Educação em Saúde: Dependência Química. Módulo 1: A dimensão do problema das drogas no Brasil

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Educação em Saúde: Dependência Química. Módulo 1: A dimensão do problema das drogas no Brasil"

Transcrição

1 Educação em Saúde: Dependência Química Módulo 1: A dimensão do problema das drogas no Brasil

2 MODULO 1: A dimensão do problema das drogas no Brasil Epidemiologia do consumo de substâncias psicoativas no Brasil Por Clarice Sandi Madruga e Carolina de Meneses Gaya Nesse módulo discutiremos sobre: A importância de conhecer a epidemiologia do uso de substâncias psicoativas; Os levantamentos que fornecem dados sobre uso de substâncias no país; Prevalências nacionais do consumo de álcool, tabaco e de substâncias ilícitas. 2 Epidemiologia do consumo de substâncias psicoativas no Brasil

3 Módulo 1: A dimensão do problema das drogas no Brasil Qual é a dimensão do problema das drogas no Brasil? O fenômeno do uso de substâncias psicoativas é complexo, e revela aspectos psicológicos, médicos, sociais, econômicos, históricos e morais muitas vezes conflitantes. Por um lado, existem evidências mostrando que os seres humanos buscaram na natureza substâncias que alterassem seu estado de consciência desde o início de sua história, levando a ideia de que este é um comportamento que faz parte da natureza humana e portanto, aceitável. Por outro, temos as questões da saúde pública e do indivíduo, trazendo evidências de que o uso dessas substâncias podem causar danos não só para o próprio indivíduo como também para a sociedade em que vive. Neste módulo abordaremos o consumo de substâncias de forma ampla, buscando entender como esse problema afeta a nação. A epidemiologia do consumo de substâncias psicoativas (tanto legais quanto ilegais) será abordada através dos resultados advindos de levantamentos nacionais. Independente do status legal, o uso de psicotrópicos produzem encargos pesados à sociedade. Estes custos são observados nas mais diversas esferas, sendo: Custo social Maiores demandas no Sistema público de saúde; Problemas familiares e com a sociedade; Acidentes; Criminalidade; Violência urbana e doméstica. Custo para o indivíduo Doenças físicas e psíquicas; Baixa produtividade; Desenvolvimento de dependência. Por que o conhecimento da prevalência do consumo de substâncias é importante? Para desenvolver iniciativas de tratamento focadas na população de risco bem como desenvolver abordagens mais específicas a este público; Para estabelecer prioridades na implementação de políticas públicas; Para elaborar estratégias de prevenção mais eficazes através do conhecimento do perfil do seu público-alvo. Como conhecer as prevalências de uso e o perfil do usuário? Através da EPIDEMIOLOGIA A epidemiologia é definida pela IEA (Associação Internacional de Epidemiologia) como: O estudo dos fatores que determinam a frequência e a distribuição das doenças nas coletividades humanas. A atenção do poder público com relação a epidemiologia está voltada para as ocorrências, em escala massiva de doença e não-doença, envolvendo pessoas agregadas em coletividades, comunidades, grupos demográficos, classes sociais ou qualquer outro aglomerado da sociedade. Educa saúde: DEpendência química 3

4 Os estados particulares de ausência de saúde são estudados pela epidemiologia sob forma de doenças infecciosas (sarampo, difteria, malária etc.), não-infecciosas (diabetes, bócio endêmico, depressões etc.) e agravos à integridade física (acidentes, homicídios e suicídios). CONCEITOS BÁSICOS EM EPIDEMIOLOGIA PREVALÊNCIA: número total de casos existentes numa determinada população e num determinado momento temporal. FATORES DE RISCO: são os componentes que podem levar à doença ou contribuir para o risco de adoecimento e manutenção dos agravos de saúde. Um único fator nunca é suficiente para o aparecimento da doença, esta depende de vários determinantes. VIÉS: qualquer erro sistemático, em um estudo epidemiológico, que resulta na estimativa da associação entre a exposição e o risco de ocorrência de uma doença ou fenômeno. Todo estudo possui algum tipo de viés, cabe ao pesquisador conhecê-lo e controlá-lo. Ex: em levantamentos populacionais, o auto-relato do uso de substâncias ilícitas pode ser subestimado por receio em relação sigilo. CONFUNDIDOR: um fator que distorce uma associação entre exposição e desfecho e que não faz parte de uma cadeia causal. Ex: no estudo sobre a associação entre o consumo de álcool e doenças cardíacas, o tabagismo é um confundidor. MEDIADOR: uma variável que também está associada com a exposição e o desfecho. A existência de dois caminhos causais. Ex: a depressão é um mediador entre eventos negativos na infância e dependência química. 4 Epidemiologia do consumo de substâncias psicoativas no Brasil

5 Módulo 1: A dimensão do problema das drogas no Brasil TIPOS DE ESTUDOS EPIDEMIOLÓGICOS: Os estudos transversais são ferramentas importantes para a descrição das características de uma população. Eles permitem a identificação de grupos de risco e tal informação é de grande valia para o planejamento da saúde pública e para a prevenção. Levantamentos epidemiológicos são estudos transversais que possibilitam conhecer a dimensão de problemas como o uso de substâncias psicoativas em um determinado país. Levantamentos que fornecem dados sobre o uso de substâncias no Brasil Sabe-se que coletar dados em um país tão extenso como o Brasil é um grande desafio, todavia, temos atualmente uma considerável quantidade de informações provenientes de levantamentos tanto nacionais quanto de populações específicas do País. Dentre eles, destacam-se os levantamentos PENSE, do Projeto PLATINO, que focou seus estudos no consumo de tabaco entre estudantes em toda a América Latina, os levantamentos domiciliares e de estudantes do CEBRID (com seis coletas desde 1987), o projeto MEGACITY (2012), os inquéritos telefônicos sobre saúde da VIGITEL (anual desde 2006) e as duas versões do LENAD (Levantamento Nacional de Álcool e Drogas) em 2006 e 2012, realizados pelo INPAD/UNIFESP. A grande maioria destes estudos representa populações específicas, seja de estudantes, ou de moradores de capitais, por exemplo. O único levantamento sobre consumo de substâncias psicoativas de representatividade nacional realizado no Brasil até então é do LENAD. A seguir descreveremos a prevalência do uso de substâncias na população brasileira baseada nos dados advindos do LENAD. Educa saúde: DEpendência química 5

