INSERÇÃO DO BRASIL NO COMÉRCIO INTERNACIONAL AGRÍCOLA E EXPANSÃO DOS FLUXOS COMERCIAIS SUL-SUL Mário Jales *

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1 Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais Institute for International Trade Negotiations INSERÇÃO DO BRASIL NO COMÉRCIO INTERNACIONAL AGRÍCOLA E EXPANSÃO DOS FLUXOS COMERCIAIS SUL-SUL Mário Jales * Poucos países têm tanto a ganhar com a liberalização multilateral do comércio agrícola quanto o Brasil. O país é hoje o maior exportador líquido mundial de produtos agrícolas, detém índices extraordinários de produtividade no campo e apresenta um enorme potencial de expansão da produção. As importações não representam uma ameaça à agricultura brasileira. Além de estar entre os países que menos importam produtos agrícolas no mundo, o Brasil concede acesso livre ou preferencial à grande maioria das importações agrícolas que ingressam no país. No contexto de expansão das exportações brasileiras, os países em desenvolvimento têm um papel fundamental: representam metade de tudo que a agricultura brasileira vende no exterior e são os mercados para os quais os envios brasileiros têm crescido a taxas mais elevadas. Este artigo analisa a inserção da agricultura brasileira no comércio internacional e examina o papel cada vez mais significativo dos países em desenvolvimento como importadores de produtos agrícolas. As Sessões 1 e 2 investigam os perfis exportador e importador do agronegócio brasileiro. A Sessão 3 demonstra a importância dos países em desenvolvimento para o comércio internacional de produtos em agrícolas, em especial para as exportações brasileiras. 1. PERFIL EXPORTADOR AGRÍCOLA DO BRASIL Em 2004, o valor das exportações agrícolas brasileiras foi quase oito vezes superior ao valor das importações (Ilustração 1). Os fluxos de exportação têm seguido uma trajetória inversa aos fluxos de importação: enquanto as vendas externas da agricultura brasileira cresceram a uma taxa média anual de 6% entre 1995 e 2004, as compras de produtos agrícolas vindas do exterior caíram a uma taxa média anual de 8% no mesmo período. Entre 2000 e 2004, as exportações cresceram a uma impressionante taxa anual de e as importações e as importações se contraíram a uma taxa média anual de 3%. Exportações ascendentes e importações decrescentes não têm afetado negativamente a segurança alimentar da população brasileira graças a aumentos substanciais nos níveis de produção e consumo domésticos. Entre 1995 e 2002, o consumo brasileiro de óleos vegetais, oleaginosas, carnes, verduras, legumes, açúcares, cereais, leite, raízes e gorduras animais cresceu a taxas médias anuais superiores ao crescimento populacional médio anual no mesmo período (Ilustração 2). * Pesquisador Sênior e Coordenador de Relações Internacionais, Instituto de Estudo do Comércio e Negociações Internacionais (ICONE). 1

2 ILUSTRAÇÃO 1 Exportações, Importações e Saldo Comercial Agrícola: Brasil ( ) Bilhões de US$ Exportações Importações Saldo Fonte: SECEX-MDIC. ILUSTRAÇÃO 2 Taxa Média Anual de Crescimento do Consumo Doméstico: Brasil ( ) 5% 4% 3% Crescimento Populacional 2% 1% Óleos vegetais Oleaginosas Carnes Verduras e legumes Açúcares Cereais Leite Raízes Gorduras animais Frutas Fonte: FAO. 2

