LEITE E DERIVADOS JULHO / 2013 /2009

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "LEITE E DERIVADOS JULHO / 2013 /2009"

Transcrição

1 LEITE E DERIVADOS JULHO / 2013 / Mercado nacional: preços pagos ao produtor e produção histórica e estimada no Mercosul Os preços nominais médios brutos 1 pagos ao produtor em julho, ponderados pela produção, dos sete estados pesquisados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo (CEPEA/ESALQ/USP), para o leite entregue em junho, situou-se em R$ 1,0544/l (US$ 0,4682/l), apresentando aumento de + 3,6% na comparação com o mês anterior, de + 16,2% na comparação com a média dos últimos doze meses, e de + 24,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior (Tabela 1). O preço nominal médio nacional, líquido de frete e CESSR, situou-se em R$ 0,9798/l. Conforme as informações do CEPEA, para os sete estados da pesquisa, houve, em junho, aumento de + 6,7% no índice de captação (ICAP) relativamente ao mês anterior e de + 2,5% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. A maior captação é devido às boas condições de desenvolvimento das pastagens de inverno aliado ao maior poder de compra do produtor para a aquisição de alimentação concentrada. O frio intenso principalmente no Sul prejudica as pastagens e poderá afetar a produção do leite em julho. A indústria considera que a produção de matéria-prima é insuficiente para o atual ritmo de venda de derivados, com os preços dos produtos lácteos apresentando pressão firme de alta. O preço real bruto pago ao produtor em julho, média nacional, corrigido pelo IGP-M de julho/2013, é superior em + 3,3% na comparação com o mês anterior e em + 18,2 % na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O IGP-M evoluiu + 5,2% entre julho/2012 e julho/2013 (Gráfico 1). O preço da ração para bovino em lactação, em São Paulo, apresentou estabilidade em junho relativamente ao mês anterio, em R$ 1,09/kg. Entre junho/2012 e junho/2013 a ração aumentou + 11,2%, de R$ 0,98/kg para R$ 1,09/kg, enquanto o preço bruto pago ao produtor de leite nesse estado aumentou 1 Inclui o valor do frete (variável) e da Contribuição Especial da Seguridade Social Rural (CESSR), antiga Contribuição Previdenciária sobre a Comercialização Rural/FUNRURAL (2,3%). 1

2 + 19,6% no mesmo período, de R$ 0,8738/l para R$ 1,0449/l, apresentando recuperação no poder de compra do produtor (Gráfico 2). A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico e a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (OECD/FAO), no estudo Agricultural Outlook , de 2013, mostra que na comparação dos próximos dez anos, média a 2022, com os últimos dez anos (2003 a 2012), a produção de leite nos países do Mercosul apresentará taxas menores de crescimento: Brasil, de + 3,3% aa para 2,1% aa (32,2 bilhões de litros em para 38,8 bilhões de litros em 2022); Argentina, de + 4,2% aa para + 3,8 % aa (de 11,0 bilhões de litros para 15,3 bilhões de litros); Uruguai, de 5,3% aa para 3,4% aa (de 2,1 bilhões de litros para 2,8 bilhões de litros); e Paraguai, de 1,4% aa para 1,2% aa (de 408,7 milhões de litros para 457,0 milhões de litros) (Gráfico 3). 2

3 2. Mercado nacional: preços dos derivados no atacado e varejo em São Paulo De acordo com as informações do Instituto de Economia Agrícola (IEA), os preços nominais em julho no atacado, na cidade de São Paulo, apresentaram, relativamente ao mês anterior, o seguinte comportamento: queijo mussarela (+ 2,3%); queijo prato (+ 3,2%); e manteiga sem sal (+ 4,7%). Os derivados aqui apresentados apresentaram aumento de preços na comparação com a média dos últimos doze meses e com o mesmo mês do ano anterior (Tabela 2 e Gráfico 4). No varejo, em julho, relativamente ao mês anterior, os preços apresentaram o seguinte comportamento: leite em pó integral (+ 1,1%); manteiga (- 0,4%); leite condensado (estável); leite tipo C (+ 4,9%); queijo tipo prato (+ 2,3%); queijo mussarela (+ 3,5%); e leite longa vida (+ 6,8 %). Houve aumento de preços para todos os derivados na comparação com a média dos últimos doze meses e também com o mesmo mês do ano anterior (Tabela 3 e Gráfico 5). 3

4 3. Balança comercial de lácteos Entre janeiro e julho de 2013, a balança comercial de lácteos (NCMs a ) apresentou déficit de US$ 245,8 milhões, com exportações de US$ 54,8 milhões (22,9 mil t 2 ) e importações de US$ 300,6 milhões (86,4 mil t) (Tabela 4). As exportações no período apresentaram aumento de + 4,9%, e as importações se reduziram em - 14,3%, ambas em valor, na comparação com o mesmo período do ano anterior. No mês de julho, as exportações diminuíram - 9,3% e as importações se reduziram em - 11,8%, ambas em valor. Nesses primeiros sete meses, foram importadas 30,6 mil t de leite em pó integral - NCM (US$ 117,0 milhões e US$ 3.818,5/t), representando 38,9 % do valor total importado, enquanto no mesmo período do ano anterior foram importadas 33,8 mil t (US$ 134,0 milhões e US$ 3.955,7/t), representando 38,2% do valor total importado, uma redução de - 10,5% em quantidade e de - 14,5% em valor. As origens das importações de leite em pó integral, entre janeiro e julho, foram: Argentina (50,3% do valor total, a um preço médio de US$ 3.836,1/t); Uruguai (40,3% do valor total importado, a um preço médio de US$ 3.743,4/t); e Chile (9,4% do valor total importado, a um preço médio de US$ 4.068,7/t). O segundo produto mais importado nesse período foi o leite em pó desnatado (NCM ), representando 13,1% do valor total importado ou US$ 39,4 milhões e 10,7 mil t; seguido pelo queijo mussarela (NCM ), que representou 11,6% do valor total importado ou US$ 34,7 milhões e 8,0 mil t. Seguem-se outros vinte e quatro derivados lácteos complementando o valor total importado. 2 Não trata-se de quantidade em equivalente leite. É o peso líquido do produto exportado/importado. 4

5 Em julho, foram importadas 7,2 mil t de leite em pó integral (NCM ), num valor de US$ 30,1 milhões, a um preço médio de US$ 4.175,8/t, representando 48,3% do valor total das importações de lácteos, enquanto que, no mesmo mês do ano anterior, foram importadas 3,1 mil t e US$ 11,9 milhões, dessa mesma commodity, a um valor médio de US$ 3.792,2/t, representando 32,5%, em valor, do total das importações lácteas no mês. Em julho/2013, portanto, as importações dessa commodity aumentaram + 56,5% em termos de quantidade e em + 60,5% em termos de valor, relativamente ao mesmo mês do ano anterior. As origens dessas importações de leite em pó integral, em julho, foram: Argentina (48,5% do total em valor, a um preço médio de US$ 4.310,1/t); Uruguai (33,1% do valor total, a um preço médio de US$ 3.875,4/t); e Chile (18,4% do valor total, a um preço médio de US$ 4.429,2/t). O segundo produto mais importado em julho foi o leite em pó desnatado (NCM ), representando 12,3% do valor total importado no mês, ou US$ 7,6 milhões e 1,7 mil t; seguido pelo queijo mussarela (NCM ), representando 10,0% das importações lácteas no mês, ou US$ 6,2 milhões e 1,3 mil t. No que se refere às exportações, nos sete primeiros meses de 2013, foram exportadas 16,7 mil t de leite condensado (NCM ), em um valor total de US$ 35,6 milhões (US$ 2.122,3/t), representando 65,0 % do valor total exportado, enquanto no mesmo período do ano anterior foram exportadas 13,7 mil t, no valor de US$ 29,3 milhões (US$ 2.140,6/t), representando 56,3% do valor total exportado. Houve, portanto, um aumento de + 18,2% das exportações de leite condensado em termos de quantidades e de + 17,5% em termos de valor. 5

