O MERCADO DE CAFÉ 1. INTRODUÇÃO

Save this PDF as:
 WORD  PNG  TXT  JPG

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "O MERCADO DE CAFÉ 1. INTRODUÇÃO"

Transcrição

1 O MERCADO DE CAFÉ 1. INTRODUÇÃO O presente boletim tem o objetivo de apresentar a situação atual do mercado, por meio dos dados disponibilizados pelo USDA, CONAB e MAPA. Apresenta-se, posteriormente, a análise conjuntural do café, através do comportamento dos preços (indicador ESALQ e principais praças) e da análise da participação das cooperativas na cadeia produtiva do café. Tais análises são importantes devido a relevante importância na balança comercial e à inserção do Brasil no comércio mundial, pois é o maior produtor e exportador de café. 2. PANORAMA MUNDIAL A análise do panorama mundial engloba o estudo da produção de café, as exportações, importações, estoques, inicial e final, e o consumo de café, no mundo e nos principais países envolvidos. 2.1 Produção Global A produção mundial de café está concentrada em países como o Brasil, Vietnã, Colômbia e Indonésia, sendo o Brasil o maior produtor e exportador mundial. A Tabela 1 visualiza a produção mundial de café nos países citados, de acordo com o último relatório do USDA. Historicamente, os países concorrentes do Brasil no mercado internacional apresentam economias fragilizadas e dependentes das receitas cambiais obtidas com o café. Dessa forma, as políticas de contenção na produção que buscaram melhorias nos níveis de preços, lideradas pelo Brasil, apresentaram fracassos, pois, países como

2 o Vietnã adotam a estratégia de desvalorizar a própria moeda para a manutenção das receitas cambiais com a cultura. Tabela 1. Principais países produtores de café, em mil sacas beneficiadas Países Selecionados 2002/ / / / /07 Jun 2007/08 Brasil , , , , , ,00 Vietnã , , , , , ,00 Colômbia , , , , , ,00 Indonésia 6.140, , , , , ,00 Índia 4.588, , , , , ,00 Etiópia 3.693, , , , , ,00 Outros , , , , , ,00 Total Global , , , , , ,00 Fonte: USDA (2007) O Brasil é o maior produtor mundial com um total esperado de 36,2 milhões de sacas beneficiadas na safra 2007/08, de acordo com o levantamento de junho. O país apresentou uma alternância na produção, o que é explicada pela bi-anualidade da cultura. Dessa forma, a safra 2007/08 configura-se como ano de baixa produção para a cultura. O Vietnã, segundo maior produtor, possui uma produção de 17,67 milhões de sacas beneficiadas, seguido pela Colômbia, terceiro maior produtor mundial e uma produção total de 12,40 milhões de sacas. A produção global esperada é de 118,86 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 10,48% em relação à safra anterior. 2.2 Análise das Exportações Em relação aos exportadores de café, o Brasil visualiza preponderância em relação aos demais países produtores (Tabela 2).

3 Tabela 2. Exportação de café no mundo, em mil sacas beneficiadas Países Selecionados 2002/ / / / /07 Jun 2007/08 Brasil , , , , , ,00 Vietnã , , , , , ,00 Colômbia , , , , , ,00 Indonésia 4.660, , , , , ,00 Índia 3.417, , , , , ,00 Guatemala 3.382, , , , , ,00 Outros , , , , , ,00 Total Global , , , , , ,00 Fonte: USDA (2007) A avaliação das exportações mundiais de café reflete a bi-anualidade da cultura, alternando os anos de alta produção com os anos de baixa. Dessa forma, as exportações totais serão 13,60% inferiores em relação a safra 2006/07, atingindo um total de 85,03 milhões de sacas, sendo o Brasil responsável por 22,13% (18,82 milhões de sacas beneficiadas). O Vietnã é o segundo maior exportador, com um total previsto de 16,80 milhões de sacas, o que representa 19,76% do total exportado no mundo. Destaca-se que a participação do Vietnã nas exportações totais tem crescido constantemente, passando de 10,73% na safra 2002/03 para 19,76 em 2007/08 (Tabela 2). A análise do consumo interno de café é visualizada na Tabela 3, no período compreendido entre os anos de 2002 a 2006, e as respectivas participações porcentuais. O consumo de café no mundo apresentou um crescimento de 13,82% no período analisado, atingindo um total de 31,36 milhões de sacas de 60 kg. O Brasil está consolidado como o maior produtor, exportador e apresenta o maior consumo interno, dentre os países produtores no mundo, com uma participação porcentual de 52,00% no ano de 2006 (Tabela 3).

4 Tabela 3. Consumo interno de café, em mil sacas beneficiadas de 60 kg Países Consumo Part. (%) Consumo Part. (%) Consumo Part. (%) Consumo Part. (%) Consumo Part. (%) *Brasil , , , , ,81 Vietnã 672 2, , , , ,81 Colômbia , , , , ,08 Indonésia , , , , ,65 Etiópia , , , , ,65 Índia , , , , ,11 México , , , , ,44 Guatemala 300 0, , , , ,09 Peru 150 0, , , , ,44 Honduras 230 0, , , , ,73 Costa do Marfim 317 1, , , , ,15 El Salvador 203 0, , , , ,56 Nicaragua 190 0, , , , ,67 Outros países , , , , ,80 TOTAL , , , Fonte: MAPA/SPAE/DCAF (2007) , ,00 A Tabela 4 apresenta o quadro de suprimentos de café, com destaque para o estoque inicial e final, produção, consumo, oferta total e a transação comercial. Tabela 4. Quadro de suprimentos: Estoques, produção, consumo, exportação/importação e oferta total de café, em mil sacas beneficiadas Países Selecionados Estoque Inicial Produção Total Importação Oferta Total Consumo Interno Exportação Estoque Final Brasil 9.186, ,00 0, , , , ,00 Vietnã 250, ,00 43, ,00 869, ,00 333,00 Colômbia 1.240, ,00 500, , , , ,00 Indonésia 88, ,00 390, , , ,00 88,00 India 2.213, ,00 410, , , , ,00 Etiópia 1.195, ,00 0, , , , ,00 Outros 9.387, , , , , , ,00 Total Global , , , , , , ,00 Fonte: USDA (2007) Os estoques finais totalizam 16,82 milhões de sacas, concentrados principalmente no Brasil, com 4,01 milhões de sacas, o que representa uma participação de 23,81%. A oferta mundial de café, caracterizada pela somatória da produção, importação e estoques, é de 144,70 milhões de sacas e o Brasil apresenta uma participação de 31,36% no total.

5 3. O MERCADO DE CAFÉ NO BRASIL A produção nacional de café está estimada em 32,62 milhões de sacas beneficiadas, segundo levantamento realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB, 2007). Desse total, 69,04% (22,52 milhões de sacas) são de arábica e 30,96% (10,10 milhões de sacas), são de robusta. Comparando-se os dados atuais à safra anterior, que foi de 42,5 milhões de sacas de café beneficiado, verifica-se uma redução de 23,30% (9,90 milhões de sacas) o que é explicada pela bi-anualidade da cultura (Tabela 5). Tabela 5. Parque cafeeiro e a respectiva produção brasileira nos estados produtores, para a safra 2007/08. REGIÃO Parque Cafeeiro Em Formação Pés de Café Área (ha) (mil covas) Em Produção Pés de Café Área (ha) (mil covas) Produção (mil sacas beneficiadas) Arábica Robusta TOTAL Produtividade (sacas.ha -1 ) Minas Gerais , , , , ,20 36, ,20 14,57 Sul e Centro-Oeste , , , , , ,00 12,47 Cerrado , , , , , ,10 19,56 Zona da Mata , , , , ,10 36, ,10 15,37 Espírito Santo , , , , , , ,00 20,44 São Paulo , , , , ,00 0, ,00 15,77 Paraná 7.300, , , , ,00 0, ,00 17,51 Bahia 3.762, , , , ,60 508, ,90 19,23 Rondônia 4.570, , , ,20 0, , ,60 8,48 Mato Grosso 1.348, , , ,00 13,00 160,00 173,00 10,66 Pará 1.288, , , ,00 0,00 277,00 277,00 12,44 Rio de Janeiro 260, , , ,00 212,00 9,00 221,00 15,73 Outros 1.073, , , ,00 165,00 248,00 413,00 15,74 BRASIL , , , , , , ,70 15,84 Fonte: MAPA/SPAE (2007); CONAB (2007) A área cultivada com café é de 2,25 milhões de hectares. Desse total, 91,6%, (2,06 milhões de hectares) estão em produção e os 8,4% (0,19 milhões de hectares) restantes estão em formação.

