ADMINISTRAÇÃO DE REDES DE COMPUTADORES

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1 ADMINISTRAÇÃO DE REDES DE COMPUTADORES maio 2003 Prof. Jairo Administração de Redes de Computadores maio/2003 Prof. Jairo - 1

2 ADMINISTRAÇÃO DE REDES DE COMPUTADORES Maio de 2003 Prof. Jairo - A disciplina Administração de Redes de Computadores é destinada principalmente a alunos especialistas com noções do que seja o sistema operacional Unix. Trata-se de uma disciplina essencialmente prática (100% laboratório) que tem por intenção ensinar e qualificar os estudantes a instalar e gerenciar os diversos serviços ou servidores de uma rede WAN. O enfoque do curso é sistemas: configurar/instalar servidores e disponibilizar serviços e não configurar/instalar equipamentos de rede. A carga horária está ajustada para 12 semanas, cada semana com 4ha. Nesta disciplina, usando o sistema operacional Linux como servidor de rede, o aluno irá aprender a instalar e disponibilizar os seguintes serviços: FTP, TELNET, POP, IMAP, NFS, SAMBA, DNS, SMTP e WEB SERVER. Administração de Redes de Computadores maio/2003 Prof. Jairo - 2

3 A escolha dos servidores/serviços apresentados na presente disciplina teve, entres outras mais, três intenções básicas: a) todos os servidores/serviços apresentados nesta disciplina estão na categoria OpenSource (software com código fonte aberto), sem nenhum custo em licenças. Inclusive, o sistema operacional (SO) utilizado é o Linux; b) por ser OpenSource, permite ao aluno lançar mão do código fonte e modificar/personalizar o produto caso tenha um bom conhecimento na linguagem de programação C. Programação C está fora do escopo dessa disciplina, no entanto entendo que um profissional preparado para enfrentar o mercado de trabalho deva ter um conhecimento que vá além da simples certificação em produto. Um profissional competitivo deve ser capaz de agregar valor a sua atividade, e pensando assim podemos concluir que a filosofia OpenSource é a única que eficazmente permite evoluir, crescer, enfim aprender e - mais importante - conseguir aplicar esses conhecimentos em alguma atividade profissional rentável, isso com um baixo custo investido na própria formação. Essas características do OpenSource são realçadas pelo fato de estarmos vivendo num país marginal em relação ao que ocorre em tecnologia lá no primeiro mundo, e a disponibilidade do código fonte rompe a barreira da dependência na forma de aquisição de serviços e produtos fechados, estilo caixa-preta. c) Os servidores apresentados (Apache, Sendmail, etc.) também podem ser instalados e gerenciados em qualquer outro SO além do Linux (NT, Win2000, SunOS, HP-UX, etc.), e isto significa que os conhecimentos adquiridos nessa disciplina podem ser aplicados em qualquer realidade de empresa. Administração de Redes de Computadores maio/2003 Prof. Jairo - 3

4 NOTAS: 1 - Na disciplina Administração de Redes de Computadores é usado o sistema operacional Conectiva Linux 8.0, mas poderia ser qualquer outro da família Unix que suportasse o gerenciador de pacotes rpm. 2 Um conhecimento básico de redes e protocolos de comunicação em redes é apresentado no Anexo Um sumário dos termos e comandos Unix mais usados está no Anexo 2. 4 Foi convencionado que o comando dado pelo usuário é mostrado em itálico para diferenciar da resposta do sistema a esse comando. Por exemplo, $ls /tmp -> é o comando arq1.txt dir1 -> é a resposta do sistema 5 O shell do root é simbolizado com um "#" (cerquilha) e o shell do usuário sem privilégios root é um "$" (cifrão ou dólar). Por exemplo, $ls /tmp #/etc/init.d/smb start -> comando dado por usuário sem privilégio root -> comando dado pelo usuário root 6 Quando for o caso de mostrar alguma parte relevante de arquivo de configuração, essa parte será mostrada no interior de linhas tracejadas, por exemplo: # aqui vai a informação relevante do arquivo de configuração ServerRoot /etc/httpd Administração de Redes de Computadores maio/2003 Prof. Jairo - 4