6 Álcool Consumir bebidas alcoólicas é um comportamento comum na maioria dos grupos sociais. Todavia este consumo acarreta riscos, desde danos para a saúde até consequências sociais, relacionados à sua capacidade de intoxicação (bebedeira) e propriedades aditivas (desenvolvimento do alcoolismo). O uso nocivo de álcool tem um enorme impacto na saúde pública. Além do risco de desenvolvimento de doenças crônicas entre aqueles que bebem abusivamente e a longo prazo, o uso do álcool está relacionado a um aumento no risco de problemas de saúde agudos, como lesões (acidentes de trânsito). O uso de álcool é atualmente considerado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) como o terceiro maior causador de doenças e incapacidade no mundo. Em 2011 foi estimado que o uso nocivo de álcool causou mais de 3 milhões de mortes prematuras no mundo, e foi responsável por mais de 5% da Carga Global de Doença 1. Devido ao seu uso ser tão aceito pela sociedade, a proporção de usuários problemáticos é significativamente maior que a de qualquer Fato: o álcool é a terceira maior causa de doenças evitáveis no mundo. outra substância; o que torna o álcool, sem sombra de dúvidas, o maior problema de saúde pública no Brasil. O uso de álcool no Brasil Os dados mostram que, embora as taxas de abstinência continuem idênticas nos últimos seis anos (48% em 2006 e 52% em 2012, diferença não significativa), houve um aumento de 20% na proporção de bebedores frequentes (que bebem uma vez por semana ou mais), que subiu de 45% para 54% entre os bebedores. Destaca-se um aumento mais significativo entre as mulheres, que foi de 29% em 2006 para 39% em A expressão binge é o um indicador do modo de beber nocivo, em que o indivíduo ingere grandes quantidades de álcool (quatro unidades de álcool para mulheres e cinco unidades para homens) em um período curto de tempo, 2 horas. Observamos que entre 2006 e 2012 houve um aumento significativo desta forma de consumo, de 45% para 59% na população de bebedores. Novamente um aumento maior é observado no sexo feminino, de 36% para 49%. Entre os adolescentes um fenômeno diferente parece estar acontecendo, observa-se uma queda no número de consumidores, porém esta diminuição é regida somente pelo grupo masculino. Dentre as meninas, o consumo não só não diminuiu como o padrão de uso frequente e uso em binge aumentou. O crescimento econômico do Brasil nos últimos 10 anos foi o maior da história, e estudos mostram que o aumento do consumo de álcool está estreitamente relacionado ao crescimento econômico do país, e em consequência de uma maior renda per capita, o Brasil torna-se um mercado promissor para a indústria de bebidas alcoólicas. Os resultados do LENAD confirmaram esta hipótese, mostrando que o aumento do consumo foi mais acentuado entre as classes econômicas mais baixas, uma vez que houve um aumento no capital disponível. 1 A Organização Mundial da Saúde usa o termo chamado Global Burden of Disease ou GBD (traduzido Carga Global da Doença ou Carga Mundial da Morbidade ). O Estudo da Carga Global de Doença, por meio de seu indicador, o Disability-Adjusted Life Years ou DALY (traduzido anos de vida ajustados pela doença ), tem por objetivo quantificar simultaneamente, o impacto da mortalidade e dos problemas de saúde que afetam a qualidade de vida dos indivíduos. Nesse estudo, a mensuração dos eventos não-fatais é feita com base em informações sobre doenças específicas, facilitando assim a implementação de políticas públicas. 6 Epidemiologia do consumo de substâncias psicoativas no Brasil

7 Módulo 1: A dimensão do problema das drogas no Brasil CONSUMO DE ÁLCOOL EM ADULTOS (18 anos de idade ou mais) Consumo de álcool entre adolescentes (14 a 18 anos) Binge X Classe Social Educa saúde: DEpendência química 7

8 O estudo também mostrou que enquanto metade da população brasileira é abstêmia, 32% bebem moderadamente e 16% consomem quantidades nocivas de álcool. Quase dois em cada dez dos bebedores (17%) apresentaram critérios para abuso e/ou dependência de álcool. Abuso e/ou dependência Você Sabia Que: A Organização Mundial da Saúde usa o termo chamado Global Burden of Disease ou GBD (traduzido Carga Global da Doença ou Carga Mundial da Morbidade ). O Estudo da Carga Global da Doença, por meio de seu indicador, o Disability-Adjusted Life Years ou DALY (traduzido anos de vida ajustados pela doença ), tem por objetivo quantificar simultaneamente, o impacto da mortalidade e dos problemas de saúde que afetam a qualidade de vida dos indivíduos. Nesse estudo, a extensão dos eventos não-fatais é feita com base em informações sobre doenças específicas, facilitando assim a implementação de políticas públicas. Tabaco O tabagismo é considerado um importante problema de saúde pública. O tabaco é comprovadamente o principal fator de risco para uma série de doenças crônicas como câncer, doenças pulmonares e cardiovasculares. No Brasil são 200 mil mortes anuais provocadas pelo tabagismo. Se a atual tendência de consumo se mantiver, em 2020, serão 10 milhões de mortes por ano e 70% delas acontecerão em países em desenvolvimento. É mais do que a soma das mortes por alcoolismo, AIDS, acidentes de trânsito, homicídios e suicídios juntas. O LENAD e vários outros estudos apontaram uma diminuição geral no consumo de tabaco no País. Sem dúvida esta diminuição vem como fruto de uma ampla iniciativa de prevenção que, felizmente, atingiu tanto adultos quanto adolescentes do Brasil. Fato: O tabagismo é considerado uma doença pediátrica uma vez que idade média de iniciação é de 15 anos (INCA). 8 Epidemiologia do consumo de substâncias psicoativas no Brasil

9 Módulo 1: A dimensão do problema das drogas no Brasil Fumantes A diminuição de 19% na população adulta foi acompanhada por impressionantes 43% de diminuição de consumo entre a população adolescente. Nos adultos, a diminuição maior foi entre os homens, de 27% para 21%, enquanto nos adolescentes essa diminuição foi mais acentuada entre meninas, de 5% para 2% uma diminuição de 60%. Destaque: tabaco é o fator causal de 50 diferentes doenças incapacitantes e fatais e mata 5 milhões de pessoas anualmente no mundo (OMS). Educa saúde: DEpendência química 9

10 Substâncias ilícitas O uso de drogas está diretamente ligado à urbanização, e com a estimativa de que a população duplique em países em desenvolvimento entre 2011 e 2050, é muito provável que um aumento no uso de substâncias ilícitas também aconteça. Segundo informações das Nações Unidas, estima-se que o consumo de substâncias ilegais cresça em até 25% globalmente nas próximas décadas devido ao crescimento econômico de países em desenvolvimento. Desta forma, a carga global do uso de drogas passaria a ser maior em países que são menos preparados para lidar com o problema: os países em desenvolvimento, como o Brasil. Além disso, sabe-se que estes países comumente possuem uma população mais jovem, mais propensa a se engajar no uso de substâncias ilícitas e também mais vulnerável aos danos causados pelo uso. O consumo de substâncias ilícitas no Brasil ainda é considerado baixo, com exceção ao uso da cocaína e do crack, que serão abordados com mais detalhes a seguir. Como observado em outros países, no Brasil a maconha também é a substância mais usada. O estudo detectou o uso de solventes e alucinogênicos consideravelmente alto entre adolescentes (1,2% e 0,8% respectivamente). Enquanto o uso de estimulantes como as anfetaminas (speed e rebite) e a morfina foram mais comum entre adultos (1,1% e 0,6% respectivamente). Os dados advindos do LENAD não permitem a observação de tendências de uso num contexto histórico, uma vez que a metodologia de coleta de informações sobre substâncias ilícitas foi diferente entre os dois levantamentos (2006 e 2012) não permitindo a comparação. O levantamento de estudantes do CEBRID permite essa análise, pois fornece um panorama das tendências de uso de substâncias de 1989 até Observou-se pela primeira vez, entre 2004 e 2010, variações significativas de consumo, com uma diminuição significativa do uso de maconha entre estudantes. Segundo este levantamento, não houve mudanças quanto ao uso de cocaína neste período. Fato: Estima-se que o uso de substâncias ilegais aumente até 25% globalmente nas próximas décadas devido ao crescimento econômico de países em desenvolvimento (Nações Unidas). 10 Epidemiologia do consumo de substâncias psicoativas no Brasil

11 Módulo 1: A dimensão do problema das drogas no Brasil Maconha O Brasil não está entre os países com maiores índices de uso de maconha no mundo. Encontramos 2% de uso no último ano na Ásia, em torno de 5% na Europa, e de até de 10% nos Estados Unidos; enquanto os dados para 2012 mostram que o índice no Brasil é de 3%. As Nações Unidas consideram que os dados oficiais da América Latina possam estar subestimados, uma vez que o volume de maconha apreendido no Brasil está entre os maiores do mundo e o País não é um grande fornecedor. Embora a percentagem possa parecer pequena, o número de usuários é significativo com mais de 1,5 milhões de pessoas consumindo maconha diariamente. O LENAD mostrou que no Brasil 7% da população adulta já experimentou maconha na vida, representando 8 milhões de pessoas. Para o quesito consumo frequente consideramos o uso no último ano se enquadram 3% da população adulta, que equivale a mais de 3 milhões de pessoas. Quanto ao uso na adolescência, o estudo mostrou que quase 600 mil adolescentes (4% da população) já usou maconha pelo menos uma vez na vida, enquanto a taxa de consumo no último ano foi idêntica a dos adultos (3%, equivalente a mais de 470 mil adolescentes). Cabe salientar que mais da metade dos usuários, tanto adultos quanto adolescentes consomem maconha diariamente (1,5 milhões de pessoas). Fato: Estima-se que o uso de substâncias ilegais aumente até 25% globalmente nas próximas décadas devido ao crescimento econômico de países em desenvolvimento (Nações Unidas). Educa saúde: DEpendência química 11