3 Na última década, o Brasil consolidou sua posição de líder na produção e exportação de extensa lista de produtos agrícolas (Ilustração 3). Em 2004, foi o maior exportador mundial de açúcar, etanol, carne de frango, carne bovina, café, suco de laranja e tabaco, e segundo maior exportador de soja, óleo de soja e farelo de soja. O país também vem progressivamente se destacando em setores em que antes era importador líquido, como algodão, milho, leite e maçã. Tanto a agricultura familiar quanto a agricultura comercial têm a ganhar com a expansão das exportações brasileiras, uma vez que, de acordo com o Censo Agrícola de 1995/96, 97% do tabaco, 58% da carne, 52% do leite, 49% do milho, das aves e 32% da soja produzidos no Brasil provêm de propriedades familiares. ILUSTRAÇÃO 3 Maiores Exportadores Mundiais de Produtos Agrícolas Selecionados (2004) Principais Exportadores Volume Exportado SUCO DE LARANJA 1. Brasil 1,2 milhão t 2. Espanha 0,1 milhão t 3. EUA 0,07 milhão t 1. Brasil 2. UE EUA 1. Brasil 2. EUA 3. China 1. Brasil 2. EUA 3. China 1. Argentina 2. Brasil 3. EUA AÇÚCAR 15,2 milhões t 4,9 milhões t 4,9 milhões t TABACO t t t ETANOL US$158 milhões US$142 milhões US$89 milhões FARELO DE SOJA 20,0 milhões t 14,8 milhões t 5,5 milhões t Parcela Exp Mundiais 81% 7% 5% 33% 11% 11% 27% 8% 7% 13% 12% 7% 44% 32% 12% Principais Exportadores Volume Exportado Parcela Exp Mundiais CARNE DE FRANGO 1. Brasil 2,5 milhões t 35% 2. EUA 2,2 milhões t 31% 3. UE-15 0,8 milhão t 11% CAFÉ 1. Brasil 1,6 milhão t 2. Vietnã 0,8 milhão t 3. Colômbia 0,6 milhão t CARNE BOVINA 1. Brasil 1,6 milhão t 2. Austrália 1,4 milhão t 3. Argentina 0,6 milhão t SOJA 1. EUA 30,2 milhões t 2. Brasil 19,7 milhões t 3. Argentina 7,6 milhões t ÓLEO DE SOJA 1. Argentina 4,6 milhões t 2. Brasil 2,7 milhões t 3. UE-15 0,7 milhão t 3 15% 12% 24% 9% 49% 32% 12% 49% 28% 7% CARNE SUÍNA ALGODÃO 1. UE-15 1,1 milhões t 1. EUA 2,8 milhões t 39% 2. EUA 1,0 milhão t 17% 2. Usbequistão 0,7 milhão t 1 4. Brasil 0,6 milhão t 11% 4. Brasil 0,4 milhão t 5% Fonte: USDA, exceto etanol. Para etanol, os dados foram obtidos no COMTRADE (valor exportado em 2003). Ao longo dos últimos dez anos, a participação da agricultura no total das exportações brasileiras tem se mantido num patamar razoavelmente estável de cerca de 3. Por outro lado, as importações agrícolas têm tido um papel cada vez menos significativo, passando de 12,3% a 5,1% do total das importações brasileiras entre 1995 e 2004 (Ilustração 4). As exportações agrícolas brasileiras são hoje peça-chave para a manutenção dos superávits na balança comercial, conta corrente e balanço de pagamentos. Em 2004, o Brasil registrou um saldo positivo nas transações correntes da ordem de US$ 11,6 bilhões e um saldo também positivo de US$ 2,5 bilhões no balanço de pagamentos. Sem o superávit no comércio de bens agrícolas, a conta corrente e o balanço de pagamentos brasileiros teriam 3

4 registrado déficits de respectivamente US$ 12,7 bilhões e US$ 22,1 bilhões, e o País teria sérias dificuldades para saldar seus compromissos externos. Percebe-se, desta forma, a grande importância das exportações agrícolas para a estabilidade da economia brasileira como um todo. ILUSTRAÇÃO 4 Participação da Agricultura nas Exportações e Importações Totais: Brasil ( ) Exportações Importações Fonte: SECEX-MDIC. 2. PERFIL IMPORTADOR AGRÍCOLA DO BRASIL O Brasil está entre os países que menos importam produtos agrícolas no mundo. Em 2003, as importações agrícolas corresponderam a apenas 0,86% do Produto Interno Bruto (PIB), o que conferiu ao país a terceira posição entre os países que menos importam produtos agrícolas relativamente ao tamanho de sua economia, atrás apenas da Argentina e dos Estados Unidos (Ilustração 5). O Brasil também apresentou uma das mais baixas taxas de importação agrícola per capita. Entre as economias de médio e grande porte, apenas Índia, Argentina e China apresentaram importações agrícolas per capita menores do que a do Brasil (Ilustração 6). Nos casos da Índia e da China, o tamanho massivo de suas populações contribui de forma significativa para os baixos índices verificados. O Brasil talvez seja o país que menos corre o risco de sofrer súbitos surtos de importação de produtos agrícolas. O desempenho da produção doméstica e dos fluxos de importação dos principais produtos agrícolas importados pelo Brasil tem sido diametralmente inverso ao comportamento que caracteriza surtos de importação. A produção brasileira de algodão, arroz, leite, milho, soja e trigo tem crescido a taxas impressionantes e tem sido 4

