A relação sujeito drogas na perspectiva histórico-cultural: abordagens preventivas e terapêuticas

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "A relação sujeito drogas na perspectiva histórico-cultural: abordagens preventivas e terapêuticas"

Transcrição

1 R e s u m o S y n o p s i s Juventude e educação A relação sujeito drogas na perspectiva histórico-cultural: abordagens preventivas e terapêuticas The relationship subject drugs in a historical and cultural perspective: preventive and therapeutic approaches Jairo Werner Médico; Doutor em Saúde Mental-UNICAMP; Psiquiatra Forense da Coordenadoria de Justiça Terapêutica do Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro; Mestre em Educação-UFF; Professor de Neuropsiquiatria Infantil da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF); Presidente do Instituto de Pesquisas Heloisa Marinho; Membro da Coordenação do Grupo Transdisciplinar de Estudo e Tratamento do Alcoolismo e Outras Dependências (GEAL-UFF); Coordenador do Projeto CARALIMPA Saúde, Educação e Qualidade de Vida. O texto pretende ser uma contribuição para o exame crítico dos fundamentos das propostas e abordagens preventivas e terapêuticas no campo das drogas. Os principais modelos utilizados pela ciência são comparados objetivando a análise do que representam para o estudo da relação do homem com as drogas e suas conseqüências. O texto apresenta, de forma resumida, alguns dos princípios utilizados em experiências em curso com adolescentes e adultos em consonância com a proposta da abordagem afetivo-cognitiva. Unitermos: modelo mecanicista, modelo organicista, modelo histórico-cultural. The paper intends to be a contribution to critical exam of the foundations of the proposals and preventive and therapeutic approaches in the field of drugs. The main models used by Science are compared aiming the analysis of what they represent to the study of the relantionship of man and drugs and its consequences. The paper presents, briefly, some of the principles used in current experiences with teenagers and adults in harmony with the proposal of a emocional and cognitive approach. Terms: mechanical model, organicist model, historical and cultural model Resumen El texto pretende ser una contribución para el exame crítico de los fundamentos de las propuestas y abordajes preventivos y terapéuticos en el campo de las drogas. Los principales modelos utilizados por la ciencia son comparados procurando el análisis de lo que representan para el estudo de la relación del hombre con las drogas y sus consecuencias. El texto presenta, de forma resumida, algunos de los principios utilizados en experiencias en curso con adolescentes y adultos en consonancia con la propuesta del abordaje afectivo-cognitivo. Términos: modelo mecanicista, modelo organicista, modelo histórico-cultural. 77

2 Introdução O objetivo deste texto é contribuir para o exame crítico dos fundamentos das principais propostas e abordagens preventivas e terapêuticas presentes no campo das drogas lícitas e ilícitas. Partindo-se do pressuposto que qualquer discussão, teoria ou prática encontra-se necessariamente vinculada a determinado modelo metateórico 1, é necessário apresentar e comparar os principais modelos ou paradigmas utilizados pela ciência o mecanicista, o organicista e o histórico-cultural, relacionando-os com o uso de substâncias psicoativas. A metáfora básica de representação de todos os fenômenos utilizada no modelo mecanicista é a máquina tanto a natureza, o homem e a sociedade são representados implicitamente pela máquina sistema de relações de causa e efeito, regido por leis universais. Já o modelo organicista, oriundo da biologia evolucionista, representa o homem e os fenômenos naturais e sociais através da metáfora do sistema vivo organizado. Oriundos das ciências naturais, tanto o mecanicismo como o organi- cismo são modelos insuficientes para abordar a complexidade das questões humanas. A despeito desse fato, esses dois modelos continuam hegemônicos e servem de paradigma para as mais difundidas práticas preventivas e terapêuticas no campo das drogas e dos problemas associados ao seu uso. Como busca de superação dos modelos naturalistas e a-históricos mecanicista e organicista, será enfa- 1. Modelos ou paradigmas metateóricos são metáforas utilizadas na compreensão de qualquer fenômeno natural ou social (Overton e Reese, 1970). Propostas e abordagens preventivas e terapêuticas no campo das drogas Os modelos mecanicista e organicista são insuficientes para abordar as questões humanas tizado o modelo histórico-cultural - oriundo das ciências humanas está mais próximo da compreensão do homem, na sua especificidade social, cultural e histórica. A diferença radical entre este enfoque [histórico-cultural] e o da psicologia tradicional é que as origens da consciência humana não se buscam nem nas profundidades da alma, nem nos mecanismos cerebrais, mas sim na relação do homem com a realidade, em sua história social, estritamente ligada com o trabalho e a linguagem (Luria, 1987). No modelo histórico-cultural, o homem não é representado nem pela máquina nem pelo organismo vivo, mas como um sujeito constituído intrinsecamente por relações sociais, culturais e históricas. O aspecto sociocultural nesse modelo refere-se ao modo como os homens estabelecem relações entre si e com o mundo relações sociais que são produzidas pelos próprios homens em função de determinadas condições históricas. O caráter histórico, entretanto, não remonta a uma visão de história como sucessão de fatos no tempo ou como progresso das idéias, mas ao modo como homens concretos em condições objetivas criam os instrumentos e as formas culturais da sua existência social, reproduzindo e transformando o social, o econômico, o político e o cultural (Chauí, 1989). A seguir será apresentado o que cada um dos modelos representa para o estudo da relação do homem com as drogas e suas conseqüências. Modelos e abordagens O Quadro I compara de forma resumida a abordagem oriunda do 78

3 modelo histórico-cultural, com as abordagens ético-moralista e clínico-individualista, vinculadas, respectivamente, aos modelos mecanicista e organicista. MODELO METATEÓRICO (PARADIGMA) MECANICISTA ORGANICISTA HISTÓRICO CULTURAL Abordagem éticomoralista ABORDAGEM ÉTICO MORALISTA (AUTORITÁRIO) A abordagem ético-moralista se vincula ao modelo metateórico mecanicista. Nela, o homem é visto como sujeito passivo a ser programado (condicionado) pelo meio. No que se refere às drogas, nesse modelo se inscrevem todos os discursos e as práticas autoritárias, consideram que, somente através de uma ação meramente repressiva e coercitiva pode-se impedir o sujeito de ser dominado pela droga ou dela se livrar. O discurso éticomoralista tenta, portanto, desqualificar o sujeito considerado moralmente fraco diante da força externa da droga. Nessa abordagem, a relação 2. Aqui o objeto droga não está sendo empregado no sentido estritamente epistemológico, pois a droga além de objeto de conhecimento/desconhecimento é também objeto de desejo/repulsa (Professora Dra. Maria Cecília Rafael de Góes,UNIMEP, 2004, em comentário ao texto do autor). Quadro I Comparação entre modelos/abordagens CLINICO INDIVIDUALISTA (LIBERAL) AFETIVO-COGNITIVO - SUJETIVIDADE SOCIAL- (DIALÉTICO) RELAÇÃO: SUJEITO Versus DROGA 2 CENTRADO NA DROGA E SEUS EFEITOS SUJEITO DROGA CENTRADO NO SUJEITO SUJEITO DROGA CENTRADO NA MEDIAÇÃO SOCIAL SUJ. M. SOCIAL DROGA A relação de sujeito com a droga é compreendida de forma reducionista e descontextualizada PRÁTICAS PREVENTIVAS/ TERAPÊUTICAS DIRETIVAS PROCESSO DE CONDICIONAMENTO SUJEITO PASSIVO NÃO DIRETIVA PROCESSO EXPRESSIVO- INTERPRETATIVO SUJEITO ATIVO INTERATIVA PROCESSO DIALÓGICO MEDIAÇÃO SEMIOTICA SUJEITO INTERATIVO Adaptado de Werner, 2001 do sujeito com a droga é compreendida de forma reducionista e descontextualizada. As práticas preventivas, na escola, por exemplo, tornam-se meros repasses de informação e o discurso centra-se na droga, privilegiando suas propriedades e efeitos químicos. Essa abordagem de cunho autoritário e dogmático tende a cair no descrédito no confronto com a realidade cotidiana, principalmente, entre os jovens. O discurso ético-moralista, ao não contemplar a diversidade de significados da droga no contexto sociocultural do sujeito, torna-se distante, vazio e abstrato. As práticas terapêuticas fundamentadas nesse modelo caracterizam-se por serem autoritárias (centradas apenas no terapeuta) e diretivas (centradas em técnicas mecânicas de condicionamento). Não se pode confundir, entretanto, autoritarismo e condicionamento passivo presentes nas práticas oriun- 79