12 A idade de experimentação é um indicador importante, pois está associada com o desenvolvimento de dependência bem como com o abuso de outras substâncias. Mais de 60% dos usuários de maconha experimentaram a droga pela primeira vez antes dos 18 anos de idade. A dependência de maconha existe e é bastante comum entre usuários. Dados provenientes de várias partes do mundo mostram que cerca de um terço dos usuários apresentam dependência; dado que foi confirmado em nosso levantamento. Mais de um terço dos usuários adultos foram identificados como dependentes pelo LENAD. Na adolescência os índices de dependência alcançam 10% dos usuários. A identificação de dependência de maconha usada pelo levantamento não leva em consideração a quantidade ou frequência de uso da droga, mas sim aspectos comportamentais comuns da dependência. São avaliados: 1) Ansiedade e preocupação por não ter a droga, 2) Sensação de perda de controle sobre o uso, 3) Preocupação com o próprio uso 4) Ter tentado parar 5) Achar difícil ficar sem a droga. Além disso, também foi detectado que um terço dos adultos usuários já tentou parar e não conseguiu, enquanto 27% já apresentaram sintomas de abstinência ao tentar parar. Embora a quantidade de usuários relatados no Brasil seja relativamente pequena, a percentagem de dependentes de maconha entre usuários é a mesma encontrada em países com maior prevalência de uso. 12 Epidemiologia do consumo de substâncias psicoativas no Brasil

13 Módulo 1: A dimensão do problema das drogas no Brasil COCAÍNA & CRACK Em publicação recente da OMS, o Brasil foi apontado como uma das nações emergentes onde o consumo de estimulantes como a cocaína seja na forma intranasal (pó) ou fumo (crack, merla ou oxi) está aumentando, enquanto na maioria dos países o consumo está diminuindo. O LENAD mostrou que quase 6 milhões de brasileiros (4% da população adulta) já experimentou alguma apresentação de cocaína na vida. Este índice foi de 3% entre adolescentes 2, representando 442 mil jovens. No último ano, a prevalência de uso dessa droga atingiu 2,6 milhões de adultos (2%) e 244 mil adolescentes (2%). A cocaína utilizada via intranasal é a mais comum, já tendo sido experimentada por 4% dos adultos, pouco mais de 5 milhões de pessoas, no último ano, o uso foi de 2%, representando 2,3 milhões de pessoas. Já entre adolescentes o consumo é menor, sendo de menos de 2% tanto no uso no decorrer da vida quanto nos últimos 12 meses, representando 316 e 226 mil jovens respectivamente. Aproximadamente 2 milhões de brasileiros já usaram cocaína fumada (crack, merla e oxi) pelo menos uma vez na vida - 1,4% dos adultos e 1% dos jovens. Um em cada cem adultos usou crack no último ano, representando 1 milhão de pessoas. O uso de cocaína fumada na adolescência foi mais baixo, 1% para o uso no decorrer da vida (150 mil jovens) e 0,2% de uso no último ano, cerca de 18 mil pessoas. Fato: Atualmente, cerca de 200 mil pessoas morrem no mundo devido ao abuso de substâncias ilícitas (WHO). 2 Foram considerados adolescentes os indivíduos com idade entre 14 a 18 anos. Educa saúde: DEpendência química 13

14 A idade de experimentação é um indicador importante, uma vez que estudos mostram uma relação entre a precocidade do uso e o aumento do risco de desenvolvimento de dependência e doenças psiquiátricas. Constatamos que quase metade dos usuários (45%) experimentou cocaína pela primeira vez antes dos 18 anos de idade. Segundo o levantamento, mais de 20% dos brasileiros conheceu alguém que tem problemas pelo uso de cocaína. Dentre os usuários, quase metade (48%) foi identificada com dependência química; todavia apenas 30% destes relataram ter a intenção de interromper o uso. Somente 1% dos entrevistados já procurou tratamento para o uso de cocaína, apenas 10% dos usuários. Sendo a região mais populosa do Brasil, o Sudeste concentra quase metade de todos os usuários de cocaína em números absolutos. Considerando a estimativa de que quase metade desta população desenvolve dependência química, é inevitável o questionamento da rede disponível de atenção básica. 14 Epidemiologia do consumo de substâncias psicoativas no Brasil

15 Módulo 1: A dimensão do problema das drogas no Brasil Resumo do Módulo: Estudos epidemiológicos são importantes para a descrição de características de uma população, permitem a identificação de grupos de risco e são fundamentais para o planejamento da saúde pública e programas de prevenção. Dentre os levantamentos populacionais existentes no Brasil, o levantamento de estudantes e domiciliar do CEBRID e do LENAD se destacam. O CEBRID fornece as tendências de consumo em uma série histórica; o LENAD permite a extrapolação de seus dados uma vez que é o único de representatividade nacional. Somente metade da população brasileira é consumidora de álcool, todavia observamos um aumento no padrão de uso nocivo entre bebedores. Mulheres apresentam um aumento mais acentuado nos indicadores de uso nocivo. Houve uma diminuição significativa no tabagismo tanto em adultos quanto em adolescentes. A maconha é a substância ilícita mais consumida no Brasil. No País, 3% dos adultos e adolescentes relataram uso de maconha no último ano, um terço destes desenvolveram dependência. O Brasil representa 20% do consumo mundial de cocaína e crack e é, provavelmente, o maior mercado de crack no mundo. Referências: Educa saúde: DEpendência química 15

16

VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA ou ADOLESCENTE

VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA ou ADOLESCENTE VIOLÊNCIA CONTRA A CRIANÇA ou ADOLESCENTE Equipe LENAD: Ronaldo Laranjeira Clarice Sandi Madruga IlanaPinsky Maria Carmen Viana Divulgação: Maio de 2014. 1. Porque esse estudo é relevante? Segundo a Subsecretaria

Leia mais

Equipe: Ronaldo Laranjeira Helena Sakiyama Maria de Fátima Rato Padin Sandro Mitsuhiro Clarice Sandi Madruga

Equipe: Ronaldo Laranjeira Helena Sakiyama Maria de Fátima Rato Padin Sandro Mitsuhiro Clarice Sandi Madruga Equipe: Ronaldo Laranjeira Helena Sakiyama Maria de Fátima Rato Padin Sandro Mitsuhiro Clarice Sandi Madruga 1. Por que este estudo é relevante? Segundo o relatório sobre a Carga Global das Doenças (Global

Leia mais

O Consumo de Tabaco no Brasil. Equipe LENAD: Ronaldo Laranjeira Clarice Sandi Madruga Ilana Pinsky Ana Cecília Marques Sandro Mitsuhiro

O Consumo de Tabaco no Brasil. Equipe LENAD: Ronaldo Laranjeira Clarice Sandi Madruga Ilana Pinsky Ana Cecília Marques Sandro Mitsuhiro O Consumo de Tabaco no Brasil Equipe LENAD: Ronaldo Laranjeira Clarice Sandi Madruga Ilana Pinsky Ana Cecília Marques Sandro Mitsuhiro 1. Porque esse estudo é relevante? Segundo a Organização Mundial de

Leia mais

Apresentação. Introdução. Francine Leite. Luiz Augusto Carneiro Superintendente Executivo

Apresentação. Introdução. Francine Leite. Luiz Augusto Carneiro Superintendente Executivo Evolução dos Fatores de Risco para Doenças Crônicas e da prevalência do Diabete Melito e Hipertensão Arterial na população brasileira: Resultados do VIGITEL 2006-2009 Luiz Augusto Carneiro Superintendente

Leia mais

Como Prevenir e Tratar as Dependências Químicas nas Empresas?

