Ética e ciência ganham debate de qualidade

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1 Telemedicina Uma troca de experiências Impresso Especial /04/BR/PA CORREIOS Pará e Amazonas discutem seus projetos de telemedicina em mais um debate importante no último dia do XIII Encontro de CRMs das Regiões Norte e Centro-Oeste ANO x Nº 68 / julho a setembro de 2007 As experiências dos Estados do Amazonas e do Pará e do Projeto Rondon no uso dos recursos da telemedicina foram alvo de debates na palestra Telemedicina, com os temas Telemedicina no Brasil, abordado pelo brigadeiro Wagner Santilli, que falou sobre o Projeto Rondon, e Telemedicina e Internato Rural na Amazônia, pelo médico Pedro Elias Souza, coordenador do pólo de telemedicina do Estado do Amazonas. A experiência do Pará em telemedicina foi mostrada por Ruy Sérgio Monteiro Barros, conselheiro do e integrante do Núcleo de Tecnologia de Informação e Informática em Saúde (NTIIS), da Secretaria Executiva de Saúde Pública (Sespa). A mesa foi presidida pelo conselheiro do Cremepa, Marcus Vinícius Henriques Brito, e secretariada por Jorge Wilson Tuma, também do Ruy Barros disse que o projeto Saúde à Distância foi implantado no Pará em Há dificuldades, fragilidades e vitórias no projeto, avaliou. De acordo com Ruy Barros, a realidade da saúde do Estado traz algumas dificuldades para o projeto como o difícil acesso aos municípios, a rede hidroviária intensa e as rodovias precárias e em número insuficiente Há ainda as dificuldades de estabelecer médicos no interior do Estado, principalmente especialistas; de deslocamento de médicos para os municípios; e de capacitação e atualização dos profissionais da saúde, afirmou. Mesmo assim, segundo Ruy Barros, o projeto já tem como resultados preliminares a realização de web-conferências para 12 municípios, a implantação de Central Digital Médica Especializada e o treinamento de profissionais tanto para a Central Digital como médicos especialistas e enfermeiros. Segundo ele, aspectos como a baixa resolutividade em nível municipal, a ausência e ou indefi- Da esq.para a dir.: Marcus Vinícius Brito, do ; Ruy Barros, do ; e brigadeiro Wagner Santilli durante o evento nição de recursos financeiros, a pouca discussão no campo científico, o vínculo temporário de 90 % dos profissionais, a dificuldade de acompanhamento e supervisão e a ausência de internet banda larga em 90% dos municípios do Estado prejudicam o projeto paraense. Rondon - Relançamento do projeto Rondon fase nova para implantar processo de desenvolvimento junto às comunidades. Deixou de ter aquele caráter assistencialista, disse Santilli. O advento de teleações e de telemedicina é mais um aperfeiçoamento do projeto, mas que ainda está em uma fase embrionária. Vejo com grande perspectivas que em um futuro muito próximo a telemedicina passe a envolver uma grande parte das operações do Projeto Rondon em seu novo formato, anunciou Santilli. Ele lembrou que tudo vai depender da análise do projeto-piloto. De acordo com Wagner Santilli, o desenvolvimento de pesquisas e programas sócio-educacionais e de materiais, utilizando a tecnologia digital de comunicação e informação, permitirá aos acadêmicos do Projeto Rondon e do Internato Rural a oportunidade de apreenderem as relações entre saúde e sociedade, em ações de pesquisas e extensão, a fim de diagnosticar os problemas de saúde das comunidades e propor atividades de conscientização e prevenção. Isso permitirá desenvolver programas para a prevenção de doenças de altas incidências nas comunidades assistidas, além de apoiar a Atenção Primária à saúde na região amazônica, bem com em outras regiões, afirmou o brigadeiro. Amazonas - Pedro Elias de Souza, coordenador do pólo de telemedicina do Estado do Amazonas disse que a união dos Estados da Região Norte em torno de implantação de projetos de telemedicina é vital para o sucesso desse tipo de programa. Essa é uma ação estratégica. Nós somos a maior região do País e uma dificuldade enorme de acesso a algumas regiões. Além disso, as políticas de interiorização na área da saúde, principalmente às voltadas aos profissionais da medicina, não tiveram um efeito satisfatório. Então, a utilização desses recursos de comunicação remota e de informática moderna, em apoio às ações de saúde, é fundamental para a nossa região, opinou. Disse que a experiência do Amazonas que está um pouco mais avançada em relação aos demais estados - pode ser compartilhada. A idéia é trazer isso para o Pará e iniciar uma parceria que possa trazer de imediato ações na melhoria de qualidade de vida dos cidadãos da Amazônia, ressaltou. Pedro Elias contou que a experiência do Amazonas se iniciou em 2003 e que isso pode ajudar o Pará a não cometer os mesmos erros iniciais do projeto amazonense. Vamos pegar a parte boa da nossa experiência e facilitar ações bem efetivas na telemedicina do Pará, disse. Pedro Elias destacou que além da assistência médica à distância, a telemedicina também atende ao anseio do treinamento em Recursos Humanos. Podemos levar a informação àquele profissional, opinou. Ética e ciência ganham debate de qualidade promove XIII Encontro dos Conselhos Regionais de Medicina das Regiões Norte e Centro-Oeste PARA USO DOS CORREIOS - Motivo da devolução Mudou-se Desconhecido Ausente Endereço insuficiente Recusado Falecido Não existe o nº indicado Não Procurado Outro entrevista: Juberty de Souza fala sobre as doenças que atingem a população indígena. Pág. 3