5 acompanhada por quedas significativas nos volumes importados (Ilustração 7). Um país que sofre surtos de importação com efeitos negativos na produção doméstica apresenta um quadro necessariamente oposto ao brasileiro: aumento das importações conjugado à queda da produção doméstica. ILUSTRAÇÃO 5 ILUSTRAÇÃO 6 Importações Agrícolas como % do PIB: Importações Agrícolas per Capita: Países Selecionados (2003) Países Selecionados (2003) País % do PIB País US$ por habitante 1 Argentina 0,59% Índia 6,0 2 Estados Unidos 0,71% Argentina 19,7 3 BRASIL 0,86% China 23,2 4 Austrália 0,99% BRASIL 23,7 5 Índia 1,07% Filipinas 42,1 6 África do Sul 1,34% Peru 44,6 7 Japão 1,36% África do Sul 47,5 8 Noruega 1,71% Venezuela 62,8 9 Venezuela 1,89% Turquia 73,2 10 Peru 2,0 Tailândia 91,0 China 2,15% Chile 103,9 México 2,21% México 133,9 Chile 2,27% Costa Rica 152,7 Coréia do Sul 2,57% Malásia 210,6 Costa Rica 3,66% Austrália 262,5 Tailândia 4,0 Estados Unidos 262,8 Filipinas 4,18% Coréia do Sul 326,3 Malásia 4,96% Japão 457,9 Líbano 7,39% Canadá 571,8 Etiópia 8,96% Noruega 833,5 Guiana 12,08% Suíça 993,6 São Tomé e Príncipe 28,07% Cingapura 1.118,2 Fontes: FAO e Banco Mundial. Fonte: FAO. Primeiros 10 países são os de menor valor. Países selecionados arbitrariamente. Demais países selecionados arbitrariamente. As importações brasileiras de produtos agrícolas têm se tornado cada vez menos significativas não só em termos absolutos (medidas em volume ou valor), mas também em termos relativos (comparadas ao consumo doméstico). Em 2004, o produto estrangeiro respondeu por menos de 1% do consumo brasileiro de leite e milho, 2% do de soja, 5% do de arroz e 1 do de algodão (Ilustração 8). As importações têm um papel fundamental apenas no caso do trigo. No entanto, mesmo para este produto a participação das importações no consumo doméstico reduziu-se consideravelmente entre 2000 (82%) e 2004 (5). Mais uma vez, verifica-se que o Brasil se movimenta no sentido contrário ao dos países que podem vir a experimentar surtos de importação. Vale lembrar que o Brasil é exportador líquido de quatro (algodão, leite, milho e soja) dos seis produtos mais importados. 5

6 ILUSTRAÇÃO 7 Evolução da Produção e Importação Brasileiras de Produtos Selecionados ( ) 1.5 Algodão em pluma 15 Arroz em casca ton ton /98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/ /98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 Produção Importação Produção Importação Leite Milho ton ton /98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 Produção Importação Produção Importação 60 Soja 10 Trigo ton ton /98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/ /00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 Produção Importação Produção Importação Fontes: CONAB, IBGE, EMBRAPA e SECEX-MDIC. 6