Como Prevenir e Tratar as Dependências Químicas nas Empresas? Como Prevenir e Tratar as Dependências Químicas nas Empresas? Hewdy Lobo Ribeiro Psiquiatra Forense Ana Carolina S. Oliveira Psi. Esp. Dependência Química Importância Preocupação permanente de gestores

Leia mais

Ins$tuto Nacional de Ciência e Tecnologia para Polí$cas Públicas do Álcool e Outras Drogas Consumo de Álcool no Brasil: Tendências entre 2006/2012

Ins$tuto Nacional de Ciência e Tecnologia para Polí$cas Públicas do Álcool e Outras Drogas Consumo de Álcool no Brasil: Tendências entre 2006/2012 Ins$tuto Nacional de Ciência e Tecnologia para Polí$cas Públicas do Álcool e Outras Drogas Consumo de Álcool no Brasil: Tendências entre 26/212 Direção: Ronaldo Laranjeira Coordenação: Clarice Sandi Madruga

Leia mais

O crack em números: Usuários de crack reunidos no centro de São Paulo em. imagem de janeiro (Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP)

O crack em números: Usuários de crack reunidos no centro de São Paulo em. imagem de janeiro (Foto: Yasuyoshi Chiba/AFP) Brasil tem 370 mil usuários regulares de crack nas capitais, aponta Fiocruz Estudo indireto com 25 mil pessoas mediu consumo por 6 meses em 2012. Nordeste lidera lista em números absolutos, e 14% do total

Leia mais

A publicidade de bebidas alcoólicas 3

A publicidade de bebidas alcoólicas 3 Publicação Científica do Curso de Bacharelado em Enfermagem do CEUT. Ano 2011(8). Edição 44 Gerlane Lopes e Silva 1 Gessica de Andrade Fonseca 1 Hanna Kamylla Antonia Soares dos Santos 1 Márcia Andrea

Leia mais

Uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes

Uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes Uso de substâncias psicoativas em crianças e adolescentes Alessandro Alves A pré-adolescência e a adolescência são fases de experimentação de diversos comportamentos. É nessa fase que acontece a construção

Leia mais

Perfil do usuário de crack no Brasil

Perfil do usuário de crack no Brasil Lígia Bonacim Dualibi Prof. Dr. Marcelo Ribeiro Prof. Dr. Ronaldo Laranjeira Instituto Nacional de Políticas do Álcool e Drogas - INPAD Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas - UNIAD Universidade Federal

Leia mais

I Jornada de Saúde Mental do Vale do Taquari: Crack e outras drogas: perspectivas na abordagem psicossocial

I Jornada de Saúde Mental do Vale do Taquari: Crack e outras drogas: perspectivas na abordagem psicossocial I Jornada de Saúde Mental do Vale do Taquari: Crack e outras drogas: perspectivas na abordagem psicossocial 14 de junho de 2014 FATORES DE RISCO E COMORBIDADES PSIQUIÁTRICAS ASSOCIADOS AOS TRANSTORNOS

Leia mais

LISTAS DE FIGURAS, GRÁFICOS E TABELAS

LISTAS DE FIGURAS, GRÁFICOS E TABELAS LISTAS DE FIGURAS, GRÁFICOS E TABELAS FIGURAS Figura A Distribuição das porcentagens da amostra total e população total por sexo. 41 Figura B Distribuição das porcentagens da amostra e da população, para

Leia mais

PREVALÊNCIA DO USO DE DROGAS PSICOTRÓPICAS POR ESTUDANTES DE MEDICINA NA REGIÃO CENTRAL DO ESTADO DO TOCANTINS

PREVALÊNCIA DO USO DE DROGAS PSICOTRÓPICAS POR ESTUDANTES DE MEDICINA NA REGIÃO CENTRAL DO ESTADO DO TOCANTINS PREVALÊNCIA DO USO DE DROGAS PSICOTRÓPICAS POR ESTUDANTES DE MEDICINA NA REGIÃO CENTRAL DO ESTADO DO TOCANTINS Diego Pereira Alves de Moraes 1 ; Leonardo Rodrigo Baldaçara 2 1 Aluno do Curso de Medicina;

Leia mais

Principais Resultados Estudo Comparativo: Brasil - 2001 e 2005

Principais Resultados Estudo Comparativo: Brasil - 2001 e 2005 303 Principais Resultados Estudo Comparativo: - 2001 e 2005 304 I ESTUDO COMPARATIVO: BRASIL 2001 E 2005 I Dados Gerais 1. População brasileira: 169.799.170 habitantes*. 2. População das 108 cidades brasileiras

Leia mais

Consumo de álcool por adolescentes e gênero. Tatiane Vilela Coelho Raínne Costa Sousa

Consumo de álcool por adolescentes e gênero. Tatiane Vilela Coelho Raínne Costa Sousa Consumo de álcool por adolescentes e gênero Tatiane Vilela Coelho Raínne Costa Sousa Área de pesquisa Saúde pública Importância do fenômeno Álcool Droga psicotrópica atua no sistema nervoso central Possui

Leia mais

TABAGISMO. O tema deste informe foi sugerido pelo Laboratorista Edmund Cox

TABAGISMO. O tema deste informe foi sugerido pelo Laboratorista Edmund Cox Informativo Semanal O tema deste informe foi sugerido pelo Laboratorista Edmund Cox O tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo.

Leia mais

MORTALIDADE POR TRÊS GRANDES GRUPOS DE CAUSA NO BRASIL

MORTALIDADE POR TRÊS GRANDES GRUPOS DE CAUSA NO BRASIL MORTALIDADE POR TRÊS GRANDES GRUPOS DE CAUSA NO BRASIL Roberto Passos Nogueira 1 Introdução Os estudos sobre mortalidade comumente têm por base a Classificação Internacional das Doenças (CID), que é elaborada

Leia mais

CAUSAS DE MORTE NO ESTADO DE SÃO PAULO

CAUSAS DE MORTE NO ESTADO DE SÃO PAULO CAUSAS DE MORTE NO ESTADO DE SÃO PAULO Morrem mais brancos por causa naturais e negros por motivos externos. A s estatísticas de morbidade e mortalidade têm sido utilizadas por epidemiologistas, demógrafos

Leia mais

Governo lança campanha de prevenção dos riscos do consumo de bebidas alcoólicas Resultados das pesquisas:

Governo lança campanha de prevenção dos riscos do consumo de bebidas alcoólicas Resultados das pesquisas: Governo lança campanha de prevenção dos riscos do consumo de bebidas alcoólicas O Ministério da Saúde lançou, nesta sexta-feira (10) no Rio de Janeiro (RJ), uma campanha publicitária alertando sobre os

Leia mais

ABUSO DO CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS, UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA. Senhor Presidente,

ABUSO DO CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS, UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA. Senhor Presidente, Discurso proferido pelo deputado GERALDO RESENDE (PMDB/MS), em sessão no dia 04/05/2011. ABUSO DO CONSUMO DE BEBIDAS ALCOÓLICAS, UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados,

Leia mais

OS JOVENS PORTUGUESES E O CONSUMO DE DROGAS

OS JOVENS PORTUGUESES E O CONSUMO DE DROGAS OS JOVENS PORTUGUESES E O CONSUMO DE DROGAS Tema 1, Nº 2 Junho 2001 Margarida Gaspar de Matos e Susana Fonseca Carvalhosa Equipa do Aventura Social e Saúde Estudo realizado em co-financiamento pela Faculdade

Leia mais

Situação Epidemiológica

Situação Epidemiológica 9. Tabagismo Situação Epidemiológica Doenças e Agravos Não Transmissíveis no Estado do Paraná O tabagismo é a segunda maior causa de morte no planeta, responsável por 8,8% do total de óbitos. São cerca

Leia mais

A actividade física e o desporto: um meio para melhorar a saúde e o bem-estar

A actividade física e o desporto: um meio para melhorar a saúde e o bem-estar A actividade física e o desporto: um meio para melhorar a saúde e o bem-estar A actividade física e os desportos saudáveis são essenciais para a nossa saúde e bem-estar. Actividade física adequada e desporto

Leia mais

MÓDULO 2. Neste módulo você conhecerá a epidemiologia do consumo de substâncias psicoativas e os padrões de consumo do álcool e crack.