4 das do modelo mecanicista com a necessária autoridade e a pressão exercida de forma significativa, durante o processo terapêutico. Sabe-se, por exemplo, que dependendo do grau de comprometimento do paciente com o uso de drogas, é necessário empregar modalidade de assistência mais restritiva (como, por exemplo, a internação em ambiente protegido), principalmente, nos casos em que o paciente não apresenta condições de autodeterminar-se, em função do nível da consciência e da vontade encontrarse bastante comprometido e quando o mesmo corre risco de vida. Abordagem clínicoindividualista A abordagem clínico-indivi- dualista está relacionada ao modelo organicista. A relação do sujeito com a droga é vista pelo viés do sujeito e o discurso caracteriza-se por centrar-se nos aspectos individuais do sujeito inatos, genéticos ou adquiridas, seja do ponto de vista físico ou psicológico. Ao centrar-se, basicamente, no sujeito psicológico ou biológico, as práticas terapêuticas ganham contornos liberais. Acredita-se, por exemplo, na abordagem do usuário ou dependente de droga, que o tratamento tem que ser necessariamente voluntário. Essa concepção, infelizmente, está presente no senso comum dos pais e na concepção de muitos terapeutas, retardando medidas urgentes que se fazem necessárias diante da possibilidade de cronificação, do agravamento do quadro e de seqüelas decorrentes do uso de drogas. Não se pode confundir o respeito às peculiaridades individuais e sociais do sujeito com omissão e permissividade. Sabe-se Acredita-se que na abordagem do usuário ou dependente de droga, o tratamento tem que ser voluntário Não confundir respeito às peculiaridades com omissão e permissividade que, quanto maior for o tempo de uso, e quanto mais grave for o quadro de comprometimento com a droga, menor será a condição do sujeito tomar decisões. No caso de abuso e dependência de drogas, é comum que a autocrítica e a auto-determinação fiquem bastante afetadas. Por outro lado, o significado social da droga de prazer, de liberdade, de modismo torna difícil, principalmente para os mais jovens, manifestar o desejo espontâneo de evitar o uso ou de procurar tratamento quando necessário. O Modelo históricocultural O caminho do objeto até o sujeito e o do sujeito ao objeto passa através de outro sujeito, em um dado contexto sócio-cultural. (Vigotski, 1984) O modelo e paradigma histó- rico-cultural, fundamentado em Vigostki, não consideram o homem nem como máquina (mecanicismo) nem como mero organismo vivo (organicismo), mas como ser social constituído na e pelas relações sociais (Werner, 2000). Oriunda do paradigma históricocultural e na perspectiva dialética da subjetividade social 3, a aborda- gem afetivo-cognitivo visa a 3. O conceito de subjetividade social refere-se ao rompimento com a representação que constringe a sujetividade ao intrapsíquico e se orienta para uma representação da subjetividade que em todo momento se manifesta na dialética entre o momento social e o individual, este último representado por um sujeito implicado de forma constante no processo de suas práticas, de suas reflexões e de seus sentidos subjetivos. O sujeito representa um momento de contradição e confrontação não somente com o social, mas também com sua pr pria constituição subjetiva que representa um momento gerador de sentido de suas práticas (González-Rey, 2003, p.240). 80

5 ultrapassar as concepções ético- moralistas e clínico-organicistas, visando a compreender melhor a relação do sujeito com a droga. Ao conceber o homem como conjunto das relações sociais interna na- lizadas, o modelo histórico-cultural visa também estabelecer nova compreensão da relação epistemológica entre o sujeito e o objeto de conhecimento. Enquanto o modelo mecanicista enfatiza o objeto e o modelo organicista privilegia o sujeito, o modelo histórico-social estabelece o princípio da interação dialética entre sujeito e objeto, partindo do pressuposto de que essa interação é necessariamente mediada pelas significações do grupo social Em função do princípio da interatividade/mediação social, a abordagem afetivo-cognitivo, subordinada à subjetividade social, considera que todos os aspectos da relação do sujeito com a droga, mesmo os biológicos, são processos mediados e transformados pela sociedade e pelas relações interpessoais (Werner, in: ANDI/IAS, 2003). Mediação e o significado social da droga: o mito do prazer O conceito de mediação social (e semiótica) proposto por Vigotski coloca em relevo que todas as funções mentais típicas do homem (pensamento, linguagem, atenção dirigida) ocorrem primeiramente entre pessoas (interpsíquicas), para gozarem, então, de expressão interior (intrapsíquica). Nessa perspectiva, os problemas relacionados ao álcool e outras drogas não podem ser examinados enquanto manifestações primárias do organismo individual. Os relatos das primeiras experiências com as drogas não são de sensações prazerosas O significado social modifica o julgamento dos efeitos palpáveis das drogas Baseando-se no conceito de mediação social, é possível problematizar o lugar comum que relaciona o consumo das drogas ao prazer proporcionado pelas propriedades químicas das mesmas. Na verdade, os relatos das primeiras experiências com as drogas não são necessariamente de sensações prazerosas. Os usuários relatam, com muito freqüência, sensações tais como: mal-estar, pânico/ ansiedade, medo da morte, perda de controle da situação, depressão, sonolência, embriaguez indesejada, preocupação, culpa, confusão mental/ alteração da consciência e da percepção da realidade, paranóias, alucinações aterrorizante etc., ou, ao contrário, não sentem nada. Na verdade, o que caracteriza os efeitos da droga, principalmente no início de seu uso, não é o prazer em si, mas o significado social dado às sensações decorrentes das alterações químicas cerebrais. O significado social é capaz inclusive de influenciar ou modificar o julgamento do sujeito sobre as sensações decorrentes dos efeitos físicos palpáveis das drogas. Em uma festa, por exemplo, o adolescente pode se sentir estimulado a beber não pelo gosto ou prazer da bebida, mas pela necessidade de desinibição social, que lhe permite atender melhor às expectativas relativas ao seu papel social. Para outro indivíduo, entretanto, a mesma sensação desinibição propiciada pela bebida (de ausência de autocrítica ) pode significar vergonha de fazer papel ridículo. Outro exemplo: a mesma sensação de perda de noção de tempo e espaço, proporcionado pela maconha, pode significar um grande barato, para alguns usuários, ou, gerar sensação de pânico e medo de morrer, em outros. A sensação do 81

6 usuário ao usar uma droga depende, portanto, muito mais do processo social de significação do que do efeito da droga, em si mesma. Droga-signo Na perspectiva histórico-cul- tural, é possível considerar a droga como um signo 4 e compará-la aos signos lingüísticos, no que se refere a sua utilização, aprendizagem, domínio e representação neurológica. O indivíduo se apropria do significado do signo/droga, a partir da mediação social, como ocorre com as palavras. Tanto a aprendizagem do signo-droga como do signo-linguístico envolve aspectos afetivo-cognitivos, culturais e sociais, determinando, ainda, a formação de redes neuronais e de padrões específicos de funcionamento cerebral. Sabe-se que uma vez formada e automatizada, a habilidade lingüística não pode ser voluntariamente esquecida mesmo que o indivíduo não mais a queira utilizar. Nos casos de indivíduos já diagnosticados como dependentes de drogas, a prática clínica tem demonstrado que mesmo após anos em abstinência, caso venha a se expor novamente à droga, diretamente ou em situações que signifiquem seu uso, há sempre grande possibilidade de recaída ou seja, do retorno ao mesmo padrão de uso anterior. O motivo é que a linguagem-droga pode emergir a qualquer tempo, pois é constituída por signos que entram na formação da 4. Signo, de forma genérica, pode ser qualquer coisa que substitua outra. Há signos lingüísticos (palavras) e não-linguísticos (ícones). Para Vigostki, o signo constitui um meio de atividade interna dirigido para o controle do próprio indivíduo: o signo é orientado internamente. (1998). Tudo que é ideológico possui um significado e remete a algo situado fora de si mesmo, [...], tudo que é ideológico é signo. Sem signos não existe ideologia. (BAKHTIN, 1998). Uma vez formada, a habilidade lingüística não pode ser esquecida A linguagemdroga pode emergir a qualquer tempo A significação da droga é apropriada pelo sujeito antes do seu uso subjetividade do sujeito. Em termos comparativos, o mesmo fenômeno ocorre quando indivíduos voltam a falar a língua materna, mesmo que tenham ficado muito tempo sem utilizá-la. Como qualquer signo, a droga também interfere nas funções psíquicas superiores, alterando a organização da mente, em diferentes níveis, inclusive no nível consciente-volitivo que se refere à vontade e à autodeterminação do sujeito. Pode-se depreender as dificuldades do paciente em abandonar a droga, constituída como elemento constitutivo da sua personalidade e como instrumento de comunicação e de relacionamento com o mundo e consigo mesmo. A comparação da droga com o signo permite também estabelecer princípios para o trabalho de prevenção e tratamento. Como o signo pode ter vários significados e se influencia pelas muitas vozes e discursos, da mesma forma, a droga/signo pode produzir tanto a linguagemdroga como a linguagem anti-droga. Assim, o importante nas abordagens preventivas seria evitar a aprendizagem e a sedimentação da droga/ signo com o significado de liberdade pessoal, prazer, felicidade, sociabilidade, contestação, sexualidade, identidade social, superação dos limites, coragem, sedução, amizade... A significação da droga é apropriada pelo sujeito muito antes do seu uso experimental e recreativo, sendo compartilhada pelas crianças, através da mídia, dos costumes sociais e dos exemplos familiares. Sabe-se que a criança exposta a determinada língua, aprende com muita facilidade e rapidez. Da mesma forma, quanto mais cedo se faz uso do droga /signo (bebendo álcool, fumando tabaco ou utili- 82

