenção secundária é realizada nos indivíduos que usam droga e o objetivo é evitar que esse uso se torne nocivo; a prevenção terciária trata o uso nocivo ou a dependência e prioriza ações voltadas a manutenção da abstinência (NICASTRI, 2001). Os modelos de prevenção são variados e tem o objetivo de atingir a população para não fazer uso de drogas, atuando de diversas formas como o medo (por enfatizar aspectos negativos do uso de drogas), informação, regras que proíbem o uso e punem aqueles que não cumprem as regras e, propostas alternativas voltadas à saúde através de atividades físicas que dêem prazer (exercício físico e alimentação saudável). Porém, a educação afetiva é o modelo mais efetivo da prevenção, pois enfatiza o desenvolvimento inter e intrapessoal (MALUF, 2002). Ao associar as drogas ao comportamento anti-social (álcool) ou ao comportamento criminoso (drogas ilícitas), nos dois casos o único objetivo a ser alcançado é a abstinência. Para conseguir este objetivo, são traçadas estratégias de abordagem: redução da oferta (conta com a ação da justiça, da segurança e da defesa) e redução da demanda (se

9 dá através de tratamentos e internação com afastamento do usuário do agente indutor). (BRASIL, 2003). A prevenção voltada para o uso abusivo e/ou dependência de álcool e outras drogas pode ser definida como um processo de planejamento, implantação e implementação de múltiplas estratégias voltadas para a redução dos fatores de risco específicos e fortalecimento dos fatores de proteção. Implica necessariamente a inserção comunitária das práticas propostas, com a colaboração de todos os seguimentos sociais disponíveis. A prevenção teria como objetivo impedir o uso de substâncias psicoativas pela primeira vez, impedir uma escalada do uso e minimizar as conseqüências de tal uso (BRASIL, 2004). A lógica que sustenta este planejamento é a Redução de Danos, que deve voltar-se para minimizar as conseqüências globais do uso de álcool e drogas. As estratégias de prevenção devem contemplar a utilização dos seguintes elementos: o fortalecimento de informações sobre os danos do álcool e outras drogas, opções de lazer e atividades sem drogas, facilitar a identificação de problemas pessoais e o acesso ao suporte para estes problemas, fortalecimento de vínculos afetivos, estreitamento de laços sociais e a melhora da auto-estima das pessoas. Os CAPSad devem construir articulações consistentes com os Hospitais Gerais de seu território, para servirem de suporte ao tratamento, quando necessário (BRASIL, 2004). REDUÇÃO DE DANOS Ao lidar com seres humanos deve levar em conta a diversidade com as diferentes possibilidades e escolhas feitas por eles. Devem acolher, sem julgamento, o que em cada situação, com cada usuário, é possível, o que é necessário, o que está sendo demandado, o que pode ser ofertado, o que deve ser feito, sempre estimulando a sua participação e o seu engajamento. (BRASIL, 2003) Uma estratégia para quem não consegue ou não quer parar de consumir drogas é a diminuição de prejuízos (riscos, danos, perigos) relacionados ao uso de drogas, objetivando a redução das consequências negativas que o uso de drogas pode ocasionar. Dois exemplos são as campanhas de orientação para não dirigir após o consumo de bebidas alcoólicas e os programas de trocas de seringas dirigidos a usuários de drogas injetáveis. (SILVEIRA, 2000) A abordagem da redução de danos reconhece a singularidade de cada usuário traçando com ele estratégias que não tenham a abstinência como objetivo a ser alcançado, mas sim a defesa de sua vida. Este método aumenta o grau de liberdade, de coresponsabilidade do usuário. Estabelece-se um vínculo com os profissionais, que tornam-se co-responsáveis pelos caminhos a serem construídos pela vida daquele usuário (BRASIL, 2003).

