SAÚDE MENTAL NA ATENÇÃO BÁSICA. Outubro 2013

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1 SAÚDE MENTAL NA ATENÇÃO BÁSICA Outubro 2013

2 ATENÇÃO BÁSICA Fundamentos e Diretrizes cuidado e gestão, democráticas e participativas, trabalho em equipe, populações de territórios definidos, com responsabilidade sanitária. Atenção Básica - Deve ser o contato preferencial dos usuários, a principal porta de entrada e centro de comunicação da Rede de Atenção à Saúde Conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, redução de danos e a manutenção da saúde.

3 O Início da Conversa O que há de SM na AB? A Política Nacional de Atenção Básica tem na Saúde da Família sua estratégia prioritária para expansão e consolidação da atenção básica. Cobertura Nacional da ESF: 52% Lógica (Ética) de Redução de Danos como diretriz na PNAB (2011) Equipes para populações específicas, em especial as Equipes de Consultório na Rua (90 ecr) Presença de psicólogos em 85% das equipes NASF no Brasil, além das demais categorias ligadas a SM NASF no Brasil (1498 municípios 1410 tem até 2 equipes implantadas 46 com NASF 3 implantados)

4 INFORMAÇÕES PRELIMINARES: 1 Frequência dos profissionais no NASF I & II: Profissional Percentual de NASF I e II com o Profissional na Equipe PSICOLOGO 85,7 FISIOTERAPEUTA GERAL /LUDOMOTRICISTA CINESIOLOGO LUDOMOTRICISTA 85,3 NUTRICIONISTA NUTRICIONISTA SAUDE PUBLICA 82,1 ASSISTENTE SOCIAL 68,3 AVALIADOR FISICO ORIENTADOR FISIOCORPORAL / PREPARADOR FISICO / TECNICO DE DESPORTO INDIVIDUAL E COLETIVO EXCETO FUTEBOL / PROFESSOR DE EDUCACAO FISICA NO ENSINO SUPERIOR / PROFESSOR DE EDUCACAO FISICA NO ENSINO MEDIO / PREPARADOR DE ATLETA /TREINADOR PROFISSIONAL DE FUTEBOL FONOAUDIOLOGO 47,7 FARMACEUTICO BOTICARIO FARMACEUTICO COSMETOLOGO FARMACEU 41,9 MEDICO PEDIATRA 23,1 TERAPEUTA OCUPACIONAL 22,6 MEDICO GINECOLOGISTA E OBSTETRA 20,5 MEDICO PSIQUIATRA 7,7 PSICOLOGO DO TRANSITO PSICOLOGO SOCIAL 1,6 MEDICO HOMEOPATA 1 MEDICO CLINICO 0,4 MEDICO ACUPUNTURISTA 0,3 MEDICO VETERINARIO MEDICO VETERINARIO DE SAUDE PUBLICA ME 0,2 MEDICO GERIATRA 0,1 61,1

5 O Início da Conversa O que há de SM na AB? Os sofrimentos psíquicos mais frequentes na AB são: depressão, ansiedade, somatização e abuso ou dependência de álcool. No caso das psicoses, a Atenção Básica colabora com os serviços especializados para o reconhecimento precoce e acompanhamento dos casos. A formação generalista dos médicos e enfermeiros da AB permite um cuidado integral (sem separar o físico do mental), centrado na pessoa. O ACS é um personagem-chave na estratégia saúde da família. Ele liga a equipe à comunidade, destacando-se pela comunicação e entrosamento com as pessoas da região. É um elo cultural do SUS com a população. Seu contato permanente com as famílias permite o trabalho de vigilância e promoção de saúde, além de contribuir para a continuidade dos tratamentos.