6 O segundo produto mais exportado nos primeiros sete meses foi Outros cremes de leite etc (NCM ), representando 16,7% do valor total exportado ou US$ 9,1 milhões e 3,7 mil t; seguido pelos queijos fundidos (NCM ), representando 5,5% do valor total exportado ou US$ 3,0 milhões e 721,9 t. Seguem-se outros vinte e cinco derivados lácteos complementando o valor total exportado. Em julho foram exportadas 1,8 mil t de leite condensado (NCM ), no valor de US$ 4,1 milhões (US$ 2.170,9/t), representando 61,5 % do valor total exportado, enquanto no mesmo mês do ano anterior foram exportadas 1,8 mil t, no valor de US$ 3,8 milhões (51,8 % do valor total exportado naquele mês), um aumento de + 3,8% em termos de quantidades e de + 7,0% em valor. Em segundo lugar, em julho, aparecem as exportações de Outros cremes de leite etc - NCM (574,4 t e US$ 1.412,0 mil), representando 21,1% do total em valor; seguido pelos queijos fundidos (NCM ), representando 4,8% do valor total exportado ou US$ 320,8 mil e 75,6 t. 4. Mercado internacional: preços internacionais de commodities e produção mundial Os preços médios internacionais das commodities lácteas na Oceania (média das cotações mínima e máxima) divulgados pelo International Dairy Market News Report, do United States Department of Agriculture / Agricultural Marketing Service - (USDA/AMS), durante o mês de julho, apresentaram as seguintes modificações relativamente ao mês anterior: leite em pó integral (+ 0,6%); leite em pó desnatado (+ 3,1%); manteiga (+ 0,5%); e queijo cheddar (- 3,3%). Os preços de julho mostraram valorização para todas as commodities na comparação com a média dos últimos doze meses e com o mesmo mês do ano anterior (Tabela 5 e Gráfico 6). Na Nova Zelândia os preços ao produtor são favoráveis, com a produção mostrando estabilidade relativamente à estação produtiva anterior. O rebanho, as pastagens e a produção de grãos estão em boas condições. Os preços das rações e das forrageiras estão altos pois os produtores usaram o estoque do inverno mais cedo do que o normal, sem reposição disponível. 6

7 Na Austrália, os preços ao produtor também estão em alta. O preço das forrageiras estão altos e escassos. A desvalorização do dólar australiano favorece os exportadores. A produção em junho foi - 6,2% inferior ao mesmo mês do ano anterior e a de julho - 3,0%..Na Europa, as médias dos preços das commodities (média das cotações máxima e mínima), divulgadas durante o mês de julho, apresentaram o seguinte comportamento na comparação com o mês anterior: leite em pó integral (- 1,7%); leite em pó desnatado (estável); manteiga (+ 4,2%); e soro em pó (+ 0,9%). As cotações de julho de todas as commodities apresentaram aumento na comparação com a média dos últimos doze meses e com o mesmo mês do ano anterior (Tabela 5 e Gráfico 7). A estimativa de produção nessa região mostra alta relativamente ao mesmo período do ano anterior devido aos melhores preços pagos ao produtor e das rações. A comercialização está lenta devido às férias. Os preços altos dos derivados lácteos e o euro valorizado dificultam as exportações. O PSA (Private Storage Assistance) para a manteiga, que se encerra em 15/agosto, apresenta 81,4 mil t em estoques comparativamente a 122,6 mil t no mesmo período do ano anterior. As informações da Food and Agriculture Organization, World Food Situation - Food Price Indices, de agosto/2013, mostram que, entre julho/2012 e julho/2013, o índice dos preços internacionais de lácteos aumentou + 36,7% (preços das commodities 3 ponderados pelas quantidades transacionadas). Nesse mesmo período, também apresentou aumento o índice de preços das carnes (+ 3,9%). Houve redução nos índices de preços dos cereais (- 12,6%); das oleaginosas (- 15,4%); e açúcar (- 26,3%); resultando numa redução de - 3,3% no índice global de preços internacionais dos alimentos nos últimos doze meses (cinquenta e cinco cotações ponderadas pelas quantidades transacionadas) (Gráfico 8). Na comparação com o mês anterior, a taxa de variação dos preços internacionais dos alimentos, em julho, diminuiu - 2,0%. Foram as seguintes as variações dos setores: lácteos (- 1,1%); carnes (- 0,2%); cereais (- 3,7%); oleaginosas (- 3,3%); e açúcar (- 1,5%) (Gráfico 9). 3 O índice de preços internacionais de lácteos é composto pelos preços do leite em pó integral, do leite em pó desnatado, da manteiga, do queijo e da caseína, ponderados pelas quantidades comercializadas no período (FAO World Food Situation / Food Price Index). 7

8 Conforme as informações do United States Department of Agriculture / Foreign Agricultural Service (USDA/FAS), Dairy: World Markets and Trade, de julho/2013, a produção de leite de vaca de países selecionados, evoluiu a uma taxa de + 1,7% aa entre 2008 e 2012, sendo estimada em + 1,1% em 2013, quando deverá alcançar 469,5 milhões de t (Tabela 6). 4 A seguir comenta-se a situação atual e as perspectivas de produção para os principais países produtores e exportadores. A UE (27) deverá aumentar a sua produção em + 0,1% em 2013, inferior aos + 0,6% do ano anterior, alcançando139,2 milhões de t, com pequeno aumento da demanda interna e exportações estimadas em 7,8% de sua produção. Essa região experimentou um inverno rigoroso e longo no primeiro semestre de 2013 e altos custos de produção, o que diminuiu a lucratividade da atividade, reduzindo a produção. O segundo semestre deverá apresentar preços altos para os produtores e menores preços das rações, o que impactará positivamente a produção. A UE - 27 destina uma proporção crescente de leite para a produção de queijos. A tendência de redução do rebanho permanece, sendo estimada em - 0,6% em 2013 relativamente ao ano anterior, totalizando 22,7 milhões de cabeças. De acordo com dados divulgados pela Organization for Economic Cooperation and Development e Food and Agriculture Organization (OECD/FAO), Agricultural Outlook , de 2013, a produção da UE - 27 deverá aumentar em + 0,6% aa até 2022, considerando-se como base a média de produção do período entre 2010 e O fim do sistema de quotas na UE - 27, em abril/2015, não deverá impactar a 4 De acordo com a OECD/FAO (Organization for Economic Cooperation and Development/Food and Agriculture Orgnization) Agricultural Outlook, de 2012, a produção mundial de leite advém de 626 milhões de animais, sendo 83% vacas; 13% búfalos, 2,0% cabras; 1% ovelhas e 1% camelos. Nos países desenvolvidos a produção advém, em sua maioria, de vacas leiteiras (Estados Unidos 100% e União Européia %), enquanto nos países em desenvolvimento esses percentuais são menores: Etiópia (82%), Argélia (78%) e Índia (40%). 8

9 produção significativamente, devido ao atual não preenchimento das quotas e à reestruturação que ocorre atualmente no sistema europeu de produção de lácteos. Nos Estados Unidos, a produção aumentou + 2,1% em 2012 e deverá aumentar + 0,9% em 2013, alcançando 91,6 milhões de t. No primeiro semestre de 2013 houve um aumento dos preços pagos ao produtor, o que impulsionou a recuperação da atividade. Conforme as projeções da OECD/FAO, o aumento da produção nos próximos dez anos deverá ser de + 1,7% aa. De acordo com a FAO Food Outlook, de junho/2013, as exportações norte-americanas de lácteos, em equivalente leite, aumentaram de 4,1 milhões de t, no período , para uma estimativa de 5,1 milhões de t em 2013 em equivalente leite (ou + 22,3%), principalmente de leite em pó desnatado, aumentando substancialmente a sua participação no mercado internacional de 8,9% para 9,3% das exportações totais mundiais, sendo o terceiro maior exportador em equivalente leite, depois de Nova Zelândia e UE Os produtores americanos propõem que a nova Farm Bill contemple, não só a proteção contra queda de preços, mas também contra a redução das margens causadas por extremas variações nos custos de produção. Estuda-se também a reintrodução do apoio de preços vinculado aos níveis de produção (recoupling), desde que com vinculação com as margens de retorno da atividade, o que deverá também aumentar as exportações. O Brasil, quarto maior produtor mundial, aumentou a sua produção de leite de vaca a um ritmo de + 4,6% aa no período , estimando-se haver alcançado 34,1 milhões de t em 2012, um aumento de + 3,0% em relação ao ano anterior. A depender do comportamento da produção no segundo semestre deste ano, a produção deverá aumentar + 3,0%, atingindo 35,1 milhões de toneladas, mesmo com um cenário de custos de produção altos, seca no Nordeste e déficit na balança comercial de lácteos. Para os próximos dez anos a taxa média anual estimada de aumento da produção é de + 2,1% aa, inferior ao desempenho dos últimos cinco anos, de + 4,6% aa. 9

