Economia portuguesa Garantir a estabilidade para alicerçar um crescimento sustentado. Carlos da Silva Costa

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1 Economia portuguesa Garantir a estabilidade para alicerçar um crescimento sustentado Carlos da Silva Costa

2 Economia portuguesa Garantir a estabilidade para alicerçar um crescimento sustentado I. As raízes da crise ( ) Esquema da Apresentação II. III. A crise financeira e o encerramento dos mercados (28-11) O Programa de Assistência Económica e Financeira (211-14) IV. A nova normalidade no pós-214

3 I. As raízes da crise ( ) As raízes da crise da economia portuguesa 2 Choques Integração monetária e financeira Alargamento da União Europeia e globalização 2 Erros de política económica Política orçamental imprudente Ausência de uma política macroprudencial 2 Ilusões Desequilíbrios externos não são relevantes O quarteto inconsistente

4 Em percentagem Taxa de juro; Em percentagem Taxa de variação dos empréstimos; Em percentagem I. As raízes da crise ( ) UEM alargou as possibilidades de financiamento dos setores residentes Jan-95 Jan-97 Jan-99 Jan-1 Jan-3 Jan-5 Jan-7 Jan-9 Mercado monetário (3 meses) Empréstimos ao setor privado não monetário (taxa de var. anual, esc. dta) Fontes: BCE e Banco de Portugal. Taxa de juro e empréstimos ao setor privado Endividamento do setor privado não financeiro (% PIB) Empresas não financeiras Fontes: INE e Banco de Portugal. Particulares 13 Taxa de Poupança do Particulares (% Rendimento Disponível) Rácio Crédito/Depósitos Fonte: INE. Fonte: Banco de Portugal.

5 I. As raízes da crise ( ) Aumento de despesa sem correspondente aumento de rendimento Rendimento e Consumo (Total da economia, % PIB) Poupança e Investimento (% PIB) Poupança - Investimento Taxa de investimento Poupança interna Transf. Capital Poupança (esc. dta) Rend. Disponível Consumo Final Fonte: INE. E composição desfavorável da despesa Fonte: INE. (taxa média de crescimento nominal) PIB Consumo Consumo p.m. AE12 FBCF Exportações Importações privado público PIB ,7 4,8 6,1 3,5 5,8 5,8 3,3-21 3,9 4,3 5,5 1, 5, 4,4 3, ,3 6,8 9,1 1,3 8, 9,7 4, , 4,5 4,5,7 6,4 4,9 4, ,7 1,4 3,3-4,3,1 -,2,5 Fontes: INE e AMECO. Portugal Composição da Despesa (preços correntes)

6 I. As raízes da crise ( ) Um peso crescente I. The do seeds setor não of transacionável the crisis ( ) 14 Empréstimos às Sociedades Não Financeiras Milhões do euro Investimento por tipo de bens Milhões de euros Construção Máquinas e equipamentos Material de transporte Outros Em exploração e em construção. Fonte: DGTF. Transacionáveis Não Transacionáveis PPPs e Concessões Número de projetos contratados 1 8, 6, 4, 2,, -2, -4, -6, Peso dos setores de atividade no VAB ; Variação em p.p. Agricultura Industria Energia, água Construção Comércio Hotelaria e restauração Transportes e TIC Setor financeiro e imobiliário Outros serviços

7 Em percentagem = 1 I. As raízes da crise ( ) Baixa produtividade e pressões salariais afetam a competitividade. Alargamento da UE e globalização exacerbam impacto da perda de competitividade. 1,4 1,2 1,,8,6 Produtividade total tendencial Em percentagem Hodrick-Prescott Remunerações por trabalhador e produtividade do trabalho Total da economia Taxa de variação real (%),4,2, Fonte: Banco de Portugal Produtividade do trabalho Remunerações por trabalhador Preços no consumidor taxa de variação média 14 Fontes: INE e Banco de Portugal. Taxa de Câmbio Efetiva Real Deflacionada por CTUP relativos (a) PT (b) ESP Euro area ALEM 7 Bens Serviços Fonte: INE. Fontes: BCE, INE e cálculos do Banco de Portugal. Note: (a) Inclui grupo de 2 parceiros comerciais e países da AE, exceto para AE que inclui apenas 2 parceiros comerciais. (b) Custos unitários de trabalho consistentes com a metodologia das Contas Nacionais 26.

