INFECÇÃO HIV: PERSPECTIVAS ACTUAIS

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1 INFECÇÃO HIV: PERSPECTIVAS ACTUAIS MARIA JORGE ARROZ, MD INSA PORTUGAL

2 CARACTERÍSTICAS IMPORTANTES DO VIH A infecção requer a proteína CD4 na superfície da célula como receptor, logo apenas pode infectar células T Auxiliadoras e algumas outras células. Quase todas as células infectadas morrem dentro de um ou dois dias após terem sido infectadas. A infecção num mesmo indivíduo persiste por ciclos constantes e repetidos de infecção e morte celular (cerca de 1/ dia). Estas propriedades também se encontram em algumas infecções benignas em macacos causadas por SIV, mas nos humanos há uma progressiva perda das células CD4 totais, que eventualmente conduz à falência do Sistema Imunitário.

3 Patogénese da Infecção pelo VIH Infecção precoce, rápida e maciça das células T CD4+ e sua depleção na infecção aguda. A activação crónica impõe uma pressão na homeostase da manutenção dos pool de células T CD4+. A destruição da arquitectura dos gânglios linfáticos afecta preferencialmente a homeostase das células T CD4+. A supressão da produção tímica afecta preferencialmente a reconstituição das células T CD4+.

4 A Mucosa é um local de replicação VIH e deplecção de células T CD4+ Existe uma redução marcada do tecido linfóide das mucosas mesmo na infecção aguda. As células T CD4 de memória perdem-se rapidamente (Células mononucleadas do sangue periférico, gânglios inguinais e mesentéricos, jejuno perda de ~80% das células no dia 17 pós-infecção).

5 O que mata as células T CD4+? Resultado directo da replicação vírica? Todas as anteriores? 1. Efeito indirecto devido à activação Acção dos CTL nas células infectadas? do sistema imunitário, citocinas, etc? COPYRIGHT CYTOMETRY

6 Interacção VIH-Hospedeiro Após a infecção primária, o VIH causa uma infecção persistente para o resto da vida que conduz a SIDA após cerca de 10 anos (em média). A persistência é causada pela replicação constante do vírus e morte de células T CD4+ infectadas a cerca de 1 ciclo/dia. Pequenas fracções de células infectadas de forma latente que vivem muito mais após serem infectadas são provavelmente pouco importantes para a história natural da doença mas muito importantes para a terapêutica.

7 A latência dos provírus MHC I ajuda CD4 Lesão do timo Fas ligando Bloqueia a maturação Conduz a mutações de escape

8 Interacção VIH-Hospedeiro A replicação constante dia após dia, ano após ano, leva a extensa variação genética. 1. Escape antigénico. 2. Resistência à terapêutica. 3. Variação na utilizaçãode co-receptores (CCR5 para CXCR4). O sistema permanece num estado aparentemente equilibrado durante milhares de ciclos replicativos antes de progredir para doença.

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10 O que torna especial a infecção pelo VIH? 1. Evoluíu para uma infecção persistente num hospedeiro imunocompetente através de ciclos constantes e repetidos de replicação? 2. Infecta um tipo de célula dispensável (células T CD4+ de memória activadas). 3. Especialmente adaptado para evitar a resposta imunitária. Proteína Env muito glicosilada. Variação genética rápida. A resposta CTL pode modular, mas não eliminar, a infecção. 4. Menos patogénico no seu hospedeiro natural.

11 O que podemos aprender a partir da infecção SIV não-patogénica? Característica SIV macacos patogénica SIV sooty-mangabeys não-patogénica Carga Vírica Alta Sim Sim Replicação Rápida Sim Sim Morte extensa de células CD4+ Sim Sim Perda precoce GALT Sim Sim Evolução do tropismo (CCR5-CXCR4) Sim Sim

12 O que podemos aprender a partir da infecção SIV não-patogénica? Característica SIV macacos patogénica SIV sooty-mangabeys não-patogénica Activação imunitária persistente Sim Não Causa SIDA Sim Não

13 O que podemos aprender a partir da infecção VIS não-patogénica? Os macacos verdes africanos (MVA) têm infecções SIV não-patogénicas e possuem uma grande quantidade de células T reguladoras, que previnem a hiper-activação imunitária. Apresentam maior prevalência de FoxP3 no tecido da mucosa intestinal. O papel dos MVA versus macacos Rhesus : eles produzem TGFbeta, FoxP3, IL-10, IFN-alfa (moléculas anti-inflamatórias).

