Glicídeos 6/1/2012. Transtornos do Metabolismo Energético. Classificação dos carboidratos. Classificação dos carboidratos CARBOIDRATOS

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Glicídeos 6/1/2012. Transtornos do Metabolismo Energético. Classificação dos carboidratos. Classificação dos carboidratos CARBOIDRATOS"

Transcrição

1 Classificação dos carboidratos Transtornos do Metabolismo Energético Monossacarídeos Glicídeos Professora: Renata Fontes Medicina Veterinária Período: 3 o CARBOIDRATOS Conhecidos como glicídios ou açúcares Moléculas biológicas mais abundantes na natureza São compostos por carbono, hidrogênio e oxigênio. Representam a principal fonte de energia para a célula. Utilização da glicose Queimada imediatamente como combustível. Armazenada como glicogênio para queima posterior. Armazenada sob a forma de gordura. Classificação dos carboidratos Monossacarídeos Fórmula geral = C n H 2n O n Não podem ser hidrolisados a compostos mais simples. Contêm de três a seis átomos de carbono. Exemplos: Glicose, Frutose e Galactose Glicose fonte imediata de energia Classificação dos carboidratos Dissacarídeos ou Oligossacarídeos Açúcares duplos Duas moléculas de monossacarídeos Na grande maioria são compostos cristalinos, solúveis em água e de sabor doce. Sacarose, Lactose e Maltose. 1

2 Amido Depósito de polissacarídeo encontrado nas plantas Constituído por moléculas de glicose ligadas entre si de forma ramificada. Classificação dos carboidratos DISSACARÍDEO COMPOSIÇÃO FONTE Glicogênio Amido animal Maltose Glicose + Glicose Sacarose Glicose + Frutose Lactose Glicose + Galactose Cereais Cana-de-açúcar Leite Polissacarídeo altamente ramificado Similar ao amido vegetal. Classificação dos carboidratos Polissacarídeos Celulose Polissacarídeo de cadeia reta Encontrado nas plantas São formadas por três ou mais moléculas de açúcares. Fornece fibras Melhora as funções digestivas Podem ser chamadas de glicanas. Amido, o glicogênio e a celulose 2

3 POLISSACARÍDEO Glicogênio Amido Celulose Quitina Ácido hialurônico FUNÇÃO E FONTE Açúcar de reserva energética de animais e fungos Açúcar de reserva energética de vegetais e algas Função estrutural. Compõe a parede celular das células vegetais e algas Função estrutural. Compõe a parede celular de fungos e o exoesqueleto de artrópodes Função estrutural. Cimento celular em células animais Glicólise Glicogênese Glicogenólise Gliconeogênese Hipoglicemia Concentração de glicose baixa <40 mg/dl em ruminantes <60 mg/dl em não ruminantes Ausência de reservas Gasto exagerado de glicose Insuficiência hepática Hipoglicemia Insulina Glucagon Somatostatina Lactação Gestação Hiperinsulinismo Sepse Recém-nascidos Coleta da amostra Anticoagulantes inibidores da glicólise Fluoreto de sódio 3

4 Hipoglicemia Implicações metabólicas Aumenta a secreção de glucagon Diminui a secreção de insulina Sintomatologia Cães e gatos: glicemia menor que 45 mg/dl Ruminantes: glicemia menor que 30 mg/dl Tremores, convulsões, debilidades, incoordenação, letargia, hipotermia, bradicardia, dilatação pupilar, até colapso e morte. Síndrome da vaca caída Paresia idiopática da vaca parida Balanço energético negativo Incapacidade do animal levantar-se espontaneamente no fim da gestação ou logo após o parto Deficiência energética Dano muscular Hipoglicemia Tratamento Correção da causa primária não for controlada é necessário Terapia de glicose Solução IV de dextrose 50% administrada lentamente Gliconeogênese Lipólise Corpos cetônicos Acidose metabólica Acompanhamento da evolução da doença através dos níveis de corpos cetônicos no leite ou na urina Hipoglicemia dos leitões Alimentação nas primeiras horas de vida Glicemia no nascimento: 130 mg/dl horas: < 40 mg/dl Reservas de glicogênio hepático são esgotadas rapidamente Enzimas da via gliconeogênica ainda não estão totalmente ativas 10 dias de idade amadurecimento Laminite Aguamento Atinge o sistema locomotor de equinos Doença vascular periférica Diminuição da perfusão capilar no interior da pata Necrose isquêmica das lâminas Inflamação e muita dor 4

5 Laminite Distúrbio do metabolismo Carboidratos Ingestão exagerada (milho, trigo, cevada ou ração) Pasto muito viçoso Trevos e alfafas Diarreia Laminite Hiperglicemia e glicosúria 1 em cada 60 cães 1 em cada 300 gatos Alimentação X hábitos alimentares Carboidratos para carnívoros Aumento da produção de insulina Excesso de Carboidratos gera um desequilíbrio da flora intestinal Com isso a um aumento de Lactobacillus e Streptococcus no Ceco (I. G.) Aumento de ácido Lático e diminuição de ph Liberação de endotoxinas (que vão atingir os vasos sanguineos dos cascos) Diabetes mellitus insulino-dependente, equivalente à tipo 1 dos humanos Diabetes mellitus não insulino-dependente, equivalente à tipo 2 dos humanos Diferença? Laminite Outras causas Água Grandes quantidades de água fria em cavalos recém trabalhados (quentes, suados) Choque térmico Gastroenterite Laminite Cólicas Uso prolongado de corticosteróides Diabetes Insulino-dependente Doença auto-imune caracterizada pela destruição das células beta produtoras de insulina O organismo identifica as células beta como corpos estranhos A sua ação é uma resposta auto-imune 5

6 Implicações metabólicas Aumento da gliconeogênese e inibição da lipogênese Aumento na produção de acetil-coa Aumento de corpos cetônicos (eliminados pela urina e pelos pulmões) e colesterol Cetoacidose Fatores predisponentes Sequela de febre aftosa Pancreatite crônica - no cão principalmente Obesidade causa resistência à insulina Estresse Origem autoimune Não há confirmação de influência de componente hereditário em animais Lesões no cristalino e na retina Glicose é reduzida até sorbitol e frutose Alterações osmóticas com edema celular Ruptura das fibras do cristalino Processo irreversível e não ocorre em gatos Comprometimento do processo de cicatrização Perda de proteína tecidual catabolizada para fornecer precursores gliconeogênicos Implicações metabólicas Diminuição da utilização de glicose pelos tecidos Hiperglicemia Aumento da degradação de proteínas musculares e de lipídeos Uremia pela metabolização de aas e aumento de ácidos graxos livres Sintomatologia Animal apresenta uma média de 7-9 anos no momento do diagnóstico Polidpsia Poliúria Polifagia Perda de peso Enfraquecimento, hiperglicemia, glicosúria Casos avançados, cetonemia e cetosúria, com hálito cetônico 6

