PROGRAMA FITOSSANITÁRIO DE MATO GROSSO DO SUL INFORMATIVO Nº 112. Este informativo não representa o endosso da AMPASUL para nenhum produto ou marca.

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1 PROGRAMA FITOSSANITÁRIO DE MATO GROSSO DO SUL RELATÓRIO DE 20 DE ABRIL A 17 DE MAIO DE 2015 INFORMATIVO Nº 112 1

2 Núcleo 1 Chapadão do Sul Eng. Agr. Danilo Suniga de Moraes Na Região de Chapadão do Sul, o algodão safra esta em média com 150 DAE (dias após a emergência) e apresenta um bom desenvolvimento; o apodrecimento de maçãs (Foto 1) do terço inferior ocorre devido às condições climáticas favoráveis durante estes últimos dias. Também há em algumas situações o surgimento da Mancha Alvo (causada por Corynespora cassiicola), seus sintomas são caratcterizados por lesões pontuais de coloração parda e halo amarelo, já em caso mais avançado são manchas grandes circulares de cor castanha, formando aneis concêntricos de coloração mais escura (Foto 2), os primeiros sintomas são evidenciados no terço inferior da planta mas pode evoluir rapidamente para o restante da planta, a doença pode causar desfolha severa da planta se atingir nives maiores de infestação, plantas vigorosas e que estão em populações altas criam um microclima favorável para o surgimento e evolução desta doença. Não existe produtos químico registrado no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) para controle da Mancha Alvo no algodoeiro, a Cotonicultura Brasileira ainda aguarda atitudes das autoridades competentes para o registro de produtos que controlem o problema na cultura visto que a evolução da doença no sistema produtivo é evidente. Foto 1. Maçãs podres coletadas no terço inferior de plantas de algodoerio safra. 2

3 Foto 2. Sintomas de Mancha Alvo (causada por Corynespora cassiicola) na folha do algodoeiro. Por enquanto, no algodão safrinha (ou de segunda época) nota-se menor incidência de doenças em comparação com o cultivo safra devido a estrutura das plantas estarem menores e época tardia de plantio. Com o bom controle de lagartas exercido pelas plantas de algodão-bt, o bicudo do algodoeiro (Foto 3) é a principal preocupação dos cotonicultores nesta fase. Seu controle tem sido rotineiro nas propriedades, porém as reifestações e/ou a população da praga não controlada aumenta o que acaba onerando o custo do controle. A utilização de tecnologias de aplicação como gotas oleosas, como UBV (Ultra Baixo Volume) e BVO (Baixo Volume Oleoso) tem crescido entre as propriedades e mostrado resultados mais efetivos, até o momento, em relação às aplicações em AV (Alto Volume). Em razão desta demanda relacionada à Tecnologia de Aplicação, a Ampasul realiza nesta semana o Treinamento de Aplicação com Foco em UBV e BVO para qualificar melhor empresas de aviação agrícola e as equiepes das propriedades e seus colaboradores diretos. Foto 3. Bicudo do algodoeiro em botão floral com orifícios de alimentação e fezes do inseto. 3

4 Núcleo 2 Costa Rica e Alcinópolis Eng. Agr. Robson Carlos dos Santos Na Região de Costa Rica e Alcinópolis, o algodão safra também está com 150 DAE (dias após emergência) em média - entrando na fase final de seu ciclo, compreendido pela fase da abertura das maçãs dando origem aos capulhos. Nas últimas semanas foi observado um aumento significativo na evolução e severidade de doenças como a Mancha de Ramulária e Mancha Alvo nos algodoais Núcleo. Semelhantemente ao que ocorre na Região de Chapadão do Sul, as precipitações ocorridas neste período associada a queda da temperatura nos últimos dias, interfere negativamente no processo da abertura das maçãs (Foto 4). Em alguns talhões surge o apodrecimento de maçãs, principalmente naquelas que estão posicionadas na parte inferior das plantas, que ficam com microclima favorável ao desenvolvimento de fungos e bactérias oportunistas. O uso adequado do regulador de crescimento e ajuste na densidade populacional da cultura melhorando a aeração, são alguns pontos importantes ao bom manejo da doença. Foto 4. Manchas escuras no interior da maçã devido absorção de umidade do ambiente. Por sua vez, a Ramulária (Foto 5) ainda é a principal doença da Cultura do Algodão. Na região, a maioria dos cotonicultores já realizaram em média oito aplicações especificas de fungicidas para o controle de doenças. Porém, boa parte dos fungicidas que controlam bem Ramulária areola tem pouca ou nenhuma eficiência sobre a Corynespora cassiicola (Foto 6) doença catalogada recentemente na Região, e que vem assumindo grande importância econômica, pois a cada ano que passa aumenta a sua incidência nas lavouras da região. Reitera-as aqui que o problema ainda não é reconhecida como doença da Cultura do Algodão, e não existe nenhum produto comercial com registro no MAPA, para o controle da doença na cultura. 4

5 Foto 5. Folha com sintomas de Ramulária areola. Foto 6. Folhas de plantas de algodão com sintomas de Corynespora cassiicola. Em relação ao bicudo do algodoeiro nesta Região, todas as propriedades do Núcleo seguem atentas com o monitoramento e o controle da praga; as maiores incidências da praga mantêm-se nas bordaduras dos talhões. Nas fazendas que apresentam maior incidência do inseto, estão realizando o tratamento das bordas dos talhões com inseticidas a intervalos de aplicações que variam de três a cinco dias. Nas áreas que foi detectado a presença do inseto no interior da área, alguns cotonicultores estão realizando aplicações (sequenciais) de inseticidas com aeronaves que possuem micronaire (Foto 7); nas técnicas de UBV e/ou BVO, esses modelos de tecnologia aplicação apresentam resultados melhores do que com as aplicações terrestres. 5

