PREVENÇÃO AO USO DE ÁLCOOL POR ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS

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1 PREVENÇÃO AO USO DE ÁLCOOL POR ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS Florence Kerr-Corrêa Professora Titular de Psiquiatria, Departamento de Neurologia e Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Botucatu UNESP. Departamento de Neurologia e Psiquiatria - Faculdade de Medicina de Botucatu Botucatu SP. tel: (14) e fax: (14) Maria Odete Simão Mestre em Saúde Mental, assistente social, Departamento de Neurologia e Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Botucatu UNESP e Docente do Curso de Serviço Social da UNIFAC Botucatu. Departamento de Neurologia e Psiquiatria - Faculdade de Medicina de Botucatu, Unesp Botucatu - SP tel: (14) e fax: (14) Raul Aragão Martins Professor assistente doutor, Departamento de Educação do Instituto de Biologia, Ciências Exatas e Letras UNESP , São José do Rio Preto - SP tel: (17)

2 Prevenção Ao Uso De Álcool entre estudantes Universitários O uso de drogas é um assunto paradoxal na sociedade moderna. Há, de um lado, um discurso agressivo de combate às drogas ilegais (maconha, cocaína, crack, etc.) e, de outro, grande complacência com as drogas legais (álcool e tabaco), fato este que se tem agravado com o incentivo ao seu uso, via propaganda em todos os meios de comunicações (BUCHER, l992, 1995; BUCHER & OLIVEIRA, 1994, GIULIANOTTI, 1997; VELHO, 1993). Nesse sentido, o Brasil se destaca por permitir que ídolos populares da música e futebol façam propaganda de bebidas, principalmente cerveja, bebida que mais cresce em consumo em nosso meio. Diante desta situação há um imenso debate sobre as formas de proteção, para todas as faixas etárias, ao uso destas substâncias. Com a finalidade de contribuir para esta discussão, este texto apresenta, na primeira parte, os tipos de prevenção e revisa a literatura internacional sobre prevenção ao uso de álcool entre estudantes universitários. Na segunda parte mostrará a experiência norte-americana nesta área para, em seguida, mostrar como está sendo desenvolvido o Projeto Viver Bem UNESP, e finaliza comentando nossa experiência na condução deste projeto. 1. Formas de prevenção e situação atual São três os tipos de prevenção possíveis, baseadas em risco. Assim, falamos em: a) Prevenção universal quando uma medida é dirigida a toda população, independentemente dos riscos específicos (como os alertas nas embalagens do cigarro, lembrando que fumar dá câncer ou impotência), b) Intervenções seletivas àquelas dirigidas a populações de risco (como alertar às grávidas que beber pode causar defeitos

3 congênitos e síndrome alcoólico fetal) e c) Intervenções indicadas quando se trata de população doente, que já apresentou o problema e necessita de abordagem intensiva, inclusive com tratamento individual e familiar além de uso de técnicas especiais para detectar e motivar a pessoa ao tratamento (como em grávidas alcoolistas e que já tiverem filho com síndrome alcoólico fetal). Nesse capítulo, nos limitaremos a falar de intervenções indicadas, no caso programas dirigidos à população de estudantes universitários, que visa à diminuição de uso de bebidas com embriaguez, descrevendo os resultados de um programa que vem sendo desenvolvido na UNESP, Universidade Estadual Paulista. Dois dados são habitualmente encontrados entre os achados epidemiológicos na área de homens bebem mais que as mulheres e os jovens mais que os idosos (FILLMORE, et al., 1991; WILSNACK, 1997). Entre os jovens, é na faixa entre 18 e 25 anos que mais se bebe, com um pico em torno dos 21 anos; 90% dos universitários norte-americanos consomem álcool pelo menos ocasionalmente e bebe-se mais entre os jovens universitários que entre aqueles que vão para a força de trabalho (JOHNSTON et al., 1992). Com a idade, aparentemente, a maioria amadurece e as responsabilidades de trabalho e casamento, entre outras, são incompatíveis com um padrão de ingestão excessiva (FILLMORE, 1988; MARLATT et al., 1995; JESSOR et al., 1991). O uso excessivo de álcool por estudantes universitários representa um problema de saúde pública importante e, nos Estados Unidos, tem sido foco de atenção de inúmeras universidades, da imprensa, e do próprio governo (WESCHELER & ISAACS, 1992; WESCHELER et al., 1994). Este último organizou a Task Force on College Drinking, com a finalidade de sistematizar os dados de pesquisa existente