7 Sintomatologia Gatos apresentam postura plantígrada Apoiam as patas traseiras na parte posterior da coxa Debilidade Dificuldade para pular Dificuldade de interagir o dono Diagnóstico Teste de tolerância à glicose para caninos e felinos Glicose na quantidade de 4g/kg de peso do animal Misturada com carne 1ª amostra antes de administrar a glicose 2ª amostra 2 horas após a administração Glicemia elevada em cães: >180 mg/dl Glicose detectável na urina Ultrapassa o limiar renal Túbulos renais não são capazes de reabsorver completamente a glicose filtrada no néfron Poliúria e desidratação polidpsia Aumento de corpos cetônicos: acidose Diagnóstico Presença de sinais típicos Poliúria Polifagia Perda de peso Hiperglicemia persisitente Glicosúria Hemoglobina glicosilada Tratamento Visa proporcionar uma quantidade adequada de insulina para normalizar o metabolismo Tratamento inicial com insulina Respostas positivas Após 3-6 meses a terapia requer doses cada vez maiores de insulina Desidratação soro (NaCl 0,9%) 7

8 Fármacos hipoglicemiantes para gatos Sulfaniluréias Glibenclamida Estimulam secreção de insulina Biguanidas Metformina Melhora a sensibilidade dos tecidos à insulina Acarbose Diminui a absorção de glicose no intestino Lipídios São compostos orgânicos formados por carbono, hidrogênio e oxigênio. União de ácido graxo e álcool São as gorduras, ceras e óleos Insolúveis na água Os lipídios mais comuns encontrados nos organismos animais são os triglicerídeos, os Onde são encontrados Associados a membrana; Transportados pelo plasma; Barreira hidrofóbica (impermeabilização- ceras) Funções reguladoras ou de coenzimas (óleos); Controle da homeostase do corpo (gorduras) A maioria dos componentes não protéicos. LIPÍDIOS NA MEMBRANA PLASMÁTICA Meio extracelular Transtornos do Metabolismo Energético II carboidrato fosfolipídio proteína de reconhecimento colesterol receptor protéico sítio ligante proteína transportadora bicamada lipídica Lipídeos citoplasma filamentos protéicos 8

9 Lipídios mais comuns Glicolipídios Triglicerideos Fosfolipídios Glicolipídios Todas as membranas do corpo. Camada externa da membrana plasmática. Regulação das interações. Fonte de antígenos do grupo sanguíneo. Esteróides Triglicerídeos Esteróides Plantas e animais; São triésteres de glicerol com ácidos graxos; Reserva de energia em animais; Formam CO 2 e H 2 O na célula. Colesterol é o mais importante. Está presente em todas as membranas celulares. É necessário para a síntese de vitamina D na pele. É utilizado pelos ovários e testículos na síntese dos hormônios sexuais. CH3 HC CH3 (CH2)3 HC CH3 CH3 HO Colesterol Fosfolipídios Contêm ácidos graxos unidos a uma molécula de glicerol. São moléculas anfipáticas. São os principais componentes das membranas celulares. Transtornos do metabolismo de lipídeos Geralmente se relacionam com o excesso de ingestão de energia (obesidade) ou complicações pelo déficit de energia (cetose dos ruminantes) Em falhas hepáticas graves com cetose ou não, pode haver acúmulo de triglicerídeos no fígado lipidose A obesidade vem afetando pequenos animais em função dos hábitos alimentares com sérias consequências para a saúde 9

10 Alteração no metabolismo dos glicídeos e ácidos graxos voláteis A falta do principal precursor gliconeogênico, o propionato, ocasiona uma excessiva transformação de triglicerídeos em ácidos graxos livres para produzir energia, o que leva à grande quantidade de acetil-coa Acúmulo de corpos cetônicos: cetonemia e cetonúria com esgotamento do glicogênio e hipoglicemia Distúrbios metabólicos: hipoglicemia, baixo nível de glicogênio hepático, cetonemia e cetonúria, aumento dos níveis de ácidos graxos livres No jejum: a gliconeogênese está bastante ativa no fígado, e a maioria do oxaloacetato é usada com esse propósito, diminuindo sua disponibilidade para o ciclo de krebs Com isso o acetil-coa acumula-se são formados corpos cetônicos Lactação: requer grande quantidade de glicose para suas necessidades metabólicas e para síntese de lactose (demanda da glândula mamária) Prevalência de cetose nas vacas leiteiras: 3 a 7% Etiologia: cetose por subconsumo, toxicose butírica ou cetose alimentar e cetose espontânea (mais comum) Características: anorexia, depressão, cetonemia, cetonúria, hipoglicemia e diminuição da produção láctea Causa: queda da glicose sanguínea mesmo em animais bem alimentados Os corpos cetônicos podem ser utilizados pelos tecidos extrahepáticos, especialmente coração e rins Outros tecidos são dependentes de glicose: coração em ovelha, porco e cão A cetogênese no jejum prolongado é um mecanismo de sobrevivência para os tecidos periféricos Diagnóstico: sintomatologia, época de apresentação e volume da produção leiteira; aumento de corpos cetônicos no sangue e urina; hipoglicemia e uremia elevada Fatores predisponentes: Período seco muito prolongado Vacas com sobrepeso no pós-parto Ocorrência de febre do leite Retenção de placenta Hipomagnesemia Também parece estar envolvida a falha na secreção de glicocorticóides e a deficiência nutricional de enxofre e cobalto Elemento preditivo da situação: nível baixo de glicose e alto de beta-hidroxibutirato Sinal de alarme: níveis de glicose sanguínea < 35 mg/dl em vacas leiteiras com 2-6 semanas de lactação Monitorar os níveis de corpos cetônicos também é importante O prognóstico depende da gravidade Deve-se evitar mudanças bruscas na alimentação no periparto e dietas ricas em silagem ou carboidratos altamente solúveis 10