7 ILUSTRAÇÃO 8 Importação como Percentagem do Consumo Doméstico Brasileiro ( ) 5 Algodão 5 Arroz /98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 97/98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 5 Leite 5 Milho /98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 Soja Trigo /98 98/99 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 99/00 00/01 01/02 02/03 03/04 04/05 Fonte: CONAB e SECEX-MDIC. 7

8 ILUSTRAÇÃO 9 Origem dos Principais Produtos Agrícolas Importados pelo Brasil (2004) 7% Algodão Arroz 31% 62% 8 ESTADOS UNIDOS MERCOSUL OUTROS MERCOSUL OUTROS 3% Leite 3% Milho 97% 97% MERCOSUL OUTROS MERCOSUL OUTROS 0.2% Soja 2% Trigo 99.8% 98% MERCOSUL OUTROS MERCOSUL OUTROS Fonte: SECEX-MDIC. 8

9 Finalmente, grande parte das importações agrícolas tem acesso livre ou preferencial ao mercado brasileiro. Portanto, mudanças no nível das tarifas consolidadas na OMC não terão efeitos diretos sobre estes fluxos. Aproximadamente 61% dos produtos agrícolas importados pelo Brasil provêm do Mercosul (Argentina, Paraguai e Uruguai) e, portanto, gozam de tarifa de importação igual a zero. Adicionalmente, 4,3% das importações agrícolas provêm de outros membros da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI), principalmente do Chile. Dependendo do produto e do país fornecedor, estas importações estão sujeitas a tarifa zero ou a preferências tarifárias. Conseqüentemente, menos de 35% das importações agrícolas brasileiras estão sujeitas ao tratamento de nação mais favorecida. No caso de cinco dos seis produtos agrícolas mais importados pelo Brasil, a participação do Mercosul é ainda mais marcante (Ilustração 9). Nada menos que 99% da soja, 98% do trigo, 97% do leite e do milho e 8 do arroz que o Brasil importou em 2004 provieram da Argentina, do Paraguai ou do Uruguai. O Mercosul só não foi a principal fonte de importação brasileira no caso do algodão, produto em que os Estados Unidos ocupam uma posição de destaque devido às altas somas de subsídios conferidos pelo governo a seus produtores. Cortes nos níveis das tarifas consolidadas na OMC não terão nenhum impacto nas importações comerciais provenientes dos sócios do Mercosul, uma vez que estes já gozam de livre acesso ao mercado brasileiro. Mesmo para as importações que estão sujeitas ao tratamento de nação mais favorecida, cortes de até 85% nas tarifas consolidadas seriam necessários para alterar as tarifas aplicadas pelo Brasil (Ilustração 10). A diferença marcante entre as tarifas consolidadas e aplicadas (fenômeno conhecido como água nas tarifas ) confere uma margem de conforto considerável ao Brasil. Para cinco dos seis produtos agrícolas mais importados pelo Brasil (algodão, arroz, milho, soja e trigo), cortes de entre 77% e 85% seriam necessários para se atingir os níveis tarifários atualmente praticados. No caso do leite, o corte teria que chegar a 51%. Para sete outros produtos de importância para agricultura familiar no Brasil (carne bovina, carne de aves, carne suína, farinha de mandioca, feijão, fumo e ovos), os cortes teriam que estar entre 6 e 82%. 9

