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1 07/01/2009 OJE Economia contrai 0,8% este ano e terá entrado em recessão em 2008 A crise financeira e a recessão mundial vão provocar este ano uma contracção de 0,8% na economia nacional, penalizada pela quebra nas exportações e investimento, disse ontem o Banco de Portugal. Vítor Constâncio lembra que este ano e o próximo 'não vão ser fáceis para os portugueses' e que o desemprego vai ser o ponto 'mais negativo'. O Banco de Portugal confirmou que Portugal vai entrar em recessão este ano devido aos efeitos da crise financeira e da consequente recessão mundial que provocou fortes contracções nas economias dos principais parceiros comerciais de Portugal (Espanha e Alemanha, por exemplo) e o congelamento do crédito travando investimentos e as exportações, principais motores da economia. Esta será a segunda recessão que o país atravessa numa década. A última foi em 2003, quando o PIB contraiu 0,8%. Segundo o Boletim Económico de Inverno, divulgado ontem, a economia nacional vai sofrer uma contracção do Produto Interno Bruto (PIB) de 0,8% em 2009 e recuperar ligeiramente em 2010 (crescimento de 0,3%). As previsões para o crescimento de 2008 foram também revistas em baixa de uma expansão de 0,5% para 0,3%, adiantou o banco central. Porém, o Governador do Banco de Portugal, Vitor Constâncio, referiu que o grau de incerteza e risco subjacente aos números avançados ontem ' é muito elevado', sendo a probabilidade de a realidade futura ser pior do que o estimado de 60%. 'Este ano e o próximo não vão ser fáceis para os portugueses', disse Constâncio ontem, em conferência de imprensa. A estimativa para o crescimento deste ano do Banco de Portugal é a mais pessimista das apresentadas até agora pelas instituições internacionais, economistas e Governo. A Comissão Europeia prevê uma estagnação da economia este ano ( crescimento de 0,1%), o Fundo Monetário Internacional (FMI) vaticina uma contracção do PIB de 0,2% e anteontem diversos economistas avançaram à Lusa, uma previsão de contracção do produto entre 0,3% e os 0,5%. Há seis meses, o Banco de Portugal previa uma expansão de 1,3% para 2009.

2 Vitor Constâncio admitiu que a economia nacional possa já ter entrado em recessão em 2008, depois do desempenho 'muito negativo' da economia no quarto trimestre. As contas nacionais do quarto trimestre serão apresentadas brevemente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e, a confirmar-se uma nova contracção do PIB (como sucedeu no terceiro trimestre - contracção de 0,1%) nos últimos três meses de 2008, o país terá entrado em recessão técnica. A recessão técnica ocorre quando o PIB se contrai por dois trimestres consecutivos. Anteontem, em entrevista à SIC, o primeiro-ministro, José Sócrates, admitiu pela primeira vez o cenário de recessão este ano e o aumento do desemprego, salientando que 'ninguém tinha consciência da dimensão da crise'. José Sócrates disse ainda que irá corrigir as previsões do Governo e que o novo cenário macroeconómico será apresentado na próxima semana quando for entregue à Comissão Europeia, a revisão do Programa de Estabilidade e Crescimento. O executivo estimou, em Outubro na apresentação do OE2009, um crescimento do PIB de 0,6%. Na mesma entrevista, o primeiro-ministro, não negou que poderá fazer uma baixa de impostos de a conjuntura económica o justificar. 'A interacção de uma crise sem precedentes nos mercados financeiros com uma recessão mundial' é a principal causa para a deterioração do cenário macroeconómico de Portugal, uma economia 'plenamente' integrada em termos económicos e financeiros, adiantou Constâncio. 'Este enquadramento transmite-se à economia portuguesa através de uma multiplicidade de canais e sob várias formas, incluindo a redução de procura externa dirigida às empresas nacionais, a deterioração de expectativas de crescimento económico dos agentes ou a elevada incerteza face à evolução futura da situação económica e financeira', escrevem os economistas do banco central. Exportações e investimento serão os mais penalizados com o cenário externo. A recessão na Zona Euro, região para a qual Portugal encaminha 80% das suas exportações vai ser fortemente penalizadora para o principal motor da economia nos últimos anos: as exportações.

