Clipping Vendas de imóveis caem 36,5%

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1 Vendas de imóveis caem 36,5% DCI - SERVIÇOS - SÃO PAULO - SP - 16/07/ Pág A8 O mercado imobiliário na capital paulista segue com queda nas vendas em 2014 na comparação com 2013, influenciado pelos feriados e pelo baixo desempenho da economia como um todo. As vendas de imóveis residenciais novos totalizaram unidades em maio, número 36,5% inferior ao do mesmo mês de 2013, conforme o Sindicato da Habitação de São Paulo. Autor: Da redação

2 Venda de imóveis diminui DIÁRIO DE S.PAULO - DIA A DIA - SÃO PAULO - SP - 16/07/ Pág 10 A venda de imóveis residenciais novos na capital caiu 36,5% em maio, na comparação com o mesmo mês em 2013, segundo o Secovi-5P. Foram comercializadas unidades, resultado 3,1% menor que o de abril (2.147), Nos primeiros cinco meses do ano, a queda é de 41,4%. Autor:

3 Venda de imóveis cai na capital AGORA SÃO PAULO - GRANA - SÃO PAULO - SP - 16/07/ Pág A11 Pesquisa realizada pelo Secovi-SP (Sindicato da Habitação) mostrou que as vendas de imóveis residenciais novos em São Paulo caíram 3,1% em maio em relação ao mês anterior. Já na comparação com o mesmo mês de 2013( a queda é de 36,5%. De janeiro a maio, as vendas de unidades foram 41,4% inferiores ao mesmo período de 2013, com imóveis vendidos. A quantidade de lançamentos também está menor. Enquanto de janeiro a maio de 2013 tinham sido lançados imóveis, no mesmo período deste ano foram lançadas unidades. Os preços, no entanto, subiram. O valor geral de vendas de maio ficou 0,6% maior que o de abril. Autor:

4 Venda de imóveis cai 36,5% em maio BRASIL ECONÔMICO - BRASIL - SÃO PAULO - SP - 16/07/ Pág 07 A venda de imóveis residenciais novos na capital paulista caiu 36,5% em maio, na comparação com o mesmo mês em 2013, segundo dados do Sindicato da Habitação (Secovi-SP). Foram comercializadas unidades, número 3,1% inferior ao o de abril, quando imóveis foram vendidos. Nos primeiros cinco meses do ano, as vendas caíram 41,4% sobre o mesmo período de 2013, com unidades. Autor:

5 Um desenho para São Paulo FOLHA DE S.PAULO - OPINIÃO - SÃO PAULO - SP - 16/07/ Pág A5 São Paulo aprovou o mais ousado e inovador Plano Diretor Estratégico (PDE) de sua história. Pelos próximos 16 anos, conviveremos com diretrizes urbanísticas que reorientam o desenvolvimento da cidade na direção do equilíbrio socioambiental e econômico. Desde o Renascimento, as cidades ocidentais bem-sucedidas se organizam pelo alargamento da sua dimensão pública. O encontro das pessoas para a produção de mercadorias e serviços, de cultura ou de ciência, essência da vida urbana, depende disso. Na contramão, desde Prestes Maia, a cidade de São Paulo vem sendo privatizada, ou seja, negada enquanto cidade. A começar por sua superfície. O solo de São Paulo é privado. As ruas pertencem aos carros. As calçadas são adaptadas para que automóveis tenham acesso às garagens. Os térreos dos prédios são vestíbulos desérticos que separam os moradores das ruas ameaçadoras. A terra nua não dá lugar a parques ou equipamentos públicos, mas é tratada como estoque especulativo de riqueza. Tudo muda com o PDE. O solo é tornado público. As ruas dão lugar ao transporte público e às bikes por meio de faixas exclusivas e ciclovias. As calçadas terão largura mínima nos novos empreendimentos para atender aos pedestres. Os térreos ganharão vida com a ativação das fachadas e comércio de rua. O subsolo muda com a inversão de prioridades: em vez de número mínimo de vagas de garagens, o PDE impõe número máximo. O "sobressolo" ou solo criado é integralmente municipalizado. Os proprietários fundiários terão direito a construir o equivalente a apenas uma vez a área do terreno. Para atingir o potencial construtivo máximo de duas vezes no miolo dos bairros (que são preservados), ou quatro vezes nos eixos de transporte público (que são adensados), os empreendedores terão de adquirir esse potencial adicional mediante o pagamento de outorga à municipalidade. Com isso, a especulação imobiliária perde sentido, e a cidade se apropria da chamada mais-valia fundiária. A outorga paga compõe um fundo de desenvolvimento urbano. De seus recursos, 30% serão destinados à moradia popular e outros 30% ao transporte público, mediante ampliação da capacidade de suporte. A área destinada à produção de moradia popular é duplicada, com a demarcação de novas Zonas de Interesse Social (Zeis), e são definidos alinhamentos viários que garantam recuos destinados ao transporte público, ciclovias e calçadas largas. Como o adensamento é induzido a deixar o miolo dos bairros para os eixos estruturantes, as avenidas radiais ganham nova função. Passam a ser vetores de deslocamento do desenvolvimento no sentido centro-bairro(s). A geração de empregos e oportunidades econômicas assumirão uma distribuição mais linear e centrífuga, rompendo os muros que separam centro e periferia. Avenidas perimetrais como Jacu-Pêssego e Cupecê ganharão importância. O mercado imobiliário, que sempre elegeu o bairro da vez, com as consequências conhecidas, é chamado a participar de um processo em que a vez é da cidade. A visão de empreendimento privado como enclave dará lugar à produção de vida urbana com equilíbrio econômico e socioambiental. Por fim e não menos importante: os rios. O PDE se reapropria das margens dos rios e define o conjunto de arcos que dará lugar a uma nova São Paulo: os arcos Tiête, Pinheiros, Jurubatuba e Tamanduateí. É no Arco do Futuro que ocorrerá a maior transformação de São Paulo. Delineá-la é a próxima tarefa. As diretrizes estão dadas. FERNANDO HADDAD, 51, advogado, mestre em economia, doutor em filosofia e professor licenciado da USP, é prefeito de São Paulo pelo PT. Foi ministro da Educação (governos Lula e Dilma Rousseff) Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece ao propósito de estimular o debate dos problemas brasileiros e mundiais e de

6 refletir as diversas tendências do pensamento contemporâneo. - Autor: Fernando Haddad

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