4 neste campo e oferecer propostas de ação, cujas primeiras análises e recomendações começaram a ser publicadas em 2002 (NIAAA, 2002). O chamado beber se embriagando ou ficando de fogo ou tomando porre, chamado binge drinking (consumo de cinco ou mais doses 1 de uma vez, ou seja, beber muito a cada vez que se bebe) na literatura inglesa é a característica mais perigosa do uso de bebidas por jovens. Aliás, o padrão de beber se embriagando se caracteriza pelo uso de 5 ou mais drinques por vez, mais de duas vezes em um período de 15 dias (DIMEFF et al, 2002; MARLATT et al, 1998; WECHSLER et al, 1994). Tal jeito de beber é ocorrência comum entre estudantes universitários e a população em geral, especialmente em países que não tem tradição de uso de bebidas como alimento, como o Brasil. Segundo pesquisa sobre práticas de ingestão alcoólica entre os calouros de 14 universidades de Massachusetts - EUA (WESCHLER & ISAACS, 1992), mais da metade dos homens (56%) e um terço das mulheres (35%) disseram ter se embriagado no mínimo uma vez nas últimas duas semanas. Neste estudo, as pessoas que se embriagaram relataram envolvimento em atividades sexuais não planejadas além de terem dirigido alcoolizadas ou em companhia de motoristas alcoolizados, mais que as que não beberam de tal forma. Esses dados também são compatíveis com estudos nacionais (KERR-CORRÊA et al, 2001; 2002). Outra pesquisa (WESCHLER et al., 1994) sugeriu que aqueles que não se embriagavam nas universidades, assim mesmo estavam sujeitos às conseqüências dos que o faziam, tornando-se vítimas de agressão física direta, como de motoristas alcoolizados. Há ainda indicações de que o uso excessivo de álcool está associado a inúmeros problemas de adaptação dos universitários, como reprovação escolar, dificuldades de relacionamentos, vandalismo, agressões e estupros (PERKINS & 1 1 drinque = 37 ml de destilado a 40%; 350 ml de cerveja a 4-5%; 45 ml de vinho a 10% (12 gramas de álcool).

5 BERKOWITZ, 1986; ENGS & HANSON, 1985). HINGSON et al. (2002) analisaram dados de mortalidade entre jovens universitários com idade entre 18 e 24 anos e mostraram a ocorrência de 1400 mortes por ano para este segmento da população. CARLINI-COTRIN (1999) revisou o uso de álcool no Brasil para a OMS, mas encontrou poucos estudos relacionados com acidentes e violência. Entre os trabalhos levantados cita a análise toxicológica para álcool, cocaína e barbitúricos, feita por NAPPO (1996, in CARLINI-COTRIN, 1999), nos casos de mortes não naturais na cidade de São Paulo de 1986 a Resultados mostraram a maior incidência do álcool em relação as outras duas drogas. GONZAGA-JUNIOR e CURIATI (1980, in CARLINI-COTRIN, 1999) analisando, em 1980, dados de conflitos familiares, o álcool aparece como responsável em 23% dos casos. MINGUARDI et al. (1996, in CARLINI- COTRIN, 1999) analisando as notificações criminais do ano de 1995, na cidade de São Paulo, encontraram brigas de bar e álcool responsáveis por 12,6% das ocorrências. WAFAE (1985, in CARLINI-COTRIN, 1999) analisando notificações de acidentes de carro entre 1976 e 1985 encontrou que somente 25% destas ocorrências tinham informações quanto a uso de álcool, mas entre estas, 18% dos motoristas estavam com BAC acima do permitido por lei. Os calouros parecem ser particularmente vulneráveis a se excederem no consumo de álcool, como também a se submeterem a riscos associados ao mesmo (BAER, et al., 1995; MEILMAN et al., 1990; POPE, et al., 1990). Vários pesquisadores mostraram que os estudantes, de fato, aumentam o consumo de álcool após entrarem na universidade (BAER et al., 1998; JOHANSON & MARLATT, 1989) o mesmo tendo sido verificado na análise preliminar de estudantes da UNESP (KERR-CORRÊA et al., 1999). Aliás, muitos afirmaram consumir mais álcool no primeiro ano de faculdade do que em outros períodos da vida acadêmica (BAER, 1993). Como já foi referido, para a maioria dos universitários, os episódios repetidos de embriaguez vão diminuindo conforme ficam mais velhos e assumem mais responsabilidades (FILLMORE, 1988;

