Palavras- chave: Contação de história. Criança. Educação Infantil.

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1 CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS PARA CRIANÇAS DOS ANOS INICIAIS PIBID/UERGS/São Luiz Gonzaga Bárbara Hartmann Jaqueline dos Anjos Pinto Nara Noely Martins Viviane Machado Maurente RESUMO O presente trabalho é resultado das experiências vividas durante o desenvolvimento de atividades no Instituto Estadual de Educação Professor Osmar Poppe pelo grupo PIBID-UERGS/Osmar Poppe Anos Iniciais, objetivando estimular de forma criativa a formação do hábito de leitura e escrita favorecendo o desenvolvimento do domínio ativo da linguagem oral e escrita de forma criativa e prazerosa como prática social de expressão e comunicação. O trabalho vem calcado metodologicamente em uma pesquisa-ação, na qual há trocas de saberes entre todos os envolvidos. Contar histórias para crianças nesta faixa etária é importante para seu desenvolvimento. As oficinas de contação de história têm como objetivo aproximar as crianças de práticas literárias despertando em cada uma o gosto pela leitura. Às vezes, perde-se muito pelo fato das escolas terem bibliotecas despreparadas tendo poucos livros destinados à literatura infantil e, os inúmeros sentimentos e emoções que podem ser trabalhadas através da literatura acabam se perdendo em meio a planejamentos que não cedem lugar para esse tipo de trabalho. Desenvolver oficinas de contação de histórias nos anos iniciais, ensinar desde cedo a criança a importância do hábito de leitura sendo que este, ela levará por toda a vida. Perceber em cada criança sua evolução em relação às histórias, o que não aconteceu rapidamente, mas sim, foi resultado de um processo, em que demonstravam entender o real valor do hábito de leitura, deixa cada vez mais claro que a contação de história é o primeiro passo para formação de bons leitores. Palavras- chave: Contação de história. Criança. Educação Infantil.

2 INTRODUÇÃO 2 Este trabalho tem por finalidade apresentar uma discussão teórico-prática sobre a contação de histórias como uma proposta metodológica de ensino no processo de aprendizagem da leitura e da escrita de alunos dos anos iniciais. Acreditamos que a contação de história pode estimular o raciocínio, a criatividade, a imaginação, bem como o tornar mais crítico e participativo os alunos nas atividades escolares e na sua própria comunidade. As histórias sempre estiveram presentes na vida das pessoas. Desde as épocas mais remotas. Com isso os livros foram adquirindo uma importância muito significativa, tanto dentro das escolas, quanto nas próprias famílias e, claro, na educação das crianças. O primeiro contato da criança com um texto é feito, em geral, oralmente. É pela voz da mãe e do pai, contando contos de fada, trechos da Bíblia, histórias inventadas tendo a gente como personagem, narrativas de quando eles eram crianças e tanta, tanta coisa mais... Contadas durante o dia, numa tarde chuva ou à noite, antes de dormir, preparando para o sono gostoso e reparador, embalado por uma voz amada... É poder rir, sorrir, gargalhar com as situações vividas pelos personagens, com a ideia do conto ou como jeito de escrever de um autor e, então, poder ser um pouco cumplice desse momento de humor, de gozação. (ABRAMOVICH, 1995 apud OTTE E KOVÁCS, 2003, p.3). Também são válidas as ideias de Oliveira (1996, p. 27), que afirma: A literatura infantil deveria estar presente na vida da criança como está o leite em sua mamadeira. Ambos contribuem para o seu desenvolvimento. Um, para o desenvolvimento biológico: outro, para o psicológico, nas suas dimensões afetivas e intelectuais. A literatura infantil tem uma magia e um encantamento capazes de despertar no leitor todo um potencial criativo. É uma força capaz de transformar a realidade quando trabalhada adequadamente com o educando (OLIVEIRA, 1996, p. 27 apud LIPPI e FINK, 2012, p.22). No entanto, de uns tempos pra cá, a leitura e até mesmo a contação de história estão perdendo o espaço nos ambientes familiares, devido à falta de tempo dos pais para que com os filhos e a falta de interesse das crianças perante isso, dando um total valor para as tecnologias em geral. Nesse contexto, encontramos apoio nas ideias de Machado (2004):