10 A produção na China continuará em expansão em 2013 a uma taxa de + 6,3%, devendo alcançar 34,6 milhões de t. A taxa média anual de redução foi de - 1,3% aa nos últimos cinco anos e deveu-se à reorganização do setor lácteo no país, com o governo intervindo para reestruturar a indústria nacional e melhorar a qualidade e confiança nos produtos domésticos. De acordo com as projeções da OECD/FAO, Agricultural Outlook , a produção chinesa de leite deverá aumentar a uma taxa média de + 3,4% aa nos próximos dez anos, assumindo como base a média de produção do período A produção na Nova Zelândia está estimada em 19,1 milhões de t em 2013, uma redução de - 6,8% na comparação com o ano anterior, devido à seca que atingiu o país e ao aumento dos custos de produção. Suas exportações deverão representar 33,5% do total das exportações em equivalente leite mundiais em 2013, tendo sido de 30,8% no período , sendo o maior exportador mundial, devendo exportar 93,5% de sua produção no ano corrente. Prevê-se, de acordo com o USDA/FAS, as seguintes participações percentuais das exportações neozelandesas das principais commodities em 2013: 63,8% (1,4 milhão de t) do total das exportações mundiais de leite em pó integral; 88,9% (480 mil t) das de manteiga; 24,8% (405 mil t) das de leite em pó desnatado; e 16,0% (270 mil t) das de queijo. O rebanho leiteiro do país deverá se reduzir em - 0,1% em 2013 e a região enfrenta crescentemente bruscas alterações climáticas como a recente severa seca. A previsão de aumento da produção para os próximos dez anos está estimada em + 2,8% aa. A produção na Argentina deverá ser de 12,2 milhões de t em 2013, um aumento de + 3,5% sobre o ano anterior, tendo sido de + 3,0% em 2012, devido ao aumento da demanda externa. Para os próximos dez anos (base no período ), a OECD/FAO estima que a sua produção deverá aumentar + 3,8 % aa. Sua participação, em equivalente leite, no mercado externo deverá diminuir de 3,7% no período para uma estimativa de 3,4% em Conforme o relatório do USDA/FAS, em 2013 a Argentina deverá exportar 239 mil t de leite em pó integral (terceiro maior exportador); 62 mil t de queijo (sexto maior exportador); 25 mil t de manteiga (quinto maior exportador); e 20 mil t de leite em pó desnatado (quinto maior exportador). Após um período de pouco aumento da produção entre 2008 e 2012, a produção de leite na Austrália deverá se reduzir em - 0,5% em 2013, alcançando 9,7 milhões de t. O rebanho deverá se reduzir em - 0,3% em O crescimento da produção até 2022 está estimado em + 1,5 % aa. Suas exportações diminuíram de 6,9% das exportações mundiais no período para uma estimativa de 6,3% em 2013, sendo o quarto maior exportador em equivalente leite. De acordo com as informações do USDA/FAS, o país deverá exportar, em 2013, queijo (185 mil t); leite em pó desnatado (165 mil t); leite em pó integral (100 mil t); e manteiga (60 mil t). As projeções da OECD/FAO para o crescimento da produção mundial de leite de vaca e outros animais na próxima década indicam um aumento de + 22,8% entre a média do período a 2022, a uma taxa média anual de + 2,3% aa, um acréscimo de 168,0 milhões de t. Na década anterior, o aumento da produção mundial ocorreu a uma taxa de + 2,4% aa, entre 2003 e A produção de leite estará crescentemente sujeita a limitações de falta de água e de terras apropriadas nos países em desenvolvimento e nos desenvolvidos, nesses últimos adicionando-se restrições ambientais, respeito ao bem-estar dos animais e crescentes custos de produção. Os países desenvolvidos deverão aumentar a sua produção em + 12,0%, entre a média e 2022, um acréscimo de 44,1 milhões de t, ou 26,3% do acréscimo da produção mundial, a uma taxa de + 1,3 % aa, alcançando 412,2 milhões de t no final do período. No mesmo período, os países em 10

11 desenvolvimento terão um aumento de sua produção de + 33,6%, ou 123,8 milhões de t, a uma taxa de + 3,3 % aa, alcançando 492,9 milhões de t em 2022, participando com 73,7% do acréscimo da produção mundial nos próximos dez anos, principalmente devido ao acréscimo da produção na Índia (29,7% do acréscimo da produção), que inclui leite de búfalo, Europa (9,3% do acréscimo da produção); China (9,0% do acréscimo da produção) e Estados Unidos (8,7% do acréscimo da produção entre e 2022). No entanto, de acordo com o relatório da OECD/FAO, quando se compara o aumento da produção de derivados lácteos entre a média e 2022, entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, as participações são aproximadamente as mesmas, 49,0% e 51,0%, respectivamente. No que se refere aos derivados lácteos, a produção mundial de manteiga aumentará + 34,8% nos próximos dez anos, a uma taxa média anual de + 3,4% aa, evoluindo de 9,8 milhões de t, no período , para 13,3 milhões de t em 2022; a produção mundial de queijo deverá aumentar + 14,7%, a uma taxa de + 1,5% aa, evoluindo de 20,3 milhões de t para 23,3 milhões de t no mesmo período; a produção de leite em pó desnatado aumentará + 29,1%, a uma taxa de + 2,9 % aa, evoluindo de 3,61 milhões de t para 4,66 milhões de t no final do período; e a produção de leite em pó integral aumentará + 23,2 %, a uma taxa média de + 2,3 % aa, de 4,57 milhões de t, no período base de , alcançando 5,63 milhões de t em 2022 (Gráfico 10). Maria Helena Fagundes Tel.: 55 (61)

LEITE E DERIVADOS AGOSTO / 2014 /2014/2009

LEITE E DERIVADOS AGOSTO / 2014 /2014/2009 LEITE E DERIVADOS AGOSTO / 2014 /2014/2009 1. Mercado nacional 1.1 Preços pagos ao produtor Os preços nominais médios brutos 1 pagos ao produtor em agosto, ponderados pela produção, dos sete estados pesquisados

Leia mais

LEITE E DERIVADOS NOVEMBRO / 2015

LEITE E DERIVADOS NOVEMBRO / 2015 LEITE E DERIVADOS NOVEMBRO / 2015 1. Mercado nacional 1.1 Preços pagos ao produtor O preço nominal médio bruto 1 pago ao produtor em novembro, média nacional ponderada pela produção dos sete estados pesquisados

Leia mais

LEITE E DERIVADOS SETEMBRO / 2014 /2014/2009

LEITE E DERIVADOS SETEMBRO / 2014 /2014/2009 LEITE E DERIVADOS SETEMBRO / 2014 /2014/2009 1. Mercado nacional 1.1 Preços pagos ao produtor Os preços nominais médios brutos 1 pagos ao produtor em setembro, ponderados pela produção, dos sete estados

Leia mais

LEITE E DERIVADOS JULHO / 2015

LEITE E DERIVADOS JULHO / 2015 LEITE E DERIVADOS JULHO / 2015 1. Mercado nacional 1.1 Preços pagos ao produtor Os preços nominais médios brutos 1 pagos ao produtor em ho, ponderados pela produção, dos e estados pesquisados pelo Centro

Leia mais

Conab Companhia Nacional de Abastecimento SGAS 901 Conjunto A Lote Brasília-DF Tel: (61)

Conab Companhia Nacional de Abastecimento SGAS 901 Conjunto A Lote Brasília-DF Tel: (61) LEITE E DERIVADOS /2009 1. Mercado nacional: preços pagos ao produtor FEVEREIRO/2012 Os preços pagos ao produtor em fevereiro, média ponderada pela produção, dos e estados pesquisados pelo Centro de Estudos

