AUDITORIA EM I TREINAMENTO DE AUDITORIA EM CONVÊNIOS

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1 I TREINAMENTO DE AUDITORIA EM CONVÊNIOS AUDITORIA EM CONVÊNIOS Ricardo Brito Borges Assessor Técnico de Controle Interno Controladoria Geral do Estado de Alagoas Superintendência de Controle Financeiro Gerência de Contratos e Convênios Maio/2008

2 ROTEIRO 1. Fiscalização 2. Planejamento 3. Principais achados em auditoria 4. Análise de prestação de contas 5. Formulários 6. Tomada de Contas Especial

3 FISCALIZAÇÃO

4 POR PARTE CONCEDENTE A função gerencial fiscalizadora será exercida pelo CONCEDENTE, dentro do prazo regulamentar de execução/prestação de contas do convênio, ficando assegurado a seus agentes qualificados o poder discricionário de reorientar ações e de acatar, ou não, justificativas com relação às disfunções porventura havidas na execução. Art. 23, da Instrução Normativa da STN nº 01/ de 15 de janeiro de 1997.

5 Ementa: o TCU informou ao MMA que é da responsabilidade do concedente (SRH/MMA), no exercício da função fiscalizadora atribuída pelo art. 23 da IN/STN-MF n 01/97, adotar as medidas saneadoras cabíveis nos casos em que forem encontradas irregularidades formais nos processos de prestação de contas de convênios, anteriormente ao pronunciamento do mérito das mesmas, sob pena de responder, em cada caso concreto, pela sua omissão na apuração dos fatos (item 2.1, TC /2006-0, Acórdão nº 3.464/2006-TCU-2ª Câmara).

6 FISCALIZAÇÃO DA CONTROLADORIA GERAL DO ESTADO Acompanhar e monitorar ações decorrentes de Convênios, Termos de Parceria e outras avenças celebradas pela Administração Estadual, observando os Planos, Programas e Projetos a que estejam relacionados, com ênfase na verificação da execução física e financeira dos compromissos assumidos pelas partes, e com vistas ao cumprimento desses mesmos compromissos até a última fase das prestações de contas cabíveis. (Item 2, do Art. 17, do Regimento Interno da Controladoria Geral do Estado de Alagoas.)

7 PLANEJAMENTO DA AUDITORIA

8 Respostas as seguintes questões: O objeto pactuado tem relação com os objetivos estatutários da entidade convenente e com sua qualificação técnica e operacional para a consecução das ações propostas? O plano de trabalho do convênio contém as informações obrigatórias e a especificação completa do bem a ser produzido ou adquirido e dos serviços a serem prestados? O convênio foi assinado estando a convenente em situação de regularidade fiscal e cadastral com os entes da Administração Pública?

9 Houve adequada apreciação e avaliação do Plano de Trabalho e das cláusulas pela área técnica e jurídica do órgão concedente? A liberação dos recursos financeiros ocorreu de forma regular e em consonância com o cronograma de desembolso do convênio? Os recursos financeiros foram depositados em conta bancária específica e foram movimentados de forma regular em relação aos pagamentos efetuados, respaldados por documentos válidos?

10 A contrapartida financeira foi regularmente executada? Os preços dos bens e serviços são compatíveis com os do mercado e foram contratados por meio de licitação pública? O objeto do convênio foi efetivamente realizado e em estrito cumprimento do Plano de Trabalho aprovado? O órgão concedente fiscalizou execução do convênio? Os recursos financeiros foram aplicados regularmente como determina a legislação?

11 A prestação de contas do convênio está constituída dos elementos exigidos, foi apresentada no prazo regulamentar e recebeu efetiva análise e avaliação do órgão concedente? A prestação de contas apresenta realização de despesas não permitidas, em finalidade diversa ou fora da vigência do convênio? O órgão concedente tomou providências quanto à instauração de TCE nas hipóteses previstas nas normas regulamentares e dispositivos do convênio?

12 DOCUMENTOS QUE DEVEM SER SOLICITADOS EM UMA AUDITORIA Termo de Convênio; Plano de Trabalho; Extrato da Conta Bancária; Documentos comprobatórios de despesas.

13 PRINCIPAIS ACHADOS EM AUDITORIAS

14 FASES DO CONVÊNIO 1. CELEBRAÇÃO 2. PROCESSO LICITATÓRIO/CONTRAÇÃO 3. EXECUÇÃO FISÍCA E FINANCEIRA 4. PRESTAÇÃO DE CONTAS

15 NA CELEBRAÇÃO 1) Desvio de finalidade na celebração / Objeto impreciso / Análises tão somente pro forma. 2) Descentralização de execução a entidade que não dispõe de condições para consecução do objeto ou atribuições estatutárias ou regimentais para executá-lo / Justificativa da proposição não apresenta razões que consubstanciem a celebração do convênio / Inexistência de avaliação quanto à necessidade local e viabilidade de execução do objeto proposto.

