Unidade II EDUCAÇÃO AMBIENTAL. Profa. Lucy Almeida

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1 Unidade II EDUCAÇÃO AMBIENTAL Profa. Lucy Almeida

2 Ecocidadania e movimentos sociais Crise ambiental do mundo globalizado: A crise ambiental do mundo globalizado trouxe a necessidade de se desenvolver a ecocidadania, que une a sustentabilidade à qualidade de vida e não pode ser enfrentada de maneira simplista e superfcial, é necessário destrinchar a complexidade inerente ao tema.

3 Ecocidadania e movimentos sociais Processo de conscientização que requer um esforço conjunto e integrado de diversos profissionais, sejam eles ligados direta ou indiretamente à área educacional. Conhecimento aprofundado dos aspectos técnico-científicos e também de suas causas socioeconômicas. Afastando deste modo, o risco do esvaimento por modismo ou apenas por discurso.

4 Aspectos filosóficos-conceituais A herança de Tibilisi: as metas atingidas pela EA e delineadas em Tibilisi foram: abordagem interdisciplinar da Educação Ambiental nas escolas; caracterizar o ambiente em seus aspectos social e natural; estabelecer meios de conscientização ambiental e ação crítica; capacitar o cidadão na busca de soluções para os problemas ambientais.

5 Aspectos filosóficos-conceituais Conclusão: A discussão da problemática ambiental requer análise conjunta e integrada do meio social e do meio natural. MEIO SOCIAL MEIO NATURAL

6 Proposta pedagógica em EA Práticas sociais comprometidas com o meio ambiente utilizando-se como potencializador do processo a sensibilização e a motivação a a corresponsabilidade. Processo que requer capacitação docente eficaz e contínua de modo que os professores possam reelaborar permanentemente as múltiplas informações que recebem e decodificá- las de modo adequado para os alunos.

7 Proposta pedagógica em EA: aspectos do processo de transformação socioambiental Conscientização: crise ambiental x crise civilizatória co-autores de seu agravamento x processo exequível de implementação de soluções; Mudanças de comportamento: resgate de valores; Participação dos educandos: ensino/aprendizagem. Capacidade de avaliação: senso crítico do aluno; Desenvolvimento de competências: fração de responsabilidade.

8 Interatividade Não faz parte do conjunto de metas a serem alcançadas pela Educação Ambiental, segundo as orientações da Conferência Intergovernamental de Tbilisi: a) O desenvolvimento de uma nova óptica ambiental que redefina o ambiente em termos do meio social e do meio natural. b) Demonstrar às pessoas a existência i de uma íntima relação entre suas ações cotidianas e qualidade ambiental. c) Concentrar os esforços de conscientização e desenvolvimento de atitudes pró-ambientais fundamentalmente no contexto escolar formal. d) Dotar as pessoas de um senso crítico que as permita agir de modo a prevenir e remediar impactos ambientais. e) Incentivar governos e entidades não-governamentais a investirem recursos para o desenvolvimento e implementação de programas de Educação Ambiental.

9 Educação formal e não formal Educação formal: originada de um sistema socialmente sancionado, no qual os participantes tem de desenvolver múltiplas formas de aprendizado e de competências. Educação não formal: caracterizada pelo aprendizado voluntário, não havendo, neste caso, a obrigatoriedade típica do ensino formal.

10 Educação formal e não formal: locais e atividades Educação formal Salas de aula de instituições públicas e privadas. Cursos, seminários e workshops que emitem certificados ou licenciamentos. Visitas a ambientes naturais como parte do currículo escolar. Visitas programadas pela escola a parques, museus e zoológicos. Educação nãoformal Visitas recreativas a parques, museus e zoológicos. Cursos, seminários e workshops que não emitem certificados ou licenciamentos. Acampamentos. Programas turísticos.