2 EDITORIAL Encontro recebe elogios Saúde pública Médicos discutem sobre o SUS Médicos das regiões norte e Centro-Oeste debatem questões éticas e científicas em evento que reúne Conselhos de Medicina Endereço: Avenida Generalíssimo Deodoro, 223. Fone: (091) Fax (091) Cep Belém - Pará Diretoria José Antonio Cordero da Silva Presidente; Maria de Fátima Guimarães Couceiro Vice-presidente; Um evento elogiado tanto pela organização dos debates, como pela escolha do temário debatido, que abordou tanto temas éticos como científicos. Esta foi a avaliação das dezenas de médicos e conselheiros dos CRMs das regiões Norte e Centro-Oeste que participaram do XIII Encontro dos Conselhos Regionais de Medicina das Regiões Norte e Centro-Oeste, promovido pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Pará nos dias 20, 21, 22 e 23 de junho deste ano, no Hotel Sagres, em Belém. Para o presidente do, José Antonio Cordero da Silva, o sucesso do evento se deu exatamente à diversidade e contemporaneidade dos temas abordados nas palestras. Tivemos uma resposta muito positiva porque abordamos assuntos que preocupam a categoria médica e temas científicos que são comuns às duas regiões, comentou Cordero. Este número especial do Jornal mostra as principais discussões ocorridas durante o evento e disponibiliza aos leitores uma parte do que foi debatido entre os profissionais de medicina em temas como formação médica, dengue, perícia médica, saúde prisional e indígena, entre tantos outros. À página 3 o entrevistado é o médico Juberty Antônio de Souza. Ele é conselheiro do Conselho Regional de Medicina do Mato Grosso do Sul e fez a conferência de abertura do evento O médico abordou o tema Saúde indígena: visão geral, problemas e diretrizes. Juberty falou, entre outras coisas, sobre as doenças que atingem a população indígena, as grandes epidemias que dizimaram muitos índios e o crescimento demográfico dessas populações nos últimos 30 anos no Brasil. À página 4 temos um tema incômodo e polêmico: a saúde prisional. Especialistas sugeriram soluções para problemas da saúde psicossocial da comunidade carcerária. Entre o que foi discutido esteve em pauta a falta de um programa assistencial, com projetos de assistência global e com a seleção de detentos em psiquiátricos ou não. A ausência desses programas dificulta muito o trabalho do médico que trata a saúde mental. À página 5 poderemos ter acesso a uma das mais acaloradas discussões. As demandas judiciais e a regulação do setor de aquisição de medicamentos e equipamentos de órtese e prótese foram os principais pontos da discussão do encontro dos CRMs. O debate serviu, de forma ampliada, para se discutir também a prestação de serviços de saúde nas esferas pública e privada e o direito dos consumidores também nesses dois âmbitos. As páginas centrais deste número um assunto que vem chamando a aten- Aristóteles Guilliod de Miranda 1º secretário; Maria Izabel de Souza Morhy 2º secretário; Joaquim Pereira Ramos - 1º Tesoureiro Benedito Pedro Resque de Oliveira -2º Tesoureiro Arthur da Costa Santos - Corregedor Jorge Wilson Tuma - Vice-corregedor Conselheiros efetivos: Altino Mendes Nóvoa Neto; Antônio Cerejo Ribeiro de AlmeidaAntônio Gonçalves Pinheiro; Antonio Jorge Ferreira da Silva ; Amaury Braga Dantas; Jaime Roberto Seráfico de Assis Carvalho (licenciado); Joaquim Marinho de Queiroz Junior; José Roberto Tuma da Ponte; Maria do Carmo de Lima Mendes Lobato; Maria de Nazaré Paes Loureiro; Rosangela Brandão Monteiro; Teiichi Oikawa; Waldir Paiva Mesquita. Presidentes de CRMs das regiões Norte e Centro-Oeste se reuniram em Belém ção da categoria: a perícia médica. Honorários, dificuldades, mudanças e conceituações foram amplamente compartilhadas e debatidas durante o encontro. Uma leitura obrigatória. Além disso, este número traz muitas outras matérias importantes sobre temas abordados no XIII Encontro dos Conselhos Regionais de Medicina das regiões Norte e Centro-Oeste. Por problemas técnicos este número do Jornal sai, excepcionalmente, com sua periodicidade alterada para trimestral. Façam todos uma boa leitura! Conselheiros suplentes: Conselheiros Suplentes: Adrienne Bentes de Melo e Silva (licenciada); Ana Lucia Carvalho dos Santos (licenciada); Carlos Eduardo Cardoso Martins (licenciado); Edson Yuzur Yasojima; Eduardo Oliveira Braga; Fernando Augusto Fonseca Monteiro ; Francisco Ferreira de Souza Filho; Ilcioni Gomes Pereira; Juvenal de Araújo Lima Junior; Leucy Paz da Silva; Marcus Vinicius Henriques Brito; Paulo Sérgio Guzzo; Roberto Amorim de Menezes; Roberto Borges Guerra (licenciado); Robson Tadachi Moraes de Oliveira; Rosa Maria Mesquita Milhomem Costa; Rosa Marilda Figueiredo da Conceição; Rui Sérgio Monteiro Barros; Terezinha de Jesus de Oliveira Carvalho Jornal Jornalista responsável: Soraya Pessoa (MTb 1292) Textos e reportagens: Ailson Braga Projeto gráfico e editoração eletrônica: Soraya Pessoa e Hamilton Braga Publicidade: Periodicidade: bimestral Tiragem: exemplares Distribuição: gratuita Representantes de usuários, de hospital e do setor público expõem suas dificuldades com procedimentos eletivos Laura Rosseti usou exemplo do Hospital Ofir Loyola para falar sobre o tema Juntar um conselheiro municipal de saúde, a diretora de um hospital escola e o diretor de um órgão público de saúde foi a forma encontrada para um debate democrático sobre procedimentos eletivos. O debate contou com a presidência de José Bernardes Sobrinho (CRM-AM) e secretariado por Dilza Terezinha Ambros Ribeiro (CRM-AC). José Magalhães Melo representou a Secretaria Executiva de Estado de Saúde (Sespa) e falou sobre a atuação daquela secretaria no que se refere aos procedimentos eletivos no SUS. José Magalhães é diretor da Regulação da Sespa e da Diretoria de Desenvolvimento de Auditoria em Serviços de Saúde, também respondendo sobre o Fundo Estadual de Saúde. Segundo ele, as eletivas é um problema nacional. Se não fosse isso, o Ministério da saúde não teria criado o Mutirão das cirurgias eletivas. Isso correu justamente pela deficiência da execução desses procedimentos em todo o Brasil, afirmou o representante da Sespa. Ele ressaltou que um levantamento feito pelo MS mostra que em relação à proporção da população atendida esse tipo de procedimento no SUS é muito pequeno. Ainda segundo ele, isso ocorre por uma série de fatores como a regulação da rede, a tabela das cirurgias eletivas ambulatoriais e hospitalares. Os hospitais ainda atendem casos que deveriam ser atendidos na rede básica, mas que ficam ocupando espaço nos hospitais, feitos para atender casos mais complexos. Isso ocorre porque a atenção básica ainda é muito falha, observou. Ele afirmou que ainda há a questão de muitos hospitais e médicos rotularem casos de urgência/emergência como sendo procedimentos eletivos. Não existe uma regulação perfeita do sistema onde esse hospital de referência receberia apenas o paciente referenciado.o que acontece é que essas cirurgias passam por cima da regulação e acabam sendo executadas como urgência/emergência, que geram uma estatística que não é real, informou. Segundo Magalhães é necessário, para