PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO (PPAD) MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO

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1 PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO (PPAD) MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO BEATRIZ BARRETO BRASILEIRO LANZA DINÂMICA DE RELACIONAMENTO ENTRE ATORES DE PROJETOS GOVERNAMENTAIS: O CASO DO M-GOV DO PARANÁ CURITIBA 2011

2 BEATRIZ BARRETO BRASILEIRO LANZA DINÂMICA DE RELACIONAMENTO ENTRE ATORES DE PROJETOS GOVERNAMENTAIS: O CASO DO M-GOV DO PARANÁ Dissertação de Mestrado apresentado ao Programa de Pós-Graduação em Administração da Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Orientador: Profa. Dra. Maria Alexandra Viegas Cortez da Cunha. CURITIBA 2011

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5 Todo este trabalho dedico ao meu pai Moises Luiz Barreto, que está sempre me espiando.

6 AGRADECIMENTOS À professora Maria Alexandra, pelo incentivo ao Mestrado e por aceitar ser minha orientadora. Ser parceira numa pesquisa apaixonante, na qual ambas acreditam na utilidade e importância do resultado. Aos integrantes da banca de qualificação, professores Luiz Carlos Duclós e Carlos Olavo Quandt, pelas contribuições ao meu projeto. Às secretárias executivas deste programa, Denise Lorenzini, Priscilla Veiga Bueno e Denise Rempel, pelo profissionalismo e carinho. Aos professores Belmiro Valverde Jobim Castor, Carlos Olavo Quandt, Eduardo Damião da Silva, Evelise Maria Portilho, Kleber Candiotto, Maria Alexandra Viegas Cortez da Cunha, Paulo Mussi Augusto, Valéria Silva da Fonseca, Wesley Vieira da Silva. Especial ao Professor Luiz Carlos Duclós, que nos ensinou a acreditar em nós, não em gênios. À Celepar pelo auxílio financeiro. Aos colegas e amigos do Mestrado. Aos respondentes da minha pesquisa. Ao Dr. Nizan Pereira, grande incentivador na minha vida profissional e acadêmica. À Marisa Villela, Yara Sarmento e Vitoria Sahão, pelo carinho e incentivo. Ao Diego Queiroz, June Cruz, Kamylla Lima, Kawana Sato, Silvana Walter, José Roberto Frega, Cristiano Maciel pela preciosa ajuda. À Dircema e Arno Krug pelo incentivo, apoio e carinho. Ao Vagner Diniz. Você foi imperativo quando disse que nós tínhamos a obrigação de escrever a história do m-gov do Paraná. À minha família, na qual cada um ao seu modo, incentivam-me a perseguir meus objetivos. À minha base de sustentação, Marcos, Tasso e Manuela. Filha, seu olhar atento na conferência das matrizes quadradas foi fantástico. Parecia gente grande! Filho, vou me lembrar sempre das suas palavras Mamãe, hoje eu rezei para dar tudo certo com seu Mestrado.

7 Aceitamos muitos conceitos porque eles parecem ser as respostas lógicas a nossas questões. Mas será que fizemos as questões certas? Harold L. Klawans A vida é como uma roda gigante; ora a gente está em cima, ora está embaixo. Jeanete de Moraes Souza