6 A referida redução na produção se deve, principalmente, a bi-anualidade negativa da cultura, à estiagem ocorrida entre março e setembro que afetou a floração das lavouras e ao excesso de chuvas nos meses de dezembro 2006 e janeiro de 2007 nas principais regiões produtoras, que propiciou o aparecimento de pragas e doenças e prejudicou o combate às mesmas. 3.1 EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS A análise das exportações totais brasileiras é mostrada na Figura 1. Em relação à importância econômica da cultura, o Brasil representa 36,0% do comércio internacional de café verde, com um total de US$2,73 bilhões na receita cambial no período compreendido entre janeiro a outubro de Valores Exportados (mil US$) Quantidades Exportadas (t) /2005 até 12/ /2006 até 12/ /2007 até 10/2007 Período Analisado Valores (US$) Quantidades (t) 0 Figura 1. Exportações totais brasileiras, em valores e quantidades, para três períodos analisados

7 Considerando os anos de 2005 e 2006, foi observado elevações nas quantidades e nos valores exportados. Para o ano de 2006 foram exportados 1,47 milhões de toneladas de café verde, obtendo-se US$2,93 bilhões de receita cambial, o que resultou em um preço médio de US$1.985,40 por tonelada. Para o ano de 2007, o preço médio é de US$2.230,42, até o mês de outubro de abrangência. A análise das exportações brasileiras de café, de acordo com os países de destino, no período de janeiro a outubro de 2007, é mostrada na Tabela 6. Tabela 6. Exportações brasileiras de café verde, principais países, volumes e valores negociados. Jan - Out 2007 Variação em Relação a Jan - Out de 2006 (%) Valor (mil US$) Quantidade (t) Preço Médio (US$.t -1 ) Valor (mil US$) Quantidade (t) Preço Médio (US$.t -1 ) Alemanha ,13 3,53 10,00 Estados Unidos ,48 0,25 11,28 Itália ,84 5,60 9,80 Japão ,93-6,74 8,12 Bélgica ,50 9,94 10,62 França ,22-4,40 8,24 Espanha ,62 11,74 12,35 Países Baixos ,68 13,96 12,49 Eslovenia ,10-2,82 27,18 Suécia ,13-8,32 9,65 Argentina ,15 8,47 20,41 Grécia ,60 2,83 25,48 Finlândia ,60-1,18 6,71 Outros ,18 14,66 0,00 Total ,82 4,32 12,02 Fonte: MDIC/SECEX (2007); MAPA/SPAE (2007); CONAB (2007) A Alemanha é o principal país importador de café verde do Brasil, com um montante de 245,62 mil toneladas adquiridas, no período de janeiro a outubro de 2007, o que representou um crescimento de 13,13% e de 3,53% nos valores e nas quantidades exportadas, respectivamente, em relação ao mesmo período de Os Estados Unidos é o segundo maior comprador, com uma quantidade acumulada de 224,56 mil toneladas e uma taxa de crescimento de 11,48% nos recursos gastos em relação ao mesmo período do ano anterior.

8 A Figura 2 mostra os valores exportados de café verde e solúvel, nos períodos compreendidos entre os meses de janeiro a outubro de 2006 e Valores Exportados (mil US$) Jan a Out/07 Jan a Out/06 Período Analisado verde Solúvel Figura 2. Exportações de café verde e solúvel em mil US$ As exportações de café verde representam preponderância nas exportações, atingindo aproximadamente 85,60%, quando comparado aos valores totais obtidos com o café nos períodos analisados na Figura EXPORTAÇÕES DAS COOPERATIVAS A análise das exportações de café no período compreendido entre os anos de 2003 e 2006, bem como outros importantes produtos agropecuários exportados pelas cooperativas brasileiras, é mostrada na Tabela 7.

9 Tabela 7. Exportações das Cooperativas brasileiras no período de 2003 a 2006 Exportações Totais (mil de US$) Produtos Agrícolas Açúcar , , , ,77 Complexo Soja , , , ,46 Carnes , , , ,21 Álcool Etílico , , , ,86 Café , , , ,97 Milho , , , ,10 Outros , , , ,01 Total Cooperativas , , , ,37 OCB (2007) As exportações totais das cooperativas brasileiras apresentaram um crescimento de 117,24% entre os anos de 2003 e 2006, passando de US$1,30 bilhão para US$2,83 bilhões. O café é um dos produtos mais importantes da pauta, atingindo um montante total de US$206,14 milhões em Embora a exportação do produto tenha crescido a uma taxa de 149,37% no período observado, o café era o quarto mais importante produto exportado em 2003, passando a ocupar a quinta posição em 2006 (Tabela 7). A Figura 3 apresenta a participação dos produtos agropecuários nas exportações das cooperativas, entre os meses de janeiro e setembro de 2007, bem como a análise das exportações no mesmo intervalo do ano anterior. As exportações de café das cooperativas brasileiras mostraram uma participação total de 8,13% no intervalo de janeiro a setembro de Considerando o mesmo período do ano anterior, a participação foi de 6,84%. As exportações de açúcares e do complexo soja mostraram preponderância na participação nos intervalos avaliados e, dessa forma, são considerados os dois principais produtos exportados pelas cooperativas brasileiras (Figura 3).

10 Participação nas Exportações (%) 100,0% 90,0% 80,0% 70,0% 60,0% 50,0% 40,0% 30,0% 20,0% 10,0% 0,0% 10,46 6,84 9,50 8,13 12,39 11,17 18,79 17,20 26,43 26,71 25,09 27,29 Jan a Set de 2006 Jan a Set de 2007 Período Analisado Complexo Soja Açúcar Carnes Álcool Etílico Café Outros Figura 3. Participação dos produtos agropecuários nas exportações das cooperativas, no período compreendido entre janeiro a setembro de 2006 e de ANÁLISE CONJUNTURAL A análise conjuntural é realizada por meio da avaliação dos principais indicadores divulgados sobre o mercado de café, englobando aquele apresentado pelo CEPEA/ESALQ e os preços nos principais municípios produtores no Brasil, bem como as notícias de relevância significativa que influenciaram o mercado nos últimos meses PREÇOS: INDICADOR CEPEA E PRINCIPAIS PRAÇAS A Figura 4 apresenta o comportamento do preço real do café arábica de janeiro de 2000 a setembro de 2007, obtido a partir da série histórica do indicador CEPEA, deflacionado pelo IGP-DI.

11 350,00 Preço Real do Café (R$.sc -1 ) 300,00 250,00 200,00 150,00 100,00 50,00 jan/00 mai/00 set/00 jan/01 mai/01 set/01 jan/02 mai/02 set/02 jan/03 mai/03 y = 2E-05x 4-0,006x 3 + 0,51x 2-13,334x + 200,49 R 2 = 0,8688 set/03 Período Analisado Preço Real do Café jan/04 mai/04 set/04 jan/05 mai/05 set/05 jan/06 mai/06 set/06 jan/07 mai/07 set/07 Figura 4. Valor real do café arábica no período compreendido entre janeiro de 2000 a setembro de 2007 (base novembro de 2007) Fonte: Série Histórica (CEPEA/ESALQ, 2007); IGP-DI (FGV, 2007) Elaboração: OCB/GEMERC (2007) Os preços do café arábica apresentaram um crescimento de 255,07% no intervalo compreendido entre julho de 2000 a abril de Contudo, a partir de abril de 2005, os preços mostraram oscilações com uma tendência de baixa, atingindo uma queda de 34,99% até o mês de novembro de As oscilações descritas elevam os riscos dos cafeicultores, devido à comercialização da produção em período de baixa nos preços. Dessa forma, as variações observadas demonstram a necessidade da utilização de mecanismos de proteção de preços, pois a comercialização da safra pode ser realizada em momentos de baixas, elevando o risco de perdas financeiras e, consequentemente, endividamento do setor (Figura 4).

