NEATS Núcleo de Estudos Avançados em Terceiro Setor da PUC-SP

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2 NEATS Núcleo de Estudos Avançados em Terceiro Setor da PUC-SP Criado em 1998, no âmbito do Programa de Pós-graduação em Administração da PUC/SP, o NEATS Reúne acadêmicos e profissionais de forma interdisciplinar, para discutir questões relacionadas às organizações da sociedade civil em si e suas relações com terceiros. Produção de conhecimento no campo do Terceiro Setor, suas relações com o Estado e a gestão intersetorial de políticas públicas Projetos de pesquisa, formação e consultoria, produzindo cursos, encontros temáticos, congressos, seminários, debates, publicação de livros e revistas científicas sobre temas congêneres. Coordenador Prof. Dr. Luciano Antônio Prates Junqueira

3 Profissionalização das OSCs e Remuneração de Dirigentes Paula Raccanello Storto São Paulo, 23 de julho de 2015

4 LIBERDADE DE ASSOCIAÇÃO Compreende: - Liberdade - Participação - Financiamento Porque: - não interferência estatal na liberdade dos indivíduos se associarem é um direito humano - a participação não é mero exercício de uma liberdade, mas parte do direito ao desenvolvimento - participação também é educação para a cidadania: meio de habituar os indivíduos a agir por motivos públicos e não egoísticos - há valor na diversidade e na experimentação livre de iniciativas pelos indivíduos - é papel do Estado ser depositário e difusor das boas iniciativas

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7 CONSTITUIÇÃO FEDERAL - Não Interferência Estatal no Funcionamento das Associações XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de cooperativas independem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento; - Direitos Sociais do Trabalhador Art. 5º, XIII É livre o exercício de qualquer trabalho,ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.

8 LEI DA DECLARAÇÃO DE UTILIDADE PÚBLICA FEDERAL (Lei 91/1935): OS CARGOS DE SUA DIRETORIA, CONSELHOS FISCAIS, DELIBERATIVOS OU CONSULTIVOS NÃO SÃO REMUNERADOS.

9 LEI DO IMPOSTO DE RENDA (Lei 9.532/1997): Requisito para isenção ao Imposto de Renda e a CSSL: NÃO REMUNERAR, POR QUALQUER FORMA, SEUS DIRIGENTES PELOS SERVIÇOS PRESTADOS

10 LEI DAS OSCIPS (art. 4º de Lei 9.790/99) DEVE OPTAR SE REMUNERA DIRIGENTES - QUE ATUE EFETIVAMENTE NA GESTÃO EXECUTIVA OU - QUE A ELA PRESTAM SERVIÇOS ESPECÍFICOS RESPEITADOS, EM AMBOS OS CASOS, OS VALORES PRATICADOS PELO MERCADO, NA REGIÃO CORRESPONDENTE À SUA ÁREA DE ATUAÇÃO

11 LEI /2002 (art. 37) OSCIPS QUE REMUNERAM DIRIGENTES NÃO PERDEM ISENÇÃO DA LEI 9532/97, DESDE QUE: - TENHA VÍNCULO CLT - TETO DO PODER EXECUTIVO FEDERAL

12 LEI DO CEBAS (Lei /09, art. 29 redação anterior, alterada) VEDA REMUNERAÇÃO DE DIRETORES POR QUALQUER FORMA OU TÍTULO, EM RAZÃO DAS COMPETÊNCIAS, FUNÇÕES OU ATIVIDADES QUE LHES SEJAM ATRIBUÍDAS PELOS RESPECTIVOS ATOS CONSTITUTIVOS (Lei /09, art. 29 alterada pela Lei /2013) VEDA REMUNERAÇÃO DE DIRIGENTES ESTATUTÁRIOS POR QUALQUER FORMA OU TÍTULO, EM RAZÃO DAS COMPETÊNCIAS, FUNÇÕES OU ATIVIDADES QUE LHES SEJAM ATRIBUÍDAS PELOS RESPECTIVOS ATOS CONSTITUTIVOS

13 LEI , DE 16/10/2013 Alterou Lei do CEBAS (acrescentou ao art. 29 da /09) AUTORIZA: I - REMUNERAÇÃO DE DIRIGENTES ESTATUTÁRIOS, DESDE QUE: - VALOR BRUTO INFERIOR A 70% DO TETO DO SERVIDORES DO PODER EXECUTIVO FEDERAL - DIRIGENTES NÃO SEJA CÔNJUGE OU PARENTE ATÉ 3 O (TERCEIRO) GRAU, DE INSTITUIDORES, SÓCIOS, DIRETORES, CONSELHEIROS, BENFEITORES OU EQUIVALENTES - O TOTAL QUE A OSC GASTA COM DIRIGENTES ESTATUTÁRIOS SEJA INFERIOR A 5 X 70% DO TETO DO SERVIDORES DO PODER EXECUTIVO FEDERAL

14 LEI , DE 16/10/2013 Alterou Lei do CEBAS (acrescentou ao art. 29 da /09) II - REMUNERAÇÃO DE DIRETORES NÃO ESTATUTÁRIOS COM VÍNCULO CLT III - DIRIGENTE REMUNERADO MANTER CUMULATIVAMENTE VÍNCULO CLT E ESTATUTÁRIO, EXCETO SE HOUVER INCOMPATIBILIDADE DE JORNADAS DE TRABALHO.

