Portugal Telecom Relatório de sustentabilidade _ 2005

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1 Portugal Telecom Relatório de sustentabilidade _ 2005

2 Brasil Vivo Móvel UOL ISP, conteúdos Internet Mobitel Serviços call center Hungria Hungaro Digitel HD Operação VSAT São Tomé e Príncipe CST Fixo, móvel, Internet e dados Guiné-Bissau Guiné Telecom Fixo Guinetel Móvel Cabo Verde CVT Fixo, móvel, Internet e dados Directel Cabo Verde Directórios Marrocos Médi Télécom Móvel Quénia Kenya Postel Directories Directórios Moçambique LTM Directórios Teledata ISP e dados Angola Unitel Móvel Elta Directórios Multitel ISP e dados Timor-Leste Timor Telecom Fixo, móvel, Internet e dados Macau [RAEM-China] CTM Fixo, móvel, Internet e dados TV Cabo Macau TV por subscrição Telesat Radiodifusão por satélite Directel Macau Directórios Clientes (milhões) Colaboradores 12 nacional +2% 35 internacional +17% nacional -6% internacional +39%

3 Portugal Telecom Portugal Rede fixa > Retalho [PT Comunicações 100%] milhões de euros de receitas > Voz e dados para grandes empresas [PT Corporate 100%] > Voz e dados para PME [PT Prime 100%] > ISP e serviços de banda larga [PT.COM 100%] Móvel > TMN 100% milhões de euros de receitas > PT Wi-Fi 100% PT Multimédia 58,43% > TV por subscrição e Internet por cabo 628 milhões de euros de receitas > Audiovisuais Internacional receitas (milhões de euros) Brasil > Vivo 50% > Móvel Brasil > UOL 29% > ISP, conteúdos Internet 146 Marrocos > Médi Télécom 32,18% > Móvel 392 Cabo Verde > Cabo Verde Telecom 40% > Fixo, móvel, Internet e dados 55 São Tomé e Príncipe > CST 51% > Fixo, móvel, Internet e dados 8 Angola > Unitel 25% > Móvel 357 Timor-Leste > Timor Telecom 41,12% > Fixo, móvel, Internet e dados 14 Macau > CTM 28% > Fixo, móvel, Internet e dados 190 Empresas instrumentais Serviços de sistemas e TI [PT Sistemas de Informação 100%]; Inovação, investigação e desenvolvimento [PT Inovação 100%]; Serviços administrativos e de gestão partilhada [PT PRO 100%]; Serviços de consultoria e negociação [PT Compras 100%]; Telemarketing e serviços de informação [PT Contact 100%]; Gestão de fundos de pensões [Previsão 78,12%] Principais dados financeiros proveitos operacionais +7% EBITDA +6% 654 resultado líquido +5% 943 Capex +24% Valores: milhões de euros Percentagem: variação

4 ... Este relatório refere-se ao Grupo Portugal Telecom em Portugal, sendo que os dados de carácter económico, social e ambiental apresentados resultam da agregação dos dados das empresas do Grupo, no ano de _ Contactos: Abílio Martins Director de Comunicação Corporativa Av. Fontes Pereira de Melo, Lisboa Portugal Tel: + (351) Site: _ As designações PT, Grupo Portugal Telecom, Grupo PT, Grupo e Empresa referem-se ao conjunto das empresas que constituem a Portugal Telecom ou a qualquer uma delas consoante o contexto.