7 zando qualquer outra substância psicoativa) em contexto significados, maior será o risco de apropriar-se da droga como forma de linguagem e dela se tornar dependente. Corroborando essa afirmação, estudos mostram que quem começa beber antes dos 15 anos tem quatro vezes mais chances de se tornar dependente do que quem começou a beber depois dos 21 anos. Na recuperação do dependente, por exemplo, o objetivo é mediar a coconstrução de outras formas de linguagem, ou seja, de outras maneiras do indivíduo relacionar-se com o outro e com seus próprios sentimentos só assim a linguagem-droga poderá vir a torna-se dispensável para o paciente. Para tanto, será imprescindível oferecer o nível de assistência/ajuda que ele necessita. Como ocorre com qualquer processo de aprendizagem, é importante ressaltar que para o indivíduo apropriar-se de uma nova linguagem, é preciso existir motivo que lhe seja socialmente significativo. Abordagem afetivocognitiva e sua aplicação terapêutica Fundamentada no modelo histórico-cultural, a abordagem afetivocognitiva ancora-se na perspectiva dialética da subjetividade social. Mais especificamente, a abordagem afetivo-cognitiva tem sua base conceitual constituída a partir dos trabalhos de Vigostki, Bakthin e Ginzburg. Não obstante, sua aplicação no campo da Saúde Mental e da prevenção/tratamento das drogas se baseia, mais especificamente, na perspectiva de Werner (1997) e incorpora a É preciso existir motivo significativo para o indivíduo apropriar-se de uma nova linguagem A abordagem afetivo-cognitiva ancora-se na perspectiva dialética da subjetividade social A abordagem afetivo-cognitiva não é simplesmente ativa ou diretiva contribuição de autores como Góes, Smolka, Pino, Gonzalez-Rey, Wertsch representantes do referencial da psicologia histórico-cultural. A abordagem afetivo-cognitiva visa a contribuir para superação do impasse ainda muito presente na área terapêutica que gira em torno da dicotomia entre objetivo e subjetivo, entre físico e psíquico, entre cognitivo e afetivo, entre corpo e mente. Assim, a própria expressão afetivo-cognitivo vem da perspectiva de Vigotski, que compreende os processos mentais humanos a partir de unidades-signos, nas quais afeto e cognição são processos indissociáveis. Ao contrário da visão cognitivista na qual o pensamento precede a emoção a abordagem proposta parte do princípio que o homem é a internalização de relações socais e que somente o significado da experiência pode determinar a carga afetiva necessária a internalização e a reconstrução interna das relações sociais e terapêuticas. Assim, não basta a utilização de métodos cognitivos e de racionalização para que o indivíduo venha a organizar e transformar suas funções psíquicas superiores (percepção, consciência, vontade, pensamento, linguagem, atenção dirigida, auto-regulação do comportamento). Há necessidade, antes de tudo, de que o sujeito se sinta afetado pelo outro, pelo mediador o que só é possível em função do significado propiciado pelo contexto social atual e pela história pessoal (contexto histórico já vivenciado e internalizado pelo sujeito). A abordagem afetivo-cognitiva não é uma abordagem simplesmente ativa ou diretiva, mas interativa ou seja: baseia-se na mediação do sujeito social. Isto significa que a prática tera- 83

8 pêutica deve atuar na zona de desenvolvimento proximal (Vigotski, idem) do paciente, ou seja, no espaço delimitado entre o que o paciente é capaz de fazer por si mesmo e o que ele só será capaz de realizar com a ajuda do outro, do terapeuta e da terapia. Nesse processo de interatividade, para atingir a auto-regulação, o paciente precisa ter acesso à inter-regulação adequada. Para tanto, o mediador deve assumir posição de maior ou menor regulação do paciente, de mais ou menos assimetria, estabelecendo confrontos, acordos e limites. A carga afetiva necessária à transformação da inter-regulação em auto-regulação só pode ser obtida a partir de um significado social mais forte do que aquele construído com o uso da droga. Assim, em função do grau de comprometimento do paciente, o significado social pode vir da família, da religião, do trabalho, do poder judiciário. Na experiência prática, muitos pacientes só conseguem a carga afetiva necessária para iniciar o processo terapêutico quando correm o risco de perder o trabalho, a vida ( fundo do poço ) ou a liberdade (caso das propostas de transação penal) e, infelizmente, muitas vezes, nem assim. O foco principal é, portanto, coconstruir com o paciente processos afetivo-cognitivos que permitam o desenvolvimento não só do seu autocontrole, mas de novas formas de operar a realidade. Nessa direção, as práticas terapêuticas da abordagem afetivo-cognitiva podem ser variadas e diversificadas e incorporar, inclusive, técnicas utilizadas em outras abordagens. A diferença reside no eixo da ação terapêutica, que não estará centrada nem no sujeito, nem na técnica em si, mas nos processos interativos O foco principal é construir com o paciente processos afetivo-cognitivos em ocorrência, na permanente produção de sentido que envolve os interlocutores e no contexto históricosocial-cultural que determina, em última instância, o significado e o sentido da experiência. A seguir serão apresentados, de forma resumida e, em consonância com a proposta da abordagem afetivo-cognitiva apresentada, alguns dos princípios que são utilizados em experiências em curso com adolescentes e adultos, sob orientação do autor: A relação do indivíduo com a droga é sempre mediada social- mente. A perspectiva afetivo-cognitiva/ sócio-subjetividade / históricocultural considera que todos os aspectos da relação sujeito com a droga, mesmo os biológicos, são processos mediados e transformados pela sociedade e pelas relações interpessoais. A terapia individual ou em grupo fundamenta-se no processo interativo-dialógico. O processo terapêutico envolve a co-construção de novos processos afetivo-cognitivos, através da reconstrução interna de relações interpessoais, mediadas socialmente. O acesso ao tratamento de qua- lidade é uma questão de direito à vida e à saúde. O poder público, nos níveis municipal, estadual e federal, deve garantir o atendimento adequado a todos aqueles que estejam com problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas, incluindo a família. Para tanto, deve articular-se com a sociedade civil, em busca de soluções e parcerias. O nível de assistência tera- pêutica varia de caso a caso. Existe uma diversidade de situações pessoais médicas, sociais, legais e de características socio-familiares que devem ser 84

9 contempladas na abordagem do problema das drogas. No caso das classes populares, por exemplo, é fundamental que os programas também visem a contribuir para o enfrentamento da pobreza e das desigualdades sociais fatores que, muitas vezes, encontramse na raiz do problema e ou dificultam a recuperação do paciente. O objetivo principal é oferecer ao paciente oportunidade de reconstrução interna da sua auto- regulação e de novas formas de operar a realidade. Para tanto, considera-se importante estabelecer, o mais cedo possível, medidas efetivas de inter-regulação. Além desses princípios, é importante ressaltar princípios oriundos de outras abordagens que estão em consonância com a abordagem proposta neste texto, como os expressos pelo NIDA - NATIONAL INSTITUTE ON DRUG ABUSE (EUA). Não existe um único tratamento que seja apropriado para todas as pessoas. A diferença, em geral, não reside em técnica ou método isolado, mas no conjunto de intervenções, no ambiente adequado e no oferecimento do tipo e nível de assistência que atenda de forma as necessidades do paciente (adaptado; NIDA, 1999). O tratamento não precisa ser voluntário para ser efetivo. Em experiências nacionais e internacionais constata-se que o início do tratamento pode ser facilitado por forte motivação decorrente de pressões no âmbito do judicial, da família e do ambiente laboral (adaptado; NIDA, 1999). O processo de tratamento não é um processo é linear ou mecânico, ao contrário, é dinâmico e dialético, apresentando avanços e retro- cessos. Por esse motivo os programas de tratamentos devem estar em constante avaliação e reformulação para que possam se adequar à dinâmica interfuncional do paciente, em cada momento de sua recuperação (adaptado; NIDA, 1999). O tratamento para ser efetivo precisa que o paciente usufrua do mesmo por um certo período de tempo.a duração adequada vai depender de cada pessoa. Os efeitos benéficos da terapia começam a se fazer sentir somente após três meses de programa terapêutico a partir daí os avanços seriam alcançados de forma mais acelerada. O problema é que muitos participantes abandonam o tratamento, precocemente, antes dos três meses. Por esse motivo, todos os esforços e estratégias devem ser direcionados no sentido de manter adesão do paciente ao programa (adaptado; NIDA, 1999). O tratamento, em muitos casos, pode incluir como elemento impor- tante os medicamentos, associados a outras modalidades terapêuticas. (NIDA,1999). No caso de indivíduos com pro- blemas de abuso ou dependência de drogas que ao mesmo tempo tenham transtornos mentais, se deve tratar dos problemas de uma maneira integrada. Com freqüência se encontram transtornos de adição e transtornos mentais no mesmo indivíduo. Esses pacientes devem ser avaliados e tratados também pela presença do outro tipo de transtorno (NIDA, 1999). A desintoxicação médica é somente a primeira etapa do tra- tamento e por si mesma faz pouco para modificar o uso de drogas a longo prazo. A desintoxicação médica maneja, cuidadosamente, os sin- 85