8 RESUMO Entre 2000 e 2010, o governo do Estado do Paraná introduziu a telefonia celular na sua comunicação com o público, assunto do presente estudo. Utilizou-se o Método Histórico de Mason pelas vantagens oferecidas na compreensão de fenômenos contemporâneos relacionados ao uso da Tecnologia da Informação (TI). Para identificar os eventos relevantes, atores, papéis, aspectos de colaboração, configuração e densidade das relações, utilizou-se a Teoria de Redes. Nos anos 90 o governo eletrônico ganhou força com o uso intensivo da TI na implementação de políticas públicas, na gestão pública e na prestação de serviços. Ficou claro, então, que a relação entre o Estado e o cidadão era mais ampla que aquela entre uma empresa e seus clientes ou parceiros comerciais. Apesar de mais de uma década de projetos de Governo Móvel (m-gov) no Brasil e dos números de telefones celulares - hoje passam dos 200 milhões de aparelhos eles ainda são pouco usados na prestação de serviços públicos em massa. Estudos apontam que a razão disso pode ser a dificuldade de estabelecer relacionamento entre os múltiplos atores do m-gov. O resgate da história do m-gov do Paraná busca: 1) oferecer subsídios aos gestores do governo eletrônico sobre a relevância dos relacionamentos na construção de projetos corporativos complexos, como são os de m-gov; 2) instrumentalizar políticas públicas, estratégias governamentais e debate acadêmico voltado à utilização de telefone celular como canal de relacionamento e prestação de serviços. Percebeu-se que aqueles atores envolvidos com o objetivo de prover serviço ao m- Gov permaneceram apenas em uma das fases. Os que estavam voltados à prestação de serviços permaneceram por mais tempo no processo. A relação contratual comercial tão almejada pelos atores, ocorrida na terceira fase, não foi suficiente para sustentar o Projeto. A reunião dos atores e discussão conjunta fez com que o projeto corporativo crescesse portanto evidencia-se a importância da institucionalização do e-gov. As interações mostraram que a dinâmica de relacionamento entre os atores contribuiu para amadurecer uma ideia, o uso de uma tecnologia, o amadurecimento e declínio do projeto m-gov do Paraná. Palavras-Chave: Governo Eletrônico. Governo Móvel. Teoria de Redes. Dinâmica de Relacionamento. Método Histórico.

9 ABSTRACT This study discusses the experience of the Government of the State of Parana in using cell phones for delivering services to people, where the idea came from and how the Mobile Government (m-gov) project came to light from 2000 to The authors used Mason s Historical Method because of the way it facilitates the understanding of contemporaneous phenomena related to the use of information technology (IT). To identify the relevant events, stakeholders, roles, aspects of collaboration, configuration and density of relationships, we used the Theory of Networks. In the nineties electronic government (e-gov) gained strength with the intensive use of IT in implementing public policy, public management and delivery of services. At that time it became clear that the relationship between government and citizens was wider than the relationship between a company and its customers or business partners. The diversity of business processes and government practices behind the m-gov operation is still little known in spite of the fact that the existence for over a decade of mobile government projects in Brazil today with 202 million of cell phones countrywide. By making public the history of Parana s m-gov, this article offers information to e-gov managers on the relevance of relationships and ways of social capital so complex corporate projects such as mobile government can be built and implemented. It was noticed that those people involved with the objective of providing service to m-gov, resided only on stage. Those who were directed to provide services remained longer in the Project. The contractual relationship as desired by commercial actors that occurred in the third stage, was not sufficient to sustain the project. The meeting of the actors and debate has made the corporate project grew - and therefore highlights the importance of the institutionalization of e- Gov. The interactions showed that the dynamic relationship between all stakeholders contributed to mature an idea, the use of technology, maturity and decline the project Keywords: electronic government (e-gov); mobile government, historical method; information technology (IT).

10 LISTA DE FIGURAS Figura 1 - Cadeia de valor do governo móvel Figura 2 - Unidade de análise Figura 3 - Estrutura metodológica da pesquisa Figura 4 - Fases do m-gov Figura 5-1ª fase do m-gov do Estado do Paraná Figura 6-2ª fase do m-gov do Estado do Paraná Figura 7-3ª fase do m-gov do Estado do Paraná Figura 8-4ª fase do m-gov do Estado do Paraná Figura 9-5ª fase do m-gov do Estado do Paraná Figura 10 - Linha do tempo do m-gov do Governo do Paraná Figura 11 - Site do Governo do Paraná em Figura 12 - Oferta do serviço do CEASA Figura 13 - A oferta do serviço no site do CCTG Figura 14 - A oferta do serviço no site da SETP Figura 15 - Atores internos e externos do m-gov Figura 16 - Atores por fases Figura 17 - Sociograma dos atores que participaram da 1ª fase do m-gov Figura 18 - Natureza do relacionamento dos atores na 1ª fase do m-gov Figura 19 - Sociograma dos atores que participaram da 2ª fase do m-gov Figura 20 - Natureza do relacionamento dos atores na 2ª fase do m-gov Figura 21 - Sociograma dos atores que participaram da 3ª fase do m-gov Figura 22 - Natureza do relacionamento dos atores na 3ª fase do m-gov Figura 23 - Sociograma dos atores que participaram da 4ª fase do m-gov Figura 24 - Natureza do relacionamento dos atores na 4ª fase do m-gov Figura 25 - Sociograma dos atores que participaram da 5ª fase do m-gov Figura 26 - Natureza do relacionamento dos atores na 5ª fase do m-gov