Leia mais

Dados do Censo Agropecuário Confirmam Concentração da Atividade Leiteira no Brasil

Dados do Censo Agropecuário Confirmam Concentração da Atividade Leiteira no Brasil Dados do Censo Agropecuário Confirmam Concentração da Atividade Leiteira no Brasil Ézio José Gomes Os dados do último Censo Agropecuário do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, de 2006

Leia mais

PRODUÇÃO E PERPECTIVAS DA CADEIA DO LEITE NA AGRICULTURA FAMILIAR. Eng. Agr. Breno Kirchof

PRODUÇÃO E PERPECTIVAS DA CADEIA DO LEITE NA AGRICULTURA FAMILIAR. Eng. Agr. Breno Kirchof PRODUÇÃO E PERPECTIVAS DA CADEIA DO LEITE NA AGRICULTURA FAMILIAR Eng. Agr. Breno Kirchof SITUAÇÃO MUNDIAL PRODUÇÃO MUNDIAL LEITE VACA - 599,6 bilhões de litros leite/ano CRESCIMENTO PRODUÇÃO - 1% a 2%

Leia mais

O que esperar do mercado de leite no Brasil e no mundo

O que esperar do mercado de leite no Brasil e no mundo O que esperar Desenvolver do do mercado de de leite no no e fortalecer Brasil e o e no agronegócio no mundo O que esperar do mercado de leite no Rafael Ribeiro de Lima Filho zootecnista Scot Consultoria

Leia mais

CONJUNTURA ECONÔMICA

CONJUNTURA ECONÔMICA CONJUNTURA ECONÔMICA A conjuntura econômica do último mês foi marcada por aceleração dos principais índices de inflação em todo Brasil. Em janeiro, o IPCA avançou 1,24% em nível de Brasil, esta foi a maior

Leia mais

A produção mundial e nacional de leite - a raça girolando - sua formação e melhoramento

A produção mundial e nacional de leite - a raça girolando - sua formação e melhoramento A produção mundial e nacional de leite - a raça girolando - sua formação e melhoramento Duarte Vilela chgeral@cnpgl.embrapa.br Audiência Pública - 18/05/2010 Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento

Leia mais

Conjuntura Macroeconômica e Setorial

Conjuntura Macroeconômica e Setorial Conjuntura Macroeconômica e Setorial O ano de 2012 foi um ano desafiador para a indústria mundial de carnes. Apesar de uma crescente demanda por alimentos impulsionada pela contínua expansão da renda em

Leia mais

INDÚSTRIA DE ALIMENTAÇÃO ANIMAL

INDÚSTRIA DE ALIMENTAÇÃO ANIMAL INDÚSTRIA DE ALIMENTAÇÃO ANIMAL Em 2011: Registrou incremento de 5,2% Em 2011, o setor cresceu 5,2%, movimentou R$ 40 bilhões em insumos e produziu 64,5 milhões de toneladas de ração e 2,35milhões de suplementos

Leia mais

Açúcar: Informativo Quinzenal. Oferta se acentua e preços cedem. Indicador de Açúcar Cristal Cepea/Esalq Estado de São Paulo.

Açúcar: Informativo Quinzenal. Oferta se acentua e preços cedem. Indicador de Açúcar Cristal Cepea/Esalq Estado de São Paulo. Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada CEPEA/ESALQ/USP 25 de maio de 2011 Volume 1, Edição 22 Açúcar: Informativo Quinzenal Indicador de Açúcar Cristal Cepea/Esalq Estado de São Paulo DATA Valor

Leia mais

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos LEITE E DERIVADOS NOVEMBRO DE 2015

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos LEITE E DERIVADOS NOVEMBRO DE 2015 DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos LEITE E DERIVADOS NOVEMBRO DE 2015 PRODUTOS 0,5% Exportação 46% Leite 41% Leite Condensado e Creme de Leite 55% Venezuela 11% Argélia Leite Fluido 34

Leia mais

OPORTUNIDADES PARA A PRODUÇÃO DE LEITE NO BRASIL

OPORTUNIDADES PARA A PRODUÇÃO DE LEITE NO BRASIL OPORTUNIDADES PARA A PRODUÇÃO DE LEITE NO BRASIL 1. Produção de Leite Rodrigo Sant`Anna Alvim 1 O Brasil conta com um setor leiteiro que vem crescendo substancialmente nos últimos anos. Grande importador

Leia mais

Mercado do Boi Gordo

Mercado do Boi Gordo Mercado do Boi Gordo Perspectivas para os próximos anos SIC Esteio - RS Agosto 2006 Fabiano R. Tito Rosa Scot Consultoria Índice 1. Brasil: país pecuário 2. Comportamento dos preços internos 3. Perspectivas

Leia mais

Participação da agropecuária nas exportações totais (IPEA)

Participação da agropecuária nas exportações totais (IPEA) Alicia Ruiz Olalde Participação da agropecuária nas exportações totais (IPEA) Exportações Agronegócio (CEPEA) Em 2012, a receita das exportações do agronegócio brasileiro alcançou US$ 97 bilhões. Em 2014,

Leia mais

Síntese. Políticas Agrícolas nos Países da OCDE

Síntese. Políticas Agrícolas nos Países da OCDE Síntese Políticas Agrícolas nos Países da OCDE Monitoramento e Avaliação 2002 Overview Agricultural Policies in OECD Countries - Monitoring and Evaluation 2002 As Sínteses constituem-se em excertos de

Leia mais

PREÇO CAI, MAS AINDA É SUPERIOR AOS VALORES DE JANEIRO/13

PREÇO CAI, MAS AINDA É SUPERIOR AOS VALORES DE JANEIRO/13 Uma publicação do CEPEA - ESALQ/USP Ano 20 nº 226 Fevereiro 2014 Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada - ESALQ/USP Receba este Boletim também por e-mail. Instruções na última página! PREÇO CAI,

Leia mais

A visão de longo prazo contempla: Produção Exportações líquidas Estoques. Área plantada Produtividade Consumo doméstico (total e per capita)

A visão de longo prazo contempla: Produção Exportações líquidas Estoques. Área plantada Produtividade Consumo doméstico (total e per capita) Fornecer aos agentes envolvidos no agronegócio, notadamente as indústrias de insumos agropecuários e de alimentos, além dos produtores, Governo e academia, informações estratégicas sobre a dinâmica futura

Leia mais

América Latina como Novo Pólo de Produção de Leite

América Latina como Novo Pólo de Produção de Leite Workshop Regional sobre Cooperativismo Lácteo América Latina como Novo Pólo de Produção de Leite Vicente Nogueira Netto Fepale OCB/CBCL Cotrial Curitiba, 08 de julho de 2008 Agenda Mudanças recentes no

Leia mais

Mercado Mundial de Carne Ovina e Caprina

Mercado Mundial de Carne Ovina e Caprina Mercado Mundial de Carne Ovina e Caprina Brasília, julho de 2007 Matheus A. Zanella 1 Superintendência Técnica da CNA Este artigo apresenta um panorama dos principais indicadores do mercado mundial de

Leia mais

ANGUS: Fábio Schuler Medeiros. Médico Veterinário, D. Sc Gerente Nacional do Programa Carne Angus Certificada Associação Brasileira de Angus

ANGUS: Fábio Schuler Medeiros. Médico Veterinário, D. Sc Gerente Nacional do Programa Carne Angus Certificada Associação Brasileira de Angus ANGUS: Rentabilidade e mercado Fábio Schuler Medeiros Médico Veterinário, D. Sc Gerente Nacional do Programa Carne Angus Certificada Associação Brasileira de Angus Nossos Questionamentos... Como está a

Leia mais

Uma publicação do DCECO UFSJ Ano III Nº 33 Janeiro de 2011. Problemas ambientais versus educação ambiental

Uma publicação do DCECO UFSJ Ano III Nº 33 Janeiro de 2011. Problemas ambientais versus educação ambiental Uma publicação do DCECO UFSJ Ano III Nº 33 Janeiro de 2011 Problemas ambientais versus educação ambiental Por: Jisleny da Cruz e Heloísa Carneiro* A cadeia produtiva do leite, em abrangência nacional,