5 CAPÍTULO 1 SEMANA 1 (teórica) 1.1 Exposição teórica Expõem o curso ao aluno, explica sistema de avaliação, mostra a bibliografia adotada; Justifica a escolha do conteúdo e a forma de trabalhar Conceitos gerais histórico Unix/Linux; terminais burros, hardware limitado, estrutura da rede, protocolos proprietários; servidores, clientes; estrutura em camadas (cebola) do SO, shell, acesso, login; caracterísitcas do Unix (multiusuário, multitarefa, portável, memória virtual, sist. Arquivo hierárquico e montável); família Unix, Posix; arquivos (ordinários, diretórios, especiais); permissões de acesso; comandos, executável, processo; distribuição Linux. SEMANA 2 (prática) Conhecimentos práticos básicos: linha de comando (terminal, logar, deslogar); comandos básicos: adduser, passwd, ls, top, free, df, cd, history, more, less, head, tail, cat, grep, ps, uptime, mkdir, rmdir, rm, chown, chgrp, chmod, etc; sistema de arquivo, partições, montagem; pipes, redirecionamento da entrada e saída padrão, processos em background; editor vi. Administração de Redes de Computadores maio/2003 Prof. Jairo - 5

6 CAPÍTULO 2 SEMANA 2 (prática) 2.1 Conceitos de serviços em rede Mostrar ao aluno, numa abordagem bastante direta, explicando o que é e para que serve a rede, o meio físico, os protocolos TCP e UDP, o IP, o scan de rede (usando nmap, utilitário para escanear a rede), as portas TCP, os servidores, os acessos telnet, ftp, pop, imap, além de conceitos clienteservidor servidor inet Servidor ou serviço inet é um servidor que tem por intenção disponibilizar diversos acessos, como por exemplo acesso FTP, TELNET, POP, IMAP, etc. No Unix, os servidores ou serviços podem ser disponibilizados de duas maneiras, inet ou standalone. O serviço é inet quando for diponibilizado o acesso via servidor inet, e é standalone quando ele estiver independente do inet. Por exemplo, normalmente FTP e TELNET são inet, e WEB SERVER, SMTP ( ), DNS, etc, são standalone. Antes de configurarmos o servidor inet, vamos ter uma visão geral dos acessos FTP, TELNET, POP e IMAP File Transfer Protocol O nome FTP significa File Transfer Protocol, ou seja, é o protocolo de transferência de arquivos. Numa linguagem simples, o FTP é o protocolo desenvolvido especificamente para transportar arquivos de um computador para outro através da rede. Embora o FTP seja um dos mais antigos protocolos na Internet, ainda hoje continua sendo muito usado. Para transferir arquivos usando o protocolo FTP é necessário um servidor (ou serviço) FTP disponível, além de um aplicativo cliente do serviço FTP. Por exemplo, para fazer um acesso ao servidor FTP no endereço IP , o comando que o cliente precisa dar é: $ftp Administração de Redes de Computadores maio/2003 Prof. Jairo - 6