5 Portugal Telecom Relatório de sustentabilidade _ 2005 Notas Metodológicas A apresentação deste relatório obedece aos seguintes critérios: Global Reporting Initiative (GRI) Este relatório de sustentabilidade empresarial é elaborado de acordo com as linhas orientadoras da Global Reporting Initiative, no grau mais elevado de exigência, contemplando também as directrizes para o sector das telecomunicações. Tabela GRI A tabela com o índice referente aos indicadores da GRI encontram-se no final deste relatório. Período de análise Este relatório contém dados relativos ao perfil da PT durante o ano de Atendendo a que o Grupo PT é composto por várias empresas, cujo início de actividade é distinto no tempo, as séries temporais aqui divulgadas não abrangerão sempre os mesmos períodos. Auditoria e veracidade dos dados apresentados Este relatório, à semelhança do anterior, será sujeito a um processo de verificação da totalidade da informação nele incluída, em linha com as directrizes da GRI, no que respeita à credibilidade e qualidade do seu conteúdo e à orientação da auditoria por parte de uma entidade independente. Alterações significativas ocorridas em 2005 face ao relatório anterior Em 2005 foi alterada a utilização das regras contabilísticas aplicáveis às sociedades cotadas. Foram introduzidas as Normas Internacionais de Relato Financeito IFRS. Não se verificaram alterações significativas na estrutura da organização. Critérios utilizados na contabilização dos custos e benefícios económicos, ambientais e sociais A contabilização dos custos e benefícios, nos dados económicos e sociais, têm por base as Normas Internacionais de Contabilidade IFRS, o sistema fiscal e a legislação do direito do trabalho em Portugal. Relativamente à área do ambiente, as empresas do Grupo já certificadas de acordo com a ISO 14001:2004 desenvolveram metodologias internas que estão na base dos valores evidenciados. Um canal sempre aberto para que nos possa fazer chegar as suas sugestões. Para aperfeiçoarmos continuamente o nosso relatório de sustentabilidade. Portugal Telecom Relatório de sustentabilidade

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7 04 Mensagem do presidente da Comissão Executiva 06 Principais desenvolvimentos de Governo para uma empresa sustentável 12 Governo orientado para a sustentabilidade 16 O nosso modelo de governo 27 Os nossos compromissos 29 Criar valor de longo prazo 30 Principais indicadores 34 Avaliação de riscos e oportunidades susceptíveis de terem impacte no valor dos negócios 37 Sociedade do conhecimento e inclusão digital 44 Inovação tecnológica e desenvolvimento de serviços 48 Respeito pelo ambiente 58 Reputação corporativa 60 Relacionamento com os stakeholders 62 Clientes 68 Comunidade financeira 71 Media 72 Entidades reguladoras e fiscalizadoras 73 Colaboradores 87 Fornecedores 90 Responsabilidade social no apoio à comunidade 98 Iniciativas Anexos 106 Participação em organizações nacionais e internacionais 109 Principais índices onde a PT está presente 111 Declaração de verificação por SGS ICS, Serviços Internacionais de Certificação, lda.

8 Mensagem do CEO Cada dia conta no longo caminho da sustentabilidade Miguel Horta e Costa Presidente da Comissão Executiva No longo caminho da sustentabilidade, um ano é uma medida curta. O que não impede que os últimos 365 dias registem um conjunto de factos que constituem motivo de orgulho para a Portugal Telecom. Em 2005, foi integrado no nosso modelo de governo a orientação estratégica para a sustentabilidade, tendo para o efeito sido criado o Comité de Sustentabilidade, do qual fazem parte todos os membros da Comissão Executiva, entre outros. Esta formalização ao mais alto nível do nosso empenho numa gestão sustentável é um sinal inequívoco de que este é um caminho para o nosso futuro. Somos hoje o maior grupo económico português, com mais de 40 milhões de clientes, 6 mil milhões de euros de receitas operacionais e mais de 31 mil colaboradores. Números que reforçam a nossa responsabilidade e o nosso compromisso com os stakeholders da Portugal Telecom e com a sociedade de uma forma geral. O ano de 2005, em que a PT publicou o seu primeiro relatório de sustentabilidade, representou um período de avanço na nossa política de sustentabilidade e também no reconhecimento público das iniciativas que temos vindo a assumir como estruturantes no envolvimento com a comunidade em que estamos inseridos. Este ano o relatório foi de novo elaborado de acordo com as directrizes de 2002 da GRI e apresenta um balanço equilibrado e correcto do desempenho económico, ambiental e social da nossa organização. A nível nacional, o nosso grupo conquistou a distinção de empresa familiarmente responsável, um reconhecimento de um conjunto de iniciativas coesas desenvolvidas ao longo dos anos no sentido de dar, aos colaboradores da Portugal Telecom, a melhor resposta à integração entre empresa e família, mediante a criação de condições de harmonia entre os dois universos. A entrada no índice Footsie4Good, uma joint-venture entre o Financial Times e a London Stock Exchange que visa distinguir as melhores práticas de responsabilidade corporativa, foi, sem dúvida, um dos marcos a assinalar. Ao juntar-se ao grupo de instituições que melhor promovem a estratégia de sustentabilidade a nível internacional, a Portugal Telecom recebeu um sinal encorajador de estar a trilhar o caminho certo. Foram dois momentos altos de um ano em que continuámos a trabalhar, de forma coerente e comprometida, para um futuro sustentável. É esse o significado de um conjunto alargado de acções desenvolvidas no âmbito do governo da sociedade, ambiente, saúde, educação, sociedade de informação e melhoria global da qualidade de vida das populações. São iniciativas com um raio de actuação alargado. Na defesa do rigor e da transparência da informação prestada aos mercados foram dados passos do maior significado, como a adopção do Código de Ética para Financial Officers, a implementação de uma política de procedimentos de pré-aprovação de contratação de serviços a firmas de auditores externos e a criação de um sistema de participação qualificada de práticas indevidas Whistleblowing Procedures. 4 Portugal Telecom Relatório de sustentabilidade 2005