14 Replicação HIV Activação Imunitária ART Depleção das células imunitárias Disfunção das células imunitárias Turnover linfocitário aberrante Reservatórios latentes

15 Quantificação de CD38 (AB/C) B E A D S B E A D S High Low Med - High Med - Low Bead Singlets F S C -H J O S E R O D R IG U E S F L 2 -H J O S E R O D R IG U E S High Low Med - High Med - Low Bead Singlets F S C - H e ig h t C D :1 P E

16 Doentes infectados por HIV

17 Construir uma Vacina para o HIV vai ser difícil A resposta natural para o HIV é inadequada. O HIV esconde-se do Sistema Imunitário. O HIV tem como alvo o Sistema Imunitário e destrói-o. O HIV sofre mutações constantemente.

18 Para uma vacina ser eficaz A qualidade mais do que a quantidade das respostas celulares T CD8+ induzidas pelas vacinas pode ser crítica no controlo do HIV-1: - Tem de se considerar a presença de auxílio T CD4+, o tipo de HLA, avidez, natureza do vírus transmitido, a rápida migração dos efectores para a mucosa. - O potencial proliferativo pode ser um factor chave e a função pode variar consoante a restrição MHC do epitopo. - A mera presença de células T não assegura protecção.

19 É a Quantidade ou a Qualidade da Resposta T que é Importante? Nos LTNP a proporção de células T CD4+ vírus-específicas que produzem apenas IL2 e IL2/IFNγ é maior do que nos progressores. As células T CD4+ VIH2 -específicas são também polifuncionais.

20 Utilização de citometria policromática Cortesia de M. Roederer

21 Conclusões Existem muitos factores que contribuem para a patogénese da infecção por HIV. Perda maciça de células T CD4+ na fase aguda. Activação imunitária na fase crónica. A infecção e consequente morte de subtipos particulares de células T CD4+ é o processo definidor que está na base destes fenómenos que ocorrem nas fases aguda e crónica.

22 SUB-POPULAÇÕES LINFOCITÁRIAS Linfocitos T Linfocitos totais Linfocitos B Células NK Células NK CD56+CD16+CD3- Linfocitos T (CD3+) + + CD3+CD4+ T Auxiliadores CD3+CD8+ + Linfocitos B CD19+ T Citotóxicos

23 Guidelines para contagens absolutas Usar plataforma única. Usar CD45/SS para identificar linfocitos totais. Usar no mínimo 3, 4 cores, actualmente 5 ou 6. Optimizar o threshold.

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26 Resultados

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30 Sub-populações linf. a 6 cores

31 (CD56+CD16+)débil

32 débil (CD56+CD16+)

33 O reagente não foi pipetado

34 Falha de um laser

35 Amostra sem células B

36 Interferência de fluorescências

37 Análise manual

38 Lise com lavagem Side Scatter -> J.S. SP CD8 PE -> J.S. SP Side Scatter -> J.S. SP CD8 PE -> J.S. SP.001

39 Células B com CD56 aberrante

40 Células B com CD56 aberrante

41 Células B com CD56 aberrante Si de Scatter -> A.L. SP CD20 FIT C -> A.L. SP CD3 FIT C -> A.L. SP CD56 PE -> A.L. SP Anti-Lam bda FIT C -> A.L. SP Side Scatter -> A.L. SP

42 Linfoma T

43 Linfoma T Side Scatter -> GERT RUDES FAVA SP CD56 PE -> GERT RUDES FAVA SP CD8 FIT C -> GERT RUDES FAVA SP CD57 FIT C -> GERT RUDES FAVA SP.007

44 Agradecimentos HEM: Luisa Pinto, Mónica Freire e Catarina Martins CHLO, HSFX: Lilyanne Luz, Ana P. Costa, M. João Acosta e J. M. Correia

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