Sandra Heidtmann 2010

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1 Sandra Heidtmann 2010

2 Definições: Amostra: Pequena parte ou porção de alguma coisa que se dá para ver, provar ou analisar, a fim de que a qualidade do todo possa ser avaliada ou julgada; Coleta: Ato de "pegar, retirar, isolar, ou tomar uma alíquota do que se deseja conhecer analiticamente.

3 Quem deve fazer a coleta das amostras? O coletador Peça fundamental para a confiabilidade analítica. Nunca deve ter certeza, mas sim, ter clareza - amostra confiável; - perspicaz e sensível; - metodologia. 3

4 Alimentos No mínimo 100 gramas de amostra; Embalagens (frascos ou sacos estéreis) Preferencialmente em condições assépticas Respeitar o volume e a capacidade dos frascos ou embalagens; Utensílios esterilizados; Cuidado com a parte externa da embalagem ou frasco; Abrir as embalagens somente pelo tempo necessário para a introdução da amostra; Cuidado ao manusear as amostras (risco de contaminação) Verificar se a amostra pode ou não ser congelada. Água Limpar a parte externa da saída da tubulação com etanol 70%, se resistente ao fogo flambar, Deixar escorrer uma quantidade do produto, antes de iniciar a coleta. Amostras de água clorada, necessário neutralizar o cloro residual 4

5 Amostras oriundas de: Embalagens individuais; Embalagens não individuais; Águas Superfícies; Contaminação superficial Exposição ambiental Surtos; 5

6 Alimentos em embalagens individuais: Coletar a própria embalagem original fechada e intacta, Quantidade em torno de 200g ou ml de amostra; * se necessário várias embalagens 6

7 Alimentos em embalagens não Porções representativas individuais Sempre que possível, mistura de toda massa de alimento, - Amostras líquidas devem ser agitados; - Amostras moídas ou em pó devem ser revolvidos; - Amostras armazenados em reservatórios; - Amostras gordurosas; * Quando não for possível, compor a unidade de amostra com porções de diferentes partes do conteúdo; 7

8 - Linhas de abastecimento - Reservatórios; - Poços artesianos; - Rios e lagos - Água engarrafada 8

9 Amostras cuja contaminação é predominantemente superficial Técnica de esfregaço (zaragatoa (swab) ou esponja); - Se necessário fazer neutralização; - utilizar delimitadores de área; e diluentes adequados para a finalidade do teste. 9

10 Amostras cuja contaminação é predominantemente superficial Técnica de enxágüe - Utilizar diluente adequado para a finalidade do ensaio. 10

11 Exposição de placas com meios de cultura Captação de ar através de equipamentos 11

12 Alimentos envolvidos em surtos de toxinfecções alimentares: - amostra deve ser coletada o mais rápido possível, se não houverem sobras, coletar: - dos utensílios onde as refeições estavam acondicionadas, - das matérias-primas utilizada na preparação das refeições - das amostras das refeições similares preparadas posteriormente sob as mesmas condições. * amostras de alimentos que tenham sofrido abuso de T C ou que estejam deteriorados, não serão úteis nesse caso. 12

13 Identificação das amostras: A identificação da amostra deve ser planejada, contendo no rótulo as informações necessárias, de forma sucinta e que não permita dúvidas ou perdas de informação Descrição da amostra Data de fabricação e data da amostragem Responsável pela Coleta Lote Local de amostragem Solicitante Condições de coleta Objetivo da amostra: Ensaios a serem realizados 13

14 Preservação das amostras: - Preservar a amostra é: - evitar que a mesma altere suas características: físicas, químicas ou biológicas. - garantir do modo mais confiável possível que o produto a ser analisado estará presente nas mesmas condições que no local original. - - reduzir a cinética de degradação do analito ao máximo. 14

15 Transporte das amostras: : regras gerais - Transportar as amostras de alimentos, preferencialmente da mesma forma que serão comercializadas; - Evitar contaminação com outros alimentos e/ou produtos; - Alimentos comercialmente estéreis em embalagens herméticas, transportar em temperatura ambiente, protegendo de temperaturas superiores a 45 C; - Alimentos com baixa atividade de água transportar em Tº ambiente e protegido de umidade; - 15

16 Transporte das amostras: regras gerais - Alimentos perecíveis refrigerados ou congelados, swab, esponjas ou enxágüe, transportar em caixa isotérmicas com gelo em gel (por até 24-30h). Se for por um período mais prolongado = gelo seco; - Proteger as amostras de forma a não perder a sua identificação e sofrer alterações 16

17 Recebimento das amostras: O laboratório deve checar no momento do recebimento da amostra se: - está acompanhada da ficha de solicitação de ensaios. - as embalagens estão em condições adequadas; - estão identificadas; - as condições do transporte foram adequadas; -O laboratório deve ter: - procedimento em caso de anomalias - registro para anomalias e ações corretivas, - identificação unívoca 17

18 Estocagem das amostras antes Se não for possível : dos ensaios Preferencialmente analisar assim que a amostra der entrada no laboratório. - Amostras refrigeradas: mantidas sob refrigeração (máximo 36 h entre coleta e ensaio); - Amostras congeladas: mantidas sob congelamento (<18ºC) - Não perecíveis: estocadas em lugar fresco, protegidas da umidade e da luz; - Água: mantidas sob refrigeração (máximo 8 h entre coleta e ensaio); 18

19 Preparo das amostras:algumas algumas recomendações Assegurar a limpeza da área de trabalho; Lavar as mãos e/ou calçar luvas; Preferencialmente trabalhar no interior da capela de fluxo laminar ou próximo ao bico de Bunsen; Proteger a área de trabalho com panos embebidos com solução desinfetante; Utilizar balanças calibradas; Limpar a área externa das embalagens (desinfetar) antes da abertura; Checar se todos os utensílios e instrumentos estão disponíveis e esterilizados. 19

20 Preparo das amostras: 1º 1 passo homogeneização e retirada da unidade analítica Diferentes objetivos: - Ensaios de Presença ou ausência; - Ensaios Quantitativos; - Ensaios especiais; - Contra-prova - Cuidado com a velocidade e tempo de homogeneização 20

21 Homogeneização e retirada da unidade analítica: Amostras em pó 21

22 Homogeneização e retirada da unidade analítica: amostras sólidass 22

23 Homogeneização e retirada da unidade analítica: amostras sólidass 23

24 Homogeneização e retirada da unidade analítica: amostras sólidas s (empanados) 24

25 Homogeneização e retirada da unidade analítica: amostras pastosas 25

26 Homogeneização e retirada da unidade analítica: amostras líquidasl 26

27 Homogeneização e retirada da unidade analítica: amostras gordurosas * fundir em banhomaria 40ºC/ 15 27

28 Homogeneização e retirada da unidade analítica: amostras heterogêneas 28

29 Homogeneização e retirada da unidade analítica: zaragatoa; água e enxágüe 29

30 Preparo das amostras: 2º 2 passo preparo da primeira diluição Normalmente partimos de uma diluição inicial de 1: 10 ex: 25g ml - Caldos de pré- enriquecimento; - Caldos diferenciados; - Para os demais solução água peptonada 0,1% solução salina 0,85% tampão fosfato ph 7,2 solução salina peptonada 30

31 Diluições 1:9 solução peptona 0,1% solução salina 0,85% tampão fosfato ph 7,2 solução salina peptonada * cuidado com o intervalo de tempo entre as diluições; * se necessário manter em refrigeração; * cuidado com as pipetas 31

32 OBRIGADA Sandra Heidtmann Especialista em Microbiologia TeL (11) /

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