Leia mais

TRIGO Período de 02 a 06/11/2015

TRIGO Período de 02 a 06/11/2015 TRIGO Período de 02 a 06//205 Tabela I - PREÇO PAGO AO PRODUTOR (em R$/60 kg) Centro de Produção Unid. 2 meses Períodos anteriores mês (*) semana Preço Atual PR 60 kg 29,56 35,87 36,75 36,96 Semana Atual

Leia mais

Atual cenário da produção de leite mundial e nacional. Valter Bertini Galan

Atual cenário da produção de leite mundial e nacional. Valter Bertini Galan Atual cenário da produção de leite mundial e nacional Valter Bertini Galan Meu histórico Engenheiro Agrônomo (ESALQ/USP) Mestre em Administração (FEA/USP) Produtor de leite & pequeno laticinista Cepea:

Leia mais

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2013

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2013 Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2013 As exportações em março apresentaram aumento de +27,85% em relação a fevereiro. O valor exportado superou novamente a marca de US$ 1 bilhão, atingindo

Leia mais

Panorama Geral da Ovinocultura no Mundo e no Brasil

Panorama Geral da Ovinocultura no Mundo e no Brasil Revista Ovinos, Ano 4, N 12, Porto Alegre, Março de 2008. Panorama Geral da Ovinocultura no Mundo e no Brasil João Garibaldi Almeida Viana 1 Os ovinos foram uma das primeiras espécies de animais domesticadas

Leia mais

ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES MATO-GROSSENSES Janeiro a Dezembro / 2007

ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES MATO-GROSSENSES Janeiro a Dezembro / 2007 ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES MATO-GROSSENSES / 2007 1- Balança Comercial Mato Grosso continua tendo superávit na Balança Comercial registrando em 2007 um expressivo saldo de US$ 4,38 bilhões valor que representa

Leia mais

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro

Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia e Comércio / Integração Regional Jéssica Naime 09 de setembro de 2005 Aspectos recentes do Comércio Exterior Brasileiro Análise Economia

Leia mais

Leite de Cabra Departamento de Ciências Econômicas UFSJ. Orientador.: Prof. Ívis Bento de Lima

Leite de Cabra Departamento de Ciências Econômicas UFSJ. Orientador.: Prof. Ívis Bento de Lima Leite de Cabra Departamento de Ciências Econômicas UFSJ Orientador.: Prof. Ívis Bento de Lima Leite de Cabra Uma função social no Município de Coronel Xavier Chaves Aluno: Alexandre Rodrigues Loures A

Leia mais

ÍNDIA ATUALIZA SUAS PERSPECTIVAS DE PRODUÇÃO E FRUSTRA RECUPERAÇÃO EM NOVA YORK E LONDRES

ÍNDIA ATUALIZA SUAS PERSPECTIVAS DE PRODUÇÃO E FRUSTRA RECUPERAÇÃO EM NOVA YORK E LONDRES Boletim Semanal sobre Tendências de Mercados Ano XVII 08/junho/2015 n. 578 ÍNDIA ATUALIZA SUAS PERSPECTIVAS DE PRODUÇÃO E FRUSTRA RECUPERAÇÃO EM NOVA YORK E LONDRES O segundo maior produtor mundial da

Leia mais

Milho Período: 11 a 15/05/2015

Milho Período: 11 a 15/05/2015 Milho Período: 11 a 15/05/2015 Câmbio: Média da semana: U$ 1,00 = R$ 3,0203 Nota: A paridade de exportação refere-se ao valor/sc desestivado sobre rodas, o que é abaixo do valor FOB Paranaguá. *Os preços

Leia mais

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Junho 2010

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Junho 2010 Depenho do Comércio Exterior Paranaense Junho 2010 As exportações em junho apresentaram redução de 8,57% sobre maio após expansão por quatro meses consecutivos. Desta forma, supera a marca de US$ 1 bilhão

Leia mais

O melhoramento animal e a qualidade do leite no Brasil

O melhoramento animal e a qualidade do leite no Brasil O melhoramento animal e a qualidade do leite no Brasil Rodrigo Sant Anna Alvim 1 e Marcelo Costa Martins 2 1 Engenheiro Agrônomo, Presidente da Comissão Nacional de Pecuária da CNA 2 Engenheiro Agrônomo,

Leia mais

Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária RETROSPECTIVA DE 2012 E PERSPECTIVAS PARA 2013

Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária RETROSPECTIVA DE 2012 E PERSPECTIVAS PARA 2013 Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária RETROSPECTIVA DE 2012 E PERSPECTIVAS PARA 2013 dezembro, 2012 Índice 1. Algodão 2. Soja 3. Milho 4. Boi Gordo 5. Valor Bruto da Produção ALGODÃO Mil toneladas

Leia mais

Figura 1 Principais índices de inflação, em variação % jul/13 ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14

Figura 1 Principais índices de inflação, em variação % jul/13 ago/13 set/13 out/13 nov/13 dez/13 jan/14 fev/14 mar/14 abr/14 mai/14 jun/14 jul/14 Conjuntura Econômica A conjuntura econômica do último mês e da primeira quinzena de agosto foi marcada por redução do IPCA no Mato Grosso do Sul e estabilidade no Brasil. Além disso, acertou-se a expansão

Leia mais

Grupo de pesquisa: 1) Comercialização, Mercados e Preços Agrícolas FORMA DE APRESENTAÇÃO ORAL COM DEBATEDOR

Grupo de pesquisa: 1) Comercialização, Mercados e Preços Agrícolas FORMA DE APRESENTAÇÃO ORAL COM DEBATEDOR Leandro Augusto Ponchio CPF: 283.568.088-80 Pesquisador do CEPEA/ESALQ/USP Rua Pádua Dias, 11 Caixa postal 132 CEP: 13.400-970 Piracicaba-SP. e-mail: laponchi@esalq.usp.br Alexandre Lopes Gomes CPF: 030.071.446-71

Leia mais

PROJEÇÕES DO AGRONEGÓCIO Brasil 2009/10 a 2019/20

PROJEÇÕES DO AGRONEGÓCIO Brasil 2009/10 a 2019/20 PROJEÇÕES DO AGRONEGÓCIO Brasil 2009/10 a 2019/20 AGE - ASSESSORIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA Chefe da AGE: Derli Dossa. E-mail: derli.dossa@agricultura.gov.br Equipe Técnica: José Garcia Gasques. E-mail: jose.gasques@agricultura.gov.br

Leia mais

Milho - Análise da Conjuntura Agropecuária

Milho - Análise da Conjuntura Agropecuária Milho - Análise da Conjuntura Agropecuária Outubro de 2012. MUNDO O milho é o cereal mais produzido no mundo. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção média do

Leia mais

ÁREA DE MILHO CRESCEU 4,9% NA SAFRA 2012/2013, A MAIOR DESDE 1937, INDICANDO QUE O PAÍS COLHERIA UMA SAFRA RECORDE ESTE ANO

ÁREA DE MILHO CRESCEU 4,9% NA SAFRA 2012/2013, A MAIOR DESDE 1937, INDICANDO QUE O PAÍS COLHERIA UMA SAFRA RECORDE ESTE ANO GRÃOS: SOJA, MILHO, TRIGO e ARROZ TENDÊNCIAS DOS MERCADOS PARA 2012/2013 NO BRASIL E NO MUNDO Carlos Cogo Setembro/2012 PRODUÇÃO MUNDIAL DEVE RECUAR 4,1% NA SAFRA 2012/2013 ESTOQUES FINAIS MUNDIAIS DEVEM

Leia mais

Levin Flake Economista Senior de Comércio Escritório de Análise Global Serviço Exterior de Agricultura Departamento de Agricultura dos Estados Unidos

Levin Flake Economista Senior de Comércio Escritório de Análise Global Serviço Exterior de Agricultura Departamento de Agricultura dos Estados Unidos Levin Flake Economista Senior de Comércio Escritório de Análise Global Serviço Exterior de Agricultura Departamento de Agricultura dos Estados Unidos Levin.Flake@fas.usda.gov Global Policy Analysis Division