7 onde será solicitado um nome de usuário e senha de acesso ao servidor Telnet Protocol O protocolo telnet é frequentemente imaginado como apenas um meio de prover a facilidade de fazer acesso remoto (login) em computadores via Internet. Na verdade esse era o propósito original desse protocolo, mas ele também pode ser usado para muitos outros propósitos, como por exemplo configurar equipamentos de rede tais como switches e roteadores. O acesso telnet é melhor entendido no contexto de um usuário que usa um programa cliente do serviço telnet (isto é, o comando telnet) para efetuar login num computador remoto onde esteja um servidor telnet rodando. À semelhança do acesso FTP, será solicitado um nome de usuário e senha de acesso ao servidor. Para efetuar um acesso telnet (login remoto) no servidor telnet no endereço IP , o comando é: $telnet O comando telnet (cliente) também permite acesso a serviços que estão disponíveis em outras portas que não a padronizada porta TCP 23 (serviço telnet). Por exemplo, o comando "telnet " tenta um acesso na porta TCP 139 do servidor com endereço IP Post Office Protocol O protocolo Post Office (POP) é um dos que permitem ao cliente ler seus s num servidor de . Para acessar um serviço POP o usuário precisa de um aplicativo cliente capaz de se comunicar com esse serviço. Por exemplo, o Netscape Messenger e o Outlook permitem a leitura de s via serviço POP. Este tema, leitura de , será retomado no capítulo relativo a SMTP. Se não dispusermos, na linha de comando, de um cliente para acessar um serviço POP, podemos fazer um telnet na porta TCP 110, que é a porta do POP3: $telnet OK POP3 linux10.aluno.br v server ready user juca +OK User name accepted, password please pass juca +OK <CRTL>] quit onde "juca" é também a senha de acesso do usuário Juca. Administração de Redes de Computadores maio/2003 Prof. Jairo - 7

8 2.6 - Internet Message Access Protocol O protocolo de acesso a mensagens na internet (IMAP), à semelhança do POP, também permite a comunicação de aplicativos clientes tais como Outlook, Netscape Mail e Eudora com um servidor de para leitura das caixas postais (caixas com ). De maneira análoga ao acesso telnet que fizemos ao servidor POP, podemos fazer um acesso telnet na porta TCP 143, que é a porta padrão do servidor IMAP: $telnet * OK [CAPABILITY IMAP4REV1 LOGIN-REFERRALS STARTTLS AUTH=LOGIN] linux10.aluno.br IMAP4rev at Tue, 4 Jun :35: (BRT) a001 login juca juca a001 OK [CAPABILITY IMAP4REV1 IDLE NAMESPACE MAILBOX-REFERRALS SCAN SORT THREAD=REFERENCES THREAD=ORDEREDSUBJECT MULTIAPPEND] User juca authenticated a002 select inbox a003 logout <CRTL>] quit onde juca é a senha de acesso do usuário Juca. 2.7 Configuração do servidor inetd O servidor inet é configurado pelo arquivo "/etc/inetd.conf". Se quisermos disponibilizar os serviços ftp, telnet, pop e imap basta abrir esse arquivo com um editor (por exemplo, vi) e retirar o comentário '#' (cerquilha) do início das seguintes linhas: # /etc/inetd.conf # essas quatro linhas abaixo precisam estar sem comentário '#' (cerquilha) ftp stream tcp nowait root /usr/sbin/tcpd in.ftpd -l -a telnet stream tcp nowait root /usr/sbin/tcpd in.telnetd pop-3 stream tcp nowait root /usr/sbin/tcpd ipop3d imap stream tcp nowait root /usr/sbin/tcpd imapd Após configurar quais serviços deverão ser disponibilizados pelo servidor inet, é necessário iniciar o servidor: #/etc/init.d/inet start Administração de Redes de Computadores maio/2003 Prof. Jairo - 8

9 Caso o servidor inet já estivesse rodando seria necessário parar e depois reinicializar esse servidor. NOTA: No Conectiva 8, após uma instalação padrão do Linux como servidor, deve-se instalar também os pacotes telnet-server, wu-ftpd e imap para poder disponibilizar os serviços ftp, telnet, pop e imap. Porém, a instalação de wu-ftpd conflita com o serviço ftp instalado por default, o proftpd, que deve então ser desinstalado, e nessa desinstalação é envolvida também a remoção do pacote anonftp. Administração de Redes de Computadores maio/2003 Prof. Jairo - 9

