Regimento Interno da Unidade de Auditoria Interna

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2 CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA UNIDADE DE AUDITORIA INTERNA - UAUDI Regimento Interno da Unidade de Auditoria Interna Rio de Janeiro 2015

3 CAPÍTULO I DA MISSÃO E DO ESCOPO DO TRABALHO Art. 1º A missão da Unidade de Auditoria Interna (UAUDI) é contribuir, de forma independente, para a avaliação dos controles internos no âmbito do CEFET/RJ, agregando valor às práticas administrativas particularmente aquelas relacionadas à gestão de riscos e de controles internos e governança e colaborando para a melhoria da gestão quanto à eficácia, eficiência e economicidade. Art. 2º A UAUDI realiza atividades de assessoramento à alta administração: I - propondo ações corretivas para os desvios gerenciais identificados; II - nas ocasiões em que haja suspeitas de práticas fraudulentas no âmbito da entidade, e III - que incluem parecer e aconselhamento às Áreas internas da Organização, visando à melhoria contínua dos processos de Governança, de Gestão de Riscos e de Controles dos Produtos e Serviços, mantendo a independência da Auditoria. Art. 3º O escopo do trabalho será determinado pelo grau de risco atribuído à atividade realizada pela área-objeto da auditoria, por meio de metodologia apropriada que se propõe a: I - identificar os riscos das atividades praticadas pela Autarquia e avaliar a capacidade dos controles internos em minimizar, evitar ou corrigir eventuais falhas ou irregularidades; II - verificar se as ações praticadas pelos servidores e gestores demonstra observância às leis, normas e políticas aplicáveis; III - cooperar para o aperfeiçoamento do sistema de controle interno da entidade, visando assegurar que os programas, planos e objetivos institucionais sejam realizados; IV - promover a qualidade e a melhoria contínua dos controles internos da Autarquia. CAPÍTULO II DA VINCULAÇÃO E ABRANGÊNCIA Página 3

4 Art. 4º A UAUDI encontra-se subordinada ao Conselho Diretor (CODIR) do CEFET/RJ, consoante artigo 15, parágrafo 3º do Decreto nº 4.304, de 16 de julho de Art. 5º A Unidade possui corpo funcional constituído por servidores de cargo efetivo do quadro do CEFET/RJ, hierarquicamente subordinado ao Auditor-Chefe. Art. 6º A ação da auditoria interna abrange todas as atividades, programas, operações e controles existentes no CEFET/RJ. Art. 7º À Controladoria-Geral da União (CGU) compete avaliar o desempenho das atividades de auditoria interna realizadas pela UAUDI, nos termos do artigo 24, inciso IX, da Lei nº , de 06 de fevereiro de Art. 8º A UAUDI fica sujeita à orientação normativa e à supervisão técnica da CGU, conforme disposto no artigo 15 do Decreto nº 3.591, de 06 de setembro de Art. 9º A UAUDI apresentará à CGU, anualmente, o Plano Anual de Atividades da Auditoria Interna (PAINT) e o Relatório Anual de Atividades de Auditoria Interna (RAINT), nos termos da Instrução Normativa SFC nº 07, de 29 de dezembro de 2006 e da Instrução Normativa SFC nº 01, de 03 de janeiro de Art. 10 Tanto a nomeação quanto a exoneração do Auditor-Chefe serão submetidas à aprovação do CODIR e, posteriormente, à aprovação da CGU, consoante artigo 15, parágrafo 5º do Decreto nº 4.304, de 16 de julho de Parágrafo único. A indicação para nomeação do titular da UAUDI a ser submetida à CGU pelo Diretor-Geral do CEFET/RJ após aprovada pelo CODIR deverá estar acompanhada de declaração própria, devidamente preenchida e assinada, e do curriculum vitae do indicado, nos termos do artigo 1º da Portaria nº 915, de 29 de abril de Página 4