11 LISTA DE QUADROS Quadro 1 - Método Histórico de Mason et al.: sete fases Quadro 2 - Objetivos Declarados dos Atores no m-gov Quadro 3 - Papeis dos Atores no m-gov Paraná

12 LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Número de aparelhos celulares no Brasil Tabela 2 - Países da América Latina com maior número de telefones celulares Tabela 3 - Municípios brasileiros atendidos pela telefonia celular Tabela 4 - População brasileira atendida pela telefonia celular Tabela 5 - Densidade do relacionamento dos atores Tabela 6 - Resultado da colaboração dos atores

13 LISTA DE ABREVIATURAS ARS - Análise de Redes Sociais BANESTADO - Banco do Estado do Paraná BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento BRT - Brasil Telecom CCTG - Centro Cultural Teatro Guaíra CELEPAR - Companhia de Informática do Estado do Paraná CGI - Comitê Gestor de Internet do Brasil CIO - Chief Information Officer CONIP - Congresso de Informática Pública DETRAN - Departamento de Trânsito e-gov - Governo Eletrônico FIRJAN - Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro IAPAR - Instituto Agronômico do Paraná IPVA - Imposto dos Proprietários de Veículos Automotores IR - Imposto de Renda JCP - Junta Comercial do Paraná m-gov - Governo Móvel ONG - Organização Não Governamental PDA - Assistente Digital Pessoal PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento PRODEMGE - Companhia de Informática do Estado Minas Gerais PRODERJ - Companhia de Informática do Estado do Rio de Janeiro PRODESP - Companhia de Informática do Estado de São Paulo RENAVAM - Registro Nacional de Veículos Automotores SAC - Serviço de Atendimento ao Consumidor SANEPAR - Companhia de Saneamento do Estado do Paraná SERPRO - Serviço Federal de Processamento de Dados SETP - Secretaria Estadual de Trabalho e Promoção Social SMS - Short Message Service TCLE - Termo Consentimento Livre e Esclarecido TI - Tecnologia da Informação e Comunicação

14 13 UNESCO - United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization WAP - Wireless Application Protocol W3C - World Wide Web Consortium 3G -Terceira geração

15 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO PROBLEMA DE PESQUISA OBJETIVOS JUSTIFICATIVAS ESTRUTURA DO TRABALHO REFERENCIAL TEÓRICO REFORMA DO ESTADO GOVERNO ELETRÔNICO GOVERNO MÓVEL MÉTODO HISTÓRICO TEORIA DE REDES Conceito e caracterização O Método de Análise de Redes METODOLOGIA DA PESQUISA POSTURA EPISTEMOLÓGICA ESPECIFICAÇÃO DO PROBLEMA Perguntas de pesquisa Definição constitutiva (DC) e operacional (DO) das variáveis Definições de termos e conceitos DELIMITAÇÃO DA PESQUISA Objeto de estudo Etapas da pesquisa População e amostra Tipos de dados Instrumento de pesquisa... 58

16 Coleta e análise de dados DESCRIÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS O PROJETO M-GOV DO ESTADO DO PARANÁ Da gênese à institucionalização do e-gov: prospecção e pré-projeto do m-gov Da institucionalização do e-gov à troca de governo: amadurecimento do m-gov Da troca de governo à descontinuidade do e-gov: fomalização do m-gov Da descontinuidade do e-gov à saída da CELEPAR: declínio do m-gov Da saída da CELEPAR à troca de governo: sobrevivência do m-gov As cinco fases do projeto O PERFIL DOS ATORES DO PROJETO M-GOV DO ESTADO DO PARANÁ Atores internos Casa Civil Centrais de Abastecimento do Paraná - CEASA Centro Cultural Teatro Guaíra - CCTG Companhia de Informática do Paraná - CELEPAR Departamento Penitenciário do Estado do Paraná - DEPEN Departamento de Trânsito do Paraná - DETRAN Governo Eletrônico do Estado do Paraná - e-paraná Instituto Agronômico do Paraná - IAPAR Junta Comercial do Paraná- JUCEPAR Secretaria de Estado da Administração e Previdência - SEAP Secretaria de Estado da Comunicação Social - SECS Secretaria de Estado da Fazenda - SEFA Secretaria de Estado da Segurança Pública - SESP Secretaria de Estado do Trabalho e da Promoção Social - SETP... 89

