ACTAS. 1º Seminário sobre Conservação e Gestão de Zonas Húmidas. 3º Seminário de Sistemas Lagunares Costeiros

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1 ACTAS 1º Seminário sobre Conservação e Gestão de Zonas Húmidas 3º Seminário de Sistemas Lagunares Costeiros 12 e 13 de Outubro de 2007 Auditório da Escola Superior de Tecnologia do Mar de Peniche Organização: Com o apoio de:

2 COMUNICAÇÕES

3 A CONVENÇÃO DE RAMSAR EM PORTUGAL João Carlos Farinha 1, Emília Paula Silva 2 e Ana Paula Araújo 2 1 Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade, DGAC-ZH Praça da República, Setúbal. Portugal 2 Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade, R. Santa Marta, Lisboa. Portugal A Convenção sobre Zonas Húmidas constitui um tratado inter-governamental adoptado em 2 de Fevereiro de 1971 na cidade iraniana de Ramsar. Por esse motivo, esta Convenção é geralmente conhecida como "Convenção de Ramsar", e representa o primeiro dos tratados globais sobre conservação. A Convenção entrou em vigor em 1975 e conta actualmente com 145 países contratantes em todos os continentes. Aproximadamente 1429 sítios foram designados pelas Partes contratantes, cobrindo cerca de 125 milhões de hectares. Segundo o texto aprovado pela Convenção, zonas húmidas são definidas como "zonas de pântano, charco, turfeira ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas cuja profundidade na maré baixa não exceda os seis metros". Quando um país adere à Convenção de Ramsar está a comprometer-se a criar esforços para assegurar a Conservação das zonas húmidas. O tratado prevê quatro obrigações a acatar pelas Partes Contratantes: 1) Lista de sítios; 2) Utilização sustentável; 3) Reservas e formação; 4) Cooperação internacional. Portugal actualmente conta com 17 sítios Ramsar, a maioria dos quais inseridos em áreas protegidas, e criou recentemente um Comité para as Zonas Húmidas ao nível da Comissão de Coordenação Interministerial para a Biodiversidade, do MAOTDR. Nos últimos anos, a nível internacional, tem-se verificado um forte envolvimento do ICNB em projectos e organizações relevantes para a conservação das Zonas Húmidas, onde se salienta a representação nacional na Convenção de Ramsar e no Comité para as Zonas Húmidas Mediterrâneas (MedWet/Com), a coordenação do Grupo de Trabalho de Inventários (IWG Inventory Working Group) deste Comité e o trabalho desenvolvido como ponto focal para todos os temas relacionados com inventários de Zonas Húmidas na Região Mediterrânea, nomeadamente a promoção e divulgação das metodologias MedWet. Neste âmbito, foi desenvolvida uma base de dados de zonas húmidas, capaz de gerir grandes quantidades de dados e de adaptar-se a diferentes realidades, necessidades e públicos alvo, com ligação a uma base cartográfica através de um SIG de fácil utilização. Tem-se igualmente promovido a preparação de planos de gestão de zonas húmidas, utilizando técnicas de participação informal da população.

4 DESIGNAÇÃO DE SÍTIOS RAMSAR NA REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES João Porteiro 1, Luís Costa 2, Luz Paramio 1, Dália Leal 3 e Helena Calado 1 1 Universidade dos Açores. Departamento de Biologia. Secção de Geografia Rua da Mãe de Deus, Apartado 1422, Ponta Delgada. Portugal 2 Consultor Av. D. Sebastião, 101, Costa da Caparica. Portugal 3 Secretaria Regional do Ambiente e do Mar. Direcção Regional do Ambiente Rua Cônsul Dabney, Apartado 140, Horta. Portugal A Convenção sobre Zonas Húmidas, conhecida por Convenção de Ramsar, foi assinada, por 18 países, a 3 de Fevereiro de 1971 na cidade de Ramsar (Irão). Consiste no tratado internacional mais antigo sobre uma temática ambiental, tendo como missão a conservação e a utilização sustentável de todas as zonas húmidas através de acções a nível local, regional e nacional e de cooperação internacional, como contributo para atingir um modelo de desenvolvimento sustentável a nível mundial. Os países signatários devem designar sítios para a Lista de Zonas Húmidas de Importância Internacional. Os sítios a designar terão que reflectir a aplicação (nacional e regional) de planos de conservação e gestão de zonas húmidas, contribuindo assim para o uso sustentável desses sistemas. Portugal ratificou a Convenção de Ramsar em 1980 (Decreto-lei n.º 101/80, de 9 de Outubro), tendo designado, até à data, 17 Sítios Ramsar, dos quais somente um se localiza nos Açores: as Fajãs dos Cubres e da Caldeira de Santo Cristo em São Jorge, cujo interesse conservacionista depende de duas lagunas costeiras com expressivo significado ambiental e socioeconómico. Reconhecendo a importância das zonas húmidas do arquipélago dos Açores, o Governo Regional, em colaboração com a Universidade dos Açores, promoveu um trabalho com vista à designação de outros sítios Ramsar, tendo em conta o considerável potencial existente. No contexto da macaronésia, as nove ilhas dos Açores possuem valores hidrológicos singulares, abundantes e diversificados, com interesse estratégico, científico, natural e conservacionista. Essa importância manifesta-se em diferentes tipologias de zonas húmidas e sistemas aquáticos, como sejam pauis, turfeiras, lagoas permanentes e temporárias, nascentes de águas termais, fumarolas, poços, geotérmicos, entre outras manifestações de valor internacional. Note-se que na região macaronésica, espaço biogeográfico onde se integra o arquipélago dos Açores, só existe, além do caso de São Jorge, somente mais um Sítio Ramsar: Saladar de Jandía (Fuerteventura, Canárias). A identificação de potenciais zonas húmidas a designar foi estabelecida num Workshop que contou com a participação de 21 convidados em representação de diversos organismos regionais e nacionais. Através de exercícios de triagem e validação, dos 57 sítios inicialmente referenciados, foram seleccionados 11 que cumprem os critérios Ramsar, sobretudo os critérios 1, 2 e 3 (respectivamente: exemplo representativo, raro ou único de um tipo de zona húmida natural ou semi-natural na respectiva região biogeográfica; existência de espécies vulneráveis, em perigo ou em estado particularmente crítico, ou comunidades ecológicas ameaçadas; existência de espécies animais e/ou vegetais importantes para a manutenção da biodiversidade da respectiva região biogeográfica). Após a aprovação das candidaturas dos Açores pelos órgãos da Convenção de Ramsar, Portugal passará de 17 para 28 sítios designados, num total de ha, valor que