10 REDUÇÃO DA DEMANDA Os estados devem investir mais na prevenção através da conscientização sobre as conseqüências nocivas do uso de drogas à saúde, pois a falta de informação qualificada deixa os usuários mais vulneráveis a infecção de doenças e risco de overdose. O tema deve ser abordado nas escolas, junto às famílias e às comunidades, através de campanhas educativas e informativas sobre as drogas, sobre os perigos do tráfico, sobre a violência associada ao tráfico e sua associação ao crime organizado. Junto aos usuários de drogas, a prevenção também deve ser abordada, como forma de reduzir os riscos acarretados pelo uso de drogas. Os governos precisam investir na prevenção e atenção aos usuários, de forma que respeite os direitos humanos e a cidadania. Deslocar o foco da justiça criminal para a saúde pública requer o fortalecimento de ações integradas de informação e de redes de atenção. (MATHIASEN, 2010) A demanda da sociedade por ações de prevenção, atenção e tratamento é superior à oferta de governos e a sociedade civil. A falta destas políticas de informação, prevenção e atenção, agrava os problemas da dependência. REDUÇÃO DA OFERTA A oferta de drogas ilícitas também precisa ser trabalhada. Para isso, os recursos do sistema de justiça criminal e de segurança pública devem ser direcionados aos traficantes, organizadores e financiadores do tráfico de drogas e ao crime organizado. Os governos precisam investir numa repressão qualificada, direcionada por ações de inteligência policial, para efetivamente reduzir a oferta de drogas (MATHIASEN, 2010). A Política Nacional sobre Drogas (PNAD) atualizada e aprovada por resolução em 27/10/2005 concentra esforços em prol da efetividade de ações que reduzam a oferta e o consumo. (PNAD, 2005) CAPSad O Ministério da Saúde institui, via Portaria GM/816 de 30 de abril de 2002 (MS, 2002), no âmbito do Sistema Único de Saúde, o Programa Nacional de Atenção Comunitária Integrada aos Usuários de Álcool e Outras Drogas, devido a necessidade de definir estratégias específicas de enfrentamento visando fortalecer a rede de assistência aos usuários de álcool e outras drogas, com ênfase na reabilitação e reinserção social dos mesmos. Estes são os chamados CAPSad, que oferecem atendimento diário, oferecendo atendimento nas modalidades intensiva, semi-intensiva e não-intensiva, permitindo o planejamento terapêutico dentro de uma perspectiva individualizada de evolução contínua.

11 Os CAPSad passaram a existir a partir de 2002, destinando-se a pacientes no qual o principal problema é o uso prejudicial de álcool e outras drogas. O CAPSad oferece atendimento diário a este pacientes, permitindo o planejamento terapêutico dentro de uma perspectiva individualizada de evolução contínua (BRASIL, 2004). Desenvolvem atividades tais como atendimento individual (medicamentoso, psicoterápico, de orientação, etc.), atendimentos em grupo ou oficinas terapêuticas, visitas domiciliares e oferece condições para o repouso e desintoxicação ambulatorial (BRASIL, 2004). Quando o usuário tem uma recaída, as críticas costumam caia sobre os CAPs, com a justificativa de que eles falharam no tratamento, pois acreditam no tratamento através de internação. Mas, a internação como única opção de cuidado apenas exclui. Por outro lado, o tratamento em liberdade possibilita que o sujeito se reinvente. Portanto, o caminho seria fortalecer e ampliar os CAPs, permitindo atenção e cuidado em meio aberto. A internação compulsória deixa o governo com uma única saída, que é impor a força e, isso contraria o que dispõe e Lei /91, que estabelece a reforma psiquiátrica antimanicomial, e trata o usuário como um perigo para a sociedade (DROGAS, 2011).

12 CONCLUSÃO Vimos que as ações isoladas não têm obtido sucesso. A solução está na ação conjunta dos estados, municípios, comunidades, família, grupos de cidadania, organização da sociedade civil, setor produtivo e países limítrofes. As políticas públicas não devem ser de governo, mas sim de Estado, que permanece atendendo a demanda da população, mesmo com a mudança de governo que acontece de quatro em quatro anos. Elas devem ter participação da população na sua elaboração. O que dificulta é a falta de conhecimento que a população tem com relação aos seus direitos, com isso não reivindicam, não cobram e não monitoram as políticas públicas. A participação da população seria demandando políticas públicas e cobrando sua efetivação. No planejamento de programas sobre álcool e outras drogas, a abstinência não deve ser a única meta aos usuários. Devem ser construídos programas de prevenção, tratamento e de educação. Cabe ressaltar que a família é um fator fundamental na dependência e no tratamento do usuário. Juntamente com os relacionamentos interpessoais e as influências ambientais, a família é considerada de importante contribuição para a dependência, pois hábitos e comportamentos são adquiridos através destes relacionamentos. Por isso, a terapia familiar e transmitir informações sobre drogas à família é importante na recuperação do dependente em tratamento, reduzindo as chances de fracasso. O ser humano é individual e único, por este motivo, quando se trata de vidas humanas, é necessário lidar com as singularidades. O sujeito será visto e tratado em sua individualidade e não simplesmente com um modelo igual para todos os dependentes químicos. A necessidade de tratamento não elimina os direitos de cidadania do usuário. O psicólogo pode lutar para garantir os direitos humanos, a liberdade e a inclusão dos usuários de drogas. O tratamento minimiza os prejuízos que ocorrem tanto na vida do usuário de drogas, quanto na vida da sua família e da sociedade em que vive. O tratamento resulta em diminuição do consumo de substâncias, da utilização de sistemas de saúde e participação em comportamentos ilícitos. A prevenção tem o objetivo de fazer com que a população não faça uso de drogas. É aí que entram as políticas públicas que usam estratégias de abordagem como a redução da oferta (conta com a ação da justiça, da segurança e da defesa), a redução da demanda (tratamento e internação com afastamento do usuário do agente indutor), a redução de danos (minimiza as consequências globais do uso de álcool e drogas) e também os