12 A Figura 5 mostra o comportamento dos preços do café arábica, considerando o indicador CEPEA e o preço médio ponderado no mercado físico, na semana compreendida entre 29 de novembro e 06 de dezembro de Preço Café (sc de 60 kg) 265,0 260,0 255,0 250,0 245,0 240,0 235,0 230,0 29/11/ /11/2007 3/12/2007 4/12/2007 5/12/2007 6/12/2007 Período Analisado Indicador Café Arábica Preço Médio Ponderado Variação Diária (%) 3,0% 2,5% 2,0% 1,5% 1,0% 0,5% 0,0% -0,5% -1,0% -1,5% -2,0% -2,5% -3,0% -3,5% Variação Diária (%) Figura 5. Indicador CEPEA e preço médio ponderado no mercado físico Fonte: CEPEA/ESALQ (2007) Analisando o mercado na semana visualizada na Figura 5 (29 de novembro a 06 de dezembro), constatou-se um cenário com elevações nas cotações do indicador de café arábica e do seu preço médio ponderado, até o dia 05 de dezembro. Contudo, no último dia (06 de dezembro) foi observado um menor aquecimento e perdas nos preços, com uma variação diária negativa de 2,72%. Mesmo com as perdas descritas no dia 06 de dezembro, o indicador fechou a um valor por saca de R$253,84, uma alta de 0,96% em relação ao dia 29 de outubro. Para o preço médio ponderado, a alta no período foi de 0,95%.

13 Os preços nominais do café no mercado físico, em quatro importantes praças produtores, são mostrados na Figura 6, segundo a qualidade do produto colhido. 300,0 Preço Nominal do Café (R$.sc -1 ) 290,0 280,0 270,0 260,0 250,0 240,0 230,0 220,0 210,0 200,0 190,0 180,0 2/1/2006 2/2/2006 2/3/2006 2/4/2006 2/5/2006 2/6/2006 2/7/2006 2/8/2006 2/9/2006 2/10/2006 2/11/2006 2/12/2006 2/1/2007 2/2/2007 2/3/2007 2/4/2007 2/5/2007 2/6/2007 2/7/2007 2/8/2007 2/9/2007 2/10/2007 2/11/2007 2/12/2007 Vitória da Conquista (BA) - Dura Tipo Período 6/7 Analisado Cerrado (MG) - Dura Tipo 6 Sul de Minas (MG) - Dura Tipo 6 Maringá (PR) - Dura Tipo 6/7 Figura 6. Preços do café em quatro importantes regiões produtoras, considerando-se a bebida dura, de janeiro de 2006 a dezembro de 2007 Fonte: CMA (2007) O mercado cafeeiro apresentou elevada movimentação nos meses de outubro até o presente momento, devido às condições climáticas que influenciaram os preços internacionais do café. Segundo CEPEA (2007) esse comportamento se deve à floração da cultura, ora com bom desempenho, ora apresentando riscos de perdas nessa fase susceptível da cultura devido às irregularidades climáticas. Em relação aos riscos climáticos destacam-se as chuvas de granizo em importantes áreas produtoras do sul de Minas Gerais, o que poderiam reduzir as atuais projeções de produção no Brasil. As inundações no Vietnã também influenciaram na cotação do café robusta, pois reduz a produção local e atrasa a colheita da cultura.

14 Considerando o dia 7 de dezembro (sexta-feira), os preços apresentaram recuperação em todos os vencimentos, tanto na NYBOT (bolsa Internacional de New York) quanto na LIFFE (Bolsa Internacional de Finanças e Futuros de Londres). Contudo, os preços no mercado físico brasileiro fecharam o dia sem grandes alterações, devido à desvalorização do dólar, o que influenciou negativamente e não permitiu melhoras significativas nas cotações internas do café (Safras & Mercados, 2007). Outro fato de interesse no mercado de café, bem como nas demais culturas brasileiras, é a estratégia conjunta de levantamento dos dados da produção brasileira, a ser realizado entre a CONAB (Companhia Nacional do Abastecimento) e o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o que qualificará as informações e minimizará as divergências dos números utilizados pelo setor produtivo. A primeira estimativa conjunta da safra de café do ciclo 2008/09 ocorrerá dia 08 de janeiro de 2008, 4. REFERÊNCIAS CEPEA Centro de Estudos em Economia Aplicada. Agromensal. Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. Acesso dia 11 de dezembro de MAPA Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Agronegócio do Café (Decaf). Informe Estatístico do Café: Setembro de Site: Acesso dia 7 de novembro de MDIC Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Indicadores Estatísticos: Balança Comercial. Acesso dia 04 de dezembro de 2007.

15 OCB Organização das Cooperativas Brasileiras. Desenvolvimento de Cooperativas: Ramos do Cooperativismo. Site: Acesso dia 11 de dezembro de SAFRAS & MERCADOS Relatório Diário de Informações e Previsões de Mercados Externo e Interno: Versão Café. Número 5214, 10 de dezembro de Site: USDA Foreign Agricultural Services. Commodities and Products: Coffee. Site: December, 11th Equipe de Elaboração: Evandro Scheid Ninaut (Gerente de Mercados da OCB) Marcos Antonio Matos (Técnico de Mercados da OCB) Iury Roberto Soares Santos e Filipe Rodrigues Lima (Estagiários)

O MERCADO DE SOJA 1. INTRODUÇÃO

O MERCADO DE SOJA 1. INTRODUÇÃO O MERCADO DE SOJA 1. INTRODUÇÃO A soja é a commodity mais importante do Brasil, pelo valor da produção obtida de grão, óleo e farelo, significativa parcela na receita cambial, área plantada, consumo de

Leia mais

O MERCADO DE TRIGO. O balanço mundial de trigo, ao longo das safras analisadas, é visualizado na

O MERCADO DE TRIGO. O balanço mundial de trigo, ao longo das safras analisadas, é visualizado na O MERCADO DE TRIGO 1. INTRODUÇÃO O Brasil é o maior importador mundial de trigo e a sua dependência se torna acentuada à medida que os estoques públicos e privados se reduzem. A safra 2007/08 apresenta-se

Leia mais

Análise de Mercado do Sistema OCB

Análise de Mercado do Sistema OCB Análise de Mercado do Sistema OCB SUMÁRIO EXECUTIVO Mercado de Trigo nº 019 - Abril/2008 Equipe da Gerência de Mercados - GEMERC: Autor: Marcos Antonio Matos - Técnico de Mercado Coordenação: Evandro Scheid

Leia mais

O MERCADO DE CAFÉ 1. INTRODUÇÃO

O MERCADO DE CAFÉ 1. INTRODUÇÃO O MERCADO DE CAFÉ 1. INTRODUÇÃO O café é um dos produtos mais tradicionais da agricultura brasileira e possui uma relação direta com a evolução da nossa história, pois, através da cultura, foram observados

Leia mais

Milho: preços elevados mesmo com super-safra norte-americana

Milho: preços elevados mesmo com super-safra norte-americana Milho: preços elevados mesmo com super-safra norte-americana Super-safra norte-americana Em seu boletim de oferta e demanda mundial de setembro o Usda reestimou para cima suas projeções para a safra 2007/08.

