XVII ENERJ. A Importância da Termoeletricidade na Matriz Elétrica Brasileira para os próximos 5 e 10 anos. Cenário de uso reduzido de reservatórios

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1 XVII ENERJ A Importância da Termoeletricidade na Matriz Elétrica Brasileira para os próximos 5 e 10 anos. Cenário de uso reduzido de reservatórios 27 de novembro de

2 Considerações Iniciais Cenário Atual: Redução da participação de energia hidrelétrica, em especial, no que se refere às hidrelétricas com reservatório; Maior participação de fontes alternativas de energia, especialmente eólicas e, em menor escala, solar. Tais usinas têm características de intermitência; O despacho mais intenso das termelétricas, observado a partir de 2012, deve ser entendido como uma condição estrutural nova do Sistema Elétrico Brasileiro. Diante deste cenário é muito importante aprimorar a análise dos impactos desta nova matriz elétrica na operação do sistema e sugerir mudanças no perfil da expansão da geração elétrica brasileira. 2

3 Cenário atual. Sobreutilização dos reservatórios Mudança de característica de regularização do reservatório equivalente do SIN : Anual para esvaziar e Plurianual para encher. Termelétricas com CVU s baixos e elevados, operando na base. 3

4 Cenário atual. 120,0 100,0 80,0 [%] 60,0 40,0 20,0 0,0 Comparação entre os reservatórios em 25/11/2014 e 25/11/2015: Energia Armazenada nos Reservatórios do SE/CO 27,6 15, [%] Volume Útil do Reservatório de FURNAS [%] 150,00 100,00 50,00 0,00 23,17 10, ,0 100,0 80,0 [%] 60,0 40,0 20,0 0,0 Energia Armazenada nos Reservatórios do NE 13,0 5, [%] Volume Útil do Reservatório de Sobradinho [%] 120,00 100,00 80,00 60,00 40,00 20,00 0,00 16, ,52 120,0 100,0 80,0 [%] 60,0 40,0 20,0 0,0 Energia Armazenada nos Reservatórios do Sul 96,8 68, [%] Volume Útil do Reservatório de S. Santiago[%] 89,65 99,

5 A Segurança Eletroenergética. Operação do Futuro Sistema Elétrico Brasileiro Expansão da Geração no N e NE do Brasil: Geração eólica no NE (pouco contribuem para a inércia do sistema); Região SE/CO cada vez mais dependente de Intercâmbios de Transmissão com as outras regiões (Problemas de Estabilidade de Tensão). Necessidade de expansão de geração no SE 5

6 O Papel das Termelétricas. Preocupações para acomodar montantes maiores de fontes intermitentes Demanda Fontes Convencionais. ~ ~ SIN Demanda Demanda Fontes Intermitentes GD (Geração distribuída micro e mini) Aumento de fontes intermitentes e GD: Necessidade de geração de backup e reserva de potência. Aumenta nível de imprevisibilidade no SIN. Necessidade de modernização de equipamentos para estabilidade dinâmica. Aumenta a complexibilidade da operação da rede. 6

7 A Segurança Eletroenergética. Diversificação Equilibrada das Fontes Hidrelétricas, Gás Natural, GNL, Carvão, Biomassa, PCH, Eólica, Solar, Nuclear, [Óleo Combustível, Óleo Diesel]* Confiabilidade e segurança do sistema em qualquer época do ano. As vantagens e desvantagens de cada fonte devem ser adequadamente ponderadas, a fim de determinar a melhor configuração para a expansão da matriz elétrica. Uma matriz diversificada de forma estrutural é um importante passo para a segurança eletro-energética * Somente em situações emergenciais ou em sistemas isolados. 7

8 Matriz Elétrica Ideal Expansão de Curto / Médio Prazo. UHE s UTE s Eólicas / Solares GN Onshore: GNL: Carvão: Biomassa: Pouca disponibilidade no momento Fundamental dar continuidade ao processo de leilões da ANP. Como incluir a logística do GNL no preço e no ICB? Como minimizar efeitos do despacho intermitente? Nacional: Sul do país; Preço baixo; Maior necessidade de equipamentos de controle de poluição. Importado: Preço atrelado ao dólar e logística de portos. Garantia do suprimento do combustível Logística de integração. 8

9 Desafios para a Geração Termelétrica a GN. GNL - Desafios para a GT: Necessidade de despacho antecipado; Volatilidade do preço internacional; custo elevado para a construção de novos terminais e logística. Gás do Pré-Sal - Desafios para a GT: Gás Não Convencional - Desafios para a GT: Tecnologia para exploração. Térmicas têm que estar Fully Dispatched para monetizar o gás; Construção de Sistema de gasodutos e/ou clusters. Grandes Desafios: Necessidade de comprovação de garantia do combustível por 15 anos Penalização por falta de combustível (impagável) 9