16 3) Projeto Básico ausente, incompleto e/ou com informações insuficientes / Metas do cronograma de execução insuficientemente descritas / Desconformidade do cronograma de desembolso / Inexistência de análises detalhadas de custo do objeto conveniado

17 4) Declaração de adimplência com prazo exaurido e não ratificada / Celebração de convênio sem atendimento das condições de regularidade fiscal e cadastral / Aprovação de celebração de convênios/aditivos na ausência de pareceres técnicos/jurídicos ou dos documentos que deveriam suportar suas análises / Incompatibilidade entre as datas dos pareceres e de celebração dos convênios / Celebração de convênio à revelia das vedações contidas no art. 5º da IN-STN 01/97 (mora, inadimplência e irregularidade fiscal ou com entidade privada de fins lucrativos ou com mais de uma instituição para o mesmo objeto). 5) Falta de comprovação do exercício pleno dos poderes inerente à propriedade do imóvel.

18 NO PROCESSO LICITATÓRIO 1) Indícios de procedimentos fraudulentos com relação às empresas participantes que indicam possível ocorrência de direcionamento da licitação ou licitação montada. 2) Preços contratados não compatíveis com os preços de mercado. 3) Fiscalização do contrato insatisfatória ou não realizada / Alterações de objeto não decorrentes de melhor adequação técnica. 4) Pagamento antecipado de fornecimento de materiais, execução de obras e/ou prestação de serviços sem a correspondente contraprestação / Atesto de fornecimento de bens, prestação de serviços, realização de obras em desacordo com o efetivamente executado.

19 5) Modalidade licitatória inadequada em função de fracionamento de despesa / Contratação direta em desacordo com o previsto na legislação / Inobservância dos prazos legais para apresentação de recursos / Impropriedade no edital de licitação. 6) Inexistência e/ou funcionamento irregular das empresas licitantes à época da licitação / Empresas licitantes com sócios comuns / Utilização indevida de nome de empresas no processo licitatório. 7) Contratação de empresa para realização de serviços em ramo distinto ao de sua atuação / Ausência de registro no CREA do profissional responsável pela obra / Reajustes de contrato não previstos no edital de licitação / Acréscimos ou supressões fora dos limites previstos em lei / Pagamentos sem cobertura de termo contratual.

20 NA EXECUÇÃO FÍSICA E FINANCEIRA 1) Incompatibilidade entre as etapas/fases de execução efetiva e aquela pactuada no Plano trabalho / Incompatibilidade entre o que foi efetivamente realizado e as especificações ajustadas do Plano de trabalho. 2) Inexecução ou execução parcial do objeto pactuado 3) Movimentação dos recursos em conta não específica ou banco não autorizado / Movimentação irregular da conta específica do convênio / Liberação de recursos em desacordo com o cronograma de desembolso, elaborado com base na execução física do objeto.

21 4) Indícios de fraude nos pagamentos e documentos comprobatórios / Comprovação de despesas com documentos não fiscais ou ilegítimos. 5) Ocorrência de saques sem comprovação de despesa. 6) Contrapartida financeira não executada conforme o regulamentado ou pactuado. 7) Indícios de comprovação de despesas mediante notas fiscais frias / Indícios de comprovação de despesas mediante notas fiscais calçadas.

22 NA PRESTAÇÕES DE CONTAS 1) Prestação de contas com ausência de elementos exigidos. 2) Falta de providências quanto ao atraso na prestação de contas / Inobservância do prazo estabelecido para aprovação ou não da prestação de contas.

23 3) Pareceres técnicos/financeiros inconsistentes, pro forma ou incompatíveis com os elementos do processo / Inconsistência entre o pronunciamento do ordenador de despesa e os pareceres técnico/financeiro e/ou com a documentação de prestação de contas. 4) Omissão do órgão/entidade no dever de instaurar Tomada de Contas Especial.

24 Análise de prestação de contas

25 Documentação necessária a prestação de contas A prestação de contas final do total dos recursos recebidos deve ser constituída de relatório de cumprimento do objeto, acompanhada dos seguintes documentos (IN STN 01/1997, art. 28):

26 - Plano de trabalho; - Cópia do termo firmado, com indicação da data de sua publicação; - Relatório de execução físico-financeira; - Demonstrativo da execução da receita e da despesa, evidenciando os recursos recebidos em transferência, a contrapartida, os rendimentos auferidos na aplicação dos recursos no mercado financeiro, quando for o caso, e os saldos; - Relação de pagamentos;

27 - Relação dos bens adquiridos, produzidos ou construídos com recursos da União; - Extrato da conta bancária específica, no período que se estende do recebimento da primeira parcela até o último pagamento e, se for o caso, a conciliação bancária; - Cópia do termo de aceitação definitiva da obra, quando o objeto visar à realização de obra ou serviço de engenharia;

28 - Comprovante de recolhimento do saldo de recursos à conta indicada pelo concedente, ou DARF/GRU, quando recolhido ao Tesouro Nacional; - Cópia dos despachos adjudicatório e homologatório das licitações realizadas ou justificativa para a sua dispensa ou a sua inexigibilidade, com o respectivo embasamento legal.