3 ...é um fato inegável e curioso, não só no Brasil, mas também em outras partes do mundo. Se por um lado os velhos contadores tradicionais estão desaparecendo, porque nas comunidades rurais a televisão ocupa implacavelmente seu lugar, nos grandes centros urbanos a quantidade de gente que se dedica a essa arte está crescendo. Ninguém mandou, não é uma moda importada; parece que se trata de um sentimento de urgência que faz nascer das cinzas uma ética adormecida, uma solidariedade não mais do que básica, num mundo de cabeça para baixo (MACHADO, 2004, p.31 apud SILVA, GARCIA E SILVA, 2013). 3 A ARTE DE CONTAR HISTÓRIAS A contação de histórias é considerada uma ferramenta para a construção da aprendizagem. Muitos alunos possuem dificuldades coma leitura e sua interpretação, por isso viemos através deste, para ativar o interesse e o raciocínio imediato da criança, contribuindo para a sua formação pessoal. A arte do contar histórias opera antes com a noção de sugestão, de esboço. Nenhum contar é definitivo e pronto e acabado. Toda história contada oralmente é antes de tudo, uma obra em processo, que precisa do outro para ser completada (SISTO, 2007, p.3). A arte de contar história vai além de saber a própria leitura. É preciso encantar e interagir com o telespectador, tanto pela a expressão corporal como pela linguística. A criatividade e a ludicidade são questões fundamentais para envolver a criança e despertar interesse. A interpretação permite ao contador dar vida aos personagens, possibilitando uma aprendizagem prazerosa e com grande significado, onde a criança brinca, imagina e se diverte com a descoberta da leitura. O gosto pela leitura pode nascer através da oralidade, do ouvir cotidiano, de várias formas do contar e recontar a mesma história, utilizando-se de recursos como: marionetes, tom vocal (alto e baixo), figurino, cenário, efeito sonoros e de luzes, etc. A contação de histórias provoca na criança prazer, amor à beleza, imaginação, poder de observação, amplia as experiências, gosto pelo artístico, a estabelecer ligação entre fantasia e realidade (CASTRO, 2010). A contação de histórias tem por objetivo despertar a curiosidade e o interesse das crianças para a leitura e todo o mundo literário, além de ajudar no desenvolvimento do

4 pensamento e na sua própria personalidade, sendo esse trabalhado já na educação infantil e anos iniciais, para que, com o passar do tempo, as crianças, entrando na adolescência, percam a vontade perante isso, tornando o processo ainda mais difícil nessa faixa etária, não formando então, pessoas mais responsáveis e crítica. Trago aqui, uma citação de Castro (2010), que afirma: As histórias enriquecem a experiência, a capacidade de dar sequência lógica aos fatos, sentido da ordem, esclarecimento do pensamento, a atenção, gosto literário, ampliação do vocabulário, o estimulo e interesse pela leitura, a linguagem oral e escrita, etc. (CASTRO, 2010). Não podemos forçar algo para os outros, o interessante é achar medidas que possam ser responsáveis pelo o interesse dos mesmos por algo. Podemos perceber que a contação de histórias chama a atenção das crianças e adolescentes de diversas idades, sendo esse, de assuntos referidos à cada público alvo. Uma tendência, uma moda ou algo do momento, pode ser trabalhada de formas diferentes com os alunos, para que eles possam compreender melhor do que se trata função, objetivos, etc. Não podemos esquecer também o fato de que a criança pensa muitas coisas e não vê maldade em nada, muito menos possui preguiça quando se quer alguma coisa, então, como profissional da educação infantil e/ou dos anos iniciais, colocaria as crianças encenarem perante alguma atividade, assunto ou até mesmo outra peça, para que com seus colegas, assim, o estímulo e a vontade de fazer é liberada e acaba somando a sua vivência e seu aprendizado na escola, tornando mais responsável, crítico e integrante na sua sociedade. 4 METODOLOGIA Esse trabalho faz parte do Projeto Pibid/Uergs Unidade em São Luiz Gonzaga/RS e tem como abordagem a pesquisa empírica, exploratória, de campo e bibliográfica, pois todo conhecimento aprendido no curso de formação inicial está sendo levado para a prática no projeto do Pibid. As oficinas de contação de histórias estão sendo aplicadas uma vez por semana (sendo que esteja chovendo ou embarrado, onde não se pode aplicar as oficinas de recreação) assim, totalizando 4 horas de contação de histórias para crianças de 6 anos a 12