Leia mais

Milho Período: 16 a 20/03/2015

Milho Período: 16 a 20/03/2015 Milho Período: 16 a 20/03/2015 Câmbio: Média da semana: U$ 1,00 = R$ 3,2434 Nota: A paridade de exportação refere-se ao valor/sc desestivado sobre rodas, o que é abaixo do valor FOB Paranaguá. *Os preços

Leia mais

MERCADO LÁCTEO. O Papel da Indústria na Conquista de Mercados Alexandre Guerra Presidente. 2015: Um ano de margens ajustadas

MERCADO LÁCTEO. O Papel da Indústria na Conquista de Mercados Alexandre Guerra Presidente. 2015: Um ano de margens ajustadas MERCADO LÁCTEO O Papel da Indústria na Conquista de Mercados Alexandre Guerra Presidente 2015: Um ano de margens ajustadas -1,18 PIB 2015 Previsão de 2,8% em janeiro de 2014 8,26% Previsão Inflação 2015

Leia mais

Paulo do Carmo Martins Economista (UFJF) Mestre em Economia Aplicada (UFV) Doutor em Economia Aplicada (USP) Pesquisador Embrapa Gado de Leite

Paulo do Carmo Martins Economista (UFJF) Mestre em Economia Aplicada (UFV) Doutor em Economia Aplicada (USP) Pesquisador Embrapa Gado de Leite Tendências para o Setor Lácteo do Brasil e da América Latina Paulo do Carmo Martins Economista (UFJF) Mestre em Economia Aplicada (UFV) Doutor em Economia Aplicada (USP) Pesquisador Embrapa Gado de Leite

Leia mais

JURANDI MACHADO - DIRETOR. Cenário Carnes 2014/2015

JURANDI MACHADO - DIRETOR. Cenário Carnes 2014/2015 JURANDI MACHADO - DIRETOR Cenário Carnes 2014/2015 Oferta e Demanda de Carne Suína CARNE SUÍNA 2014 (a)* no Mundo (Mil toneladas) 2015 (b)* Var % (b/a) PRODUÇÃO 110.606 111.845 1,12 CONSUMO 109.882 111.174

Leia mais

BOLETIM CUSTOS E PREÇOS. Novembro de 2013

BOLETIM CUSTOS E PREÇOS. Novembro de 2013 BOLETIM CUSTOS E PREÇOS Novembro de 2013 Milho: Neste mês o mercado de milho registrou comportamento diferenciado. Em algumas localidades ocorreram quedas nos preços, caso do Paraná, e sustentação em outras,

Leia mais

PERFIL DO AGRONEGÓCIO MUNDIAL SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO

PERFIL DO AGRONEGÓCIO MUNDIAL SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO PERFIL DO AGRONEGÓCIO MUNDIAL SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO Março/2013 2 ÍNDICE 03. Apresentação 04. População Mundial 05. População ocupada 06. PIB Mundial 07. PIB per capita Mundial 08. Exportação Mundial

Leia mais

CONJUNTURA DE SAFRAS, OU MAIS DO MESMO: EXPANSÃO DA FRONTEIRA AGRÍCOLA COM SOJA EM 2015/16

CONJUNTURA DE SAFRAS, OU MAIS DO MESMO: EXPANSÃO DA FRONTEIRA AGRÍCOLA COM SOJA EM 2015/16 CONJUNTURA DE SAFRAS, OU MAIS DO MESMO: EXPANSÃO DA FRONTEIRA AGRÍCOLA COM SOJA EM 2015/16 A Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), divulgou recentemente sua primeira estimativa para a safra brasileira

Leia mais

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos CARNE BOVINA NOVEMBRO DE 2015

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos CARNE BOVINA NOVEMBRO DE 2015 DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos CARNE BOVINA NOVEMBRO DE 2015 PRODUTOS PARTICIPAÇÃO NA PRODUÇÃO Produção de carnes NACIONAL - USDA - mil ton DO COMPLEXO CARNES - 2014 Carne Bovina

Leia mais

USDA REAFIRMA DÉFICIT INTERNACIONAL EM 2015/16 - MERCADO REAGE TIMIDAMENTE

USDA REAFIRMA DÉFICIT INTERNACIONAL EM 2015/16 - MERCADO REAGE TIMIDAMENTE Boletim Semanal sobre Tendências de Mercados Ano XVII 30/novembro/2015 n. 603 USDA REAFIRMA DÉFICIT INTERNACIONAL EM 2015/16 - MERCADO REAGE TIMIDAMENTE Com o título já enfático sobre o futuro dos preços

Leia mais

O MERCADO DE SOJA 1. INTRODUÇÃO

O MERCADO DE SOJA 1. INTRODUÇÃO O MERCADO DE SOJA 1. INTRODUÇÃO A soja é a commodity mais importante do Brasil, pelo valor da produção obtida de grão, óleo e farelo, significativa parcela na receita cambial, área plantada, consumo de

Leia mais

Cadeia Produtiva do Leite. Médio Integrado em Agroindústria

Cadeia Produtiva do Leite. Médio Integrado em Agroindústria Médio Integrado em Agroindústria A importância da cadeia do leite A cadeia do leite e de seus derivados desempenha papel relevante no suprimento de alimentos e na geração de emprego e renda, se igualando

Leia mais

Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18

Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18 Atlas Digital de MINAS GERAIS 1 de 18 Características Agropecuárias A sociedade brasileira viveu no século XX uma transformação socioeconômica e cultural passando de uma sociedade agrária para uma sociedade

Leia mais

Alta do dólar reforça aumento dos custos de produção

Alta do dólar reforça aumento dos custos de produção Alta do dólar reforça aumento dos custos de produção Por Prof. Dr. Sergio De Zen e Graziela Correr; Equipe Pecuária de Corte Se, de um lado, a forte alta do dólar frente ao Real tem contribuído para elevar

Leia mais

PERSPECTIVAS PARA O AGRONEGÓCIO:

PERSPECTIVAS PARA O AGRONEGÓCIO: PERSPECTIVAS PARA O AGRONEGÓCIO: REFLEXÕES, OPORTUNIDADES E DESAFIOS Marcelo Fernandes Guimarães Coordenador Geral de Estudos e Informações Agropecuárias Secretaria de Política Agrícola Principais Perspectivas

Leia mais

LEITE E DERIVADOS NOVEMBRO / 2013 /2009

LEITE E DERIVADOS NOVEMBRO / 2013 /2009 LEITE E DERIVADOS NOVEMBRO / 2013 /2009 1. Mercado nacional: preços pagos ao produtor e produção sob inspeção Os preços nominais médios brutos 1 pagos ao produtor em embro, ponderados pela produção, dos

Leia mais

O MERCADO DE TRIGO. O balanço mundial de trigo, ao longo das safras analisadas, é visualizado na

O MERCADO DE TRIGO. O balanço mundial de trigo, ao longo das safras analisadas, é visualizado na O MERCADO DE TRIGO 1. INTRODUÇÃO O Brasil é o maior importador mundial de trigo e a sua dependência se torna acentuada à medida que os estoques públicos e privados se reduzem. A safra 2007/08 apresenta-se

Leia mais

Panorama Atual e Plano de Desenvolvimento para a Caprinovinocultura

Panorama Atual e Plano de Desenvolvimento para a Caprinovinocultura Panorama Atual e Plano de Desenvolvimento para a Caprinovinocultura Francisco Edilson Maia Presidente da Comissão Nacional de Caprinos e Ovinos CNA Presidente da Câmara Setorial e Temática de Ovinos e

Leia mais

PANORAMA DA PRODUÇÃO DE LEITE EM PASTAGENS NO BRASIL

PANORAMA DA PRODUÇÃO DE LEITE EM PASTAGENS NO BRASIL PANORAMA DA PRODUÇÃO DE LEITE EM PASTAGENS NO BRASIL ALICE: Gato, qual o caminho correto? GATO: Depende Alice... Para onde você quer ir? ALICE: Não sei, estou perdida. GATO: Para quem não sabe onde quer

Leia mais

PROJETO DE PESQUISA EMPRESA JÚNIOR FABAVI VITÓRIA DIRETORIA DE PROJETOS SOCIAIS. Projeto: CESTA BÁSICA DA CLASSE MÉDIA CAPIXABA

PROJETO DE PESQUISA EMPRESA JÚNIOR FABAVI VITÓRIA DIRETORIA DE PROJETOS SOCIAIS. Projeto: CESTA BÁSICA DA CLASSE MÉDIA CAPIXABA EMPRESA JÚNIOR FABAVI VITÓRIA DIRETORIA DE PROJETOS SOCIAIS PROJETO DE PESQUISA Projeto: CESTA BÁSICA DA CLASSE MÉDIA CAPIXABA Período: Janeiro a Dezembro de 2012 Vitória, dezembro de 2012 Cesta Básica

Leia mais

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Novembro 2012

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Novembro 2012 Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Novembro 2012 As exportações em novembro apresentaram diminuição de 27,64% em relação a outubro. Continuam a superar a marca de US$ 1 bilhão, agora pela vigésima-segunda

Leia mais

Agronegócio. Realidade e Perspectivas Foco no ARROZ. Araranguá SC, Fevereiro de 2014 Vlamir Brandalizze. 41 3379 8719 brandalizze@uol.com.