Leia mais

AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado

AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado Mês de referência: MARÇO/2011 CEPEA - SOJA I - Análise Conjuntural II - Séries Estatísticas 1. Diferenciais de preços 2. Estimativa do valor das alternativas

Leia mais

DEPEC - Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos CAFÉ NOVEMBRO DE 2015

DEPEC - Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos CAFÉ NOVEMBRO DE 2015 DEPEC - Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos CAFÉ NOVEMBRO DE 2015 PRODUTOS SAFRA 2008/2009 67% Exportação 89% Café verde 18% Alemanha 18% EUA 10% Japão 9% Itália CAFÉ 49,2 milhões de sacas de

Leia mais

Milho - Análise da Conjuntura Agropecuária

Milho - Análise da Conjuntura Agropecuária Milho - Análise da Conjuntura Agropecuária Outubro de 2012. MUNDO O milho é o cereal mais produzido no mundo. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção média do

Leia mais

AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado

AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado Mês de referência: JULHO/2011 CEPEA - SOJA I - Análise Conjuntural II - Séries Estatísticas 1. Diferenciais de preços 2. Estimativa do valor das alternativas

Leia mais

AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado

AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado Mês de referência: ABRIL/2011 CEPEA - SOJA I - Análise Conjuntural II - Séries Estatísticas 1. Diferenciais de preços 2. Estimativa do valor das alternativas

Leia mais

INFORMATIVO TÉCNICO INFOTEC N 11. Brasília, 12 de fevereiro de 2008 O MERCADO DE FERTILIZANTES NO BRASIL E A SUA IMPORTÂNCIA PARA O COOPERATIVISMO

INFORMATIVO TÉCNICO INFOTEC N 11. Brasília, 12 de fevereiro de 2008 O MERCADO DE FERTILIZANTES NO BRASIL E A SUA IMPORTÂNCIA PARA O COOPERATIVISMO INFORMATIVO TÉCNICO INFOTEC N 11 Brasília, 12 de fevereiro de 2008 O MERCADO DE FERTILIZANTES NO BRASIL E A SUA IMPORTÂNCIA PARA O COOPERATIVISMO Equipe da Gerência de Mercados - GEMERC: Autor: Marcos

Leia mais

INFORMATIVO TÉCNICO INFOTEC N 10. Brasília, 06 de fevereiro de 2008 ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES DAS COOPERATIVAS BRASILEIRAS EM 2007

INFORMATIVO TÉCNICO INFOTEC N 10. Brasília, 06 de fevereiro de 2008 ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES DAS COOPERATIVAS BRASILEIRAS EM 2007 INFORMATIVO TÉCNICO INFOTEC N 10 Brasília, 06 de fevereiro de 2008 ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES DAS COOPERATIVAS BRASILEIRAS EM 2007 Equipe da Gerência de Mercados - GEMERC: Autor: Marcos Antonio Matos - Técnico

Leia mais

O IBGE divulgou a pouco o primeiro prognóstico para a safra de 2011: www.ibge.gov.br Em 2011, IBGE prevê safra de grãos 2,8% menor que a de 2010

O IBGE divulgou a pouco o primeiro prognóstico para a safra de 2011: www.ibge.gov.br Em 2011, IBGE prevê safra de grãos 2,8% menor que a de 2010 O IBGE divulgou a pouco o primeiro prognóstico para a safra de 2011: www.ibge.gov.br Em 2011, IBGE prevê safra de grãos 2,8% menor que a de 2010 O IBGE realizou, em outubro, o primeiro prognóstico para

Leia mais

O MERCADO DE SOJA 1. INTRODUÇÃO

O MERCADO DE SOJA 1. INTRODUÇÃO O MERCADO DE SOJA 1. INTRODUÇÃO A cultura da soja apresenta relevante importância para a economia brasileira, sendo responsável por uma significativa parcela na receita cambial do Brasil, destacando-se

Leia mais

MERCADO DE TRIGO CONJUNTURA E CENÁRIO NO BRASIL E NO MUNDO

MERCADO DE TRIGO CONJUNTURA E CENÁRIO NO BRASIL E NO MUNDO MERCADO DE TRIGO CONJUNTURA E CENÁRIO NO BRASIL E NO MUNDO Paulo Magno Rabelo (1) A análise de desempenho da produção de trigo no mundo desperta apreensões fundamentadas quanto aos indicadores de área

Leia mais

INFORMAÇÕES SOBRE CAFÉ NO ESPÍRITO SANTO HISTÓRICO:

INFORMAÇÕES SOBRE CAFÉ NO ESPÍRITO SANTO HISTÓRICO: INFORMAÇÕES SOBRE CAFÉ NO ESPÍRITO SANTO HISTÓRICO: O Estado do Espírito Santo encontra-se como o segundo maior produtor nacional de café, destacando-se o plantio das espécies Arábica e Conilon, sendo

Leia mais

Paraná Cooperativo EDIÇÃO ESPECIAL EXPORTAÇÕES Informe Diário nº 2.092 Sexta-feira, 08 de maio de 2009 Assessoria de Imprensa da Ocepar/Sescoop-PR

Paraná Cooperativo EDIÇÃO ESPECIAL EXPORTAÇÕES Informe Diário nº 2.092 Sexta-feira, 08 de maio de 2009 Assessoria de Imprensa da Ocepar/Sescoop-PR Paraná Cooperativo EDIÇÃO ESPECIAL EXPORTAÇÕES Informe Diário nº 2.092 Sexta-feira, 08 de maio de 2009 Assessoria de Imprensa da Ocepar/Sescoop-PR EXPORTAÇÕES DAS COOPERATIVAS NO AGRONEGÓCIO EM 1. RESULTADO

Leia mais

ÍNDIA ATUALIZA SUAS PERSPECTIVAS DE PRODUÇÃO E FRUSTRA RECUPERAÇÃO EM NOVA YORK E LONDRES

ÍNDIA ATUALIZA SUAS PERSPECTIVAS DE PRODUÇÃO E FRUSTRA RECUPERAÇÃO EM NOVA YORK E LONDRES Boletim Semanal sobre Tendências de Mercados Ano XVII 08/junho/2015 n. 578 ÍNDIA ATUALIZA SUAS PERSPECTIVAS DE PRODUÇÃO E FRUSTRA RECUPERAÇÃO EM NOVA YORK E LONDRES O segundo maior produtor mundial da

Leia mais

Desempenho Recente e Perspectivas para a Agricultura

Desempenho Recente e Perspectivas para a Agricultura Desempenho Recente e Perspectivas para a Agricultura A safra de grãos do país totalizou 133,8 milhões de toneladas em 2009, de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de dezembro,

Leia mais

Tabela 01 Mundo Soja Área, produção e produtividade Safra 2009/10 a 2013/14

Tabela 01 Mundo Soja Área, produção e produtividade Safra 2009/10 a 2013/14 Soja Análise da Conjuntura Agropecuária Novembro de 2013 MUNDO A economia mundial cada vez mais globalizada tem sido o principal propulsor responsável pelo aumento da produção de soja. Com o aumento do

Leia mais

Produção de grãos na Bahia cresce 14,64%, apesar dos severos efeitos da seca no Estado

Produção de grãos na Bahia cresce 14,64%, apesar dos severos efeitos da seca no Estado AGROSSÍNTESE Produção de grãos na Bahia cresce 14,64%, apesar dos severos efeitos da seca no Estado Edilson de Oliveira Santos 1 1 Mestre em Economia, Gestor Governamental da SEAGRI; e-mail: edilsonsantos@seagri.ba.gov.br

Leia mais

ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES MATO-GROSSENSES Janeiro a Dezembro / 2007

ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES MATO-GROSSENSES Janeiro a Dezembro / 2007 ANÁLISE DAS EXPORTAÇÕES MATO-GROSSENSES / 2007 1- Balança Comercial Mato Grosso continua tendo superávit na Balança Comercial registrando em 2007 um expressivo saldo de US$ 4,38 bilhões valor que representa

Leia mais

Políticas públicas e o financiamento da produção de café no Brasil

Políticas públicas e o financiamento da produção de café no Brasil Políticas públicas e o financiamento da produção de café no Brasil Organização Internacional do Café - OIC Londres, 21 de setembro de 2010. O Sistema Agroindustrial do Café no Brasil - Overview 1 Cafés

Leia mais

Soja-Comercialização Safra 2011/12 e Cenario 2012/13. NILVA CLARO COSTA nilva.claro@conab.gov.br