MÓDULO 2. Neste módulo você conhecerá a epidemiologia do consumo de substâncias psicoativas e os padrões de consumo do álcool e crack. MÓDULO 2 Neste módulo você conhecerá a epidemiologia do consumo de substâncias psicoativas e os padrões de consumo do álcool e crack. Você aprenderá alguns conceitos relacionados à temática, como os padrões

Leia mais

PROJETO DE LEI Nº., DE 2015. (Do Sr. Roberto de Lucena)

PROJETO DE LEI Nº., DE 2015. (Do Sr. Roberto de Lucena) PROJETO DE LEI Nº., DE 2015 (Do Sr. Roberto de Lucena) Altera a Lei nº 11.343 de 23 de agosto de 2006, que institui o Sistema Nacional de Políticas Públicas sobre Drogas - Sisnad; prescreve medidas para

Leia mais

Custos sociais decorrentes do uso indevido de drogas Assistência aos transtornos por uso e abuso de álcool e outras drogas no SUS

Custos sociais decorrentes do uso indevido de drogas Assistência aos transtornos por uso e abuso de álcool e outras drogas no SUS Custos sociais decorrentes do uso indevido de drogas Os "custos sociais" decorrentes do uso indevido de drogas, cada vez mais elevados, tornam urgente a intervenção mais adequada do ponto de vista da saúde

Leia mais

O Dep. Pastor Frankembergem pronuncia o seguinte discurso: Drogas. Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados,

O Dep. Pastor Frankembergem pronuncia o seguinte discurso: Drogas. Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, 1 O Dep. Pastor Frankembergem pronuncia o seguinte discurso: Drogas Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados, A atual posição do Brasil no que se refere ao consumo de drogas ilícitas é assustadora.

Leia mais

Pacto Europeu. para a Saúde. Conferência de alto nível da ue. Bruxelas, 12-13 de junho de 2008

Pacto Europeu. para a Saúde. Conferência de alto nível da ue. Bruxelas, 12-13 de junho de 2008 Pacto Europeu para a Saúde Mental e o Bem-Estar Conferência de alto nível da ue JUNTOS PELA SAÚDE MENTAL E PELO BEM-ESTAR Bruxelas, 12-13 de junho de 2008 Slovensko predsedstvo EU 2008 Slovenian Presidency

Leia mais

CRACK. Alexandre de Araújo Pereira. Psiquiatra Mestre em Educação Médica ENSP/UECE Docente da Faculdade de Ciências Médicas UNIFENAS BH/ IPEMED

CRACK. Alexandre de Araújo Pereira. Psiquiatra Mestre em Educação Médica ENSP/UECE Docente da Faculdade de Ciências Médicas UNIFENAS BH/ IPEMED CRACK Alexandre de Araújo Pereira Psiquiatra Mestre em Educação Médica ENSP/UECE Docente da Faculdade de Ciências Médicas UNIFENAS BH/ IPEMED Breve histórico do uso de drogas Pré História 4.000 à 5.000

Leia mais

Álcool e Saúde Pública nas Americas Dr Maristela G. Monteiro Assessora Principal Controle de Tabaco, Álcool e Outras Drogas OPAS/OMS

Álcool e Saúde Pública nas Americas Dr Maristela G. Monteiro Assessora Principal Controle de Tabaco, Álcool e Outras Drogas OPAS/OMS .. Álcool e Saúde Pública nas Americas Dr Maristela G. Monteiro Assessora Principal Controle de Tabaco, Álcool e Outras Drogas OPAS/OMS Modelo causal de consumo de alcool, mecanismos intermediarios e consequencias:

Leia mais

Nº 74 Fevereiro de 2014. O Uso de Drogas Ilícitas entre Estudantes do Ensino Fundamental em Fortaleza e demais Capitais Brasileiras - 2012.

Nº 74 Fevereiro de 2014. O Uso de Drogas Ilícitas entre Estudantes do Ensino Fundamental em Fortaleza e demais Capitais Brasileiras - 2012. Nº 74 Fevereiro de 2014 O Uso de Drogas Ilícitas entre Estudantes do Ensino Fundamental em Fortaleza e demais Capitais Brasileiras - 2012. GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ Cid Ferreira Gomes Governador Domingos

Leia mais

O USO DO ÁLCOOL ENTRE OS JOVENS: HISTÓRIA, POLÍTICAS GOVERNAMENTAIS, CONSEQÜÊNCIAS SOCIAIS E TRATAMENTO.

O USO DO ÁLCOOL ENTRE OS JOVENS: HISTÓRIA, POLÍTICAS GOVERNAMENTAIS, CONSEQÜÊNCIAS SOCIAIS E TRATAMENTO. ANTONIO WILKER BEZERRA LIMA O USO DO ÁLCOOL ENTRE OS JOVENS: HISTÓRIA, POLÍTICAS GOVERNAMENTAIS, CONSEQÜÊNCIAS SOCIAIS E TRATAMENTO. 1ª Edição Arneiroz Edição do Autor 2013 [ 2 ] Ficha catalográfica. Lima,

Leia mais

Plano Nacional de Saúde 2012-2016

Plano Nacional de Saúde 2012-2016 Plano Nacional de Saúde 2012-2016 Índice de Figuras, Quadros e Tabelas (Janeiro 2012) Plano Nacional de Saúde 2012-2016 ÍNDICE DE FIGURAS, QUADROS E TABELAS 1. Enquadramento do Plano Nacional de Saúde

Leia mais

Ilana Pinsky Raul Caetano Sandro Sendin Mitsuhiro

Ilana Pinsky Raul Caetano Sandro Sendin Mitsuhiro Organização: Coordenação: Comissão organizadora: Ronaldo Laranjeira Clarice Sandi Madruga Marcelo Ribeiro Ilana Pinsky Raul Caetano Sandro Sendin Mitsuhiro 1 Por que esse estudo é relevante? Em publicação

Leia mais

Quase 10% dos brasileiros têm mais de 70 anos. Segundo o IBGE, em 40 anos o número de idosos deverá superar o de jovens

Quase 10% dos brasileiros têm mais de 70 anos. Segundo o IBGE, em 40 anos o número de idosos deverá superar o de jovens Um país de idosos Quase 10% dos brasileiros têm mais de 70 anos. Segundo o IBGE, em 40 anos o número de idosos deverá superar o de jovens A expectativa de vida do brasileiro aumentou mais de 20 anos em

Leia mais

Espanha, Alemanha e Reino Unido também são usados como pontos de trânsito para precursores destinados à região. Pág. 85 Recentemente, vários países

Espanha, Alemanha e Reino Unido também são usados como pontos de trânsito para precursores destinados à região. Pág. 85 Recentemente, vários países Referências ao Brasil e ao Cone Sul Relatos da fabricação de ATS também surgiram em países da América Central e da América do Sul. Seis laboratórios ilícitos de ATS foram relatados apreendidos em 2009.