Agronegócio. Realidade e Perspectivas Foco no ARROZ. Araranguá SC, Fevereiro de 2014 Vlamir Brandalizze. 41 3379 8719 brandalizze@uol.com. Agronegócio Realidade e Perspectivas Foco no ARROZ Araranguá SC, Fevereiro de 2014 Vlamir Brandalizze 41 3379 8719 brandalizze@uol.com.br GRÃOS Produção (milhões de T. USDA - Fevereiro de 2014; Projeções

Leia mais

O AMBIENTE ECONÔMICO. Boletim n.º 05 1º trimestre de 2013. Taxa de juros - SELIC (fixada pelo Comitê de Política Monetária COPOM)

O AMBIENTE ECONÔMICO. Boletim n.º 05 1º trimestre de 2013. Taxa de juros - SELIC (fixada pelo Comitê de Política Monetária COPOM) Boletim n.º 05 1º trimestre de O AMBIENTE ECONÔMICO Taxa de juros - SELIC (fixada pelo Comitê de Política Monetária COPOM) Atividade econômica A economia brasileira, medida pelo desempenho do Produto Interno

Leia mais

Nota de Crédito PJ. Janeiro 2015. Fonte: BACEN Base: Novembro de 2014

Nota de Crédito PJ. Janeiro 2015. Fonte: BACEN Base: Novembro de 2014 Nota de Crédito PJ Janeiro 2015 Fonte: BACEN Base: Novembro de 2014 mai/11 mai/11 Carteira de Crédito PJ não sustenta recuperação Após a aceleração verificada em outubro, a carteira de crédito pessoa jurídica

Leia mais

O Mercado Mundial de Commodities. Palestrante: André Pessôa (Agroconsult) Debatedor: André Nassar (Icone)

O Mercado Mundial de Commodities. Palestrante: André Pessôa (Agroconsult) Debatedor: André Nassar (Icone) O Mercado Mundial de Commodities Palestrante: André Pessôa (Agroconsult) Debatedor: André Nassar (Icone) Um mercado em desequilíbrio: choque de demanda Relação Estoque/Uso (soja, milho, trigo e arroz)

Leia mais

Exportações no período acumulado de janeiro até abril de 2015. Total das exportações do Rio Grande do Sul. 2015 com abril de 2014.

Exportações no período acumulado de janeiro até abril de 2015. Total das exportações do Rio Grande do Sul. 2015 com abril de 2014. Este relatório tem por objetivo apresentar os principais números referentes ao comércio internacional do agronegócio do Rio Grande do Sul no mês de abril de 2015. Total das exportações do Rio Grande do

Leia mais

A aceleração da inflação de alimentos é resultado da combinação de fatores:

A aceleração da inflação de alimentos é resultado da combinação de fatores: SEGURIDADE ALIMENTARIA: apuesta por la agricultura familiar Seminario: Crisis alimentaria y energética: oportunidades y desafios para América Latina e el Caribe O cenário mundial coloca os preços agrícolas

Leia mais

BOLETIM CUSTOS E PREÇOS Abril de 2014

BOLETIM CUSTOS E PREÇOS Abril de 2014 BOLETIM CUSTOS E PREÇOS Abril de 2014 Milho: Os preços no mercado brasileiro ficaram estáveis e até mesmo um pouco mais baixos em algumas praças. A incerteza dos produtores quanto à produtividade do milho

Leia mais

AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado

AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado Mês de referência: JULHO/2011 CEPEA - SOJA I - Análise Conjuntural II - Séries Estatísticas 1. Diferenciais de preços 2. Estimativa do valor das alternativas

Leia mais

nº 3 Novembro 2009 MERCADOS O VINHO NOS E.U.A. BREVE CARACTERIZAÇÃO DO SECTOR

nº 3 Novembro 2009 MERCADOS O VINHO NOS E.U.A. BREVE CARACTERIZAÇÃO DO SECTOR nº 3 Novembro 29 MERCADOS O VINHO NOS E.U.A. BREVE CARACTERIZAÇÃO DO SECTOR O VINHO NOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA BREVE CARACTERIZAÇÃO DO SECTOR Índice 1. INTRODUÇÃO 2 2. PRODUÇÃO 3 3. EXPORTAÇÃO 5 4.

Leia mais

Agronegócio Internacional

Agronegócio Internacional Boletim do Agronegócio Internacional Agronegócio Internacional Recordistas de vendas no valor total exportado pelo Brasil jan-jul 2014/2013 Edição 03 - Agosto de 2014 O agronegócio representou 44% das

Leia mais

CONSUMO DE ETANOL CRESCE APENAS 2% EM 2014 NOS ESTADOS UNIDOS

CONSUMO DE ETANOL CRESCE APENAS 2% EM 2014 NOS ESTADOS UNIDOS Boletim Semanal sobre Tendências de Mercados Ano X 30/abril/2015 n. 443 CONSUMO DE ETANOL CRESCE APENAS 2% EM 2014 NOS ESTADOS UNIDOS A disponibilidade de dados feita pela Secretaria de Energia Ambiental

Leia mais

A PRODUCAO LEITEIRA NOS

A PRODUCAO LEITEIRA NOS A PRODUCAO LEITEIRA NOS ESTADOS UNIDOS Estatisticas A produção leiteira durante Janeiro de 2012 superou os 7 bilhões de kg, 3.7% acima de Janeiro de 2011. A produção por vaca foi em media 842 kg em Janeiro,

Leia mais

Ano 5 Nº 41 14/Setembro/2015

Ano 5 Nº 41 14/Setembro/2015 Ano 5 Nº 41 14/Setembro/2015 Ano 6, n. 47 - Outubro/2015 Embrapa Gado de Leite Rua Eugênio do Nascimento, 610 - Bairro Dom Bosco 36038-330 Juiz de Fora/MG Telefone: (32) 3311-7400 Fax: (32) 3311-7424 www.embrapa.br

Leia mais

Análise de Mercado do Sistema OCB

Análise de Mercado do Sistema OCB Análise de Mercado do Sistema OCB SUMÁRIO EXECUTIVO Mercado de Trigo nº 019 - Abril/2008 Equipe da Gerência de Mercados - GEMERC: Autor: Marcos Antonio Matos - Técnico de Mercado Coordenação: Evandro Scheid

Leia mais

Desempenho da Agroindústria em 2004. histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003), os

Desempenho da Agroindústria em 2004. histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003), os Desempenho da Agroindústria em 2004 Em 2004, a agroindústria obteve crescimento de 5,3%, marca mais elevada da série histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003),

Leia mais

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Maio 2012

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Maio 2012 Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Maio 2012 As exportações em maio apresentaram aumento de +39,13% em relação a abril, continuando a superar a marca de US$ 1 bilhão, agora pela décima-sexta vez

Leia mais

UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL UNIJUÍ CURSO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS

UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL UNIJUÍ CURSO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS 1 UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL UNIJUÍ CURSO DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS EVOLUÇÃO DOS PREÇOS DO LEITE E DERIVADOS NO MERCADO BRASILEIRO E MUNDIAL ANA CLÁUDIA BIELESKI BERLEZI