que se minimize o problema das cirurgias eletivas no Brasil, que os gestores hospitalares municipais e regionais entendam a importância de uma rede regulada, regularizada e hierarquicamente definida, com o fluxo e acesso também definidos acerca da alta e médica complexidade, com uma boa base de informação e com a definição da gerência dessas informações. Ofir Loyola - A médica Laura Rosseti usou o funcionamento do Hospital Ofir Loyola referência no tratamento de doenças crônico-degenerativas no Estado e de câncer na região Norte para falar dos procedimentos eletivos. Com a rotina do hospital, Laura Rosseti abordou todos os problemas da instituição, tanto no lado do atendimento à população, como no José Magalhães Melo representou a Secretaria Executiva de Estado de Saúde que se refere à administração pública, passando pelo ensino e pela regulação do sistema de saúde. Nós temos que identificar o grau de inserção dos serviços junto ao SUS. O sistema se ressente da regulação, como disse o José Magalhães, da Sespa. Devido à inoperância da rede básica, o Ofir Loyola, um hospital que faz transplantes, se vê diante de situações que são da rede básica chegando até o nosso hospital. Então, se não ordenarmos o sistema não vamos ter sucesso na atenção à saúde, disse Laura Rosseti. Para falar sobre a visão do usuário foi chamado Humberto Daniel da Silva, que além de conselheiro municipal de Saúde é educador social-técnico em gestão. Esta apresentação foi elaborada, conjuntamente por uma ação de capacitação de um programa interdisciplinar de Políticas Pública e Gestão. Há um texto de contribuição da professora Laura Almeida, que é da Universidade Federal de Pernambuco, do mestrado em Serviço Social, explicou Humberto Daniel. Humberto Daniel concordou com a fala dos dois palestrantes e criticou a falta de mais organização do SUS no que se refere ao atendimento ao usuário. É preciso maiores mudanças e mais respeito ao usuário, opinou Humberto Daniel. Ailson Braga 2 11

3 Ensino Médico Avaliação é tema de palestra QA discussão do exame de ordem avalia o ensino médico no País uem deve fazer e como deve ser feita a avaliação do ensino médico foi o mote do debate ocorrido no evento que reuniu os CRMs das Regiões Norte e Centro-Oeste em Belém, de 20 a 23 de junho deste ano. O debate reuniu a professora Elvira Soares da Universidade do Estado do Pará (Uepa) e o advogado e professor de Direito Edílson Dantas, representando a OAB do Pará. O debate foi presidido pelo conselheiro Joaquim Ramos do. Elvira Soares abordou o tema Por que devemos avaliar a graduação de Medicina? em uma palestra cheia de reflexões. Ela afirmou que os sistemas de avaliação do ensino superior no Brasil são bem recentes. Ela contou que embora tenham existido, de forma pontual, algumas experiências de avaliação a partir do final dos anos 1970, os processos de avaliação institucional iniciaram-se com mais força a partir do final dos anos 1980, por iniciativa das próprias universidades, que organizaram, internamente, suas próprias avaliações. Segundo Elvira Soares, todos os cursos devem ser avaliados independentemente de quem o faça, mas a avaliação é necessária. Mas frisou que quem deve avaliar se trata de uma reflexão que deve se compartilhada tanto com a classe médica como com as universidades. Ela ressaltou que qualidade em educação não é questão optativa, mas uma obrigação. Isso implica em tomada de posição, na discussão do conflito entre formar e instrui. Trata-se de construção social e histórica, afirmou. Elvira Soares fez duas perguntas: Será que o exame de certificação de classe realmente mede a qualidade do ensino?; e será que o exame de certificação mede a qualidade dos profissionais? Quanta à primeira, não se pode inferir que as faculdades são boas ou ruins porque seus alunos foram aprovados ou reprovados nas suas certificações. Não dá para avaliar. A segunda pergunta nos leva a dizer que a existência de um exame de certificação que regule apenas o ingresso na corporação também não afasta a existência de profissionais desatualizados. Tem pessoas que fazem o Exame de Ordem da OAB há oito anos, o mesmo tempo de sua faculdade. Ele vai passar, uma hora ou outra ele vai passar, mas ninguém Dalva Neves (centro), do Pará, fez parte da mesa. Edílson Dantas (dir.), da OAB, discutiu a avaliação do ensino médico. Abaixo: platéia formada por muitos acadêmicos de Medicina. garante que esse indivíduo será um bom profissional, argumentou. Em sua opinião é preciso que a formação na graduação seja mais bem acompanhada. É preciso acompanhar o estudante no processo de formação. Portanto, a qualificação profissional para o exercício das diversas profissões liberais, é adquirida através do aprendizado em cursos específicos e certificada, na forma da legislação vigente, pelo reitor de cada universidade. Nenhuma outra instituição, além das universidades, tem competência para qualificar os bacharéis, para o exercício de suas profissões, opinou Elvira Soares. Exame de Ordem - Edílson Dantas falou sobre o índice de reprovação nos Exames de Ordem da OAB. Segundo informou, em 2004 o índice de reprovação foi de 71%; em 2005, 76%; e em 2006, 79%. E agora em abril de 2007, houve uma melhora: 66% de reprovados no Exame de Ordem. Mas um dia esse cidadão reprovado vai ser advogado. Significa que ele vai ser um bom profissional? Dificilmente, opinou o advogado Edílson Dantas. Ele disse que o estudo é uma atividade quase que solitária. Você estuda só. Sou professor de universidade há mais de 20 anos e sei que de 45 apenas cinco querem estudar. O resto está no bar. A faculdade serve para dar uma visão geral ao cidadão sobre o que ele deve estudar, observou. Dantas afirmou que a discussão sobre a inconstitucionalidade do Exame de Ordem é grande e divide opiniões. Entretanto, ele em uma posição bem definida: é constitucional por que o artigo 133 da Constituição diz que o advogado é indispensável a administração da Justiça. Ou seja, a Justiça só pode funcionar se tiver um advogado. Assim como o médico é indispensável à saúde pública. Eu considero essa discussão superada pela própria Constituição, disse. Ele lembrou, porém, que há faculdades que querem acabar com o Exame de Ordem por causa do ranking do MEC. Em sua opinião, o Conselho Federal da OAB peca quando