8 I. As raízes da crise ( ) Dois erros de política económica Uma política orçamental imprudente Ausência de política macroprudencial

9 I. As raízes da crise ( ) Política orçamental imprudente conduz a contas públicas insustentáveis Défice orçamental e dívida pública (% PIB) Saldo corrente primário estrutural (% do PIB) % do PIB Variação Saldo global -3,1-3,6-1,2-9,8-6,7 Saldo estrutural -4,3-6, ,2-8,9 Saldo primário estrutural -1,4-3,2-8,2-1,3-8,9 Dívida pública 68,3 71,6 83,1 93,3 25 Fontes: INE e Banco de Portugal. Necessidades de Financiamento das AP Dívida Pública - eixo do lado direito Indicadores Orçamentais Structural Current Primary Balance 3 As a percentage of GDP Portugal Área do euro Política fortemente expansionista a partir de 28 Sucesso de curto prazo na estabilização da economia Medidas não cumpriram requisitos simultâneos TTT (timely-targetedtemporary) Risco de refinanciamento claramente subestimado

10 I. As raízes da crise ( ) Ausência de política macroprudencial: Financiamento externo canalizado através do setor bancário e do setor público conduz à acumulação de risco sistémico Contas Externas e Posição de Investimento Internacional % do PIB PII por Setor institucional % do PIB Posição de Investimento Internacional Balaça corrente e de capital (esc.dt) Setor Financeiro Administrações Públicas Autoridade Monetária Setor Privado Não Financeiro PII por tipo de instrumento % do PIB Ativos de reserva Derivados financeiros IDE Investimento de -1 carteira Outro -15 investimento -2 Ativos Financeiros Líquidos % do PIB Administrações Públicas Setor financeiro SNF Particulares

11 I. As raízes da crise ( ) Duas ilusões Défices externos não são relevantes The fact that both Portugal and Greece are members of both the European Union and the euro area and the fact that they are the two poorest members of both areas, suggest a natural explanation for today s current account deficits. Blanchard, O. and F. Giavazzi (22), Current account deficits in the euro area: The end of the Feldstein-Horioka Puzzle? O quarteto inconsistente Soberania fiscal dos Estados-Membros No default No bail-out Irreversibilidade da adoção do euro

12 O resultado I. As raízes da crise ( ) Situação financeira e afetação de recursos insustentáveis Desequilíbrios financeiros Aumento do endividamento público e privado Alavancagem excessiva do setor bancário Défices e dívida externa crescentes Desequilíbrios reais Hiato crescente entre procura interna e oferta Investimento não produtivo implicou menor crescimento da produtividade / produto potencial Peso excessivo dos não transacionáveis no VAB e emprego

13 II. A crise financeira e o encerramento dos mercados (28-11) A crise financeira internacional revela a insustentabilidade da situação financeira tornando inadiável o ajustamento orçamental, financeiro e estrutural Taxa de rendibilidade das OT a 1 anos Diferencial face à Alemanha (em pontos base) Contas públicas insustentáveis 12 Áustria Itália Endividamento das empresas e particulares e alavancagem do setor bancário Crescimento anémico e baixa produtividade Mercados questionam a capacidade de Portugal cumprir o serviço da dívida Bélgica França Holanda Finlândia Espanha Irlanda Portugal Grécia PT Fonte: Bloomberg.

14 III. O Programa de Assistência Económica e Financeira (211-14) Direcionado para os desafios da economia portuguesa: Uma estratégia para o crescimento sustentado na área do euro Consolidação orçamental Assegurar a sustentabilidade das contas públicas Transformação estrutural Programa de Assistência Económica e Financeira Reformas estruturais para aumentar o crescimento potencial Desalavancagem e estabilidade financeira Reduzir o endividamento e as necessidades de financiamento O PAEF protege a economia: Evita ajustamento abrupto Tempo para restabelecer credibilidade

15 Percentagem do PIB III. O Programa de Assistência Económica e Financeira (211-14) O Programa está no bom caminho Ajustamento orçamental significativo Taxas de rendibilidade das obrigações do Tesouro (em percentagem) Bancos mais capitalizados e menos alavancados Agenda estrutural em curso: Regras e procedimentos orçamentais Regulação financeira Privatizações Mercado de trabalho Concorrência Justiça Mercado habitacional anos 5 anos 1 anos Jan-211 Mai-211 Set-211 Jan-212 Mai-212 Fonte: Reuters. Contas Externas 1, Balança corrente + Balança de capital Balança de bens Balança de rendimentos Transferências 5,, -5, -1, -15, (p) Fontes: INE e Banco de Portugal.

16 III. O Programa de Assistência Económica e Financeira (211-14) Os desafios de curto-prazo Executar as medidas do PAEF Desenho das reformas e a sua aplicação no terreno são fatores críticos de sucesso Preocupações imediatas Financiamento do setor produtivo Evolução do mercado de trabalho Regresso aos mercados em Setembro de 213 Depende também de desenvolvimentos a nível europeu Necessário mecanismo de contingência

17 IV. A nova normalidade no pós-214 O desafio de médio e longo prazo Como tornar a economia portuguesa uma localização atrativa para investir e trabalhar? Níveis de endividamento permanecerão elevados Novo modelo económico: estabilidade e o crescimento sustentável Reequilibrar a afetação de recursos na economia Um quadro institucional que promova o investimento e a coesão social Provisão de bens e serviços públicos num quadro de estabilidade Administração pública independente e qualificada Mercado de trabalho eficiente: flexibilidade e rede de segurança

18 Economia portuguesa Garantir a estabilidade para alicerçar um crescimento sustentado Muito obrigado!

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