6 MARLATT, 1995; JESSOR, DONOVAN, & COSTA, 1991). Contudo, estudos longitudinais mostraram a continuidade de problemas relacionados à bebida por uma parte de aproximadamente 30% de pessoas que bebem muito (FILLMORE, 1988; MARLATT, 1995). Fatores de risco para problemas conseqüentes ao uso continuado de álcool incluem tanto predisposição pessoal, como histórico familiar de alcoolismo (SHER, 1987) e história de problemas de conduta (JESSOR, 1984), além de fatores ambientais (LARIMER, 1992 apud DIMEFF et al, 2002; MARLATT, BAER, & LARIMER, 1995). 2. Experiências internacionais de intervenções para redução de consumo de álcool Recentemente, tentativas de prevenção utilizando técnicas motivacionais (BAER, 1993; MARLATT, BAER & LARIMER, 1995; LARIMER et al., 1994) bem como o auto-monitoramento do álcool, com ou sem treinamentos de habilidades (GARVIN et al., 1990), mostraram algumas promessas na redução do consumo de álcool por membros das comunidades. A primeira técnica apresentada no projeto Lifestyle 94 (BAER, 1993) utilizou abordagem motivacional breve para avaliar a necessidade de prevenção entre universitários. Os calouros classificados como de alto risco para problemas associados ao uso de álcool foram submetidos à entrevista, contendo avaliação extensiva quanto ao hábito de beber, às conseqüências relacionadas ao mesmo, e quanto às expectativas resultantes do uso de bebidas alcoólicas e de seus riscos. Embora o conteúdo dessa entrevista fosse semelhante aos de outras abordagens envolvendo técnicas de treinamento comportamental cognitivo, o estilo ou processo dessa entrevista foi baseada em teorias e técnicas de entrevista motivacional (MILLER & ROLLNICK, 1991). Essa abordagem enfatiza que o estudante receba orientações precisas e sem preconceitos com relação aos riscos e experiências relacionadas ao

7 álcool, evitando fazer diagnóstico, confrontações, ou mostrar as metas específicas dos entrevistadores quanto às mudanças de comportamento almejadas para o entrevistado. Mais do que isso: pressupõe-se que a pessoa esteja num estado natural de ambivalência, o qual poderá ser melhor resolvido enfatizando-se a discrepância entre os riscos e as experiências reais das conseqüências negativas vividas. Os resultados mostraram que os indivíduos submetidos a este tipo de abordagem disseram ter bebido menos que aqueles do grupo controle, e essas reduções foram mantidos por, pelo menos, três anos de acompanhamento posterior. Além disso, os estudantes que receberam essa intervenção relataram menor freqüência de conseqüências negativas relacionadas à ingestão alcoólica. A evolução do programa foi avaliada tanto através do Inventário Rutgers de Problemas Relacionados ao Álcool (Rutgers Alcool Problem Inv na sociedade. entory, WHITE & LABOUVIE,1989), bem como pela Escala de Dependência de Álcool (Alcohol Dependence Scale, SKINNER & HORN, 1984). Os indivíduos dos grupos que fizeram terapia relataram, em média, 3,3 problemas relacionados ao álcool em três meses de acompanhamento, comparados a 4,7 problemas relatados por indivíduos do grupo controle de alto risco e 2,4 problemas relatados pelo grupo controle de baixo risco, (formado aleatoriamente e representando práticas habituais de beber entre universitários). Neste estudo, os membros do sistema americano grego estiveram tão dispostos a diminuírem o consumo quanto seus colegas de fora dessas comunidades. No entanto, o projeto Lifestyle 94 demonstrou resultado modesto na redução de consumo alcoólico entre os membros das comunidades do sistema grego americano: esses alunos continuaram a relatar uso de bebida em excesso bem como conseqüências de tal uso problemático, mais do que seus colegas de comunidades não