5 Art. 11 É obrigatório o cumprimento das recomendações emitidas nos relatórios de auditorias e/ou quaisquer documentos oriundos dos trabalhos da UAUDI. Parágrafo único. No caso da impossibilidade de fazê-lo, deve ser apresentada pelo gestor da área justificativa por escrito. Art. 12 Todas as informações solicitadas pela UAUDI devem ser respondidas tempestivamente e de forma completa. Art. 13 Todos os tratamentos de deliberações exaradas em acórdãos do Tribunal de Contas da União (TCU) bem como os de Solicitações de Auditoria (SA) e de recomendações feitas pelo órgão de controle interno devem ser levados ao conhecimento da UAUDI. CAPÍTULO III DAS ATRIBUIÇÕES Art. 14 O Auditor-Chefe, com o apoio do corpo funcional da UAUDI, deve: I - desenvolver proposta do PAINT com base na metodologia de avaliação de risco desenvolvida pela Unidade, contemplando inclusive a visão do gestor; II - executar o PAINT conforme aprovado ou justificar sua eventual execução parcial em decorrência de circunstâncias ou trabalhos não previstos; III - encaminhar relatórios preliminares aos diretores sistêmicos responsáveis pelas ações auditadas, para análise dos achados e recomendações das auditorias realizadas, e se for o caso, apresentação de esclarecimentos adicionais, a fim de que o relatório final de auditoria possa registrar de forma completa as informações sobre os assuntos tratados; IV - encaminhar relatórios de auditoria periódicos para o CODIR e a CGU, nos termos das normas vigentes; V - emitir parecer, conforme previsto legalmente, no que tange ao processo de prestação de contas anual e às tomadas de contas especiais; VI - manter relacionamento com órgãos externos de controle; Página 5

6 VII - Acompanhar os planos de ação decorrentes das recomendações referentes aos achados de auditoria interna e por solicitação dos órgãos reguladores (CGU, TCU, e órgãos de controle externo), as quais permanecerão em aberto até a total implementação/regularização dos mesmos; VIII - manter nível de conhecimento suficiente e adequado do corpo funcional à execução de suas atribuições, propondo treinamentos compatíveis com as atividades realizadas; IX - avaliar propostas de inovações tecnológicas e de alterações de rotinas para a auditoria interna e implantá-las quando julgar necessário à melhoria das atividades desenvolvidas pela Unidade; X - manter o Diretor-Geral e os diretores sistêmicos informados tempestivamente dos assuntos que por sua relevância e/ou materialidade imponham uma ação imediata por parte daquela instância administrativa; e XI - acompanhar o processo de prestação de contas anual do CEFET/RJ ao TCU. Parágrafo único. A justificativa prevista no inciso II poderá ser feita quando da apresentação do Relatório Anual de Atividades de Auditoria Interna (RAINT). Art. 15 constituem prerrogativas do Auditor-Chefe: I - opinar sobre a adequação e a efetividade dos controles internos administrativos do CEFET/RJ; II - opinar acerca da gestão de riscos implantada no CEFET/RJ; III - informar sobre o andamento e os resultados do PAINT ao CODIR e à alta Administração; IV - alocar os recursos disponíveis para a Unidade e informar, ao CODIR e à alta Administração, sobre a suficiência dos recursos financeiros, materiais e de pessoal destinados à UAUDI; V - ser responsável pelo alinhamento da atuação da UAUDI com os riscos identificados na gestão; VI - ter autoridade necessária para desempenhar suas atribuições; VII - deter autonomia necessária para determinar o escopo dos trabalhos e aplicar as técnicas necessárias para a consecução dos objetivos de auditoria; e VIII - encaminhar o controle de frequências da equipe à Direção-Geral. Parágrafo único. A autonomia para o desenvolvimento, execução e apresentação dos trabalhos de auditoria estende-se aos servidores da Unidade, os quais devem reportar-se funcional e Página 6