11 Lipidose Hepática O tratamento geralmente é sintomático: glicose endovenosa para reverter hipoglicemia; renovação do suco ruminal e tranquilizantes em casos de excitação Glicose via oral deve ser evitada: fermentação rápida no rúmen Causas múltiplas mas em geral: privação de alimento; aumento súbito da demanda energética ou da interferência na formação de lipoproteínas hepáticas impedem a exportação de lipídeos do fígado para a circulação Etiologia: hepatotoxinas que causam disfunção hepática; jejum prolongado e diabetes mellitus provocam acúmulo de gordura no fígado devido à mobilização exagerada de lipídeos e falha na produção de lipoproteínas Cetose dos ovinos Chamada de toxemia de gestação das ovelhas Frequente em gestação gemelar e em animais submetidos a estresse ou privação energética Depressão, enfraquecimento, hipoglicemia, cetonemia, cetonúria, acidose, deposição de gordura no fígado e até morte O nível de cortisol > 10 ng/dl pode ser indicativo de toxemia Lipidose Hepática Frequente em gatos obesos que fogem da casa do proprietário por vários dias Vacas leiteiras de alta produção: frequente nas primeiras semanas de lactação, principalmente quando há sobrepeso e outros transtornos relacionados ao parto Sintomatologia: na fase terminal os animais apresentam icterícia, diarréia amarela e fétida A prevenção deve ser feita durante a gestação como nas vacas e o estresse deve ser evitado Lipidose Hepática Fígado gorduroso ou infiltração gordurosa do fígado é um transtorno do metabolismo lipídico devido à mobilização excessiva de triglicerídeos do tecido adiposo para o fígado Lipidose Hepática Deve-se fazer diagnóstico diferencial com deslocamento de abomaso, cetose clínica ou subclínica, hipocalcemia e peritonite Em casos mais severos (>34% de gordura infiltrada) observam-se hipoglicemia, cetonemia, cetonúria, aumento de ácidos graxos livres, beta-hidroxibutirato, bilirrubina e enzimas hepáticas, diminuição de colesterol, albumina e insulina 11

12 Lipidose Hepática Não existe um tratamento específico Procura-se diminuir os sintomas com fármacos de proteção hepática Obesidade Mais frequente em cães, gatos e humanos Cetose: solução IV de glicose com eletrólitos, dexametasona (20 mg a cada 2 dias) e infusão oral de propilenoglicol Controle: monitorar a alimentação das vacas leiteiras no último trimestre de gestação evitando sobrepeso Prevenção: avaliar a condição corporal durante o periparto, começando dois meses antes do parto, até três meses após Condição corporal: monitorar a condição nutricional do rebanho Lipidose Hepática Necropsia: hepatomegalia, fígado friável e gorduroso, túbulo renal com gordura e adrenomegalia com coração amarelo intenso Hiperlipidemias em animais Doenças que afetam o transporte de lipídeos resultando em valores elevados de colesterol, triglicerídeos ou ambos Fatores genéticos, estresse, gestação (equinos) Acompanhado por infiltração gordurosa no fígado, coração e rins Cachorros: comum fatores genéticos Deficiências enzimáticas que impossibilita a remoção dos triglicerídeos dos quilomícrons após as refeições 12

27/08/2014. Carboidratos. Monossacarídeos. Introdução. Classificação (quanto ao número de monômeros) Carboidratos

27/08/2014. Carboidratos. Monossacarídeos. Introdução. Classificação (quanto ao número de monômeros) Carboidratos Introdução CARBOIDRATOS Outras denominações: - Hidratos de carbono - Glicídios, glícides ou glucídios - Açúcares. Ocorrência e funções gerais: São amplamente distribuídos nas plantas e nos animais, onde

Leia mais

Células A (25%) Glucagon Células B (60%) Insulina Células D (10%) Somatostatina Células F ou PP (5%) Polipeptídeo Pancreático 1-2 milhões de ilhotas

Células A (25%) Glucagon Células B (60%) Insulina Células D (10%) Somatostatina Células F ou PP (5%) Polipeptídeo Pancreático 1-2 milhões de ilhotas Instituto Biomédico Departamento de Fisiologia e Farmacologia Disciplina: Fisiologia II Curso: Medicina Veterinária Pâncreas Endócrino Prof. Guilherme Soares Ilhotas Células A (25%) Glucagon Células B

Leia mais

PERFIL PANCREÁTICO. Prof. Dr. Fernando Ananias. MONOSSACARÍDEOS Séries das aldoses

PERFIL PANCREÁTICO. Prof. Dr. Fernando Ananias. MONOSSACARÍDEOS Séries das aldoses PERFIL PANCREÁTICO Prof. Dr. Fernando Ananias MONOSSACARÍDEOS Séries das aldoses 1 DISSACARÍDEO COMPOSIÇÃO FONTE Maltose Glicose + Glicose Cereais Sacarose Glicose + Frutose Cana-de-açúcar Lactose Glicose

Leia mais

Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES

Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES 5.5.2009 Alterações Metabolismo Carboidratos DIABETES Introdução Diabetes Mellitus é uma doença metabólica, causada pelo aumento da quantidade de glicose sanguínea A glicose é a principal fonte de energia

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Prof. Claudia Witzel

DIABETES MELLITUS. Prof. Claudia Witzel DIABETES MELLITUS Diabetes mellitus Definição Aumento dos níveis de glicose no sangue, e diminuição da capacidade corpórea em responder à insulina e ou uma diminuição ou ausência de insulina produzida

Leia mais

Hormonas e mensageiros secundários

Hormonas e mensageiros secundários Hormonas e mensageiros secundários Interrelação entre os tecidos Comunicação entre os principais tecidos Fígado tecido adiposo hormonas sistema nervoso substratos em circulação músculo cérebro 1 Um exemplo

Leia mais

47 Por que preciso de insulina?

47 Por que preciso de insulina? A U A UL LA Por que preciso de insulina? A Medicina e a Biologia conseguiram decifrar muitos dos processos químicos dos seres vivos. As descobertas que se referem ao corpo humano chamam mais a atenção

Leia mais

Abordagem Diagnóstica e Terapêutica da Diabete Melito Não Complicada em Cães

Abordagem Diagnóstica e Terapêutica da Diabete Melito Não Complicada em Cães Abordagem Diagnóstica e Terapêutica da Diabete Melito Não Complicada em Cães Cecilia Sartori Zarif Residente em Clínica e Cirurgia de Pequenos Animais da UFV Distúrbio do Pâncreas Endócrino Diabete Melito

Leia mais

Distúrbios do metabolismo energético de ruminantes

Distúrbios do metabolismo energético de ruminantes Distúrbios do metabolismo energético de ruminantes Distúrbios do metabolismo energético de ruminantes Cetose Toxemina da prenhes Lipidose hepática Distúrbios do metabolismo energético de ruminantes Oxidação

Leia mais

Diabetes Mellitus em animais de companhia. Natália Leonel Ferreira 2º ano Medicina Veterinária

Diabetes Mellitus em animais de companhia. Natália Leonel Ferreira 2º ano Medicina Veterinária Diabetes Mellitus em animais de companhia Natália Leonel Ferreira 2º ano Medicina Veterinária O que é Diabetes Mellitus? É uma doença em que o metabolismo da glicose fica prejudicado pela falta ou má absorção

Leia mais

M E T B O L I S M O CATABOLISMO ANABOLISMO

M E T B O L I S M O CATABOLISMO ANABOLISMO METABOLISMO É o conjunto das reações químicas que ocorrem num organismo vivo com o fim de promover a satisfação de necessidades estruturais e energéticas. ...metabolismo Do ponto de vista físico-químico,

Leia mais

COMPOSIÇÃO QUÍMICA CELULAR COMPOSTOS INORGÂNICOS: ÁGUA- SAIS MINERAIS COMPOSTOS ORGÂNICOS: CARBOIDRATOS

COMPOSIÇÃO QUÍMICA CELULAR COMPOSTOS INORGÂNICOS: ÁGUA- SAIS MINERAIS COMPOSTOS ORGÂNICOS: CARBOIDRATOS COMPOSIÇÃO QUÍMICA CELULAR COMPOSTOS INORGÂNICOS: ÁGUA- SAIS MINERAIS COMPOSTOS ORGÂNICOS: CARBOIDRATOS COMPOSTOS INORGÂNICOS Não apresentam Carbono em sua estrutura DOIS TIPOS: Água e Sais Minerais ÁGUA:

Leia mais

O QUE SÃO SUBSTÂNCIAS INORGÂNICAS? QUAL A FUNÇÃO BIOLÓGICA DE CADA UMA?