8 gregas. Constatou-se esse efeito especialmente nas moradias masculinas, que disseram consumir maior quantidade de álcool durante o período da terapia. Além disso, as moradias masculinas que não receberam o programa relataram aumento real dos sintomas de dependência de álcool durante os primeiros dois anos de faculdade. Assim sendo, apesar da redução de riscos promovida pela instalação do programa ter sido significativa para o subgrupo estudado, terapia breve realizada para membros das organizações americanas gregas não foi suficiente para diminuir os riscos para níveis semelhantes àqueles da população universitária normal, que bebe pouco. Resultados similares foram obtidos com a terapia seletiva de prevenção utilizada por GARVIN et al. (1990). Turmas inteiras de calouros foram submetidas aleatoriamente a diferentes abordagens: 1) Aula de educação para o álcool (utilizando filmes e discussões sobre os riscos da bebida a longo prazo); ou 2) Aulas de treinamento de educação comportamental cognitiva; ou 3) Treinamento de auto-monitoramento para consumo de álcool ou 4) Sem intervenção. Os indivíduos, nas três condições de intervenção, encontraram-se semanalmente e monitoraram o quanto bebiam por oito semanas, deram informações detalhadas sobre seus padrões de consumo e as circunstâncias em que bebiam. Todos os indivíduos completaram as entrevistas de seguimento no início do tratamento e após cinco meses (SOBELL et al., 1979). Embora os indivíduos no programa de educação quanto ao uso de álcool mostrassem, no início, taxa de declínio maior, após cinco meses de acompanhamento esse efeito já havia desaparecido. Ao contrário, indivíduos em ambas as condições de treinamento e de auto-monitoramento mostraram reduções significativas no consumo de bebidas mesmo após cinco meses. Não houve diferenças entre treinamento e apenas monitoramento. Infelizmente, mesmo os indivíduos que receberam essas intervenções, continuaram a

9 relatar a média de consumo de doses padrão por semana de acompanhamento, consideravelmente mais altas do que as taxas referidas por alunos fora das comunidades gregas. Como essa pesquisa não incluiu mensuração de problemas relacionados ao uso de álcool, é difícil avaliar o impacto dessas intervenções quanto aos riscos dos participantes. Além disso, problemas como estipular o que era uma dose de álcool e o uso de amostras muito pequenas, limitaram as conclusões baseadas nesta pesquisa. Especificamente, a inclusão de apenas uma moradia por tipo de abordagem cria confusão entre os efeitos do programa e os efeitos do meio sobre as pessoas. Contudo, esses resultados forneceram estratégias promissoras para serem aplicadas contra problemas relacionados ao uso de álcool. O projeto Lifestyle 94 (BAER, 1993; MARLATT, BAER, & LARIMER,1995) e as terapêuticas de auto-monitoramento e treinamento, utilizadas por GARVIN (1990), compartilharam vários pontos em comum, que poderiam estar por trás da alta efetividade destes métodos, diferenciando-os dos anteriores. Primeiro, os indivíduos em ambos os estudos eram calouros e, como tais, significativamente mais jovens e menos expostos ao meio universitário (KIVLAHAN et al., 1990; BAER et al., 1992; BAER, 1993). Como esses jovens estavam em fase de transição de estilo de vida, na qual o uso de álcool com risco torna-se mais freqüente, é possível que uma breve terapia no início de suas vidas universitárias, tenha servido como prevenção de comportamentos de alto risco, e acelerado o processo de amadurecimento dos mesmos (MARLATT, BAER & LARIMER, 1995). Estes autores lançam a hipótese de que os alunos mais velhos, que continuam bebendo excessivamente, teriam mais conseqüências nocivas associadas ao uso do álcool e poderiam precisar de terapêutica ou de prevenção adicionais. Assim, a inclusão de indivíduos mais velhos nos programas de prevenção,

10 poderia atrapalhar a avaliação que vise detectar os efeitos de uma terapia, a mais breve possível, sem outros fatores intervenientes (JOHANSON et al., 1988 b). Um segundo aspecto em comum foi que ambos os procedimentos serviram para aumentar a conscientização quanto aos padrões de uso de bebidas alcoólicas e os fatores de riscos associados a esse uso, bem como as suas conseqüências negativas (entrevista motivacional de MILLER & ROLLNICK, 1991). Esse aumento da conscientização e a ênfase nos fatores de riscos pessoais são componentes chaves de várias teorias de mudança de comportamento, particularmente nos modelos de mitos de saúde (Health Beliefs Model - MAIMAN & BECKER, 1974). A ênfase sobre informações de riscos pessoais, quando comparadas às campanhas que utilizam informações não personalizadas sobre saúde, é condição necessária para a motivação individual visando às mudanças de comportamentos de risco (MILLER & ROLLNICK, 1991). Embora a motivação não tenha sido avaliada no estudo de GARVIN (1990), os indivíduos avaliados no projeto Lifestyle 94, que receberam a entrevista de feedback, relataram aumento de motivação. O mesmo resultado foi observado num teste com a escala URICA (University of Rhode Island Change Assessment) modificada. Assim sendo, acredita-se que esses efeitos motivacionais, isoladamente, seriam suficientes para gerar mudanças. Em muitos casos, o aumento exclusivo da motivação individual pode não ser suficiente para produzir mudança de comportamento. A teoria da aprendizagem social (BANDURA 1977, 1986) sugere que o comportamento dos indivíduos é influenciado pelo grupo em que convive e pelas normas gerais e específicas criadas por esse próprio grupo e é de fundamental importância na abordagem que utilizaremos, bem como na compreensão dos fenômenos envolvidos no beber para sentir-se parte do