9 No relacionamento com os colaboradores, a Portugal Telecom reforçou o seu compromisso de manutenção da paz social dentro do Grupo e a sua visão de parceria efectiva com os seus colaboradores, subscrevendo o Código de Conduta da UNI (Union Network International). E, à semelhança do que tem sido prática corrente da PT, o ambiente destaca-se como uma prioridade de gestão, patente nos programas internos e externos de sensibilização e da obtenção de certificação ambiental em mais uma empresa do Grupo. Este relatório retrata dezenas de projectos a decorrer em simultâneo com a nossa prática diária de bem-fazer. Pela sua importância e impacto na comunidade, não posso nesta mensagem deixar de referir duas iniciativas. Uma relacionada com a educação, o investimento mais determinante que podemos realizar com vista a um futuro melhor para as novas gerações. Neste âmbito, o PT Escolas, uma verdadeira aventura do conhecimento que levou o desafio da Internet a 30 mil jovens de escolas de todos os distritos de Portugal, revelou-se uma iniciativa emblemática. Pela adesão da comunidade escolar, pela participação entusiasta dos jovens e sobretudo pela certeza de a sociedade do conhecimento ser um caminho incontornável para o nosso progresso enquanto país. A inovação tem pautado a actuação do Grupo PT nos vários domínios em que marca presença. Longe de ser um conceito meramente tecnológico, a inovação é entendida pela Portugal Telecom como uma forma de estar e de fazer, encontrando as melhores soluções, ou as mais adequadas, para dar resposta às necessidades de evolução e desenvolvimento. Foi com este espírito que nasceu no universo do nosso grupo empresarial uma solução para a banda larga em Portugal que permitiu antecipar no tempo a cobertura total do país, reforçando a nossa posição no ranking mundial dos países mais avançados neste domínio. O ano de 2005 representou um período de avanço na nossa política de sustentabilidade e também no reconhecimento público das iniciativas que temos vindo a assumir como estruturantes no envolvimento com a comunidade em que estamos inseridos. Enquanto sociedade, só seremos capazes de ser bem sucedidos na criação de um modelo sustentável se nos preocuparmos em ser mais eficientes naquilo que já fazemos. É por isso que a estratrégia da Portugal Telecom tem um único centro: o cliente. Da nossa capacidade de servir bem 40 milhões de pessoas em locais tão dispersos do mundo nasce a nossa possibilidade de, nas comunidades em que estamos inseridos, sermos agentes activos de desenvolvimento, modernidade e futuro. O caminho da sustentabilidade é longo, mas cada dia é único. Miguel Horta e Costa Presidente da Comissão Executiva 19 de Abril de 2006 Portugal Telecom Relatório de sustentabilidade