5 representa um acréscimo de ha, ou seja, mais 14,8 % do que a superfície actual (73784 ha). Concluindo, o estudo em apreço aponta para as seguintes recomendações: a proposta para designação, enquanto Zonas Húmidas de Importância Internacional, de 11 sítios potenciais distribuídos pelas 9 ilhas do arquipélago dos Açores; a discussão e a consideração da possibilidade de designar mais três sítios (zonas costeiras), importantes sobretudo pelos efectivos significativos de aves marinhas; o processo de planeamento dos novos Sítios Ramsar que ainda não disponham de um plano de gestão desenvolvido. Os planos devem seguir as metodologias propostas pela própria Convenção; a implementação do Programa de Conservação dos Sítios Ramsar designados; a integração de representantes do Governo Regional dos Açores nas reuniões, nacionais e internacionais, relativas aos trabalhos da Convenção de Ramsar.

6 BIOMARES A LIFE PROJECT TO RESTORE AND MANAGE THE BIODIVERSITY OF LUIZ SALDANHA MARINE PARK Alexandra H.Cunha 1, Karim Erzini 1, Ester Serrão 1, Onno Diekmann 1, Emanuel Gonçalves 2, João Carlos Farinha 3, Miguel Henriques 3, Victor Henriques 4, Carlos Duarte 5 e Núria Marbá 5 1 CCMAR Center for Marine Sciences, University of Algarve, Campus de Gambelas, Faro. Portugal 2 ISPA Eco-Ethology Research Unit, Rua Jardim do Tabaco, 34, Lisboa. Portugal 3 ICNB Luiz Saldanha Marine Park, Pr. da República Setúbal. Portugal 4 IPIMAR, Institute for Marine Fisheries Sciences 5 CSIC - IMEDEA Mediterranean Institute for Advanced Studies, C/ Miquel Marquès, Esporles, Mallorca, Illes Balears. SPAIN. The Natural Park Luiz Saldanha is the unique Marine Park in Portugal. It is located south of Lisbon and its shallow waters and bays are protected by the Arrábida Sierra. This area is a Nature 2000 site and is considered to be a hot spot for marine biodiversity. Several problems common to other marine parks affect this park as well. In 2005, the management plan of the park was implemented not without several episodes of social turmoil. The fact that the management plan was implemented in the park, and the habitat menaces were discontinued allowed an application to the LIFE NATURA program. The project was one of the four winners of the Portuguese applications to the LIFE 2006 program. The LIFE-BIOMARES project (LIFE06 NAT/ P/000192) aimed at the restoration and management of the biodiversity of the natural park. Several actions are taking place. The restoration of the seagrass prairies that were destroyed by fisheries and recreational boating is one the most challenging. It includes the transplanting of seagrasses from donor populations, the germination of seagrass seeds for posterior plantation to maintain the genetic diversity of the transplanted area. All the donor areas and the transplanted areas will be mapped and monitored for biodiversity. One of the most popular actions will be the implementation of environmental friendly moorings, and a floating dock to integrate recreational use of the area with environmental protection. Several actions of information and environmental education about the marine park and the project are also planned. For compensating for fishermen loss of fisheries ground and to increase the knowledge of the habitats of the park, the cartography of the park and the surrounding area till the 100 m depth is being made. Fauna and flora monitoring was implemented through the park area. The project coordinator is the Center for Marine Sciences of the University of Algarve. Four more partners share the execution of all the tasks. The project has the consultancy of NOAA/USA and a Cement Company (SECIL) as a co-financer.

7 CONSERVAÇÃO E GESTÃO DO ESTUÁRIO DO MONDEGO Miguel Pardal Imar Institute of Marine Research Departamento de Zoologia Universidade de Coimbra Portugal From 1980 to 2000, the Mondego estuary (Portugal) suffered dramatic changes due to eutrophication, leading to a decline in seagrass beds and changes in community structure, namely a decline in species richness and replacement of herbivores by detritivores. Because the conservation status of the estuary was being compromised, a restoration project was implemented in 1998 in order to restore the original natural seagrass habitat. This project included several restoration/management measures, including the protection of the remaining seagrass patches and improvement of the hydraulic conditions through modifying sluice opening regimes, thereby reducing the nutrient loading in the southern arm of the estuary. In addition, several stakeholder forums were convened to inform local people of the ecological and economic importance of the area. In this presentation we evaluate the success of this management plan as judged by changes in the macrobenthic assemblages (total biomass, species diversity and trophic structure).