10 CAPÍTULO 3 SEMANA 3 (prática) Conceitos de backup Uma boa política de backup faz parte de uma boa administração do sistema. Normalmente, um bom backup deve ser conduzido pelo menos uma vez por dia, nesse processo arquivos são copiados para fitas (DAT ou DLT). Num sistema Unix normalmente são usados os comandos "tar" ou "dump" para efetuar o backup. No caso do "tar", apesar do nome ser Unix Tape Archiving, ele é genericamente um comando que serve para aglomerar um conjunto de arquivos num único arquivo final. Para o próprio usuário juca "aglomerar" e compactar o conteúdo da home de juca no arquivo "/tmp/arq_home_juca.tar.gz" o comando é: $tar cvfz /tmp/arq_home_juca.tar.gz ~juca Para o usuário juca "aglomerar" e compactar o conteúdo da pasta do sistema "/bin" no arquivo "arq.tar.gz" no diretório "tar1" na sua própria home o comando é: $cd $mkdir tar1 $tar cvfz tar1/arq.tar.gz /bin Para o usuário juca descompactar o arquivo "arq.tar.gz" o comando é: $gunzip tar1/arq.tar.gz Para "desaglomerar" esse arquivo tar o comando é: $tar xvf tar1/arq.tar Caso o usuário juca quisesse fazer a descompactação/desaglomeração de uma única vez, o comando seria: $tar xvfz tar1/arq.tar.gz Administração de Redes de Computadores maio/2003 Prof. Jairo - 10

11 Convém também notar que nesses casos o arquivo foi descompactado e "desaglomerado" no próprio diretório onde juca se encontrava, isto é, na sua home. Para o root aglomerar o conteúdo da home de juca num bloco da fita no dispositivo /dev/nst0 é: #tar cvf /dev/nst0 ~juca Obs: 1) O nome do dispositivo muda de plataforma para plataforma. O mesmo dispositivo de fita que num Linux/Intel é /dev/nst0, num SunOS/Spark é /dev/rmt/0n. 2) No dispositivo /dev/nst0, a letra n é de "no-rewind", ou seja, após escrever o bloco não retorna a fita ao início desse bloco. Já o dump permite fazer backups mais sofisticados, mas tem a desvantagem de não ser tão padronizado (isto é, igual) em todas plataformas quanto o "tar". Por exemplo, o comando /sbin/dump -0u -f /dev/st0 /home/juca faz também um backup da home de juca e envia para o dispositivo /dev/st0. As opções nesse comando são: 0: é o nível do dump, zero é o full backup; u: atualiza o arquivo /etc/dumpdates, que é um controle desse backup; f: arquivo ou device para onde vai o conteúdo do backup NFS Network File System NFS é a forma padrão com que os sistemas operacionais da família Unix compartilham seus sistemas de arquivo em rede. Como cada membro da família Unix, de um modo geral, implementa seu próprio sistema de arquivo, então para que recursos possam ser compartilhados em rede por diferentes membros dessa grande família é necessário um serviço o servidor NFS que exporta o recurso que será acessado remotamente pelo cliente. Uma vez instalado e inicializado o servidor NFS, ele lê o arquivo "/etc/exports" e, em função do que foi configurado nesse arquivo, exporta o recurso. Por exemplo, considere as seguintes linhas do arquivo "/etc/exports" no host : #exporta o diretório /mnt/cdrom para toda rede /24 /mnt/cdrom /24(ro) Com essa configuração, o diretório "/mnt/cdrom" será disponibilizado somente para leitura (read only) via NFS para todo cliente na rede /24. Administração de Redes de Computadores maio/2003 Prof. Jairo - 11

12 Além disso, é necessário levantar (ou reinicializar) o servidor NFS: #/etc/init.d/nfs start Uma vez exportado o recurso, ele pode ser acessado remotamente pela montagem desse recurso num determinado ponto de montagem do cliente na rede /24. Por exemplo, o comando #mount -t nfs :/mnt/cdrom /mnt/temp monta (anexa) no ponto de montagem "/mnt/temp" do cliente o recurso (diretório "/mnt/cdrom") exportado por O diretório "/mnt/temp" precisa existir e estar vazio antes do cliente NFS dar esse comando. Para saber o que está sendo exportado e para quem via nfs, o comando "exportfs" pode ser usado. É interessante notar que no caso do Windows o equivalente a esta forma de compartilhar recursos em rede é o protocolo NetBIOS, com ele cada estação Windows age como um servidor permitindo aos clientes acessarem o recurso compartilhado. Veremos isso em mais detalhes à frente, quando estudarmos o servidor Samba. Administração de Redes de Computadores maio/2003 Prof. Jairo - 12