11 Educação formal e não formal A educação formal transcorre em ambientes educacionais específicos, tais como as salas de aula de escolas e universidades, embora o ensino formal possa transcorrer também em uma viagem de campo ou em uma sala de reuniões de um hotel; Por outro lado, a educação não-formal dispensa ambientes específicos, e pode ter lugar em parques, zoológicos e museus, embora estes também possam ser locais para o desenvolvimento de atividades de educação formal

12 Programas de EA: desenvolvimento e implementação A EA acontece em todos os tipos de ambientes e não é restrita a um único público-alvo. Os educadores devem considerar as fases de desenvolvimento e as motivações dos seus alunos, e conhecer as principais características do ambiente onde transcorrerá a prática educacional. Os programas em EA são extremamente variáveis, pois dependem diretamente do perfil dos participantes e envolve basicamente duas etapas: desenvolvimento e implementação.

13 Programas de EA: desenvolvimento e implementação O desenvolvimento de programas, seja em Educação Ambiental ou em qualquer outra área, requer, como etapa obrigatória que precede a aplicação, a seleção e o planejamento das atividades. Nesta etapa, são estabelecidas metas e objetivos, são determinados os conteúdos específicos do programa, o material educativo é produzido e/ou selecionado, e são planejados os métodos a serem empregados no processo de ensino/aprendizagem.

14 Programas de EA: desenvolvimento e implementação Em alguns casos, o desenvolvimento e a implementação do programa são dois processos separados e distintos. No entanto, o ideal é que desenvolvimento e implementação sejam trabalhados em conjunto, em um processo contínuo onde os participantes do programa sejam ativamente envolvidos no planejamento e aplicação do programa. De uma maneira ou de outra, a avaliação do programa implementado fornece subsídios para melhorias futuras.

15 Interatividade As afirmativas abaixo dizem respeito às diretrizes específicas da Educação Ambiental para educação formal. I. Em todos os níveis da educação formal, a Educação Ambiental se beneficia da interdisciplinaridade mantida com as disciplinas regulares. II. Uma alfabetização ambiental bem sucedida proporciona ao educando d a aquisição i de um forte senso crítico e de independência. III. É recomendável restringir o aprendizado ambiental às características e questões ambientais nas quais o educando esteja diretamente envolvido. Das afirmativas acima, pode-se dizer que: a) apenas I e II estão corretas. b) apenas II e III estão corretas. c) apenas I e III estão corretas. d) apenas I está correta. e) I, II e III estão corretas.

16 Interdisciplinariedade, transversalidade e multidisciplinariedade: abordagem Abordagem Interdisciplinar: Ideias temáticas são usadas para investigar um tópico ou questão interdisciplinar. Essa abordagem integra disciplinas de estudo e permite aos alunos fazer conexões com questões do cotidiano que são relevantes a eles. Os limites disciplinares são esmaecidos

17 Interdisciplinariedade, transversalidade e multidisciplinariedade: abordagem Abordagem Transdisciplinar: os alunos investigam amplas áreas de interesse que exemplificam um tema. O estudo é feito se utilizando de uma combinação de disciplinas apropriadas para estudar o tema. Não há limites entre as disciplinas.

18 Interdisciplinariedade, transversalidade e multidisciplinariedade: abordagem Abordagem Multidisciplinar Integrada: conceitos, princípios e tópicos são usados, dentro dos limites de cada disciplina, para exemplificar uma ideia temática.

19 Interdisciplinariedade, transversalidade e multidisciplinariedade: conceito A interdisciplinaridade, não pretende a unificação dos saberes, mas deseja a abertura de um espaço de mediação entre conhecimentos e articulação de saberes, na qual as disciplinas estejam em situação de mútua coordenação e cooperação, construindo um marco conceitual e metodológico comum para a compreensão de realidades complexas.

20 Interdisciplinariedade, transversalidade e multidisciplinariedade: conceito A ideia de transdisciplinaridade radicaliza a ideia de reacomodação e unificação dos conhecimentos disciplinares, com relativo desaparecimento de cada disciplina. Assim, cada campo especializado do saber envolvido no estudo de certo fenômeno seria fundido em um amplo corpo de conhecimentos universais e não especializados que poderiam ser aplicados a quaisquer fenômenos.

21 Interdisciplinariedade, transversalidade e multidisciplinariedade: conceito O conceito de multidisciplinaridade diz respeito à situação em que diversas disciplinas, com base em seu quadro teórico-metodológico, colaboram no estudo ou tratamento de dado fenômeno. Os limites disciplinares são mantidos e não se supõe, necessariamente, a integração conceitual ou metodológica das disciplinas no âmbito de um novo campo do conhecimento. Congressos e simpósios são exemplos de situações em que se lança mão do debate multidisciplinar.