O QUE SÃO SUBSTÂNCIAS INORGÂNICAS? QUAL A FUNÇÃO BIOLÓGICA DE CADA UMA? O QUE SÃO SUBSTÂNCIAS ORGÂNICAS? O QUE SÃO SUBSTÂNCIAS INORGÂNICAS? QUAL A FUNÇÃO BIOLÓGICA DE CADA UMA? SUBSTÂNCIAS ORGÂNICAS: CARBONO, HIDROGÊNIO, OXIGÊNIO E NITROGÊNIO FORMAM CADEIAS LONGAS E COMPLEXAS

Leia mais

Diabetes INVESTIGAÇÕES BIOQUÍMICAS ESPECIALIZADAS

Diabetes INVESTIGAÇÕES BIOQUÍMICAS ESPECIALIZADAS DIABETES Diabetes INVESTIGAÇÕES BIOQUÍMICAS ESPECIALIZADAS Homeostasia da glucose ACÇÃO DA INSULINA PÂNCREAS Gluconeogénese Glicogenólise Lipólise Cetogénese Proteólise INSULINA GO GO GO GO GO Absorção

Leia mais

METABOLISMO DE LIPÍDEOS

METABOLISMO DE LIPÍDEOS METABOLISMO DE LIPÍDEOS 1. Β-oxidação de ácidos graxos - Síntese de acetil-coa - ciclo de Krebs - Cadeia transportadora de elétrons e fosforilação oxidativa 2. Síntese de corpos cetônicos 3. Síntese de

Leia mais

ALTERAÇÕES METABÓLICAS NA GRAVIDEZ

ALTERAÇÕES METABÓLICAS NA GRAVIDEZ ALTERAÇÕES METABÓLICAS NA GRAVIDEZ CUSTO ENERGÉTICO DA GRAVIDEZ CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO FETAL SÍNTESE DE TECIDO MATERNO 80.000 kcal ou 300 Kcal por dia 2/4 médios 390 Kcal depósito de gordura- fase

Leia mais

METABOLISMO. - ATP é a moeda energética da célula

METABOLISMO. - ATP é a moeda energética da célula INTEGRAÇÃO DO METABOLISMO ESTRATÉGIAS DO METABOLISMO - ATP é a moeda energética da célula - ATP é gerado pela oxidação de moléculas de alimento: * as macromoléculas da dieta são quebradas até suas unidades

Leia mais

VI - Diabetes hiperglicémia

VI - Diabetes hiperglicémia VI - Diabetes A Diabetes mellitus é uma doença caracterizada por deficiência na produção da insulina, aumento da sua destruição ou ineficiência na sua acção. Tem como consequência principal a perda de

Leia mais

Bioenergética. Profa. Kalyne de Menezes Bezerra Cavalcanti

Bioenergética. Profa. Kalyne de Menezes Bezerra Cavalcanti Bioenergética Profa. Kalyne de Menezes Bezerra Cavalcanti Natal/RN Fevereiro de 2011 Substratos para o exercício O corpo utiliza nutrientes carboidratos, gorduras e proteínas consumidos diariamente para

Leia mais

23/03/2015. Moléculas orgânicas - Carboidratos

23/03/2015. Moléculas orgânicas - Carboidratos Moléculas orgânicas - Carboidratos São formados por C, H, O. São Conhecidos como: Hidratos de Carbono Glucídios Glicídios Açúcares Sacarídeos Funções: Energética (glicose); Glicogênio : reserva energética

Leia mais

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DO DIABETES MELLITUS: SULFONILUREIAS E BIGUANIDAS

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DO DIABETES MELLITUS: SULFONILUREIAS E BIGUANIDAS UNIVERSIDADE DE UBERABA LIGA DE DIABETES 2013 TRATAMENTO MEDICAMENTOSO DO DIABETES MELLITUS: SULFONILUREIAS E BIGUANIDAS PALESTRANTES:FERNANDA FERREIRA AMUY LUCIANA SOUZA LIMA 2013/2 CRITÉRIOS PARA ESCOLHA

Leia mais

DIABETES MELLITUS. Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS

DIABETES MELLITUS. Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS DIABETES MELLITUS Ricardo Rodrigues Cardoso Educação Física e Ciências do DesportoPUC-RS Segundo a Organização Mundial da Saúde, existem atualmente cerca de 171 milhões de indivíduos diabéticos no mundo.

Leia mais

EXERCÍCIO E DIABETES

EXERCÍCIO E DIABETES EXERCÍCIO E DIABETES Todos os dias ouvimos falar dos benefícios que os exercícios físicos proporcionam, de um modo geral, à nossa saúde. Pois bem, aproveitando a oportunidade, hoje falaremos sobre a Diabetes,

Leia mais

Cetoacidose Diabética. Prof. Gilberto Perez Cardoso Titular de Medicina Interna UFF

Cetoacidose Diabética. Prof. Gilberto Perez Cardoso Titular de Medicina Interna UFF Cetoacidose Diabética Prof. Gilberto Perez Cardoso Titular de Medicina Interna UFF Complicações Agudas do Diabetes Mellitus Cetoacidose diabética: 1 a 5% dos casos de DM1 Mortalidade de 5% Coma hiperglicêmico

Leia mais

Hidratos de Carbono. Monossacarídeo (Glicose) Polissacarídeo (Glicogénio) Dissacarídeo (Frutose + Glicose = Sacarose)

Hidratos de Carbono. Monossacarídeo (Glicose) Polissacarídeo (Glicogénio) Dissacarídeo (Frutose + Glicose = Sacarose) Hidratos de Carbono Os hidratos de carbono são compostos orgânicos, constituídos por carbono (C), hidrogénio (H) e oxigénio (O). São a principal fonte de energia para o movimento, trabalho e realização

Leia mais

Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI

Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI Biomassa de Banana Verde Integral- BBVI INFORMAÇÕES NUTRICIONAIS Porção de 100g (1/2 copo) Quantidade por porção g %VD(*) Valor Energético (kcal) 64 3,20 Carboidratos 14,20 4,73 Proteínas 1,30 1,73 Gorduras

Leia mais

Diabetes mellitus em felinos Ricardo Duarte www.hospitalveterinariopompeia.com.br

Diabetes mellitus em felinos Ricardo Duarte www.hospitalveterinariopompeia.com.br Diabetes mellitus em felinos Ricardo Duarte www.hospitalveterinariopompeia.com.br Síndrome que abrange uma série de doenças de etiologia diferente e clinicamente heterogêneas, que se caracterizam pela

Leia mais

Importante reserva energética; são as gorduras.