13 CAPÍTULO Samba Conceitos gerais O pacote Samba é composto de duas partes: cliente e servidor, e tem por intenção garantir o compartilhamento de recursos em rede entre máquinas Windows e Unix. Quando a rede for totalmente Windows ou totalmente Unix não existe problema no compartilhamento de recursos em rede, pois sabemos que no caso do Unix todos os membros da família implementam o NFS, e no caso do Windows temos o NetBIOS. Mas para resolver o problema de redes mistas Windows x Unix se faz necessário o Samba. Parece evidente que uma máquina Windows, nativamente, não tem porquê implementar também o suporte a sistema de arquivos NFS, então a solução para esse problema, por mais paradoxal que possa parecer, é implementar no Unix um serviço e um aplicativo cliente que apresentem as mesmas características que o NetBIOS e, dessa forma, garantir a comunicação em rede entre Windows e Unix simplesmente porque agora o Unix "se disfarçou" de Windows. Com esse "disfarce", agora o cliente Windows acredita que o servidor Samba é outra máquina Windows de onde possa buscar recursos compartilhados em rede. O Samba suporta o protocolo Session Message Block SMB que é o formato usado no Windows para compartilhar recursos em rede, mais conhecido por protocolo NetBIOS ou LanManager. 4.2 Samba Server O servidor Samba é um serviço que pode ser disponibilizado em qualquer Unix e, uma vez configurado, permite ao cliente Windows buscar recursos neste Unix, sendo que para o cliente Windows fica a impressão de que esse recurso está sendo disponibilizado numa máquina Windows. Como o servidor Samba é usado basicamente para comunicação em rede entre Windows e Unix, para podermos configurar apropriadamente o servidor Samba precisamos primeiramente ter em vista o que seja a organização da nossa rede Windows. Quanto à organização, a rede Windows pode ser dividida basicamente em duas: workgroup e domain. No caso do workgroup, trata-se de uma organização lógica apenas de visualização e agrupamento de computadores que vem desde o Windows A principal característica do workgroup é que cada máquina é uma unidade administrativa com suas próprias contas de usuários, senhas, etc, e por isso essa organização é um esquema ineficiente do ponto de vista administrativo para redes com mais de 10 máquinas. Já o domain é um agrupamento lógico de servidores e estações de trabalho que compartilham informações comuns de segurança, contas de usuários e suas senhas. Dentro do domínio, o administrador cria uma conta de acesso para o usuário que poderá então efetuar "logon" a partir de qualquer estação que faça parte desse domínio. Uma vez definido em qual organização de rede Windows irá trabalhar o servidor Samba, podemos Administração de Redes de Computadores maio/2003 Prof. Jairo - 13