avalia faculdades pelo resultado do Exame de Ordem. Para avaliar faculdade tem que ter outros parâmetros como corpo docente assíduo, boa biblioteca e pelo projeto pedagógico, afirmou. Edílson Dantas declarou que o Exame de Ordem não é a melhor solução para se avaliar egressos das faculdades, mas sim um freio. É um casuísmo? Sim, é casuísmo. Mas ainda é o único parâmetro que temos para avaliar se esse cidadão pode pelo menos escrever alguma coisa. Porque estamos, em alguns casos, alfabetizando quem quer ser advogado, criticou. O representante da OAB-PA avaliou que o grande problema de nossas faculdades é que elas não unem teoria à prática. Não procuram encaminhar o aluno, por exemplo, a fazer uma petição.nada. O aluno sai sem saber fazer o básico. Mas um exame de ordem não avalia uma faculdade e sim, repito, um projeto pedagógico, uma boa infra-estrutura e um corpo docente competente e interessado na formação de qualidade do aluno, disse Edílson Dantas. Divulvação O médico Juberty Antônio de Souza abordou o tema Saúde indígena: visão geral, problemas e diretrizes na solenidade de abertura do evento que reuniu os CRMs do Norte e Centro-Oeste. Juberty falou, entre outras coisas, sobre as doenças que atingem a população indígena, as grandes epidemias que dizimaram muitos índios e o crescimento demográfico dessas populações nos últimos 30 anos no Brasil. Jubert y Antônio de Souza ENTREVISTA Categoria atravessa crise de valores Juberty Antônio de Souza é conselheiro do CRM do MS e fez a conferência de abertura do XIII Encontro dos Conselhos Regionais de Medicina das Regiões Norte e Centro-Oeste Quais as hipóteses para o crescimento da população indígena? São várias. Podemos destacar orgulho étnico, a maior inserção e a maior autonomia das comunidades indígenas na sociedade e as melhores condições de saúde. Há um renascimento das etnias, há movimento de se promover o orgulho das etnias, maior acesso e maiores cuidados na saúde permitiram a volta do crescimento demográfico. Para se ter uma idéia da evolução da população, no ano de 1500 havia pessoas, em 1970 chegamos a pessoas e 2000, pessoas. O que mudou no quadro das doenças entre os índios do Brasil? Com conquista do Brasil os índios eram submetidos a doenças que os dizimaram como gripe, sarampo, caxumba e infecções respiratórias secundárias, além das DSTs. Note-se que a tuberculose e a sífilis já existiam antes do descobrimento. O que matou mesmo foram epidemias causadas pelo contato. Hoje a população indígena tem uma distribuição de doenças mais ou menos semelhante do resto da população do Brasil. O que mata hoje é malária, tuberculose, infestação de parasitoses, diabetes, Aids e as doenças mentais, podendo se incluir aí ainda o alcoolismo e a depressão. O tratamento da tuberculose é difícil? Sim. Há baixa adesão ao tratamento por fatores culturais que envolvem esse tipo de doença, que é considerada uma doença de branco. Qual é a doença mais grave? O diabetes, as infestações, o alcoolismo e a malária são graves. O diabetes é comum a todas as etnias em contato há mais de três gerações. São elas as etnias Terena, Xokleng e Guarani Kayowa. Cinqüenta por cento das populações estão com helmintoses, dos tipos Ascaris, Trichiuris e Strongyloides. O alcoolismo está em todas as etnias conhecidas e não é considerada como doença de índio e, sim, doença de branco. A cerveja e o vinho não são consideradas bebidas alcoólicas. E a questão do suicídio entre os índios como está? O suicídio entre as populações indígenas é fenômeno que também ocorre no Canadá e na Austrália. As vítimas são adolescentes em sua maioria e tanto no Brasil como no Canadá isso não significa doença mental, mas um aspecto cultural. A escolha pela morte significaria uma melhor qualidade de vida, só obtida após a morte. Entre os Guarani Kayowa os suicídios não são vistos como depressão, mas algo místico, religioso e cultural. Há histórias de como era o mundo antes e como ele é agora, e que o mundo da felicidade só estaria ao alcance após a morte. Isto seria um dos fatores que levaria certas pessoas ao suicídio. Quais as perspectivas para as populações indígenas? Várias e que precisam ser implementadas. Podemos dizer que é preciso promover o acesso à informação de boa qualidade e de forma adequada, não haver a imposição da biomedicina a priori, ter uma preparação de forma adequada aos profissionais que atuam na área, que seja criada a carreira dos médicos que atuam especificamente nesta área. Ailson Braga 10 3

4 Polêmica Saúde prisional passa por avaliação Dengue Palestras abordam ciência e ética Evento debate assunto polêmico e sugere soluções para problemas da saúde psicossocial da comunidade carcerária Na tarde do primeiro dia da programação científica do XXI Encontros dos CRMs das Regiões Norte e Centro- Oeste houve a discussão de um assunto polêmico e pouco debatido entre os médicos do Brasil: a saúde prisional. A mesa redonda Saúde Prisional ocorreu no dia 21 de junho e teve como debatedores a advogada Maria Cristina Carvalho e a médica Maria de Nazaré Paes Loureiro. O conselheiro do CRM do Tocantins Solimar Pinheiro da Silva criticou a pouca participação do público durante debate tão importante. Pela quantidade de pessoas na platéia podemos avaliar a importância que os médicos dão para o assunto dos detentos deste País, observou Solimar Pinheiro. Ao falar sobre As dificuldades do profissional de saúde mental no sistema prisional, a conselheira do, Maria de Nazaré Paes Loureiro discorreu sobre o tema A saúde mental nas prisões e fez uma profunda reflexão sobre os problemas enfrentados pelos que atuam na área da saúde dentro das prisões, criticou o atual descaso com a saúde mental nesses locais, além de apresentar sugestões para mudar o quadro atual. De acordo com Nazaré Paes Loureiro a saúde mental e a psiquiatria sofreram, nos últimos 20 anos, forte pressão para a desinstitucionalização dos doentes psiquiátricos não sendo acompanhada com a criação da necessária retaguarda de saúde mental. Como resultado é fácil observar que alguns doentes foram realojados nas suas famílias. Outros em abrigos superlotados sem as condições sanitárias desejáveis. Alguns outros deixados em asilos psiquiátricos abandonados pelas autoridades sanitárias, muitos utilizaram asilos psiquiátricos como