10º Fórum da Indústria Têxtil. Que Private Label na Era das Marcas?

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1 Que Private Label na Era das Marcas? Vila Nova de Famalicão, 26 de Novembro de 2008 Manuel Sousa Lopes Teixeira 1

2 2

3 INTELIGÊNCIA TÊXTIL O Sector Têxtil e Vestuário Português e o seu enquadramento na Economia Global. Actualização da Análise da Evolução e Tendências. 3

4 Índice Parte I O mercado têxtil e do vestuário em 2008 Estatísticas (Portugal, Espanha, UE) Opinião Internacional Parte II Considerações finais 4

5 Parte I O mercado em 2008 Parte I O mercado têxtil e do vestuário em 2008 Estatísticas (Portugal, Espanha, UE) Opinião Internacional Parte II Considerações finais 5

6 2007 9º Fórum ITV º Fórum da Indústria Têxtil 9º Fórum da Indústria Têxtil 6

7 2007 9º Fórum ITV COMÉRCIO INTERNACIONAL - EXPORTAÇÕES JAN. / JUL ,1 % 9º Fórum da Indústria Têxtil 7

8 2007 9º Fórum ITV Considerando os factores externos: Evolução cambial do Dólar face ao Euro Evolução dos custos unitários de produção na ITV nacional (sobretudo o factor trabalho) Ausência de empresas locomotiva em Portugal na área do retalho de moda Os números que dispomos até à data são muito positivos. 9º Fórum da Indústria Têxtil 8

9 2007 9º Fórum ITV É notório que a ITV nacional ganhou competitividade nos factores imateriais (serviço, timing, engenharia de produto, ) Ainda existe uma diferença entre aquilo que pensamos que vendemos e o que é de facto comprado. Ainda assim, parece também evidente que a evolução relativa, apresenta um saldo favorável a Portugal. 9º Fórum da Indústria Têxtil 9

10 2007 9º Fórum ITV Este crescimento será sustentável? Pontos críticos: A evolução do modelo de negócios dos principais players do retalho europeu. A evolução dos custos de produção e do cambio do dólar/ euro. O impacto da liberalização, em 01.Jan.2008 de 45% das exportações nacionais face à China. As estratégias e a capacidade de gestão das empresas nacionais. A estrutura empresarial (grandes empresas e pequenas empresas). Os serviços e as politicas de competitividade dirigidas ao sector. 9º Fórum da Indústria Têxtil 10

11 10 º Fórum ITV º Fórum da Indústria Têxtil 9º Fórum da Indústria Têxtil 11

12 Parte I Questões para 2008 Como evoluiu o Comércio Internacional em 2008? E os mercados de consumo? Exportações e Importações do mercado Espanhol Qual o impacto da liberalização, em 01.Jan.2008 de 45% das exportações nacionais face à China? A performance resulta de factos conjunturais ou estruturais? 12

13 Importações COMÉRCIO INTERNACIONAL JAN. / AGO

14 Exportações COMÉRCIO INTERNACIONAL JAN. / AGO

15 Exportações COMÉRCIO INTERNACIONAL - EXPORTAÇÕES JAN. / AGO. 08-5,9 % (+4,2% Jan./Dez.2007) 15

16 Exportações e Importações COMÉRCIO INTERNACIONAL - JAN. / AGO

17 Exportações (Espanha) 17

18 Importações (Espanha) 18

19 Importações (Espanha) 19

20 Importações (Espanha) Descida nas importações provenientes da UE (-13%) Aumento das importações de produtos (liberalizados em Jan./08) provenientes da China (+19%) Os preços médios (importação) desses produtos desceram 25% A UE representa 38,5% do total importado (43% em 2007) 20

21 Saldo Comercial (Espanha) 21

22 2008: China 22

23 Importações da U.E

24 Parte I O mercado em 2008 Parte I O mercado têxtil e do vestuário em 2008 Contexto Nacional Opinião Internacional Parte II Considerações finais 24

25 Parte I O mercado em Cliente internacional Estamos a comprar mais em Portugal, e a marca está cada vez mais satisfeita com a qualidade e o respeito pelos prazos de entrega em Portugal. O facto mais sintomático é a aposta neste país para a produção da nossa nova marca (segmento mais elevado), onde uma parte significativa da colecção cerca de 40% - está a ser produzida em Portugal. 25