14 passar à configuração. No caso mais simples, e por uma questão de comodidade, vamos configurar o servidor Samba para trabalhar numa organização workgroup disponibilizando recursos para estações clientes Windows 98. Nesse caso, a configuração do servidor Samba no arquivo "/etc/smb.conf" será: #/etc/smb.conf #nome do grupo de trabalho do workgroup workgroup = LAB #permite o acesso a todo cliente Windows na rede /24 hosts allow = #já que todas estações são Windows 98, posso usar o recurso de "encriptar" a senha encrypt passwords = yes #o arquivo que irá guardar as senhas de acesso ao servidor Samba smb passwd file = /etc/smbpasswd Uma vez configurado "/etc/smb.conf" basta (re)inicializar o servidor samba. Como root comande: #/etc/init.d/smb start O scan de portas TCP (nmap localhost) deverá mostrar a porta TCP 139 (NetBIOS) aberta. Para adicionar um usuário samba, o caminho mais fácil é aproveitar um usuário que já esteja cadastrado no sistema, ou seja, um usuário que já tenha home. Para a dicionar um usuário ao sistema use adduser, por exemplo, como root comande: #adduser juca Para adicionar esse usuário do sistema como usuário do servidor Samba, como root comande: #smbpasswd -a juca Ao comandar "smbpasswd" será solicitado uma senha, ou seja, esse será o usuário e a senha de acesso ao servidor Samba. A opção "-a" em smbpasswd é para adicionar ao arquivo "/etc/smbpasswd" um usuário que esteja cadastrado localmente no sistema, ou seja, que já tenha sido incluído em "/etc/passwd". Se o usuário já foi adicionado ao servidor Samba e quer apenas trocar a senha de acesso Samba, não deve usar a opção "-a". Por fim, verifique se o usuário juca agora tem a senha codificada em "/etc/smbpasswd" (more /etc/smbpasswd). Administração de Redes de Computadores maio/2003 Prof. Jairo - 14

15 O teste final é feito com o cliente Windows, que tenta acessar a máquina onde foi configurado o servidor Samba. No cliente Windows 98, se houver alguém "logado" desconecte esse usuário e conecte-se com o usuário juca com a senha solicitada acima pelo "smbpasswd". Se tudo estiver correto esta máquina Unix será vista pelo Windows como outra máquina Windows, "clicando" no ícone do host Unix automaticamente dará acesso à home de juca no Unix. SEMANA 4 (prática) Samba Client O Samba client permite ao cliente Unix buscar recursos compartilhados no Windows ou servidor Samba. O pacote Samba client é, na verdade, um conjunto de executáveis clientes do servidor Samba. Vamos aprender dois casos: uma interface de acesso semelhante ao FTP que é o "smbclient", onde as instruções de transferência de arquivos são passadas na linha de comando (texto) e uma ferramenta que permite ao cliente Unix montar localmente o recurso compartilhado pelo servidor Samba, chamdo "smbmount". Convém notar aqui que tudo que se refere a cliente de servidor Samba também é cliente do Windows NetBIOS. Um exercício onde o cliente Unix acessa um recurso compartilhado pelo Windows pode ser feito da seguinte maneira: logue-se na máquina Windows 98 com um usuário (por exemplo, juca) e depois compartilhe com senha um recurso (por exemplo, diretório C:\TEMP, com nome de compartilhamento "TEMP". No Unix comande: $smbclient //aluno5/temp -U juca onde "aluno5" está definido no servidor DNS como o nome da máquina Windows 98 onde o usuário juca compartilhou o recurso "TEMP". A configuração do servidor DNS será mostrada mais à frente. Se não houver nenhum erro neste acesso o usuário ganhará um shell do Samba (smb>) que permitirá tanto enviar quanto receber arquivos do cliente Unix para servidor Samba ou Windows. NOTAS: 1) Se fosse a organização da rede "domain", nesse caso haveria um servidor Windows não local que validaria a senha do juca (NT4: PDC, NT5: Active Directory), então o comando seria: Administração de Redes de Computadores maio/2003 Prof. Jairo - 15