11 grupo. Essas normas, em conjunto, formam um tipo de ambiente, ou comunidade estruturada sobre fatores de risco, podendo se tornar um obstáculo às mudanças dos indivíduos (KOEPSELL et al., 1992; DIEHR et al, 1993). e, é de fundamental importância na abordagem que utilizaremos bem como na compreensão dos fenômenos envolvidos no beber para se sentir parte do grupo ou porque todo mundo bebe. Um terceiro aspecto foi o impacto, em potencial, dos fatores de riscos ambientais. O feedback apresentado na abordagem da entrevista motivacional incluiu comparações entre normas gerais e específicas do uso de bebidas alcoólicas, bem como a comparação do modo de beber dos indivíduos dentro das normas gerais do câmpus. As reduções do consumo de bebida no projeto Lifestyle 94 estiveram também associadas com pequenas, mas significativas reduções do uso de álcool dentro das normas específicas (MARLATT et al., 1995). Embora as normas específicas não tenham sido diretamente atingidas ou avaliadas por GARVIN (1990), a participação dos grupos de calouros nesses programas de prevenção pode ter exercido grande efeito na redução da ingestão alcoólica entre os grupos de amigos. O potencial para modificar as normas gerais e as específicas, relacionadas ao beber excessivo, representa avanço significativo nesses estudos quando comparado as abordagens que usam treinamento de habilidades e educação. Contudo, nenhuma abordagem foi suficientemente eficaz para direcionar e modificar os riscos associados às moradias americanas do sistema grego. Algumas pesquisas sugerem que aspectos únicos das repúblicas e moradias estudantis americanas (do tipo chamadas sistema grego ) podem servir para manter ou promover embriaguez entre seus membros. Isso inclui processos normativosociais bem como os aspectos físicos desses ambientes. Vários tipos de normas parecem estar relacionados com uso de álcool com embriaguez (binge drinking) e aumento da

12 incidência dos problemas a ele associados, principalmente nas moradias masculinas (BAER, 1994; LARIMER, 1992 apud DIMEFF et al, 2002; FAULKNER, ALCORN & GARVIN, 1989; GOODWIN, 1989). Essas normas incluem o aumento de quantidade e freqüência do uso de bebidas dentro de algumas casas em particular e no sistema como um todo (BAER, STACY & LARIMER, 1991; LARIMER, 1992 apud DIMEFF et al, 2002; GOODWIN, 1989). As pesquisas sugerem que os indivíduos que mais faziam uso de álcool, dentro dessa organização, foram àqueles influenciados por normas de beber bastante exageradas (LARIMER, 1992 apud DIMEFF et al, 2002; BERKOWITZ & PERKINS, 1986). Pode ser que o uso de bebidas alcoólicas seja visto como um ideal, por homens e mulheres, dentro do sistema grego, e por membros cujas moradias tenham atingido esta meta. Se comparadas às casas nas quais a ingestão de álcool era moderada ou baixa, aquelas com reputação de consumo excessivo foram consideradas, pelos próprios integrantes, como mais positivas numa série de itens, incluindo popularidade (LARIMER, 1992 apud DIMEFF et al., 2001). A capacidade de julgamento crítico sobre a importância das normas do uso de bebidas alcoólicas para a reputação social do indivíduo na organização grega pode ser bom prognóstico do comportamento individual (FAULKNER et al., 1989; LARIMER & MARLATT, 1991; LARIMER, 1992 apud DIMEFF et al., 2001). Em uma universidade do sul dos Estados Unidos, FAUKNER et al. (1989) estudaram o comportamento de consumo de álcool de calouros de cinco moradias masculinas, constatando que o uso de álcool durante o primeiro mês poderia ser melhor predito pela percepção que os indivíduos tinham quanto aos valores de socialização do álcool dentro de suas casas. Os indivíduos que acreditavam que o uso de álcool era importante para as funções sociais da casa, bebiam mais do que os outros. Esse valor de socialização dado