22 Interatividade Meio ambiente é considerado pelos PCN como um tema transversal porque? a) merece uma abordagem exclusiva no contexto educacional, independente das demais disciplinas. b) merece uma abordagem integrada no contexto educacional, a ser trabalhado em todas as disciplinas. c) não é um assunto de caráter naturalmente interdisciplinar ou transdisciplinar. d) não faz parte do cotidiano das pessoas, portanto merece ser inserido na rotina diária. e) é um tema cuja abordagem deve ocorrer necessariamente fora das salas de aula.

23 Diretrizes específicas para programas em EA Voltados para a 1ª Infância: 1ª Meta: desenvolver a consciência e a apreciação da beleza do mundo natural. 2ª Meta: tomar consciência dos conceitos de ciclos, diversidade e inter- relações na natureza. 3ª Meta: desenvolver um senso de apreciação e respeito pela integridade do mundo natural.

24 Diretrizes específicas para programas em EA 4ª Meta: desenvolver um senso de cuidado pelo Planeta Terra e uma compreensão de como diferentes tipos de poluição podem ser prejudiciais à Terra. 5ª Meta: desenvolver uma consciência de que as pessoas são parte do mundo natural, e não separada dele. 6ª Meta: desenvolver uma compreensão de como contribuir para o bem estar da Terra.

25 Diretrizes específicas para programas em EA Voltados para a Educação formal: 1ª Vertente: habilidades de análise e questionamento 2ª Vertente: conhecimento dos sistemas e processos ambientais 3ª Vertente: Competências para a compreensão e resolução de questões ambientais. 4ª Vertente: Responsabilidade cívica e pessoal.

26 Diretrizes específicas para programas em EA Voltados para a Educação não formal: Alfabetização ambiental nominal Reconhecem termos básicos usados nos comunicados sobre o meio ambiente e podem definir os seus significados. Possuem consciência e sensibilidade em relação ao ambiente, além de respeito pelos sistemas naturais. Também se preocupam com os impactos ambientais negativos provocados pela humanidade. Apresentam conhecimento rudimentar sobre os sistemas naturais e de sua interação com os sistemas sociais humanos.

27 Diretrizes específicas para programas em EA Alfabetização ambiental funcional Possuem conhecimento e compreensão amplos das interações existentes entre os sistemas sociais humanos e sistemas naturais. São conscientes sobre e preocupados com as interações negativas entre os sistemas natural e humano, no que se refere a uma ou mais questões. Podem analisar, sintetizar e avaliar informações sobre as questões ambientais, utilizando-se, para isso, de fontes primárias e secundárias. Compartilham suas descobertas e sentimentos com os outros.

28 Diretrizes específicas para programas em EA Alfabetização ambiental operacional Avançam para além da alfabetização funcional no que se refere à amplitude e profundidade de habilidades e compreensões. Avaliam rotineiramente os impactos e consequências das ações. Reúnem e sintetizam as informações pertinentes. Demonstram um forte senso de responsabilidade na prevenção e remediação da degradação ambiental. Atuam em diversos níveis, do local ao global.

29 Interatividade É recomendável que a Educação Ambiental voltada para a primeira infância procure atingir algumas metas. Assinale a alternativa incorreta sobre estas metas: a) Uma das metas principais deste tipo de programa deve ser o desenvolvimento de um sentido de respeito e apreciação da beleza do mundo natural. b) As crianças devem aprender desde cedo que as ações humanas podem interferir de modo negativo no meio ambiente. c) A curiosidade natural manifestada pelas crianças nessa fase da vida deve ser explorada para se desenvolver múltiplos entendimentos a respeito do mundo natural. d) É importante incentivar, nas crianças pequenas, o sentimento de que elas fazem parte de um grande sistema que engloba o meio social e o meio natural. e) Não é preciso ensinar às crianças atitudes próambientais, uma vez que essa meta é naturalmente atingida como consequência do conjunto de entendimentos desenvolvido.

30 ATÉ A PRÓXIMA!

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