7 administrativamente ao Auditor-Chefe. CAPÍTULO IV DAS AUTORIZAÇÕES Art. 16 Tanto o Auditor-Chefe quanto a equipe da UAUDI estão autorizados a: I - ter acesso à presidência do CODIR sempre que necessário para discutir assuntos relacionados à auditoria interna; II - obter a necessária assistência dos servidores na unidade onde a auditoria é efetuada, bem como de outros serviços especializados dentro ou fora do CEFET/RJ; e III - ter amplas condições para o exercício de suas funções, permitindo-se livre acesso a informações, sistemas, dependências e instalações, registros, propriedades, servidores e terceiros ligados à Autarquia. CAPÍTULO V DAS VEDAÇÕES Art. 17 É vedado a qualquer um dos membros da UAUDI: I - participar de atividade no âmbito do CEFET/RJ que possa ser caracterizada como ato de gestão, ou que possa vir a ser avaliada pela UAUDI durante a execução de seus trabalhos; II - ser designado para comissões de sindicância, processos administrativos disciplinares ou grupos de trabalho; III - propor ou aprovar transações contábeis no âmbito da Autarquia; IV - autorizar despesas de qualquer natureza; V - exercer autoridade hierárquica fora do âmbito da UAUDI, exceto com relação a servidores de outras unidades atuando como especialistas em missão de auditoria; e VI - substituir titulares de unidades sujeitas à auditoria. 1º Os servidores transferidos para a UAUDI não poderão auditar qualquer atividade que Página 7

8 previamente tenham diretamente executado em outra unidade da Autarquia. 2º Os servidores transferidos para a UAUDI somente poderão auditar atividades relativas ao seu setor de lotação anterior após decorrido o período de 12 (doze) meses de sua transferência ressalvadas situações excepcionais devidamente justificadas pela chefia imediata do servidor, com aprovação do Auditor-Chefe. CAPÍTULO VI FORMAS DE ATUAÇÃO DA UAUDI Art. 18 As ações de auditoria são classificadas em ordinária e especial. Art. 19 A auditoria ordinária consiste nas atividades executadas conforme previsto no PAINT. Art. 20 A auditoria especial abrange a realização de uma ação não prevista na programação anual de auditoria e objetiva o exame de fatos ou situações considerados relevantes. Parágrafo único. A determinação da execução da auditoria especial ficará a cargo do Auditor- Chefe, podendo ser solicitada pela alta Administração do CEFET/RJ ou pelos órgãos externos de controle. CAPÍTULO VII DOS PADRÕES DA PRÁTICA DE AUDITORIA INTERNA Art. 21 A UAUDI adotará, no que couber, os padrões para o exercício profissional da auditoria interna constante da Instrução Normativa SFC nº 01, de 06 de abril de 2001, e normas correlatas sem prejuízo do acompanhamento das práticas recomendadas pelo Instituto de Auditores Internos do Brasil (IIA Brasil) e pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Página 8

9 CAPÍTULO VIII DO CÓDIGO DE CONDUTA Art. 22 Os servidores lotados na UAUDI têm a responsabilidade de observar: I - o Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal (Decreto nº 1.171, de 22 de junho de 1994 e suas alterações); II - a Norma de Conduta Ética e Profissional dos Servidores do CEFET/RJ; e III - subsidiariamente, o Código de Ética instituído pelo IIA Brasil. CAPÍTULO IX DA CONFIABILIDADE Art. 23 As informações e os documentos acessados pelos Auditores do CEFET/RJ na realização dos trabalhos de Auditoria serão tratados de maneira confidencial, e Art. 24 Os Relatórios de Auditoria, de Consultorias, Papéis de Trabalho e anexos são documentos confidenciais, de uso exclusivo da Auditoria. Qualquer entrega de cópia solicitada por Órgãos Internos ou Externos deverá ter autorização do Auditor-Chefe. CAPÍTULO X DO TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO Art. 25 Todos os membros da UAUDI devem realizar treinamentos anualmente, visando o fortalecimento das atividades da auditoria interna na entidade; Parágrafo único. A capacitação pode incluir cursos formais, seminários, workshops, congressos, encontros, visitas técnicas, treinamento à distância, dentre outros. Página 9

10 CAPÍTULO XI DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 26 Os casos omissos serão devidamente analisados pelo Auditor-Chefe da UAUDI e resolvidos pelo Conselho Diretor CODIR. Art.27 Este Regimento entra em vigor a partir da data de sua publicação. Rio de Janeiro, 02 de abril de À apreciação do Conselho Diretor, Luciana Sales Marques Auditora De acordo, ELIZABETH GONÇALVES DA COSTA Chefe da Unidade de Auditoria Interna Página 10

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