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1 A elevatória apresenta três conjuntos moto-bombas (Foto 3), dos quais dois operam em paralelo, ficando um de reserva, cada um associado a um motor elétrico de 150 cv de potência e recalcando uma vazão total de 140 l/s. Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul 3.7 ALÉM PARAÍBA A cidade de Além Paraíba possui sistema de abastecimento de água operado e mantido pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais - COPASA, através de um sistema operacional local subordinado ao Distrito Operacional de Ubá que, por sua vez é ligado à Superintendência do Sudeste. O sistema de esgotamento sanitário é operado e mantido pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Obras Sistema Existente de Abastecimento de Água O sistema de abastecimento de água da cidade de Além Paraíba encontra-se em bom estado de conservação, operando, em média, 18 horas por dia, podendo chegar a 24 h/dia, nos períodos de maior consumo. O sistema ora descrito apresenta as seguintes unidades operacionais: Captação O rio Aventureiro é o manancial abastecedor da cidade. A captação é feita em uma barragem de concreto (Foto 1) em dois segmentos e dotada de dispositivo de descarga, distando aproximadamente 3 Km da cidade. A água captada é direcionada a uma caixa lateral de concreto armado (Foto 2) de onde partem duas adutoras de F o F o. Adução de Água Bruta A adução de água bruta está dividida em dois trechos distintos: o primeiro, desde a caixa de concreto da captação até uma elevatória de água bruta intermediária que funciona como um booster. Este trecho apresenta nos seus primeiros 300 m, a partir da referida caixa, duas tubulações em paralelo (Foto 2), em F o F o, respectivamente com 300 e 400 mm de diâmetros, a partir dos quais, as duas linhas se unem em uma só adutora com 300 mm de diâmetro e m de comprimento, indo até a elevatória; o segundo trecho, também em F o F o, parte da elevatória, possui 300 mm de diâmetro e 800 m de extensão, indo até a entrada da ETA. Elevatória de Água Bruta Esta elevatória que faz a sucção na própria adutora, em seu primeiro trecho, tem como função, incrementar pressão e velocidade ao segundo trecho da adutora, de forma a possibilitar a chegada à ETA da vazão de 140 l/s. O não funcionamento desta elevatória permite que a adutora trabalhe totalmente por gravidade, no entanto, devido ao desnível existente entre a captação e a ETA, a vazão aduzida se reduz a 80 l/s. 91

2 Localizada em um ambiente dentro da casa de química e sobre o tanque de contato, é composta por duas unidades de recalque de características idênticas e funcionamento alternado, associadas cada uma a um motor elétrico de 15 cv (Foto 9). Também do tanque de contato parte uma linha em F o F o, com 400 mm de diâmetro que alimenta, por gravidade, os principais reservatórios do sistema, situados na área da ETA, a aproximadamente 50 m da casa de química, em cota um pouco inferior. Os principais reservatórios do sistema são três, sendo todos em concreto armado e apoiados no solo, dos quais dois são idênticos, com formatos cilíndricos, tampas em abóbadas e com volume de 750 m 3 (Foto 10), cada um. O terceiro reservatório situa-se ao lado dos dois outros referidos, apresenta formato prismático e tem capacidade de armazenar m 3 (Foto 11). Estação de Tratamento de Água Projeto Preparatório para o Gerenciamento dos Recursos Hídricos do Paraíba do Sul A ETA existente é do tipo convencional, construída em 1979, em concreto armado, com capacidade nominal para tratar 140 l/s, constituída de calha Parshall (Foto 4), um floculador tipo "Alabama" modificado com doze câmaras (Foto 5), dois decantadores convencionais (Fotos 6 e 7) e três filtros rápidos com leitos simples de areia (Foto 8). Ao projeto original foi acrescentado outra unidade de floculação (Foto 5), do mesmo tipo e operando em série com as câmaras originais e nos decantadores foram instalados tubos perfurados para auxiliarem na coleta da água decantada (Foto 7). A água tratada após a passagem pelos filtros é encaminhada a um reservatório de contato, contíguo à ETA e sob a casa de química, em concreto armado, com 33 m 3 de capacidade que serve de poço de sucção para a elevatória de água tratada. Os produtos químicos utilizados são: o sulfato de alumínio para a coagulação, a cal para correção do ph, o cloro gasoso para desinfecção e o fluossilicato de sódio para o combate e prevenção das cáries dentárias. Elevatória de Água Tratada Tem como função o recalque da água tratada do tanque de contato a um reservatório do tipo apoiado, construído em concreto armado, de formato cilíndrico e capacidade de 125 m 3, responsável tanto pela lavagem dos filtros como pelo abastecimento da região circunvizinha à ETA, denominada Terra do Santo. Adução de água tratada É feita através por uma tubulação de F o F o, com 350 mm de diâmetro e 220 m de extensão aproximada, alimentando, a partir do tanque de contato, o reservatório anteriormente mencionado. Esta mesma linha, por manobra de determinados mecanismos de controle, tem seu fluxo invertido e desta forma é responsável pela veiculação da água necessária à lavagem dos filtros. Reservação 92

