LEI /14. Regime jurídico das parcerias voluntárias marco regulatório do terceiro setor

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1 LEI /14 Regime jurídico das parcerias voluntárias marco regulatório do terceiro setor

2 A lei é resultado de ampla discussão entre a Administração Pública federal e a sociedade civil gerando o Projeto de Lei 649/11 de autoria do Sen. Aloysio Nunes com substitutivo de autoria do Dep. Rodrigo Rolember

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4 Em vários dispositivos da Lei /14 é possível perceber que o exercício da competência deferida à união, ultrapassou, em muito, o que se entende por normas gerais de contratação. Identico problema pode ser verificado na Lei 8.666/93 Lei Geral de Licitações e Contratos - onde se inseriu dispositivos claramente divorciados dos princípios do modelo federalista que se deseja.

5 A possível inconstitucionalidade da Lei /14 reside no fato da não observãncia das autonomias dos entes federados para resolver com liberdade suas parcerias e sobre a forma de realizá-las. É preciso verificar que a jurisprudência do STF posiciona-se no sentido de garantir tais autonomias, especialmente em face de normas gerais fixadas em leis federais.

6 A lei impõe um tratamento inadequado a Estados e Municípios, na medida em que não lhes concede o poder de decisão sobre seus desígnos. As áreas de assistência social, educação e saúde devem subordinar-se a disciplinas locais e estaduais que considere suas específicas vocações.

7 ALCANCE DA LEI /14 Submete as seguintes entidades (públicas e privadas): - administração pública (direta, indireta, autárquica, fundacional, empresas públicas, sociedades de economia mista prestadoras de serviços públicos) - Organizações da sociedade civil sem fins lucrativos para consecução de finalidades de interesse público

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9 TERMINOLOGIA A lei utiliza a expressão OSC Organização da Sociedade Civil que significa toda entidade sem fins lucrativos que não distribua qualquer forma de resultado entre os associados, aplicando os recursos em seus objetivos sociais.

10 TERMINOLOGIA A expressão ONG Organização Não Governamental é mais genérica, mas não é utilizado por áreas técnicas

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12 INSTRUMENTOS JURÍDICOS

13 - TERMO DE FOMENTO: Ajuste celebrado entre o poder publico e entidades sem fins lucrativos, após certame, que tem a execução de objeto por necessidade apresentada pela sociedade civil. Ou seja, o objeto de execução visa resolver demanda ou deficiência existentes na sociedade civil e não situações de oportunidade e de conveniência do poder público.

14 - TERMO DE COLABORAÇÃO: Ajuste celebrado entre o poder público e entidades sem fins lucrativos, após certame, com objetivo de atender planos de trabalho propostos pela Administração Pública, segundo sua conveniência e oportunidade.

15 CONVÊNIOS Na vigência da nova lei (23/7/2015) não será mais denominado convênio o ajuste celebrado entre o Poder Público e entidades sociais. Convênio servirá apenas para ajustes entre os entes públicos

16 PLANO DE TRABALHO - Diagnóstico da realidade objeto das atividades - Descrição de metas quantitativas e mensuráves - Prazo para cumprimento de metas e execução de atividades - Indicadores qualitativos e quantitativos - Compatibilidade dos custos com preços de mercado - Plano de aplicação de recursos aportados - Estimativa de valores de encargos previdenciários e trabalhistas - Cronograma de repasse - Modo e periodicidade de prestação de contas - Prazo para análise das contas pela administração

17 REQUISITOS PARA OSC PARA CELEBRAÇÃO DOS INSTRUMENTOS DE PARCERIAS

18 ESTATUTO - Objetivos voltados as atividades de relevãncia social - Conselho fiscal - Em caso de dissolução, patrimônio líquido transferido a outra pessoa de igual natureza - Normas de prestação de contas, com: observância dos princípios das normas brasileiras de contabilidade; publicidade de relatório de atividades e demonstrações financeiras

19 APRESENTAR - Prova de propriedade ou posse de imóvel, se necessário ao objeto pactuado - Certidões: regularidade fiscal, previdenciária, tributária, de contribuições e dívida ativa, existência jurídica - Laudo das instalações - Cópia da ata de eleição da atual diretoria - Relação nominla dos dirigentes - Cópia de documento que comprove local de funcionamento - Regulamento de compras e contratações aprovado pela administração pública

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22 VEDAÇÕES DE PARTICIPAÇÃO PARA AS OSC - Não estar constituída legalmente - Prestação de contas pendente de parcerias anteriores - Tenha como dirigente: agente político de poder ou do mp, dirigente de órgão da administração de qualquer esfera ou conjuge ou companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o segundo grau - Contas rejeitadas nos últimos 5 anos - Tenha sofrido penalidade - Entre os dirigentes, pessoas com contas irregulares ou rejeitadas pelos tcontas nos últimos 8 anos, responsabilizada por ato de improbidade e falta grave quando de exercício de cargo em comissão

23 OBJETOS VEDADOS PARA PARCERIAS - Delegação de funções de regulação, de fiscalização, do exercício do poder de polícia ou de outras atividades exclusivas do estado - Prestação de serviços cujo destinatário seja o aparelho administrativo do estado - Serviços de consultoria - Serviços de apoio administrativo com ou sem disponibilização de pessoal ou fornecimento de bens consumíveis ou não

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26 DESPESAS ELEGÍVEIS NOS AJUSTES DE PARCERIAS -Diárias para deslocamento, hospedagem e alimentação - Multas e encargos referentes a atrasos de pagamentos vinculados ao plano de trabalho (inclusive por atraso de repasse de recursos da administração) -Aquisição de equipamentos e materiais permanentes referentes ao objeto do trabalho - Pagamento de custos indiretos necessários limite 15% do valor total da parceria (podem incluir: internet,transporte, aluguel, telefone, serviços contábeis e jurídicos) Obs: não pode remunerar auditoria externa

27 Prestação de contas para a administração pública prazo: Até 90 dias (prorrogavel por mais 30) Apreciação das contas: Prazo de 90 a 150 dias responsabilidade da autoridade que assinou os termos

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29 A LEI ALTERA A LEI 8.429/92 (IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA) PARA PREVER NOVAS CONDUTAS (ART. 77)

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