Soja-Comercialização Safra 2011/12 e Cenario 2012/13. NILVA CLARO COSTA nilva.claro@conab.gov.br Soja-Comercialização Safra 2011/12 e Cenario 2012/13 NILVA CLARO COSTA nilva.claro@conab.gov.br Comercialização Safra-2011/12 60,00 55,00 50,00 45,00 40,00 35,00 30,00 25,00 20,00 S oja Grã o P re ços

Leia mais

Commodities Agrícolas

Commodities Agrícolas Commodities Agrícolas CAFÉ CAFÉ Bolsas BM&F ICE FUTURES Contrato Fechamento Máxima Mínimo Variação Contrato Fechamento Máxima Mínimo Variação SET13 136,80 136,50 135,80-1,80 SET 113,50 115,70 113,25-1,45

Leia mais

Commodities Agrícolas

Commodities Agrícolas Commodities Agrícolas quarta-feira, 18 de setembro de 2013 CAFÉ CAFÉ Bolsas Venc Ajuste Máx BM&F Mín Variação Venc Ajuste ICE FUTURES Máx Mín Variação SET13 133,50 0,00 0,00-4,85 SET13 111,05 114,75 111,10-3,75

Leia mais

03/10/2014. Roteiro da Apresentação FINANCEIRIZAÇÃO DO MERCADO ANÁLISE TÉCNICA E DE CICLOS OFERTA E DEMANDA

03/10/2014. Roteiro da Apresentação FINANCEIRIZAÇÃO DO MERCADO ANÁLISE TÉCNICA E DE CICLOS OFERTA E DEMANDA OS MERCADOS DE SOJA, MILHO E TRIGO EM 2015 FERNANDO MURARO JR. Engenheiro agrônomo e analista de mercado da AgRural Commodities Agrícolas OCEPAR Curitiba (PR), 02/out/14 www.agrural.com.br A INFORMAÇÃO

Leia mais

Soja - Análise da Conjuntura Agropecuária. Novembro 2015 PARANÁ

Soja - Análise da Conjuntura Agropecuária. Novembro 2015 PARANÁ Soja - Análise da Conjuntura Agropecuária Novembro 2015 PARANÁ A estimativa de área para a safra 2015/16 de soja é recorde no Paraná. Segundo os técnicos de campo serão semeados 5,24 milhões de hectares,

Leia mais

Políticas Públicas. Lélio de Lima Prado

Políticas Públicas. Lélio de Lima Prado Políticas Públicas Lélio de Lima Prado Política Cambial dez/03 abr/04 ago/04 dez/04 abr/05 ago/05 Evolução das Reservas internacionais (Em US$ bilhões) dez/05 abr/06 ago/06 dez/06 abr/07 ago/07 dez/07

Leia mais

GANHOS DO ETANOL HIDRATADO SUPERAM AÇÚCAR BRUTO EM NOVA YORK EM QUASE 10%

GANHOS DO ETANOL HIDRATADO SUPERAM AÇÚCAR BRUTO EM NOVA YORK EM QUASE 10% Boletim Semanal sobre Tendências de Mercados Ano XVII 0613/julho/2015 n. 583 GANHOS DO ETANOL HIDRATADO SUPERAM AÇÚCAR BRUTO EM NOVA YORK EM QUASE 10% O encerramento de junho foi marcado por mais um período

Leia mais

AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado

AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado Mês de referência: AGOSTO/2011 CEPEA - SOJA I - Análise Conjuntural II - Séries Estatísticas 1. Diferenciais de preços 2. Estimativa do valor das alternativas

Leia mais

DADOS DA CONAB TRAZEM AJUSTES E INDICAM MUDANÇA NA TENDÊNCIA DO MERCADO

DADOS DA CONAB TRAZEM AJUSTES E INDICAM MUDANÇA NA TENDÊNCIA DO MERCADO Boletim Semanal sobre Tendências de Mercados Ano XVII 17/agosto/2015 n. 588 DADOS DA CONAB TRAZEM AJUSTES E INDICAM MUDANÇA NA TENDÊNCIA DO MERCADO A quinta-feira foi iniciada com a atualização de um importante

Leia mais

Volatilidade retorna e preços continuam baixos no mercado de café

Volatilidade retorna e preços continuam baixos no mercado de café Volatilidade retorna e preços continuam baixos no mercado de café Os preços diários do café caíram para seus níveis mais baixos de 19 meses durante agosto, com os mercados de produtos básicos no mundo

Leia mais

CAFÉ. Conab Companhia Nacional de Abastecimento SGAS Quadra 901, Bloco 901, Bloco A, Lote 69 70390-010 Brasília-DF Tel 61 3312 6000 www.conab.gov.

CAFÉ. Conab Companhia Nacional de Abastecimento SGAS Quadra 901, Bloco 901, Bloco A, Lote 69 70390-010 Brasília-DF Tel 61 3312 6000 www.conab.gov. CAFÉ Jorge Queiroz 1. MERCADO INTERNACIONAL Segundo o USDA, a produção mundial de café deverá atingir no ano 2009/2010, um total de 127,4 milhões de sacas. Entretanto, a OIC (Organização Internacional

Leia mais

Commodities Agrícolas

Commodities Agrícolas Commodities Agrícolas quinta-feira, 12 de setembro de 2013 CAFÉ CAFÉ Bolsas Venc Ajuste Máx BM&F Mín Variação Venc Ajuste ICE FUTURES Máx Mín Variação SET13 140,25 0,00 0,00 4,40 SET13 116,45 116,00 114,00

Leia mais

2.2 - SÃO PAULO, PARANÁ, ESPÍRITO SANTO, BAHIA E RONDÔNIA.

2.2 - SÃO PAULO, PARANÁ, ESPÍRITO SANTO, BAHIA E RONDÔNIA. 1 - INTRODUÇÃO No período de 01 a 14 de abril de 2007, os técnicos da CONAB e das instituições com as quais mantém parceria visitaram municípios produtores de café em Minas Gerais, Espírito Santo, São

Leia mais

TRIGO Período de 02 a 06/11/2015

TRIGO Período de 02 a 06/11/2015 TRIGO Período de 02 a 06//205 Tabela I - PREÇO PAGO AO PRODUTOR (em R$/60 kg) Centro de Produção Unid. 2 meses Períodos anteriores mês (*) semana Preço Atual PR 60 kg 29,56 35,87 36,75 36,96 Semana Atual

Leia mais

A visão de longo prazo contempla: Produção Exportações líquidas Estoques. Área plantada Produtividade Consumo doméstico (total e per capita)

A visão de longo prazo contempla: Produção Exportações líquidas Estoques. Área plantada Produtividade Consumo doméstico (total e per capita) Fornecer aos agentes envolvidos no agronegócio, notadamente as indústrias de insumos agropecuários e de alimentos, além dos produtores, Governo e academia, informações estratégicas sobre a dinâmica futura

Leia mais

Reiteradas Vendas Pressionam a Curva Futura das Cotações do Café 1

Reiteradas Vendas Pressionam a Curva Futura das Cotações do Café 1 % v. 10, n. 5, maio 2015 Reiteradas Vendas Pressionam a Curva Futura das Cotações do Café 1 A elevação da taxa SELIC anunciada pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) na última quarta-feira do mês de

Leia mais

Agronegócio. Realidade e Perspectivas Foco no ARROZ. Araranguá SC, Fevereiro de 2014 Vlamir Brandalizze. 41 3379 8719 brandalizze@uol.com.

