INTRODUÇÃO. Capes Critérios de Avaliação Trienal Triênio Avaliado Área de Avaliação: ARTES / MÚSICA

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1 INTRODUÇÃO Os Critérios de Avaliação da área de Artes/Música estão consolidados a partir dos Documentos de Área resultantes da avaliação dos triênios e e dos Requisitos Mínimos para Aprovação de Cursos Novos. Estes critérios norteadores vêm-se mantendo inalterados, excetuando-se aquelas modificações pontuais resultantes da própria solidificação de critérios ou motivadas por alterações no sistema avaliativo ou que sejam inevitáveis diante do crescimento da área. O processo anual de avaliação dos Programas da área tem sido feito cumulativamente com os anos anteriores, cotejando-se os dados do ano-base de avaliação e aqueles anos anteriores de forma a obter um diagnóstico de evolução de cada Programa e da área como um todo. A avaliação dos Programas é efetuada através de uma análise comparativa entre os Programas, extraindo-se desta análise a situação de consolidação de cada área específica (Artes Visuais; Artes Cênicas; Música); ao mesmo tempo, o processo de avaliação tem presente o percurso histórico de cada Programa dentro da grande área de avaliação (Artes/Música). No processo de avaliação, os Programas de cada área (Artes Visuais; Artes Cênicas; Música) são analisados inicialmente e em separado pelos consultores daquela respectiva área, seguindo os Critérios de Avaliação gerais da grande área. Em seguida, todas as avaliações são submetidas à apreciação do grande grupo de avaliação, observando-se a consistência dos dados fornecidos pelos Programas, o atendimento às demandas avaliativas desta agência, e o atendimento às exigências do processo de avaliação e do fornecimento de dados. Os Critérios de Avaliação da área de Artes/Música fundamentam-se num Perfil de Excelência conceituado pelos sucessivos comitês de avaliação e hierarquizado como se segue:

2 Perfil de Excelência: Níveis 5, 6 e 7 O perfil de excelência dos programas é caracterizado: -pela liderança e representatividade do programa na área; -por um nível de qualidade do programa compatível com programas similares no exterior; -por um desempenho diferenciado do programa. Este perfil de excelência deve ser aferido pela observação dos seguintes fatores nacionais e/ou internacionais: 1) Linhas de pesquisa consolidadas, revelando singularidade específica e compatível com o contexto institucional, promovendo intercâmbio com outros centros de excelência; 2) Contribuição efetiva para a formação e qualificação de artistas, pesquisadores e professores; 3) Envolvimento em atividades de representação, assessoria ou consultoria junto a associações artísticas e/ou científicas, a agências de fomento à pesquisa e à pósgraduação e a outras instâncias universitárias, revelando representatividade acadêmica do programa na área; 4) Infra-estrutura e financiamento compatíveis com o desempenho diferenciado do programa; 5) Produção artística, bibliográfica e técnica continuada e de relevância comprovada, coincidente com as áreas de concentração e vinculada às linhas de pesquisa do programa, e divulgada em diferentes regiões do país e /ou do exterior em suportes e/ou instituições de credibilidade.

3 Nível Mínimo (Conceito 3) Programas em (re) estruturação 1) Infra-estrutura básica: A infra-estrutura do curso deve ser compatível com a área proposta (Artes Cênicas, Artes Visuais e Música), tendo em vista as suas respectivas áreas de concentração e a perspectiva de um desempenho diferenciado. Deve permitir o acesso à biblioteca universitária que contenha os títulos principais da área proposta e das áreas afins, possua assinaturas de periódicos nacionais e internacionais e de base de dados ou acesso ao Portal de Periódicos, e tenha um plano de aquisição continuada de literatura atualizada nas áreas de concentração. Devem possuir instalações e laboratórios adequados ao desenvolvimento de suas atividades artísticas, acadêmicas e experimentais, sempre tendo em vista as demandas específicas de suas respectivas áreas de concentração. 2) Definição e articulação das linhas de pesquisa e áreas de concentração com a proposta: As áreas de Concentração, Linhas e Projetos de Pesquisa, bem como disciplinas devem ser congruentes entre si e condizentes com a Proposta do Programa. As Áreas de Concentração devem estar claramente definidas, sempre tendo em vista a área específica do curso (Artes Cênicas, Artes Visuais, Música). As Linhas de Pesquisa, também claramente definidas, devem advir diretamente das Áreas de Concentração do curso e a elas dar consistência. Entende-se que é a relação direta que deve existir entre Projetos, Linhas e Áreas, bem como entre as Dissertações e Teses, que garante a fisionomia, a identidade e a especificidade do curso.