10 ILUSTRAÇÃO 10 Tarifas de Importação Consolidadas e Aplicadas: Produtos Selecionados (2004) Tarifa Consolidada Tarifa Aplicada Água Corte Necessário Principais Produtos Importados Algodão 55% 1 45% 82% Arroz 55% 1-18% 37%-45% 67%-82% Leite 55% 27% 28% 51% Milho 55% 8% 47% 85% Soja 35% 8% 27% 77% Trigo 55% 1 45% 82% Outros Produtos Carne bovina 55% 1 45% 82% Carne de aves 35% 1 25% 71% Carne suína 55% 1 45% 82% Farinha mandioca 35% 1 25% 71% Feijão 35% 14% 21% 6 Fumo 55% 14% 41% 75% Ovos 35% 8% 27% 77% Fonte: IDB. 3. PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO COMO IMPORTADORES DE PRODUTOS AGRÍCOLAS Os países em desenvolvimento têm um papel central como importadores de produtos agrícolas: aproximadamente dois terços de todos os alimentos, fibras e biomassa transacionados no mercado internacional são adquiridos por países ditos do sul. Esta posição de destaque tem se mostrado razoavelmente estável, uma vez que a participação dos países em desenvolvimento no total das importações agrícolas mundiais progrediu modestamente de 63% em 1996 a 65% em 2003 (Ilustração 11). O discreto avanço se deve a uma taxa média de crescimento anual das importações agrícolas dos países em desenvolvimento (1,1%) quase três vezes superior à taxa de crescimento médio registrada pelas importações dos países desenvolvidos (0,4%) no mesmo período. Os países em desenvolvimento importam mais açúcar, algodão, carne de frango, milho, soja e óleo de soja do que os países desenvolvidos. Nada menos que 97% do óleo de soja, 95% do frango inteiro, 85% do algodão, 8 do açúcar refinado, 65% dos cortes de frango, 6 da soja e do milho e 55% do açúcar bruto transacionados no mercado internacional em 2003 foram importados por países em desenvolvimento (Ilustração 12). Sua participação também é crescente nas importações mundiais de farelo de soja (48%), carne bovina desossada congelada (41%), tabaco não manufaturado (39%) e etanol (38%). Os países do Leste e Sul da Ásia (exceto Japão) respondem por 42% de todas as importações agrícolas dos países em desenvolvimento. A segunda região que mais importa produtos agrícolas é o Oriente Médio e Norte da África é ( do total das importações do mundo em desenvolvimento), seguida pela América Latina e Caribe (18%), ex-membros da União Soviética e Europa do Leste (12%) e África Subsaariana (8%). 10

11 ILUSTRAÇÃO 11 Participação dos Países em Desenvolvimento no Total das Importações Agrícolas Mundiais ( ) Países em desenvolvimento Países desenvolvidos Fonte: COMTRADE. Importações medidas em US$. Os maiores importadores individuais são China (18% do total das importações agrícolas dos países em desenvolvimento), México (7%), Rússia (6%), Coréia do Sul (5,5%), Arábia Saudita (3,3%) e Índia (2,8%). Dentre estes, Índia e México são os países que apresentaram as mais altas taxas de crescimento médio anual das importações agrícolas entre 1996 e 2003 (respectivamente 10,5% e 6,2%). Historicamente, as exportações agrícolas brasileiras se dirigiam majoritariamente a países desenvolvidos, sobretudo União Européia e Estados Unidos. No entanto, a partir da década de 90, uma parcela cada vez maior das exportações agrícolas brasileiras tem se destinado a países em desenvolvimento (Ilustração 13). Em 2004, mais da metade do valor de tudo o que o agronegócio brasileiro exportou se dirigiu a esses países. Enquanto as exportações para países desenvolvidos cresceram a uma taxa média anual de 1,2% entre 1995 e 2004, as exportações para países em desenvolvimento cresceram a uma taxa média anual de 7,9% no mesmo período. Entre 2000 e 2004, as exportações agrícolas do Brasil para China, Coréia do Sul, Índia e Indonésia cresceram a taxas médias anuais de entre 3 e 45%. A distribuição das exportações brasileiras por região em desenvolvimento segue um padrão semelhante ao das exportações mundiais (Ilustração 14). Em ambos os casos, o Leste e Sul da Ásia (LSA) é a principal região compradora, seguida do Oriente Médio e Norte da África (OMNA). As duas regiões juntas respondem por cerca de 6 do que o mundo e o Brasil exportam para países em desenvolvimento. No entanto, o peso do LSA para as exportações brasileiras é relativamente menor do que para as exportações mundiais. No caso do OMNA, observa-se o contrário: a região é mais importante para o Brasil do que para o mundo como um todo. 11

12 ILUSTRAÇÃO 12 Participação dos Países em Desenvolvimento e dos Países s no Total das Importações Mundiais de Produtos Selecionados ( ) 10 Óleo de soja 10 Carne de frango congelado inteiro Algodão Açúcar refinado Carne de frango congelado em cortes Soja em grão