10 tomas físicos agudos da síndrome da abstinência, que ocorrem quando se deixa de usar alguma droga. Ainda que a desintoxicação por si mesma raramente seja suficiente para manter a abstinência dos pacientes adictos por longo tempo, para alguns serve como precursor fortemente indicado para o tratamento (NIDA, 1999). O possível uso de drogas durante o tratamento deve ser monitorado. Durante o período de trata- mento pode haver recaídas e lapsos. A supervisão objetiva do uso de álcool e drogas, durante o tratamento, incluindo a análise de urina e outros exames, pode ajudar o paciente a resistir ao seus impulsos de usar drogas. Este tipo de supervisão pode, inclusive, ao proporcionar a evidência do uso de drogas, indicar que o plano de tratamento do paciente precisa ser reajustado. Os pacientes e/ou seus responsáveis (no caso de adolescentes) devem ter autorizado, previamente, a realização dos exames e ser informados dos resultados (NIDA, 1999). Os programas de tratamento devem incluir exames para o HIV/ AIDS, a Hepatite B e C, a tuberculose e outras enfermidades in- fecciosas, conjuntamente com a terapia necessária para ajudar aos pacientes a modificar ou transformar aqueles comportamentos que os coloquem em risco os próprios, seus parceiros e outros. A terapia pode ajudar aos pacientes a evitar comportamentos de alto risco. Também pode ajudar as pessoas que já estão infectadas a manejar a enfermidade (NIDA, 1999). A recuperação da drogadicção pode ser um processo a longo prazo e freqüentemente requer múltiplos turnos de tratamentos. Tal como outras enfermidades crônicas, a reincidência no uso de drogas pode ocorrer durante e depois de tratamento com êxitos. Os pacientes podem requerer tratamentos prolongados e múltiplos turnos de tratamentos para chegar a alcançar a abstinência, e um funcionamento completamente restabelecido. Participação em programas de ajuda- mútua durante o pós-tratamento serve de apoio para manter a abstinência (NIDA,1999). Concluindo, a abordagem afe- tivo-cognitiva, interpretada à luz da subjetividade social, pode ser promissora no campo do estudo, prevenção e tratamento dos problemas relacionado ao uso de drogas. Essa abordagem considera os conhecimentos produzidos por outras linhas e abordagens, mas avança no sentido de ressignificá-las à luz do paradigma histórico-cultural, paradigma que tem como pressuposto central o papel da mediação do social na constituição do sujeito. Referências bibliográficas ANDI/IAS. Relatório Infância na Mídia. 8/nº 3/março de Brasília, BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, BUCHER, R. Drogas e Drogadição no Brasil. Porto Alegre: Artes Médicas Editora, CHAUÍ, M. O que é ideologia. São Paulo: Brasiliense, EDWARDS, GRIFFITH. A Política do Álcool e o Bem Comum: Artes Médicas, 1994 GINZBURG, Carlo. Mitos, emblemas, sinais Morfologia e História. São Paulo: Cia. das Letras, LURIA A. R. Pensamento e linguagem. Porto Alegre: Artes Médicas,

11 MINAYO, M.C.S. O desafio do conhecimento. São Paulo: Hucitec/ABRASCO, NIDA. NATIONAL INSTITUTE ON DRUG ABUSE. Principles of Drug Addiction Treatment a Research-Based Guide. NIH Publication No OMS Organização Mundial de Saúde. Classificação de Transtronos Mentais e de Comportamento da CID-10, Porto Alegre: Artes Médicas, p. OVERTON, W.F.; REESE, H.W. Models of development and theories of development. In: Live-span developmental psychology. New York: Academic Press, p , REY, F. G. La categoria personalidade en la psicologia marxista. In: Algumas cuestiones teóricas y metológicas sobre el estudio de la personalidad. Cuidad de La Habana: Editorial Pueblo y Educación, p. 1-21, REY, F. G. La categoria personalidade en la psicologia marxista. In: Algumas cuestiones teóricas y metológicas sobre el estudio de la personalidad. Cuidad de La Habana: Editorial Pueblo y Educación, p. 1-21, SCHAFF, Adam. História e verdade. 4 ed. São Paulo: Martins Fontes, SMOLKA, A.L; GÓES, M.C.R., PINO, A. The Constitution of the subject: A persistent question. In: WERTSCH, J.V.; DEL RIO, P.; ALVAREZ, A. (orgs). Sociocultural studies of mind. New York: Cambridge University Press, p , SCHUCKIT, M. A., Drug and Alcohol Abuse. A Clinical Guide to Diagnosis and Treatment. Plenum Press: New York VYGOTSKY, L.S. Thought and language. Cambridge-Massachusetts: MIT-Press, VYGOTSKY, L.S. História del desarrollo de las funciones psíquicas superiores. Cuba: Editorial Científico Técnica, 1987a VYGOTSKY, L.S. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes, VYGOTSKY, L.S; LURIA, A.R.; LEONTIEV, A.N. Linguagem, desenvolvimento e aprendizagem. São Paulo: Ícone Editora, 1988 a. WERNER, Jairo. Saúde & Educação: desenvolvimento e aprendizagem do aluno. Rio de Janeiro, Gryphus, 2001 (Educação em diálogo; 5). WERNER, Jairo. Transtornos Hipercinéticos: contribuições do trabalho de Vygotsky para reavaliar o diagnóstico. Campinas: São Paulo, p Tese (Doutorado). Universidades Estaduais de Campinas, WERNER, Jairo. Análise Microgenética: Contribuição dos Trabalhos de Vygotsky para o Diagnóstico em Psiquiatria Infantil /Mikrogenetishe Analyse: Vygotsky Beitrag zur Diagnosefinddung auf dem Gebeit der Kinderpsychiatrie. Int. J. Prenatal and Perinatal Psychology and Medicine. Heidelberg, Vol. 11, nº 2, 1999, p YAROSHEVSKI, M.G. La psicologia del siglo XX. Havana: Editorial Pueblo y Educación,

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3

Índice. 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 GRUPO 6.1 MÓDULO 4 Índice 1. Metodologia na Educação de Jovens e Adultos...3 1.1. Desenvolvimento e Aprendizagem de Jovens e Adultos... 4 1.1.1. Educar na Diversidade... 5 1.2. Os Efeitos da Escolarização/Alfabetização

Leia mais

Organização de serviços para o tratamento da dependência química

Organização de serviços para o tratamento da dependência química Organização de serviços para o tratamento da dependência química Coordenação: Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira Apresentação: Dr. Elton P. Rezende UNIAD /INPAD/UNIFESP Agradecimentos: Dr. Marcelo Ribeiro Fatores

Leia mais

PSICOPATOLOGIA E PSICOLOGIA SÓCIO-HISTÓRICA: NOTAS PRELIMINARES

PSICOPATOLOGIA E PSICOLOGIA SÓCIO-HISTÓRICA: NOTAS PRELIMINARES PSICOPATOLOGIA E PSICOLOGIA SÓCIO-HISTÓRICA: NOTAS PRELIMINARES Melissa Rodrigues de Almeida Vitor Marcel Schühli Universidade Federal do Paraná Curitiba, PR, Brasil Praça Santos Andrade, 50, sala 215,

Leia mais

Uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes

Uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes Uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes Alessandro Alves A pré-adolescência e a adolescência são fases de experimentação de diversos comportamentos. É nessa fase que acontece a construção

Leia mais

Docente do Programa de Mestrado em Educação da Universidade de Uberaba. Membro do grupo de pesquisa Formação de Professores e suas Práticas.

Docente do Programa de Mestrado em Educação da Universidade de Uberaba. Membro do grupo de pesquisa Formação de Professores e suas Práticas. 1 AÇÕES E ATIVIDADES FORMATIVAS: UM ESTUDO SOBRE PROCESSOS DE FORMAÇÃO CONTINUADA DE PROFESSORES LONGAREZI, Andréa Maturano UNIUBE GT-08: Formação de Professores Agência Financiadora: PAPE e UNIUBE O presente

Leia mais

Dependência Química - Classificação e Diagnóstico -

Dependência Química - Classificação e Diagnóstico - Dependência Química - Classificação e Diagnóstico - Alessandro Alves Toda vez que se pretende classificar algo, deve-se ter em mente que o que se vai fazer é procurar reduzir um fenômeno complexo que em

Leia mais

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade

Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Resumo Aula-tema 01: A literatura infantil: abertura para a formação de uma nova mentalidade Pensar na realidade é pensar em transformações sociais. Atualmente, temos observado os avanços com relação à

Leia mais

Capítulo 50: centro de atenção psicossocial de álcool e drogas

Capítulo 50: centro de atenção psicossocial de álcool e drogas Capítulo 50: centro de atenção psicossocial de álcool e drogas Fernanda Marques Paz 1 Dependência Química: prevenção, tratamento e politicas públicas (Artmed; 2011; 528 páginas) é o novo livro de Ronaldo

Leia mais

O BRINCAR E SUA FUNÇÃO NA INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA EM INSTITUIÇÕES ESCOLARES: O QUE DIZEM OS PSICOPEDAGOGOS? DIOGO SÁ DAS NEVES

O BRINCAR E SUA FUNÇÃO NA INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA EM INSTITUIÇÕES ESCOLARES: O QUE DIZEM OS PSICOPEDAGOGOS? DIOGO SÁ DAS NEVES 1 O BRINCAR E SUA FUNÇÃO NA INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA EM INSTITUIÇÕES ESCOLARES: O QUE DIZEM OS PSICOPEDAGOGOS? Introdução DIOGO SÁ DAS NEVES A Psicopedagogia compromete-se primordialmente com o sistema

Leia mais

Validório, Valéria Cristiane 1

Validório, Valéria Cristiane 1 A INTERAÇÃO NO PROCESSO DE APRENDIZAGEM: uma perspectiva sociocultural Validório, Valéria Cristiane 1 RESUMO As relações sociais entre o indivíduo e o mundo exterior desenvolvem-se por meio de um processo

Leia mais

O Significado da Avaliação

O Significado da Avaliação 49 O Significado da Avaliação 1 INTRODUÇÃO Angela Maria Dal Piva Avaliar faz parte do ato educativo. Avalia-se para diagnosticar avanços e entraves, para interferir, agir, problematizar, e redefinir os