Importante reserva energética; são as gorduras. Importante reserva energética; são as gorduras. 1g de lipídio libera 9kcal contra 4kcal por 1g de carboidrato. Podem ser armazenados de forma mais concentrada que os carboidratos. O excesso do consumo

Leia mais

Tome uma injeção de informação. Diabetes

Tome uma injeção de informação. Diabetes Tome uma injeção de informação. Diabetes DIABETES O diabetes é uma doença crônica, em que o pâncreas não produz insulina em quantidade suficiente, ou o organismo não a utiliza da forma adequada. Tipos

Leia mais

Nutrição Normal: Carboidratos. Histórico. Monossacarídeos. Características químicas Estrutura química

Nutrição Normal: Carboidratos. Histórico. Monossacarídeos. Características químicas Estrutura química Universidade de São Paulo Faculdade de Saúde Pública Departamento de Nutrição Nutrição Normal: Carboidratos Daniela Saes Sartorelli Histórico Principal fonte de energia utilizada pelos seres vivos. Seres

Leia mais

Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo. sgrillo.ita@ftc.br

Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo. sgrillo.ita@ftc.br Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo sgrillo.ita@ftc.br O metabolismo de carboidratos em humanos pode ser dividido nas seguintes categorias: 1. Glicólise 2. Ciclo de Krebs 3. Glicogênese 4. Glicogenólise

Leia mais

COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA CARNE. Profª Sandra Carvalho

COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA CARNE. Profª Sandra Carvalho COMPOSIÇÃO QUÍMICA DA CARNE Profª Sandra Carvalho A carne magra: 75% de água 21 a 22% de proteína 1 a 2% de gordura 1% de minerais menos de 1% de carboidratos A carne magra dos diferentes animais de abate

Leia mais

Curso: Integração Metabólica

Curso: Integração Metabólica Curso: Integração Metabólica Aula 9: Sistema Nervoso Autônomo Prof. Carlos Castilho de Barros Sistema Nervoso Sistema Nervoso Central Sistema Nervoso Periférico Sensorial Motor Somático Autônomo Glândulas,

Leia mais

Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo. sgrillo.ita@ftc.br

Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo. sgrillo.ita@ftc.br Dra. Kátia R. P. de Araújo Sgrillo sgrillo.ita@ftc.br Lipídeos são compostos guardados em grandes quantidades como triglicerídeos neutros e representam 90% da dieta. São altamente insolúveis, podendo ser

Leia mais

Sistema endócrino. Apostila 3 Página 22

Sistema endócrino. Apostila 3 Página 22 Sistema endócrino Apostila 3 Página 22 Sistema mensageiro Hormônios: informacionais, produzidas pelas glândulas endócrinas e distribuídas pelo sangue. Órgão-alvo: reage ao estímulo do hormônio. Sistema

Leia mais

O QUE SÃO OS TRIGLICERÍDEOS?

O QUE SÃO OS TRIGLICERÍDEOS? O QUE SÃO OS TRIGLICERÍDEOS? Franklim A. Moura Fernandes http://www.melhorsaude.org Introdução Os triglicerídeos, também chamados de triglicéridos, são as principais gorduras do nosso organismo e compõem

Leia mais

Saiba quais são os diferentes tipos de diabetes

Saiba quais são os diferentes tipos de diabetes Saiba quais são os diferentes tipos de diabetes Diabetes é uma doença ocasionada pela total falta de produção de insulina pelo pâncreas ou pela quantidade insuficiente da substância no corpo. A insulina

Leia mais

Função orgânica nossa de cada dia. Profa. Kátia Aquino

Função orgânica nossa de cada dia. Profa. Kátia Aquino Função orgânica nossa de cada dia Profa. Kátia Aquino Vamos analisar! Funções Carboidratros (ou Glicídios) Energética: eles são os maiores fornecedores de energia para os seres vivos, principalmente a

Leia mais

3ªsérie B I O L O G I A

3ªsérie B I O L O G I A 3.1 QUESTÃO 1 Três consumidores, A, B e C, compraram, cada um deles, uma bebida em embalagem longa vida, adequada às suas respectivas dietas. As tabelas abaixo trazem informações nutricionais sobre cada

Leia mais

A base molecular da vida Constituintes da matéria-viva

A base molecular da vida Constituintes da matéria-viva A base molecular da vida Constituintes da matéria-viva Principais elementos químicos dos seres vivos Quando se analisa a matéria-viva que constitui os seres vivos, encontram-se principalmente os seguintes

Leia mais

CAD. choque! CAD. Ricardo Duarte www.hospitalveterinariopompeia.com.br. hiperglicemia - + H + glicose. glucagon. catecolaminas cortisol GH

CAD. choque! CAD. Ricardo Duarte www.hospitalveterinariopompeia.com.br. hiperglicemia - + H + glicose. glucagon. catecolaminas cortisol GH Ricardo Duarte www.hospitalveterinariopompeia.com.br hiperglicemia CAD acidose cetose neoglicogênese glicogenólise + amino ácidos insulina insuficiente suspensão da insulina resistência insulínica deficiência

Leia mais

PÂNCREAS ENDÓCRINO E A REGULAÇÃO DA GLICEMIA. Prof. Hélder Mauad

PÂNCREAS ENDÓCRINO E A REGULAÇÃO DA GLICEMIA. Prof. Hélder Mauad PÂNCREAS ENDÓCRINO E A REGULAÇÃO DA GLICEMIA Prof. Hélder Mauad PÂNCREAS SOMATOSTATINA ENDÓCRINO A somatostatina é classificada como um hormônio inibitório, cujas principais ações Além são: da

Leia mais

11/05/2015 INTER-RELAÇÕES METABÓLICAS INTEGRAÇÃO DO METABOLISMO PRINCÍPIOS QUE GOVERNAM O METABOLISMO

11/05/2015 INTER-RELAÇÕES METABÓLICAS INTEGRAÇÃO DO METABOLISMO PRINCÍPIOS QUE GOVERNAM O METABOLISMO INTER-RELAÇÕES METABÓLICAS Plano de Aula -Visão geral e principais mecanismos de regulação -Especificidade metabólica nos diferentes tecidos do organismo humano -Relações metabólicas entre tecidos nos