10 Relatório de sustentabilidade Principais desenvolvimentos em 2005 A nível económico Resultado líquido O resultado líquido de 2005 ascendeu aos 654 milhões de euros, o equivalente a um aumento de 4,9% em comparação com Os proveitos operacionais totalizaram milhões de euros, o que significa um aumento de 7% face ao ano de Entre os destaques financeiros, é de sublinhar o EBITDA de milhões de euros, o equivalente a uma margem de 39,1%. O EBITDA menos o Capex totalizou milhões de euros. A distribuição de dividendos relativos ao ano de 2005 é de 0,475 euros por acção, o que representa um aumento de 35,7% face ao dividendo distribuído em Comité de Sustentabilidade Relativamente ao seu modelo de governo, a PT, em 2005, formalizou a criação e constituição do Comité de Sustentabilidade, do qual fazem parte, entre outros, todos os membros da Comissão Executiva. Certificação do Sistema de Gestão da Qualidade A acrescer à PT Comunicações, TMN, PT Contact, PT Corporate, PT SI e PT Inovação, em 2005, a PT PRO foi também certificada pela APCER pelo referencial ISO 9001: Portugal Telecom Relatório de sustentabilidade 2005

11 FTSE4GOOD índex membership O Grupo PT foi seleccionado para integrar o FTSE4GOOD índex, tendo-lhe sido atribuído o Certificate of Membership. Este índice do FTSE resulta de uma joint-venture entre o Financial Times e a London Stock Exchange. Em 2005, foram convidadas a candidatar-se ao FTSE4GOOD, 300 empresas a nível europeu e os processos de candidatura obedecem ao preenchimento de um vasto questionário sobre a performance (processos, factos, monitorização de processos e factos e respectivas evidências) da empresa no que respeita às áreas de governo da sociedade, económica, ambiental e social. O FTSE4GOOD índex em colaboração com a EIRIS, empresa de consultadoria, mede a performance das empresas globalmente susceptíveis de serem reconhecidas com boas práticas de responsabilidade corporativa. A nível social Empresa familiarmente responsável Porque as melhores práticas devem ser partilhadas, a Portugal Telecom participou no seminário Conciliação família-trabalho, uma legítima aspiração de todos, organizado pela AESE Escola de Direcção e Negócios, entidade que, em conjunto com a Deloitte, atribuiu ao Grupo PT a distinção de Empresa familiarmente responsável. A construção de uma empresa familiarmente responsável é uma tarefa que muitas empresas ainda não colocaram na sua agenda. Na Portugal Telecom, essa é já uma realidade que mereceu o reconhecimento por parte dos seus colaboradores e pela organização do seminário. A nível ambiental A nível ambiental a PT viu mais uma das suas empresas ser reconhecida através da certificação atribuída pela APCER pelo referencial NP EN ISO 14001:2004 e outra em processo de conclusão. As empresas anteriormente certificadas por este referencial foram a PT Comunicações e a TMN. Empresa certificada em 2005: PT PRO. Empresa a concluir o processo de auditoria: PT Inovação. Portugal Telecom Relatório de sustentabilidade

12 Relatório de sustentabilidade _ principais desenvolvimentos em 2005 Peso das receitas telecom no PIB (%) Portugal Reino Unido Espanha Holanda Alemanha Irlanda França 2,3 3,8 3,4 3,1 2,8 4,7 5,6 Fonte: Bloomberg O Grupo na sociedade portuguesa No ano de 2005, as telecomunicações destacaram-se mais uma vez pelo impacte da sua actividade na economia nacional e no caso da PT, em particular, pelo forte contributo para a dinamização da sociedade de informação e do conhecimento. Como se pode verificar pelo gráfico, em Portugal o peso das receitas do sector das telecomunicações é de 5,6% do PIB nacional, atingindo o valor mais alto dos países europeus. A PT tem-se empenhado em aumentar a conectividade e o acesso às telecomunicações e tem investido na optimização da utilização dos seus serviços, empenhando-se em contribuir para a construção de uma sociedade mais informada e digitalizada, e para uma economia tecnologicamente mais avançada, dinâmica e competitiva. Portugal está hoje dotado de uma das melhores infra-estruturas de toda a Europa no acesso à Internet em banda larga. O Grupo PT tem estado fortemente envolvido nesta realidade, já que sendo líder nas diversas plataformas de acesso à Internet em banda larga tem efectuado elevados investimentos mais de 3 mil milhões de euros na última década na actualização da rede e no lançamento de novos e mais flexíveis serviços. Presentemente, o país encontra-se com 100% de cobertura em banda larga tornando-o o quarto país no mundo a fazê-lo, logo após a Holanda, Bélgica e Singapura. Cobertura do território em banda larga ADSL (%) UE 96 Portugal 100 Banda larga em lares com computadores (%) UE 48 Portugal 60 Cabo com bidireccionalidade (%) UE 50 Portugal 85 TV por subscrição (%) UE 55 Portugal 60 Penetração de telemóveis (%) UE 99 Portugal 107 Fonte: Screen Digest; Merryl Lynch 8 Portugal Telecom Relatório de sustentabilidade 2005