4 3) Corpo docente: O curso deve ter um corpo docente de pelo menos nove professores (no caso de Doutorado) e sete doutores (no caso de Mestrado), em regime de tempo integral na IES, dos quais 75%, no mínimo, tenham o programa como atividade principal e possuam titulação na área específica. Entre os docentes permanentes, admite-se um máximo de 30% de bolsistas, aposentados ou cedidos por convênio, desde que mantida a margem de 70% do núcleo permanente com tempo integral na instituição. É admitida, ainda, a participação de até 20% dos docentes permanentes em até dois Programas da mesma instituição ou de instituições diferentes. Todos os docentes devem exercer atividades de pesquisa e ensino na graduação. Para orientar no mestrado, recomenda-se que os membros do corpo docente permanente tenham experiência de orientação de monografias de conclusão de curso de graduação ou de bolsistas de Iniciação Científica e/ou de orientação de alunos de outros cursos de pós-graduação stricto ou lato sensu. Para o Doutorado, o corpo docente permanente deverá também comprovar experiência de pesquisa e orientação no Mestrado. Para este nível, como critério mínimo, recomendamse quatro anos de titulação e duas dissertações orientadas defendidas. 4) Produção individual e conjunta do corpo docente nos últimos três anos: O núcleo docente do curso novo deve ter produção artística, bibliográfica e técnica continuada, com regularidade e com comprovada relevância, vinculada às Áreas de Concentração e às Linhas de Pesquisa propostas. Esta produção deve estar divulgada em diferentes regiões do país ou do exterior em suportes ou instituições de credibilidade. A produção conjunta do núcleo docente deve estar equilibrada, em número e em relevância, entre todos os professores e deve estar equilibrada entre produção artística, bibliográfica e técnica, tendo em vista a área do curso (Artes Cênicas, Artes Visuais, Música) e a especificidade das respectivas áreas de concentração.

5 Indicadores, Critérios e Parâmetros de Avaliação da área de Artes/Música 1) Proposta do programa (sem peso) Quesito norteia todo o processo, uma vez que todos os itens são avaliados levando em conta a Proposta do Programa. Serão observadas a coerênc ia, consistência, abrangência e atualização das (1) áreas de concentração, linhas de pesquisa, projetos em andamento (pesquisa, desenvolvimento e extensão) e (2) estrutura curricular; (3) a adequação da infra-estrutura levando em consideração o suporte continuado da IFES ao Programa; (4) as atividades inovadoras e diferenciadas de formação e gestão tais como a) iniciativas de auto-avaliação, b) acompanhamento de egressos, c) planejamento para o desenvolvimento do Programa, d) existência de preparação para a docência e a orientação (participação discente, bolsistas ou não, em atividades de graduação). 2) Corpo docente (Peso: 30%) (1) Formação (peso 15); Adequação do Corpo Docente Permanente para a proposta (peso 20); Perfil dos Docentes Permanentes em relação à Proposta do Programa (peso 15); Distribuição da atividade docente (peso 10); Participação na graduação (peso 10); Participação em projetos de pesquisa (peso 15); e Inserção acadêmica e maturidade (peso 15). Serão considerados docentes permanentes aqueles que pesquisam, orientam e ministram disciplinas. Colaboradores oxigenam o Programa, mas não devem ultrapassar 30% do total de docentes. 3) Corpo discente, teses e dissertações (Peso: 30%) Proporção e distribuição de orientações concluídas (peso 15); Distribuição de orientação (peso 15); Discentes autores (peso 25); Dissertações/Teses vinculadas à produção (peso 15); Vinculação das teses e dissertações às áreas de concentração e linhas de pesquisa do programa ou curso (peso 15); Tempo médio de titulação (peso 15). É desejável uma boa relação numérica entre discentes e docentes do Corpo Docente Permanente (com um número máximo de cinco discentes por docente-orientador), sem que haja capacidade docente ociosa ou capacidade docente em esgotamento; para Programas com doutorado é desejável uma proporção de 2/3 de discentes no mestrado e 1/3 no doutorado. 4) Produção intelectual (Peso: 30%) Publicações qualificadas (peso 30); Distribuição da produção pelo corpo docente total (peso 30); Produção técnica (peso 10); Produção artística (peso 30). A produção bibliográfica e artística qualificada será avaliada em conjunto, levando em consideração a proposta do programa e linha de pesquisa do docente.

6 5) Inserção social (Peso: 10%) Impacto cultural/educacional/social (peso 60); Integração e cooperação com outros programas (peso 30); Visibilidade e transparência (peso 10). 6) Diferenciais de qualificação e liderança (Programas 6 e 7) Padrão internacional (peso 50); Liderança nacional (peso 30); Inserção e impacto (peso 20).