8 PROJECTO RIPIDURABLE GESTÃO SUSTENTADA DE FLORESTAS RIBEIRINHAS Dias, P. C. 5, Mendes, A. I. 1,3 ; Fernandes, R. 3 ; Céu, J.R. 1 ; Pais, F. 2 ; Menino, H. 2 ; Ferreira, M. T. 3 ; Fabião, A. 3 ; Espírito-Santo, D. 3 Rabaça, J. E. 4 ;Godinho, C. 4 ; Faivre, B. 6 ; Stamatis, Z. 7 ; Dimopoulos, P. 8 ; Arvanitis, K. 9 ; Prada, M.A. 10, Arizpe, D Câmara Municipal de Alpiarça R. José Relvas, nº374, 2090 Alpiarça. Portugal 2 Câmara Municipal de Montemor-o-Novo Largo dos Paços do Concelho 7050 Montemor-o-Novo. Portugal 3 Instituto Superior de Agronomia, Departamento de Engenharia Florestal Tapada da Ajuda Lisboa. Portugal 4 LabOr Laboratório de Ornitologia, Universidade de Évora Apartado 94, Évora. Portugal 5 Centro Nacional de Investigação Científica, CNRS 1919 Route de Mendes Montpellier. França 6 Universidade de Borgonha 6 Bd Gabriel, 2100 Dijon. França 7 HCMR, Instituto de Águas Interiores 46,7 km Athens-Sounio, P.O. Box 712 GR-19013, Anavissos Attici. Grécia 8 Universidade Ioannina Seferi 2, GR30100 Agrinio. Grécia 9 ETANAM S.A., Agência de Desenvolvimento Local Periochi Ydatopyrgos, Preveza. Grécia 10 CIEF Banco de Sementes, Generalidade Valenciana, Conselheria do Território e Habitação C/ Francisco Cubells 7, 46011, Valência., Espanha A vegetação ripícola tem um papel fundamental na manutenção da biodiversidade, sendo considerado um habitat terrestre muito dinâmico, diversificado e complexo. A sua importância como elemento estruturante da paisagem e o seu papel no desenvolvimento de funções ambientais, ecológicas e biofísicas tem sido alvo de diversos estudos, sendo de salientar a sua importância como filtro de poluentes ou como estabilizador de erosão dos solos e o seu uso como corredor ecológico por parte de diversos grupos de fauna. A Perspectiva de Desenvolvimento Espacial Europeia integra estes conhecimentos, reconhecendo que a biodiversidade não pode ser preservada apenas por uma rede de zonas protegidas, sendo igualmente importante o desenvolvimento de redes de corredores ecológicos. Contudo, as entidades gestoras encontram muitas vezes dificuldades na implementação de medidas adequadas, quer por falta de conhecimentos técnicos, quer por falta de plantas apropriadas à reflorestação. A fim de ajudar a preencher esta lacuna, a comunidade científica foi envolvida num projecto Interreg IIIC- co-financiado pela União Europeia, com vista ao desenvolvimento de modelos de gestão adequados a este tipo de habitats. O objectivo principal deste projecto é o desenvolvimento de estratégias integradas de gestão florestal das zonas ripícolas e seu restauro, tendo em consideração o seu potencial económico e as suas características naturais, a sua importância como corredores ecológicos para as aves e o seu potencial para a protecção da qualidade da água. O termo RIPIDURABLE resulta da contracção de dois vocábulos: RIPI - de origem latina, deriva de ripa e significa ribeira - e DURABLE - que em francês quer dizer sustentado. O termo traduz a ideia fundamental do projecto: ribeira sustentada. Por outras palavras, o projecto pretende aliar o potencial económico destas zonas às funções que desempenham na conservação da natureza, da água, do solo e da paisagem, preconizando assim uma gestão racional do espaço no tempo.

9 O projecto pretende aliar o conhecimento da comunidade científica e as autoridades competentes na gestão dos rios, aglomerando parceiros de diferentes institutos com experiência em avaliação ambiental, restauro de habitats e propagação de espécies florestais com autoridades nacionais e locais que têm competências legais na gestão de rios, resultando na contribuição do desenvolvimento de politicas nacionais para a gestão sustentada de rios. Estão a ser desenvolvidos quatro projectos de restauro de habitats ribeirinhos, estando envolvidas dez instituições de quatro países (Portugal, Espanha, França e Grécia). Para mais informações contactar: ou

10 AVES NIDIFICANTES E ESTRUTURA DAS RIPISILVAS EM DOIS RIOS MEDITERRÂNICOS (VIDOURLE E RHONE, FRANÇA) Paula Dias, Jean Roché, Eric Dincuff, Philippe Perret Centro Nacional de Investigação Científica, CNRS 1919 Route de Mendes Montpellier. França Os povoamentos de aves nidificantes ao longo das bermas do Vidourle foram estudados de 2005 a 2007 pelo método dos pontos de escuta (IPA), juntamente com a estrutura das ripisilvas e a presença de obras de melhoramento. Dois terços dos povoamentos recenseados são espécies de meios florestais puros ou degradados. As características da ripisilva com mais inluência na composição e riqueza desta avifauna foram altura, largura e estratificação vertical. As obras de melhoramento empobrecem sobretudo o cortejo de espécies de aves estritamente florestais. As espécies de meios florestais degradados são menos afectadas e de forma mais efémera. Dados comparativos obtidos sobre o Rhône confirmam as tendências observadas no Vidourle.