13 Estrutura organizativa A Portugal Telecom encontra-se estruturada por linhas de negócio correspondentes aos seguintes núcleos: negócio fixo em Portugal (PT Comunicações), negócio móvel em Portugal (TMN), negócios multimédia (PT Multimedia) e negócios internacionais, que incluem a Vivo e as respectivas empresas instrumentais. As unidades de negócio são coordenadas pela holding do Grupo, liderada pela respectiva Comissão Executiva, com o apoio das unidades do centro corporativo. O reporte das empresas que constituem cada uma das unidades de negócio, face à holding, é de carácter funcional e não hierárquico, sendo por isso facilitada uma articulação efectiva. A holding do Grupo é responsável pela definição de políticas e pela normalização e harmonização de processos que permitam garantir a execução das orientações estratégicas definidas pelos órgãos de gestão. Deste modo, cada linha de negócio funciona segundo princípios de autonomia de gestão, orientados por uma política comum, sob a coordenação de um sistema de planeamento e controlo corporativo. As unidades corporativas que apoiaram a gestão da PT foram as seguintes com os seguintes responsáveis: Luís Sousa de Macedo Abílio Martins Miguel Dias Amaro Rita Sampaio Nunes Francisco Nunes Carlos Cruz Nuno Prego Luís Moura Miguel Chambel Rogério Henriques Portugal Telecom Rede fixa Móvel Portugal Multimédia Negócios internacionais Empresas instrumentais e outros negócios Secretário-Geral Direcção Jurídica Direcção de Comunicação Direcção de Auditoria Interna Direcção de Concorrência Direcção de Contabilidade, Consolidação e Reporte Financeiro Direcção de Finanças Direcção de Relação com Investidores Direcção de Activos Humanos Direcção de Planeamento e Controlo de Gestão Direcção de Desenvolvimento de Negócios Natureza Legal do Grupo PT A holding do Grupo Portugal Telecom, empresa constituída em 23 de Junho de 1994, por fusão das empresas Telecom Portugal, Telefones de Lisboa e Porto e Teledifusora de Portugal. Por escritura pública realizada a 12 de Dezembro de 2000, a Portugal Telecom alterou a sua denominação social para Portugal Telecom SGPS, tendo modificado o seu objecto social para sociedade gestora de participações sociais. Esta alteração foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária de accionistas a 14 de Junho de 2000 e insere-se no âmbito da reestruturação do Grupo PT, que repartiu os seus negócios por diversas sub-holdings. A Portugal Telecom SGPS e as suas empresas subsidiárias e associadas operam essencialmente no sector das telecomunicações em Portugal e no estrangeiro. Portugal Telecom Relatório de sustentabilidade

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15 Governo para uma empresa sustentável