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE PSICOLOGIA Ementário/abordagem temática/bibliografia básica (3) e complementar (5) Morfofisiologia e Comportamento Humano Ementa: Estudo anátomo funcional

Leia mais

Uma Perspectiva Sócio-Histórica do Processo de Alfabetização com Conscientização do Contexto Sociocultural

Uma Perspectiva Sócio-Histórica do Processo de Alfabetização com Conscientização do Contexto Sociocultural Uma Perspectiva Sócio-Histórica do Processo de Alfabetização com Conscientização do Contexto Sociocultural Camila Turati Pessoa (Universidade Federal de Uberlândia) camilatpessoa@gmail.com Ruben de Oliveira

Leia mais

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Secretaria de Educação Especial EDUCAÇÃO INCLUSIVA A FAMÍLIA

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Secretaria de Educação Especial EDUCAÇÃO INCLUSIVA A FAMÍLIA MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Secretaria de Educação Especial EDUCAÇÃO INCLUSIVA A FAMÍLIA Brasília - 2004 Série: EDUCAÇÃO INCLUSIVA 1. A Fundamentação Filosófica 2. O Município 3 A Escola 4 A Família FICHA TÉCNICA

Leia mais

PROPOSTA DE SERVIÇOS EM PSICOLOGIA CLÍNICA

PROPOSTA DE SERVIÇOS EM PSICOLOGIA CLÍNICA PROPOSTA DE SERVIÇOS EM PSICOLOGIA CLÍNICA A importância do bem-estar psicológico dos funcionários é uma descoberta recente do meio corporativo. Com este benefício dentro da empresa, o colaborador pode

Leia mais

Abordagem Contextual do Usuário de Maconha

Abordagem Contextual do Usuário de Maconha Abordagem Contextual do Usuário de Maconha Carla Bicca Psiquiatra Especialista em DQ FIPAD/UNIFESP Terapeuta Cognitiva / Instituto Beck Mestre em Ciências Médicas UFRGS Diretora da Villa Janus Resolução

Leia mais

CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS DE LEV VYGOTSKY (1896-1934) 1

CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS DE LEV VYGOTSKY (1896-1934) 1 . PREFEITURA MUNICIPAL DO SALVADOR Secretaria Municipal de Educação e Cultura SMEC Coordenadoria de Ensino e Apoio Pedagógico CENAP CONTRIBUIÇÕES TEÓRICAS DE LEV VYGOTSKY (1896-1934) 1 Angela Freire 2

Leia mais

10º Congreso Argentino y 5º Latinoamericano de Educación Física y Ciencias EDUCAÇÃO FÍSICA COMO LINGUAGEM: ÍNTIMA RELAÇÃO BIOLÓGICO- SOCIAL

10º Congreso Argentino y 5º Latinoamericano de Educación Física y Ciencias EDUCAÇÃO FÍSICA COMO LINGUAGEM: ÍNTIMA RELAÇÃO BIOLÓGICO- SOCIAL 10º Congreso Argentino y 5º Latinoamericano de Educación Física y Ciencias EDUCAÇÃO FÍSICA COMO LINGUAGEM: ÍNTIMA RELAÇÃO BIOLÓGICO- SOCIAL Pâmella Gomes de Brito pamellagomezz@gmail.com Goiânia, Goiás

Leia mais

PRINCÍPIOS PIOS DO TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA

PRINCÍPIOS PIOS DO TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA PRINCÍPIOS PIOS DO TRATAMENTO DA DEPENDÊNCIA QUÍMICA UM GUIA BASEADO EM PESQUISAS National Institute on Drug Abuse Três décadas de investigação científica e prática clínica produziram como resultado uma

Leia mais

Encontro de Empresas Mesa redonda: Programa de Assistência ao Empregado: para onde encaminhar. Ambulatório

Encontro de Empresas Mesa redonda: Programa de Assistência ao Empregado: para onde encaminhar. Ambulatório XXI Congresso Brasileiro da ABEAD Do Uso à Dependência: a integração das políticas públicas com a clínica 08 a 11 de setembro de 2011 - Recife/PE Encontro de Empresas Mesa redonda: Programa de Assistência

Leia mais

Conceitos de Identidade Relação "eu" e "outro" Para Vygotsky

Conceitos de Identidade Relação eu e outro Para Vygotsky FAMOSP - FACULDADE MOZARTEUM DE SÃO PAULO PEDAGOGIA - 1 o SEMESTRE PSICOLOGIA DO DESENVOLVIMENTO Conceitos de Identidade Relação "eu" e "outro" Para Vygotsky Deyse Maria Souza Almeida Eliete Pereira Nunes

Leia mais

Abordagem do Dependente Químico: papel do consultor Alessandra Mendes Calixto Enfermeira Papel do consultor em dependência química Como surge o papel do consultor 1912: Courtney Baylor foi treinado por

Leia mais

II Seminário de Integração sobre Saúde e Segurança Boas Práticas na Área Portuária

II Seminário de Integração sobre Saúde e Segurança Boas Práticas na Área Portuária II Seminário de Integração sobre Saúde e Segurança Boas Práticas na Área Portuária PROGRAMA PORTO SEGURO LIMPO EM TERRA E A BORDO Área de Abrangência Saúde Mental e Comportamental. Objetivo Prevenção,

Leia mais

A CONSTRUÇÃO SOCIAL DO SUJEITO. Ser Humano um ser social por condição.

A CONSTRUÇÃO SOCIAL DO SUJEITO. Ser Humano um ser social por condição. A FAMÍLIA E ESCOLA Profa.Dra.Claudia Dechichi Instituto de Psicologia Universidade Federal de Uberlândia Contatos: (34) 9123-3090 (34)9679-9601 cdechichi@umnuarama.ufu.br A CONSTRUÇÃO SOCIAL DO SUJEITO

Leia mais

Como Prevenir e Tratar as Dependências Químicas nas Empresas?

Como Prevenir e Tratar as Dependências Químicas nas Empresas? Como Prevenir e Tratar as Dependências Químicas nas Empresas? Hewdy Lobo Ribeiro Psiquiatra Forense Ana Carolina S. Oliveira Psi. Esp. Dependência Química Importância Preocupação permanente de gestores

Leia mais

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA.

O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. O SERVIÇO SOCIAL NA UNIVERSIDADE CASTELO BRANCO: ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO NA CONSTRUÇÃO DE UM PROJETO DE CIDADANIA. Profa. Elizabeth Rodrigues Felix 1 I- INTRODUÇÃO Com dezoito anos de existência, o

Leia mais

Revista Pandora Brasil O JOVEM, O ÁLCOOL, A ESCOLA E SEUS ENTORNOS:

Revista Pandora Brasil O JOVEM, O ÁLCOOL, A ESCOLA E SEUS ENTORNOS: 32 Revista Pandora Brasil Home Índice Minicurrículos dos autores O JOVEM, O ÁLCOOL, A ESCOLA E SEUS ENTORNOS: MODELOS DE PREVENÇÃO E CONTRIBUIÇÕES DA PSICOLOGIA AMBIENTAL UM ENSAIO Aurélio Fabrício Torres

Leia mais

TERAPIA MOTIVACIONAL SISTÊMICA APLICADA ÁS FAMILIAS

TERAPIA MOTIVACIONAL SISTÊMICA APLICADA ÁS FAMILIAS TERAPIA MOTIVACIONAL SISTÊMICA APLICADA ÁS FAMILIAS XXI ABEAD - RECIFE ROBERTA PAYÁ ROBERTAPAYA@HOTMAIL.COM TERAPIA MOTIVACIONAL SISTÊMICA PARA O TRANSTORNO DO ABUSO DE SUBSTANCIAS Um Modelo Integrativo

Leia mais

silêncio impresso pela família. Os sentimentos são proibidos por serem muito doloridos e causarem muito incômodo. O medo e a vergonha dominam.

silêncio impresso pela família. Os sentimentos são proibidos por serem muito doloridos e causarem muito incômodo. O medo e a vergonha dominam. Introdução O objetivo deste trabalho é compreender a possível especificidade das famílias nas quais um ou mais de seus membros apresentam comportamento adictivo a drogas. Para isto analisaremos que tipos

Leia mais

1.1. Cristina Nacif Alves

1.1. Cristina Nacif Alves 1.1. 1.1.1. Formação Graduação em Pedagogia, Universidade Estadual do Rio de Janeiro, concluída em Junho de 1992 Especialização em Desenvolvimento e Aprendizagem da criança e do adolescente - Instituto

Leia mais

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2010.2 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL Fase: 1ª Carga Horária: 30 h/a Prática: 30 h/a Créditos: 4 A biologia educacional e os fundamentos da educação. As bases biológicas do crescimento e desenvolvimento humano. A dimensão

Leia mais

12 Teoria de Vigotsky - Conteúdo

12 Teoria de Vigotsky - Conteúdo Introdução Funções psicológicas superiores Pilares da teoria de Vigotsky Mediação Desenvolvimento e aprendizagem Processo de internalização Níveis de desenvolvimento Esquema da aprendizagem na teoria de

Leia mais

Projeto de Extensão. Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense

Projeto de Extensão. Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense Projeto de Extensão Título: Esporte e Inclusão Social no Instituto de Educação Física da Universidade Federal Fluminense 1.0 - JUSTIFICATIVA Considerando que a Extensão Universitária tem entre as suas