13 ao álcool foi melhor preditor de consumo do que outras variáveis previamente estudadas como o simples hábito de beber, hábitos e normas das famílias em que foram criados e religiosidade. Como as mulheres não foram incluídas no estudo de FAULKNER et al. (1989), não fica claro se a percepção sobre o valor de socialização do álcool poderia prever, da mesma forma, o hábito de beber nas moradias femininas. Relacionadas ao hábito de beber, foram relatadas normas específicas de aceitação do indivíduo dentro do grupo de homens ou mulheres do sistema grego. GOODWIN (1989, 1990) investigou as perspectivas dos membros de moradias masculinas e femininas, quanto à aceitação da intoxicação alcoólica, em várias situações sociais, quanto às percepções de normas de comportamento nas moradias e seus hábitos atuais de beber. Os resultados indicaram que, a aceitação de intoxicação bem como a percepção das normas (DIMEFF et al, 2002; MARLATT et al, 1998; WECHSLER et al, 1994). de beber estavam relacionadas aos hábitos de beber previamente relatados por antigos moradores. Da mesma forma (LARIMER, 1992 apud DIMEFF et al, 2002) constatou-se que os estudantes com reputação de consumo excessivo de álcool e de outros comportamentos de alto risco eram mais aceitos dentro dessas moradias do que os membros com reputações de baixo consumo de álcool. Efeitos de modelação 3 podem cumprir papel importante no uso excessivo de bebidas entre os membros do sistema grego. Uma pesquisa indica que, estudantes expostos a outros que bebem excessivamente, intensificam significativamente seu consumo de álcool, enquanto que imitar aqueles que bebem pouco têm efeito contrário (CAUDILL & MARLATT, 1975). Essa influência de amigos têm sido observada principalmente entre homens com histórico de uso excessivo de álcool, quando 3 Modelação define a aprendizagem por observação de um modelo (Bandura, 1977).

14 comparados a mulheres que bebem em excesso ou àqueles que consomem menos em ambos os sexos (COLLINS et al., 1985; LIED & MARLATT, 1979). Além disso, aspectos físicos dos ambientes de festas mostraram-se relacionados ao consumo de álcool e submissão a seus riscos (como dirigir embriagado) pelos indivíduos participantes (GELLER et al., 1986). Isso inclui o tipo e conteúdo de bebida servida, bem como se o sistema da festa é self-service, ou se existe um garçom servindo os convidados (GELLER & KALSHER, 1990). GELLER et al. (1991) demonstraram que as festas nas moradias que serviam bebidas de baixo teor alcóolico não levavam os convidados a aumentarem as doses ou a se queixarem que só havia bebidas fracas. Ao contrário, resultaram em níveis de álcool sangüíneos mais baixos no final da festa. 3. Experiência brasileira No Brasil, não existem levantamentos que permitam comparações semelhantes. Todavia, a forma de uso de álcool entre os jovens brasileiros é semelhante ao descrito para países da Comunidade Britânica e Estados Unidos e bem diferentes de países como Portugal, Espanha e Itália. Entre esses últimos, bebidas alcoólicas são um alimento e aprende-se a utilizá-las em casa, com os pais e outros familiares, em quantidades que poderão (ou não) aumentar com a idade. Todavia, no Brasil, sair para beber significa, freqüentemente, sair para se embebedar. É comum, e esperado pelos pais, receber o adolescente bêbado como parte de ritual de iniciação à idade adulta. Esse beber se embriagando apresenta, como já foi mencionado, inúmeros riscos: gravidez indesejada, doenças sexualmente transmissíveis, incluindo aids, queda no rendimento escolar, acidentes com veículos e envolvimento em brigas e estupros, tanto

15 como agente quanto como vítima. Além do mais, será embriagado que a maioria usará outras drogas, tendo inclusive menos crítica para resistir à pressão dos colegas. Desde 1997, a UNESP vem se preocupando de forma mais sistemática com os inúmeros problemas decorrentes do uso excessivo de álcool e drogas entre seus estudantes. Para tanto, criou-se um programa de prevenção chamado VIVER BEM UNESP e está em funcionamento desde 1999 (mais informações no site Foi feito um levantamento do uso de álcool e drogas entre seus estudantes e constatou-se que o álcool é, de longe, a droga mais utilizada pelos jovens. Notamos que os denominadores e fatores de risco comuns ao maior uso de álcool entre universitários na UNESP (o chamado beber se embriagando, ou seja, beber muito a cada vez que se bebe) foram, além de ser homem, fumar (tabaco), ter feito uso de droga ilícita antes de entrar para UNESP e ter uma atitude favorável ao uso de álcool, incluindo ter amigos que também aprovam o uso mais intenso de álcool ou drogas. Antecedentes familiares de uso de drogas (pai, mãe, irmão) também favoreceram o uso. Tais dados são semelhantes aos encontrados em outras universidades brasileiras. O projeto de prevenção destinado aos alunos é baseado no método BASICS (DIMEFF et al, 2002) que foi desenvolvido especificamente para universitários que bebem muito e consomem álcool de maneira nociva e foi testado com estudantes universitários nos Estados Unidos com bons resultados tanto na University of Washington (Seattle, USA) onde foi desenvolvido (MARLATT et al., 1998, BAER et al., 2001), como em outras universidades americanas (BORSARI e CAREY, 2000; MURPHY et al., 2001) (DIMEFF et al, 2002; MARLATT et al, 1998; WECHSLER et al, 1994). et al., 2001). Este método usa a abordagem de redução de danos, na qual a