7 CRITÉRIOS DE APLICAÇÃO DA ESCALA DE CONCEITOS 1) A atribuição dos conceitos de 1 a 5 Os conceitos de 1 a 5 serão atribuídos levando em conta os padrões mínimos e de excelência explicitados acima e os escores de produção intelectual e de formação de recursos humanos listados abaixo, sendo feitos os cotejamentos de índices e dados para cada programa. A ficha de avaliação deverá refletir este cotejamento sendo atribuído o conceito 5, aos Programas com "muito bom" na maioria dos quesitos de avaliação; o conceito 4, aos Programas com "muito bom" ou "bom" na maioria dos quesitos; o conceito 3, aos Programas em fase de (re)estruturação ou com produção intelectual com conceitos "bom" ou "regular" na maioria dos quesitos; os conceitos 2 e 1 serão reservados aos Programas sem condições de recomendação pelo conjunto dos quesitos avaliáveis A avaliação final será comparativa, levando-se em conta a produção de ponta indicada pelos próprios docentes e o equilíbrio entre produção intelectual e formação de recursos humanos do programa. Os escores obtidos do Coleta CAPES para cada programa consideram, sempre em relação ao nº. de docentes/ano : Orientações concluídas (incluindo orientações concluídas/docente, tempo mediano de titulação; titulação de ex-bolsistas /CNPq); Escore de produção intelectual, incluindo produção quali/quantitativa bibliográfica (artigos completos em periódicos, trabalhos completos em anais, livros e capítulos de livros) e artística. 2) A atribuição dos conceitos 6 e 7 2.1) Padrão internacional (peso 50) 2.1.1) Nível equivalente ao dos centros internacionais de excelência na área Item com peso 2. Computa-se o percentual de docentes permanentes do Programa que tenham produzido, no triênio, pelo menos três produções de nível A (cuja definição encontra-se a seguir). Tal valor será identificado adiante como (% I). Produção de nível A é: a) Artigo que relate pesquisa original, contribuição teórica original, inovação tecnológica, ou proposição metodológica original, publicado em periódico brasileiro ou estrangeiro qualificado como Internacional A ou como Nacional A no Qualis/.

8 b) Livro de apresentação de pesquisa original, contribuição teórica original, inovação tecnológica, ou proposição metodológica original, de autoria individual ou em co-autoria, que seja qualificado pela Comissão, ou por consultores ad hoc convidados, como referência fundamental para a área. c) Coletânea com capítulos que sejam relatos de pesquisa original, contribuição teórica original, inovação tecnológica, ou proposição metodológica original, de autoria individual ou de autoria múltipla, que seja qualificada pela Comissão, ou por consultores ad hoc convidados, como referência fundamental para a área. d) Produção artística original, vinculada à linha de pesquisa do Programa, apresentada em evento ou instituição de prestígio e qualificada como Internacional A ou Nacional A no Qualis/ ) Evidências de competitividade e de reconhecimento Item com peso 1. Computa-se o percentual de docentes permanentes do Programa que tenham tido envolvimento, no triênio, com pelo menos três das atividades listadas a seguir, estando representadas pelo menos duas modalidades de tais atividades: a) Participação qualificada em conferências, mesas redondas, organização de grupos de trabalho em eventos científicos internacionais de grande relevância para a área. b) Participação em comissões/ consultorias e conselhos editoriais/ comitês de avaliação científica internacional. c) Recebimento de prêmios e honrarias internacionais. d) Captação de financiamentos e dotações internacionais. e) Participação em intercâmbios e convênios de cooperação internacional, que estejam ativos e que se caracterizem por reciprocidade entre as instituições brasileiras e instituições estrangeiras de reconhecimento internacional da área (Qualquer convênio internacional ou participação em programas de intercâmbio das agências de fomento tem o mesmo valor, independente do país envolvido). f) Promoção de eventos científicos internacionais. g) Realização de estágio pós-doutoral no exterior.

9 Tal valor é identificado adiante como (% II). Finalmente, calcula-se média ponderada dos percentuais, utilizando a fórmula: (% I x 2) + % II / 3 = % médio O percentual médio precisa ser igual ou maior que 50% para um Programa que tenha recebido Conceito 5 alcançar o Conceito 6; e igual ou maior que 70% para alcançar o Conceito 7. Como ilustração de situações extremas, vale destacar que nenhum Programa alcançaria o Conceito 6 com menos do que 25% dos seus docentes atendendo o Item I, mesmo na situação em que 100% deles atendam as exigências do Item II. Para alcançar o conceito 7, em situação de idêntico % II, seria necessário % I de pelo menos ) Consolidação e liderança (peso 30). Liderança nacional do programa como formador de recursos humanos para a pesquisa e a pós-graduação ( nucleação ). Nucleação regional (6), nucleação nacional (7). Formação de recursos humanos qualificados para o desenvolvimento cultural e artístico, formulando políticas culturais e ampliando o acesso à cultura e às artes e ao conhecimento nesse campo. 2.3) Inserção e impacto (Peso 20) Inserção e impacto regional ou nacional do programa; (Minter/Dinter; atração de pósdoutores e doutorandos em estágios sanduíche). Martha Tupinambá de Ulhôa Representante da área de Artes/Música

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