6 Informações Preliminares - PREVALÊNCIA : - HAS: 23% na população geral. - DM: 6,4%, na população geral. - Transtorno Mental Comum/Leve: 22,7-38% na população geral. - Transtorno Mental Severo: 9-12% na população geral. *Para efeito de cálculo: Segundo a ANS, em set/ milhões de brasileiros possuíam Plano de Saúde. % População SUS = (pop. Total adulta pop c/ Plano de saúde)/população total adulta) * 100 População SUS = 75% população brasileira população total adulta cerca de 118 milhões

7 NASF Dispositivo privilegiado para discussão da Saúde Mental na AB; Equipes compostas por profissionais de diferentes áreas de conhecimento, que devem atuar de maneira integrada e apoiando os profissionais das ESF, compartilhando as práticas e saberes em saúde nos territórios, atuando diretamente no apoio matricial às equipes da(s) unidade(s) na(s) qual(is) o NASF está vinculado.

8 Apoio Matricial O Apoio: função gerencial que pressupõe relação horizontal, desburocratizada, suporte, dimensão pedagógica na gestão do trabalho; Se dá sobretudo em ato, nos encontros ; Pede porosidade, capacidade de afetar e ser afetado; Prática técnica e relacional; Pode ampliar a potência de pensar, de inventar, de (inter)agir, de cuidar. Apoio indica uma pressão de fora, implica trazer algo externo ao grupo que opera os processos de trabalho. Quem apóia sustenta ao outro, sendo também sustentado. ( Wagner (Gastão

9 Algumas Práticas Específicas do Matriciamento Discussão de casos clínicos; Atendimento conjunto; Capacitação sobre temas relevantes para as equipes (demanda explícita ou percebida/pactuada); Construção de protocolos com as equipes; Suporte na implantação/incorporação de novas práticas (ex: grupos terapêuticos e educativos, técnicas de escuta); Suporte na construção de projetos terapêuticos singulares; Suporte no manejo de questões do território.

10 Efeitos do NASF Integração da Rede de Atenção à Saúde e seus serviços (ex.: CAPS, CEREST, Ambulatórios Especializados, etc.), além de outras redes como SUAS, redes sociais e comunitárias. Revisão da prática do encaminhamento / responsabilização compartilhada. Contribui para a integralidade do cuidado principalmente por intermédio da ampliação da clínica. Aumento da resolutividade / capacidade de cuidado das equipes de saúde diante de necessidades individuais e coletivas, clínicas e sanitárias; - Alteração do lugar e da dinâmica das especialidades.

11 As Formações em Saúde A formação em saúde no Brasil não prepara os profissionais para o trabalho no SUS, de forma colaborativa (interdisciplinar) e territorializada. Foco em uma formação de caráter individualizado (clínico) e desconectado da lógica territorial e em rede.

12 Pontos para Discussão O território é o locus e conceito fundamental para o trabalho na AB e SM; A Clinica Protocolar instituída na Atenção Básica e a Clínica Artesanal que acontece na Saúde Mental; 50% das esf realizam de modo ruim ou muito ruim o cuidado a hipertensão de diabetes; Tradição da AB em se dedicar aos Programas (hipertensão, diabetes, saúde da mulher, criança e bucal...);

13 SAÚDE MENTAL NO PMAQ 2012

14 Programa de Melhoria do Acesso e Qualidade

15 PMAQ - Programa Nacional de Melhoria do Acesso e Qualidade Diretrizes Portaria n. 1654, de 18 de agosto de Envolver, mobilizar e responsabilizar o gestor federal, gestores estaduais, municipais e locais, equipes e usuários num processo de mudança de cultura de gestão e qualificação da atenção básica Desenvolver cultura de negociação e contratualização Estimular a efetiva mudança do modelo de atenção, o desenvolvimento dos trabalhadores e a orientação dos serviços em função das necessidades e da satisfação dos usuários Ter caráter voluntário para a adesão tanto das equipes de atenção básica quanto dos gestores municipais, partindo do pressuposto de que o seu êxito depende da motivação e proatividade dos atores envolvidos Política Nacional de Atenção Básica Portaria n. 2488, de 21 de outubro de 2011.