13 ILUSTRAÇÃO 12 (Continuação) Milho Açúcar bruto Farelo de soja 10 Carne bovina desossada fresca ou refrigerada Tabaco não manufaturado Etanol

14 ILUSTRAÇÃO 13 Exportações Agrícolas Brasileiras por Destino: Países s X Países em Desenvolvimento ( ) Países desenvolvidos Países em desenvolvimento Fonte: SECEX-MDIC. Exportações medidas em US$. ILUSTRAÇÃO 14 Exportações Agrícolas Mundiais e Brasileiras para Países em Desenvolvimento: Por Região de Destino (2003) LSA: Leste e Sul da Ásia OMNA: Oriente Médio e Norte da África ALC: América Latina e Caribe EUSLE: Ex-URSS e Leste da Europa ASS: África Subsaariana Fontes: COMTRADE e SECEX-MDIC. 14

15 Os países da Ex-União Soviética e do Leste Europeu (EUSLE) também são mais importantes para as exportações agrícolas brasileiras do que para as exportações mundiais. Sobrepõem-se à América Latina e Caribe (ALC) como a terceira principal região em desenvolvimento compradora de produtos agrícolas brasileiros. Isto se deve principalmente ao papel de destaque da Rússia como importadora de carnes e açúcar brasileiros. Curiosamente, a ALC é menos importantes para o Brasil do que para o resto do mundo. Parte disso se deve ao papel central do México como país importador. Em 2003, nada menos que 42% das importações agrícolas latino-americanas foram realizadas por este país. Os produtos brasileiros têm presença incipiente neste mercado, dominado pelos Estados Unidos (origem de 7 das importações agrícolas mexicanas). Os principais compradores individuais de produtos agrícolas do Brasil são China ( do que o Brasil exporta para países em desenvolvimento), Rússia (14%), Irã (7,5%), Arábia Saudita (5%), Coréia do Sul (3,5%) e Argentina (3,2%). Em contraste com a lista de principais compradores de produtos agrícolas do mundo, verifica-se a ausência de México e Índia. 5. CONCLUSÃO Após anos de expressiva expansão do agronegócio brasileiro, o comércio internacional de produtos agrícolas tornou-se peça fundamental da economia brasileira. A ativa participação dos setores público e privado brasileiros nas negociações internacionais de comércio agrícola é um reflexo do destaque que o país tem alcançado nos mercados internacionais. A inserção do Brasil no comércio internacional agrícola tem se dado sob a influência de três forças convergentes: (i) o crescimento vertiginoso da produção e das exportações, (ii) o papel central dos países em desenvolvimento como destino das exportações brasileiras e (iii) o declínio significativo das importações. O Brasil está entre os países que possuem nítida vantagem comparativa no agronegócio e, poranto, tem muito a ganhar com a liberalização do comércio internacional de produtos agrícolas. É do interesse do Brasil garantir maior acesso a mercados externos, de forma que a expansão das exportações crie empregos, gere renda e promova o desenvolvimento. Dada a importância dos países emergentes como importadores de produtos agrícolas, o esforço de abertura de mercados não pode ser limitado aos países desenvolvidos. Os países em desenvolvimento são hoje responsáveis por mais da metade de todas as vendas externas do agronegócio brasileiro. São também os mercados que concentram as maiores oportunidades de expansão da demanda de importação devido a fatores tais como aumento da renda per capita, urbanização, crescimento populacional e efeito graduação. 1 1 Intimamente ligado à migração de consumidores da classe pobre para a classe média, o efeito graduação tem impactos estruturais sobre a demanda por alimentos. Ocorre sobretudo em países em desenvolvimento. À medida que famílias passam de níveis baixos para níveis mais altos de renda (uma graduação ), adquirem os padrões de consumo das famílias que lá já estão. Esta graduação resulta num aumento significativo do consumo de proteínas animais, de legumes/verduras e de frutas. Também implica num crescimento substancial da demanda derivada por cereais e oleaginosas na forma de ração. 15