16 $smbclient //aluno5/temp -U domain\\juca onde o nome desse domínio é "domain". 2) Para enviar arquivos do cliente Unix para o Windows, o recurso deve ser compartilhado completo, e não apenas leitura. Depois de termos aprendido o comando "smbcliente", que oferece uma interface semelhante a do cliente FTP, vamos aprender a montagem Samba. A montagem do recurso compartilhado pelo Windows via "smbmount" é útil ao usuário cliente usando determinada estação de trabalho que tenha um ambiente gráfico num Unix, pois é caracterísitca de usuário desktop (isto é, estação de trabalho) entender apenas de ícones e botões no ambiente gráfico e, pensando assim, é muito mais fácil ensinar esse usuário a usar o "clique-clique" do mouse ao invés da linha de comando. De fato, um usuário típico consegue pelo menos empurrar a seta do mouse de uma janela para outra e clicar. Pensando nessa caracterísitca do usuário é que foi criada a montagem Samba, ela permite acessar o recurso compartilhado remotamente pelo servidor Samba ou Windows simplesmente "clicando" numa determinada pasta local onde foi previamente montado o recurso compartilhado. Funciona de forma semelhante ao "smbclient", muda apenas no acesso: ao invés de uma interface de texto semelhante ao acesso FTP temos agora uma pasta onde foi previamente montado o recurso remoto compartilhado, "clicando" nessa pasta acessa o recurso remoto. Aproveitando o exemplo dado para o comando "smbclient", podemos usar a montagem Samba da seguinte maneira: #smbmount //aluno5/temp /mnt/smb -o username=juca,password=juca onde "juca" é a senha de acesso samba do usuário Juca, o ponto de montagem local é o diretório "/mnt/smb" que, caso não exista, deve ser criado antes de dar o comando "smbmount" e "-o" é usado para indicar ao comando que um conjunto de opções serão passadas. Evidentemente este é apenas um exemplo, o recurso compartilhado por "aluno5" poderia ser montado em qualquer outro ponto de montagem (por exemplo, a home de juca). Inclusive, num caso mais realista, o próprio processo do "logon" do usuário na máquina Unix já poderia disparar um script que fizesse a montagem acima descrita, com isso o usuário poderia ter uma home não local, ou seja, independente da estação de trabalho que ele estivesse logado acessaria sempre a mesma home. Esse recurso, oferecer a home sempre no mesmo servidor de arquivos, independente de qual estação o usuário usou para efetuar logon é muito útil em vários casos, especialmente para a estação burra que nem ao menos costuma ter disco local (diskless). Repare que com o "smbmount" é possível usar uma estação burra e mesmo assim ofertar neste acesso a home do usuário, mesmo que essa home esteja, por exemplo, num NT. Administração de Redes de Computadores maio/2003 Prof. Jairo - 16

17 CAPÍTULO 5 SEMANA 7 (prática) DNS BIND (Berkeley Internet Name Domain) O DNS é um serviço que tem a função básica de traduzir em endereços IPs nomes de hosts e domínios e vice-versa. Sabemos que nos pacotes TCP, nos seus headers, vão o endereço IP de destino e de retorno, porém o usuário não precisa ter a preocupação em saber esses IPs, basta fazer uma solicitação ao servidor DNS que ele traduz o IP, dados o nome do host e o domínio. Por exemplo, se alguém quiser acessar a página em "www.uninove.br" pacotes TCP devem ser enviados para a porta 80 de um host nesse domínio, porém para qual IP? O servidor DNS responde ao cliente que atualmente encontra-se no host "gretha" no IP Da mesma forma que obteve o endereço IP do host/domínio, poderia obter o host/domínio dado o IP, que é a parte reversa do servidor DNS. Um outra função do DNS é realizar cache local dos IPs já resolvidos, isso para evitar fazer novas consultas externas a hosts/domínios já traduzidos, para atender mais rapidamente aos clientes do DNS e economizar link de acesso à internet. O BIND - Berkeley Internet Name Domain - é atualmente a implementação DNS mais importante, estima-se que 98% dos servidores DNS na internet sejam BIND. 5.2 Configurações do BIND No nosso caso, vamos configurar o domínio fictício "aluno.br" na rede /24, além dos domínios "aluno00.br" e "aluno10.br" na rede /24. Então os arquivos de configuração e mapas desses hosts/domínios/ips são: /etc/named.conf /etc/rndc.key /var/named/aluno.br /var/named/aluno.rev /var/named/aluno00.br /var/named/aluno00.rev /var/named/aluno10.br 5.3 Arquivo "/etc/named.conf" É nesse arquivo que se declaram, entre outras coisas, os nomes dos domínios. Administração de Redes de Computadores maio/2003 Prof. Jairo - 17