Leia mais

AMBULATÓRIO DE ADOLESCENTES

AMBULATÓRIO DE ADOLESCENTES AMBULATÓRIO DE ADOLESCENTES Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira Coordenação Geral Maria de Fátima Rato Padin/Dirce Maria Bengel de Paula Gestão em Tratamento e Coordenação de Projetos Histórico O ambulatório

Leia mais

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO

MATRIZ CURRICULAR CURRÍCULO PLENO MATRIZ CURRICULAR Curso: Graduação: Habilitação: Regime: Duração: PEDAGOGIA LICENCIATURA FORMAÇÃO PARA O MAGISTÉRIO EM EDUCAÇÃO INFANTIL SERIADO ANUAL - NOTURNO 4 (QUATRO) ANOS LETIVOS Integralização:

Leia mais

São Paulo, 28 e 29 de novembro de 2008. Oficina 5

São Paulo, 28 e 29 de novembro de 2008. Oficina 5 Palestrante: Seminário Nacional de Saúde Mental e Trabalho Maria Eduarda Leme Representante do INSS. São Paulo, 28 e 29 de novembro de 2008 Oficina 5 REABILITAÇÃO PROFISSIONAL EM SAÚDE MENTAL 29 de Novembro

Leia mais

Opções de tratamento. Desintoxicação e acompanhamento no Posto de Saúde; Desintoxicação no Domicílio;

Opções de tratamento. Desintoxicação e acompanhamento no Posto de Saúde; Desintoxicação no Domicílio; Opções de tratamento Desintoxicação e acompanhamento no Posto de Saúde; Desintoxicação no Domicílio; Opções de tratamento Grupos de alcoolistas: Participar de grupos de apoio na US e/ou na comunidade onde

Leia mais

Curso: Pedagogia ( 1 ª Licenciatura) I Bloco. Fundamentos Epistemológicos de Pedagogia 60 horas

Curso: Pedagogia ( 1 ª Licenciatura) I Bloco. Fundamentos Epistemológicos de Pedagogia 60 horas Curso: Pedagogia ( 1 ª Licenciatura) I Bloco Fundamentos Epistemológicos de Pedagogia 60 horas Metodologia Científica 60 horas História da Educação 60 horas Sociologia da Educação I 60 horas Filosofia

Leia mais

relataram que mesmo com os cursos de treinamento oferecidos, muitas vezes se

relataram que mesmo com os cursos de treinamento oferecidos, muitas vezes se PEDAGOGIA HOSPITALAR: PERSPECTIVAS PARA O TRABALHO DO PROFESSOR. Bergamo, M.G. (Graduanda em Pedagogia, Faculdades Coc); Silva, D.M. (Graduanda em Pedagogia, Faculdades Coc); Moreira, G.M. (Curso de Pedagogia,

Leia mais

A AVALIAÇÃO EM FOCO. PALAVRAS-CHAVE: avaliação dificuldades de aprendizagem contexto escolar

A AVALIAÇÃO EM FOCO. PALAVRAS-CHAVE: avaliação dificuldades de aprendizagem contexto escolar A AVALIAÇÃO EM FOCO Beatriz Biss Telles 1 Dalila Maria De Paula Antoneche 2 Maria Daiane Baranhuke Budzilo 3 RESUMO: O presente apresenta os resultados pesquisa de caráter exploratório, desenvolvida como

Leia mais

PLANO DE ENSINO DESENVOLVIMENTAL 1

PLANO DE ENSINO DESENVOLVIMENTAL 1 PLANO DE ENSINO DESENVOLVIMENTAL 1 Edslene Dias Pereira Schütz RESUMO: O trabalho pretende apresentar teorias sobre o a didática abordando assunto ressaltando a importância do plano de ensino desenvolvimental

Leia mais

O aluno de EJA: jovem ou adolescente?

O aluno de EJA: jovem ou adolescente? 1 O aluno de EJA: jovem ou adolescente? Shirley Costa Ferrari Coord. Curso de Pedagogia. das Faculdades Oswaldo Cruz e Profa. da Faculdade Diadema. Email shifer@ig.com.br Suely Amaral Coord. Curso de Letras

Leia mais

Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva

Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva Marta Kohl de Oliveira Algumas Contribuições da Psicologia Cognitiva A criança que chega à escola é um indivíduo que sabe coisas e que opera intelectualmente de acordo com os mecanismos de funcionamento

Leia mais

CARTILHA. Um dia de cada vez

CARTILHA. Um dia de cada vez CARTILHA Um dia de cada vez ÍNDICE APADEQ ESTRUTURA TRATAMENTO EM VILA ESPERANÇA SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA AMBULATORIAL PÚBLICO TIPOS DE ASSISTÊNCIA SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA TERAPÊUTICA RESIDENCIAL

Leia mais

O PAPEL DO PSICÓLOGO SOCIAL

O PAPEL DO PSICÓLOGO SOCIAL Página 1 de 5 O PAPEL DO PSICÓLOGO SOCIAL Leandro Nunes 1 Primeiramente, gostaria de me posicionar e anunciar de que campo da ciência psicológica vou estruturar meu argumento. No entanto afirmo que me

Leia mais

ESPAÇO INCLUSIVO Coordenação Geral Profa. Dra. Roberta Puccetti Coordenação Do Projeto Profa. Espa. Susy Mary Vieira Ferraz RESUMO

ESPAÇO INCLUSIVO Coordenação Geral Profa. Dra. Roberta Puccetti Coordenação Do Projeto Profa. Espa. Susy Mary Vieira Ferraz RESUMO ESPAÇO INCLUSIVO Coordenação Geral Profa. Dra. Roberta Puccetti Coordenação Do Projeto Profa. Espa. Susy Mary Vieira Ferraz RESUMO A inclusão é uma realidade mundial. Desde a Declaração de Salamanca em

Leia mais

UNIP Universidade Paulista Estudos Políticos e Sociais

UNIP Universidade Paulista Estudos Políticos e Sociais SOCIEDADE E EDUCAÇÃO INTRODUÇÃO Citelli (2004) apresenta um ponto de vista acerca do momento vivido pela escola e, conseqüentemente, pela educação, bastante elucidativo: A escola está sendo pensada, assim,

Leia mais

POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE SÃO PAULO

POLÍCIA CIVIL DO ESTADO DE SÃO PAULO CURSO: ATENDIMENTO A HOMENS AUTORES DE VIOLÊNCIA FAMILIAR 1. Dados de Identificação do Curso 1.1 Título do Curso Atendimento a homens autores de violência familiar. 2. Objetivo Geral No contexto latino-americano,

Leia mais

Experiência com o tratamento de Dependentes Químicos

Experiência com o tratamento de Dependentes Químicos Experiência com o tratamento de Dependentes Químicos INSTITUTO BAIRRAL DE PSIQUIATRIA Dr. Marcelo Ortiz de Souza Dependência Química no Brasil (CEBRID, 2005) População Geral: 2,9% já fizeram uso de cocaína

Leia mais

Elaboração de Projetos

Elaboração de Projetos Elaboração de Projetos 2 1. ProjetoS Projeto: uma nova cultura de aprendizagem ALMEIDA, Maria Elizabeth Bianconcini de. Projeto: uma nova cultura de aprendizagem. [S.l.: s.n.], jul. 1999. A prática pedagógica

Leia mais

Estado da Arte: Diálogos entre a Educação Física e a Psicologia

Estado da Arte: Diálogos entre a Educação Física e a Psicologia Estado da Arte: Diálogos entre a Educação Física e a Psicologia Eixo temático 1: Fundamentos e práticas educacionais Telma Sara Q. Matos 1 Vilma L. Nista-Piccolo 2 Agências Financiadoras: Capes / Fapemig

Leia mais

Lev Semenovich Vygotsky, nasce em 17 de novembro de 1896, na cidade de Orsha, em Bielarus. Morre em 11 de junho de 1934.

Lev Semenovich Vygotsky, nasce em 17 de novembro de 1896, na cidade de Orsha, em Bielarus. Morre em 11 de junho de 1934. Lev Semenovich Vygotsky, nasce em 17 de novembro de 1896, na cidade de Orsha, em Bielarus. Morre em 11 de junho de 1934. Lev Vygotsky, viveu na mesma época que Piaget (ambos nasceram em 1896 entanto Vygotsky

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA

EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA ANEXO II DA RESOLUÇÃO CEPEC Nº 952 EMENTAS DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA NÚCLEO COMUM Análise do comportamento O método experimental na análise das relações comportamentais complexas:

Leia mais

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1

Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 Texto base para discussão na Jornada Pedagógica julho/2009 O PLANO DE ENSINO: PONTE ENTRE O IDEAL E O REAL 1 É comum hoje entre os educadores o desejo de, através da ação docente, contribuir para a construção

Leia mais

I Seminário. Estadual de enfrentamento ao CRACK. O papel da família no contexto da prevenção e do enfrentamento aos problemas decorrentes do CRACK

I Seminário. Estadual de enfrentamento ao CRACK. O papel da família no contexto da prevenção e do enfrentamento aos problemas decorrentes do CRACK O papel da família no contexto da prevenção e do enfrentamento aos problemas decorrentes do CRACK Contextualização Social Economia Capitalista Transformações sociais Alterações nos padrões de comportamento

Leia mais

RELAÇÃO DE LINHAS DE PESQUISA, EMENTAS E TEMAS PARA ORIENTAÇÃO DE TCC PEDAGOGIA

RELAÇÃO DE LINHAS DE PESQUISA, EMENTAS E TEMAS PARA ORIENTAÇÃO DE TCC PEDAGOGIA RELAÇÃO DE LINHAS DE, S E PARA METODOLOGIAS DO ENSINO E DA APRENDIZAGEM GESTÃO E ORGANIZAÇÃO DOS PROCESSOS EDUCATIVOS Constituição histórica das metodologias do ensino e as diferentes concepções de ensino

Leia mais

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1

PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade. Democracia na escola Ana Maria Klein 1 PROGRAMA ÉTICA E CIDADANIA construindo valores na escola e na sociedade Democracia na escola Ana Maria Klein 1 A escola, instituição social destinada à educação das novas gerações, em seus compromissos

Leia mais

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2008.1A

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2008.1A 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL Fase: 1ª Prática: 15 h/a Carga Horária: 60 h/a Créditos: 4 A biologia educacional e os fundamentos da educação. As bases biológicas do crescimento e desenvolvimento humano. A dimensão

Leia mais

Sumário. Prefácio... 15 Introdução... 17

Sumário. Prefácio... 15 Introdução... 17 Sumário Prefácio... 15 Introdução... 17 1. QUÊS E PORQUÊS... 21 1) O que é droga?... 21 2) O que é vício?... 21 3) O que é dependência?... 22 4) O que é abuso?... 24 5) Que drogas levam a abuso ou dependência?...