11 GALERIAS RIPÍCOLAS AS AVES ENQUANTO BIOINDICADORES CASO DE ESTUDO RIBEIRA DE GANDUM Carlos Godinho1 & João E. Rabaça1 1 LabOr Laboratório de Ornitologia, Unidade de Biologia da Conservação, Departamento de Biologia, Universidade de Évora, P Évora A conservação da vegetação ripícola é vital para a manutenção da integridade dos cursos de água em termos biofísicos e biológicos. Previne a erosão das margens, regula leito de cheias e alberga uma elevada diversidade de espécies animais e vegetais. Na Região Mediterrânica o Homem tem ao longo dos séculos, exercido uma elevada pressão sobre estes habitats, conduzindo a que na actualidade se encontrem poucos locais com ecossistemas ripários próximos do natural. A ribeira de Gandum é um tributário do Rio Almansor (Bacia do Tejo), junto a cidade de Montemor-o-Novo, no Sul de Portugal. Devido à acção humana, esta ribeira encontra-se num elevado estado de degradação, caracterizado pela elevada presença de algumas espécies invasoras como Arundo spp. Numa das acções do projecto RIPIDURABLE (INTERREG IIIC Sud) a Câmara Municipal de Montemor-o-Novo procedeu à reabilitação desta ribeira numa extensão de cerca de 2 Km. Utilizámos as aves como grupo biológico de estudo para aferir o efeito dos processos de reabilitação nas biocenoses da galeria ripícola. Os nossos objectivos foram (1) caracterizar a comunidade de aves nidificantes associada à Ribeira de Gandum antes das acções de reabilitação e (2) proceder à sua monitorização durante e após as intervenções. Nas épocas de reprodução de 2005 a 2007 monitorizámos 17 localizações na ribeira através de censos realizados pelo método pontual com limite de distância (bandas de 25 e 50m) e duração de 10. Dos 17 locais seleccionados, os primeiros 13 estiveram sujeitos a acções de reabilitação enquanto os restantes 4 servirão como grupo de controlo. Esta metodologia será repetida anualmente tentando alcançar uma série temporal suficiente para avaliar com precisão o resultado da intervenção. Numa primeira abordagem aos resultados obtidos, observamos que as espécies mais comuns foram o Melro Turdus merula e o Rouxinol Luscinia megarhynchos e que apenas se registaram 4 espécies migradoras. Decompondo a comunidade de aves associada à ribeira por categorias de habitat, dominam as aves associadas a ambientes florestais/matos e salienta-se a ocorrência de apenas 3% de espécies aquáticas/ripícolas.

12 SISTEMAS ECOLÓGICOS DE ENGENHARIA NO RESTAURO FLUVIAL António Oliveira Paula Soares Logística Florestal, SA Zona Industrial Vale do Alecrim, lote 133; Palmela. Portugal A probabilidade de ocorrência de processos erosivos em áreas fluviais deve-se a uma conjugação de factores biofísicos, aliados por vezes a uma má planificação e/ou gestão antropogénica. Esses fenómenos erosivos resumem-se na sua maioria a alterações da dinâmica natural das encostas e margens; fenómenos de sedimentação; criação de barreiras sedimentares; diminuição da qualidade da água; criação de ravinamentos nas margens e diminuição da vegetação riparia por diminuição da estabilidade do solo. Em algumas circunstâncias os danos provocados por estes fenómenos erosivos serão irreversíveis, a menos que seja instalado um sistema de controlo da erosão, e nalgumas situações, um sistema depurativo da qualidade da água (aplicação conjunta de elementos flutuantes e plantas depuradoras). Esse sistema de controlo da erosão é obtido recorrendo a técnicas de Sistemas Ecológicos de Engenharia, que consistem em técnicas de prevenção ou recuperação da erosão, e de restauro ecológico por excelência, em que o seu objectivo primário é o de potenciarem a sucessão ecológica e a estabilização do solo, mediante a utilização de técnicas de engenharia baseadas em critérios mecânicos, biológicos e ecológicos, que se caracterizam pela utilização conjunta de plantas, inertes e outros componentes biodegradáveis. O recurso a Sistemas Ecológicos de Engenharia possibilita a elaboração de métodos construtivos que encaixam nas necessidades ecológicas aproximando-se quase na totalidade dos métodos naturais.