Agronegócio. Realidade e Perspectivas Foco no ARROZ. Araranguá SC, Fevereiro de 2014 Vlamir Brandalizze. 41 3379 8719 brandalizze@uol.com. Agronegócio Realidade e Perspectivas Foco no ARROZ Araranguá SC, Fevereiro de 2014 Vlamir Brandalizze 41 3379 8719 brandalizze@uol.com.br GRÃOS Produção (milhões de T. USDA - Fevereiro de 2014; Projeções

Leia mais

A produção mundial e nacional de leite - a raça girolando - sua formação e melhoramento

A produção mundial e nacional de leite - a raça girolando - sua formação e melhoramento A produção mundial e nacional de leite - a raça girolando - sua formação e melhoramento Duarte Vilela chgeral@cnpgl.embrapa.br Audiência Pública - 18/05/2010 Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento

Leia mais

INFORMATIVO TÉCNICO INFOTEC N

INFORMATIVO TÉCNICO INFOTEC N INFORMATIVO TÉCNICO INFOTEC N 13 PANORAMA DO COOPERATIVISMO NO BRASIL: CENSO, EXPORTAÇÕES E FATURAMENTO Equipe da Gerência de Mercados - GEMERC: Autor: Marcos Antonio Matos - Técnico de Mercado Coordenação:

Leia mais

PARANÁ CONTINUA SENDO O MAIOR PRODUTOR DE GRÃOS

PARANÁ CONTINUA SENDO O MAIOR PRODUTOR DE GRÃOS SECRETARIA DE ESTADO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA RURAL D E R A L PARANÁ CONTINUA SENDO O MAIOR PRODUTOR DE GRÃOS 20/03/06 O levantamento de campo realizado pelo DERAL, no

Leia mais

Soja: elevação dos preços da convencional/transgênica deve dificultar incremento da orgânica

Soja: elevação dos preços da convencional/transgênica deve dificultar incremento da orgânica Soja: elevação dos preços da convencional/transgênica deve dificultar incremento da orgânica Produção mundial deve recuar em 2007/08 Segundo o relatório de oferta e demanda divulgado pelo Usda em setembro

Leia mais

Milho Período: 13 a 17/07/2015

Milho Período: 13 a 17/07/2015 Milho Período: 13 a 17/07/2015 Câmbio: Média da semana: U$ 1,00 = R$ 3,1507 Nota: A paridade de exportação refere-se ao valor/sc desestivado sobre rodas, o que é abaixo do valor FOB Paranaguá. *Os preços

Leia mais

Boletim Ativos do Café - Edição 15 / Dezembro 2013 Preços do café intensificam a descapitalização na cafeicultura brasileira em 2013

Boletim Ativos do Café - Edição 15 / Dezembro 2013 Preços do café intensificam a descapitalização na cafeicultura brasileira em 2013 Boletim Ativos do Café - Edição 15 / Dezembro 2013 Preços do café intensificam a descapitalização na cafeicultura brasileira em 2013 Entre janeiro/13 e novembro/13 o Coffea arabica (Arábica) apresentou

Leia mais

Milho Período: 19 a 23/10/2015

Milho Período: 19 a 23/10/2015 Milho Período: 19 a 23/10/2015 Nota: A paridade de exportação refere-se ao valor/sc desestivado sobre rodas, o que é abaixo do valor FOB Paranaguá. *Os preços médios semanais apresentados nas praças de

Leia mais

CLIPPING 06/02/2014 Acesse: www.cncafe.com.br

CLIPPING 06/02/2014 Acesse: www.cncafe.com.br CLIPPING Acesse: www.cncafe.com.br Após altas, produtor não deve exercer opção de venda de café Valor Econômico Tarso Veloso e Carine Ferreira Após a sequência de altas do café arábica na bolsa de Nova

Leia mais

AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado

AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado AGROMENSAL CEPEA/ESALQ Informações de Mercado Mês de referência: ABRIL/2014 CEPEA - AÇÚCAR & ETANOL I - Análise Conjuntural II - Séries Estatísticas 1. Relações de preços mercados interno e internacional

Leia mais

Milho Perspectivas do mercado 2011/12

Milho Perspectivas do mercado 2011/12 MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SECRETARIA DE POLÍTICA AGRÍCOLA Milho Perspectivas do mercado 2011/12 março de 2012 Milho - Oferta e Demanda - Mundo milhões de t. Safras 2008/09 2009/10

Leia mais

Commodities Agrícolas

Commodities Agrícolas Commodities Agrícolas sexta-feira, 13 de setembro de 2013 CAFÉ CAFÉ Bolsas Venc Ajuste Máx BM&F Mín Variação Venc Ajuste ICE FUTURES Máx Mín Variação SET13 139,70 0,00 0,00-0,55 SET13 116,25 116,10 115,75-0,20

Leia mais

PERFIL DO AGRONEGÓCIO MUNDIAL SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO

PERFIL DO AGRONEGÓCIO MUNDIAL SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO PERFIL DO AGRONEGÓCIO MUNDIAL SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO Março/2013 2 ÍNDICE 03. Apresentação 04. População Mundial 05. População ocupada 06. PIB Mundial 07. PIB per capita Mundial 08. Exportação Mundial

Leia mais

CONJUNTURA ECONÔMICA

CONJUNTURA ECONÔMICA CONJUNTURA ECONÔMICA O mês de março de 2015 foi marcado pelo anúncio dos principais resultados da economia de 2014 e deste início de 2015. Dentre eles destacaramse o PIB, taxa de desemprego nas principais

Leia mais

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2009

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2009 Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2009 A crise financeira internacional continua afetando negativamente o comércio exterior paranaense: apesar das exportações terem aumentado 43,44% em março,

Leia mais

Commodities Agrícolas

Commodities Agrícolas Commodities Agrícolas segunda-feira, 23 de setembro de 2013 CAFÉ CAFÉ Bolsas Venc Ajuste Máx BM&F Mín Variação Venc Ajuste ICE FUTURES Máx Mín Variação SET13 134,55 0,00 0,00 0,00 DEZ13 117,75 121,95 121,50-1,25

Leia mais

Máquinas e Equipamentos de Qualidade

Máquinas e Equipamentos de Qualidade Máquinas e Equipamentos de Qualidade 83 A indústria brasileira de máquinas e equipamentos caracteriza-se pelo constante investimento no desenvolvimento tecnológico. A capacidade competitiva e o faturamento

Leia mais

USDA REAFIRMA DÉFICIT INTERNACIONAL EM 2015/16 - MERCADO REAGE TIMIDAMENTE

USDA REAFIRMA DÉFICIT INTERNACIONAL EM 2015/16 - MERCADO REAGE TIMIDAMENTE Boletim Semanal sobre Tendências de Mercados Ano XVII 30/novembro/2015 n. 603 USDA REAFIRMA DÉFICIT INTERNACIONAL EM 2015/16 - MERCADO REAGE TIMIDAMENTE Com o título já enfático sobre o futuro dos preços

Leia mais

Milho Período: 11 a 15/05/2015

Milho Período: 11 a 15/05/2015 Milho Período: 11 a 15/05/2015 Câmbio: Média da semana: U$ 1,00 = R$ 3,0203 Nota: A paridade de exportação refere-se ao valor/sc desestivado sobre rodas, o que é abaixo do valor FOB Paranaguá. *Os preços

Leia mais

SECRETARIA DE ESTADO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO SOJA. Setembro 2014 Belo Horizonte MG

SECRETARIA DE ESTADO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO SOJA. Setembro 2014 Belo Horizonte MG SECRETARIA DE ESTADO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO SOJA Setembro 2014 Belo Horizonte MG ÍNDICE 03. Apresentação 04. Dados de Minas Gerais 05. Área, Produção e Produtividade

Leia mais

REGIONAL CENTRO-OESTE

REGIONAL CENTRO-OESTE REGIONAL CENTRO-OESTE SOJA DESPONTA NO CENTRO-OESTE, REDUZINDO ÁREAS DE MILHO VERÃO E ALGODÃO A produção de soja despontou no Centro-Oeste brasileiro nesta safra verão 2012/13, ocupando áreas antes destinadas

Leia mais

RELATÓRIO DE MERCADO JULHO DE 2015

RELATÓRIO DE MERCADO JULHO DE 2015 RELATÓRIO DE MERCADO JULHO DE 2015 COMMODITIES AGRÍCOLAS RESUMO DOS PRINCIPAIS INDICADORES DO MERCADO DE COMMODITIES AGRÍCOLAS SUMÁRIO OFERTA 4 8 VARIAÇÕES HISTÓRICAS E FORECAST 6 DEMANDA 9 CONSIDERAÇÕES