5 5 anos do Instituto Estadual de Educação Professor Osmar Poppe. Antes da aplicação das oficinas, é realizado uma pesquisa bibliográfica em torno da trajetória histórica da literatura infantil. Além disso, a pesquisa das histórias a serem contadas levando em conta a faixa etária dos ouvintes, o contexto social onde elas estavam inseridas, e os materiais pedagógicos que seriam necessários para a realização do planejamento. Nas oficinas, além da contação, são realizadas atividades referentes à história. São trabalhados temas variados e alguns contemplando datas comemorativas em seus respectivos datas. Entre essas atividades estavam as dinâmicas de grupo, principalmente o teatro onde, a criança se reúne com o seu grupo e nos conta qual parte mais gostou e qual relação faz com a vida dela. Nas primeiras semanas, pode-se perceber que as crianças não estavam adaptadas a ouvir histórias como uma forma de aprendizado, lazer e diversão. No início, sempre questionavam o porquê ou o que se faria com a história. Depois de algumas oficinas foi nítida a mudança delas em relação ao ato de ouvir as histórias. Há cada semana, o interesse aumenta. Em algumas situações, elas relacionavam as histórias que haviam ouvido com práticas da realidade. No segundo semestre deste ano, passamos a fazer monitoria em uma turma do 4º ano, e continuei com a proposta de contação de histórias, pude perceber que quando o aluno não tem o habito e o incentivo desde o 1º ano de ouvir histórias ou até mesmo lê-las, os mesmos não sentem tanto interesse em ouvir histórias. Mas afinal por que mediar à leitura através da contação de histórias? Que aspectos devem ser destacados na formação do mediador? Edson Gabriel Garcia (2012, p. 95) afirma que o mediador muitas vezes faz o percurso junto, ele mesmo é um sujeito em processo, alguém que vai formando leitor à medida que vai formando outros leitores. O mediador da leitura nunca está definitivamente pronto: será sempre um vir a ser. Essa afirmativa do autor nos leva a pensar que muitas vezes, o professor não está pronto e, por isso, a necessidade de uma formação continuada e de um trabalho coletivo nas escolas que ajude a fortalecer as ações do mediador no espaço escolar. Algumas vezes ou muitas vezes, nós e até mesmos os professor apresentamos dificuldades com a leitura, desconhecemos livros e textos que podem ser utilizados com os