13 GESTÃO DO CANIÇAL NA RESERVA NATURAL DO PAUL DE ARZILA Anabela Simões Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade, DACZH Reserva Natural do Paul de Arzila, Delegação de Coimbra Mata Nacional do Choupal, 3000 Coimbra. Portugal Tel:(351) , Fax: (351) Os pauis com caniçais, especialmente quando possuem vegetação arbórea dispersa, constituem de entre os vários tipos de Zonas Húmidas, aquelas que suportam uma fauna mais rica e variada. Na Reserva Natural do Paul de Arzila, a zona paludosa ocupa o fundo do vale e é constituída principalmente por Caniço [Phragmites australis (Cav.) Trin. ex Steudel ssp. australis], Bunho (Scirpus lacustris L. ssp. lacustris), tabúas (Typha sp.), juncos (Juncus sp.) e grande quantidade de espécies herbáceas; ainda nesta zona ocorrem formações arbóreas e arbustivas, compostas por maciços de Salgueiro-preto (Salix atrocinerea Brot.), bosquetes de amieiros (Alnus glutinosa Gaertner) e exemplares algo dispersos de freixos (Fraxinus angustifolia Vahl.), ulmeiros (Ulmus sp.), choupos-negros (Populus nigra L.) e outros salgueiros.(salix sp.). O caniçal existente no paul de Arzila encontra-se numa fase acelerada de envelhecimento, tendente a evoluir para um ecossistema terrestre, pelo que se torna necessário controlar/inverter o processo evolutivo de sucessão vegetal. As acções de gestão realizadas têm por objectivo: 1- controlar a expansão exagerada do caniçal e a regressão do bunhal, diversificando os habitats e estabilizando as associações Scirpo-Phragmitetum (comunidade de caniço e bunho) e Typho-Scirpetum (comunidade de bunho e tabúa); 2- a abertura de clareiras, criando superfícies de água livre, melhorando e aumentando os habitats de nidificação e alimentação disponíveis para as espécies faunísticas. Em paralelo com as acções de rejuvenescimento do caniçal, desenvolveram-se acções com o objectivo de controlar e inverter o processo de sedimentação excessiva que se verifica (a sedimentação constitui um processo de evolução natural de um paul), e que põe em risco o habitat DH 3150 (Lagos eutróficos naturais com vegetação da Magnopotamion ou da Hydrocharition).

14 IBAS MARINHAS E CRIAÇÃO DE AREAS MARINHAS PROTEGIDAS Iván Ramírez Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Coordenador Programa Marinho e IBAs Avenida da Liberdade, 105 2ºEsq., Lisboa. Portugal Tel.: (351) , Fax: (351) Portugal tem a maior Zona Económica Exclusiva da União Europeia e a décima-primeira do mundo. A responsabilidade nacional do ponto de vista da preservação dos recursos pesqueiros e da conservação das aves marinhas é muito elevada, e torna-se necessário investigar e definir a futura Rede de Áreas Marinhas Protegidas. O sector das pescas em Portugal tem mudado muito nas ultimas décadas: o tamanho da frota e o número total de descargas nos Portos de Pesca diminuíram de forma constante, e esta tendência ainda hoje se mantém. A situação actual dos recursos pesqueiros é delicada, com algumas espécies em claro retrocesso. Assim, a proliferação das pisciculturas em áreas de elevado valor ecológico, como os estuários, representa o claro exemplo do conflito existente entre a produção industrial e a preservação da biodiversidade natural. A SPEA, através do seu Programa Marinho, desenvolve actualmente diversos estudos e projectos que vão permitir conhecer com detalhe a distribuição actual das principais espécies de aves marinhas que ocorrem na Zona Económica Exclusiva de Portugal. O objectivo final destes estudos é estabelecer uma rede de IBAs Marinhas (Important Bird Areas, IBA, nas suas siglas em inglês) que depois seja utilizada para a declaração das Zonas de Protecção Especial (ZPE) no âmbito da Rede Natura No que respeita às espécies de aves marinhas, ocorrem em Portugal 14 espécies incluídas no Anexo I da Directiva Aves, das quais 4 se encontram globalmente ameaçadas. Espécies como a Freira da Madeira ou o Painho apresentam uma distribuição no mar muito dispersa. As dificuldades em conhecer a sua distribuição fora das colónias, têm restringido as medidas de protecção existentes ao combate das ameaças às zonas de nidificação em terra. Com o objectivo de ultrapassar estes problemas metodológicos, a SPEA tem vindo a utilizar diversas técnicas, que vão desde censos realizados em barcos e aviões ao seguimento individual de algumas espécies através de dispositivos electrónicos. O conjunto destes dados é depois analisado e relacionado com diversas variáveis ambientais, que vão permitir estabelecer um critério de definição dos limites das áreas marinhas mais relevantes para a migração, alimentação e repouso das espécies prioritárias. Nesta comunicação serão apresentados os últimos dados recolhidos pela equipa do projecto, incluindo análises preliminares sobre as áreas que serão incluídas no inventário de IBAs Marinhas a publicar em 2008.