6 Foto 7. Aeronave realizando aplicação em UBV. Núcleo 3 Centro e Sul (São Gabriel do Oeste, Sidrolândia e Aral Moreira). Eng. Agr. Danilo S. Moraes e Robson C. dos Santos Nos municípios de Aral Moreira e Sidrolândia o algodão safra que fora semeado em final de outubro e no mês de novembro de 2015 já foi colhido e apresentou produtividade adequada para um anos de preços muito ruins da pluma no Mercado, cita-se que houve uma safra recorde em termos de produtividade para aquela região no momento o algodão colhido ainda está sendo beneficiado, a destruição de soqueira na região já está em fase final e a análise econômica do ano agrícola ainda não foi finalizada (Foto 8). Foto 8. Algodão em caroço no pátio da Copasul, em Maracaju, disponível para ser beneficiado. 6

7 Em Sidrolândia, a Ampasul conduziu um campo demonstrativo de cultivares (Foto 9) que foi colhido manualmente e mecanicamente e em breve estaremos divulgando informações referentes as avaliações. Foto 9. Eng. Agr. Robson Santos, monitor da Ampasul, realizando avaliação de altura de planta no campo demonstrativo de cultivares em Sidrolândia. Em São Gabriel do Oeste o algodão safrinha está em fase reprodutiva na sua maioria e apresenta bom desenvolvimento (Fotos 9 e 10), pela condição de ser em sua totalidade algodão segunda época até momento a ocorrência de doenças na cultura ainda é pequena. Uma das principais preocupações no manejo da cultura até o momento é o controle de pragas, como pulgão, mosca branca e complexo de lagartas destacando a presença de lagartas do gênero Spodoptera. O bicudo do algodoeiro foi detectado em bordaduras, mas em reduzida população - a fazenda já iniciou as pulverizações para conter o avanço da praga. Foto 10 e 11. À esquerda maçãs do terço inferior sadias e à direita planta com pegamento de maçãs. 7

8 ANEXO No dia 15 de maio de 2015 a ABRAPA realizou o Workshop do Bicudo em Brasília, o qual contou com a participação de todas Associações Estaduais da federação, órgãos de defesas agropecuárias de todos os estados produtores, consultores dos grandes núcleos cotonicultores e também pesquisadores renomados que trabalham com a cultura e a praga, para discutir a atual situação do bicudo nestas últimas safras. A Ampasul esteve representada pelo Eng. Agr. Danilo S. Moraes Coordenador do Programa Fitossanitário e também o Eng. Agr. Paulo Buzolin representante dos produtores do Mato Grosso do Sul (Fotos 12 e 13). Foto 12. Danilo S. Moraes e Paulo Buzolin representantes da AMPASUL no Workshop do Bicudo em Brasília-DF. Foto 13. Apresentação da atual situação do MS, em números, para controle do bicudo nas últimas três safras. 8

9 Resumidamente, no Workshop conclui-se: O combate ao bicudo-do-algodoeiro requer ações coletivas, de ampla adesão e de caráter regional. São necessárias medidas para o enfrentamento conjunto e organizado da praga. Nosso objetivo com este workshop foi justamente alinhar tudo o que está sendo feito para montarmos uma grande campanha nacional de combate à praga, disse João Carlos Jacobsen Rodrigues, presidente da Abrapa. A situação nacional é preocupante. Praticamente todas as áreas algodoeiras do país estão infestadas. Somente os custos de controle com inseticidas têm variado de US$ 100 a US$ 300 por hectare/ano hoje em dia, decorrentes da elevação dos preços dos produtos para controle e expansão da praga pelas áreas cultivadas no Cerrado do Brasil. Os prejuízos causados pelo bicudo na produtividade da safra variam de 2% a 5%. Foi destacada a necessidade de um trabalho de formação e qualificação profissional nas fazendas, técnico e operacional. Quatro práticas são a base para o bom controle da praga regionalmente: (1) calendário de plantio bem definido regionalmente; (2) eliminação de soqueiras, rebrotas e tigueras na entressafra; (3) rigoroso cumprimento do vazio sanitário, (4) redução nas populações da praga na emissão do primeiro botão floral e na desfolha. Sugestões relacionadas à infraestrutura de esquemas de aplicações regional e conjuntas por diversos agricultores simultaneamente, patrulhas mecanizadas especializadas na aplicação de inseticidas e treinamento de monitores. ANEXO II No dia 14 de maio de 2015 a Ampasul realizou mais um GTA (grupo de trabalho do algodão) que desta vez unificou os dois grupos (Chapadão do Sul e Baús) na ocasião tivemos também apoio e participação da Fundação Chapadão que nos acompanhou durante visita nos campos de pesquisas supervisionados pelo Eng. Agr. MSc. Alfredo Riciere Dias, pesquisador responsável pelos estudos realizados de fitopatologia da Instituição, Alfredo pode apresentar resultados obtidos na safra anterior e também nesta safra no que diz respeito a doenças do algodoeiro, o evento (Fotos 14, 15, 16 e 17) foi um momento impar o qual os técnicos, produtores e consultores puderam tirar dúvidas e visualizar no campo diferentes manejo de controle das principais doenças do algodoeiro. 9

10 Fotos 14, 15, 16 e 17: Participantes do GTA realizado em maio de Visite nossa página no facebook ( e nosso site ( Redação: Eng. Agr. Danilo Suniga de Moraes (Coordenador Técnico da AMPASUL) e Eng. Agr. Robson Santos (Monitor Técnico da AMPASUL) 10

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