residência sem avaliação e acompanhamento adequados. E ainda: muitos se transformaram em delinqüentes não em resultados de suas doenças, mas como resultado da ausência técnico-política relativa a monitoração das competências sociais, opinou Nazaré Paes Loureiro. Ela ressaltou que a falta de um programa assistencial, com projetos de assistência global e com a seleção de detentos em psiquiátricos ou não, dificulta muito o trabalho do médico que trata a saúde mental. Precisaria se ter a seleção dos doentes para se ver até que ponto os detentos são psiquiátricos, ver a diferença do imputável e do inimputável, além de promover a viabilização de equipes multiprofissionais. Isso sem falar no espaço para se desenvolver essa ação. O psiquiatra não tem como fazer bem o seu trabalho devido à falta desse programa e desses serviços citados, disse a conselheira do Cremepa. Já Maria Cristina Carvalho falou sobre o tem Assistência à Saúde do Detento, explicando a legislação que rege o assunto como a Lei de Execução Penal (7.210/84), o Código Penal e da Portaria Interministerial nº 1.777/03, que estabelece o Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário. A advogada destacou que as prioridades da portaria são: a reforma e a equipagem das unidades prisionais, visando a estruturação dos A platéia ouviu atentamente a exposição sobre saúde nas prisões serviços ambulatoriais; a organização dos sistemas de informação de saúde da população penitenciária; a implantação de ações de promoção da saúde; a implementação de medidas de proteção específica (vacinação); a implantação de ações para a prevenção de doenças infecto-contagiosas, sexualmente transmissíveis e agravos psicossociais; a A conselheira do Maria de Nazaré Paes Loureiro no encontro distribuição de preservativos e insumos para a redução de danos associados ao uso de drogas; e a garantia de acesso da população penitenciária aos demais níveis de atenção à saúde. A conselheira e debatedora Maria de Nazaré Paes Loureiro apontou possíveis soluções para reverter o atual quadro caótico da saúde prisional. As atividades a desenvolver por cada uma das unidades deverão ser as seguintes Unidade de Doentes Inimputáveis 1. Atividades relativas aos usuários: Abordagem individual nos planos psiquiátrico, psicológico e social. Abordagem psiquiátrica individual visando o pronto diagnóstico e tratamento dos quadros psiquiátricos co-mórbidos ou não. Atividades grupais relacionados a terapia ocupacional e reuniões comunitárias bem como outras abordagens terapêuticas em nível grupal (grupo operativo). Atividades culturais. Atividades de reorientação social. 2. Unidade de Apoio Psiquiátrico-Psicológico a Reclusos: Em regime de Ambulatório e Internamento. Atendimento psiquiátrico com os objetivos de detecção precoce, diagnóstico e tratamento de quadros clínicos psiquiátricos. Atendimento psicológico visando abordagem psicoterápica individual e/ou de grupo. Atendimento social segundo os objetivos e ações já delineados. Unidade livre de drogas para Reclusos: Tratamento de desintoxicação assistida farmacologicamente (em regime de internação, durante 5 dias). Acompanhamento psiquiátrico e psicológico em regime de ambulatório (cerca de 1 ano). História, sintomas, tratamento e experiências acerca da dengue no Brasil e no mundo foram intensamente debatidas em duas palestras durante Encontro dos CRMs do Norte e Centro-Oeste O médico infectologista Lourival Marsola fez uma exposição crítica e informativa sobre a dengue durante a realização do XIII Encontro dos Conselhos Regionais de Medicina das Regiões Norte e Centro-Oeste, promovido pelo CRM do Pará. Outra visão foi dada pela pediatra Consuelo Oliveira. Ambas as palestras foram fartamente ilustradas e com muitos exemplos sobre o diagnóstico, o tratamento e as várias formas da doença, que em alguns lugares se tornou uma epidemia. Marsola fez um levantamento histórico da dengue. Ele, que é mestre em Clínica das Doenças Tropicais e chefe do Serviço de Infectologia do Hospital Universitário João de Barros Barreto (HJUBB), explicou que a dengue teve surtos em 1635, na Índia, em 1699 houve surtos no Panamá e em 1780 a primeira epidemia aconteceu no Estado da Filadélfia, nos Estados Unidos. Em 1906, o Aedes Aegypti foi implicado como vetor, segundo Bancroft. E em 1944 o vírus acaba por ser isolado em camundongos, em estudos de Sabin e Schlesinger sabemos disso, contou o médico infectologista Ele lembrou que nos anos 80 houve o aumento do número de casos da forma hemorrágica na Ásia e na América Latina. Em uma explanação com muitos dados científicos, Marsola falou, entre outras coisas sobre o vírus da dengue. Cada sorotipo determina imunidade específica de longa duração, provavelmente por toda a vida, e uma imunidade cruzada fugaz, de cerca de três meses. Todos os sorotipos podem causar doença grave e fatal e algumas variantes genéticas de cada sorotipo parecem ser mais virulentas ou possuir maior potencial epidêmico, informou Lourival Marsola. Distribuição da dengue no mundo por áreas infestadas e áreas de epidemia. Os números da doença no mundo também forma comentados pelo infectologista, além do número de notificações no Estado do Pará e na região Norte. Os casos notificados de dengue por semana epidemiológica, na região Norte, em 2006, foram de casos. Em Belém foram de 2.207, o que corresponde a 26% de todas as notificações, disse. Recorrendo a gráficos, estatísticas, fotos e outros recursos didáticos, Marsola discorreu em profundidade sobre a dengue, falando sobre os vários tipos da doença, indo desde a clássica até a hemorrágica, alertando sobre os sinais e sintomas da dengue/fhd, por exemplo. Ele mostrou que os casos de DHF nas Américas, entre os anos de 1970 a 1999 cresceram a cada década e já chegava (em 1999) à casa dos 60 mil nas Américas. Pediatra - Com o tema O Papel do Pediatra na Dengue, Consuelo Oliveira, médica pediatra que trabalha no Instituto Evandro Chagas e na Universidade do Estado do Pará (Uepa) fez uma palestra esclarecedora sobre a responsabilidade dessa especialidade médica para o diagnóstico e tratamento da doença. Consuelo Oliveira fez cinco questionamentos para discorrer sobre como diagnosticar e tratar a dengue em crianças. Os QUESTIONAMENTOS apresentados pela pediatra e que todos os profissionais