17 16 Secretaria Especial de Corregedoria e Ouvidoria Geral - SEOG Atores externos Brasil Telecom / Oi - BRT / OI Global Telecom / Vivo - GLOBAL/VIVO Sercomtel - SERCOMTEL Tim Sul - TIM OS PAPÉIS DOS ATORES DINÂMICA DA PARTICIPAÇÃO DOS ATORES - ASPECTOS DE COLABORAÇÃO E CONFIGURAÇÃO DAS RELAÇÕES DENSIDADE DO RELACIONAMENTO DOS ATORES RESULTADOS DA COLABORAÇÃO MOTIVOS DA PERMANÊNCIA DO PROJETO CONSIDERAÇÕES FINAIS CONTRIBUIÇÕES PARA A TEORIA CONTRIBUIÇÕES PARA A PRÁTICA LIMITAÇÕES DA PESQUISA PESQUISAS FUTURAS APÊNDICES ANEXOS

18 17 1 INTRODUÇÃO Especialmente nos anos 1990, desde a Reforma do Estado, o governo eletrônico (e-gov) ganhou força com o uso intensivo de Tecnologia da Informação e Comunicação (TI) na implementação de políticas públicas, na gestão pública, na prestação de serviços ao cidadão e na ampliação das práticas democráticas. Nos anos 2000, surge o Governo Móvel (m-gov), estratégia de implementação de serviços públicos disponibilizados em plataformas móveis para prover os cidadãos e a sociedade, os benefícios e informações a qualquer tempo e em qualquer lugar. Este trabalho, com o objetivo de investigar a dinâmica de relacionamento entre atores de projetos governamentais, estudou o projeto m-gov do Governo do Paraná. Nessa mesma época, ficou claro que a relação entre o Estado e o cidadão era mais ampla que a relação entre uma empresa e seus clientes, ou entre seus parceiros comerciais. Em vários países no mundo, no decorrer da década de 1990 a privatização do setor de telecomunicações provocou uma massificação de acesso aos serviços desse segmento econômico. No Brasil, a telefonia móvel, definida como serviço privado, diferente da telefonia fixa, que foi considerada serviço público universal, teve grande disseminação após a regulação da modalidade de pagamento pré-paga. Em janeiro de 2011, no Brasil, a telefonia móvel tem mais usuários que a telefonia fixa e vem atingindo todos segmentos da população. O número de aparelhos celulares é de 202 milhões, e a densidade é de 104,68 aparelhos para cada 100 habitantes. Esta infraestrutura pode servir de canal de comunicação de mão dupla, entre o governo e o cidadão, especialmente ao cidadão de baixa renda, pois o número de aparelhos pré-pagos representa 82,34% do total de telefones (TELECO 1, 2011). No entanto pesquisas demonstram que o Estado, nas três esferas de governo, vem timidamente explorando os canais eletrônicos móveis para se relacionar com os cidadãos, com as empresas e com a sociedade. O governo poderia utilizar esta infraestrutura para oferecer serviços aos cidadãos proprietários 1 Empresa brasileira de consultoria na área de telecomunicações.

19 18 dos quase 200 milhões de telefones celulares. E não apenas considerá-la como uma revolução tecnológica. A literatura disponível, além de ser precária, não provê uma base teórica consistente sobre diferentes modelos de gestão de projetos de m-gov praticados pelos governos. Também não se encontram registros históricos de como se deu a construção do processo de gestão e qual a participação dos atores neste processo. Parece compreensível que exista esta lacuna, tendo em vista que o uso de m-gov ainda é recente no Brasil. Por isso conhecer como a adoção desta tecnologia se deu, constitui uma parte importante para compreender a perspectiva de evolução futura de um projeto m-gov ou até mesmo fazer proposições ou alternativas de modelo de negócios. Ao final desta pesquisa, percebeu-se que aqueles atores que estavam envolvidos neste projeto com o objetivo de prover informação ou serviço ao m-gov, permaneceram apenas em uma das fases do Projeto m-gov. Aqueles que estavam com propósitos firmes em processos de governo, ou seja, voltados à prestação de serviços sobreviveram ou permaneceram por mais tempo no Projeto. Que a relação contratual comercial tão almejada pelos atores ocorrida na terceira fase, não foi suficiente para sustentar o Projeto. Alguns achados deste trabalho podem servir de insights para gestores de projetos corporativos de tecnologia em governos. No m-gov paranaense, a institucionalização do governo eletrônico, a reunião dos atores e discussão conjunta dela resultante, fez com que o projeto corporativo crescesse portanto evidencia-se a importância da institucionalização. Por outro lado, a institucionalização não garantiu a continuidade do projeto, ele "morre" sem que tivesse sido abortado, daí a importância de atores centrais "animando" a continuidade do projeto. A retirada de um dos atores centrais, a CELEPAR, fez com que a prestação de serviços neste canal quase fosse encerrada, mas algumas aplicações sobreviveram apesar disso: seus gestores não permitiram a descontinuidade e no interesse público mantêm o projeto. Então, novas associações se formam na ausência dos atores centrais, mesmo quando a área de atuação dos atores não é tecnologia este é um aspecto digno de investigação. Uma última observação que, apesar de óbvia, não pode ser omitida, é a de que projetos corporativos podem ser alavancados ou descontinuados pelas trocas de governo, e que os responsáveis técnicos por esses projetos devem prepará-los para as mudanças governamentais.