Leia mais

Os lipídios são substâncias com estrutura variada sendo muito abundantes em animais e vegetais;

Os lipídios são substâncias com estrutura variada sendo muito abundantes em animais e vegetais; Lipídios Os lipídios são substâncias com estrutura variada sendo muito abundantes em animais e vegetais; Eles compartilham a característica de apresentarem baixa solubilidade em água sendo solúveis em

Leia mais

PERFIL BIOQUÍMICO DO SANGUE

PERFIL BIOQUÍMICO DO SANGUE Perfil bioquímico: PERFIL BIOQUÍMICO DO SANGUE Professora: Ms. Renata Aparecida Fontes Medicina Veterinária Período: 3 Metabolismo energético: Glicose, colesterol e ácidos graxos livres Ruminantes: β-hidroxibutirato

Leia mais

Sistema tampão. Um sistema tampão é constituído por um ácido fraco e sua base conjugada HA A - + H +

Sistema tampão. Um sistema tampão é constituído por um ácido fraco e sua base conjugada HA A - + H + Sistema tampão Um sistema tampão é constituído por um ácido fraco e sua base conjugada HA A - + H + Quando se adiciona um ácido forte na solução de ácido fraco HX X - + H + HA A - H + X - H + H + HA A

Leia mais

Disciplina de Fisiologia Veterinária. GH e PROLACTINA. Prof. Fabio Otero Ascoli

Disciplina de Fisiologia Veterinária. GH e PROLACTINA. Prof. Fabio Otero Ascoli Disciplina de Fisiologia Veterinária GH e PROLACTINA Prof. Fabio Otero Ascoli GH Sinônimos: Hormônio do crescimento ou somatotrópico ou somatotropina Histologia: Em torno de 30 a 40% das células da hipófise

Leia mais

GLICÉMIA E GLICOSÚRIA

GLICÉMIA E GLICOSÚRIA GLICÉMIA E GLICOSÚRIA A glucose é o principal açúcar existente no sangue, que serve como "fonte de energia" aos tecidos. A glicémia é a taxa de glucose existente no sangue, e o seu nível é em geral mantido

Leia mais

SISTEMA ENDÓCRINO. Prof. Diego Ceolin

SISTEMA ENDÓCRINO. Prof. Diego Ceolin SISTEMA ENDÓCRINO Prof. Diego Ceolin INTRODUÇÃO Função: Atua juntamente com o sistema nervoso para o equilíbrio corporal ( Homeostase ) HOMEOSTASE Tendência permanente do organismo manter a constância

Leia mais

Visão geral dos antidiabéticos orais tradicionais: secretagogos, inibidores da alfa-glicosidase e sensibilizadores de insulina

Visão geral dos antidiabéticos orais tradicionais: secretagogos, inibidores da alfa-glicosidase e sensibilizadores de insulina Visão geral dos antidiabéticos orais tradicionais: secretagogos, inibidores da alfa-glicosidase e sensibilizadores de insulina INTRODUÇÃO O controle da hiperglicemia em longo prazo é essencial para a manutenção

Leia mais

0800 30 30 03 www.unimedbh.com.br

0800 30 30 03 www.unimedbh.com.br ANS - Nº 34.388-9 0800 30 30 03 www.unimedbh.com.br Março 2007 Programa de Atenção ao Diabetes O que é diabetes? AUnimed-BH preocupa-se com a saúde e o bem-estar dos seus clientes, por isso investe em

Leia mais

Anatomia e fisiologia do sistema digestivo

Anatomia e fisiologia do sistema digestivo Anatomia e fisiologia do sistema digestivo Professor: Aparecido Porto da Costa Disciplina: Caprinovinocultura e Bovinocultura E-mail: aparecidoport@hotmail.com Introdução Classificação do hábito alimentar

Leia mais

Metabolismo de Lipídios PEDRO LEONARDO DE PAULA REZENDE

Metabolismo de Lipídios PEDRO LEONARDO DE PAULA REZENDE Universidade Federal de Goiás Escola de Veterinária Depto. De Produção Animal Pós-Graduação em Ciência Animal Metabolismo de Lipídios PEDRO LEONARDO DE PAULA REZENDE Zootecnista Especialista em Produção

Leia mais

COLESTEROL DEFINIÇÃO

COLESTEROL DEFINIÇÃO COLESTEROL DEFINIÇÃO Colesterol é um esterol (álcool) que pode ser encontrado nas membranas celulares sendo transportado no plasma ligado à proteínas, pois é insolúvel em água e, conseqüentemente, insolúvel

Leia mais

Tópicos da Aula. Classificação CHO. Processo de Digestão 24/09/2012. Locais de estoque de CHO. Nível de concentração de glicose no sangue

Tópicos da Aula. Classificação CHO. Processo de Digestão 24/09/2012. Locais de estoque de CHO. Nível de concentração de glicose no sangue Universidade Estadual Paulista DIABETES E EXERCÍCIO FÍSICO Profª Dnda Camila Buonani da Silva Disciplina: Atividade Física e Saúde Tópicos da Aula 1. Carboidrato como fonte de energia 2. Papel da insulina

Leia mais

Cartilha de Prevenção. ANS - nº31763-2. Diabetes. Fevereiro/2015

Cartilha de Prevenção. ANS - nº31763-2. Diabetes. Fevereiro/2015 Cartilha de Prevenção 1 ANS - nº31763-2 Diabetes Fevereiro/2015 Apresentação Uma das missões da Amafresp é prezar pela qualidade de vida de seus filiados e pela prevenção através da informação, pois esta

Leia mais

DROGAS HIPOGLICEMIANTES

DROGAS HIPOGLICEMIANTES DROGAS HIPOGLICEMIANTES Secreção da insulina Insulina plasmática Receptor de insulina Ações da insulina DIABETES: Síndrome de múltipla etiologia, decorrente da falta de insulina e/ou sua incapacidade

Leia mais

VALOR NUTRITIVO DA CARNE

VALOR NUTRITIVO DA CARNE VALOR NUTRITIVO DA CARNE Os alimentos são consumidos não só por saciarem a fome e proporcionarem momentos agradáveis à mesa de refeição mas, sobretudo, por fornecerem os nutrientes necessários à manutenção

Leia mais

Excreção. Manutenção do equilíbrio de sal, água e remoção de excretas nitrogenadas.