16 meta primária é fazer o aluno reduzir comportamentos de risco e os efeitos prejudiciais da bebida. Portanto, difere de programas que têm como único objetivo a abstinência da substância, o que seria ideal, porém raramente possível. As figuras 1 e 2 mostram recomendações e estratégias utilizadas com os estudantes.. Figura 1 NÃO BEBA NADA SE ESTÁ/FOR Grávida ou considerando gravidez Amamentando Usando medicação que interage com álcool Dependente de álcool ou Contra-indicado por algum problema de saúde Figura 2 ESTRATÉGIAS PARA DIMINUIR CONSUMO DE ÁLCOOL Fique de olho em si mesmo. Vá devagar na ingestão de álcool. Dê um tempo entre os drinques. Escolha outras bebidas entre os drinques Escolhas bebidas mais fracas: cerveja ou vinho ao invés de destilados. Beba qualidade em vez de beber em quantidade. Aproveite os efeitos suaves, gostosos da bebida. Na redução de danos - um dos referenciais teóricos subjacentes a esse método - propõe-se um modelo de modificações contínuas, reconhecendo que tais mudanças de estilo de vida ocorrerão gradualmente. A redução de danos incentiva primeiramente as metas mais próximas e posteriormente as mais distantes ou difíceis de serem atingidas. Assim, usar bebido com menor teor alcoólico, ficando menos alcoolizado ao beber,

17 seria uma estratégia considerada bem sucedida. Utilizando princípios básicos da análise de comportamento, o terapeuta reforçaria aproximações sucessivas ao novo comportamento (no caso, beber menos, mais devagar, com o estômago cheio, com menos embriaguez), visando a diminuição dos riscos. As técnicas do BASICS podem ter uma aplicação mais ampla. Uma extensão lógica poderia ser a aplicação desses mesmos procedimentos a grupos menores de alunos que procuram os serviços por problemas decorrentes do álcool. Além disso, tais procedimentos poderiam ser empregados para grupos maiores, com uma identidade comum e hábitos de beber bem estabelecidos (como ocorre em repúblicas e moradias estudantis), nas quais o grupo ou a casa serviriam como uma "unidade de análise" também no tratamento de um indivíduo deste grupo. Talvez possa ser, ainda, uma forma eficaz de intervenção dentro dos serviços de cuidados básicos de saúde, aumentando as possibilidades de tratamento preventivo para aqueles jovens que bebem de modo excessivo. A intervenção consiste em apresentar aos alunos com padrões de consumo alto de álcool os riscos potenciais à saúde associados a esse consumo, além de outros comportamentos de risco relacionados ao uso de álcool (como sexo sem proteção, obesidade, uso de outras drogas, acidentes automobilísticos e brigas), bem como sugerir estratégias específicas para tentar reduzir esses riscos, saindo do padrão habitual de beber com intoxicação, melhorando sua qualidade de vida, seu desempenho escolar e diminuindo o número de complicações. Estamos atualmente aplicando o método BASICS visando diminuir o uso problemático ou com embriaguez de bebidas alcoólicas e suas conseqüências negativas, na expectativa que ao apreenderem com responsabilidade a beber, certamente