10 Infraestrutura de Transporte de Gás Natural Necessidade de expandir a rede de gasodutos para o interior; Necessidade de criar geração termelétrica na boca do poço e transportar a energia pela rede de transmissão. 10

11 Necessidade de Viabilização de GNL a Curto /Médio Prazo 1- Formas de Viabilização: Transporte de GNL atual Estação de Regaseificação Existente Transporte de GNL (possível) no futuro Estação de Regaseificação a Construir 11

12 Necessidade de Viabilização de GNL a Curto /Médio Prazo Formas de Viabilização do GNL: Médio Prazo Transporte de GNL É muito difícil viabilizar os investimentos de GT + Estação Regaseificadora + Gasodutos de transferência, com os preços dos leilões; Estação Regaseificadora Nova Para poder equacionar são necessárias soluções atípicas: grande montante de GT, venda de gás, etc. 12

13 Estudo em andamento na ABRAGET, para apresentar à EPE / MME / ANEEL / ONS / CCEE: Terminal de Regaseificação P1 P2 P3 P4 P5 Fornecimento do GNL a participantes do condomínio Agentes participantes do condomínio permite mitigar o risco de grandes UTEs com um único empreendedor Como viabilizar o condomínio? Análise da operação compartilhada do Terminal de Regaseificação; Tributo / Impostos;... Estudos que estão sendo preparados pela ABRAGET 13

14 Desafios para a Geração Termelétrica a Carvão. Carvão Importado: Possibilidade de utilização de GT a carvão importado em qualquer subsistema Vantagens: Sem despacho antecipado; Estoque regulador permite confiabilidade. Desafios: Preço do carvão importado; Preço do transporte. Carvão Nacional: Minas de carvão a céu aberto Locação forte para geração térmica no subsistema Sul Vantagens: Preço; Maior inflexibilidade. Desafios: Menor qualidade do carvão requer maior investimentos em tecnologias clean Coal. 14

15 Aprimoramentos Necessários para a Expansão Termelétrica. Nos últimos leilões tivemos empreendimentos térmicos entre as usinas vencedoras; Mesmo assim, ainda existem riscos e obstáculos que impedem a valorização adequada e o pleno aproveitamento desta fonte de energia; É necessário aperfeiçoar a regulamentação, os leilões e os CCEARs de forma a obter a expansão adequada do parque gerador do SIN, quanto a: Comprovação do combustível pelo prazo de 15 anos; Modelagem das usinas nos leilões e contratos (indisponibilidades); Atrasos na geração e na transmissão; Preço e (in)flexibilidade; Penalidades extremamente severas em qualquer evento de falta de combustível. Necessidade de reconhecer os atributos de cada tipo de fonte. (leilões por fonte e por submercado) 15

16 Considerações Finais. A GT continuará a desempenhar um importante papel na matriz energética setorial; A perda de regularização dos atuais reservatórios, fará o sistema elétrico, cada vez mais refém das condições climáticas, podendo comprometer as safras, bem como a regularidade dos ventos, tornando-o cada vez mais dependente das termelétricas, para a complementação da oferta de energia firme; A despachabilidade das termelétricas e sua possível localização são atributos fundamentais em um sistema hidrotérmico, o que as diferencia das demais fontes. A expansão da capacidade instalada do Brasil, sem parcelas significativas de novas hidrelétricas, com a forte inclusão das fontes renováveis intermitentes e sazonais, terá de ser baseada em usinas termelétricas. 16

17 Considerações Finais. A dicotomia da inflexibilidade, para os fornecedores de gás, e da flexibilidade de contratação do gás para as térmicas do setor elétrico necessita ser equacionada, pois requer uma melhoria no planejamento energético e do setor elétrico. O modelo regulatório que deveria estimular a expansão seria regulação por incentivo e não regulação por penalizações. Para garantir o melhor portfólio de geração é preciso modificar as regras dos leilões de energia, definindo critérios que promovam os atributos que tenham valor para o ONS: localização, flexibilidade operacional, despachabilidade etc. Sem a incorporação desses critérios teremos uma Matriz Elétrica com um parque termelétrico inadequado do ponto de vista operacional e econômico! 17

18 MUITO OBRIGADO! ABRAGET Associação Brasileira de Geradoras Termelétricas Av. Rio Branco 53/1301 Centro Rio de Janeiro RJ Tel/Fax: (21) /

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