16 AMAQ

17 A equipe de atenção básica identifica e acompanha os usuários de álcool e outras drogas na perspectiva da redução de danos. n % , , , , , , , , , , ,5 Total ,0 0 5 : 57,8 % 6 10 : 42,2%

18 A equipe de atenção básica identifica e acompanha as pessoas com sofrimento psíquico de seu território. n % , , , , , , , , , , ,6 Total ,0 0 5 : 29,2 % 6 10 : 70,8%

19 INSTRUMENTO DE AVALIAÇÃO EXTERNA PMAQ MÓDULO II

20 Qual a freqüência que a equipe recebe o apoio matricial? Abs. % Semanal Quinzenal Mensal Trimestral Semestral Sem periodicidade definida , , , , , ,55 Total ,00

21 O protocolo de acolhimento à demanda espontânea considera: Problemas relacionados à saúde mental Abs. % Sim 110 1,72 Não ,28 Total ,00

22 A equipe teve preparação para o atendimento dos usuários com transtorno mental? Abs. % Sim ,8 Não ,2 Total ,0

23 A equipe de atenção básica possui registro do número dos casos mais graves de usuários com transtorno mental? Abs. % Sim ,7 Não ,3 Total ,0

24 A equipe de atenção básica possui registro dos usuários com necessidade decorrente do uso de crack, álcool e outras drogas? Abs. % Sim ,8 Não ,2 Total ,0

25 Dados do SIAPES Agosto 2013

26 Equipes de Atenção Básica para Populações Específicas A Política Nacional de Atenção Básica (Portaria 2.488/2011) - prioridade da Rede de Atenção à Saúde, orientada pelos princípios da universalidade, acessibilidade, vínculo, continuidade do cuidado, integralidade da atenção, responsabilização, humanização, equidade e participação social. PNAB - Equipes de Atenção Básica para Populações Específicas : Equipes do Consultório na Rua e Equipes de Saúde da Família para o Atendimento da População Ribeirinha da Amazônia Legal e Pantanal Sul Mato-Grossense: (Equipes de Saúde da Família Ribeirinhas (esfr) e Equipes de Saúde da Família Fluviais (esff)):

27 Consultório de Rua - Equipe itinerante com foco no atendimento a Saúde Mental Saúde Mental Proposta de Estratégia de Saúde da Família com equipes específicas para atenção integral à Saúde da população em situação de rua. ESF Sem Domicílio Consultório na Rua Equipe itinerante para Atenção Integral à Saúde da população em Situação de Rua Atenção Básica

28 Portaria Nº : 122 e 123 de 25 de Janeiro Equipes Instituídas pela Política Nacional de Atenção Básica, integram o componente atenção básica da Rede de Atenção Psicossocial.. CONSULTÓRIO NA RUA Devem seguir os fundamentos e as diretrizes definidos na PNAB, atuando frente aos diferentes problemas e necessidades de saúde da população em situação de rua..

29 Percentual de usuários em cuidado compartilhado com equipes de outros serviços - Agosto ,0 10,0 8,0 6,0 4,0 3,5 2,5 2,3 2,0 1,3 0,4 0,5 0,2 0,8 1,6 0,8 0,2 0,6 0,0

30 Média de atendimentos por agravos/condições de saúde exceto médico e enfermeiros - Agosto ,6 1,3 1,0 1,0 1,3 1,0 0,9 1,1 1,2 0,8 0,6

31 Média de atendimentos por agravos/condições de saúde, médico e enfermeiro - Agosto ,1 0,1 0,6 0,0 0,6 0,4 0,7 0,4 0,4 0,5 0,5

32 Integralidade A concepção de integralidade surge como uma dos pilares fundamentais do SUS, instituído pela Constituição Federal de Naquele contexto, tenta dar conta, principalmente, de uma certa lógica de desconexão na assistência em saúde, algo que deveria ter uma construção holística, um olhar complexo, mas que por uma certa determinação histórica não se realizou por esta via. O princípio prevê que, de forma articulada e contínua, sejam oferecidas à população ações de promoção da saúde, prevenção dos fatores de risco, assistência aos danos e reabilitação, individuais e coletivos, exigidos para cada caso em todos os níveis de complexidade do sistema. O ponto central de sua discussão é a idéia de reconexão. Um certo modelo desconectado e fragmentado se inscreveu em várias instâncias da produção de cuidado em saúde no Brasil (Mattos, 2001).