15 LEI , DE 16/10/2013 Alterou Lei do CEBAS (III) (alterou a redação da Lei 9.532/97) - Ineditismo primeira lei que reconhece a convivência harmônica entre isenção e remuneração de dirigentes, independentemente de títulos ou certificados - Abrangência

16 PESQUISA NEATS/PUC-SP SOBRE PARCERIAS ENTRE ESTADO E OSCS - Diagnóstico - Ausência de regulamentação dos convênios em nível legal - Sucessivas alterações das normas - Multiplicidade de objetos dos convênios - Dissenso doutrinário sobre as normas incidentes - Planejamento público insatisfatório para celebração dos convênios FONTE: Relatório da Pesquisa sobre a Modernização do Sistema de Convênios entre a Administração e Organizações da Sociedade Civil, elaborada pelo NEATS da PUC/SP para o Projeto Pensando o Direito, desenvolvido em parceria entre o Ministério da Justiça e o PNUD: maio de JUNQUEIRA, Luciano Prates, FIGUEIREDO, Marcelo et alli. Modernização do sistema de convênio da Administração Pública com a sociedade civil. Série Pensando o Direito, vol. 41. Brasília: Ministério da Justiça, maio de 2012, p. 37.

17 Entre as CONCLUSÕES da Pesquisa: - Constata que a regulamentação atual é inadequada - Recomenda a criação de normas específicas (preferencialmente lei) para tratar das relações de cooperação entre Estado e OSCs - Recomenda que a nova norma estabeleça minimamente: - inaplicabilidade da lei de licitações às OSC - Autorização para remunerar de empregados e/ou dirigentes das OSCS com recursos advindos de convênios - prazos para análise das contas e guarda de documentos - autorização de pagamento de diárias, rateio e reembolso de despesas necessários para a efetivação do objeto dos convênios - não incidência de taxas ou tarifas bancárias - criação de interface própria para as OSCs

18 Lei /2014 Autorização de contratação de pessoal próprio da OSC envolvido nas atividades previstas no plano de trabalho, dentro de padrões de mercado, incluídas todas as obrigações trabalhistas, estabelecida a não subsidiariedade trabalhista do órgão público. Reconhece que os trabalhadores de OSCs que atuam em projetos de cooperação com o Estado podem ser remunerados com os recursos disponibilizados para a execução do respectivo plano de trabalho; Supera o equivocado entendimento no sentido de que os recursos repassados por entes públicos não poderiam ser aplicados no pagamento de pessoal da organização.

19 Lei /2014 Art. 46. Poderão ser pagas com recursos vinculados à parceria, desde que aprovadas no plano de trabalho, as despesas com: I remuneração da equipe dimensionada no plano de trabalho, inclusive de pessoal próprio da organização da sociedade civil, durante a vigência da parceria, podendo contemplar as despesas com pagamentos de impostos, contribuições sociais, fundo de garantia por tempo de serviço, férias, décimo terceiro, salário proporcionais, verbas rescisórias e demais encargos sociais, desde que tais valores: a) correspondam às atividades previstas para a consecução do objeto e à qualificação técnica necessária para a execução da função a ser desempenhada; b) sejam compatíveis com o valor de mercado da região onde atua e não superior ao teto do Poder Executivo; c) sejam proporcionais ao tempo de trabalho efetiva e exclusivamente dedicado à parceria celebrada;

20 FASES NORMATIVAS DISTINTAS Redemocratização (1988) - garantia dos direito à liberdade de reunião, de criação e de atuação das OSC - CF - não interferência estatal Participação (1ª. Metade anos 90) - Constituição Federal - participação e controle social por OSC - Políticas públicas década de 90 (ECA, Telecom, SUS, Lei Rouanet) Contratualização (2ª. Metade anos 90) PROFISSIONALIZAÇÃO - Regulamentação das relações jurídicas de parceria - Lei 8666/93 (Licitações), Lei 9.637/98 (OS), Lei 9.790/99 (OSCIP) Controle (2003 a 2011) - normas infralegais: IN STN 01/97 (convênios), Decreto 5504/05 (pregão), Decreto 6.170/07 (SICONV). Organização ( ) PROFISSIONALIZAÇÃO - Lei /2014 remuneração de dirigentes - Lei /2014 Política de Fomento e Colaboração

21 PL 1336/2011 (altera a redação da Lei 91/35, Lei 9.532/97 e da /09 ) não remunerar, por qualquer forma, seus dirigentes pelos serviços prestados, exceto no caso de associações assistenciais ou fundações, sem fins lucrativos, cujos dirigentes poderão ser remunerados, desde que atuem efetivamente na gestão executiva, respeitados como limites máximos os valores praticados pelo mercado na região correspondente à sua área de atuação, devendo seu valor ser fixado pelo órgão de deliberação superior da entidade, registrado em ata, com comunicação ao Ministério Público, no caso das fundações

22 Mais informações: Site do ICNL Site do NEATS/PUC-SP ABONG - Orientação Jurídica

23 Mais informações: Elementos do Direito do Terceiro Setor e o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil Artigo de autoria de Paula Raccanello Storto e Stella Camlot Reicher CANAL YOUTUBE NEATS https://www.youtube.com/channel/ucg_tr7beo897qss8rvoablg CANAL YOUTUBE ABONG Evento em parceria com NEATS sobre a Lei /2014 https://www.youtube.com/channel/ucxhnuzf280mbevvsnani-3w

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