16 Relatório de sustentabilidade _ governo para uma empresa sustentável Governo orientado para a sustentabilidade Uma boa performance económica e financeira só é e será possível no futuro se as empresas investirem de forma consciente e empenhada no desenvolvimento social e no respeito pela comunidade e pelo ambiente. A PT assume a sustentabilidade como parte integrante da sua estratégia empresarial procurando continuar a garantir a criação de valor no longo prazo para todos os stakeholders. Na PT, a sustentabilidade empresarial é encarada não como uma moda de gestão mas sim como uma atitude estratégica que faz parte da sua cultura há muitos anos. No modelo de governo, os cargos de presidente do Conselho de Administração e de presidente da Comissão Executiva são assegurados por diferentes administradores, garantindo deste modo uma melhor separação entre as funções de supervisão e controlo e as tarefas de gestão corrente. Este modelo também prevê que todos os membros da Comissão Executiva sejam escolhidos pelos membros do Conselho de Administração. O Conselho de Administração é composto por sete membros com funções executivas, seis não executivas e nove independentes. Membros do Conselho de Administração As questões relativas ao governo societário têm sido alvo de reflexão nos meios empresariais e financeiros internacionais, ao longo das últimas décadas, sobressaindo questões relacionadas com a conduta que norteia a actuação das organizações, com a independência e forma de remuneração dos gestores e com a capacidade de comunicar e interagir com os vários stakeholders. Funções (%) Funções executivas 32 Funções não executivas 27 Independentes 41 Nacionalidade (%) Outros países14 Portugal 86 Assimilados os conteúdos destas reflexões, e a sua importância estratégica para um desenvolvimento sustentado, em 2002, a PT implementou um modelo de governo assente em quatro pilares básicos: eficácia, simplicidade, transparência e rigor. Grupos etários (%) Até 45 anos 18 De 46 a 55 anos 46 Mais de 55 anos 36 Foram elaborados o Código de Ética, que norteia a atitude e a conduta da PT para consigo e para com a sociedade, e o Código de Ética para Financial Officers, que preconiza os moldes de preparação e reporte da informação para o mercado. A alteração dos seus estatutos permitiu à PT dispor de uma Comissão Executiva mais operacional em decisões-chave, bem como contribuiu para consolidar o envolvimento dos gestores de segunda linha na discussão das questões críticas, garantindo o estreito acompanhamento das questões estratégicas por parte do Conselho de Administração. No âmbito deste modelo de governo societário, foram aprovados em 2003 os estatutos e regras de funcionamento da Comissão de Auditoria, em conformidade com as regras da New York Stoxx Exchange, aplicáveis ao Grupo a partir do ano de Portugal Telecom Relatório de sustentabilidade 2005

17 Sumário do Código de Ética A identidade das empresas e a sua imagem resultam cada vez mais, não só do seu desempenho económico e financeiro, mas também do conjunto de princípios, valores, comportamento e opções nela dominantes. A ética de uma empresa resulta, antes de mais, da ética dos seus colaboradores, que devem seguir um conjunto de normas e princípios de conduta, consubstanciando um padrão de comportamento irrepreensível. Valores a preservar Princípios de actuação: honestidade, integridade, dignidade, correcção e diligência profissional, isenção e equidade Dever de lealdade Cumprimento da legislação Por ter as suas acções cotadas na Bolsa de Nova Iorque, a PT está obrigada ao cumprimento das pertinentes disposições legais de direito norte-americano, particularmente as que constam da lei do Senado dos EUA, conhecida por Sarbarnes Oxley-Act, entre as quais cabe destacar as secções relativas a public company audit committees e a protection for employees of public companies who provide evidence of fraud, designada por Whistleblowing Protection for Employees of Publicly Traded Companies. Por isso, durante 2005, foi definida e implementada a política e procedimentos de pré-aprovação de contratação de serviços a firmas de auditores externos e foi criado um sistema de participação qualificada de práticas indevidas Whistleblowing Procedures. Estes dois documentos definem o âmbito de actuação da Comissão de Auditoria relativamente aos dois temas e estabelecem os princípios de independência face aos serviços de auditoria externa e o conceito e fluxo de tratamento de práticas indevidas. Em 2005, foi também formalizada a constituição e definidas as responsabilidades do Comité de Sustentabilidade da PT, do qual fazem parte todos os membros da Comissão Executiva, o secretário-geral e alguns dos responsáveis pelas unidades corporativas da empresa. O Comité passou a integrar o modelo de governo da PT, garantindo a transparência e o rigor no relacionamento com os stakeholders, incentivando o diálogo e evitando quaisquer conflitos de interesses. Nesse sentido, a PT não desenvolve qualquer actividade de lobby e/ou contribui monetariamente para organizações que não se enquadrem nas suas políticas de patrocínio, filantropia e mecenato. Normas de Conduta referem-se a: Responsabilidades Recurso a actividades ilegais Relacionamento internacional Transacções particulares efectuadas por colaboradores Aperfeiçoamento e mérito profissional por colaboradores Confidencialidade e sigilo profissional Utilização dos recursos das empresas Conflitos de interesses Relacionamento com fornecedores Transacções de valores mobiliários Relações com concorrentes Sumário do Código de Ética para Financial Officers Para os efeitos deste código, consideram-se Financial Officers os seguintes elementos com responsabilidades ao nível do Grupo PT: Chief Executive Officer e Chief Financial Officer, bem como Chief Accounting Officer e directores e subdirectores que tenham alguma responsabilidade de gestão nas áreas financeiras, contabilidade e de planeamento e controlo, assim como os membros do Disclosure Committee e, ainda, qualquer outro colaborador do Grupo PT que, independentemente do seu vínculo contratual, esteja directa ou indirectamente envolvido na elaboração, análise e divulgação de demonstrações financeiras ou de quaisquer outros indicadores ou relatórios de actividade. Princípios, deveres e normas de conduta Honestidade e responsabilidade Conflitos de interesses Competência Sigilo profissional Cumprimento das leis Divulgação de informação Portugal Telecom Relatório de sustentabilidade

