AQUISIÇÃO, ARRENDAMENTO E ALIENAÇÃO DE IMÓVEIS

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1 SEMINÁRIO SOBRE AS REGRAS DE EXECUÇÃO DO OGE/2010 E NORMAS E PROCEDIMENTOS A CUMPRIR NO ÂMBITO DO INVENTÁRIO DOS BENS DO ESTADO (IGBE) 14 de Abril de 2010 Apresentação da AQUISIÇÃO, ARRENDAMENTO E ALIENAÇÃO DE IMÓVEIS Alfredo Vale da Costa Chefe de Departamento de Gestão Patrimonial (DNPE)

2 Com vista a regular e a disciplinar as relações jurídicas do Estado com os seus fornecedores, o governo da república de Angola aprovou e fez publicar o Decreto n.º 7/96, de 16 de Fevereiro. A instituição do decreto em referência decorre da necessidade de se dispensar uma maior transparência nos actos de gestão dos fundos do Estado através de uma concorrência sã, fundada em critérios objectivos em que o fim último é a obtenção do produto ou serviço nas melhores condições de qualidade e preço. O sistema de aquisições instituído surge como um instrumento regulador e planificador das necessidades técnico-materiais do Estado, na medida em que obriga a determinar de forma sustentada os seus consumos. Desta forma os serviços devem estar estruturados no sentido de primeiro conhecerem com exactidão os itens das suas necessidades, quantificá-las e determinar os períodos da sua efectivação. 2/13

3 No capítulo das aquisições de imóveis, tratando-se de uma despesa pública, os procedimentos para a sua aquisição devem obedecer à metodologia prescrita no referido diploma. Porém, o grande fosso existente entre a procura e a oferta no ramo imobiliário, obriga a uma maior flexibilização dos procedimentos, mas sempre dentro do espírito da disposição legal reguladora das despesas públicas AQUISIÇÕES É assim que, na prática actual, o tipo e escolha de procedimentos não sejam tão rígidos quanto prescreve o artigo 31º. do Decreto n.º 7/96, de 16 de Fevereiro, que recomenda a adopção do procedimento em função do valor do contrato, ou seja: Concurso público; Concurso limitado por prévia qualificação; Concurso limitado sem apresentação de candidaturas; Por negociação, com ou sem publicação prévia de anuncio; Ajuste directo. 3/13

4 É assim que, concretamente, se vem adoptando o procedimento por negociação sem publicação prévia de anúncio e só muito excepcionalmente o ajuste directo. Para tal é exigido um número mínimo de 3 propostas, em triplicado, de diferentes agências imobiliárias ou proprietários de imóveis, contendo os seguintes elementos: Memória descritiva; Documentação sobre a situação jurídica do imóvel; Materiais de construção utilizados, Idade dos edifícios nunca superior a 25 anos; Estado de conservação e necessidade de reabilitação; Garantias apresentadas pelo vendedor; Plano de aproveitamento do edifício; Licença de habitabilidade; Preço de venda e formas de amortização; Eventuais ofertas de financiamento. 4/13

5 Seguidamente é constituída uma comissão integrada por técnicos da DNPE/MINFIN, entidade adjudicante e, sempre que se mostrar necessário um técnico especializado de uma outra instituição pública com vocação para o efeito, que emitirá o seu relatório e o encaminhará para a decisão das entidades competentes. Proferida a decisão superior de adquirir o imóvel, a entidade adjudicante procede à geração do processo patrimonial, por intermédio do Sistema Integrado de Gestão Patrimonial do Estado (SIGPE). 5/13

6 Geração do Processo Patrimonial Área Patrimonial Área Financeira 6/13

7 7/13

8 O Director Nacional do Património do Estado, superiormente mandatado pelo Ministro das Finanças, através de delegação de poderes, assinará o contrato de compra e venda do imóvel e procederá a inscrição matricial, na repartição do Bairro Fiscal onde o imóvel está edificado, e ao registo na Conservatória do Registo Predial, em nome do Estado - Ministério das Finanças. Regularizada a situação jurídica do imóvel proceder-se-á à sua alocação, através de um auto de afectação, à entidade que o vai utilizar. Para o caso específico das Missões Diplomáticas o quadro das aquisições é regulado pelo Decreto-executivo Conjunto n.º 112/99, de 17 de Dezembro e não difere da metodologia que acabamos de descrever, exigindo-se, para este caso específico, o parecer do Ministério dos Negócios Estrangeiros local, sobre a viabilidade de utilização dos edifícios para o exercício da actividade diplomática e consular. 8/13

9 1.2 ARRENDAMENTOS A celebração de contratos de arrendamento de imóveis para a instalação de serviços do Estado e dos serviços e fundos autónomos está contemplada no artigo 7.º, n.º 7 do diploma que temos vindo a referir, o Decreto 7/96, de 16 de Fevereiro, e fica sujeita a parecer da Direcção Nacional do Património do Estado, carecendo de autorização: do Ministro da tutela, quando a renda actual não exceda a constante do nível 4 da tabela de limites de valores (anexo IX); do Ministro das Finanças e do Ministro da tutela, quando a renda anual seja superior ao valor fixado na alínea anterior. O parecer da Direcção Nacional do Património do Estado deve ser emitido no prazo máximo de 20 dias, findo o qual se presumirá favorável ao arrendamento proposto. 9/13

10 Os contratos de arrendamento a celebrar no estrangeiro ficam, apenas, sujeitos à aprovação do Ministro das Finanças, com dispensa do visto do Tribunal de Contas e, se tiverem de constar de titulo escrito em idioma estrangeiro, serão remetidos, com a respectiva tradução oficial, ao Ministro da tutela. O diploma referido ao longo desta nossa explanação será proximamente revogado pela Lei da Contratação Pública que revogará, ainda, os Decretos n.ºs 40/05, de 8 de Junho, que aprova o Regime de Empreitadas de Obras Públicas e o 26/00, de 12 de Maio, sobre a aquisição, uso e abate de veículos. 10/13

11 1.3 ALIENAÇÃO A alienação dos imóveis do Estado, entendam-se aqueles que são utilizados para a satisfação das suas necessidades laborais e habitacionais dos seus quadros, é da exclusiva responsabilidade do Ministério das Finanças. O interessado na aquisição do imóvel ou fracção autónoma de um imóvel, manifesta a sua intenção através de um requerimento dirigido ao Ministro das Finanças. A Direcção Nacional do Património do Estado analisa o mérito da proposta de aquisição, procede à avaliação do imóvel ou da fracção autónoma do imóvel e submete as suas conclusões à consideração superior do Ministro das Finanças, para efeitos de autorização de desvinculação e consequente venda. 11/13

12 A venda de imóveis do Estado, está regulada pelos seguintes diplomais legais: Lei 19/91, de 25 de Maio; Lei 12/01, de 14 de Setembro; Lei 9/03, de 18 de Abril; Decreto executivo conjunto n.º 82/07, de 25 de Junho, dos Ministros das Finanças, do Urbanismo e Ambiente e da Justiça. 12/13

13 MUITO OBRIGADO PELA VOSSA ATENÇÃO 13/13

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