15 AMBIENTES LAGUNARES PARCIALMENTE FECHADOS DA ESTREMADURA E ALENTEJO ESTUDO COMPARATIVO M.C. Freitas 1 *; A. Cruces 2 *;C. Andrade 3 * e M. J. Carvalho 4 ** *Laboratório de Processos Costeiros, Centro e Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Bloco C6, 3º Piso, Campo Grande, Lisboa. Portugal ** Centro de Investigação do Mar e do Ambiente, da Faculdade de Ciências do Mar e do Ambiente da universidade do Algarve, Campus de Gambelas, 8005 Faro. Portugal 1 ; O litoral português é muito diversificado em termos geológicos e geomorfológicos, resultado da variabilidade de diversos factores, naturais e antrópicos, e inclui arribas e plataformas de abrasão, praias, tômbolos, restingas e ilhas-barreira, formações dunares, estuários e lagunas, com sapais e rasos de maré. Os sistemas lagunares ocorrem em Portugal nas fachadas ocidental e sul, nos troços correspondentes às bacias meso-cenozóicas. Se, por um lado, têm características comuns, como sejam a presença de uma depressão costeira e a existência de um sistema de barreira e barra de maré, por outro, cada um deles difere dos restantes quer do ponto de vista morfológico, quer funcional; as diferenças envolvem fundamentalmente as dimensões e forma do espaço lagunar e a envergadura da barreira, a amplitude de maré, a contribuição dos rios tributários, o clima local, o número e a dimensão dos canais intralagunares, a natureza e quantidade do sedimento disponível, a natureza e a origem da depressão, e as modalidades de construção e de evolução da barreira. Da variação destes factores estruturantes resultam diferenças na velocidade das correntes, diferenças no quimismo e estruturação da água lagunar, geologia e ecologia, que dificultam generalizações aplicáveis à maioria das lagunas. As lagunas parcialmente fechadas possuem uma barreira, construída por acção das ondas e das correntes de deriva litoral que as isola do oceano e onde é aberta periodicamente uma barra de maré. Exemplos de lagunas deste tipo no litoral da Estremadura e do Alentejo são a Lagoa de Óbidos, S. Martinho do Porto (com barreira rochosa), lagoas de Albufeira, de Melides e de Sto. André. Algumas delas funcionam como lagunas fechadas, sem contacto com o mar durante uma boa parte do tempo, e onde os processos mais importantes são a acção do vento e o galgamento esporádico. À excepção de S. Martinho do Porto, tiveram origem em estuários formados durante a trangressão holocénica, em consequência da subida generalizada do nível do mar (desde - 120m há anos) que alcançou a cota actual há aproximadamente 3000 anos; o estado lagunar foi atingido há anos atrás, quando a velocidade de subida do nível do mar diminuiu significativamente e a taxa de acrecção da barreira passou a excedê-la. São sistemas de pequenas dimensões (superfícies inundadas variáveis entre 0.4 e 6 km 2 ), para os quais drenam áreas também diminutas (inferiores a 500 km 2 ), havendo uma correlação directa entre a área lagunar e a área da bacia de drenagem (r 2 =0,96). No geral são pouco profundas (profundidades inferiores a 5 m, à excepção da Lagoa de Albufeira que pode ter 15 m), sendo os valores máximos atingidos maioritariamente nos canais principais, por vezes à custa de dragagens; há uma excelente correlação, também directa, entre a profundidade lagunar e a área da bacia hidrográfica (r 2 =0,999) ou da laguna (r 2 =0,96) se excluirmos a Lagoa de Albufeira, o que parece sugerir um controle diferente (tectónico) para o grande encaixe desta laguna. Entre Fevereiro e Junho de 2003, foram realizadas campanhas de campo nas lagunas de Albufeira, Melides e Santo André, e em Agosto de 2004 na Lagoa de Óbidos, permitindo efectuar um estudo sedimentológico e geoquímico comparativo. Todas elas apresentam uma elevada heterogeneidade textural dos sedimentos de fundo: as areias limpas estão unicamente presentes na proximidade da barra de maré e as areias vasosas, aqui e nas desembocaduras fluviais; as vasas arenosas ocorrem nos depocentros e zonas mais confinadas, apenas

16 existindo vasas puras (% areia < 5%) na Lagoa de Óbidos. Os teores de matéria orgânica, baixos ou nulos nas areias, aumentam significativamente nos sedimentos vasosos; no entanto, são muito mais elevados em Melides e Santo André (onde podem ultrapassar os 20%) do que na Lagoa de Albufeira (onde o valor máximo ronda 7% e pode estar relacionado com a presença da miticultura) e na Lagoa de Óbidos (valores inferiores a 4%); o desenvolvimento de macrófitas, favorecido nos primeiros casos pelas pequenas profundidades e à penetração da luz solar até ao fundo, pode explicar estas diferenças. Os teores em CaCO 3, que reflectem directamente a quantidade de bioclastos, são mais baixos em Melides que em Albufeira, Santo André e Óbidos. Em relação aos metais pesados (Cr, Ni, Cu, Zn e Pb), os sedimentos destas lagunas são limpos ou ligeiramente contaminados, de acordo com a legislação que regulamenta os materiais dragados (DR II, nº. 141, 21/6/1995). Os teores mais elevados estão, como seria de esperar, associados aos sedimentos mais finos. Os valores de Cr e Pb são muito semelhantes, encontrando-se valores máximos mais baixos na Lagoa de Óbidos; no entanto, enquanto o primeiro é semelhante aos padrões internacionais ( average shale e sandstone ), o segundo é sempre superior, sugerindo enriquecimento neste metal. O Ni e o Cu são superiores na Lagoa de Santo André e este último também em Óbidos, associados a sedimentos enriquecidos em matéria orgânica, e mais elevados que os padrões internacionais em ambos estes casos. O Zn é mais abundante nos materiais de fundo da Lagoa de Albufeira (Lagoa Grande) mas todas as lagunas mostram enriquecimento em Zn relativamente aos padrões internacionais. Foram calculadas taxas de sedimentação nas lagunas de Albufeira, Melides e Santo André, com base na determinação do excesso natural de 210 Pb e do radionuclido artificial 137 Cs em sedimentos de sondagens curtas recolhidas nos seus depocentros. Com base no primeiro, determinaram-se valores médios de 4,8 mm/ano em Albufeira, 3,0 mm/ano em Melides e 2,8 mm/ano em Santo André. Os resultados obtidos com o segundo, permitem-nos determinar variações no ritmo de deposição sedimentar, entre 1954 (primeira evidência deste radionuclídeo) e 1963 (máximo de deposição atmosférica) e entre 1963 e a actualidade. Na laguna de Santo André, parece ainda ocorrer o pico datado de 1986, relacionado com o acidente de Chernobyl. Os resultados obtidos sugerem taxas de sedimentação anual de ordem centimétrica entre 1954 e 1963 e milimétrica nos tempos mais recentes, admitindo que não ocorreu migração vertical do 137 Cs ao longo do perfil.