Leia mais

Comportamentos de Risco Entre Jovens Brasileiros

Comportamentos de Risco Entre Jovens Brasileiros Comportamentos de Risco Entre Jovens Brasileiros - - - - Consumo de Substâncias na Adolescência Violência Urbana Saúde Física e Depressão Comportamento Sexual de Risco Equipe LENAD Ronaldo Laranjeira,

Leia mais

Mudanças demográficas e saúde no Brasil Dados disponíveis em 2008

Mudanças demográficas e saúde no Brasil Dados disponíveis em 2008 Mudanças demográficas e saúde no Brasil Dados disponíveis em 2008 José Cechin Superintendente Executivo Carina Martins Francine Leite Nos últimos meses, vários relatórios publicados por diferentes instituições

Leia mais

Doenças Crônicas. uma nova transição. Paulo A. Lotufo. FMUSP Coordenador do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica da USP

Doenças Crônicas. uma nova transição. Paulo A. Lotufo. FMUSP Coordenador do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica da USP Doenças Crônicas uma nova transição Paulo A. Lotufo Professor Titular de Clínica Médica FMUSP Coordenador do Centro de Pesquisa Clínica e Epidemiológica da USP esclarecimentos O termo doença crônica pode

Leia mais

Porque a violência e o trauma tornaram-se um problema de Saúde Pública e o que fazer para diminuir sua incidência?

Porque a violência e o trauma tornaram-se um problema de Saúde Pública e o que fazer para diminuir sua incidência? Porque a violência e o trauma tornaram-se um problema de Saúde Pública e o que fazer para diminuir sua incidência? Dados preliminares do sistema de informações de mortalidade do Ministério da Saúde de

Leia mais

ALCOOLISMO ENTRE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM: UM ESTUDO TRANSVERSAL

ALCOOLISMO ENTRE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM: UM ESTUDO TRANSVERSAL ALCOOLISMO ENTRE ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM: UM ESTUDO TRANSVERSAL RESUMO Descritores: Alcoolismo. Drogas. Saúde Pública. Introdução Durante a adolescência, o indivíduo deixa de viver apenas com a família

Leia mais

Especificidades das mortes violentas no Brasil e suas lições. Maria Cecília de Souza Minayo

Especificidades das mortes violentas no Brasil e suas lições. Maria Cecília de Souza Minayo Especificidades das mortes violentas no Brasil e suas lições Maria Cecília de Souza Minayo 1ª. característica: elevadas e crescentes taxas de homicídios nos últimos 25 anos Persistência das causas externas

Leia mais

VULNERABILIDADE PARA A MORTE POR HOMICÍDIOS E PRESENÇA DE DROGAS NA OCASIÃO DA OCORRÊNCIA DO ÓBITO 2001 A 2006

VULNERABILIDADE PARA A MORTE POR HOMICÍDIOS E PRESENÇA DE DROGAS NA OCASIÃO DA OCORRÊNCIA DO ÓBITO 2001 A 2006 VULNERABILIDADE PARA A MORTE POR HOMICÍDIOS E PRESENÇA DE DROGAS NA OCASIÃO DA OCORRÊNCIA DO ÓBITO 2001 A 2006 BETIM/MG Márcia Dayrell Secretaria Municipal de Saúde de Betim (MG) Serviço de Vigilância

Leia mais

Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas Levantamento Nacional de Álcool e Drogas

Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas Levantamento Nacional de Álcool e Drogas Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas do Álcool e Outras Drogas Levantamento Nacional de Álcool e Drogas Direção: Ronaldo Laranjeira Coordenação: Clarice Sandi Madruga Equipe

Leia mais

Alienação das drogas

Alienação das drogas Alienação das drogas Que relação podemos fazer entre os personagens mortos-vivos da ficção e os usuários de drogas em geral. São substâncias, naturais ou sintéticas que, introduzidas no organismo, podem

Leia mais

Estimativa do número de usuários de crack e/ou similares nas Capitais do País

Estimativa do número de usuários de crack e/ou similares nas Capitais do País Estimativa do número de usuários de crack e/ou similares nas Capitais do País Introdução Em 20 de maio de 2010, a Presidência da República publicou o Decreto nº 7.179, instituindo o Plano Integrado de

Leia mais

Tratamento da Dependência Química: Um Olhar Institucional.

Tratamento da Dependência Química: Um Olhar Institucional. A dependência química é uma síndrome de números superlativos e desconfortáveis; A OMS (Organização Mundial de Saúde) aponta que mais de 10% de qualquer segmento populacional apresenta predisposição à dependência

Leia mais

Violência contra as Mulheres em Pernambuco

Violência contra as Mulheres em Pernambuco Violência contra as Mulheres em Pernambuco Recife, 25 de novembro de 2015 FICHA TÉCNICA Coordenação: Equipe do SOS Corpo Instituto Feminista para Democracia Pesquisadora: Ana Paula Melo (pesquisadora convidada)

Leia mais

Cristina Almeida. Psicóloga escolar

Cristina Almeida. Psicóloga escolar Cristina Almeida Psicóloga escolar Preven Porque falar? Tema atual interfere direta e indiretamente na qualidade de vida. UNODC (Organização das Nações Unidas- Escritório contra Drogas e Crime Global Illicit

Leia mais

Abuso e dependência ao álcool e outras drogas e sua relação com o suicídio

Abuso e dependência ao álcool e outras drogas e sua relação com o suicídio Abuso e dependência ao álcool e outras drogas e sua relação com o suicídio Messiano Ladislau Nogueira de Sousa Médico Psiquiatra com aperfeiçoamento em terapia psicanalítica Abril, 2014 Sumário Conceitos

Leia mais

Expectativa de vida do brasileiro cresce mais de três anos na última década

Expectativa de vida do brasileiro cresce mais de três anos na última década 1 FUNDAMENTOS DA EDUCAÇÃO PROFESSOR BAHIA TEXTO DE CULTURA GERAL FONTE: UOL COTIDIANO 24/09/2008 Expectativa de vida do brasileiro cresce mais de três anos na última década Fabiana Uchinaka Do UOL Notícias

Leia mais

Estágio Curricular I: Cecília de Paula Monnerat Sâmua Regina Camacho Thiago Purger Rodrigues ÁLCOOL

Estágio Curricular I: Cecília de Paula Monnerat Sâmua Regina Camacho Thiago Purger Rodrigues ÁLCOOL Estágio Curricular I: Cecília de Paula Monnerat Sâmua Regina Camacho Thiago Purger Rodrigues ÁLCOOL Atualmente, o consumo de substâncias ilícitas e álcool é indiscriminado entre mulheres e homens adultos

Leia mais

LEVANTAMENTO DO USO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS ENTRE ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR

LEVANTAMENTO DO USO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS ENTRE ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO DE UMA INSTITUIÇÃO DE ENSINO SUPERIOR ISBN 978-85-61091-05-7 Encontro Internacional de Produção Científica Cesumar 27 a 30 de outubro de 2009 LEVANTAMENTO DO USO DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS ENTRE ESTUDANTES DE GRADUAÇÃO DE UMA INSTITUIÇÃO DE

Leia mais

POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM - PNAISH

POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM - PNAISH POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM - PNAISH Brasília, outubro de 2015 População Masculina 99 milhões (48.7%) População alvo: 20 a 59 anos População Total do Brasil 202,7 milhões de

Leia mais

Comorbidades: Transtorno de AnsiedadeeDependênciaQuímica

Comorbidades: Transtorno de AnsiedadeeDependênciaQuímica XXII Curso de Inverno em Atualização em Dependência Química do Hospital Mãe de Deus Comorbidades: Transtorno de AnsiedadeeDependênciaQuímica Ana Paula Pacheco Psicóloga da Unidade de Dependência Química

Leia mais

I PRINCIPAIS RESULTADOS GERAIS DO BRASIL - 2005

I PRINCIPAIS RESULTADOS GERAIS DO BRASIL - 2005 32 Brasil I PRINCIPAIS RESULTADOS GERAIS DO BRASIL - 2005 I Dados Gerais 1. População brasileira: 169.799.170 habitantes* (atualmente quase 180 milhões) 2. População das 108 cidades brasileiras pesquisadas

Leia mais

Antes de conhecer algumas informações fornecidas pela Epidemiologia, vamos relembrar alguns conceitos:

Antes de conhecer algumas informações fornecidas pela Epidemiologia, vamos relembrar alguns conceitos: Módulo1:: CAPÍTULO 2: Epidemiologia do uso de substâncias psicoativas no Brasil: peculiaridades regionais e populações específicas José Carlos Fernandes Galduróz Antes de conhecer algumas informações fornecidas

Leia mais

Comorbidades Psiquiátricas na Dependência Química

Comorbidades Psiquiátricas na Dependência Química Comorbidades Psiquiátricas na Dependência Química Fernanda de Paula Ramos Psiquiatra Diretora da Villa Janus Especialista em Dependência Química UNIFESP Especialista em Psicoterapia pela UFRGS Coordenadora

Leia mais

Estrutura Populacional e Indicadores socioeconômicos

Estrutura Populacional e Indicadores socioeconômicos POPULAÇÃO BRASILEIRA Estrutura Populacional e Indicadores socioeconômicos Desde a colonização do Brasil o povoamento se concentrou no litoral do país. No início do século XXI, a população brasileira ainda

Leia mais

4. Câncer no Estado do Paraná

4. Câncer no Estado do Paraná 4. Câncer no Estado do Paraná Situação Epidemiológica do Câncer Doenças e Agravos Não Transmissíveis no Estado do Paraná Uma das principais causas de morte nos dias atuais, o câncer é um nome genérico

Leia mais

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA. Águas no Brasil: A Visão dos Brasileiros

PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA. Águas no Brasil: A Visão dos Brasileiros PESQUISA DE OPINIÃO PÚBLICA Águas no Brasil: A Visão dos Brasileiros O que o brasileiro pensa sobre a conservação e o uso da água no Brasil METODOLOGIA OBJETIVO Levantar informações para subsidiar o planejamento

Leia mais

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA. PROJETO DE LEI Nº 934, DE 2003 (Apenso o Projeto de Lei nº 1.802, de 2003)

COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA. PROJETO DE LEI Nº 934, DE 2003 (Apenso o Projeto de Lei nº 1.802, de 2003) COMISSÃO DE SEGURIDADE SOCIAL E FAMÍLIA PROJETO DE LEI Nº 934, DE 2003 (Apenso o Projeto de Lei nº 1.802, de 2003) Institui Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico destinada a financiar programas

Leia mais

Maconha. Alessandro Alves. Conhecendo a planta

Maconha. Alessandro Alves. Conhecendo a planta Maconha Alessandro Alves Entenda bem. A maconha é a droga ilícita mais utilizada no mundo. Está entre as plantas mais antigas cultivadas pelo homem. Na China seus grãos são utilizados como alimento e no

Leia mais

O PROBLEMA DAS DROGAS NA SOCIEDADE EM QUE VIVEMOS

O PROBLEMA DAS DROGAS NA SOCIEDADE EM QUE VIVEMOS O PROBLEMA DAS DROGAS NA SOCIEDADE EM QUE VIVEMOS O século XX viveu em guerra. Todas os habitantes da Terra sejam da Europa, da Ásia, das Américas, da pobre África sofreram demais até os anos 70; foram

Leia mais

ACT, FIOCRUZ E UFF LANÇAM ESTUDO SOBRE POLÍTICAS DE CONTROLE DO TABAGISMO E A RELAÇÃO COM A POBREZA

ACT, FIOCRUZ E UFF LANÇAM ESTUDO SOBRE POLÍTICAS DE CONTROLE DO TABAGISMO E A RELAÇÃO COM A POBREZA ACT, FIOCRUZ E UFF LANÇAM ESTUDO SOBRE POLÍTICAS DE CONTROLE DO TABAGISMO E A RELAÇÃO COM A POBREZA A Aliança de Controle do Tabagismo ACT, o Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde da Escola Nacional de

Leia mais

Prevalência e fatores associados ao tabagismo em jovens e adolescentes de Belo Horizonte

Prevalência e fatores associados ao tabagismo em jovens e adolescentes de Belo Horizonte Prevalência e fatores associados ao tabagismo em jovens e adolescentes de Belo Horizonte Charles Ferreira de Souza 1, Mery Natali Silva Abreu 1, Cibele Comini César 1, Deborah Carvalho Malta 2, Valeska

Leia mais

Os padrões de consumo de crack, álcool e outras drogas e alguns instrumentos de avaliação e codificação

Os padrões de consumo de crack, álcool e outras drogas e alguns instrumentos de avaliação e codificação Os padrões de consumo de crack, álcool e outras drogas e alguns instrumentos de avaliação e codificação Enfª. Lorena Silveira Cardoso Mestranda em Saúde Coletiva do PRPPG - UFES VITÓRIA 2015 Nessa aula

Leia mais

RELATÓRIO MUNDIAL SOBRE DROGAS WDR 2010 Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC)

RELATÓRIO MUNDIAL SOBRE DROGAS WDR 2010 Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) RELATÓRIO MUNDIAL SOBRE DROGAS WDR 2010 Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) Referências ao Brasil e ao Cone Sul 1 Cocaína Produção de cocaína A área global de cultivo de coca diminuiu

Leia mais

CARACTERÍSTICAS SOCIODEMOGRÁFICAS DE IDOSAS. UM OLHAR PARA VIÇOSA, MINAS GERAIS, BRASIL

CARACTERÍSTICAS SOCIODEMOGRÁFICAS DE IDOSAS. UM OLHAR PARA VIÇOSA, MINAS GERAIS, BRASIL CARACTERÍSTICAS SOCIODEMOGRÁFICAS DE IDOSAS. UM OLHAR PARA VIÇOSA, MINAS GERAIS, BRASIL Nubia C. Freitas - UFV nubia.freitas@ufv.br Estela S. Fonseca UFV estela.fonseca@ufv.br Alessandra V. Almeida UFV

Leia mais

substâncias psicoativas entre estudantes da rede pública e particular das 26 capitais e Distrito Federal -- 2010

substâncias psicoativas entre estudantes da rede pública e particular das 26 capitais e Distrito Federal -- 2010 Levantamento sobre o uso de substâncias psicoativas entre estudantes da rede pública e particular das 26 capitais e Distrito Federal -- 2010 -- PESQUISA POLÍTICAS PÚBLICAS EDUCAÇÃO TRATAMENTO RED.DANOS

Leia mais

9. Consumo de álcool. Introdução

9. Consumo de álcool. Introdução 9. Consumo de álcool Introdução O álcool é uma das poucas drogas psicotrópicas que tem seu consumo admitido e incentivado pela sociedade. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a mortalidade

Leia mais

Dependência Química - Classificação e Diagnóstico -

Dependência Química - Classificação e Diagnóstico - Dependência Química - Classificação e Diagnóstico - Alessandro Alves Toda vez que se pretende classificar algo, deve-se ter em mente que o que se vai fazer é procurar reduzir um fenômeno complexo que em

Leia mais

Ações de Prevenção nas empresas, baseadas em evidencias.

Ações de Prevenção nas empresas, baseadas em evidencias. Aspectos Legais, Econômicos e de Saúde Associados aos Programas (Exames Toxicológicos) UFRJ/CEPRAL / Curso: Prevenindo Dependências nas Empresas Ações de Prevenção nas empresas, baseadas em evidencias.

Leia mais

A Evolução da Morbidade e Mortalidade por Câncer de Mama entre a População Feminina de Minas Gerais 1995 a 2001 *

A Evolução da Morbidade e Mortalidade por Câncer de Mama entre a População Feminina de Minas Gerais 1995 a 2001 * A Evolução da Morbidade e Mortalidade por Câncer de Mama entre a População Feminina de Minas Gerais 1995 a 2001 * Andréa Branco Simão UFMG/Cedeplar Luiza de Marilac de Souza UFMG/Cedeplar Palavras Chave:

Leia mais

Estudo epidemiológico realizado de 4 em 4 anos, em colaboração com a Organização Mundial de Saúde.