33 Integralidade A medicina integral - primeiro sentidos da integralidade trabalhado nas reflexões de Mattos (2001) Esta boa prática em saúde faz uma crítica ao modelo prático hegemônico que envolve uma atitude fragmentária, especializada e biologicista em relação à clientela. Seria a construção de uma possibilidade de encontro entre o profissional de saúde e o usuário que primaria pela ampliação dos modos de entender e operar os processos de saúde-doença. Esta atitude, segundo o autor, deveria se fomentada, ou produzida nas escolas e um valor a ser sustentado e defendido nas práticas dos profissionais de saúde (Mattos, 2001).

34 Integralidade A forma como os serviços de saúde são organizados - O segundo conjunto de sentidos da integralidade abordados pelo autor. Clínica e epidemiologia deveriam andar de mãos dadas na busca de soluções mais eficazes para responder as necessidades observadas pelas unidades de saúde em seus territórios. Deste modo integralidade seria um modo de organizar os processos de trabalho, otimizando seus impactos epidemiológicos, em uma perspectiva de ações programáticas horizontalizadas (Mattos, 2001; Camargo Jr, 2007).

35 Integralidade Respostas governamentais a determinados problemas de saúde ou ás necessidades de grupos específicos - O terceiro conjunto de sentidos da integralidade. Quanto mais plural em relação às medidas assistenciais e preventivas uma determinada política for, mais ela responderá de forma complexa e não reducionista as questões de saúde específicas, levando em consideração fatores culturais, étnicos, entre outros. O respeito às especificidades dos grupos aos quais se destinaram os programas. Este conjunto de sentidos também coloca em questão o vínculo / respeito por parte do governo com a diversidade e complexidade das questões em saúde na contemporaneidade.

36 Acolhimento Compromisso ético, estético e político. Ética no que se refere ao compromisso com o reconhecimento do outro, na atitude de acolhê-lo em suas diferenças, dor, alegrias, modos de viver, sentir e estar na vida. Estética porque traz para as relações e encontros do dia a dia a invenção de estratégias que contribuem para a dignificação da vida e do viver e, assim, com a construção de nossa própria humanidade. Política porque implica o compromisso coletivo de envolver-se neste estar com, potencializando protagonismos e vida nos diferentes encontros.

37 O Deslocamento Necessário Ao falar em SM na AB não se trata de acrescentar mais uma linha de cuidado ou tarefa a AB, mas sim incorporar na clínica da AB um olhar que inclua a formação dos processos subjetivos que constituem os sujeitos, assumir a transversalidade na AB; Necessidade de transpor para a clínica um deslocamento do cuidado ao transtorno mental (diagnóstico) para o cuidado ao sofrimento psíquico;

38 O deslocamento Necessário Assim, falar em SM na AB antes de representar uma maior clareza dos diagnósticos é propor uma clínica guiada por intensidades. Abertura para reconhecer e valorizar os pequenos movimentos no processo de cuidado; Fazer do cuidado espaço de produção de vida, em suas mais variadas formas.

39 Ofertas atuais do MS - CAB de Saúde Mental; - Manual Sobre o Cuidado à Saúde Junto a População em Situação de Rua; - CAB NASF (Dez 2013); - Curso de ações de SM na AB para todos os ACS e téc. de enfermagem do Brasil (SGETS); - Curso de qualificação dos processos de trabalho para os profissionais de ecr (SGETS) ; - Curso de qualificação dos processos de trabalho para os profissionais do NASF (SGETS); - Comunidade de Práticas (DAB).

40 OBRIGADO!!! Contatos: CGGAB/ DAB/ MS tel: (61)

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