26 Parte I O mercado em Cliente internacional No presente ano passado comprámos menos porque a concorrência oferece cada vez mais soluções e mais competitivas. No ano que vem vamos comprar/colocar mais devido sobretudo à evolução cambial Euro/dólar, ao aumento do preço das matérias primas na Ásia e dos custos de produção nomeadamente salariais -, e devido à instabilidade mundial neste contexto de crise preferimos apostar num país com qualidade e sobretudo com mais proximidade do que o Oriente onde se sentem inseguros a encomendar com muita antecedência. 26

27 Parte I O mercado em Cliente internacional No ano passado voltámos a colocar em Portugal, depois de alguns anos de ausência. Foi uma encomenda na ordem das peças, e esta (re) aposta foi sobretudo pela qualidade. Para este ano ainda não fechámos o plano, pois só estará pronto no final do mês, mas a previsão é de que vamos aumentar. Estamos a falar sempre na encomenda da colecção toda, e não de repetições apenas. 27

28 Parte I O mercado em Cliente internacional Este ano colocamos menos encomendas em Portugal e as fabricas, duma forma geral, estão com bastante capacidade livre. Vamos comprar ainda menos no próximo ano também devido ao crise geral nos mercados Portugal tem uma concorrência cada vez mais forte para a resposta rápida e ao mesmo tempo a infra-estrutura em Portugal piorou (empresas que desapareceram ou estão em dificuldade). Os clientes também apostam em Portugal para toda a colecção, mas em relação a produtos mais especializados com volume de produção inferior. É importante sublinhar que nos últimos meses quase todos os países produtores estão a sentir dificuldades. 28

29 Parte I O mercado em Cliente internacional Nos últimos anos, não temos comprado em Portugal. Como recorremos a inúmeros países (sourcing é worldwide) é difícil Portugal ter um preço competitivo. A única solução que estou a ver seria se fosse possível ter fábricas off-shore em vários sítios de forma a concentrar sourcings de matérias baratas de vários países e com rapidez. O nosso modelo é produzir constantemente no sítio mais barato de hoje Portugal continua a ter boa qualidade e preço, mas para o mercado que lhe é mais próximo, que é o da União Europeia. Mas se falarmos num modelo para fora deste mercado, para o resto do mundo, Portugal não evoluiu, estagnou, e quem neste momento está muito forte na resposta global é a Turquia e o Norte de África.» 29

30 Parte I O mercado em Cliente internacional No ano de 2007 tivemos um aumento de 60% na colocação de todas as colecções do nosso grupo em Portugal, e este grande aumento foi sobretudo nos atoalhados. Se nos referirmos apenas ao vestuário, o aumento não foi tão grande, e o que aumentou mais foi a roupa interior masculina. Este ano devemos continuar a aumentar, mas estimamos que a roupa interior aumente mais relativamente aos restantes artigos. As vantagens de Portugal continuam a ser a resposta rápida e a qualidade. 30

31 Parte I O mercado em Cliente internacional Este anos tivemos um decréscimo de cerca de 11 % nas compras a Portugal face ao período homólogo anterior. Mas tendência é para manter compras em Portugal. Os Fornecedores portugueses estão bem presentes nas nossas colecções. Pelo que não é forçosamente uma estratégia de repetições, mas é também verdade que estão a competir lado a lado com fornecedores internacionais, pelo que a sua diferenciação passa obrigatoriamente pela rapidez, moda e serviço. 31

32 Parte I O mercado em Cliente internacional No ano passado as colocações de encomendas em Portugal aumentaram 5%. Neste ano que estimamos aumentar mais dado o receio de colocar no Oriente com cinco meses de antecedência num ambiente de crise e de instabilidade mundial. Preferimos comprar mais perto, num mercado de entrega rápida e de qualidade garantida como é o de Portugal. Mas como vai ser menos competitivo no que se refere aos preços, vamos aumentar a pressão sobre as empresas portuguesas no sentido da baixa daqueles Estamos a falar sempre em colecções principais, nunca exclusivamente em repetições. 32