18 diminuirão os problemas associados ao uso de álcool. Abaixo mostramos alguns resultados obtidos, em estudo ainda em andamento, bem como problemas que surgem na aplicação de um método de prevenção individualizado, como é o caso: a) Identificar cada estudante sem expô-los ao sarcasmo e/ou brincadeiras dos outros não é fácil. Além de o programa precisar enfatiza a melhor qualidade de vida, é preciso ter apoio institucional para que funcione. Ter tal apoio foi muito importante para o programa de prevenção ter sucesso, especialmente se o entrevistador não é docente daquela faculdade específica. Via de regra, também, não é possível oferecer qualquer tipo de reforço para o estudante que participe, pois não havia ninguém disposto a bancar tal estímulo e alguns acharam que é inadequado reforçar o comportamento de beber. A maioria dos trabalhos americanos, no entanto, cita tais recompensas. Sem dúvida ela representa uma postura diferente da cultura brasileira e americana. Este fato pode ter tido um impacto na participação dos estudantes. b) Surpreendeu-nos o fato de que cerca de 25% dos estudantes são identificados através do AUDIT escore 8 e/ou 7 ou mais conseqüências associados ao uso de álcool pelo RAPI. Ambas medidas são bastante superponíveis embora o AUDIT 8 selecione mais estudantes que o RAPI. c) Os dados socio-demográficos mostram estudantes de classe média e média alta, vivendo com amigos e longe dos pais como era esperado. É interessante o fato de que 14% deles moram com alguém que eles avaliam como tendo um problema com álcool. De fato, a maioria deles diz que bebe tanto como seus colegas e amigos e que isso seria a média, a norma com relação às bebidas. Na IB foi colocado aos estudantes, individualmente, que tinham sido selecionados por estarem entre os 25% que mais bebiam nos câmpus, para surpresa da maioria. Na mesma ordem de idéias, apenas dois

19 estudantes disseram ter expectativas ruins com relação ao uso de bebidas alcoólicas. Ou seja, foi apontado a eles que mais não era melhor com em relação ao álcool, tendo sido discutido com eles os efeitos bifásicos do álcool no organismo, no qual uma fase de depressão sucede rapidamente a de relaxamento imediatamente após ser alcançada a alcoolemia maior que 0,055%. Os estudantes recebem um gráfico individualizado para seu sexo e peso. As figuras 1 e 2 ao lado ilustram a alcoolemia atingida por homens e mulheres dependendo da quantidade e da rapidez da ingestão da bebida. Níveis sanguíneos de álcool em função do número de drinques e tempo determinados por peso nas mulheres Mulher 45 kg Mulher 64 kg Mulher 80 kg 120 ml de vinho ou 1 cooler UM DRINQUE é igual: 350 ml de cerveja 1 coquetel ou 1 dose de destilado de de horas Drinques Mulher 53 kg de de horas Drinques de de horas Drinques Mulher 73 kg de de horas Drinques de de horas Drinques Mulher 90 kg de de horas Drinques Esta lista é para sua informação e não significa que beber é seguro. O uso de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos é ilegal. Dirigir alcoolizado é ilegal em qualquer idade. Para maiores informações, procure a UNAMOS ou a Vice diretoria de sua unidade ou ligue para o Ambulatório de Psiquiatria da UNESP Informações adicionais site:

20 Níveis sanguíneos de álcool em função do número de drinques e tempo determinados por peso nos homens Homem 54 kg Homem 73 kg Homem 90 kg 120 ml de vinho ou 1 cooler UM DRINQUE é igual: 350 ml de cerveja 1 coquetel ou 1 dose de destilado de de horas Drinques de de horas Drinques de de horas Drinques Homem 64 kg Homem 80 kg Homem 100 kg de de horas Drinques de de horas Drinques de de horas Drinques Esta lista é para sua informação e não significa que beber é seguro. O uso de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos é ilegal. Dirigir alcoolizado é ilegal em qualquer idade. Para maiores informações, procure a UNAMOS ou a Vice diretoria de sua unidade ou ligue para o Ambulatório de Psiquiatria da UNESP Informações adicionais site: ww.viverbem.fmb.unesp.br d) O fato de que encontraríamos mais homens que mulheres era também esperado, como todos os estudos populacionais em diferentes populações, no assunto, mostram (WILSNACK, 1989). Na questão de gênero ainda, pudemos notar que usam mais álcool com amigos, especialmente amigos homens, tanto rapazes como moças. e) Um estudo anterior com esta população, (ANDRADE et al, 1997; KERR- CORRÊA et al, 2001) mostrou que poucos dos alunos usuários maiores de álcool tinham uma prática religiosa. Aqui, 21% disseram ser agnósticos ou ateus e 79% que eram religiosos. Esses números são bem diferentes dos da população brasileira onde 95% tem alguma prática religiosa. f) Tentamos também ver quais seriam os incentivos citados para diminuir o uso de bebidas alcoólicas. Embora fazer economia fosse citado (24,1%), perda de peso (9,9%) e manter/cumprir com as responsabilidades (12,8%) também foram importantes. Todavia, 24% acham que não bebem demais e que não há motivo para preocupação.

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