Leia mais

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA 1 CURSO DE EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS BRUSQUE (SC) 2012 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 4 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL... 4 02 INVESTIGAÇÃO PEDAGÓGICA: DIVERSIDADE CULTURAL NA APRENDIZAGEM... 4 03 METODOLOGIA CIENTÍFICA...

Leia mais

Evanir Soares da Fonseca

Evanir Soares da Fonseca CURSO DE ATUALIZAÇÃO Gestão das Condições de Trabalho e Saúde dos Trabalhadores da Saúde AÇÕES DE COMBATE AO ESTRESSE: PROMOÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA DOS TRABALHADORES DA SAÚDE DE PARACATU - MG Evanir Soares

Leia mais

Curso: Letras Português ( 1 ª Licenciatura) II Bloco

Curso: Letras Português ( 1 ª Licenciatura) II Bloco Curso: Letras Português ( 1 ª Licenciatura) I Bloco Filosofia da Educação 60 horas Metodologia Científica 60 horas Iniciação à Leitura e Produção de Textos Acadêmicos 60 horas Introdução à filosofia e

Leia mais

EMENTAS DAS DISCIPLINAS

EMENTAS DAS DISCIPLINAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS CURSO DE GRADUAÇÃO DE PEDAGOGIA Disciplina: Comunicação e Expressão Ementa: A leitura como vínculo leitor/texto através do conhecimento veiculado pelo texto escrito. Interpretação:

Leia mais

Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador

Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador Padrões de Competências para o Cargo de Professor Alfabetizador Alfabetização de Crianças O Professor Alfabetizador é o profissional responsável por planejar e implementar ações pedagógicas que propiciem,

Leia mais

11. Com base na Teoria Piagetiana, relacione os conceitos da primeira coluna de acordo com as definições apresentadas na segunda coluna:

11. Com base na Teoria Piagetiana, relacione os conceitos da primeira coluna de acordo com as definições apresentadas na segunda coluna: TÉCNICO EM ASSUNTOS EDUCACIONAIS 4 CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS QUESTÕES DE 11 A 25 11. Com base na Teoria Piagetiana, relacione os conceitos da primeira coluna de acordo com as definições apresentadas na

Leia mais

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA

CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA CENTRO UNIVERSITÁRIO DE CARATINGA RELAÇÃO DE RESUMOS DE MONOGRAFIAS E ARTIGOS DE PÓS- GRADUAÇÃO Lato sensu Curso: Língua Inglesa/2005 Nome Aluno(a) Título Monografia/Artigo Orientador/Banca Annelise Lima

Leia mais

UPP do São João, Matriz e Quieto: Algumas considerações acerca do trabalho dos policiais com as crianças dessas comunidades

UPP do São João, Matriz e Quieto: Algumas considerações acerca do trabalho dos policiais com as crianças dessas comunidades UPP do São João, Matriz e Quieto: Algumas considerações acerca do trabalho dos policiais com as crianças dessas comunidades Alessandro Luís Corrêa 1 RESUMO Este artigo foi baseado na prática profissional

Leia mais

O BOM PROFESSOR DA PÓS-GRADUAÇÃO E SUA PRÁTICA. PALAVRAS-CHAVE: docência universitária, formação docente, representações, perspectivas paradigmáticas

O BOM PROFESSOR DA PÓS-GRADUAÇÃO E SUA PRÁTICA. PALAVRAS-CHAVE: docência universitária, formação docente, representações, perspectivas paradigmáticas O BOM PROFESSOR DA PÓS-GRADUAÇÃO E SUA PRÁTICA Núbia Vieira TEIXEIRA; Solange Martins Oliveira MAGALHÃES Mestrado - Programa de Pós - Graduação em Educação - FE/UFG vitenubia@yahoo.com.br;solufg@hotmail.com

Leia mais

O CONCEITO DE TEMPO: DA ABORDAGEM COGNITIVA À PERSPECTIVA SÓCIO-INTERACIONISTA

O CONCEITO DE TEMPO: DA ABORDAGEM COGNITIVA À PERSPECTIVA SÓCIO-INTERACIONISTA Nome: Dilma Célia Mallard Scaldaferri GT do Ensino de História e Educação Área temática: Teoria, historiografia e metodologia - Simpósio 37 O CONCEITO DE TEMPO: DA ABORDAGEM COGNITIVA À PERSPECTIVA SÓCIO-INTERACIONISTA...

Leia mais

Tratamento da dependência do uso de drogas

Tratamento da dependência do uso de drogas Tratamento da dependência do uso de drogas Daniela Bentes de Freitas 1 O consumo de substâncias psicoativas está relacionado a vários problemas sociais, de saúde e de segurança pública, sendo necessário

Leia mais

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2015.1 BRUSQUE (SC) 2015 1 EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA

CURSO DE PEDAGOGIA EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2015.1 BRUSQUE (SC) 2015 1 EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS DO CURSO DE PEDAGOGIA 1 CURSO EMENTÁRIO DAS DISCIPLINAS 2015.1 BRUSQUE (SC) 2015 2 SUMÁRIO 1ª FASE... 4 01 INVESTIGAÇÃO DA PRÁTICA DOCENTE I... 4 02 LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO... 4 03 PROFISSIONALIDADE DOCENTE... 4 04 RESPONSABILIDADE

Leia mais

ESTÁGIO DOCENTE DICIONÁRIO

ESTÁGIO DOCENTE DICIONÁRIO ESTÁGIO DOCENTE Ato educativo supervisionado realizado no contexto do trabalho docente que objetiva a formação de educandos que estejam regularmente frequentando cursos e/ou programas de formação de professores

Leia mais

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL

BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR DA EDUCAÇÃO INFANTIL 1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL ANTECEDENTES Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum

Leia mais

Por uma pedagogia da juventude

Por uma pedagogia da juventude Por uma pedagogia da juventude Juarez Dayrell * Uma reflexão sobre a questão do projeto de vida no âmbito da juventude e o papel da escola nesse processo, exige primeiramente o esclarecimento do que se

Leia mais

PROGRAMA TERAPÊUTICO

PROGRAMA TERAPÊUTICO CENTRO DE RECUPERAÇÃO CAMINHO DA VIDA MARECHAL CÂNDIDO RONDON PARANÁ CNPJ: 03.507.934/0001-02 CEP. 85960-000 MARECHAL CÂNDIDO RONDON PR. VILA CURVADO PROGRAMA TERAPÊUTICO 1. INTRODUÇÃO O Programa Terapêutico

Leia mais

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2008.1

Ementário do Curso de Pedagogia, habilitações: Educação Infantil e Séries Iniciais 2008.1 01 BIOLOGIA EDUCACIONAL Fase: 1ª Carga Horária: 60 h Prática: 15 h Créditos: 4 A Biologia e o educador. Herança e meio, a hereditariedade. Reprodução humana. As funções vegetativas (digestão e alimentos,

Leia mais

VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE

VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE VIGILÂNCIA E PROMOÇÃO À SAÚDE Um modelo de assistência descentralizado que busca a integralidade, com a participação da sociedade, e que pretende dar conta da prevenção, promoção e atenção à saúde da população

Leia mais

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA

GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA GRAMSCI E A PRÁTICA PEDAGÓGICA DO CENTRO DE TRABALHO E CULTURA SPINELLI, Mônica dos Santos IE/PPGE/UFMT RESUMO O texto apresenta resultados parciais da pesquisa teórica sobre categorias conceituais em

Leia mais

Abuso e dependência ao álcool e outras drogas e sua relação com o suicídio

Abuso e dependência ao álcool e outras drogas e sua relação com o suicídio Abuso e dependência ao álcool e outras drogas e sua relação com o suicídio Messiano Ladislau Nogueira de Sousa Médico Psiquiatra com aperfeiçoamento em terapia psicanalítica Abril, 2014 Sumário Conceitos

Leia mais

O trabalho social com famílias. no âmbito do Serviço de Proteção e. Atendimento Integral à Família - PAIF