20 19 As interações observadas neste estudo mostraram que a dinâmica de relacionamento entre os atores contribuiu para amadurecer uma ideia, o uso de uma tecnologia à época pouca explorada, o próprio amadurecimento e declínio do projeto. Um esforço conjunto propiciou novas perspectivas para o desenvolvimento, fortalecimento e declínio do projeto m-gov do Governo do Estado do Paraná. 1.1 PROBLEMA DE PESQUISA Cada vez mais, a preocupação em prestar serviço com qualidade e agilidade ao cidadão vem tornando-se uma preocupação de muitos governos, em várias partes do mundo. Isso ocorre devido ao aumento de exigência dos cidadãos. À medida que a tecnologia se tornou disponível e barata, atingindo todas as classes sociais, torna-se necessário oferecer mais serviços em dispositivos móveis, como é o caso de telefone celular. O número de telefones celulares no Brasil cresce de forma exponencial: em dezembro de 2010, era de 202 milhões de aparelhos habilitados (ANATEL, 2010). A função mais utilizada nestes dispositivos é o SMS (Short Message Service), representando 58% das funcionalidades usadas (CGI, 2010). Referindo-se à tecnologias móveis, Diniz e Gregório (2007) escrevem que é impossível imaginar que os serviços públicos não usarão as vantagens da mobilidade para dar mais eficiência e qualidade em suas atividades, no intuito de promover a inclusão, democracia e cidadania. A disponibilização de serviços neste canal deixou de ser uma função exclusiva do governo para tornar-se também uma função que envolve a iniciativa privada, essencialmente as operadoras de telefonia móvel, e o órgão de regulamentação de telefonia no Brasil. O Governo Móvel ainda é novo e complexo, implica uma série de dificuldades e dúvidas para as operadoras de telefonia móvel. Surgem questionamentos tais como: 1) quem paga a conta - o governo, as operadoras ou o cidadão?; 2) por que o órgão regulador da telefonia não atua com medidas relativas a reserva de shortcode exclusivo para uso do governo, bem como tarifas diferenciadas para governo? Devido à amplitude do tema, particularmente no que concerne ao modelo de negócio e ao volume de aparelhos celulares, faz-se necessário um estudo mais

21 20 profundo a respeito do desenvolvimento e do processo de construção de projetos utilizando telefone celular nos governos. Visando averiguar a configuração de um projeto m-gov na prática, o presente trabalho alicerça-se na seguinte questão: como a dinâmica de relacionamento dos atores contribui para o estabelecimento de um projeto corporativo de governo móvel? 1.2 OBJETIVOS O objetivo geral deste estudo consiste em investigar como a dinâmica de relacionamento dos atores contribui para o estabelecimento de um projeto corporativo de governo móvel. Em um plano mais detalhado, têm-se como objetivos específicos: 1. conhecer o projeto m-gov do Governo do Paraná, detalhando os principais eventos e fases desde o pré-projeto, em 2000, até 2010; 2. identificar quais foram e são os atores relevantes no Projeto m-gov do Estado do Paraná no decorrer do período pesquisado; 3. ressaltar os papéis desempenhados pelos atores em cada fase do Projeto; 4. identificar os aspectos de colaboração e a configuração das relações entre os atores Projeto m-gov do Estado do Paraná, de 2000 a 2010; 5. analisar a densidade de colaboração Projeto m-gov do Estado do Paraná, de 2000 a 2010; 6. descrever os resultados da colaboração dos atores no período pesquisado; 7. analisar as causas da persistência do Projeto ao longo do período. 1.3 JUSTIFICATIVAS O potencial de crescimento dos dispositivos móveis, em especial dos telefones celulares, sua densidade e sua capilaridade, tem chamado a atenção de especialistas na área de governo em todo o mundo. Em termos de número de