18 Relatório de sustentabilidade _ governo para uma empresa sustentável _ governo orientado para a sustentabilidade Pilares estratégicos da sustentabilidade empresarial Consciencialização Regulação Inovação Eficiência de recursos Dar a conhecer Cooperação Processos Relacionamento Ter conhecimento de todos os impactos ambientais sociais e económicos provenientes dos produtos e serviços, sejam eles positivos ou negativos. Estar em conformidade com todos os requisitos legais relevantes e, quando necessário, superá-los. Promover a pesquisa e o desenvolvimento de novos produtos e serviços que contribuam para o desenvolvimento sustentável. Implementar uma gestão eficaz dos recursos energéticos e de resíduos, controlar os níveis de emissões e dinamizar processos ambientalmente amigáveis e de respeito pelos direitos humanos e condições de trabalho. Tornar acessíveis a todos os stakeholders dados sobre a performance ambiental, social e económica. Ser transparente. Criar proximidade com os diferentes stakeholders, de forma a reflectir as suas necessidades e aspirações nas actividades empresariais. Cooperar de forma construtiva com governos, clientes, parceiros, sociedade civil e organizações internacionais, sempre que se investiguem, desenvolvam ou promovam benefícios que a informação e as tecnologias da informação possam trazer ao desenvolvimento sustentável. Criação de uma entidade com responsabilidades de coordenação dos programas de melhoria nas áreas económica, social e ambiental. Implementar gradualmente sistemas de gestão que contribuam para mensurar a actividade. Criar ambientes de trabalho que promovam o equilíbrio entre a vida profissional e privada e que sejam susceptíveis de incentivar a vontade de ser melhor e o respeito pela diversidade. A estratégia de sustentabilidade empresarial na PT está integrada de forma coerente e transversal dentro do Grupo e assenta no desenvolvimento de um vasto conjunto de práticas e processos em três vertentes principais: económica, ambiental e social. No caso do mercado das telecomunicações, existem recursos poderosos para aproximar as pessoas e contribuir para melhorar a vida de todos. Por isso, consideramos que a tecnologia deve contribuir para beneficiar a sociedade permitindo à PT partilhar valor com a comunidade, o ambiente e os accionistas. A dinamização dos pilares estratégicos de sustentabilidade empresarial da PT é assegurada pelo Comité de Sustentabilidade de acordo com o plano de actuação e os compromissos assumidos para cada ano de actividade. O diálogo com os stakeholders é assegurado por cada unidade de negócio e pelas unidades que constituem o centro corporativo do Grupo. Os métodos, a frequência e a incorporação do feedback do diálogo com cada público são aprofundados neste relatório na área respeitante ao relacionamento com stakeholders. 14 Portugal Telecom Relatório de sustentabilidade 2005