Excreção. Manutenção do equilíbrio de sal, água e remoção de excretas nitrogenadas. Fisiologia Animal Excreção Manutenção do equilíbrio de sal, água e remoção de excretas nitrogenadas. Sistema urinario Reabsorção de açucar, Glicose, sais, água. Regula volume sangue ADH: produzido pela

Leia mais

Bioquímica Prof. Thiago

Bioquímica Prof. Thiago Bioquímica Prof. Thiago Glicídios, Carboidratos formados por C, H, O glícides, glucídeos, açúcares ou hidratos de carbono; 3 grupos: - monossacarídeos - dissacarídeos - polissacarídeos Monossacarídeos

Leia mais

INDICADORES SANGUÍNEOS E CORPORAIS DE AVALIAÇÃO METABÓLICO-NUTRICIONAL EM RUMINANTES *

INDICADORES SANGUÍNEOS E CORPORAIS DE AVALIAÇÃO METABÓLICO-NUTRICIONAL EM RUMINANTES * INDICADORES SANGUÍNEOS E CORPORAIS DE AVALIAÇÃO METABÓLICO-NUTRICIONAL EM RUMINANTES * Introdução A exploração cada vez mais intensiva dos animais vem impondo severos desafios a seu metabolismo e a conseqüência

Leia mais

95% de água, 3% de substâncias orgânicas e 2% de sais minerais. uma secreção serosa outra secreção mucosa

95% de água, 3% de substâncias orgânicas e 2% de sais minerais. uma secreção serosa outra secreção mucosa SISTEMA DIGESTÓRIO SALIVA A saliva é um líquido claro, viscoso, alcalino (ph entre 6 e 7), que contém em sua composição: 95% de água, 3% de substâncias orgânicas e 2% de sais minerais. Além disso, também

Leia mais

Figura 1: peridrociclopentanofenantreno

Figura 1: peridrociclopentanofenantreno COLESTEROL A n a L a u r a B u e n o Esteróides são álcoois de alto peso molecular. São compostos lipossolúveis muito importantes na fisiologia humana. Os esteróis possuem uma estrutura básica chamada

Leia mais

FISIOLOGIA RENAL EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM

FISIOLOGIA RENAL EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM EXERCÍCIOS DE APRENDIZAGEM FISIOLOGIA RENAL 01. A sudorese (produção de suor) é um processo fisiológico que ajuda a baixar a temperatura do corpo quando está muito calor ou quando realizamos uma atividade

Leia mais

08/10/2012. Citologia. Equipe de Biologia. De que são formados os seres vivos? Substâncias inorgânicas. Água Sais minerais. Substâncias orgânicas

08/10/2012. Citologia. Equipe de Biologia. De que são formados os seres vivos? Substâncias inorgânicas. Água Sais minerais. Substâncias orgânicas Citologia Equipe de Biologia De que são formados os seres vivos? Substâncias inorgânicas Água Sais minerais Substâncias orgânicas Carboidratos Lipídios Proteínas Vitaminas Ácidos nucleicos .

Leia mais

Trato Digestivo do Suíno

Trato Digestivo do Suíno Trato Digestivo do Suíno Monogástrico onívoro com limitada fermentação pós-gástrica Estômago simples, incapaz de utilizar dietas ricas em forragem Incapaz de digerir algumas substâncias presentes em grãos,

Leia mais

Tipos de Diabetes. Diabetes Gestacional

Tipos de Diabetes. Diabetes Gestacional Tipos de Diabetes Diabetes Gestacional Na gravidez, duas situações envolvendo o diabetes podem acontecer: a mulher que já tinha diabetes e engravida e o diabetes gestacional. O diabetes gestacional é a

Leia mais

VEGESOY FIBER. Fibra de soja: extrato insolúvel de soja em pó. Informações Técnicas

VEGESOY FIBER. Fibra de soja: extrato insolúvel de soja em pó. Informações Técnicas Informações Técnicas VEGESOY FIBER Fibra de soja: extrato insolúvel de soja em pó INTRODUÇÃO A soja é uma leguminosa cultivada na China há mais de 5 mil anos. Ao longo do tempo passou a ser consumida por

Leia mais

Alimentação da vaca leiteira

Alimentação da vaca leiteira Alimentação da vaca leiteira A exploração leiteira consiste em atividade de converter recursos alimentares em leite, cujo valor agregado é superior a matéria-prima original. Recursos alimentares: Volumosos

Leia mais

REGULAÇÃO HORMONAL DO METABOLISMO

REGULAÇÃO HORMONAL DO METABOLISMO REGULAÇÃO HORMONAL DO METABOLISMO A concentração de glicose no sangue está sempre sendo regulada A glicose é mantida em uma faixa de 60 a 90 g/100ml de sangue (~4,5mM) Homeostase da glicose Necessidade

Leia mais

MANEJO NUTRICIONAL DE EQUINOS. Prof. Dr. Alexandre A. de O. Gobesso

MANEJO NUTRICIONAL DE EQUINOS. Prof. Dr. Alexandre A. de O. Gobesso MANEJO NUTRICIONAL DE EQUINOS Prof. Dr. Alexandre A. de O. Gobesso 1 2 3 4 5 6 Características Anatômicas Características Fisiológicas mastigação e salivação eructação e regurgitação velocidade de trânsito

Leia mais

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS

INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS UNIDAS TÍTULO: DIABETES MELLITUS TIPO II E O ANTIDIABÉTICO METFORMINA CATEGORIA: EM ANDAMENTO ÁREA: CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E SAÚDE SUBÁREA: BIOMEDICINA INSTITUIÇÃO: CENTRO UNIVERSITÁRIO DAS FACULDADES METROPOLITANAS

Leia mais

UNIDADE II UNIDADE III

UNIDADE II UNIDADE III MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO Universidade Federal de Alfenas. UNIFAL-MG Rua Gabriel Monteiro da Silva, 700. Alfenas/MG. CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000. Fax: (35) 3299-1063 P R O G R A M A D E E N S I N O

Leia mais

95% de água, 3% de substâncias orgânicas e 2% de sais minerais. uma secreção serosa outra secreção mucosa

95% de água, 3% de substâncias orgânicas e 2% de sais minerais. uma secreção serosa outra secreção mucosa SISTEMA DIGESTÓRIO SALIVA A saliva é um líquido claro, viscoso, alcalino (ph entre 6 e 7), que contém em sua composição: 95% de água, 3% de substâncias orgânicas e 2% de sais minerais. Além disso, também

Leia mais

QUÍMICA CELULAR NUTRIÇÃO TIPOS DE NUTRIENTES NUTRIENTES ENERGÉTICOS 4/3/2011 FUNDAMENTOS QUÍMICOS DA VIDA

QUÍMICA CELULAR NUTRIÇÃO TIPOS DE NUTRIENTES NUTRIENTES ENERGÉTICOS 4/3/2011 FUNDAMENTOS QUÍMICOS DA VIDA NUTRIÇÃO QUÍMICA CELULAR PROFESSOR CLERSON CLERSONC@HOTMAIL.COM CIESC MADRE CLÉLIA CONCEITO CONJUNTO DE PROCESSOS INGESTÃO, DIGESTÃO E ABSORÇÃO SUBSTÂNCIAS ÚTEIS AO ORGANISMO ESPÉCIE HUMANA: DIGESTÃO ONÍVORA

Leia mais

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA BOVINOS LEITEIROS

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA BOVINOS LEITEIROS UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DE PERNAMBUCO DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA BOVINOS LEITEIROS Prof. Ricardo Alexandre Silva Pessoa MANEJO DE VACAS SECAS E PERÍODO DE TRANSIÇÃO ponto de vista tecnológico = alimentar

Leia mais

Hipocalcemia da vaca leiteira

Hipocalcemia da vaca leiteira Hipocalcemia da vaca leiteira Sinonímias paresia obstétrica ou do parto febre vitular hipocalcemia da parturiente Afecção caracterizada por Hipocalcemia fraqueza muscular geral paralisia flácida colapso

Leia mais

Vida saudável. Dicas e possibilidades nos dias de hoje.