Leia mais

BOLETIM CUSTOS E PREÇOS. Novembro de 2013

BOLETIM CUSTOS E PREÇOS. Novembro de 2013 BOLETIM CUSTOS E PREÇOS Novembro de 2013 Milho: Neste mês o mercado de milho registrou comportamento diferenciado. Em algumas localidades ocorreram quedas nos preços, caso do Paraná, e sustentação em outras,

Leia mais

CERTIFICAÇÃO DE CAFÉS SUTENTÁVEIS: PROGRAMAS EM ANDAMENTO NO BRASIL SÉRGIO PARREIRAS PEREIRA

CERTIFICAÇÃO DE CAFÉS SUTENTÁVEIS: PROGRAMAS EM ANDAMENTO NO BRASIL SÉRGIO PARREIRAS PEREIRA CERTIFICAÇÃO DE CAFÉS SUTENTÁVEIS: PROGRAMAS EM ANDAMENTO NO BRASIL SÉRGIO PARREIRAS PEREIRA Imperial Estação Agronômica de Campinas 27/06/1887 Centro de Café Alcides Carvalho INTRODUÇÃO O Agronegócio

Leia mais

DEPEC - Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos CAFÉ JANEIRO DE 2009

DEPEC - Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos CAFÉ JANEIRO DE 2009 DEPEC - Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos CAFÉ JANEIRO DE 2009 1 2 PRODUTOS CAFÉ 45,8 milhões de sacas de 60 kg 77% Arábica 23% Robusta (ou conilon) SAFRA 2008/2009 63% Exportação 37% Mercado

Leia mais

Agronegócio Internacional

Agronegócio Internacional Boletim do Agronegócio Internacional Agronegócio Internacional Recordistas de vendas no valor total exportado pelo Brasil jan-jul 2014/2013 Edição 03 - Agosto de 2014 O agronegócio representou 44% das

Leia mais

Commodities Agrícolas

Commodities Agrícolas Commodities Agrícolas sábado, 14 de setembro de 2013 CAFÉ CAFÉ Bolsas Venc Ajuste Máx BM&F Mín Variação Venc Ajuste ICE FUTURES Máx Mín Variação SET13 139,00 0,00 0,00-0,70 SET13 115,55 115,70 115,70-0,70

Leia mais

Capacidade dos Portos Brasileiros Soja e Milho

Capacidade dos Portos Brasileiros Soja e Milho CAPACIDADE DOS PORTOS BRASILEIROS Capacidade dos Portos Brasileiros Soja e Milho 1 Novembro 2012 Esse estudo pretende chegar a um volume máximo de soja, milho e derivados, que pode ser exportado, por meio

Leia mais

Desempenho da Agroindústria em 2004. histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003), os

Desempenho da Agroindústria em 2004. histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003), os Desempenho da Agroindústria em 2004 Em 2004, a agroindústria obteve crescimento de 5,3%, marca mais elevada da série histórica iniciada em 1992. Como tem sido freqüente nos últimos anos (exceto em 2003),

Leia mais

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2013

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2013 Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Março 2013 As exportações em março apresentaram aumento de +27,85% em relação a fevereiro. O valor exportado superou novamente a marca de US$ 1 bilhão, atingindo

Leia mais

MERCADOS FUTUROS E DE OPÇÃO: OPORTUNIDADES PARA O COOPERATIVISMO

MERCADOS FUTUROS E DE OPÇÃO: OPORTUNIDADES PARA O COOPERATIVISMO MERCADOS FUTUROS E DE OPÇÃO: OPORTUNIDADES PARA O COOPERATIVISMO Organização das Cooperativas Brasileiras OCB Gerência de Apoio ao Desenvolvimento em Mercados - GEMERC 1. INTRODUÇÃO O agronegócio brasileiro

Leia mais

Projeções de custos e rentabilidade do setor sucroenergético na região Nordeste para a safra 2013/14: o desafio de sobrevivência dos fornecedores

Projeções de custos e rentabilidade do setor sucroenergético na região Nordeste para a safra 2013/14: o desafio de sobrevivência dos fornecedores Projeções de custos e rentabilidade do setor sucroenergético na região Nordeste para a safra 2013/14: o desafio de sobrevivência dos fornecedores Essa publicação apresenta as projeções de custos de produção

Leia mais

Coletiva de imprensa ESTIMATIVA DA SAFRA 2013/2014

Coletiva de imprensa ESTIMATIVA DA SAFRA 2013/2014 Coletiva de imprensa ESTIMATIVA DA SAFRA 2013/2014 São Paulo, 29 de abril de 2013 ROTEIRO I. Safra 2012/2013 na região Centro-Sul: dados finais Moagem e produção Mercados de etanol e de açúcar Preços e

Leia mais

Curva Futura das Cotações 1 : baixa safra de café em ano de ciclo de alta

Curva Futura das Cotações 1 : baixa safra de café em ano de ciclo de alta Análises e Indicadores do Agronegócio ISSN 1980-0711 Curva Futura das Cotações 1 : baixa safra de café em ano de ciclo de alta Em janeiro de 2014, as expectativas para a trajetória do mercado de juros

Leia mais

Milho Período: 16 a 20/03/2015

Milho Período: 16 a 20/03/2015 Milho Período: 16 a 20/03/2015 Câmbio: Média da semana: U$ 1,00 = R$ 3,2434 Nota: A paridade de exportação refere-se ao valor/sc desestivado sobre rodas, o que é abaixo do valor FOB Paranaguá. *Os preços

Leia mais

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Maio 2012

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Maio 2012 Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Maio 2012 As exportações em maio apresentaram aumento de +39,13% em relação a abril, continuando a superar a marca de US$ 1 bilhão, agora pela décima-sexta vez

Leia mais

Balança Comercial 2003

Balança Comercial 2003 Balança Comercial 2003 26 de janeiro de 2004 O saldo da balança comercial atingiu US$24,8 bilhões em 2003, o melhor resultado anual já alcançado no comércio exterior brasileiro. As exportações somaram

Leia mais

BOLETIM CUSTOS E PREÇOS Abril de 2014

BOLETIM CUSTOS E PREÇOS Abril de 2014 BOLETIM CUSTOS E PREÇOS Abril de 2014 Milho: Os preços no mercado brasileiro ficaram estáveis e até mesmo um pouco mais baixos em algumas praças. A incerteza dos produtores quanto à produtividade do milho

Leia mais

10º LEVANTAMENTO DE SAFRAS DA CONAB - 2012/2013 Julho/2013

10º LEVANTAMENTO DE SAFRAS DA CONAB - 2012/2013 Julho/2013 10º LEVANTAMENTO DE SAFRAS DA CONAB - 2012/2013 Julho/2013 1. INTRODUÇÃO O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), por meio da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), realiza sistematicamente

Leia mais

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Novembro 2012

Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Novembro 2012 Desempenho do Comércio Exterior Paranaense Novembro 2012 As exportações em novembro apresentaram diminuição de 27,64% em relação a outubro. Continuam a superar a marca de US$ 1 bilhão, agora pela vigésima-segunda

Leia mais

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos FEIJÃO OUTUBRO DE 2015

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos FEIJÃO OUTUBRO DE 2015 DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos FEIJÃO OUTUBRO DE 2015 CALENDÁRIO AGRÍCOLA - FEIJÃO Safra 1ª - Safra das Águas 2ª - Safra da Seca 3ª - Safra de Inverno Principais Regiões Sul, Sudeste,

Leia mais

Preocupações com oferta diminuem e preços caem para seus níveis mais baixos de 18 meses

Preocupações com oferta diminuem e preços caem para seus níveis mais baixos de 18 meses Preocupações com oferta diminuem e preços caem para seus níveis mais baixos de 18 meses Em julho o mercado de café registrou novas baixas, com os preços reagindo à depreciação do real brasileiro, que caiu