22 21 telefones celulares, o Brasil ocupava, em dezembro de 2010, a quinta posição mundial. O Brasil é líder, na América Latina, em linhas de telefonia celular habilitadas (TELECO, 2011). A Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) divulga que os municípios brasileiros terão serviços de telefonia móvel até 2013, e que em dezembro de 2010, o número de telefones celulares totalizava 202,9 milhões de aparelhos (ANATEL, 2010). De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em dezembro de 2010, a densidade nacional de telefonia móvel era de 104 celulares por cada 100 habitantes, contrastando com 31,2% dos domicílios que dispunham de computadores. Desses, somente 23,8% possuíam acesso à internet. Uma pesquisa do Comitê Gestor de internet do Brasil (CGI, 2009) apontou que a funcionalidade mais utilizada nos telefones celulares, depois de voz, é o SMS - tecnologia de envio de mensagens curtas de texto, representando 58% das funções usadas. A previsão da ANATEL é que a base de telefones celulares deverá ter um crescimento exponencial até 2022 e deverá ultrapassar os 320 milhões de aparelhos habilitados no país (ANATEL, 2009). O boletim eletrônico Fierce Government, divulgou que Vivek Kundra, CIO do Governo Federal dos EUA reservou US$ 35 milhões do orçamento de tecnologia da informação para computação móvel, por considerar a computação móvel central para garantir que os serviços públicos sejam apresentados no contexto tecnológico em que a população norte-americana se sente mais confortável (FIERCE GOVERNMENT, 2010). O m-gov fundamenta-se pela facilidade de uso dos dispositivos portáteis, alta comunicabilidade, baixo custo de aquisição e, especialmente, pela apropriação tanto da tecnologia, como do seu uso pelos cidadãos. Em adição a canais tradicionais de prestação de serviços ao cidadão, este pode ser um caminho para ampliar a interação entre governo e sociedade. No Brasil, as iniciativas de m-gov surgiram ainda no começo deste século. O Governo do Estado do Paraná foi pioneiro em disponibilizar serviços em telefones celular. Em 2000 já prospectava serviços nessa plataforma, ofertando serviços de trânsito, avisos de vagas de trabalho, cotação de produtos hortifrutigranjeiros, alertas de geada e acesso à programação cultural. Os Estados do Piauí, Alagoas e São

23 22 Paulo também passaram a ofertar alguns serviços por meio de dispositivos móveis (DINIZ, 2010). Apesar de quase uma década de projetos de governo móvel no Brasil e dos números da penetração dessa tecnologia em todas as camadas da população, estes dispositivos ainda não são um canal para a disponibilização em massa de serviços públicos. Em outros países em desenvolvimento, a conclusão é semelhante. No evento mundial W3C Tecnologias Móveis - seu papel na Promoção do Desenvolvimento Social, realizado em 2008, cujo objetivo foi compreender os desafios específicos na disponibilização de serviços por meio de telefonia móvel e web para populações dos países em desenvolvimento, chegou-se a uma importante consideração (W3C, 2008). Os participantes concluíram que os governos do mundo ainda não se deram conta e não utilizam a tecnologia mais elementar abarcada em todo telefone celular, o SMS (LUCA, 2008). Estudos têm enfocado que é impossível imaginar que os serviços públicos não usarão as vantagens da mobilidade para dar mais eficiência e qualidade em suas atividades, no intuito de promover a inclusão, democracia e cidadania (DINIZ; GREGÓRIO, 2007). Estudos de Ferrer e Santos (2004) mostraram que o governo poderia ser mais eficiente ao entregar os serviços aos cidadãos, com custo menor que as formas eventuais atualmente empregadas. No Fórum Digital Mundial da União Europeia, foi apontado que o SMS é a tecnologia mais facilmente acessível às organizações não governamentais (ONGs), organizações locais, governos e às pessoas que pretendem prestar serviços móveis (W3C, 2009). No Brasil e no mundo, são verificadas algumas experiências de sucesso de uso corporativo de m-gov, porém há poucas registradas e acessíveis. Também os gestores públicos não dispõem de estudos adequados à realidade brasileira para subsidiar a implantação de seus projetos. Apesar do relativo sucesso de algumas aplicações e dos números crescentes da telefonia móvel, o m-gov não evoluiu como um canal privilegiado de prestação de serviços ao cidadão. Uma das explicações aventadas é a dificuldade de estabelecer relacionamento entre os múltiplos atores de m-gov, necessário ao estabelecimento de um modelo corporativo que se sustente no longo prazo. Projetos de m-gov envolvem instituições governamentais como secretarias e autarquias, organizações de informática do governo (como as companhias de informática estaduais),