33 Parte I O mercado em Cliente internacional O nosso volume de compras direccionado para Portugal aumentou 7%, o que com dois meses do ano ainda por fechar, é uma taxa de crescimento muito razoável. No que se refere a estimativas para os próximos anos, creio que o crescimento vai continuar devido ao maior enfoque que daremos ao nosso private label num contexto de crise internacional, e para este segmento, Portugal e a Turquia são os melhores mercados. Em termos de vantagens comparativas, a relação preço/ qualidade é razoável, mas a maior vantagem que Portugal tem são os lead times curtos. Actualmente esperamos que o mercado recue, nesta instabilidade em que vivemos, cerca de 5%, o que nos obriga a deixar cerca de 15% Open to Buy. E para usar este OTB precisamos de mercados com lead times muito curtos, como é o caso do português. 33

34 Parte I O mercado em Cliente internacional Mantivemos sensivelmente as compras a um mesmo nível no ano passado, em termos de volume. E vamos manter nos mesmos níveis no próximo ano, também em termos de volume. Embora não tenha sido equacionado apenas para as repetições, - e portanto o que está em causa são encomendas de colecções principais -, Portugal é interessante pela facilidade com que depois se conseguem as repetições. 34

35 Índice Parte I O mercado têxtil e do vestuário em 2008 Estatísticas (Portugal, Espanha, UE) Opinião Internacional Parte II Considerações finais 35

36 Considerações finais Ano 2008: Instabilidade nos Mercados Descida no consumo dos principais mercados A consolidação da tendência da concentração no distribuição/retalho Evolução (instabilidade) cambial do Dólar face ao Euro Aumento dos custos da energia 36

37 Considerações finais Ano 2008: Concorrência nos Mercados A aposta política e financeira da U.E. numa base industrial na região Euro-mediterrânica. Liberalização do mercado para os últimos produtos provenientes da China. O upgrade qualitativo de alguns países concorrentes. 37

38 Considerações finais Ano 2008: Estrutura Empresarial nacional Faltam as empresas Locomotiva A dificuldade para saltar para além da barreira dos 100M nas empresas de marca/ retalho (longe dos 250M para dimensão ibérica). As empresas a montante (Têxteis) apresentam em regra descida de vendas no negócio industrial. Possuem marcas de vestuário de reduzida dimensão. Reformulação accionista em grandes empresas/marcas nacionais (MBO, LBO). Desaparecimento ou redução de actividade de tradings (Agência de Compras) que operavam a partir de Portugal. 38

39 Considerações finais Ano 2008: Estrutura Empresarial nacional Fragilidades nas micro/pequenas empresas Os Custos Fixos são insustentáveis para estas empresas nos longos períodos volatilidade. A permanência desta empresas na Fileira Nacional é fundamental para responder à flexibilidade e à rapidez exigida pelos mercados. 39

40 Estudo - Referência 1 Modelos de Negócio Meta Prestação de Serviço: Sub-contratação, Co-contratação 2. Gestão de Marcas, Distribuição e Retalho 3. Desenvolvimento baseado na inovação tecnológica 1 (55%) 2 (25%)3 (20%) 2 Meta 2010: Empresas de 3 Marca/Retalho de Dimensão Ibérica Meta 2010: Exportações nacionais da ITV superiores as M 40

41 Considerações finais Ano 2008: Oportunidades nos Mercados O Consumidor Informado (CONSUMER AWARENESS): Crescente sensibilidade para as questões sociais e ambientais. Crescente atenção e cobertura dos Media. O Consumidor Exigente Os diferentes segmentos de mercado necessitam de ofertas precisas. Os Têxteis Técnicos apresentam enorme potencial Novas oportunidades de nicho. 41

42 Considerações finais Como ultrapassar as Debilidades? E aproveitar as Oportunidades? Pólo de Competitividade da Moda De uma obrigação a uma oportunidade : - Um projecto de Rigor e Exigência, centrado no MERCADO, e assente nos pilares Moda, Inovação, Sócio/Ambientais, Eficiência da Cadeia - Adesão de 2 ou 3 players internacionais (sobretudo de Espanha) - Uma janela para o mercado (trazer a informação cá - workshops, informações, etc. -, e potenciar a comunicação no exterior) 42

43 Considerações finais FOCO NO CONSUMIDOR / MERCADO 43

44 Considerações finais Opções de desenvolvimento para a indústria ITV: 44

45 Contactos CENIT Centro de Inteligência Têxtil Tel: E.mail: Web: 45

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