18 // generated by named-bootconf.pl options { directory "/var/named"; // query-source address * port 53; }; // a caching only nameserver config // controls { inet allow { localhost; /24; } keys { rndckey; }; }; zone "." IN { type hint; file "named.ca"; }; zone "aluno.br" IN { type master; file "aluno.br"; }; zone "aluno00.br" IN { type master; file "aluno00.br"; }; zone "aluno10.br" IN { type master; file "aluno10.br"; }; zone " in-addr.arpa" IN { type master; file "named.local"; }; zone " in-addr.arpa" IN { type master; file "aluno.rev"; }; Administração de Redes de Computadores maio/2003 Prof. Jairo - 18

19 zone " in-addr.arpa" IN { type master; file "aluno00.rev"; }; // notar a ausência da zona reversa de aluno10.br include "/etc/rndc.key"; Arquivo "/etc/rndc.key" É nesse arquivo que vai a chave do serviço rndc (Name Server Control Utility), que permite efetuar requisições autenticadas com assinaturas digitais. 5.5 Arquivo "/var/named/aluno.br" É nesse arquivo que é declarado o mapa de hosts associados aos seus respectivos IPs no domínio "aluno.br" //file aluno.br $ORIGIN br aluno IN SOA linux10.aluno.br. hostmaster.linux10.aluno.br. ( ) IN NS linux10.aluno.br IN MX 10 linux10.aluno.br IN A $ORIGIN aluno.br. linux IN MX 10 linux10.aluno.br. www IN CNAME linux10.aluno.br. aluno IN A aluno IN A aluno IN A ; segue a lista com todos os hosts nesse domínio onde o registro "SOA" significa "Start Of Authority", "NS" significa "Name Server", "MX" é "Mail Exchange", "CNAME" é "Common Name" (apelido) e "A" é o registro "Address". Administração de Redes de Computadores maio/2003 Prof. Jairo - 19

20 5.6 Arquivo "/var/named/aluno.rev" Neste arquivo temos o mapa reverso do domínio "aluno.br", esse mapa associa os IPs aos hosts // file aluno.rev $ORIGIN. $TTL ; 12 hours IN-ADDR.ARPA IN SOA linux10.aluno.br. hostmaster.linux10.aluno.br. ( ; serial 3600 ; refresh (1 hour) 900 ; retry (15 minutes) ; expire (2 weeks) ; minimum (12 hours) ) NS linux10.aluno.br. PTR linux10.aluno.br. $ORIGIN IN-ADDR.ARPA. 10 PTR linux10.aluno.br. 19 PTR aluno19.aluno.br. 20 PTR aluno20.aluno.br. 21 PTR aluno21.aluno.br. ; segue a lista com todos os hosts nesse domínio onde "PTR" é um ponteiro (Pointer) reverso. 5.7 Arquivo "/var/named/aluno00.br" Neste arquivo temos o mapa do domínio "aluno00.br". Convém notar que esse domínio está subordinado a "aluno.br", ou seja, "aluno.br" é domínio autoridade sobre "aluno00.br" // file aluno00.br $TTL IN SOA linux10.aluno.br. hostmaster.linux10.aluno.br. ( ; serial 3600 ; refresh 900 ; retry ; expire ; default_ttl Administração de Redes de Computadores maio/2003 Prof. Jairo - 20

21 ) NS A www A Arquivo "/var/named/aluno00.rev" Neste arquivo temos o mapa reverso do domínio "aluno00.br", que também está subordinado a "aluno.br" // file aluno00.rev $TTL IN SOA linux10.aluno.br. hostmaster.linux10.aluno.br. ( ; serial 3600 ; refresh 900 ; retry ; expire ; default_ttl ) 11 IN PTR aluno00.br. 11 IN PTR Arquivo "/var/named/aluno10.br" // file aluno10.br $TTL IN SOA linux10.aluno.br. hostmaster.linux10.aluno.br. ( ; serial 3600 ; refresh 900 ; retry ; expire ; default_ttl ) NS A www A Administração de Redes de Computadores maio/2003 Prof. Jairo - 21

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