3 Destas unidades de reservação é feita a alimentação de toda a malha distribuidora da cidade. O sistema conta ao todo com nove reservatórios, dos quais apenas um é elevado sendo os outros do tipo apoiado e juntos apresentam uma capacidade de reservação de m 3. Distribuição A rede distribuidora da cidade possui m de extensão, apresentando diâmetros variando entre 25 e 400 mm e constituída por tubos de contendo tubos de PVC/PBA, FC e F o F o, atendendo a 96 % da população. O sistema de distribuição conta ainda com quatro boosters que alimentam as zonas altas da cidade. Ligações Prediais A rede de distribuição de água possui ligações prediais, todas hidrometradas, atendendo a economias. Os valores computados pela COPASA, são apresentados a seguir: volume aduzido: m 3 /mês volume distribuído: m 3 /mês (macro-medido) volume medido: m 3 /mês (micro-medido) volume faturado: m 3 /mês As perdas no sistema, traduzidas pelos valores acima, são: perdas no tratamento: 0,9 % perdas físicas: 26,5 % perdas de faturamento: 20,8 % Sistema Existente de Esgotamento Sanitário O sistema de esgotamento sanitário da cidade de Além Paraíba constitui-se apenas de rede coletora que atende a 60 % da população. Uma vez que a cidade se desenvolve ao longo do rio Paraíba do Sul, 35 % da população lança seus esgotos diretamente em suas águas, sendo que os restantes 5 % servem-se de fossas sépticas. De qualquer forma, os esgotos chegam ao leito do rio Paraíba do Sul e de seus afluentes Limoeiro, Santa Rosa, Floresta, Timbira e Caetanos na forma in natura. O rio Paraíba do Sul forma em frente a cidade de Além Paraíba, várias ilhas, todas urbanizadas. O canal existente entre a ilha Recreio e a cidade, apresenta em épocas de estiagem, pequena lâmina d'água e o fluxo se torna represado por aflorações rochosas do leito do canal (Foto 12). Como recebe contribuições de esgotos da área adjacente e através de dois 93

4 córregos, entre eles o Floresta, nestas épocas do ano em que o escoamento é praticamente nulo o braço do rio se transforma em um canal de esgotos a céu aberto, totalmente tomado por vegetação e lixo (Fotos 13, 14 e 15), propiciando a proliferação de gases e mosquitos e outros vetores. A rede coletora possui m de extensão com diâmetros variando entre 100 e 200 mm, basicamente em manilhas de cerâmica. Segundo informações prestadas pelo Assessor do Prefeito, a situação atual do sistema de esgotamento sanitário da cidade, em relação aos coletores troncos existentes e em execução é a seguinte: - Coletor do córrego Santa Rita: existe um coletor com 800 m de extensão e 200 mm de diâmetro; - Coletor do Córrego Caetanos: está sendo implantado um coletor com 800 m de extensão e 100 mm de diâmetro, com recursos próprios da Prefeitura e financiamento da Caixa Econômica Federal; - Coletor da Rua Antônio Mendes Ferreira: está sendo implantado um coletor com 100 mm de diâmetro, com recursos próprios da Prefeitura e financiamento da Caixa Econômica Federal; - Coletor do Córrego Timbira: Está prevista para o próximo ano, no orçamento da Prefeitura, a construção de um coletor com 800 m de comprimento e 200 mm de diâmetro; - Coletor do Córrego Limoeiro: Por ser o curso d`água que apresenta maiores problemas sanitários ao longo de seu curso (Fotos de 16 a 22), a Prefeitura pretende executar um coletor ao longo de m contados da foz para montante, necessitando recursos para tal; - Córrego do Ribeirão Floresta: A Prefeitura pretende executar um coletor ao longo de seu curso, mas, por se tratar de uma obra de pequena monta, poderá ser custeada com recursos próprios, não havendo, no entanto, previsão orçamentária. 94

5 FOTO 1: Captação - Barragem de regularização de nível. Nota-se em primeiro plano a caixa lateral de onde partem as adutoras de água bruta. FOTO 2: Captação - Caixa de concreto armado de onde partem as duas adutoras de água bruta. 95

6 FOTO 3: Elevatória de água bruta. FOTO 4: ETA - Detalhe de chegada da água na calha Parshall. Pode-se perceber a tubulação para adição do coagulante. 96

7 FOTO 5: ETA - Vista geral dos floculadores, vendo-se a unidade original e à direita a que foi construída posteriormente. FOTO 6: ETA - Vista dos decantadores convencionais. 97

8 FOTO 7: ETA - Decantadores, vendo-se os tubos perfurados auxiliares na coleta de água decantada. FOTO 8: ETA - Vista parcial dos filtros. Pode-se perceber, ao fundo, a cúpula dos reservatórios apoiados de 750 m 3. 98

9 FOTO 9: ETA - Elevatória de água tratada. FOTO 10: Reservatórios de 750 m 3 e no canto esquerdo a unidade de m 3. 99

10 FOTO 11: Vista geral do reservatório de m 3. FOTO 12: Canal existente entre a ilha Recreio e a cidade ( braço esquerdo do rio Paraíba). 100

11 FOTO 13: Braço esquerdo do rio Paraíba, notando-se a presença de vegetação ao longo do seu curso. FOTO 14: Braço esquerdo do rio Paraíba, notando-se a presença de rocha e vegetação. 101

12 FOTO 15: Braço esquerdo do rio Paraíba, notando-se a presença de vegetação ao longo do seu curso. FOTO 16: Córrego Limoeiro - Trecho de jusante. 102

13 FOTO 17: Córrego Limoeiro. FOTO 18: Córrego Limoeiro. Trecho retificado e canalizado. 103

14 FOTO 19: Córrego Limoeiro. Final do trecho canalizado. FOTO 20: Córrego Limoeiro. Percebe-se a grande ocupação ao longo de suas margens. 104

15 FOTO 21: Córrego Limoeiro. Percebe-se a grande ocupação ao longo de suas margens. FOTO 22: Córrego Limoeiro. Construção sobre seu leito. 105

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