19 Genericamente os objectivos e instrumentos do modelo de gestão orientado para criação de valor na óptica Triple Bottom Line são os seguintes: Vector Social Ambiental Económico Objectivos de gestão Internos Maximizar o valor dos activos humanos. Externos Promover a inclusão digital de todo o mercado, criando soluções para grupos de cidadãos com necessidades especiais. Estimular a qualidade e o acesso ao conhecimento e à cultura através de apoio a iniciativas credíveis. Desenvolver projectos de responsabilidade social estratégica. Gerir os impactes ambientais decorrentes do exercício da sua actividade. Maximizar o retorno dos accionistas. Instrumentos de gestão Modelo de análise de performance individual Modelo de formação Política de benefícios para os colaboradores Acordo de Empresa Código de Ética Investigação e desenvolvimento Comunicação e informação Estudos de mercado e opinião Fundação PT áreas de actuação: Sociedade do conhecimento Comunidade Clientes com necessidades especiais Mecenato História e património Gestão ambiental Certificação ambiental Gestão dos níveis de consumo de energia Gestão dos níveis de consumo de água Gestão dos níveis de consumo de materiais Gestão de resíduos Gestão de impactes ambientais dos fornecedores através da inclusão do critério ambiente na selecção dos fornecedores Marketing financeiro e comercial Código de Ética para Financial Officers Diálogo e estudos de mercado Planeamento e controlo Tecnologia e inovação Gestão de Activos Humanos Portugal Telecom Relatório de sustentabilidade

20 Relatório de sustentabilidade _ governo para uma empresa sustentável O nosso modelo de governo Comissões específicas criadas na Sociedade As decisões dos investidores relativamente a empresas cotadas têm em conta, nos dias de hoje, não só as avaliações económicas, como também a transparência da informação e os níveis de segurança e fiabilidade da gestão executiva dessas empresas. Deste modo, em cumprimento das exigências legais ou regulamentares aplicáveis, e procurando adoptar as melhores práticas internacionais neste âmbito, o Conselho de Administração criou no seu seio, para além da Comissão Executiva, diversas comissões responsáveis pelo desempenho de funções específicas da competência do Conselho de Administração. A composição e atribuições dessas comissões específicas são as seguintes: Comissão de Governança Ernâni Rodrigues Lopes Miguel Horta e Costa Henrique Granadeiro Jorge Tomé João Mello Franco Jorge Bleck * Carlos Blanco de Morais Atribuições > Estudar, rever e avaliar os princípios de governança societária para o Grupo PT, designadamente no tocante às responsabilidades dos administradores, às relações entre os administradores e os accionistas, às relações com os detentores de participações qualificadas e à avaliação geral dos termos de governança do Grupo no desempenho do Conselho de Administração e das suas comissões. > Aconselhar e propor ao Conselho de Administração a adopção e revisão do modelo de governança da holding do Grupo, designadamente no tocante às normas e procedimentos internos relativos aos princípios e práticas de governança societária, à sua articulação e relacionamento com a estrutura da gestão, os accionistas, os stakeholders e o mercado, à prevenção de conflitos de interesses e à disciplina da informação. > Supervisionar a aplicação do Código de Ética do Grupo PT, acompanhando a sua implementação e procedendo, quando necessário ou conveniente, à interpretação das suas regras e à integração dos casos nele omissos, bem como emitir pareceres sobre matérias das alíneas precedentes e outras afins, quando solicitado pelo Conselho de Administração. A Comissão de Governança reuniu quatro vezes durante o exercício de 2005, tendo sido discutidas principalmente as seguintes matérias: > revisão do Código de Ética; > criação de um Código de Conduta para Financial Officers; > regulamento sobre aquisição de acções PT pelos quadros de alta direcção; > criação de um sistema de participações qualificadas de práticas indevidas (whistleblowing). Nas referidas reuniões estiveram presentes, em média, cinco membros que integram a Comissão de Governança. * Renunciou ao cargo em Fevereiro de Portugal Telecom Relatório de sustentabilidade 2005

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