6 alunos, temos preferência por algum gênero e não trabalha com os demais, ou seja, nós mesmos precisamos de estímulos, de experiências com a leitura que possam nos proporcionar uma visão mais ampla do processo de mediação. Além disso, é importante perceber que o processo de formação do leitor é contínuo e vai se dando no decorrer de sua vida, com as experiências de leitura que for obtendo na vida profissional e particular, no cruzamento entre a teoria e a prática. Segundo Porlán: Atividades em educação inicial e continuada, porque, como indicado, é geralmente considerada a formação científica inicial recebida pelos professores em nível primário e secundário é suficiente para áreas ou disciplinas escolares que ensinam. (PORLÁN, 1998) Então podemos perceber, que segundo Porlán as atividades desenvolvidas durante a educação continuada é de suma importância para o desenvolvimento cientifico e intelectual do professor, pois auxilia e ajuda o professor a fazer suas pesquisas e desenvolver suas atividades. Podemos relacionar a educação continuada com a contação de histórias, onde o trabalho envolve a pesquisa de que histórias são apropriadas para determinadas faixas etárias e de que forma conta-las, para que sejam agradáveis e interessantes para os alunos. Acredito que a formação de mediadores da leitura poderá ser realizada nas diferentes disciplinas dos cursos de graduação, nas diversas áreas de conhecimento, desenvolvendo no professor o gosto pela leitura e o contato com múltiplas linguagens. A partir dessa formação será possível uma melhor qualificação profissional, para exercer a mediação da leitura, desenvolvendo nos alunos a competência de ler e o gosto pela leitura. Entendo que o contador de histórias precisa ser um sonhador. Acreditar na imaginação e propor práticas e experiências que levem os ouvintes e leitores a experimentarem o exercício de por meio da subjetividade, conhecer a realidade e mudá-la, se necessário. O livro de histórias e as narrativas possibilitam aos ouvintes o contato e a criação de imagens, que na verdade revelam o que cada um escutou e leu, repercutindo as variadas experiências que viveu. Por isso mesmo, o mediador de leitura deve estar disposto a descobrir caminhos e formas que possam seduzir o ouvinte para a leitura; descobrindo ele mesmo o seu caminho de leitor. Com os dois meses que estou com monitoria no 4º ano e tentando ser uma boa 6

7 7 mediadora de leitura, percebo que são de algumas formas que os alunos se interessam por ouvir histórias, nas minhas ultimas oficinas, confeccionei uma sacola de TNT dando o nome de Sacola de Histórias, foi colocado vários objetos dentro da sacola onde cada aluno retirava um objeto e a partir daí eles passarão a inventar as suas próprias histórias, percebo que quando eles tem contato e interagem com a história torna-se mais prazerosa a contação de histórias. CONSIDERAÇÕES FINAIS A arte de contar histórias percorreu séculos e atuou na vida do ser humano de várias formas. Em alguns momentos ocupou um lugar de destaque, em outros permaneceu ou permanece quase esquecida. A verdade é que a contação de histórias contribui significativamente para formação do homem, seja enquanto leitor seja enquanto pessoa. Nesta perspectiva, observamos que começando pelo homem pré-histórico, mesmo não dominando a linguagem oral e escrita, ele já utilizava a contação de histórias para repassar suas experiências e vivências aos outros e as gerações posteriores, através de desenhos nas cavernas. A partir daí, mesmo com o domínio da linguagem oral e escrita o homem utilizou essa arte para expor suas ideias, ensinar costumes e tradições e ainda divertir, fantasiar, encantar. As narrativas (mitos, lendas, fábulas), contadas oralmente, repassaram para nós os costumes, tradições e modos de vidas dos nossos ancestrais e também deu origem a literatura. A contação de histórias contribui ativamente para a formação do leitor, pois possibilita o contato e a familiaridade com a leitura daqueles que ainda não dominam textos escritos. Assim, incentiva o gosto pela leitura e mostra a necessidade de aprender a ler. A arte de contar histórias também estimula a leitura dos que leem textos escritos, pois, serve como ponte de incentivo para se lê as histórias que ouviu. A partir dos teóricos estudados, constatamos a importância que a leitura desempenha em nossas vidas, não só a leitura de textos escritos, mas também a leitura do