Leia mais

Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016

Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016 COMUNICADO No: 58 Empresas aéreas continuam a melhorar a rentabilidade Margem de lucro líquida de 5,1% para 2016 10 de dezembro de 2015 (Genebra) - A International Air Transport Association (IATA) anunciou

Leia mais

Balança Comercial 2003

Balança Comercial 2003 Balança Comercial 2003 26 de janeiro de 2004 O saldo da balança comercial atingiu US$24,8 bilhões em 2003, o melhor resultado anual já alcançado no comércio exterior brasileiro. As exportações somaram

Leia mais

Brasil como maior exportador mundial de carne bovina: conquistas e desafios

Brasil como maior exportador mundial de carne bovina: conquistas e desafios Brasil como maior exportador mundial de carne bovina: conquistas e desafios João Ricardo Albanez Superintendente de Política e Economia Agrícola, Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de

Leia mais

Tereos Internacional Resultados do Primeiro Trimestre 2014/15

Tereos Internacional Resultados do Primeiro Trimestre 2014/15 Tereos Internacional Resultados do Primeiro Trimestre 20 São Paulo 12 de agosto de 2014 Principais Iniciativas e Destaques do Operacional 2 Cana-de-açúcar Brasil: Aumento dos benefícios do programa Guarani

Leia mais

Índice de Confiança do Agronegócio

Índice de Confiança do Agronegócio Índice de Confiança do Agronegócio Primeiro Trimestre 2015 Principais Resultados:» Índice de Confiança do Agronegócio» Índice da Indústria (antes e depois da porteira)» Índice do Produtor Agropecuário

Leia mais

Commodities Agrícolas

Commodities Agrícolas Commodities Agrícolas CAFÉ CAFÉ Bolsas BM&F ICE FUTURES Contrato Fechamento Máxima Mínimo Variação Fechamento Máxima Mínimo Variação set/13 144,45 150,00 143,95-4,05 120,60 124,25 119,35-2,85 dez/13 148,50

Leia mais

JBS DAY Apresentação dos Resultados do 3T13 14 de Novembro de 2013

JBS DAY Apresentação dos Resultados do 3T13 14 de Novembro de 2013 JBS DAY Apresentação dos Resultados do 3T13 14 de Novembro de 2013 Apresentadores Wesley Batista Presidente Global da JBS André Nogueira Presidente da JBS USA Miguel Gularte Presidente da JBS Mercosul

Leia mais

Exportações no período acumulado de janeiro até março de 2015. Total das exportações do Rio Grande do Sul.

Exportações no período acumulado de janeiro até março de 2015. Total das exportações do Rio Grande do Sul. Este relatório tem por objetivo apresentar os principais números referentes ao comércio internacional do agronegócio do Rio Grande do Sul no mês de março de 2015. Total das exportações do Rio Grande do

Leia mais

O mercado de carnes suínas Tendências a 2021. Osler Desouzart osler@odconsulting.com.br

O mercado de carnes suínas Tendências a 2021. Osler Desouzart osler@odconsulting.com.br O mercado de carnes suínas Tendências a 2021 Osler Desouzart osler@odconsulting.com.br A produção de alimentos superou o crescimento demográfico. E continuará superando no futuro Macro tendências a 2021

Leia mais

FUNDAÇÃO PROCON-SP CONSTATA VARIAÇÃO DA CESTA BÁSICA DE -0,69% EM JULHO/2011

FUNDAÇÃO PROCON-SP CONSTATA VARIAÇÃO DA CESTA BÁSICA DE -0,69% EM JULHO/2011 FUNDAÇÃO PROCON-SP CONSTATA VARIAÇÃO DA CESTA BÁSICA DE -0,69% EM JULHO/2011 No mês de ho de 2011, o valor da cesta básica do paulistano teve queda de 0,69%, revela pesquisa diária da Fundação Procon-SP,

Leia mais

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO ASSESSORIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA

MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO ASSESSORIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO ASSESSORIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO ASSESSORIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA ÍNDICE PROJEÇÕES DO AGRONEGÓCIO...

Leia mais

Estratégia Empresarial com foco nos Agronegócios e Alimentos. Luiz G Murat Jr.

Estratégia Empresarial com foco nos Agronegócios e Alimentos. Luiz G Murat Jr. Estratégia Empresarial com foco nos Agronegócios e Alimentos Luiz G Murat Jr. Estratégia Empresarial com foco nos Agronegócios e Alimentos Amazônia legal 350 Milhões ha 41% Área útil 350 Milhões hectares

Leia mais

O MERCADO DE CAFÉ 1. INTRODUÇÃO

O MERCADO DE CAFÉ 1. INTRODUÇÃO O MERCADO DE CAFÉ 1. INTRODUÇÃO O presente boletim tem o objetivo de apresentar a situação atual do mercado, por meio dos dados disponibilizados pelo USDA, CONAB e MAPA. Apresenta-se, posteriormente, a

Leia mais

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2009

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2009 Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2009 A crise financeira internacional continua afetando negativamente o comércio exterior paranaense: apesar das exportações terem aumentado 43,44% em março,

Leia mais

Carlos Eduardo Rocha Paulista Grupo JBS S/A. Desafio da Industria Brasileira

Carlos Eduardo Rocha Paulista Grupo JBS S/A. Desafio da Industria Brasileira Carlos Eduardo Rocha Paulista Grupo JBS S/A Desafio da Industria Brasileira Carlos Eduardo Rocha Paulista Zootecnista FAZU Msc. Melhoramento Genético UNESP MBA em Marketing FEA USP AUSMEAT Curso de Formação

Leia mais

CRESCIMENTO DO AGRONEGÓCIO SEGUE FIRME NO ANO

CRESCIMENTO DO AGRONEGÓCIO SEGUE FIRME NO ANO CRESCIMENTO DO AGRONEGÓCIO SEGUE FIRME NO ANO O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio brasileiro estimado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Centro de Estudos Avançados

Leia mais

O Preço do Leite Volta a Subir Sinalizando Boas Perspectivas para 2010

O Preço do Leite Volta a Subir Sinalizando Boas Perspectivas para 2010 O Preço do Leite Volta a Subir Sinalizando Boas Perspectivas para 2010 Ézio José Gomes O preço do litro de leite pago ao produtor vem se recuperando rapidamente nesse início de ano, obtendo uma alta de

Leia mais

redução dos preços internacionais de algumas commodities agrícolas; aumento dos custos de

redução dos preços internacionais de algumas commodities agrícolas; aumento dos custos de Desempenho da Agroindústria No fechamento do primeiro semestre de 2005, a agroindústria registrou crescimento de 0,3%, taxa bastante inferior à assinalada pela média da indústria brasileira (5,0%) no mesmo

Leia mais

PRODUÇÃO DE LEITE. Parte 1. Prof. Dr. André M. Jorge UNESP-FMVZ-Botucatu. Prof. Dr. André Mendes Jorge FMVZ-Unesp-Botucatu

PRODUÇÃO DE LEITE. Parte 1. Prof. Dr. André M. Jorge UNESP-FMVZ-Botucatu. Prof. Dr. André Mendes Jorge FMVZ-Unesp-Botucatu PRODUÇÃO DE LEITE Parte 1 Prof. Dr. André M. Jorge UNESP-FMVZ-Botucatu Produção mundial de leite das diferentes espécies de animais Período 1992-2002 Produção de Leite (t) Variação (%) Animais 1992 1996

Leia mais

LEITE: Ameaças e Oportunidades

LEITE: Ameaças e Oportunidades Campo Grande-MS, 14 de maio de 2012. LEITE: Ameaças e Oportunidades Rodrigo Sant Anna Alvim Presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA 1 AGENDA: 1. MERCADO LÁCTEO; 2. AMEAÇAS AO SETOR

Leia mais

Tendências para o mercado de ovos e outras commodities Lygia Pimentel é médica veterinária e consultora pela Agrifatto

Tendências para o mercado de ovos e outras commodities Lygia Pimentel é médica veterinária e consultora pela Agrifatto Tendências para o mercado de ovos e outras commodities Lygia Pimentel é médica veterinária e consultora pela Agrifatto Para analisar qualquer mercado é importante entender primeiramente o contexto no qual

Leia mais