17 ANÁLISE INTEGRADA DE PROCESSOS FÍSICOS E DE QUALIDADE DA ÁGUA EM LAGUNAS Anabela Oliveira 1, André Fortunato, Xavier Bertin e Marta Rodrigues Núcleo de Estuários e Zonas Costeiras, Departamento de Hidráulica e Ambiente, Laboratório Nacional de Engenharia Civil, Av. do Brasil, 101, Lisboa. Portugal 1 As lagunas caracterizam-se pela grande variabilidade temporal da sua embocadura, a qual resulta da acção conjunta da agitação marítima, das correntes de maré e dos caudais fluviais. Estas solicitações conduzem frequentemente à migração e ao assoreamento das embocaduras, e até à interrupção temporária da ligação das lagunas ao mar. A hidrodinâmica, a morfologia e a capacidade de renovação destes sistemas é assim fortemente variável, a nível sazonal e a escalas de tempo mais curtas, o que dificulta a previsão da sua evolução e a sua monitorização e gestão. Esta variabilidade torna também as lagunas particularmente vulneráveis, já que as consequências de descargas poluentes dependem muito da capacidade de renovação de água do sistema. O estudo detalhado do funcionamento destes sistemas, assim como a capacidade de prever os impactos de pressões antropogénicas, coloca desafios de natureza multidisciplinar que requerem a combinação de diferentes abordagens e áreas do conhecimento. Por exemplo, os processos físicos e de qualidade da água em zonas costeiras estão frequentemente interligados. A agitação marítima gera correntes que se sobrepõem às correntes de maré, contribuindo ambas para o transporte de sedimentos e de substâncias dissolvidas. Por sua vez, a dinâmica sedimentar altera as correntes, afectando assim o transporte. A resolução de problemas de engenharia e de gestão costeira requer por isso frequentemente o acoplamento de vários modelos que simulem diferentes processos naturais, o que nem sempre é devidamente tido em consideração. Em particular, a influência das evoluções batimétricas nos processos de transporte é frequentemente ignorada. Apresenta-se nesta comunicação um sistema integrado de modelação em desenvolvimento no LNEC, o qual é parte da metodologia geral de abordagem multidisplinar integrada para estudo de lagunas costeiras. Este sistema inclui modelos hidrodinâmicos, de propagação de agitação marítima, de transporte de sedimentos e de qualidade da água, e as interacções entre os vários módulos (Oliveira et al., 2007). A importância de modelar os vários processos relevantes de forma acoplada é depois ilustrada através de uma aplicação à Lagoa de Óbidos. Esta aplicação mostra como a migração e o assoreamento dos canais da embocadura (Oliveira et al., 2006) afectam os tempos de residência e a contaminação fecal no interior da laguna. Referências Oliveira, A., Fortunato, A.B. e J. Rego, Effect of morphological changes on the hydrodynamics and flushing properties of the Óbidos lagoon (Portugal), Cont. Shelf Research, 26/8: Oliveira, A., A.B. Fortunato, M. Rodrigues e A. Azevedo, Integration of physical and water quality models, Houille Blanche, 4: Agradecimentos Este trabalho foi parcialmente financiado pela FLAD, projecto Towards a nowcast-forecast system for estuarine and coastal water quality e pela Comissão Europeia, projecto "IMMATIE Improvement of a morphodynamic modeling system applied to tidal inlets". Os autores agradecem também aos Profs. António M. Baptista e Joseph Zhang pelo modelo ELCIRC.

18 INFLUÊNCIA DA QUALIDADE DA ÁGUA NAS COMUNIDADES FITOPLANCTÓNICAS DE LAGOAS COSTEIRAS DO ALGARVE (FOZ DE ALMARGEM E SALGADOS) S.E.Coelho 1, S. Gamito 1 e A. Pérez-Ruzafa 2 1 Faculdade de Ciências do Mar e Ambiente - Universidade do Algarve Campus de Gambelas, Faro. Portugal 2 Dpto. Ecologia e Hidrobiologia, Facultad de Biologia - Universidad de Múrcia Campus Universitario de Espinardo, Murcia. Espanha O presente estudo teve por objectivo caracterizar as comunidades fitoplanctónicas de duas lagoas costeiras sujeitas a diferentes fontes de poluição orgânica e averiguar qual a relação entre as variações sazonais destas comunidades e a qualidade da água das lagoas. Durante o período de amostragem (Junho 2001 Julho 2002), as lagoas estiveram isoladas por uma barreira arenosa, ficando temporariamente em conexão com o mar aquando do rompimento do cordão dunar. A avaliação da qualidade da água foi feita com base em parâmetros físico-químicos e as comunidades fitoplanctónicas foram analisadas em termos de biomassa, abundância, composição, diversidade e riqueza de taxa. As comunidades fitoplanctónicas diferiram consideravelmente nas duas lagoas, assim como a qualidade da água. Nos Salgados observou-se uma maior abundância e biomassa de fitoplâncton e a dominância de Cyanophyceae, em alternância com Bacillariophyceae e algas pico-nano flageladas, enquanto que na Foz de Almargem dominaram as Dinophyceae, Bacillariophyceae e algas pico-nano flageladas. As principais diferenças na abundância, biomassa e composição de taxa das comunidades estão relacionadas com as maiores concentrações de fosfatos, fósforo total, nitritos, amónia, azoto inorgânico total e sólidos suspensos totais nos Salgados, e uma razão N:P superior na Foz de Almargem. Em ambas as lagoas foram identificados taxa potencialmente tóxicos, cuja abundância se correlaciona significativamente com as concentrações de compostos azotados e fosfatados. A ocorrência destes taxa e o desenvolvimento de florescências é particularmente preocupante na lagoa dos Salgados, quer em termos de saúde pública quer em termos de impacte na fauna piscícola e avifauna locais.