16 A criação, por parte dos membros da Organização Mundial do Comércio (OMC), de novos instrumentos protecionistas que permitam a imposição de barreiras infundadas ao comércio de produtos agrícolas não é do interesse do Brasil. Tais mecanismos podem limitar significativamente os potenciais ganhos brasileiros na atual Rodada de Doha de negociações multilaterais. A proposta de um mecanismo de salvaguarda especial (SSM) para países em desenvolvimento, apresentada pelo G-33 à Sessão Especial do Comitê Agrícola da OMC, é um destes instrumentos nefastos que podem pôr em jogo o acesso do Brasil às potencialidades dos mercados mais atraentes. O novo mecanismo de salvaguarda, conforme sugerido pelo G-33, tem o potencial de anular os ganhos que o Brasil possa vir a obter via redução de tarifas de importação. É importante que a nova salvaguarda negociada entre os membros da OMC não seja automática, não tenha abrangência universal e não prejudique os interesses exportadores da agricultura brasileira. O setor agrícola brasileiro mostra-se competitivo e liberalizado. Suas importações estão entre as mais baixas do mundo, tanto em termos per capita quanto em relação ao produto interno bruto (PIB). A experiência de produção doméstica crescente e importação decrescente demonstra que o Brasil está longe de se encontrar entre os países que correm o risco de sofrer súbitos surtos de importação. Um novo mecanismo de salvaguarda especial teria utilidade quase nula para os produtores brasileiros, uma vez que sua finalidade é evitar um fenômeno (surto de importação com efeitos negativos na producção doméstica) que em realidade não ocorre no Brasil. Por outro lado, o mesmo mecanismo de salvaguarda pode vir a causar sérios danos aos produtores nacionais, uma vez que limita o acesso do Brasil aos mercados em expansão dos países em desnvolvimento. Qualquer ganho que o Brasil possa extrair do uso desta nova salvaguarda contra a compra de produtos agrícolas importados é irrisório se comparado às grandes perdas que o Brasil certamente sofrerá quando este instrumento for utilizado contra as exportações brasileiras por outros países. Além disso, a probabilidade de que os cortes tarifários atualmente em discussão na Rodada de Doha tenham um impacto significativo nas importações agrícolas brasileiras é baixa, por duas razões fundamentais. Primeiro, o Brasil possui bastante água em suas tarifas agrícolas, ou seja, as tarifas consolidadas são significativamente mais altas do que as tarifas aplicadas. Uma vez que os cortes tarifários em negociação na OMC tomam como ponto de partida as tarifas consolidadas, o Brasil possui bastante espaço de manobra. Cortes de até 5 não afetariam os níveis tarifários atualmente praticados pelo Brasil. No caso de muitos produtos (entre eles algodão, milho e trigo), cortes de até 8 não teriam nenhum efeito sobre as tarifas aplicadas brasileiras. Em segundo lugar, aproximadamente dois terços das importações agrícolas brasileiras entram no país por vias preferenciais, provenientes principalmente do Mercosul. Estas importações desfrutam de acesso livre ao mercado brasileiro. As reduções tarifárias atualmente em negociação na OMC não teriam efeito sobre o volume das importações procedentes do Mercosul, uma vez que o comércio entre o Brasil e estes países já está sujeito a tarifas de importação de (exceto o açúcar). O mecanismo de salvaguarda especial também não encontraria aplicação no Mercosul, já que a imposição de salvaguardas entre países membros vai contra a letra e o espírito do Tratado de Assunção. 16

17 Os países em desenvolvimento representam mais de dois terços de todas as importações agrícolas mundiais. A longo prazo, a capacidade de importação destes países tende a ser ainda maior. Como grande exportador agrícola, o Brasil deve dar atenção especial aos países emergentes. É importante que o Brasil obtenha maior acesso aos mercados tanto de países desenvolvidos quanto de países em desenvolvimento, e que se oponha à criação de novos instrumentos protecionistas que causem ainda mais distorções aos mercados agrícolas internacionais. 17

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