8 8 mundo, dos desenhos, das imagens. Ler abre caminho para desenvolver o processo de imaginação e adquirir conhecimentos. A leitura leva-nos a diversos caminhos, a diferentes lugares, ao encontro com pessoas que nunca vimos, enfim, nos dá prazer. Nesse contexto, os autores explicitam a responsabilidade que o professor assume enquanto mediador que conduz o aluno ao texto e a aprendizagem. Esse, deverá utilizar diferentes estratégias de contação de histórias e atividades com vistas à formação do leitor. Lembrando que o mestre será exemplo para o aprendiz, por isso, deverá ser leitor assíduo e amante da literatura. Atualmente, vive-se em uma sociedade em que a tecnologia domina boa parte do conhecimento. Os livros aparentam ter ficado no passado, pois é mais fácil procurar na internet do que a biblioteca. Há muitos que ainda pensam que o livro é algo ultrapassado, velho. Mas a importância de um livro na vida de uma pessoa e os benefícios que a leitura pode proporcionar, vem em confronto com essa realidade mostrando que não há tecnologia no mundo que substitua a grandeza de conhecimentos que um livro pode mostrar. Ouvir histórias é um ato prazeroso, principalmente para a criança, já que esta tem uma capacidade de imaginar e fantasiar maior que os adultos. Apesar da grande importância do ato de contar histórias, ainda hoje há crianças que tem o mínimo contato com livros. Manter a contação de histórias e de leitura é essencial para despertar na criança toda essa gama de sentimentos e conhecimentos que somente os livros e a literatura são capazes de fazer. O adulto deve acreditar no prazer que a leitura proporciona e achar a forma adequada de mostrar isso à criança e o interesse virá por ela mesma. Conclui-se o quanto é importante a formação de leitores na idade certa, pois os mesmos precisaram dessa formação, o mundo em que estamos exigem cada vez mais que estejamos atualizados e por dentro do que corre. Por tanto acredito que a contação de histórias e a formação de leitores contribui significantemente no intelecto dos alunos. A contação de histórias na sala de aula é algo inovador e prazeroso para a criança, pois de certa forma é um refúgio da rotina das aulas, tornando-se um momento interessante que desperta nelas entusiasmo de aprender.

9 9 É importante lembrar que o processo de aprendizagem da criança não se limita apenas na Escola, ele inicia primeiramente em casa, com o acompanhamento dos pais, e os mesmos não devem colocar toda responsabilidade na escola.

10 REFÊRENCIAS BIBLIOGRAFICAS 10 ABRAMOVICH, Fanny. Literatura infantil: gostosuras e bobices. São Paulo: Scipione, OTTE e KOVÁCS, Monica Weingartner e Ana Maria. A Magia de contar Histórias. Santa Catarina: Instituto Catarinense de Pós-Graduação (ICPG), SISTO, Celso. Contar histórias, uma arte maior. In: MEDEIROS, Fábio Henrique Nunes & MORAES, Taiza Mara Rauen (orgs.). Memorial do Proler: Joinville e resumos do Seminário de Estudos da Linguagem. Joinville, UNIVILLE, MACHADO, R.A. Fundamentos teóricos-poéticos da arte de contar histórias. São Paulo: DCL, SILVA, GARCIA E SILVA, Márcia Onísia, Márcia Maria e Rita de Cássia. Contação de Histórias Infantis: promovendo a imaginação e o lúdico. Revista ELO Diálogos em Extensão, V.02, nº 01, julho de CASTRO, Eline Fernandes. A importância da leitura infantil para o desenvolvimento da criança. Retirado de: pesquisado em , às 20:30 h. OLIVEIRA, Maria Alexandre de. Leitura Prazer: Interação Participativa da Criança com a Literatura Infantil na Escola. São Paulo: Paulinas, LIPPI e FINK, Elisiane Andréia e Alessandra Tiburski. A Arte de contar Histórias: perspectivas teóricas e práticas. Vivências. Vol.8, N.14: p.20-31, GARCIA, Edson Gabriel. O mediador de leitura. Disponível em: PORLÁN, Rafael. El conocimiento de los profesores: una propuesta formativa en el área de ciencias. Ed. 1. Espanha

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