dessa especialidade devem fazer ao atender crianças que podem ter pelo menos um dos sintomas da dengue foram: pode ser dengue? Há realmente suspeita de dengue? O paciente tem sangramento? O paciente tem sinais de alerta? Quais exames podem ser solici- Os conselheiros do participaram ativamente das palestras do Encontro dos CRMs tados na dengue? A partir de cada um desses cinco pontos, Consuelo Oliveira apresentou uma palestra muito didática e que fez uma alerta importante. Como os sintomas da dengue são comuns também a muitas viroses, alguns pediatras podem incorrer no erro de não pedir exames específicos para diagnósticos da dengue. Toda suspeita deve ser investigada, opinou. A pediatra também fez uma palestra cheia de exemplos sobre as formas de tratar cada grupo de doentes de dengue, abordou os sinais de alerta (sangramento, etc.) que devem ser observados e tratados, observou que os que têm a Síndrome do Choque da Dengue (SCD) devem ser monitorados e receber tratamento específico. Após as duas exposições a presidente da mesa, Leucy Paz da Silva (PA) e o secretário Jorge Wilson Tuma (PA) abriram as inscrições e houve um debate avaliado por Leucy Paz como sendo muito produtivo. O evento do tem sido um sucesso porque junta assuntos éticos e científicos com muita competência. Este debate sobre dengue despertou o interesse da platéia para aspectos pouco abordados sobre a doença, opinou a presidente do debate. Platéia de médicos e acadêmicos discutiu assuntos científicos, como a dengue 4 9

5 Profissão Em busca de mudanças Órtese e prótese Mesa tem debate acalorado em evento Questões como a diferença entre grade curricular das universidades brasileiras e estrangeiras e a revalidação de diplomas ganharam destaque em debate sobre exercício ilegal da Medicina A luta dos médicos do Brasil pela boa prática profissional ganhou um ponto na guerra contra o exercício ilegal no País. Os presidentes dos Conselhos Regionais de Medicina do Acre e de Tocantins expuseram de foram contundente suas idéias ao falarem sobre ações contra o trabalho de médicos estrangeiros ilegais e a revalidação de diplomas. A mesa Exercício Ilegal da Medicina foi presidida por Aníbal da Costa Cavalcante, do CRM de Roraima. Solimar Pinheiro da Silva, presidente do CRM do Tocantins, abordou o tema Médicos Estrangeiros. A Experiência do Tocantins. Solimar falou sobre a experiência daquele Estado com os médicos estrangeiros vindos de Cuba. De acordo com Solimar Pinheiro da Silva os médicos cubanos que estavam no Tocantins não conseguiram revalidar seus diplomas exerciam ilegalmente a profissão. Atualmente conseguimos, por intermédio de uma ação civil pública na Justiça Federal, mandar todos os ilegais embora. Não temos cubanos ilegais, a não ser uma meia dúzia que ficou por lá e que são considerados como desertores por Cuba. Estes estão perambulando pelos pequenos municípios, fazendo parte de programas como o Saúde da Família, mas empregado como funcionário do Estado não tem mais nenhum, pelo menos que se saiba, contou Solimar Pinheiro. Ele disse que se o CRM de Tocantins não tivesse entrado com a ação civil pública em 2004, até hoje haveria cubanos naquele Estado. Segundo o presidente do CRM-TO, havia um receio por parte de alguns que se os cubanos saíssem, a saúde no Tocantins entraria em colapso. Eles saíram e a saúde melhorou. Porque, infelizmente, a qualidade da Medicina que vem da ilha não é das melhores, opinou. Currículos - Dilza Terezinha Ambros Ribeiro, presidente do CRM do Acre, abordou o tema As Escolas Médicas nas Fronteiras. De acordo com Dilza Ribeiro é cada vez maior a preocupação dos Conselhos de Medicina acerca de médicos formados no exterior, sejam eles brasileiros que estudam em faculdades estrangeiras ou o médico estrangeiro que vem tentar trabalhar aqui. Todos os CRMs se preocupam com o exercício ilegal da Medicina, mas a nossa Região Norte tem um problema um pouco maior porque temos as divisas com Peru, Bolívia e Venezuela. Existe um ingresso muito grande Dilza Ribeiro, do Acre, abordou o tema As Escolas Médicas nas Fronteiras de profissionais desses países sem a revalidação dos seus diplomas no Brasil. Há um número crescente de faculdades que estão abrindo em regiões limítrofes de olho no estudante brasileiro. A idéia é colocar no mercado brasileiro esse aluno formado lá fora, informou Dilza Ribeiro. Ela contou que na Bolívia está em vias de abrir uma faculdade pública embora cobre taxas de alunos que tem 90% de sua clientela formada por brasileiros. Dilza fez questão de ressaltar que a grade curricular dessa faculdade boliviana é totalmente diferente da brasileira. Eu usei como exemplo o currículo do curso de Medicina da Universidade Federal do Pará, considerada uma das melhores grades curriculares do País, para comparar com a da Universidade da Bolívia e mostrar as diferenças no ensino da Medicina, disse. A presidente do CRM-AC esclareceu que a grade curricular daquela universidade é totalmente Solimar Pinheiro, do CRM do TO, falou sobre Médicos Estrangeiros diferente da praticada no Brasil. O MEC exige um determinado currículo. Na Bolívia eles não têm estágio e nós temos dois anos de internato rotatório, que dá uma boa prática ao aluno, ressaltou. Ela informou que o CRM do Acre está acionando a Polícia Federal e o Ministério Público, nas regiões onde os médicos não têm o diploma revalidado, para que seja feita a revalidação. Ele lembrou que a revalidação é feita apenas em universidades públicas, já que muitos políticos criticam a atuação do CRM. Eles pensam que somos nós que revalidamos, não entendem que isso é feito pelas universidades, observou. Dilza Ribeiro disse ainda que há uma preocupação por parte de todos os Conselhos para que a revalidação leve em conta também o currículo. Além da prova teórica era preciso haver um mecanismo para aferir a prática. Sem isso, acaba se colocando em risco a saúde da população, opinou Dilza Ribeiro. As demandas judiciais e a regulação do setor de aquisição de medicamentos foram pontos discutidos Uma das mais disputadas mesas-redondas de todo o XIII Encontro dos Conselhos Regionais de Medicina das Regiões Norte e Centro- Oeste foi a que debateu o tema Demandas judiciais com relação à aquisição de órtese/prótese e medicamentos, ocorrida no dia 21, primeiro