Leia mais

ALGODÃO EM MATO GROSSO AGOSTO/15

ALGODÃO EM MATO GROSSO AGOSTO/15 ALGODÃO EM MATO GROSSO AGOSTO/15 CONJUNTURA MENSAL ANO 1. Nº 4 O 12º Levantamento de Safras da Conab, divulgado em 11 de setembro de 2015, consolidou os dados sobre produção, área e produtividade de algodão

Leia mais

Alta do dólar reforça aumento dos custos de produção

Alta do dólar reforça aumento dos custos de produção Alta do dólar reforça aumento dos custos de produção Por Prof. Dr. Sergio De Zen e Graziela Correr; Equipe Pecuária de Corte Se, de um lado, a forte alta do dólar frente ao Real tem contribuído para elevar

Leia mais

Exportações recordes do Brasil influenciam o mercado cafeeiro

Exportações recordes do Brasil influenciam o mercado cafeeiro Exportações recordes do Brasil influenciam o mercado cafeeiro As exportações de café do Brasil alcançaram um volume recorde de 36,8 milhões de sacas no ano-safra de 2014/15 (abril a março), alimentado

Leia mais

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos CARNE BOVINA NOVEMBRO DE 2015

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos CARNE BOVINA NOVEMBRO DE 2015 DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos CARNE BOVINA NOVEMBRO DE 2015 PRODUTOS PARTICIPAÇÃO NA PRODUÇÃO Produção de carnes NACIONAL - USDA - mil ton DO COMPLEXO CARNES - 2014 Carne Bovina

Leia mais

RELATÓRIO DA GESTÃO 2014

RELATÓRIO DA GESTÃO 2014 1 Senhores Associados: RELATÓRIO DA GESTÃO 2014 Temos a satisfação de apresentar o Relatório da Gestão e as Demonstrações Contábeis da CREDICOAMO Crédito Rural Cooperativa, relativas às atividades desenvolvidas

Leia mais

Índice de Confiança do Agronegócio

Índice de Confiança do Agronegócio Índice de Confiança do Agronegócio Terceiro Trimestre 2014 Principais Resultados:» Índice de Confiança do Agronegócio» Índice da Indústria (antes e depois da porteira)» Índice do Produtor Agropecuário

Leia mais

CASTANHA DE CAJU PROPOSTA DE PREÇO MÍNIMO SAFRA 2006/2007

CASTANHA DE CAJU PROPOSTA DE PREÇO MÍNIMO SAFRA 2006/2007 CASTANHA DE CAJU PROPOSTA DE PREÇO MÍNIMO SAFRA 2006/2007 Debora de Moura 1) Panorama Internacional O mercado da castanha de caju, embora, regional no Brasil, movimenta grandes valores mundialmente. De

Leia mais

O COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DE ALGUMAS COMMODITIES (CAFÉ, SOJA, AÇÚCAR E SUCO DE LARANJA)

O COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DE ALGUMAS COMMODITIES (CAFÉ, SOJA, AÇÚCAR E SUCO DE LARANJA) O COMPORTAMENTO DOS PREÇOS DE ALGUMAS COMMODITIES (CAFÉ, SOJA, AÇÚCAR E SUCO DE LARANJA) Ricardo Dalla Costa 1 RESUMO O presente artigo vem analisar o nível de preço e produtividade, tecnologia, comercialização

Leia mais

Mercado Externo. Preço do milho (ZCN5) Índice Dólar (DXY) Fonte: TradingView, CMEGroup

Mercado Externo. Preço do milho (ZCN5) Índice Dólar (DXY) Fonte: TradingView, CMEGroup Mercado Externo Segundo relatório de abril do U.S Departament of Agriculture USDA, a produção de milho dos EUA será 2,8% maior do que na safra anterior, com uma estimativa de produção total de 361,1 milhões

Leia mais

O comportamento pós-crise financeira das taxas de câmbio no Brasil, China, Índia e Europa

O comportamento pós-crise financeira das taxas de câmbio no Brasil, China, Índia e Europa O comportamento pós-crise financeira das taxas de câmbio no Brasil, China, Índia e Europa Guilherme R. S. Souza e Silva * RESUMO - O presente artigo apresenta e discute o comportamento das taxas de câmbio

Leia mais

Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos

Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos Junho de 2015 Cotação do açúcar deve seguir em baixo patamar, refletindo elevado nível de estoques globais Priscila Pacheco Trigo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos O nível de estoques de açúcar

Leia mais

AGOSTO DEVE SER MARCADO POR QUEDA ANUAL DE 33% EM NOVA YORK

AGOSTO DEVE SER MARCADO POR QUEDA ANUAL DE 33% EM NOVA YORK Boletim Semanal sobre Tendências de Mercados Ano XVII 31/agosto/2015 n. 590 AGOSTO DEVE SER MARCADO POR QUEDA ANUAL DE 33% EM NOVA YORK A finalização do mês de agosto traz consigo mais um registro de forte

Leia mais

ÁREA DE MILHO CRESCEU 4,9% NA SAFRA 2012/2013, A MAIOR DESDE 1937, INDICANDO QUE O PAÍS COLHERIA UMA SAFRA RECORDE ESTE ANO

ÁREA DE MILHO CRESCEU 4,9% NA SAFRA 2012/2013, A MAIOR DESDE 1937, INDICANDO QUE O PAÍS COLHERIA UMA SAFRA RECORDE ESTE ANO GRÃOS: SOJA, MILHO, TRIGO e ARROZ TENDÊNCIAS DOS MERCADOS PARA 2012/2013 NO BRASIL E NO MUNDO Carlos Cogo Setembro/2012 PRODUÇÃO MUNDIAL DEVE RECUAR 4,1% NA SAFRA 2012/2013 ESTOQUES FINAIS MUNDIAIS DEVEM

Leia mais

O AGRONEGÓCIO BRASILEIRO E O SETOR DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS TENDÊNCIAS DOS MERCADOS PARA 2012/2013 E OS CENÁRIOS DE LONGO PRAZO Carlos Cogo Agosto/2012 LA NIÑA PROVOCA FORTES QUEBRAS EM SAFRAS DE GRÃOS O

Leia mais

Ano cafeeiro de 2014/15 fecha com a maior baixa de 20 meses

Ano cafeeiro de 2014/15 fecha com a maior baixa de 20 meses Ano cafeeiro de 2014/15 fecha com a maior baixa de 20 meses Depois de uma pequena recuperação em agosto, os preços do café continuaram em declínio em setembro. Num cenário caracterizado pela tendência

Leia mais

ALGODÃO EM MATO GROSSO JULHO/15

ALGODÃO EM MATO GROSSO JULHO/15 ALGODÃO EM MATO GROSSO JULHO/15 CONJUNTURA MENSAL ANO 1. Nº 3 O 11º Levantamento de Grãos da Conab, divulgado em 11 de agosto de 2015, manteve suas estimativas para a safra 2014/15, de algodão em pluma

Leia mais

Conjuntura Anual do Sorgo em 2008 e um possível cenário para 2009.

Conjuntura Anual do Sorgo em 2008 e um possível cenário para 2009. Conjuntura Anual do Sorgo em 2008 e um possível cenário para 2009. Para os produtores de sorgo o ano de 2008 pode ser considerado como bom. As condições climatológicas foram favoráveis durante todo o ciclo

Leia mais

Cacau Amêndoa Período: Junho de 2013

Cacau Amêndoa Período: Junho de 2013 Cacau Amêndoa Período: Junho de 2013 Tabela I PREÇO PAGO AO PRODUTOR - Cacau Amêndoa (em US$/ton.). Períodos Anteriores Junho/2013 % Locais Unid. 12 meses 1 mês 1 mês [a] [b] [c] c/a c/b Ilhéus - Bahia

Leia mais

Agosto/2015 Belo Horizonte - MG

Agosto/2015 Belo Horizonte - MG SECRETARIA DE ESTADO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO DE MINAS GERAIS SUBSECRETARIA DO AGRONEGÓCIO Agosto/2015 Belo Horizonte - MG ÍNDICE 03. Apresentação 04. Dados de Minas Gerais 05. Área, Produção

Leia mais