24 23 estruturas de informática departamentais nas secretarias e autarquias, empresas de telecomunicações, brokers, fornecedores de TI e o ator principal - o cidadão. Considerando que no campo da pesquisa há poucos estudos focando o uso de serviços móveis por parte do governo brasileiro, este estudo se justifica pela oportunidade de disponibilizar à academia e ao próprio governo um referencial que possa servir de base para projetos corporativos de m-gov. E que este referencial teórico possa despertar nos gestores públicos a convicção de que as tecnologias móveis são uma opção de ampliar os canais de prestação de serviço à população. Ao avançar no conhecimento sobre a dinâmica do relacionamento dos atores em projetos desta natureza, busca-se dar sua contribuição prática. Os resultados poderão ser usados por gestores públicos que têm sob sua responsabilidade a implementação de canais de prestação de serviço ao cidadão, por gestores de TI que coordenam os projetos de implementação técnica, por empresas de telecomunicações e serviços correlatos, parceiros no negócio. Também serve para outras tecnologias em grandes projetos corporativos governamentais. No contexto teórico, buscou-se estabelecer relação entre os temas estudados e a Teoria de Redes, tendo em vista que o uso do governo móvel é recente na administração pública, e não são identificadas na literatura muitas experiências com o uso do m-gov, nem estudos ou pesquisas que demonstrem como e o quanto as redes influenciam na adoção e implementação de projetos, utilizando esta tecnologia. Este estudo agrega-se ao atual esforço das áreas de estratégia, análise organizacional e sistemas de informação por realizar e sociabilizar pesquisa em análise de redes. Fortalece a temática das redes sociais e organizacionais em Ciências Sociais. Amplia o conhecimento no contexto de governo móvel, pois o tema ainda se encontra restrito e concentrado em congressos e seminários focados em gestão pública e TI. 1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO Levando-se em conta o problema de pesquisa do trabalho e os objetivos estabelecidos, o estudo foi dividido em seis capítulos. No primeiro capítulo,

25 24 apresenta-se um entendimento geral da relevância da proposta de estudo, definindose o problema de pesquisa, a justificativa, os objetivos e a estrutura do trabalho. O segundo capítulo contém o referencial teórico, abrangendo os principais tópicos que são objeto de estudos relacionados ao surgimento e evolução do m-gov no Brasil. A revisão de literatura aborda a Reforma do Estado, o Governo Eletrônico, Governo Móvel - definições, cadeia de valor, números no Brasil e na América Latina sobre telefonia móvel. Este capítulo é finalizado com a Teoria de Redes e com o Método Histórico de Mason (1997), que serviram como base Teórica desta investigação. O capítulo terceiro apresenta a metodologia da pesquisa aplicada no estudo, inicialmente por meio da questão da pesquisa, seguindo-se com a definição constitutiva e operacional de termos e variáveis, o delineamento da pesquisa, a coleta e análise dos dados, o tratamento dos dados e as limitações da pesquisa. O capítulo quarto apresenta a descrição e análise dos dados. Inicialmente é apresentada a descrição do caso, com detalhes das cinco fases seguidas na pesquisa. Após, descreve-se quais os atores que participaram da construção do Projeto m-gov do Estado do Paraná, os papéis desempenhados por eles, os aspectos de colaboração e configuração das relações, a descrição dos resultados da colaboração dos atores e a análise dos motivos pelo qual o projeto m-gov do Estado do Paraná perdura no tempo. Algumas conclusões dos resultados da pesquisa são apresentadas no capítulo 5. Ao final, o capítulo 6 encerra o trabalho com comentários sobre as contribuições e limitações da pesquisa, assim como recomendações e oportunidades para futuras pesquisas.

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