dia do evento. Para ampliar a discussão, o decidiu que o debate seria feito com as visões do setor público, da cooperativa de saúde e da promotoria. O debate serviu, de forma ampliada, para se discutir também a prestação de serviços de saúde nas esferas pública e privada e o direito dos consumidores também nesses dois âmbitos. O promotor Marco Aurélio Lima do Nascimento, do MP do Pará A mesa foi presidida por Sérgio Renato de Almeida Couto do Mato Grosso do Sul - e secretariada pelo conselheiro do CRM do Amapá, Dardeg de Sousa Aleixo. Participaram como debatedores o promotor Marco Aurélio Lima do Nascimento, do Ministério Público do Pará, o neurologista César Neves, que falou pela cooperativa de saúde e a dra. Sandra helena Leite, como integrante do plano de saúde dos servidores do Estado. Para o promotor Marco Aurélio Lima os julgamentos de casos relacionados a tratamentos, órteses e prótese têm sido justos. Há exceções. Alguns juízes e desembargadores encontram dificuldades para dar pareceres nessas matérias porque não têm intimidade com o direito do consumidor. Nosso entendimento é que as decisões têm sido das mais corretas e se há erros podem ser corrigidos por recursos, afirmou o magistrado. César Neves fez uma apresentação repleta de números e de dados na qual teceu algumas críticas ao julgamento de certas demandas judiciais. Além disso, ele fez comentários em relação ao cenário econômico nacional e local. Há uma atuação cada vez maior dos nossos departamentos jurídicos nas defesas de demanda jurídica, também ocorre a conscientização do Poder Judiciário do que é uma operadora de plano de saúde. É necessária uma legislação jurídica específica, que impeça o pagamento de A exposição de Sandra Leite sobre a visão do setor público foi minuciosa demandas judiciais e liminares em primeira instância, antes de julgar o mérito principal, opinou César Neves Além disso, para César Neves para que haja uma mudança no atual cenário é preciso uma central de compras, com uma política nacional de preços com reajustes em níveis compatíveis com os dados pela ANS anualmente e reconhecidos pelo mercado e pelo governo. A Unimed gastou com órtese/protese e medicamentos R$ ,76 de janeiro a maio de 2007, informou. A exposição de Sandra Leite sobre a visão do setor público foi minuciosa e didática. Ela falou sobre o Sistema Único de Saúde, o mercado suplementar, os planos de saúde de autogestão, sempre abordando o panorama atual e as perspectivas a curto e médio prazos. Ela abordou ainda temas como reprocessamento de material e as relações de trabalho nas instituições de saúde. Segundo Sandra Helena Leite o papel do regulador muitas vezes é considerado chato porque se propõe a restabelecer o equilíbrio. A regulação da demanda que tem uma perícia e que faça um contraponto a uma decisão judicial é uma coisa complicada. A liminar ou você cumpre ou você paga no caso a multa. E no poder público? Eu vou ficar discutindo a ação e pagando a multa com o dinheiro público? Existe uma questão: a demanda judicial para órtese/ prótese e medicamento o nome do filme é cumpra-se, disse Sandra Leite. Ela explicou a regulação, usando até mesmo a definição do termo encontrada em dicionários e definiu: Regular é dirigir em harmonia com as regras ou leis; Mesa sobre órtese e prótese. À esquerda, o médico César Neves, presidente da Unimed Belém estabelecer regras para execução de lei decreto etc; Prescrever como regra ou norma; Estabelecer ordem, economia ou moderação. Em sua opinião os custos crescentes em saúde exigem revisão do relacionamento entre prestador de serviços, operadoras e usuários. Entre os desafios a serem enfrentados estão o envelhecimento da população, o aumento de doenças degenerativas, a incorporação de tecnologia, o aumento da utilização de serviços e o aumento dos custos assistenciais. E as medidas a serem tomadas estão ligadas à racionalização dos recursos, com práticas baseadas em evidências, com a auditoria em saúde, tendo protocolos e diretrizes a serem seguidos. É preciso ainda ter gerenciamento de riscos, fazer a prevenção de doenças e promoção à saúde, o monitoramento de pacientes e o gerenciamento de casos, afirmou. Em sua opinião, a avaliação global de resultados no caso dos planos era a parte mais importante do debate promovido pelo naquele evento. Existem alguns indicadores de custos, já que é preciso saber quanto cada coisa custa e para quem se vai distribuir. Mas existe já portaria do Ministério da Saúde que precisa ser considerada como a lei para nós. São portarias que regulamentam o uso de produtos, de produção de medicamentos. Nos casos de puberdade precoce, por exemplo, tem crianças que tomando o medicamento por 30 dias ela não responde, mas se tomar por menos tempo, responde. Mas o MS preconiza que tem que se usar ou tomar um frasco a cada mês. O que fazer com os excessos?, questionou Sandra Helena. 8 5

6 propõe reflexão sobre tema ético Três visões sobre a perícia médica fazem surgir debates e questionamentos sobre o papel do médico perito E ntre das discussões mais frutíferas, a perícia médica se destacou. Estudantes de Medicina e de Direito, além de profissionais da área e conselheiros formaram uma platéia atenta e disposta a debater o assunto. O tema Aspectos Éticos em Perícias Médicas foi exposto pelo vice-presidente, na Região Norte, da Anamat - Ass. Nacional de Medicina do Trabalho, Francisco Ferreira de Sousa Filho. Em uma palestra didática e recheada de exemplos sobre o trabalho do perito, ele lembrou: Os médicos peritos estarão sujeitos às normas legais e administrativas da instituição, bem como ao cumprimento dos preceitos éticos expressos no Código de Ética Médica, nas resoluções do CFM e nas decisões dos CRMs. A mesa foi presidida por Niete Lago Modernell, do CRM de Roraima (RR) e José Ferreira Nobre Formiga Filho, do CRM do Distrito Federal (DF). Francisco Ferreira de Sousa Filho utilizou o Código de Ética Médica e as Resoluções do Conselho Federal de Medicina para explanar sobre o tema. A palestra foi considerada muito útil pelos acadêmicos de Medicina presentes ao evento, já que mostrou em detalhes bem didáticos os aspectos legais da atividade do perito. Perícia Médica - Conflitos foi o tema abordado por Carlos Roberto Goitacaz Rocha, conselheiro do CRM do Paraná. Ele