Vida saudável. Dicas e possibilidades nos dias de hoje. CENTRO UNIVERSITÁRIO ASSUNÇÃO- Vida saudável. Dicas e possibilidades nos dias de hoje. Profa. Dra. Valéria Batista O que é vida saudável? O que é vida saudável? Saúde é o estado de complexo bem-estar físico,

Leia mais

Lipídios. Dra. Aline Marcellini

Lipídios. Dra. Aline Marcellini Lipídios Dra. Aline Marcellini LIPÍDEOS Nutrição = 9 Kcal/g Grande diversidade de moléculas. Palatabilidade e retenção de voláteis. Definição: compostos insolúveis em água e solúveis em solventes orgânicos.

Leia mais

Sybelle de Araujo Cavalcante Nutricionista

Sybelle de Araujo Cavalcante Nutricionista Secretaria de Estado da Saúde - SESAU Superintendência de Assistência em Saúde SUAS Diretoria de Atenção Básica - DAB Gerência do Núcleo do Programa Saúde e Nutrição Sybelle de Araujo Cavalcante Nutricionista

Leia mais

REGULAÇÃO HIDROELETROLÍTICA FUNÇÃO RENAL

REGULAÇÃO HIDROELETROLÍTICA FUNÇÃO RENAL REGULAÇÃO HIDROELETROLÍTICA FUNÇÃO RENAL Bioquímica Profa. Dra. Celene Fernandes Bernardes Referências Bioquímica Clínica M A T Garcia e S Kanaan Bioquímica Mèdica J W Baynes e M H Dominiczack Fundamentos

Leia mais

Sistema Endócrino: controle hormonal

Sistema Endócrino: controle hormonal Sistema Endócrino: controle hormonal Todos os processos fisiológicos estudados até agora, como digestão, respiração, circulação e excreção, estão na dependência do sistema que fabrica os hormônios. O sistema

Leia mais

à diabetes? As complicações resultam da de açúcar no sangue. São frequentes e graves podendo (hiperglicemia).

à diabetes? As complicações resultam da de açúcar no sangue. São frequentes e graves podendo (hiperglicemia). diabetes Quando Acidente a glicemia vascular (glicose cerebral no sangue) (tromboses), sobe, o pâncreas uma das principais O que Quais é a diabetes? as complicações associadas à diabetes? produz causas

Leia mais

Sistema endócrino + Sistema nervoso. integração e controle das funções do organismo

Sistema endócrino + Sistema nervoso. integração e controle das funções do organismo Sistema endócrino Sistema endócrino + Sistema nervoso integração e controle das funções do organismo Sistema endócrino Conjunto de glândulas endócrinas que secretam hormônio Relembrando Glândulas que liberam

Leia mais

Monossacarídeos. açúcares simples. Monossacarídeos. Carboidratos formados por C, H, O

Monossacarídeos. açúcares simples. Monossacarídeos. Carboidratos formados por C, H, O Carboidratos formados por C, H, O Bioquímica Profa. Janara Glicídios, glícides, glucídeos, açúcares ou hidratos de carbono; 3grupos: - monossacarídeos - dissacarídeos - polissacarídeos 1 2 Monossacarídeos

Leia mais

Diabetes mellitus em felinos

Diabetes mellitus em felinos Definição Diabetes mellitus em felinos Profa Mestre Leila Taranti (NAYA Endocrinologia&VESP/FESB) Diabetes mellitus é definido como hiperglicemia persistente causada pela relativa ou absoluta deficiência

Leia mais

Profa. Joyce Silva Moraes

Profa. Joyce Silva Moraes Alimentação e Saúde Profa. Joyce Silva Moraes saciar a fome Para que serve o alimento? combustível para viver, proporcionando o bem-estarestar e a disposição para realizar todas as atividades. demonstrar

Leia mais

A Importância dos Alimentos. Prof.: Andrey Oliveira Colégio Sete de Setembro Disciplina: Educação Física

A Importância dos Alimentos. Prof.: Andrey Oliveira Colégio Sete de Setembro Disciplina: Educação Física A Importância dos Alimentos Prof.: Andrey Oliveira Colégio Sete de Setembro Disciplina: Educação Física saciar a fome Para que serve o alimento? combustível para viver, proporcionando o bem-estar e a

Leia mais

Os portadores de diabetes representam 30% dos pacientes que se internam em unidades coronarianas.

Os portadores de diabetes representam 30% dos pacientes que se internam em unidades coronarianas. A Diabetes é a sexta causa mais frequente de internação hospitalar e contribui de forma significativa (30% a 50%) para outras causas como cardiopatias isquêmicas, insuficiência cardíacas, AVC e hipertensão.

Leia mais

Pesquisa revela uma das causas de morte prematura na Rússia: a vodca

Pesquisa revela uma das causas de morte prematura na Rússia: a vodca Pesquisa revela uma das causas de morte prematura na Rússia: a vodca Post 02 Fevereiro 2014 By UNIAD Revista Veja - Álcool Estudo concluiu que risco de morte entre homens russos com menos de 55 anos pode

Leia mais

exercício físico na obesidade e síndrome metabólica

exercício físico na obesidade e síndrome metabólica exercício físico na obesidade e síndrome metabólica CONCEITOS Atividade Física é qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que resultam em gasto energético; Exercício é uma atividade

Leia mais

Que tipos de Diabetes existem?

Que tipos de Diabetes existem? Que tipos de Diabetes existem? -Diabetes Tipo 1 -também conhecida como Diabetes Insulinodependente -Diabetes Tipo 2 - Diabetes Gestacional -Outros tipos de Diabetes Organismo Saudável As células utilizam

Leia mais

Capacidade de organizar os produtos da digestão usando a energia extraída dos mesmos produtos da digestão (REGULAÇÃO)

Capacidade de organizar os produtos da digestão usando a energia extraída dos mesmos produtos da digestão (REGULAÇÃO) Capacidade de organizar os produtos da digestão usando a energia extraída dos mesmos produtos da digestão (REGULAÇÃO) As proteínas são digeridas até aminoácidos, as gorduras (triglicérides) até glicerol

Leia mais