O trabalho social com famílias. no âmbito do Serviço de Proteção e. Atendimento Integral à Família - PAIF O trabalho social com famílias no âmbito do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família - PAIF Contexto Social: Acesso diferencial às informações Uso e abuso de substâncias psicoativas Nulo ou

Leia mais

Diretrizes de Aplicação Saúde mental de servidores públicos da Administração direta, autárquica e funcacional

Diretrizes de Aplicação Saúde mental de servidores públicos da Administração direta, autárquica e funcacional Diretrizes de Aplicação Saúde mental de servidores públicos da Administração direta, autárquica e funcacional CAPÍTULO I PRINCÍPIOS NORTEADORES Art. 1º Os procedimentos em saúde mental a serem adotados

Leia mais

O Protagonismo Feminino: Momentos de Prevenção á Saúde. segunda-feira, 19 de março de 12

O Protagonismo Feminino: Momentos de Prevenção á Saúde. segunda-feira, 19 de março de 12 O Protagonismo Feminino: Momentos de Prevenção á Saúde CENTRO DE APOIO SOLIDARIED AIDS É organização da sociedade civil, sem fins lucrativos fundada em 1996. Objetivo: Apoiar, atender, prevenir e promover

Leia mais

DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA - 2008. Disciplinas Teórica Prática Estágio Total. 1º Período

DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE PEDAGOGIA - 2008. Disciplinas Teórica Prática Estágio Total. 1º Período MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas. UNIFAL-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 700. Alfenas/MG. CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000. Fax: (35) 3299-1063 DINÂMICA CURRICULAR DO CURSO DE

Leia mais

RESENHAS. BECKER, Fernando. A origem do conhecimento e a aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artmed, 2003, 116 p.

RESENHAS. BECKER, Fernando. A origem do conhecimento e a aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artmed, 2003, 116 p. Linguagem & Ensino, Vol. 8, Nº 2, 2005 (275-285) RESENHAS BECKER, Fernando. A origem do conhecimento e a aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artmed, 2003, 116 p. Resenhado por Márcia Cristina Greco OHUSCHI

Leia mais

Meu Filho está usando Maconha. E agora?

Meu Filho está usando Maconha. E agora? Meu Filho está usando Maconha. E agora? Ana Carolina Schmidt de Oliveira Psicóloga Especialista em Dependência Química Professora da Pós-Graduação Vida Mental/UNIP Prevenção Conversa adequada à idade Infância

Leia mais

PRINCÍPIOS EPISTEMOLÓGICOS

PRINCÍPIOS EPISTEMOLÓGICOS Piaget PRINCÍPIOS EPISTEMOLÓGICOS Vygotsky Wallon Freire EXPERIÊNCIA BASE COGNITIVA INTERNA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO UM DOS MECANISMOS DA CONSTRUÇÃO DO SABER ESFORÇO DE COMPREENDER E DAR SIGNIFICADO

Leia mais

CURSO PREPARATÓRIO PARA PROFESSORES. Profa. M. Ana Paula Melim Profa. Milene Bartolomei Silva

CURSO PREPARATÓRIO PARA PROFESSORES. Profa. M. Ana Paula Melim Profa. Milene Bartolomei Silva CURSO PREPARATÓRIO PARA PROFESSORES Profa. M. Ana Paula Melim Profa. Milene Bartolomei Silva 1 Conteúdo: Concepções Pedagógicas Conceitos de Educação; Pedagogia; Abordagens Pedagógicas: psicomotora, construtivista,

Leia mais

OS SIGNIFICADOS DA DOCÊNCIA NA FORMAÇÃO EM ALTERNÂNCIA - A PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DAS ESCOLAS FAMILIA AGRÍCOLA

OS SIGNIFICADOS DA DOCÊNCIA NA FORMAÇÃO EM ALTERNÂNCIA - A PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DAS ESCOLAS FAMILIA AGRÍCOLA OS SIGNIFICADOS DA DOCÊNCIA NA FORMAÇÃO EM ALTERNÂNCIA - A PERSPECTIVA DOS PROFISSIONAIS DAS ESCOLAS FAMILIA AGRÍCOLA SILVA, Lourdes Helena da - UFV GT: Educação Fundamental /n.13 Agência Financiadora:

Leia mais

ANALISANDO O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL A PARTIR DAS CONTRIBUIÇÕES DA PSICOLOGIA HISTÓRICO-CULTURAL

ANALISANDO O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL A PARTIR DAS CONTRIBUIÇÕES DA PSICOLOGIA HISTÓRICO-CULTURAL ANALISANDO O PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL A PARTIR DAS CONTRIBUIÇÕES DA PSICOLOGIA HISTÓRICO-CULTURAL SILVA, Luzia Alves da (UNIOESTE) 1 ROSSETTO, Elisabeth (Orientadora/UNIOESTE)

Leia mais

EDUCAÇÃO INFANTIL LINGUAGEM ORAL E ESCRITA. Premissas básicas:

EDUCAÇÃO INFANTIL LINGUAGEM ORAL E ESCRITA. Premissas básicas: EDUCAÇÃO INFANTIL A Educação Infantil, enquanto segmento de ensino que propicia um maior contato formal da criança com o mundo que a cerca, deve favorecer a socialização da criança, permitir a interação

Leia mais

CONHECIMENTOS GERAIS (5 questões)

CONHECIMENTOS GERAIS (5 questões) 1. Paulo Freire na sua concepção pedagógica parte de alguns princípios que marcam, de forma clara e objetiva, o seu modo de entender o ato educativo. Considerando as características do pensamento desse

Leia mais

Perguntas e Concepções presentes sobre a natureza do Psicológico e da Psicologia. I Natureza Humana

Perguntas e Concepções presentes sobre a natureza do Psicológico e da Psicologia. I Natureza Humana Perguntas e Concepções presentes sobre a natureza do Psicológico e da Psicologia I Natureza Humana * Qual a natureza humana? Ou seja, qual é a ontologia humana? - Uma teoria da natureza humana busca especificar

Leia mais

O DESENVOLVIMENTO E O APRENDIZADO EM VIGOTSKY

O DESENVOLVIMENTO E O APRENDIZADO EM VIGOTSKY O DESENVOLVIMENTO E O APRENDIZADO EM VIGOTSKY Kassius Otoni Vieira Kassius Otoni@yahoo.com.br Rodrigo Luciano Reis da Silva prrodrigoluciano@yahoo.com.br Harley Juliano Mantovani Faculdade Católica de

Leia mais

3 Aun (2005) adota a definição de contexto como regras de relação que são estabelecidas pelo(s)

3 Aun (2005) adota a definição de contexto como regras de relação que são estabelecidas pelo(s) Resenha AUN, J.G.; ESTEVES DE VASCONCELLOS, M. J.; COELHO, S.V. Atendimento sistêmico de famílias e redes sociais. Volume I - Fundamentos teóricos e epistemológicos (2005); Volume II - O processo de atendimento

Leia mais

UMA TEORIZAÇÃO SOBRE A AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM DOS SURDOS A PARTIR DA ABORDAGEM INTERACIONISTA

UMA TEORIZAÇÃO SOBRE A AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM DOS SURDOS A PARTIR DA ABORDAGEM INTERACIONISTA 1 UMA TEORIZAÇÃO SOBRE A AQUISIÇÃO DA LINGUAGEM DOS SURDOS A PARTIR DA ABORDAGEM INTERACIONISTA Miriam Cristina Silva dos Santos 1 RESUMEN: Este estudio tiene como objetivo mostrar cómo es la adquisición

Leia mais

Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH)

Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) 15/07/2011 METALÚRGICO, 26 ANOS Não costumo fazer exame porque sinto meu corpo bom, ótimo. Nunca senti uma dor. Senti uma dor uma vez na

Leia mais

QUESTIONÁRIO: VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS NOME: CLASSIFIQUE EM VERDADEIRO (V) OU FALSO (F) AS SENTENÇAS ABAIXO:

QUESTIONÁRIO: VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS NOME: CLASSIFIQUE EM VERDADEIRO (V) OU FALSO (F) AS SENTENÇAS ABAIXO: QUESTIONÁRIO: VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS NOME: 1. Um tapinha no bumbum não é considerado violência devido ao baixo grau de agressão. 2. A prática sexual com indivíduos menores de 14 anos, com o consentimento

Leia mais

A ÉTICA APLICADA A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: DE LEONARDO BOFF A EDGAR MORIN

A ÉTICA APLICADA A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: DE LEONARDO BOFF A EDGAR MORIN 1 A ÉTICA APLICADA A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR: DE LEONARDO BOFF A EDGAR MORIN Heraldo Simões Ferreira 1 José Jackson Coelho Sampaio 2 Laryssa Sampaio Praciano 3 RESUMO Este artigo possui como objetivo trazer

Leia mais

Diferentes Abordagens em Dependência Química: Quais os limites?

Diferentes Abordagens em Dependência Química: Quais os limites? Diferentes Abordagens em Dependência Química: Quais os limites? Cláudia Fabiana de Jesus Psicóloga e Mestre em Psicologia da Saúde Estimular a reflexão sobre os limites das abordagens Repensar sobre os

Leia mais

NR 35 - GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO (PROPOSTA DE TEXTO)

NR 35 - GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO (PROPOSTA DE TEXTO) NR 35 - GESTÃO DA SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO (PROPOSTA DE TEXTO) Objeto, princípios e campo de aplicação 35.1 Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece princípios e requisitos para gestão da segurança

Leia mais