3 Segundo o Boletim Económico de Inverno, as exportações irão expandir-se apenas 0,6% em 2008, uma perfomance muito fraca face a 2007 (crescimento o de 7,6%) e sofrer ainda uma contracção de 3,6% este ano, só para voltar a recuperar em 2010 (crescimento de 1,8%). No ano passado, a forte abrandamento das exportações já tinha sido o principal travão da economia nacional. Este cenário reflecte o abrandamento de alguns dos parceiros comerciais de Portugal como são a Espanha e a Alemanha, que atravessarão períodos de recessão em 2009, com o primeiro a contrair 1% e o segundo 2,9%, segundo as últimas estimativas. O investimento, outros dos motores históricos da economia, que no ano passado já terá sofrido uma contracção de 0,8% face a uma expansão de 3,2% em 2007, continuará a deteriorar-se até 2010, de acordo com o Banco de Portugal. Em 2009, é esperada nova contracção do investimento privado de 1,7% e de 0,3% no ano seguinte. Com a quebra na actividade económica, as importações irão igualmente recuar 1% este ano e começar a recuperar em 2010, quando se espera um crescimento de 1,5%. A inflação sofrerá uma 'redução significativa' ao recuar dos 2,7% apurados, em 2008, para 1% em 2009, suportada pela queda de preços da energia e o abrandamento da economia mundial que está a travar a procura. Em 2010, o Banco de Portugal espera uma aceleração de 2% para este indicador. O cenário de deflação foi afastado por Vítor Constâncio. O défice da balança de bens e serviços deverá melhorar de uma quebra de 8% no ano passado para uma contracção de 7% em 2009, voltando a regredir em 2010, para 7,5%. Sem avançar previsões, o Banco de Portugal refere que o desemprego será o ponto 'mais negativo' na evolução da economia este ano, pelo 'drama humano e pela redução do rendimento na população afectada'. Às empresas, Vítor Constâncio, lembrou que a actual fase possui a vantagem de limitar o endividamento e impulsionar a reestruturação, aumentar a produtividade, reorientar os destinos das suas produções, conter custos, consolidar marcas e recrutar pessoal de qualidade que fique disponível.

4 Às famílias, o governador apelou a uma expansão do seu consumo - ainda que feito de forma moderado - de modo a reactiva a economia. Vítor Constâncio, defendeu ainda que a descida generalizada de impostos não são a melhor receita para sair da crise, uma vez que depois de efectuar uma descida é muito difícil voltar aos níveis originais. As melhores medidas, disse o governador, são as de carácter temporário. 'Haverá mais desemprego e a inflação provavelmente baixará um bocadinho, mas descarto um cenário de deflação. Os bancos centrais não deixarão que isso aconteça'. O desemprego é a principal' preocupação, já que uma taxa de cerca de 8% é uma taxa muito alta. O défice orçamental já será maior que o previsto e vai ser pior em 2009 com a economia a degradar-se.' José Silva Lopes, economista e ex-presidente do Montepio 'A minha expectativa optimista é que 2009 será claramente pior que 2008.A sociedade hoje é muito sofisticada. Os mecanismos legais, mesmo nos Estados Unidos, não são lestos. Inundar os tribunais com processos de falência entope tudo e depois não se sabe o que fazer. Tem de haver sempre intervenção dos governos, mas deve ser muito limitada, no sentido de ajudar quem deve ser ajudado. Há que ter critérios. Não pode ser para toda a gente. Não se podem criar linhas de crédito cegas'. João Duque, professor de economia do ISEG 'Temos de ter algum cuidado na concessão de crédito. Se os bancos restringirem muito, podem cair na armadilha do incumprimento. Quem está disposto a pagar uma taxa de juro muito elevada provavelmente será mais um mau cliente do que um bom cliente. Estamos dentro da zona euro, o que nos dá um certo resguardo. Causa-me mais apreensão para o futuro a economia real do que a componente financeira.'

5 Pedro Pita Barros, professor de economia na Universidade Nova de Lisboa '2009 não deverá trazer grandes surpresas aos mercados financeiros, nomeadamente mais falências de bancos. O que havia para acontecer já aconteceu em Se a economia começa a funcionar mal, pode começar a provocar consequências na banca, que terá então um outro problema, que é o incumprimento. Os bancos vão fazer muito menos negócio se a economia estiver em 2009 tão má como se espera. A banca não vai correr riscos nem repetir alguns erros cometidos no passado, pelo que é de esperar que continue a ser 'muito prudente', não emprestando dinheiro de forma fácil.' João Loureiro, professor da Faculdade de Economia do Porto O aumento do desemprego, a realização de eleições e o desânimo dos cidadãos poderá criar dificuldades sérias à economia portuguesa em A generalidade das previsões indicam uma recessão em 2009, mas não será catastrófica. Enquanto a crise financeira e a redução de inflação estiverem presentes, as taxas de juro não podem subir, mas voltarão a subir logo que a situação normalize. O preço dos alimentos e do petróleo, actualmente em baixa, podem voltar a subir, tal como sucedeu no Verão passado, uma vez que permanecem as causas estruturais que geraram a subida, e que foram dominadas pela crise financeira com efeito inverso. João César das Neves, professor de economia da Universidade Católica 'A única coisa que se pode dizer com alguma segurança é que as principais economias do mundo ocidental estão mergulhadas numa recessão, da qual ainda se não vê a saída. Paira sobre elas a ameaça de uma deflação - queda generalizada e continuada dos preços - que poderá agravar consideravelmente a recessão, quer na sua profundidade, quer na sua duração. Ainda é cedo para saber se as medidas aplicadas e em vias de aplicação vão ou não resultar como se espera e deseja. De qualquer modo, é razoável prever que não deverá haver resultados sensíveis antes da segunda metade de 2009, pelo que no conjunto o ano será de encolhimento do Produto Interno Bruto e de aumento do desemprego.' Vítor Bento, economista e presidente da SIBS

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