começou citando Hipócrates (460 a.c.): Aquele que quiser adquirir um conhecimento exato da arte médica deverá possuir boa disposição para isso, freqüentar uma boa escola, receber instrução desde a infância, ter vontade de trabalhar e ter tempo para se dedicar aos estudos.. Carlos Roberto definiu o que é perito ao dizer que é todo técnico que, designado pela Justiça, recebe o encargo de esclarecer fatos, acontecimentos num processo. A atuação do perito far-se-á em qualquer fase, policial ou judiciária, do processo. É todo e qualquer profissional especializado em determinados ofícios, artes ou ciências, capaz de conduzir quem quer que seja à verdade, quando para tal é solicitado, informou. Ele explicou o conceito de perícia médica e a sua. Dificuldades - Quanto à origem, lembrou Carlos Roberto, a perícia pode ser criminal, administrativa, previdenciária e Civil. Ele explicou cada uma delas usando exemplos e definições de especialistas no assunto. Além disso, Carlos Roberto Goytacaz Rocha falou sobre os mandamentos do perito e teceu comentários sobre o decálogo ético do perito de Genival Veloso. Ele mostrou ainda, em detalhes, as normas e procedimentos gerais que norteiam o trabalho do perito e destacou como problemas da perícia o erro pessoal de avaliação, seja no exame clínico, na interpretação de exames complementares, no diagnóstico ou no prognóstico. Destacou problemas na formação, capacitação, especialidade, experiência em procedimentos periciais, o desconhecimento de legislação, leis, decretos, normas regulamentadoras, instruções normativas, portarias, e resoluções. Há ainda os problemas de relacionamento entre médico perito e paciente periciado, médico perito e Francisco Ferreira de Sousa Filho fala à platéia, com detalhes, sobre os aspectos legais da atividade do perito médico assistente e médico perito e acompanhantes, opinou Por outro lado, Carlos Goytacaz enumerou as dificuldades encontradas pelos magistrados como o não cumprimento dos prazos, a falta de isenção do perito devido ao corporativismo, os laudos tendenciosos e a existência de informações não solicitadas pelas partes. Os magistrados sentem dificuldade na compreensão da linguagem médica, dão respostas com sim ou não, sem fundamentar, há a dificuldade de encontrar perito no interior, entre outras coisas, afirmou. Para finalizar sua explanação ele abordou ainda a legislação sobre o caso Código de Processo Civil, o Código Penal, o Código de Ética Médica e as resoluções do CFM. Honorários - Para abordar o tema Honorários Médicos Profissionais, a médica paraense Elizabeth Burlamaqui também usou o dicionário: O Aurélio define honorários como remuneração àqueles que exercem uma profissão liberal: advogado, médico, etc.; proventos. A palestra de Burlamaqui foi concisa, mas cheia de questionamentos acerca do tema abordado. Ela, por exemplo, fez observações que mereceram muitas reflexões. O trabalho do médico perito também não é maior que aquele efetuado pelo magistrado a quem compete conduzir e julgar a lide. Qual a justificativa para honorários médicos que nestes casos chegam a extrapolar inclusive o salário percebido pelo juiz da causa?, indagou. Elizabeth Burlamaqui frisou que o assunto ainda não podia ser considerado como resolvido. Trata-se de assunto polêmico, novo, e sem qualquer referencial. Fotos: Ailson Braga A abordagem desse assunto deve suscitar o debate para que, no futuro, tenhamos, também, uma tabela como referencial para cobrança de honorários médicos periciais, seja na qualidade de médico perito ou de assistente técnico, opinou. Segundo ela, às vezes se torna necessário para o esclarecimento da lide diligenciar em vários locais diferentes, fazer medições (de ruído, calor, produtos químicos), pesquisar bibliografia, conferenciar com especialistas, copiar quesitos, redigir o laudo, deslocar-se a vários endereços, etc. Os honorários periciais devem ser trabalhado no sentido de se achar um ponto de equilíbrio levando em consideração estes fatores, observou. Sempre em busca de responder qual o valor justo para os honorários do perito médico, Burlamaqui levantou ainda outros questionamentos sobre a atividade: O perito restringirá suas perícias apenas à sua comarca? Excluirá perícias que impliquem em avaliações de ruído ou uso de outro equipamento? Além de perícias pagas recebe muitas indicações de assistência judiciária? Ele lembrou que ao se dedicar à perícia, o médico será nomeado tanto para as perícias pagas como para aquelas por assistência judiciária (Lei n.º 1.060, de 5 de fevereiro de 1950), pelas quais não será remunerado. Atuação - Burlamaqui disse que o médico perito em geral tem um perfil de atuação assim como uma área de interesse. Ele tem noção do tempo gasto e sabe qual a média que sua hora de trabalho é remunerada, bastando multiplicar um pelo outro. Em média uma perícia médica requer um tempo estimado de 12 de horas. Isso obviamente para uma perícia que não despenderá deslocamentos que não sejam aqueles necessários para ir ao Fórum, para o exame de perícia ambiental, para o exame pericial propriamente dito e para escrever o laudo. Para cálculo dos honorários o perito deve considerar também os gastos que, em geral, não teria caso trabalhasse como empregado ou mesmo em sua clínica particular (telegramas com cópia e AR ou ligações telefônicas para marcação de horários, por exemplo). Mas no final, o tempo gasto irá depender do tipo de perícia e seus possíveis desdobramentos, opinou. Para finalizar ela levantou ainda mais um questionamento: Então qual será o valor justo para remuneração do trabalho em caso de perícia médica judicial? Se por um lado o Código de Ética médica diz: É vedado ao médico (...) Art Receber remuneração pela prestação de serviços profissionais a preços vis ou extorsivos, inclusive de convênios, por outro lado, este artigo não nos ajuda sobre o valor a ser cobrado a título de honorários periciais ou mesmo, qualquer outro honorário pois não diz o que é preço vil ou extorsivo. Isto foi motivo para muitas reflexões durante os debates realizados após as três palestras. À esq.: José Ferreira Nobre Formiga Filho, do CRM do Distrito Federal. À dir.: Elizabeth Burlamaqui, do Pará. Ambos participaram da mesa sobre perícia médica. 6 7

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