19 UMA METODOLOGIA DE APOIO À DECISÃO NA GESTÃO DE SISTEMAS LAGUNARES COSTEIROS Pedro Duarte 1, António Pereira 2, Luís Paulo Reis 2 1 Universidade Fernando Pessoa, CIAGEB, Praça 9 de Abril, 349, , Porto. Portugal 2 Faculdade de Engenharia - Universidade do Porto, NIAD&R LIACC Rua Dr. Roberto Frias, s/n Porto. Portugal {amcp, A gestão de sistemas lagunares costeiros envolve diversos actores com opiniões por vezes divergentes quanto às opções de gestão mais adequadas, em função do seu conhecimento, dos seus interesses e da sua sensibilidade para diferentes problemas ambientais, económicos, sociais e culturais. Um dos problemas fulcrais é a capacidade de prever o resultado de diversos cenários possíveis de gestão, tais como a construção de infra-estruturas portuárias, a realização de operações de dragagem, etc. Outro problema central é a definição dos indicadores adequados para avaliar os efeitos ambientais, económicos e sociais dos diferentes cenários. Uma vez definidos os indicadores, podem ser utilizados modelos matemáticos para avaliar os efeitos de diferentes cenários nos mesmos. No entanto, é necessário dispor de uma metodologia que permita ponderar os diferentes indicadores permitindo classificar qualitativamente os cenários. Nesta comunicação será apresentado um conjunto de ferramentas destinadas à simulação de ecossistemas costeiros, à avaliação dos resultados obtidos com o simulador (EcoDynamo), mediante um Sistema de Apoio à Decisão baseado na metodologia Analytical Hierarchical Process, e à optimização de diversas opções de gestão recorrendo a Agentes Inteligentes. Serão demonstradas e discutidas aplicações recentes da metodologia apresentada.

20 BIOINDICADORES DE QUALIDADE AMBIENTAL EM ECÓTONOS DE ZONAS HÚMIDAS COSTEIRAS: A PARTICULARIDADE DOS SISTEMAS DEPENDENTES DE AQUÍFEROS Paula C. Tavares e Luís T. Ribeiro CVRM / Centro de Geo-Sistemas - Instituto Superior Técnico Av. Rovisco Pais, Lisboa. Portugal Tel.: (351) , Fax: (351) , As zonas húmidas costeiras são caracterizadas por extensas áreas de interface entre o meio terrestre e o meio aquático e também entre a água doce e a água salgada. No caso das zonas húmidas que estão ligadas a aquíferos existem também áreas de interface entre as águas superficiais e as águas subterrâneas. Estas zonas húmidas fazem parte dos chamados Groundwater Dependent Ecosystems ou GDEs, e às referidas interfaces estão associados grupos ecológicos específicos definindo ecótonos. São várias as perturbações que podem afectar a qualidade ambiental destes GDEs, nomeadamente a disponibilidade e a qualidade da água nos aquíferos. A utilização de bioindicadores é uma ferramenta muito importante na avaliação da qualidade da água. As comunidades de invertebrados são constituídas por algumas espécies sensíveis a alterações nas condições fisico-quimicas da água. Contudo várias questões permanecem pouco esclarecidas. É necessário conhecer melhor o contributo das águas subterrâneas para a alimentação das águas superficiais de cada uma destas zonas, sendo que este pode variar sazonalmente e entre anos, devido à acção de vários factores entre os quais o clima. Por outro lado, ainda pouco se conhece sobre o papel das zonas de interface e seus ecótonos na regeneração das águas após perturbações por intervenção nos habitats ou devido ao clima. A Convenção sobre a Protecção e a Utilização dos Cursos de Água Transfronteiriços e dos Lagos Internacionais exigiu a monitorização de diferentes tipos de água (superficial, subterrânea e salgada). Desde então a União Europeia incorporou a monitorização das águas subterrâneas, mas a integração entre os diferentes tipos de água não foi ainda conseguida, em particular no que diz respeito às zonas de interface. A integração de bioindicadores de diferentes ecótonos e diferentes níveis tróficos permitirá integrar os efeitos da poluição em diferentes escalas espaciais e temporais. Os invertebrados de águas subterrâneas e águas superficiais, bem como parte dos seus predadores, p.ex. as aves, podem ser integrados em índices de avaliação da qualidade ambiental destas zonas húmidas. Estes bioindicadores, quando integrados, podem indicar a capacidade de recuperação de um aquífero após elevadas extrações de água, a eficiência de práticas de reabilitação nestas zonas húmidas, ou os impactos da recarga artificial. Contribuem por isso, para uma melhor gestão destas zonas húmidas no sul da Europa, onde a acção do clima pode ser potenciadora da sua degradação.

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Para este comentário foi analisado o EIA disponível no site da APA: http://siaia.apambiente.pt/aia1.aspx?id=2825 Ex.mo Sr. Diretor-Geral, Agência Portuguesa do Ambiente Rua da Murgueira 9/9A Zambujal Apartado 7585- Alfragide 2721-865 Amadora Lisboa, 03 de Agosto de 2015 Assunto: Estudo de Impacte Ambiental (EIA)

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