Estudo epidemiológico realizado de 4 em 4 anos, em colaboração com a Organização Mundial de Saúde. Mafalda Ferreira, Margarida Gaspar de Matos, Celeste Simões & Equipa Aventura Social Estudo epidemiológico realizado de 4 em 4 anos, em colaboração com a Organização Mundial de Saúde. Objectivo: Conhecer

Leia mais

Francisco Inácio Bastos. Neilane Bertoni dos Reis

Francisco Inácio Bastos. Neilane Bertoni dos Reis Francisco Inácio Bastos Médico, doutor em Saúde Pública, é Pesquisador Titular da do Instituto de Comunicação Científica e Tecnológica em Saúde na Fundação Oswaldo Cruz (ICICT/FIOCRUZ), e desenvolve pesquisas

Leia mais

Epidemiologia das substâncias psicoativas

Epidemiologia das substâncias psicoativas Epidemiologia das substâncias psicoativas Prof.ª Enf. Lorena Silveira Cardoso Mestre em Saúde Coletiva-UFES Membro técnico do CEPAD-UFES/CRR-UFES Profª Drª. Marluce Miguel de Siqueira Coordenadora do CEPAD-UFES/CRR-UFES

Leia mais

INTOXICAÇÃO POR NOVAS DROGAS

INTOXICAÇÃO POR NOVAS DROGAS Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro Grupamento de Socorro de Emergência Seção de Desastres INTOXICAÇÃO POR NOVAS DROGAS Edna Maria de Queiroz Capitão Médica CBMERJ Médica HUAP / UFF

Leia mais

Determinantes do Processo Saúde-Doença. Prevalência e Fatores de Risco. Vigilância Epidemiológica

Determinantes do Processo Saúde-Doença. Prevalência e Fatores de Risco. Vigilância Epidemiológica Determinantes do Processo Saúde-Doença Prevalência e Fatores de Risco Vigilância Epidemiológica Indicadores de Saúde É o que indica, ou seja, o que reflete uma particular característica (...) revela a

Leia mais

MORTALIDADE POR AIDS EM SÃO PAULO: DEZOITO ANOS DE HISTÓRIA

MORTALIDADE POR AIDS EM SÃO PAULO: DEZOITO ANOS DE HISTÓRIA MORTALIDADE POR AIDS EM SÃO PAULO: DEZOITO ANOS DE HISTÓRIA Bernadette Waldvogel 1 Lilian Cristina Correia Morais 1 1 INTRODUÇÃO O primeiro caso brasileiro conhecido de morte por Aids ocorreu em 1980,

Leia mais

Construção de um sistema de monitoramento da epidemia de aids: Desafios e Lições Aprendidas

Construção de um sistema de monitoramento da epidemia de aids: Desafios e Lições Aprendidas Construção de um sistema de monitoramento da epidemia de aids: Desafios e Lições Aprendidas XVIII Congresso Mundial de Epidemiologia Porto Alegre, 21-24 de outubro 2008 Célia Landmann Szwarcwald celials@cict.fiocruz.br

Leia mais

PERFIL DO CONSUMO DE ÀLCOOL EM MULHERES DE UM NÚCLEO DE SAÚDE DA FAMÍLIA

PERFIL DO CONSUMO DE ÀLCOOL EM MULHERES DE UM NÚCLEO DE SAÚDE DA FAMÍLIA PERFIL DO CONSUMO DE ÀLCOOL EM MULHERES DE UM NÚCLEO DE SAÚDE DA FAMÍLIA AGNES MERI YASUDA; Juliana Maria Marques Megale, Quitéria de Lourdes Lourosa; Aldaísa Cassanho Forster; Clarissa Lin Yasuda HOSPITAL

Leia mais

Fundo de População das Nações Unidas. GIFE - Rede Temática Saúde 14 de julho de 2015

Fundo de População das Nações Unidas. GIFE - Rede Temática Saúde 14 de julho de 2015 Fundo de População das Nações Unidas GIFE - Rede Temática Saúde 14 de julho de 2015 Fundo de População das Nações Unidas Cooperação Internacional para o Desenvolvimento Expansão das liberdades individuais

Leia mais

O desafio de deixar de fumar

O desafio de deixar de fumar O desafio de deixar de fumar O uso do cigarro tem como objetivo a busca por efeitos prazerosos desencadeados pela nicotina, melhora ime - diata do raciocínio e do humor, diminuição da ansiedade e ajuda

Leia mais

Dados sobre Tabaco e Pobreza: um círculo vicioso

Dados sobre Tabaco e Pobreza: um círculo vicioso Dados sobre Tabaco e Pobreza: um círculo vicioso O cenário mundial mostra que embora o consumo de cigarros venha caindo na maioria dos países desenvolvidos, o seu consumo global aumentou em torno de 50%

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES JANEIRO/2011 COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES CNHD Supervisão

Leia mais

1 A pesar de não existir uma definição estabelecida de consumidor problemático, os países costumam

1 A pesar de não existir uma definição estabelecida de consumidor problemático, os países costumam SUMÁRIO Desenvolvimento Global do consumo, produção e tráfico de drogas ilícitas Consumo O UNODC estima que em 2009, entre 149 e 272 milhões de pessoas no mundo (ou entre 3,3% e 6,1% da população de 15-64

Leia mais

POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM

POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM POLÍTICA NACIONAL DE ATENÇÃO INTEGRAL À SAÚDE DO HOMEM COMISSÃO DE ASSUNTOS SOCIAIS SENADO FEDERAL BRASÍLIA, 16 DE MAIO DE 2013 Criação de um novo departamento dentro da SAS: DAET- Departamento de Atenção

Leia mais

Adultos Jovens no Trabalho em Micro e Pequenas Empresas e Política Pública

Adultos Jovens no Trabalho em Micro e Pequenas Empresas e Política Pública Capítulo 3 Adultos Jovens no Trabalho em Micro e Pequenas Empresas e Política Pública Maria Inês Monteiro Mestre em Educação UNICAMP; Doutora em Enfermagem USP Professora Associada Depto. de Enfermagem

Leia mais

ツVivo Feliz Sem Drogas. Capa

ツVivo Feliz Sem Drogas. Capa Capa ツVivo Feliz Sem Drogas Projeto ツVivo Feliz Sem Drogas Prevenindo o uso indevido de drogas Capa fim MUNICIPIO DE ITAPEVA SP Secretaria Municipal de Defesa Social Projeto ツVivo Feliz Sem Drogas Prevenindo

Leia mais

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE ATENÇÃO À SAÚDE DEPARTAMENTO DE ATENÇÃO BÁSICA COORDENAÇÃO NACIONAL DE HIPERTENSÃO E DIABETES JANEIRO/2011 HIPERTENSÃO ARTERIAL E DIABETES MELLITUS MORBIDADE AUTO REFERIDA

Leia mais

VIOLÊNCIA CONTRA IDOSOS. Edinilsa Ramos de Souza CLAVES/ENSP/FIOCRUZ

VIOLÊNCIA CONTRA IDOSOS. Edinilsa Ramos de Souza CLAVES/ENSP/FIOCRUZ VIOLÊNCIA CONTRA IDOSOS Edinilsa Ramos de Souza CLAVES/ENSP/FIOCRUZ O que é Violência contra idosos? É um ato (único ou repetido) ou omissão que lhe cause dano ou aflição e que se produz em qualquer relação

Leia mais

Experiência com o tratamento de Dependentes Químicos

Experiência com o tratamento de Dependentes Químicos Experiência com o tratamento de Dependentes Químicos INSTITUTO BAIRRAL DE PSIQUIATRIA Dr. Marcelo Ortiz de Souza Dependência Química no Brasil (CEBRID, 2005) População Geral: 2,9% já fizeram uso de cocaína

Leia mais

reduzir a mortalidade infantil

reduzir a mortalidade infantil objetivo 4. reduzir a mortalidade infantil A mortalidade infantil reflete as condições socioeconômicas e ambientais de uma região assim como a condição de acesso a um sistema de saúde de qualidade. Além

Leia mais