29 PLANO DE TRABALHO

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35 FORMULÁRIOS PARA APRESENTAÇÃO DA PRESTAÇÃO DE CONTAS

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41 TOMADA DE CONTAS ESPECIAL

42 Tomada de Contas Especial é um processo devidamente formalizado, dotado de rito próprio, que objetiva apurar a responsabilidade daquele que der causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte dano ao Erário, devendo ser instaurada somente após esgotadas as providências administrativas internas com vistas à recomposição do Tesouro.

43 CARACTERÍSTICAS deve ser autuado com numeração própria, conter as peças estabelecidas no art. 4º da IN/TCU n.º 56/2007, e alterações posteriores, e ser dotado de rito próprio, não devendo, em conseqüência, ser instaurado a partir de um outro, quaisquer que sejam as circunstâncias; que tem por objetivo...apurar a responsabilidade daquele que der causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte dano ao Erário..., somente deverá ser instaurado quando constatado prejuízo aos cofres públicos, até porque busca a recomposição do Tesouro Nacional;

44 que se constitui numa medida excepcional, somente devendo ser instaurado após esgotadas todas as medidas administrativas para reparação do dano causado ao Erário.

45 MOTIVOS PARA INSTAURAÇÃO DE UMA TCE omissão no dever de prestar contas a não apresentação das contas, por si só, independentemente de qualquer outro fator relacionado à execução do convênio ou instrumento congênere, constitui-se em pressuposto para a instauração do processo; ocorrência de desfalque ou desvio de dinheiros, bens ou valores públicos; e prática de ato ilegal, ilegítimo ou antieconômico de que resulte dano aos cofres públicos, atentando-se nesses casos para a necessidade da comprovação do prejuízo ao Erário, como condição para a instauração do processo de contas.

46 FASES DA TCE 1) A FASE INTERNA consiste em um procedimento de caráter excepcional de controle, destinado a verificar a regularidade da aplicação dos recursos transferidos visando a manifestação de regularidade ou irregularidade.

47 A regularidade ficará comprovada quando as contas expressarem, de forma clara e objetiva, a exatidão dos demonstrativos contábeis, a legalidade dos atos praticados, a legitimidade e a economicidade dos mesmos pelos gestores públicos ou privados recebedores das transferências por meio de convênios.

48 Comprovada a irregularidade de qualquer ato praticado pelo convenente cabe ao concedente declarar o valor correspondente ao dano e a autoria do ato que tenha resultado, encaminhando para formalização do processo a ser remetido ao Tribunal de Contas da União para julgamento.

49 2) A FASE EXTERNA da TCE constitui um processo cujo objetivo é o julgamento da regularidade das contas e da conduta dos agentes na aplicação dos recursos públicos cuja competência é privativa do TCU.

50 É nessa fase que o gestor dos recursos do convênio ou contrato de repasse tem direito à ampla defesa e ao contraditório, podendo produzir as provas que julgar necessárias em seu favor tendo em vista que a fase anterior, interna, há apenas a realização de atos investigatórios rumo à verdade material que, segundo o Professor Jorge Ulisses Jacoby Fernandes, pode ser comparada a fase do processo penal que trata do inquérito policial.

51 A IN 01/97 determina que a TCE seja instaurada no prazo de até 30 (trinta) dias da notificação ao convenente, pelo concedente, pela não apresentação da prestação de contas no prazo estabelecido no instrumento de convênio. Portanto, não apresentada a prestação de contas requerida, notifica-se imediatamente o convenente para apresentá-la no prazo de até 30 (trinta) dias sob pena de instauração da respectiva TCE.

52 SANÇÕES Os responsáveis pela aplicação de recursos transferidos pela União que tiverem suas contas julgadas irregulares pelo TCU poderão sofrer sanções, tais como:

53 a) devolução dos valores, com atualização monetária e juros de mora; b) multa de até 100% do valor atualizado do dano causado ao erário; c) inscrição no Cadastro de Créditos não Quitados-CADIN; d) inelegibilidade para cargos eletivos;

54 e) inabilitação para o exercício de cargo em comissão ou função de confiança na Administração Pública Federal, por um período de cinco a oito anos; f ) ajuizamento de ação penal pelo Ministério Público Federal.

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57 Obrigado! Ricardo Brito Borges

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