13 CAPSad (fortalecem a rede de assistência aos usuários de álcool e outras drogas, enfatizando a reabilitação e reinserção social dos mesmos). Foi possível concluir que é importante a criação de mais políticas públicas voltadas para a dependência química de álcool e outras drogas, devido ao crescente índice de usuários dependentes e pelo fato da síndrome de dependência ser um transtorno crônico, que acompanha toda a vida do paciente e por isso demanda cuidados. A discussão sobre políticas públicas em dependência química é ampla, complexa e deve incluir não apenas os governantes como também os agentes da sociedade. Somente quando a problemática das drogas for compreendida como responsabilidade de toda a sociedade será possível estabelecer uma abordagem de prevenção à sociedade em geral, de atenção ao dependente químico e o combate ao crime organizado.

14 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: BRASIL. Ministério da saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Saúde mental no SUS: os centros de atenção psicossocial. Brasília: Ministério da Saúde, BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Executiva. Coordenação Nacional de DST/Aids. A política do Ministério da Saúde para atenção integral a usuários de álcool e outras drogas. Brasília: Ministério da Saúde, BRASIL. Ministério da Saúde. Ministério da Justiça. Reforma psiquiátrica e manicômios judiciários; Relatório final do seminário nacional para a reorientação dos hospitais de custódia e tratamento psiquiátrico. Brasília, Ministério da Saúde, DELGADO, P. G. O SUS e a Lei : Reforma Psiquiátrica e Inclusão Social. Em Saúde Mental e Qualidade de vida. Loyola, C. e Macedo, P. Organizadores. Edições CUCA/UPUB, Rio de Janeiro, GORGULHO, Mônica. Álcool e outras drogas: a perspectiva dos direitos humanos dos usuários. [novembro, 2009]. Brasília: Revista Diálogos Psicologia: Ciência e Profissão. Entrevista concedida ao Conselho Federal de Psicologia. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2009 Análise dos resultados. Disponível em: <HTTP://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/pense/comentarios.pdf> I Seminário Regional de Psicologia e Políticas Públicas. Jornal do Conselho Regional de Psicologia. Rio de Janeiro, Ano 7, n. 26, p. 7, mar./abr LARANJEIRA, R. et al. Levantamento Nacional sobre os padrões de consumo de álcool na população brasileira. Brasília; SENAD (Secretaria Nacional Antidrogas), 2007.

15 LEITE, Marcos da Costa. Aspectos básicos do tratamento da síndrome de dependência de substâncias psicoativas. 3ª edição. Brasília: Presidência da República, Gabinete de Segurança Institucional, Secretaria Nacional Antidrogas, MALUF, Daniela Pinotti ET AL. Drogas: prevenção e tratamento: o que você queria saber e não tinha a quem perguntar. São Paulo: CL-A Cultural, MATHIASEN, Bo. Política sobre drogas: ações abrangentes. Nações Unidas Sobre Drogas e Crimes (UNODC), Disponível em: <http://www.unodc.org/southerncone/pt/imprensa/artigos/2010/25-10-politica-sobre-drogasacoes-abrangentes.html>. Acesso em 10 nov NICASTRI, Sergio; RAMOS, Sergio de Paula. Prevenção do uso de drogas. J. Bas. Dep. Química, v.2, supl OLIVEIRA, Ana Paula Granzotto de. O caráter provisório de abrigo e a passagem adolescente: Pensando transitoriedades Dissertação de Mestrado Instituto de Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Rio Grande do Sul POLÍTICA NACIONAL ANTIDROGAS. Resolução Nº3/GSIPR/CH/CONAD. Brasília: Conselho Nacional Antidrogas, PSICOLOGIA e políticas públicas. Jornal do Conselho Regional de Psicologia, Rio de Janeiro, Ano 7, n. 27, p.3-6, mar./abr SILVEIRA, Dartiu Xavier. Um guia para a família. Brasília: Presidência da República, Gabinete de Segurança Institucional, Secretaria Nacional Antidrogas, 2000.

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